29 de outubro de 2015

Trinta

Sei que devo correr, gritar, fazer alguma coisa. No entanto, não consigo sair do lugar, os chinelos de borracha pregados ao chão como se tivessem criado raízes. E mantenho os olhos grudados em Drina, perguntando-me não só como vim parar aqui mas também o que a garota terá em mente.
— O amor é uma grande cilada, não acha? — Sorrindo, com a cabeça inclinada para o lado, ela me olha de cima a baixo.—Justo quando você encontra o homem de seus sonhos, um cara que parece bom demais pra ser verdade, você descobre, de uma hora pra outra, que ele é mesmo bom demais pra ser verdade! Pelo menos, pra você. E dali a pouco se vê sozinha, arrasada e, vamos combinar, chapada a maior parte do tempo. Mas devo confessar: me diverti muito acompanhando essa sua derrocada para o mundo dos vícios juvenis. Tão previsível, tão... clichê. Entende? Uma mentirinha aqui, outra ali, os pequenos furtos, as portas trancadas... Toda a sua energia direcionada para descolar uma birita. O que facilitou, e muito, minha vida. Pois a cada gole que dava você enfraquecia suas defesas. Bloqueava os estímulos externos, tudo bem, mas também ficava mais vulnerável, mais aberta, mais fácil de manipular. — Ela aperta meu braço, as unhas afiadas cravadas em meu pulso, e me puxa para perto. Tento me desvencilhar, mas não consigo. Drina é monstruosamente forte.
— Ah!, os mortais. — Ela contrai os lábios. — Alvos sempre tão fáceis! Adoro brincar com vocês! Por acaso você acha que montei todo este circo pra nada? Claro, poderia ter optado por algo mais simples. Poxa, se quisesse, teria acabado com você lá em seu quarto, quando ainda estava preparando o terreno. Teria sido bem mais rápido e menos trabalhoso. Por outro lado, nem de perto seria tão divertido. Pra nós duas, não acha?
Com os olhos ainda cravados em Drina, não posso deixar de notar a perfeição do rosto dela, o corte igualmente perfeito dos cabelos e do vestido de seda preta, justo e solto nos lugares certos, tudo isso acentuando uma beleza de tirar o fôlego. E quando ela corre a mão pelos cabelos vermelho-cobre, vejo o uróboro tatuado no pulso, que some um segundo depois, no tempo em que pisquei os olhos.
— Então, vejamos. Você achou que era o Damen quem a estava chamando aqui, convocando sua presença, contra sua vontade. Sinto muito decepcioná-la, Ever, mas sou eu quem está por trás de tudo isso, de toda essa encenação. Simplesmente adoro o dia 21 de dezembro, você não? O solstício de inverno, a noite mais longa do ano, com todos aqueles góticos ridículos festejando num cânion qualquer. — Ela faz que não está nem aí, seus elegantes ombros subindo e descendo, revelando o uróboro ora sim, ora não. — Desculpe se fui teatral demais. Mas é isso que torna a vida mais interessante, concorda comigo?
Novamente tento me desvencilhar, mas Drina crava as unhas ainda mais fundo, por pouco não tirando sangue de meu braço.
— Digamos que eu decidisse soltá-la — ela continua. — O que você faria? Fugiria de mim? Sou muito mais rápida. Gritaria por sua amiga? Ops, não vai dar. Haven nem está aqui. Parece que mandei sua amiga pra festa errada, no cânion errado. Neste exato momento, está andando de um lado pro outro feito uma barata tonta, procurando por mim no meio daquela multidão de pretensos vampiros! — Ela ri. — Achei que você gostaria de um encontro mais íntimo. — Ela de novo olha para mim de cima a baixo. — Hoje você é minha convidada de honra.
— O que você quer de mim? — pergunto, cerrando os dentes de tanta dor quando Drina aumenta a pressão contra meu braço, ameaçando reduzir meus ossos a pó.
— Não me apresse — ela retruca, as pálpebras apertadas sobre os magníficos olhos verdes que me encaram. — Tudo a seu tempo. Onde estávamos mesmo? Antes de você cometer a grosseria de me interromper? Ah, sim, falávamos de você, de como veio parar aqui, de como as coisas não aconteceram do modo que imaginava. Mas na vida nada é o que imaginamos, certo? Nunca foi. E receio que nunca será. Veja bem, Damen e eu nos conhecemos há muito tempo. Há muito, muito, muito tempo. E, no entanto, apesar de todos esses anos juntos, apesar de nossa longevidade, você sempre dá um jeito de se colocar em nosso caminho.
Baixo os olhos, perguntando-me como pude ser tão estúpida, tão ingênua. Essa história nunca teve nada a ver com Haven. Apenas comigo.
— Ooooh, não seja tão cruel assim com você mesma. Não é a primeira vez que comete o mesmo erro. Eu fui a responsável pela sua morte em... quantas vidas, mesmo? — Ela dá de ombros. — Sei lá, já perdi as contas.
De repente me lembro daquele dia no estacionamento da escola, em que Damen disse que não suportaria me perder outra vez. Mas quando vejo a expressão de ódio no rosto de Drina, sabendo que ela é capaz de ler minha mente, procuro não pensar em mais nada.
Sem largar de meu braço, ela começa a andar a meu redor, obrigando-me a girar sobre os pés, circulando a língua por dentro da boca.
— Vejamos — diz. — Se não me falha a memória, e ela nunca falha, nas últimas vezes que nos encontramos, você e eu brincamos de um joguinho chamado Doce ou Travessura. E devo adiantar que você não se saiu lá muito bem em nenhuma das vezes. Mesmo assim, por incrível que pareça, você nunca se cansa de brincar! Então pensei: talvez ela queira tentar de novo.
Encaro Drina, a essa altura já estou tonta de tanto girar, sem falar no álcool que ainda corre em minhas veias. Mas nem por isso deixo de notar a ameaça velada nas palavras dela.
— Já viu um gato matando um rato? — Sorrindo, com os olhos brilhando, Drina passa a língua em torno dos lábios como se estivesse salivando. — Sabe como o gato gosta de brincar com sua presa estúpida, prolongando a agonia dela até se cansar da brincadeira e terminar o serviço?
Fecho os olhos, sem querer ouvir mais nada. Ora, se ela quer tanto me matar, por que não acaba logo com isso?
— Pois então, isso seria o doce, pelo menos para mim. — Ela ri. — Mas... e a travessura? Não está curiosa pra saber qual é a travessura? — Vendo que não vou responder, ela suspira e diz: — Poxa, você é um tanto burrinha, hem? Mas vou dizer assim mesmo. A travessura é a seguinte: finjo que deixo você ir embora, depois cruzo os braços e fico olhando você correr em círculos, tentando escapar, até que fica exausta e desiste. Aí vou lá e recolho meu doce. Então, o que vai ser? Morte lenta ou morte agonizantemente lenta? Mas escolha depressa, porque o tempo está correndo!
— Por que você quer me matar, afinal? — pergunto, olhando para ela. — Por que não me deixa em paz? Damen e eu nem estamos mais juntos! Faz semanas que a gente não se vê!
No entanto ela apenas ri.
— Nada pessoal, Ever. Mas, por algum motivo, minha relação com Damen sempre fica melhor depois que você é... eliminada.
Apesar de ter pedido uma morte rápida ainda há pouco, mudei de ideia. Recuso-me a desistir sem lutar. Mesmo que esteja fadada a perder.
Drina balança a cabeça e me encara, visivelmente decepcionada.
— Tudo bem — diz. — Você escolheu a travessura, certo? Então vá, corra!
Ela solta meu braço, e eu fujo correndo pelo cânion, sabendo que provavelmente não há nada nem ninguém que possa me salvar, mas determinada a pelo menos fazer uma tentativa.
Afasto os cabelos dos olhos e corro cegamente pela névoa, com a esperança de reencontrar a trilha e voltar pelo mesmo caminho até o carro. Os pulmões ameaçam explodir em meu peito, os chinelos não tardam a ficar para trás, mas continuo correndo, pisando em cascalho frio e cortante, tentando ignorar os galhos secos que vão fincando em meus flancos e a certa altura arrancam meu casaco. Correndo rumo à vida — mesmo não tendo certeza de realmente querer vivê-la.
E enquanto corro lembro-me de outra ocasião em que tive de correr assim.
Mas, como no sonho, não faço a menor ideia de como tudo termina.
Acabo de chegar à clareira que leva de volta à trilha quando Drina irrompe da névoa e interpõe-se em meu caminho.
Tento esquivar-me, desviando e seguindo adiante, mas, na maior calma do mundo, ela levanta a perna e me passa uma rasteira, fazendo com que eu caia de cara no chão.
Estatelada, meu rosto sobre uma poça de meu próprio sangue, ouço a risada de escárnio que ela lança em minha direção. E quando tento levar minha mão ao rosto, meu nariz tomba para o lado, quebrado.
Cuspindo terra, sangue e dentes, reunindo as forças que ainda me restam, finalmente consigo ficar de pé. E observo quando Drina balança a cabeça e diz:
— Cruzes, Ever. Você está horrível! — E com uma cara de nojo, emenda: — Horrível demais! Não entendo o que Damen viu em você.
Sinto dores no corpo inteiro e mal consigo respirar. A boca está empapada de sangue, deixando um gosto amargo e metálico na língua.
— Bem, suponho que você queira saber de todos os detalhes, ainda que não vá se lembrar deles da próxima vez. Mas é sempre divertido ver sua cara de espanto quando explico tudo o que fiz. — Ela ri. — Não sei por que, mas por algum motivo nunca me canso desta cena em particular, apesar de já tê-la visto um milhão de vezes. Além disso, para ser bastante honesta, devo admitir que quanto mais prolongada sua agonia, maior meu prazer. Assim como as preliminares do sexo, entende? Quer dizer, claro que não entende. Por mais que você volte, vida após vida, sempre acaba morrendo virgem. O que seria muito triste se não fosse tão engraçado. — Drina deixa escapar mais um de seus risinhos irônicos. — Então, por onde começo? Vamos ver, vamos ver... — ela diz, olhando para mim com os lábios crispados, as unhas vermelhas tamborilando na cintura. — Já sei. Bem, em primeiro lugar, como você já deve ter deduzido, fui eu quem trocou o quadro que estava no porta-malas de seu carro. Quer dizer, você como a Mulher de Cabelos Amarelos de Picasso? Na-na-ni-na-não! Simplesmente não dá. Cá entre nós, Picasso teria ficado furioso. Apesar de tudo, eu realmente o amo. O Damen, claro. Não aquele espanhol velhote. — Ela ri. — E quanto à pluma preta, fui eu também. — Revirando os olhos, ela bufa: — Damen às vezes é tão... piegas. Ah, também fui eu quem plantou aquele sonho em sua cabeça. Meses de preparação, de mistério... Um toque de classe, não acha? E não, não vou explicar todos os comos e porquês. Demoraria muito. Além do mais, na atual conjuntura, nada disso é relevante. Pena que você não morreu naquele acidente, Ever, pois teria poupado a nós duas toda essa amolação. Você faz ideia do estrago que causou? Quer dizer, por sua culpa Evangeline está morta, e Haven... bem, essa escapou por um triz. Poxa, Ever, quanto egoísmo de sua parte!
Ela olha para mim, mas me recuso a falar, o que talvez signifique uma confissão de culpa.
Drina ri e diz:
— Agora que você vai partir desta para a melhor, não custa nada confessar, né? — Erguendo a mão direita como se fosse fazer um juramento solene, ela continua: — Eu, Drina Magdalena Auguste — e pisca para mim ao dizer “Auguste” —, confesso que eliminei Evangeline, também conhecida como June Porter. Que, aliás, não estava contribuindo com nada, só ocupando espaço, portanto não merece consideração alguma. Eu precisava tirar a garota do caminho para ter acesso direto a Haven. — Ela sorri, seus olhos me encarando. — Sim, tal como você suspeitava, roubei sua amiga Haven de propósito. O que é muito fácil no caso dessas pessoas perdidas e mal-amadas que só precisam de um pouquinho de atenção para comer bem aqui, na palma de nossa mão. E, sim, também convenci a garota a fazer aquela tatuagem que por pouco não a matou, mas só porque não conseguia decidir se queria matá-la de uma vez por todas ou matá-la para depois trazê-la de volta como uma imortal. Faz tempo que não tenho uma discípula, sabe, e eu adorava ter uma. Por outro lado, a indecisão sempre foi meu ponto fraco. Diante de tantas opções, e de uma eternidade inteira pra experimentar cada uma delas, bem, às vezes fica difícil resistir à ganância e escolher uma só! — Ela sorri feito uma criança que acabou de fazer uma travessura e nada mais. — De qualquer modo, hesitei por muito tempo e Damen acabou interferindo, sendo o altruísta sentimentaloide que sempre foi. E depois... Bem, o restante você já sabe. Ah, já ia esquecendo: também fui eu quem conseguiu aquele papel para o Miles na peça. Mas justiça seja feita: é muito provável que ele tivesse chegado lá por conta própria, o garoto é extremamente talentoso. Mas eu não podia correr nenhum risco, então me infiltrei na cabeça do diretor e garanti o voto a favor de seu amigo. Quanto a Sabine e Jeff? Obra minha também. Você há de convir: mandei muito bem, não mandei? Imagine só, sua tia advogada, bonita, inteligente e bem-sucedida, apaixonando-se por aquele zero à esquerda! — Ela ri. — Patético, mas ao mesmo tempo muito engraçado, não acha?
Mas por quê? Por que tudo isso?, penso, incapacitada de falar em razão dos tantos dentes quebrados e do sangue que me faz engasgar. Mas sequer preciso abrir a boca para dizer o que quer que seja, já que Drina pode ler meus pensamentos. Por que envolver tanta gente, por que não perseguir só a mim?
— Eu queria mostrar como sua vida pode ser solitária. Provar como é fácil para as pessoas abandonar você em favor de algo melhor, mais excitante. Você está sozinha, Ever. Sozinha, isolada, mal-amada. Leva uma vida patética, que dificilmente vale a pena ser vivida. Portanto, como você pode ver, estou lhe prestando um favor. — Ela sorri. — Embora você não vá ter como me agradecer.
Olho para Drina, perguntando-me como uma pessoa tão extraordinariamente linda pode ser tão feia por dentro. Em seguida, olhando bem fundo nos olhos dela, rezando para não ser notada, dou um pequeno passo para trás.
Nem estou mais com Damen! Brigamos faz muito tempo! Por que você não vai atrás dele e me deixa em paz? Por que cada uma não segue seu caminho e esquece que tudo isso aconteceu?, penso, procurando distraí-la.
Drina ri e revira os olhos.
— Acredite em mim — diz. — Se tem alguém aqui que vai esquecer que tudo isso aconteceu, esse alguém é você! Além do mais, as coisas não são tão simples assim. Você não faz a menor ideia de como elas funcionam, faz?
É verdade, não faço mesmo.
— Veja bem. O Damen é meu. Sempre foi. Mas, infelizmente, você sempre acaba aparecendo em nosso caminho, em seu estúpido, patético, monótono e repetitivo ciclo de vida. E, já que insiste nisso, cabe a mim encontrá-la e matá-la a cada vez.
Ela dá um passo em minha direção, e quando recuo piso a sola descalça e ensanguentada do pé em uma pequena pedra pontiaguda, apertando os olhos e contraindo o rosto com a dor insuportável.
— Você acha que isso dói? — diz Drina, às gargalhadas. — Ainda não viu nada, garota!
Então olho desesperada pelo cânion, em busca de uma saída qualquer, que me ajude a escapar. Dou um segundo passo atrás, mas novamente tropeço e vou ao chão, aproveitando a oportunidade para pegar a primeira pedra que vejo, grande e pontuda, e a arremesso contra Drina. A pedra acerta em cheio sua boca, abrindo um talho profundo nos lábios.
Nem um pouco intimidada, Drina dá uma longa risada, a ferida em seu rosto cheia de sangue, deixando à mostra dois dentes quebrados. Mas, para meu horror, volta ao normal em questão de segundos, os dentes novamente perfeitos, a boca sem traço algum de sangue, a mesma beleza impecável de sempre.
— Quanta falta de imaginação, Ever... — suspira. — Tente algo diferente, garota, quero me divertir um pouco!
Drina coloca-se à minha frente, mãos na cintura, sobrancelhas arqueadas, mas fico exatamente onde estou, recusando-me a fugir, a dar a cartada seguinte. Não quero dar a ela o prazer de me fazer de boba outra vez. Além disso, tudo o que ela falou antes é verdade. Minha vida é um desastre total. Pior, um desastre que acaba resvalando para todas as pessoas que me cercam.
Fico imóvel enquanto vejo Drina avançar em minha direção, sorrindo ao pensar no que está por vir, sabendo que meu fim está próximo. Então fecho os olhos e relembro aquele momento pouco antes do acidente, quando eu ainda era uma garota saudável e feliz, cercada pela família que tanto amava. A imagem me vem tão clara à mente que posso sentir o couro quentinho do banco do carro sob as pernas, o rabo de Buttercup batendo contra minha coxa; posso ouvir Riley cantando a plenos pulmões, feito uma maluca, completamente desafinada; posso ver o rosto sorridente da mamãe quando ela se vira para trás e faz um carinho nos joelhos de minha irmã, e os olhos do papai, que me observa pelo retrovisor com um delicioso sorriso de cumplicidade nos lábios.
Saboreando cada sensação, cada cheiro, cada ruído e cada emoção, como se novamente estivesse ali, faço o possível para não deixar esse momento escapar, ruminando-o na mente. Quero que ele seja minha última lembrança antes de partir: a lembrança de meu último momento de verdadeira felicidade.
Ainda estou perdida em meus pensamentos quando, de repente, ouço Drina exclamar assustada:
— Que diabos é isto agora?
Abrindo os olhos, vejo a expressão de choque em seu rosto, o queixo caído, os olhos arregalados que me examinam de cima a baixo. Então me examino também, e mal posso acreditar no que vejo: a camisola está novamente perfeita, os pés não estão mais ensanguentados, os joelhos não têm nenhum arranhão. Correndo a língua pela boca, sinto que todos os dentes estão lá outra vez, intactos, e levando a mão ao nariz vejo que ele está tão sólido como sempre foi. Não faço a menor ideia do que aconteceu, mas sei que preciso agir rápido, antes que seja tarde demais.
Drina recua perplexa, cheia de dúvidas, quando vou avançando em direção a ela. Não sei o que trará o próximo passo, muito menos o seguinte. Sei apenas que estou correndo contra o tempo.
— Então, o que vai ser? — digo. — Doce ou travessura?

9 comentários:

  1. "Doce ou travessura?" Amei essa parte! kkkkkkkkkkkkkk
    Ass: Bina.

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  2. Uhuuuuul!!! Kkkk mais cadê o damen hein?
    Ass>Amanda

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  3. Tbm quero o Damen.... Adorei essa Ever, o feitiço contra a feiticeira kkkkk

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  4. HUSH HUSH
    TA PARECIDO D➕ ODEIO ISSO

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  5. kk A-M-E-I kk LOVE e ai? doce ou travessura? kkkkkk
    agr serio, oq ela tem? algum tipo de imortalidade?
    só falo uma coisinha, ela vai matar a Drina shuashuashua

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  6. Chuppaaaaaaaaaaaaaaa vadia :v kkkkkkkkk


    Raih

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  7. chupaaaaaaaaaaaaaa
    kkkkkkkkkkkkkkkk
    ela vai ser imortal
    ela vai ser imortal
    😁😁😁😁😁😁😁😁😁
    q felicidades

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  8. Kkkkkkkkkk S-A-M-B-O-U ♥♥♥
    Ameeeeiii!!!

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  9. A parte de ela tar sempre a renacer e igual ao fallen, mas em vez de ser a bibliotecaria a tentar matala e a drina!!

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