18 de outubro de 2015

Trinta e cinco - Não farás cocô na cabeça da Arte

DEPOIS DE ME dar a maçã meio murcha da imortalidade, Sam me deixou no porto. Disse que se dependesse dela, não iria embora, mas seus avós iriam matá-la e ela não queria chegar atrasada nesse evento. Combinamos de nos encontrar na manhã seguinte no Public Garden.
Segui na direção da praça Copley. Me senti meio incomodado de andar pelas ruas com uma espada brilhante, então tive uma conversa com a minha arma. (Porque isso não era maluquice nenhuma.)
— Você pode fazer um glamour e virar uma coisa menor? De preferência algo que não uma corrente, porque não estamos mais nos anos 1990.
A espada não respondeu (dã), mas imaginei que estivesse zumbindo em um tom mais interrogativo, como: Tipo o quê?
— Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.
— Você tem uma ideia melhor?
A espada encolheu na minha mão e virou um pingente de runa em uma corrente. A pequena pedra branca tinha um símbolo preto:


— A runa de Frey. Não sou muito fã de bijuterias, mas tudo bem.
Prendi a corrente no pescoço. Descobri que a pedra era presa à corrente por magnetismo, então eu podia puxá-la com facilidade. Assim que fiz isso, a pedra cresceu e se transformou na espada. Se eu a quisesse de volta na forma de pingente, só precisava mentalizar. A espada encolhia e eu podia prender a pedra no cordão.
— Legal.
Talvez a espada tivesse mesmo ouvido meu pedido. Talvez tivesse sido eu quem criou o glamour.
Ou talvez aquilo fosse uma alucinação e eu estivesse usando uma espada enorme pendurada no pescoço.
Eu duvidava de que meu novo medalhão fosse chamar atenção de alguém. Quem olhasse veria o e imaginaria que significava racasso.
Quando cheguei à praça Copley, já estava escuro. Não havia sinal de Blitz e nem de Hearthstone, o que me deixou apreensivo. A biblioteca estaria fechada até o dia seguinte. Cheguei a me perguntar se Big Boy esperava que eu o encontrasse no telhado. Mas eu não escalaria as paredes da biblioteca.
Foi um dia longo. Com força de superguerreiro einherji ou não, eu estava exausto e tremendo de fome. Se Big Boy quisesse a maçã, ele que viesse buscar. Senão, eu a comeria.
Fiquei sentado na escadaria da frente da biblioteca, com a pedra balançando no pescoço como se ainda estivéssemos no barco de Harald. Eu estava entre duas estátuas de bronze que se reclinavam em um trono de mármore. Lembrei que uma simbolizava a Arte e a outra, a Ciência, mas ambas me pareciam prontas para sair de férias. Estavam apoiadas nos braços, com xales de metal cobrindo a cabeça, olhando na minha direção como se dissessem: Semaninha difícil, hein?
Era a primeira vez que eu ficava sozinho sem estar em perigo iminente desde... a capela? Estar acompanhado do próprio cadáver pode ser considerado sozinho?
Eu já devia ter sido enterrado àquela altura. Imaginei meu caixão sendo baixado em um túmulo gelado; tio Randolph apoiado na bengala, franzindo a testa com ressentimento; tio Frederick parecendo perplexo e perturbado com as roupas descombinadas; e Annabeth... eu não conseguia imaginar o que ela estava sentindo.
Ela correu para Boston para me procurar. Ficou sabendo que eu estava morto. Depois, que eu não estava morto, mas mesmo assim teve que ir ao meu enterro e sem poder contar a ninguém que tinha me visto.
Eu acreditava que ela cumpriria a promessa, mas nosso encontro me deixou atordoado. Algumas das coisas que ela disse: Posso ajudar você. Conheço um lugar onde você estará seguro.
Tirei o panfleto amassado do bolso do casaco. DESAPARECIDO! MAGNUS CHASE, 16 ANOS. LIGUE.
Observei o número do celular de Annabeth e tentei memorizá-lo. Eu devia uma explicação para ela, mas ainda não era o momento. Por minha causa, Blitzen ficara meio petrificado, Hearthstone fora nocauteado e Sam fora expulsa das valquírias. Eu não podia correr o risco de arrastar mais alguém para os meus problemas.
De acordo com as Nornas, o lobo Fenrir seria solto em sete dias se eu não impedisse. O Ragnarök começaria. Surt incendiaria os nove mundos. Eu jamais encontraria minha mãe e nem faria justiça pelo assassinato dela.
Apesar disso tudo, cada vez que pensava em encarar um lobo, em encarar Lobo, o próprio Fenrir, sentia vontade de me encolher no meu velho saco de dormir, enfiar os dedos nos ouvidos e cantarolar Lá lá lá, não está acontecendo.
Uma sombra encobriu minha cabeça. A águia Big Boy pousou na estátua de bronze à minha esquerda e imediatamente decorou a cabeça dela com titica.
— Cara, você fez cocô na Arte.
— Fiz? — Big Boy levantou as penas da cauda. — Ah, paciência. Imagino que ela esteja acostumada. Estou vendo que você sobreviveu à pescaria!
— Surpreso?
— Na verdade, estou. Conseguiu minha maçã?
Eu a tirei do bolso e joguei para ele. Big Boy pegou com a garra esquerda e começou a comer.
— Ah, é isso mesmo!
Eu tinha visto coisas estranhas recentemente, mas uma águia comendo uma maçã em cima da cabeça cagada da Arte estava entre as vinte melhores.
— Vai me dizer agora quem é você?
Big Boy arrotou.
— Acho que você merece. Vou confessar: não sou uma águia de verdade.
— Devo dizer que estou chocado. Cho-ca-do.
Ele arrancou outro pedaço de maçã.
— Além disso, duvido que você faça amigos entre os deuses quando eles souberem que me ajudou.
— Maravilha. Já estou na lista negra de Ran e Aegir.
— Ah, eles não são deuses propriamente. Não são aesires e nem vanires. Acho que estão mais para gigantes, embora a linha entre gigante e deus sempre tenha sido meio indefinida. Nossos clãs se casaram entre si muitas vezes ao longo dos anos.
— Nossos clãs. O que quer dizer...
A águia cresceu. Sombras se dobraram ao redor dele, aumentando seu tamanho como uma bola de neve ganhando massa. Ele assumiu a forma de um enorme velho deitado no colo da Arte. Usava botas com detalhes de ferro, uma bombacha de couro e uma túnica de penas de águia que devia estar ajudando na extinção da espécie. O cabelo era grisalho e o rosto, envelhecido. No antebraço, usava um bracelete dourado cheio de entalhes, o tipo de proteção de braço usado pelos lordes de Valhala.
— Você é um lorde?
— Um rei, na verdade. — Big Boy comeu outro pedaço de maçã. Na mesma hora, seu cabelo escureceu e algumas rugas sumiram. — Utgard-Loki, ao seu dispor!
Fechei os dedos ao redor da espada-pingente.
— Loki, tipo, Loki Loki?
O gigante fez cara feia.
— Você não faz ideia de quantas vezes ouço essa pergunta. Você é o “famoso” Loki? — Ele colocou famoso entre aspas. — Ugh! Ganhei esse nome antes de ele aparecer. É um nome popular entre gigantes! De qualquer modo, não, Magnus Chase, não sou parente do famoso Loki. Sou Utgard-Loki, o que quer dizer Loki das Terras Distantes, rei dos gigantes das montanhas. Estou observando você há anos.
— Eu ouço muito isso.
— Ah, você é bem mais interessante do que aqueles filhos burros de Thor que costumam me desafiar. Você vai ser um inimigo maravilhoso!
Senti pressão nos canais auditivos.
— Somos inimigos agora?
— Não precisa puxar sua espada ainda. Mas é um belo pingente. Algum dia, vamos nos encontrar em lados opostos. É inevitável. Mas, por enquanto, fico feliz em observar. Espero que você aprenda a usar a espada sem morrer. Isso seria divertido. Surt, aquele saco de fumaça velha, merece ser humilhado.
— Ah, fico feliz em entreter você.
O gigante jogou o resto da maçã na boca e a engoliu inteira. Agora aparentava ter uns vinte e cinco anos, com cabelo preto como carvão, o rosto belo e anguloso sem rugas.
— Falando em Surt — disse ele — o lorde do fogo nunca vai deixar você ficar com essa espada. Você tem... provavelmente até amanhã de manhã para que ele descubra que a encontrou.
Larguei o pingente. Meus braços pareciam sacos de areia molhados.
— Eu empalei Surt, cortei o nariz dele e o joguei em um rio com água gelada. Isso nem o atrasou?
— Ah, atrasou, sim! Agora, ele não passa de uma bola de fogo furiosa sem nariz, resmungando em Muspellheim. Surt vai precisar conservar todo o poder para se manifestar de novo no dia da lua cheia.
— Quando vai tentar libertar o lobo.
Talvez eu não devesse estar batendo papo sobre isso com um inimigo autodeclarado, mas alguma coisa me dizia que Utgard-Loki já sabia.
O gigante assentiu.
— Surt está mais ansioso do que qualquer um para que o Ragnarök aconteça. Ele sabe que vai consumir os nove mundos em chamas, e é o que espera desde o começo dos tempos. Já eu gosto do jeito como as coisas estão! Estou me divertindo. Mas gigantes do fogo... ah, não dá para dialogar com eles. Só querem queimar, queimar, queimar. A boa notícia é que Surt não vai poder matar você pessoalmente antes da lua cheia. Ele está fraco demais. A má notícia: ele tem muitos aliados.
— Odeio aliados.
— Surt não é o único atrás de você. Seus antigos amigos de Valhala o estão procurando. Não estão felizes de você ter saído sem permissão.
Pensei na capitã Gunilla e a cartucheira cheia de martelos. Imaginei um girando na direção do meu rosto.
— Ah, mas que perfeito.
— Se eu fosse você, Magnus, sairia de Midgard ao amanhecer. Isso despistaria os perseguidores, ao menos temporariamente.
— Sair da Terra. Simples assim.
— Eu sabia que você era esperto, garoto. — Utgard-Loki deslizou do colo da estátua. De pé, ele tinha uns três metros e meio. — Nós vamos nos encontrar de novo, Magnus Chase. Um dia, você vai precisar de um favor que só Utgard-Loki vai poder conceder. Mas agora... seus amigos querem conversar. Adeus!
O gigante foi envolvido por sombras e sumiu. No lugar dele estavam Blitzen e Hearthstone.
Hearth pulou para longe de mim como um gato assustado.
Blitzen largou a bolsa.
— Pela corneta de Heimdall, garoto! De onde você veio?
— De onde eu... Eu estou aqui há quase uma hora. Estava conversando com um gigante.
Hearth se aproximou de mim lentamente e me cutucou no peito para ver se eu era de verdade. Estamos aqui há horas, disse ele. Esperando você. Nós conversamos com o gigante. Então você apareceu.
Tive um mau pressentimento.
— Acho que devíamos comparar as histórias.
Contei para eles o que aconteceu desde que nos separamos: o barco do gigante Harald, o Sr. J e a Acumuladora Ran (o que seria um nome incrível para uma dupla de rappers) e minha conversa com Utgard-Loki.
— Ah. Isso não é nada bom. — Blitzen coçou a barba. Tinha deixado de lado o equipamento para afastar o sol e estava usando agora um terno de três peças berinjela com uma camisa malva e um cravo verde na lapela. — O gigante nos contou as mesmas coisas, mas... não o nome dele.
Hearth gesticulou Surpresa abrindo os dedos esqueléticos dos dois lados dos olhos, o que, nesse contexto, concluí que significava CARAMBA!
Utgard-Loki. Ele soletrou o nome. O feiticeiro mais poderoso de Jötunheim. Capaz de criar ilusões.
— Tivemos sorte — disse Blitz. — Utgard-Loki poderia ter nos levado a ver ou fazer qualquer coisa. Poderia ter nos feito pular de um telhado, matar uns aos outros acidentalmente ou até comer steak tartar. Na verdade — Blitz semicerrou os olhos — ainda podemos estar em uma ilusão. Qualquer um de nós pode ser um gigante.
Blitzen deu um soco no braço de Hearthstone.
AI!, disse ele e pisou nos dedos do pé do anão.
— Ou talvez não — decidiu Blitzen. — Ainda assim, isso não é nada bom. Magnus, você deu uma maçã da imortalidade para um rei gigante.
— E... o que isso quer dizer exatamente?
Blitz mexeu no cravo.
— Para ser sincero, não sei. Nunca entendi como essas maçãs funcionam. Imagino que vá deixar Utgard-Loki mais forte e mais jovem. E não se engane, quando o Ragnarök chegar, ele não vai estar do nosso lado.
Hearthstone gesticulou: Quem dera eu soubesse que era Utgard-Loki. Podia ter tirado umas dúvidas sobre magia.
— Humf — resmungou Blitz. — Você sabe muita coisa. Além do mais, não dá para confiar que um gigante dará respostas diretas. Agora, vocês dois precisam dormir. Elfos não conseguem ficar acordados muito tempo sem luz do sol. E Magnus parece que vai desmaiar.
Blitz estava certo. Eu já estava começando a ver dois Blitzens e dois Hearthstones, e acho que não tinha nada a ver com ilusões.
Acampamos na porta da biblioteca, como antigamente, só que com suprimentos melhores. Blitz pegou três sacos de dormir na bolsa, junto com uma muda de roupa para mim e alguns sanduíches, que comi tão rápido que nem senti o gosto. Hearth se acomodou no saco de dormir e começou a roncar na mesma hora.
— Descanse — disse Blitz. — Vou ficar de vigia. Amanhã, visitamos meus parentes.
— No mundo anão? — Meus pensamentos estavam ficando embaçados. — Na sua casa?
— Na minha casa. — Blitzen pareceu inquieto. — Parte da pesquisa que Hearth e eu fizemos hoje... Parece que vamos precisar de mais informações sobre a corda que amarra Fenrir. Só vamos conseguir isso em Nídavellir. — Ele se concentrou na corrente no meu pescoço. — Posso ver? A espada?
Peguei o pingente e coloquei a espada entre nós, a luz fazendo o rosto de Blitz cintilar como um pedaço de cobre no escuro.
— De tirar o fôlego — murmurou ele. — Aço de osso... ou alguma coisa mais exótica.
— Aço de osso... T.J. lá de Valhala mencionou isso.
Blitz não tocou na lâmina, mas passou a mão por cima com reverência.
— Para fazer aço, o ferro é derretido com carbono. A maioria dos ferreiros usa carvão, mas também é possível usar ossos... Os ossos de inimigos, de monstros, de ancestrais.
— Ah...
Olhei para a lâmina e me perguntei se meus tataravós podiam estar em algum lugar dela.
— Se forjado corretamente — disse Blitz — o aço de osso pode ferir criaturas sobrenaturais, até mesmo gigantes e deuses. É claro que é preciso encharcar a espada de sangue para endurecê-la, de preferência o sangue do tipo de criatura contra a qual você quer que a arma seja mais letal.
Os sanduíches não estavam caindo bem no meu estômago.
— Essa lâmina foi feita assim?
— Não sei — admitiu Blitz. — A espada de Frey é trabalho vanir, o que é um mistério para mim. Talvez esteja mais próxima da magia élfica de Hearth.
Meu ânimo murchou. Eu sabia que anões eram bons em forjar armas. No fundo, torcia para que Blitz pudesse me contar alguma coisa sobre os segredos da lâmina.
Olhei para Hearth, ainda roncando pacificamente.
— Você disse que Hearth sabia muita magia. Não estou criticando, mas nunca o vi fazer nenhuma... Bem, talvez só para abrir uma porta. O que mais ele sabe fazer?
Blitz colocou a mão ao lado dos pés de Hearth de forma protetora.
— A magia o exaure. Ele a usa com cuidado. Além do mais, a família dele...
Ele respirou fundo.
— Os elfos modernos não aprovam o estudo da magia. Os pais dele o envergonharam muito. Ele ainda tem vergonha de fazer magia na frente dos outros. Hearthstone não foi o filho que os pais queriam, considerando a magia e, você sabe...
Blitz bateu nos ouvidos.
Senti vontade de xingar os pais de Hearthstone em linguagem de sinais.
— Não é culpa dele ser surdo.
— Elfos. — Blitz deu de ombros. — Eles são intolerantes com qualquer coisa que não seja perfeita: música, artes, aparências. Os próprios filhos.
Senti vontade de protestar pelo quanto aquilo era errado. Mas pensei nos humanos e concluí que não éramos muito melhores.
— Durma um pouco, garoto — pediu Blitz. — Amanhã vai ser um grande dia. Para deixarmos Fenrir preso, vamos precisar da ajuda de um certo anão... e essa ajuda não vai ser barata. Vamos precisar de você com toda a sua força quando pularmos para Nídavellir.
— Pular... O que você quer dizer com pular?
Ele me olhou com preocupação, como se eu pudesse vir a ter outro enterro muito em breve.
— De manhã, você vai tentar subir na Árvore do Mundo.

64 comentários:

  1. — Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
    A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

    EU ENTENDI A REFERÊNCIA! (de novo)

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    1. Altos easter eggs!!!kkkkkkk

      ezequiel

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    2. A contracorrente que não gostou da parte "Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

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    3. Coitada da contracorrente!!! Ela pelo menos não é só uma espada, tbm pode usar como caneta.......

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    4. Esses easter eggs estão bem óbvios agora, essa da caneta foi que foi em Tio Rick.

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  2. Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
    A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.
    Deixa o Percy ouvir isso o Tio Rick não perdoa nem os próprios personagens kkkkk

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  3. O que sera que a espada vai dizer quando conhecer o Percy?

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    1. já vi que não vão ser amigos

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  4. Espada que vira caneta!! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, morri agr.

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  5. — Não é culpa dele ser surdo.
    Epa! Achei que ele era mudo!

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    1. É que normalmente quem é surdo não aprende a falar porque não sabe diferenciar os sons das palavras

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    2. Ele é surdo-mudo - é difícil alguém ser surdo e saber falar bem, já que nunca ouviu outra pessoa

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    3. O termo surdo - mudo é errado pois os surdos apenas não ouvem e se utilizam de uma língua diferente no caso do Brasil a LIBRAS língua brasileira de sinas

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    4. Eu pensei que ele conseguia ouvir,

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    5. ele consegue ler lábios, e os únicos surdos que não são mudos são os que não nasceram assim, ou os que nasceram com parte da audição e perderam ao longo do tempo (como um cara que eu conheço, só que ele não consegue falar direito)
      e uma pessoa só seria muda se tivesse algum "defeito" nas cordas vocais, podendo nascer assim ou ter acontecido algum acidente que provocasse isso

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  6. Espada q vira caneta? Q ideia idiota!!!! Kkkkkkkkkkkk

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  7. — Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
    A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

    Sério tio Rick? Kkkkkkkkkkkkkkk

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  8. — Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?

    Sutil, Rick. Sutil...

    P.S. Só eu acho que Hearthstone daria um ótimo nome para uma banda de rock?

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    1. Kkkkk 😂 verdade. Kkkk eu também acho
      👍Hearthstone👍

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    2. Parece que esse é o nome de um jogo...
      E concordo, seria um bom nome de banda mesmo heuaheuaheau

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    3. manda essa ideia p/o simon

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  9. Kkkkkkk quale tio rick kkk quero ver se algum dia magnus e Percy lutarem i percy usar a caneta kkkkkkkkk

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  10. Fenrir GreyBacK, so eu que lembrei??

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    1. Nossa... eu não tinha feito a ligação, mas agora que você falou...

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    2. E msm! Tinha esquecido, será q Rick tirou de lá o nome??

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    3. Na verdade, J.K. que pegou o nome da mitologia

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    4. foi a primeira coisa q pensei...!!

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  11. Se eu morrer de rir pelo easter egg da caneta eu vou pra Valhala?

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  12. A espada não respondeu (dã), mas imaginei que estivesse zumbindo em um tom mais interrogativo, como: Tipo o quê?
    — Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
    A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.
    kkkk Morri kkk

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  13. A espada não respondeu (dã), mas imaginei que estivesse zumbindo em um tom mais interrogativo, como: Tipo o quê?
    — Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
    A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

    Se o Percy estivesse nesse momento ...kkkkk

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  14. Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

    Acho melhor n falar isso pro Percy, Contracorrente vai ficar chatiada.

    Só tio Rick pra falar isso no livro. Irônico.

    Aí vai lá e daqui a pouco ele sla, conhece o Percy e eles começam uma discussão sobre canetas q se transformam em espadas, e se hambúrguer é melhor q falafel.

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  15. A Espada versus Contracorrente

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  16. Morri com a da caneta. KKKKKKKKKKK
    Maaaaassss... nós sabemos que uma espada que vira caneta não é uma ideia idiota.

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  17. Gosto da idéia de uma caneta virar espada, mas acho a idéia de um pingente virar espada ainda melhor( principalmente pela maneira de como ele ativa)

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  18. A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.
    Sério tio Rick ?? *-*

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  19. o Sr. J e a Acumuladora Ran (o que seria um nome incrível para uma dupla de rappers)
    Daí eles fazem um feat com a Demi e a Nicki Minaj

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  20. A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK O.M.F.G RI RIOS, MDS.

    By: Ale Puppet, filha de Hades com benção de Apolo, Distrito 12, Slytherin.
    Olha, Perseu não vai curtir quando souber disso, principalmente sabendo que é primo da namorada dele :P
    Tio Rick sempre irônico, Deuses !

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  21. Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

    Contracorrente ficou bolada feat.chateada

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  22. HueStation e Saudadora da Mandioca 42 TMI8 de novembro de 2015 16:07

    Esse Rick Riordan da vida... Muito lokão ele, velho, passei dois minutos lendo aquela parte e pensando do tipo "Não pode ser, não, não, não... Esse Riordan é inacreditável, quer matar os fãs, seja de tanto rir ou de indignação, não pode" Mano, muito atrevido ele (Tio Rick), o cara devia escrever um livro extra tipo O Filho de Sobek, só que com o Percy e o Magnus, e colocar um cena assim:
    (Eles estão sendo atacados)
    "–Gostei do colar-espada - Percy disse.
    –É - respondi - minha ideia original era transformá-la em caneta, mas não foi muito bem aceito pela espada.
    Percy me encarou como quem diz 'VOCÊ ENLOUQUECEU?'
    –Sim, cara, eu falo com minha espada.
    –Não é isso - Ele se voltou para mim, e mostrou sua própria espada -, é só que a MINHA espada vira uma caneta. [...]"
    A cena pode continuar eternamente numa discução sobre de quem é a melhor espda com transformação.
    BJS Galera

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    1. KKKKKKKKK NEEER SERIA MT PRFTTTTT <3<3

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    2. imaginando fanfics assim... kkkkk

      deveria escrever é muito criativa

      ~coruja

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    3. Você descrevel a sena suber bem HueStation e Saudadora da Mandioca 42 TMI(vc não tinha um nome menos grande não), daria um otimo fanfic.

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  23. Línguas de sinais, LIBRAS no Brasil ❤. Isso eh show, pelo menos tio Rick demonstrou um pouco se sensibilidade aos deficientes auditivos.

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  24. Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.

    Percy não gostou contracorrente também não ,mas referencia legal

    ~coruja

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  25. só eu que shippo hearth e blitz ??

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    1. não cara, eu tb o/
      e como ta com escassez de personagens, tb shippo o hearth e o magnus, e o magnus e a samara, e a samara e o amir...

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    2. E eu ka achando que era a unica que shippava Heart e Blitz.

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  26. Dps dessa da espada o Percy so não enfia a Contracorrente no Magnus por causa da Annabeth

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  27. "Senti vontade de protestar pelo quanto aquilo era errado. Mas pensei nos humanos e concluí que não éramos muito melhores".

    Pensei exatamente isso kk

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  28. Me senti mal pelo Hearth. Não é culpa dele, já é complicado se comunicar com surdos, quanto mais ser um. Sei disso pq meu avô é surdo (e o outro é cego). Meu avô fala pq não nasceu surdo, do atropelado aos dez anos. A única historia de alguém que nasceu surdo falar que eu já ouvi é a de Hellen Keller

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  29. "Sair da terra. Simples assim." Afinal, quem nunca? Devo levar um casaco?

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  30. "" — Hearthstone não foi o filho que os pais queriam, considerando a magia e, você sabe...

    Blitz bateu nos ouvidos.

    Senti vontade de xingar os pais de Hearthstone em linguagem de sinais.

    — Não é culpa dele ser surdo.

    — Elfos. — Blitz deu de ombros. — Eles são intolerantes com qualquer coisa que não seja perfeita: música, artes, aparências. Os próprios filhos.

    Senti vontade de protestar pelo quanto aquilo era errado. Mas pensei nos humanos e concluí que não éramos muito melhores."

    Eu sempre fico bad com essa cena 💔

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  31. "— Sei lá. Alguma coisa que caiba no bolso e seja inofensiva. Uma caneta, talvez?
    A espada pulsou, quase como se estivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi."
    Percy não gostou disso Magnus.

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