31 de outubro de 2015

Três

— Adivinha?
Miles me olha enquanto entra em meu carro, com seus grandes olhos castanhos maiores que o habitual, com um lindo sorriso em seu rosto.
— Adivinha? Não... não adivinhe. Eu vou te dizer, por que nunca vai acreditar ou adivinhar!
Sorrio, escutando seus pensamentos momentos antes que ele possa falar: Vou sair em turnê para a Itália!
― Vou sair em turnê para a Itália! Não, correção, eu quis dizer Florença na Itália! A casa do Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael… E seu bom amigo Damen Auguste, realmente sabe tudo sobre esses artistas! Durante umas semanas eu soube da possibilidade, mas ontem à noite tornou oficial e ainda não posso acreditar nisso! Oito semanas em Florença, fazendo nada mais que atuar, comer, e me encantar com possíveis homens italianos ardentes...
Observo-o enquanto dirijo.
― E Holt, está feliz com tudo isso? – Miles me olha.
— Bom, você sabe o ditado. O que acontece na Itália, fica na Itália. — Exceto quando não fica. Meus pensamentos derivam com Drina e Roman, me perguntando quantos imortais patifes há ainda por aí, esperando para aparecer em Laguna Beach e me aterrorizar.
— De qualquer forma vou logo depois que sair da escola. E tenho tanto para preparar! Ah, e quase me esqueci da melhor parte, bom, uma das melhores partes. Como tudo funciona perfeitamente desde minha apresentação, a peça termina uma semana antes de eu viajar, assim ainda terei minha última apresentação como Tracy Turnblad, quero dizer, sério, não é perfeito isto?
— Sério, é perfeito. — Sorrio. — De verdade. Parabéns. Isto é genial. E bem merecido eu tenho de acrescentar. Se eu pudesse iria contigo.
E no momento que digo, dou-me conta de que é verdade. Seria tão agradável escapar de todos meus problemas, pegar um avião e voar longe de tudo isto.
Além disso, sinto falta do tempo com Miles. As últimas semanas, quando ele e Haven (junto com o resto da escola), estavam sob o feitiço do Roman, foram os dias mais solitários de minha vida. Não ter Damen a meu lado, era mais do que podia suportar, mas não ter o apoio de meus dois melhores amigos quase me levou à loucura. Mas Miles e Haven, não recordam nada disso, nenhum deles lembra. Só Damen pode ter acesso a pequenas partes, e o que o faz sentir-se muito culpado.
— Eu gostaria que viesse também. — diz, ligando o som do carro, tratando de encontrar a banda sonora à altura de seu bom humor. ― Talvez depois da graduação possamos ir todos a Europa! Podemos conseguir descontos para ficarmos em albergues da juventude.
Pus sua mochila ao meu lado.
― Poderia ser mais genial? Só nós seis... você e Damen, Haven e Josh, e eu e qualquer um.
— Você e qualquer um? — Eu o fitei. — O que houve?
— Sou realista. — Diz encolhendo-se de ombros.
— Por favor. — Reviro meus olhos — Desde quando?
— Desde ontem à noite quando me convenci de que vou a Itália. — Ri, passando uma mão por seu cabelo castanho. — Escuta, Holt é genial e tudo, não me interprete mal. Mas não me engano. Não pretendo que seja nada mais do que é. Nós temos um prazo de validade, sabe? Três atos completos, com um princípio definido, clímax e final. Não somos como você e Damen. Vocês são diferentes. Estão condenados a cadeia perpétua.
— Condenados a cadeia perpétua? — Olho-o atentamente, movendo a cabeça, quando paro em um semáforo. — Soa mais a uma pena da prisão que a um...  “felizes para sempre”.
— Sabe o que quero dizer. — Olha suas unhas, com o tom rosa do personagem Tracy Turnblad. — É só que vocês estão em sintonia, conectados um ao outro de algum modo. E digo-o literalmente já que você quase sempre está com ele.
Não mais, engulo seco e piso fundo no acelerador quando a luz do sinal mudou para verde, passei pelo cruzamento com um chiado de rodas e deixando um rastro de borracha grossa atrás. Diminuo a velocidade no estacionamento e procuro por Damen que sempre estaciona no segundo melhor espaço ao lado do meu.
Entretanto, depois de puxar o freio não o encontrei em nenhuma parte. E estou a ponto de sair, pensando em onde poderia estar, quando aparece ao meu lado, com suas mãos vestindo umas luvas.
— Onde está seu carro? — Miles lhe pergunta, fitando Damen enquanto fecha a porta e põe sua mochila no ombro. — E o que houve com sua mão?
— Me desfiz. — Diz Damen, com seu olhar fixo no meu. Então adiciona. — Do carro, não da minha mão.
— Entregou-o como parte do pagamento do novo carro? — Pergunto, mas só porque Miles está prestando atenção na conversa. Damen não precisa comprar, trocar ou vender, como gente normal. Ele pode comprar o que quiser. Sacode a cabeça e me acompanha até a porta, sorrindo enquanto ele me diz:
— Não, deixei-o ao lado da estrada, com a chave na ignição, e o motor ligado.
— Perdão? — Miles pergunta. — Quer me dizer que deixou seu brilhante, BMW M6 negro ao lado da estrada?
Damen assente.
― Mas é um carro de cem mil dólares! ― Os suspiros de Miles quando seu rosto fica vermelho.
— Cento e dez. ― Damen ri. — Não esqueça, foi totalmente personalizado e carregado com opções.
Miles o olha, com os olhos arregalados, incapaz de compreender como alguém poderia fazer uma coisa dessas, por que alguém faria uma coisa dessas?
— Hum, está bem, vamos ver se eu o entendi, só acordou e decidiu... que diabos! Acho que vou apenas despejar meu carro de luxo ridiculamente caro em algum lugar QUANDO QUALQUER UM PODE TOMÁ-LO.
Damen se encolhe de ombros.
— Algo assim.
— Porque no caso de que não tenha notado. — Diz Miles agora virtualmente ofegante. — Alguns de nós temos um pequeno carro. Alguns de nós nascemos de pais tão cruéis e incomuns que estamos obrigados a depender da bondade dos amigos para o resto de nossas vidas!
— Sinto muito. — Damen se encolhe de ombros. — Suponho que não tinha pensado nisso. Embora se te faz sentir melhor, tudo foi por uma causa muito boa.
E quando ele me olha, meus olhos se encontram com os seus, junto com a onda de calor que sempre obtenho com esse horrível sentimento, de que o abandono do automóvel é só o começo de seus planos.
— Como chegou à escola? — Pergunto quando chegamos ao portão principal, onde Haven está esperando.
— Ele veio no ônibus. — Haven olhava entre nós, com seu recém tingido cabelo azul marinho, batendo em seu rosto. — Não estou brincando. Não acreditaria, mas eu o vi com meus próprios olhos. Vendo-o subir no grande ônibus amarelo com todos outros estudantes de primeiro ano, que ao contrário de Damen, não têm outra opção para montar.
Sacode a cabeça.
— Eu estava tão surpresa, que pisquei um montão de vezes para me assegurar de que realmente era ele. E então, quando ainda não estava convencida, tirei uma foto com meu celular e a enviei ao Josh quem o confirmou. — Ela pegou a foto para que víssemos.
Fito Damen, me perguntando o que poderia estar usando, e aí é quando me dou conta de que abandonou o suéter de cachemira habitual, e em seu lugar usa uma camiseta de algodão, suas calças jeans de desenhista foram substituídas por outra com bolsos, sem marca. Suas famosas botas negras, tinham sido trocadas por tênis marrons de borracha. E embora ele tenha se livrado das roupas de grife, ainda assim estava fabuloso e devastador como no primeiro dia que nos encontramos. Mesmo que este não seja aquele Damen, ou ao menos não é o que estou acostumada. Não só é ele.
Quero dizer, enquanto Damen é sem dúvida inteligente, amável, carinhoso e generoso, também é um pouco extravagante em vão.
Sempre obcecado com sua roupa, seu carro, sua imagem em geral. E embora não saiba nada sobre sua data de nascimento exata, porque para alguém que decidiu ser imortal ele tem um complexo definido sobre sua idade. Mas mesmo que eu normalmente não possa me preocupar menos pela roupa que ele usa ou como chega à escola, quando o olho outra vez, meu estômago embrulha e um calafrio insistente, exigindo minha atenção.
Uma advertência definida que isto é simplesmente o princípio. Aquela transformação repentina vai de encontro a uma atitude um pouco mais profunda que uma redução de gastos, altruísta, à ordem do dia ecologicamente consciente. Não, isto tem algo que ver com a noite anterior. Algo a respeito de ser punido. Como se estivesse convencido de que renunciar a suas posses mais apreciadas de algum jeito equilibraria tudo.
— Vamos? — Ele sorri, agarra minha mão no mesmo instante que o sinal soa, afastou-me de Miles e Haven, que passarão os próximos três tempos enviando-se mensagens de texto, para tratar de determinar o que aconteceu com Damen. Olho-o, sua mão enluvada sobre a minha enquanto nos dirigimos pelo corredor, murmurando:
— O que está acontecendo? O que aconteceu realmente com seu carro?
— Já lhe disse. — Encolhe-se de ombros. — Eu não necessito dele. É um luxo desnecessário, não me faz falta. — ri e me olha.
Mas quando o olho, ele sacode a cabeça e diz:
— Não fique tão séria. Não é um grande problema. Quando me dava conta que é algo que não necessito, conduzi-o a uma area abandonada e o larguei-o junto à estrada onde alguém pode encontrá-lo.
Aperto meus lábios e olho para frente, desejando poder ler dentro de sua mente e ver os pensamentos que guarda para si, chegar realmente ao fundo disto. Porque apesar da forma em que me olha, apesar do depreciativo encolhimento de ombros que dá, nada do que disse tem o mais mínimo sentido.
— Bom, está bem, quero dizer, se isso for o que tem que fazer, então bem, se divirta.
Dou de ombros, plenamente convencida de que não tem nada de extraordinário.
— Mas, como planeja se locomover por aí, agora que abandonou seu carro? Digo, caso não tenha notado, estamos na Califórnia, não se pode chegar a parte alguma sem um carro.
Ele me olha, claramente divertido ao ver o meu desespero, que não é exatamente a reação que eu tinha planejado.
— O que há de errado com o ônibus? É grátis.
Fico sacudindo a cabeça, quase sem acreditar o que tinha escutado. E desde quando se preocupa com o preço, Senhor, faz milhões em jogos de aposta de cavalos? E apenas manifesta o que quer?
Depois me dei conta de que esqueci de pôr o escudo em meus pensamentos.
— É assim como me vê? — Detém-se apenas por debaixo da porta do sala-de-aula, obviamente afetado por minha avaliação descuidada. — Como alguém superficial, materialista, narcisista, impulsionado por o consumo capitalista?
— Não! — Grito, sacudindo a cabeça e apertando sua mão. Na esperança de convencê-lo de que apesar da realidade. Não o vejo da maneira ruim como ele pensa. Mais como um namorado que aprecia as coisas boas da vida e menos como meu namorado versão masculina da espécie Stacia. — Eu só. — Eu fecho os olhos, desejando ser tão expressivo quanto ele.
Mas estávamos andando, quando digo:
— Creio que apenas não o entendo. — Encolho-me de ombros. — Por que está de luva?
Eu aponto sua mão vestida de couro.
— Não é óbvio? — Damen sacode a cabeça e me encaminha para a porta.
Mas fico no mesmo lugar, me recusando a ceder. Nada é óbvio, nada faz sentido. Ele faz uma pausa, com a mão estirada, mostrando uma careta de dor quando diz:
— Pensei que era uma boa solução já que não posso tocá-la.
“Não! Isso não é o que quis dizer!” Mudando para a telepatia no momento em que alguns colegas se aproximam, me lembrando do quão difícil foi evitar qualquer contato de pele com pele durante os últimos três dias. Fingindo que eu tinha um resfriado, quando nós dois sabemos que eu não estava doente, e outras técnicas de evasão ridículas que me fez sentir uma profunda vergonha. Foi tortura, pura e simples. Ter um namorado tão belo, tão sexy, tão incrivelmente impressionante e não poder tocá-lo, é o pior tipo de agonia.
— Quero dizer, sei que não podemos nos arriscar trocar acidental o suor da mão ou algo assim, mas ainda assim, não parece estranho? — Sussurro, ao segundo estamos sozinhos outra vez.
— Não me importa. — Seu olhar é sincero e fixo em mim. — Não me preocupa o que os outros pensem, eu só me preocupo contigo.
Ele aperta meus dedos e abre a porta com sua mente, me guiando bem depois de Stacia Miller enquanto nos dirigimos para a nossa mesa. E apesar de eu não ter visto ela desde sexta-feira quando ela acordou do feitiço do Roman. Eu tenho certeza que seu ódio por mim não diminuiu nem um pouco. Mas enquanto estou plenamente preparada para sua tática habitual de deixar a bolsa em meu caminho numa tentativa de me derrubar, hoje estou muito distraída com o novo look do Damen e cansada de jogar esse jogo velho. Seu olhar fixo estuda Damen da cabeça até os pés, antes de começar tudo de novo.
Mas só porque ela me ignora não significa que eu possa relaxar ou confiar que acabou. Porque a verdade é que nunca mais poderei confiar na Stacia. Isso é apenas a calmaria antes da tempestade.
— Não ligue. — sussurra Damen, escoltando-me até minha mesa seu escritor tão perto da dela. E embora eu afirmo como se, a verdade é que não posso. Por mais que eu goste da ideia de fingir que ela é invisível, não posso fazê-lo. Ela está frente a mim.
Olho atentamente em seus pensamentos, querendo saber se algo se passou entre eles. Quando eu mesma sei que Roman foi responsável por toda a paquera, beijos, e abraços, eu não tinha nenhuma outra opção, só olhar. Inclusive embora eu saiba que Damen foi privado completamente de sua liberdade, não vai mudar o fato de que aconteceu, que os lábios do Damen pressionaram contra os seus enquanto suas mãos percorriam sua pele. E embora esteja bastante segura de que não ia além disso, ainda me sentiria muito melhor se tão somente pudesse obter alguma evidência para respaldar minha teoria.
E apesar de louco e completamente masoquista, não vou parar até que sua memória me mostre o último, terrível e doloroso detalhe.
Estou prestes a mergulhar mais fundo, viajar profundamente em seu cérebro, quando Damen aperta minha mão e diz:
―Por favor. Não se torture. Já te disse, não há nada para ver. — Olho fixamente atrás dele e vejo Honnor e Craig, escutando. Ele acrescenta. — Não aconteceu nada entre nós. Não é o que você está pensando.
“Pensei que você não pudesse lembrar!”.
Volto atrás, com vergonha no instante em que vejo a dor em seus olhos, ele me olha e sacode sua cabeça.
— Confie em mim. — Sussurra. — Ou ao menos tente, por favor.
Respiro fundo, olhando-o, desejando poder fazê-lo, sabendo que deveria.
— Sério, Ever. Primeiro você não conseguia superar os últimos seiscentos anos de namoros e agora está obcecada com a semana passada?
Ele franze o cenho e se aproxima mais, em sua voz há urgência e persuasão, quando acrescenta:
— Eu sei que seus sentimentos estão fortemente feridos. Eu realmente sei. Mas o que está feito, está feito. Não posso voltar ao passado mudá-lo. Roman fez isto de propósito, não podemos deixar que ganhe.
Engulo em seco, sabendo que é verdade. Estou agindo de forma ridícula e irracional, me deixando levar. Damen troca a fala, agora que nosso professor, o Sr. Robins chegou, pela telepatia:
“Você sabe que não tem sentido. A única que eu sempre quis foi você. Não é o suficiente?”
Ele leva seu dedo enluvado até mim, me olhando nos olhos enquanto mostra nossa história, minhas muitas encarnações como uma jovem criada na França, uma filha puritana de Nova Inglaterra, uma socialite britânica, a musa de um artista com o precioso cabelo vermelho, fico surpresa, nunca tinha visto aquela minha vida em particular antes.
Entretanto, só há sorrisos, olhadas cada vez mais quentes, enquanto me mostra os aspectos mais destacados da época, um vídeo curto desse momento, quando nos conhecemos em uma inauguração de uma galeria em Amsterdã nosso primeiro beijo nessa mesma noite. Apresentando só os momentos mais românticos e economizando os de minha morte, que sempre, indevidamente, vem antes que possamos avançar.
E depois de ver todos esses belos momentos revelados, seu amor inalterável por mim é descoberto, olho-o nos olhos, respondendo a sua pergunta quando penso:
― Óbvio que é suficiente. Você sempre foi suficiente. — Logo fecho os olhos novamente com vergonha quando adiciono: ― Mas eu sou o bastante para você?
Por fim, admito a verdade, meu medo de que ele se canse da mão enluvada, do abraço telepático e procure uma coisa real com uma garota normal e com o DNA seguro.
Ele assente com a cabeça, com os dedos com luvas no queixo enquanto se reúne comigo em um abraço mental tão seguro e reconfortante, que todos meus medos escapam.
Respondendo a desculpas em meu olhar fixo, ele se inclina, com lábios em meu ouvido e diz:
— Bem. Agora que está tudo esclarecido, sobre o Roman…

19 comentários:

  1. Não estou gostando! Poxa, ele não pode tocar ela!!
    Ass: Bina.

    ResponderExcluir
  2. Caracas! Tenho que aguentar mais quantos livros assim?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. (Fernanda Boaventura)
      Se não gosta do livro para de lê-lo
      E simples é só não ler ele mais e parar de criticar

      Excluir
  3. Respostas
    1. ta lok, se vc pular esse vai boiar no proximo

      Excluir
  4. Oiiiii Karina haha, eu (de novo) voltei! eu tinha me enjoado desse livro, fiquei lendo um livro aqui de casa, mas agora, haha, já sabe que vai ter muitos comentários meus pra avaliar, haha, AMO SEU SITE, AMO ESSES LIVROS!E quero terminar rapidos esses livros pra ir ler o trono de vidro q me recomendaram, sobre esse capitulo... " Para ter um namorado tão belo, tão sexy, tão incrivelmente impressionante e não poder tocá-lo, é o pior tipo de agonia." sofre querida... "Fico sacudindo a cabeça, quase sem acreditar o que tinha escutado. E desde quando se preocupa com o preço, Senhor, faz milhões em jogos de aposta de cavalos? E apenas manifesta o que quer?
    Depois me dei conta de que esqueci de pôr o escudo em meus pensamentos." seee fodeu!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Vitória! Voltou então, é? Haha
      Espero mesmo ver seus comentários por aqui, e não só trechos de livros, hein? :P bem-vinda de volta!

      Excluir
    2. Gente tou totalmente perdida nesse livro será que teve outro livro depois de para sempre?????

      Excluir
    3. Sim, depois de Para Sempre é Lua Azul

      Excluir
  5. Nossa,eu tô é pegando raiva dela!!kkkkkkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vc está pegando raiva dela?

      Eu fiquei com raiva dela ja no primeiro livro, o garota burra.

      Excluir
  6. Todo esse papo de carma e "oh, não, nunca mais poderemos nos tocar!" já tá dando.

    ResponderExcluir
  7. Essa eescritora criou esse livro só pra matar a gente de agonia não vou aguentar ler esse livro inteiro com eles assim morrendo de vontade de se tocarem de demostrar em gestos o amor que os dois sentem e não poderem MALDITO ROMAN...

    ResponderExcluir
  8. To em uma relação de amor e ódio por esses livros,meu Deus.

    ResponderExcluir
  9. Mds q livro confuso/ Ainda não entendi como roman simplesmente mudou o jeito de td mundo agir por meses

    ResponderExcluir

Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!