18 de outubro de 2015

Trinta e dois - Meus anos jogando Bassmasters 2000 compensaram

ERA UMA TARDE horrível para pescar.
O mar estava agitado e eu vomitei na água várias vezes. O frio não me incomodava, mas o granizo espetava meu rosto. O sacolejo do convés deixou minhas pernas bambas. Harald, o gigante do gelo, estava no leme, cantando em uma linguagem gutural que imaginei que fosse jötunnês.
Sam não pareceu incomodada pelo mar agitado. Ficou inclinada na amurada olhando para o céu acinzentado, o lenço voando ao redor do pescoço como guelras.
— Qual é a do lenço, afinal? — perguntei. — Às vezes, você cobre a cabeça. Às vezes, não.
Ela colocou os dedos na seda verde de forma protetora.
— É um hijab. Uso quando quero ou quando acho que devo. Quando levo minha avó à mesquita às sextas, por exemplo, ou...
— Ou quando vê Amir?
Ela murmurou:
— Cheguei a pensar que você ia deixar isso pra lá.
— O pombo disse que Amir é seu noivo. Você tem o quê, dezesseis anos?
— Magnus...
— Só estou dizendo, se for um daqueles casamentos forçados, isso é errado. Você é uma valquíria. Devia poder...
— Magnus, pare. Por favor.
O barco se chocou com uma onda e nos encharcou com água do mar.
Samirah segurou a amurada.
— Meus avós são antiquados. Foram criados em Bagdá, mas fugiram para os Estados Unidos quando Saddam Hussein estava no poder.
— E...?
— Eles conhecem os Fadlan desde sempre. São boas pessoas. Parentes distantes. Bem-sucedidos, gentis...
— Eu sei. Abdel é demais. Amir parece legal. Mas casamento forçado se você não ama o cara...
— Arg! Você não entende. Eu sou apaixonada por Amir desde que tinha doze anos.
O barco grunhiu ao passar entre mais ondas. Harald continuou cantando a versão de “Noventa e nove garrafas de cerveja” em jötunnês.
— Ah.
— Não que isso seja da sua conta — acrescentou Samirah.
— Não mesmo.
— Mas, às vezes, quando uma família tenta formar um casal, ela leva em consideração a opinião da garota.
— Certo.
— Só percebi quando fiquei mais velha... Depois que minha mãe morreu, meus avós me acolheram, mas, bem, minha mãe não era casada quando eu nasci. A geração dos meus avós ainda considera isso uma falta muito grave.
— É.
Decidi não acrescentar: Além do mais, você é filha do Loki, a origem de todo o mal.
Sam pareceu ler meus pensamentos.
— Ela era médica, a minha mãe. Conheceu Loki na sala de emergência. Ele estava... Não sei... Tinha gastado boa parte de seu poder tentando aparecer em Midgard na forma física. Ficou preso de algum jeito, dividido entre os mundos. A manifestação dele em Boston estava sofrendo, fraca e impotente.
— Ela o curou?
Sam limpou uma gota de água do pulso.
— De certa forma. Ela foi gentil; ficou ao lado dele. Loki pode ser muito encantador quando quer.
— Eu sei. — Pisquei. — Quer dizer... pelas histórias. Você já o viu pessoalmente?
Ela me lançou um olhar sombrio.
— Não aprovo as decisões do meu pai. Ele pode ser carismático, mas também é um mentiroso, ladrão e assassino. Já me visitou várias vezes. Eu me recusei a falar com ele, o que o deixou louco. Ele não gosta de ser ignorado. É doido para chamar a atenção.
— Entendi. Loki. Louquinho.
Ela revirou os olhos.
— Enfim. Minha mãe praticamente me criou sozinha. Era uma mulher determinada, diferente. Quando morreu... Bem, onde morávamos eu era considerada uma pessoa ruim, uma bastarda. Meus avós tiveram sorte, muita sorte, de terem a bênção dos Fadlan para que eu me casasse com Amir. Eles não têm absolutamente nada a ganhar com o casamento. Não sou rica nem respeitável nem...
— Pare com isso. Você é inteligente, corajosa. É uma valquíria com a bênção de Frigga. E não consigo acreditar que estou procurando motivos para apoiar seu casamento arranjado...
O cabelo castanho voava ao redor do rosto, acumulando pedacinhos de gelo.
— Essa coisa de valquíria é um problema — disse ela. — Minha família... Bem, somos um pouco diferentes. Temos um histórico com os deuses nórdicos.
— Como assim?
Sam abanou a mão e desconversou, como se dissesse: Daria muito trabalho explicar.
— Mesmo assim — prosseguiu — se alguém descobrisse sobre minha vida dupla... Acho que o Sr. Fadlan não gostaria que o filho mais velho se casasse com uma garota que faz bico como coletora de almas para deuses pagãos.
— Ah. Falando desse jeito...
— Eu cubro minhas faltas da melhor forma que posso.
— Aulas de matemática.
— E alguns glamoures simples de uma valquíria. Mas uma boa muçulmana não deve sair sozinha com caras estranhos.
— Caras estranhos. Obrigado.
Tive uma visão repentina de Sam sentada na aula de inglês e o celular começando a vibrar. A tela pisca: LIGAÇÃO DE ODIN. Ela corre para o banheiro, veste seu traje de Supervalquíria e sai voando pela janela mais próxima.
— Quando você foi expulsa de Valhala... Hã, bom, me desculpe por isso. Mas você não pensou: Ei, talvez seja uma coisa boa. Posso ter uma vida normal agora?
— Não. Esse é o problema. Eu quero as duas coisas. Quero me casar com Amir na hora certa. Mas também sempre quis voar.
— Voar, tipo, em aviões ou mais no estilo andar por aí em um cavalo mágico?
— As duas coisas. Aos seis anos, comecei a desenhar aviões. Eu queria ser piloto. Quantas pilotos mulheres árabe-americanas você conhece?
— Você seria a primeira — admiti.
— Gosto dessa ideia. Me faça qualquer pergunta sobre aviões, e eu saberei responder.
— Então, quando você se tornou uma valquíria...
— Foi adrenalina pura. Poder sair voando quando eu quisesse foi um sonho virando realidade. Além do mais, senti que estava fazendo uma coisa boa. Procurava pessoas honradas e corajosas que morriam protegendo outras e as levava para Valhala. Você não sabe o quanto sinto falta disso.
A dor estava evidente em sua voz. Pessoas honradas e corajosas... Ela me incluía nesse grupo. Depois dos problemas que lhe causei, queria poder assegurar que tudo ficaria bem. Que descobriríamos um jeito de devolver a ela suas duas vidas.
Mas eu não podia prometer nem que sobreviveríamos àquele passeio de barco.
Do leme, Harald gritou:
— Mortais, vocês deviam prender a isca no anzol! Estamos chegando perto da boa pescaria!
Sam balançou a cabeça.
— Não. Vá mais longe!
Harald fez cara feia.
— Não é seguro! Mais longe...
— Você quer seu ouro ou não?
Harald murmurou alguma coisa provavelmente imprópria em jötunnês. E acelerou o barco.
Olhei para Sam.
— Como você sabe que temos que ir mais longe?
— Consigo sentir — disse ela. — Acho que é uma das vantagens do sangue do meu pai. Normalmente, consigo saber onde os piores monstros se escondem.
— Quanta alegria.
Espiei a escuridão. Pensei em Ginnungagap, a névoa primordial entre o gelo e o fogo. Parecíamos estar seguindo diretamente para lá. A qualquer momento, o mar poderia se dissolver, e cairíamos no vazio. Eu torcia para estar errado. Os avós de Sam ficariam furiosos se ela se atrasasse para o jantar.
O barco tremeu. O mar escureceu.
— Pronto — disse Sam. — Você sentiu? Passamos de Midgard para as águas de Jötunheim.
Apontei para bombordo. A algumas centenas de metros, uma torre de granito se projetava em meio à névoa.
— Mas aquilo é Graves Light. Não estamos tão longe do porto.
Sam pegou uma das varas de pesca enormes que talvez fosse mais apropriada para salto com vara.
— Os mundos se sobrepõem, Magnus, principalmente perto de Boston. Vá pegar a isca.
Harald diminuiu a velocidade do barco quando me viu chegando à popa.
— É perigoso demais pescar aqui — avisou ele. — Além do mais, duvido que você consiga usar essa isca.
— Cala a boca, Harald.
Peguei a corrente e arrastei a cabeça do touro, quase derrubando o capitão com um dos chifres do animal.
Quando alcancei Sam, examinamos o gancho de metal, que estava bem enfiado no crânio do touro.
— Isso deve servir como anzol de pesca — concluiu Sam. — Vamos amarrar essa corrente nela.
Passamos alguns minutos prendendo a corrente na linha de pesca, um cabo de aço fino trançado que fez o molinete pesar uns cento e trinta quilos.
Juntos, Sam e eu rolamos a cabeça do touro pela frente do barco. Enquanto afundava lentamente na espuma congelada, o olho morto do touro ficou me olhando como se dissesse: Isso não foi legal, cara!
Harald se aproximou carregando uma cadeira grande. Afundou os quatro pés dela em buracos de âncora no convés. Em seguida, prendeu-a com cabos de aço.
— Se eu fosse você, humano — disse ele — colocaria o cinto de segurança.
Com os arreios de couro, aquilo ficou parecendo uma cadeira elétrica, mas Sam segurou a vara de pescar enquanto eu sentei e me prendi.
— E por que eu estou na cadeira? — perguntei.
— A sua promessa — lembrou ela. — Você fez um juramento de fidelidade.
— Fidelidade é uma droga.
No kit de suprimentos do gigante, peguei luvas de couro quatro vezes o meu tamanho e coloquei nas mãos.
Sam me passou a vara e pegou luvas para ela.
Eu tinha parte de uma lembrança de quando tinha dez anos e vi Tubarão com minha mãe por insistência dela. Ela me avisou que era superassustador, mas ou eu ficava entediado pelo ritmo lento ou ria do tubarão de borracha ridículo.
— Tomara que eu pesque um tubarão de borracha — murmurei, naquele momento.
Harald desligou o motor. De repente, ficou estranhamente silencioso. O vento parou. O granizo caindo no convés parecia areia batendo no vidro. As ondas se acalmaram, como se o mar estivesse prendendo a respiração.
Sam ficou na amurada, soltando a linha enquanto a cabeça do touro afundava nas profundezas.
Finalmente, a linha se esticou.
— Chegou ao fundo? — perguntei.
Sam mordeu o lábio.
— Não sei. Acho...
A linha se retesou fazendo um som que parecia o de um martelo em uma serra. Sam a soltou para não ser jogada no mar. A vara quase foi arrancada das minhas mãos, levando meus dedos junto, mas, de alguma forma, consegui segurar.
A cadeira grunhiu. As tiras de couro afundaram nas minhas clavículas. O barco todo se inclinou para a frente, em direção às ondas, com madeira estalando e parafusos soltando.
— Pelo sangue de Ymir! — gritou Harald. — Vamos afundar!
— Dê linha!
Sam pegou um balde. Jogou água no cabo, que soltava fumaça enquanto corria pela proa.
Trinquei os dentes. Os músculos dos meus braços pareciam massa quente de pão. Quando eu tinha certeza de que não aguentaria mais, o puxão parou. A linha zumbia de tensão, cortando a água cinzenta cem metros a estibordo.
— O que está acontecendo? — perguntei. — Está descansando?
Harald soltou um palavrão.
— Não estou gostando nada disso. Monstros do mar não se comportam assim. Nem os grandalhões...
— Puxe a linha! — gritou Sam. — Agora!
Girei o molinete. Foi como fazer queda de braço com o Exterminador do Futuro. A vara se curvou. O cabo estalou. Sam puxou a linha, deixando-a longe da amurada, mas mesmo com a ajuda dela quase não consegui enrolar.
Meus ombros ficaram dormentes. Senti fisgadas na lombar. Apesar do frio, eu estava coberto de suor e tremendo de exaustão. Parecia que estava puxando um navio de batalha naufragado.
De tempos em tempos, Sam gritava palavras de encorajamento:
— Não, seu idiota! Puxe!
Por fim, na frente do barco, o mar escureceu em uma área de quinze metros de diâmetro. A água se agitou.
No leme, Harald devia ter tido uma visão melhor do que estava emergindo. Quando gritou, não soou nem um pouco como um gigante:
— Cortem a linha!
— Não — respondeu Sam. — Agora vamos até o fim.
Harald pegou uma faca. Jogou no cabo, mas Sam afastou a lâmina com o machado.
— Afaste-se, gigante! — ordenou ela.
— Mas vocês não podem trazer essa coisa aqui para cima! — choramingou Harald. — É o...
— Sim, eu sei!
A vara começou a escorregar das minhas mãos.
— Me ajude!
Sam correu e pegou a vara de pescar. Ela pulou para perto de mim na cadeira a fim de ajudar, mas eu estava cansado e apavorado demais para ficar constrangido.
— Podemos até morrer — murmurou ela — mas isso com certeza vai chamar a atenção de Ran.
— Por quê? — perguntei. — O que é essa coisa?
Nossa pesca surgiu na superfície e abriu os olhos.
— Conheça meu irmão mais velho — disse Sam — a Serpente do Mundo.

42 comentários:

  1. Respostas
    1. Concordo. Deuses é o fim ela pegou o pior dos monstros marinhos

      Excluir
    2. Eu discordo eu acho que os monstros da Ciplomeia eram piores

      Excluir
    3. Man só pra vc ter um ideia, os movimentos dessa serpente sao capazes de destruir o planeta

      Excluir
    4. concordo já era

      ~coruja

      Excluir
    5. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  2. finalmente a história da Samirah, e ainda bem que o casamento não é arranjado qp seria muito chiclé

    ResponderExcluir
  3. Eu tenho certeza que o Magnus está a fim da Sam e ainda não sabe

    ResponderExcluir
  4. Esse casamento ai estragou meu shipp u.u

    ResponderExcluir
  5. Fudeu total, tão td ferrado

    ResponderExcluir
  6. EU SABIAAAA!!! HAHAHA EU SABIA!!!! *rindo como uma louca maníaca*

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pare com isso. Você é inteligente, corajosa. É uma valquíria com a bênção de Frigga. E não consigo acreditar que estou procurando motivos para apoiar seu casamento arranjado...
      Queria que desse certo entre esses dois

      Excluir
  7. Sabia q nao devia chippar esses dois ainda... Puxa rio rick e do Mal colocando esse casamento no meio :( :(

    ResponderExcluir
  8. Um irmão mais velho q gosta de cabeça d boi nojenta...eca!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É ainda mais estranho que os irmãos do Percy, e olha que além do Tyson ele tem Tritão, Anteu, Fineu, Círon, Crisaor, Polifemo, Árion, Pégaso.. Uff são muitos filhos esquisitos de Poseidon! Mas mesmo assim Loki consegue ser pior, se vestindo de mulher, ficando grávido de um cavalo... Tendo mais filhos bizarros...

      Excluir
    2. Eooq kkkk to aqui porque estou acompanhando os livros do tio Rick e não manjo quase nada da mitologia nordica, só entendo da greco-romana

      Excluir
  9. Um irmão mais velho que é uma super fodelosa serpente marinha...maneiro?

    ResponderExcluir
  10. Af Af ! Magnus tenha fé q no final ela vai ser sua ! (Uma ilusão minha só pra variar)

    ResponderExcluir
  11. "— Não aprovo as decisões do meu pai. Ele pode ser carismático, mas também é um mentiroso, ladrão e assassino." Porque tipo, todos os outros deuses são amáveis e têm boa conduta. São verdadeiros pilares da moral, não é?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O problema e que Loki não e um deus e sim um Gigante.

      Excluir
  12. Só eu estou feliz por (aparentemente) a garota bonita e incrível não ficar com o principal? Seria muito tipo Percy e Annabeth. Quando eles se conheceram, o mundo começou a ficar um caos, ai eles meio que se dão bem, mas também brigam muito. E então acabam saindo numa missão super perigosa juntos... Só espero que não comecem a namorar no final da trilogia, seria estranho :(

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que ela não fica com Magnus não, Carlos! Também não quero que isso aconteça

      Excluir
    2. realmente, eu ainda shippo um pouco os dois, mas eu quero que ela consiga casar com o Amir e tals e tb eu queria que o Magnus ficasse com alguém no final, ele é muito lgl pra ficar forever alone

      Excluir
    3. Não sei se só foi eu que notei isso mais a atenção de Magnus vai mais pra descrições dos homens bonitos. Sinceramente nunca shippei Magnus e Sam, o clima entre eles ate agora é mais como o de Carter e Sadie que de Percy e Annei.

      Excluir
  13. "De tempos em tempos, Sam gritava palavras de encorajamento:
    — Não, seu idiota! Puxe!" kkkk morri

    ResponderExcluir
  14. nuss, os filhos de Loki são tão odiados quanto os filhos de Hades.

    ResponderExcluir
  15. De tempos em tempos, Sam gritava palavras de encorajamento:

    — Não, seu idiota! Puxe! Huashuashua

    ResponderExcluir
  16. Tive uma visão repentina de Sam sentada na aula de inglês e o celular começando a vibrar. A tela pisca: LIGAÇÃO DE ODIN. Ela corre para o banheiro, veste seu traje de Supervalquíria e sai voando pela janela mais próxima. Kkkkkk Morri

    ResponderExcluir
  17. Sam e seus parentes por parte divina, coitada, mas se fosse a única. Se tem alguém que precisaria de muita terapia, é alguém que tem como irmãos um tritão, um ciclope, um pégaso (se não me engano), Cimopoleia(?), só pra começar. Acontece quando um dos seus pais tem tipo, alguns milênios para outros relacionamentos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Os parentes de Sam estão destinados a destruír Asgard, os do Percy são só a maioria das vezes um bando de ciclopes espalhados por ai, não é grande coisa.

      Excluir
  18. Ei eu posso ser filha de Ares e de Loki ao mesmo tempo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Criança de Zeus10 de maio de 2016 12:23

      Poderia por que Loki é "mãe" de um cavalo eu acho ñ lembro direito de que animal ele foi mãe mas vc poderia ser filha de Ares e Loki se tivesse um deles por mãe

      Excluir
  19. Criança de Zeus10 de maio de 2016 12:20

    Teria como ser filha de Zeus e Iduna ao mesmo tempo?

    ResponderExcluir
  20. E Percy achando estranho ser irmão do Pegaso kkkkkk

    ResponderExcluir
  21. — Não, seu IDIOTA! Puxe!
    So eu entendi a referencia do tio rick? (Aquela carenha) safadenha essa samirah

    ResponderExcluir
  22. Eitaaaa quanta treta
    (Não sei se isso é um spoiler,maaas relaxem sobre a vida amorosa do Magnus,vocês vão amar ahhdhahdh)

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!