31 de outubro de 2015

Sete

A princípio estava preocupada de que se negasse a visitar um lugar que não só requeria certa quantidade de magia para entrar, mas não haveria nada que não fosse mágico uma vez que chegássemos.
Mas justo depois de aterrissar nesse vasto e perfumado campo, limpa a parte traseira de suas calças jeans e me oferece sua mão, olhando ao redor enquanto diz:
― Uaau. Não acreditei que fosse capaz de fazer um portal tão rápido.
― Por favor, foi você quem me ensinou.
Sorrio, olhando o prado de palpitantes flores, cheio de árvores, observando como tudo aqui se reduz a sua forma mais pura de beleza absoluta e energia.
Inclino minha cabeça para trás, fechando meus olhos ante o resplendor quente e brumoso da névoa. Recordando a última vez que estive aqui, como dancei com a manifestação de Damen neste mesmo campo, atrasando o momento em que teria de deixá-lo ir.
― Então, concorda em estar aqui? — Pergunto, insegura de até que ponto se estendia a proibição da magia. ― Não está furioso?
Sacode a cabeça e agarra minha mão. ― Nunca me canso de Summerland. É uma manifestação de beleza e promessa em sua forma mais pura.
Caminhamos através do pasto, impulsionados pela erva que está debaixo de nossos pés, tocando com os dedos as taças de flores de ouro silvestres que se dobram e se balançam junto conosco. Sabendo que tudo é possível neste maravilhoso lugar, algo, inclusive… nós.
― Sentia falta disto. — Damen sorri, olhando a seu redor. ― Não que eu recorde as últimas semanas sem isto, mas mesmo assim, parece como se tivesse passado muito tempo da última vez que estivemos aqui.
― Sentia-me estranha em vir sem você, digo, levando-o para uma formosa cabana ao lado do arco íris de cores. ― Embora tenha descoberto algo do outro lado que não posso esperar para lhe mostrar. Mas depois – não agora.
Empurro o tecido de gaze branca para o lado e me deixo cair sobre as almofadas – plaf – sorrindo quando Damen aterrissa junto a mim, os dois estendidos um ao lado do outro, olhando as vigas finamente lavradas. As cabeças juntas, os pés separados só por uns poucos centímetros – o resultado de meu crescimento repentino pelo elixir.
― O que é isto?
Fica de lado enquanto fecho as cortinas com minha mente. Desejosa de fechar tudo aquilo que nos rodeia para que possamos desfrutar de nosso próprio espaço privado.
― Vi um na capa de uma revista de viagens que oferecem alguns destinvos exóticos, e gostei tanto que pensei que devia manifestar um. Você sabe, assim poderíamos – sair – e – coisas assim. Desviei meu olhar, com meu coração pulsando rapidamente, minha cara ruborizada, sabendo que sou muito possivelmente, a sedutora mais patética que ele tinha conhecido em seus seiscentos anos.
Mas ele só ri para mim. Estávamos tão perto que quase nos tocávamos. Separados por um fino véu de energia brilhante, uma tela vibrante que oscila entre nós, e que permite-nos estar perto sem nos danificar um ao outro.
Fecho os olhos, me rendendo à onda de calor e formigamento, quando nossos corpos se unem. Dois corações bombeando em perfeita sincronia, em uma só pulsação. Tudo nele me faz sentir tão bem, tão natural, tão correta que me aconchego mais perto dele.
Posiciono meu rosto no oco entre seu pescoço e seu ombro, com vontade de saborear sua doce pele e aspirar seu aroma almiscarado. Um gemido escapa da profundidade de sua garganta. Fecho os olhos e pressiono os quadris, minha língua percorre sua pele, então ele se afasta fora de meu alcance com o que termino com minha boca na almofada.
Ponho-me em posição vertical, e o vejo mover-se tão rápido que meus olhos só vêem um borrão. E se detém só quando está a salvo, do outro lado da cortina, com seus olhos brilhantes e o corpo tremendo, eu lhe rogo que me diga o que foi que aconteceu.
Movo-me para ele, com vontades de lhe ajudar. Mas assim que me aproximo, ele se move de novo, com sua mão ante ele, e com um olhar que me adverte que não me aproxime.
― Não me toque. — Diz. — Por favor, fique onde está. Não se aproxime.
―Mas, por quê? — Minha voz soa rouca, e instável, as mãos tremem em meus flancos. ― Fiz algo ruim? Só pensei, bem, se estivermos aqui, e nada de mal puder ocorrer em Summerland – só pensei que estaria bem se talvez tentássemos.
― Ever, não é isso! — Sacode sua cabeça, seus olhos se escurecem mais do que eu alguma vez tenha visto. A íris é tão escura que não se distingue das pupilas. ― E quem diz que nada ruim pode ocorrer aqui? — Seu tom é nervoso, e tem um olhar duro, está claro que se encontra longe de seu estado normal de calma infalível.
Engulo em seco e olho para o chão, me sentindo tola, ridícula de pensar que estava tão desesperada por estar com meu noivo que me arrisquei a acabar com sua vida.
― Acredito que só tentei… — Minha voz se apaga, sabendo muito bem o que ocorre quando a gente assume algo. Não só te vê como um asno ante outro, mas sim neste caso em particular ele poderia terminar morto.
― Sinto muito. — Sacudo a cabeça, sabendo que é totalmente insuficiente tendo em conta a vida e a morte e as circunstâncias em que estamos. ― Eu… suponho que não pensei no que fazia. Não sei o que dizer.
Abraço meus ombros, envolvendo meus braços ao redor de minha cintura, tentando me fazer menor, e ao me tornar pequena desaparecer de sua vista. E entretanto, não posso evitar pensar que coisa má poderia acontecer em um lugar aonde a magia chega com tanta facilidade, e as feridas se curam imediatamente. Quero dizer, se não estamos a salvo aqui, então onde?
Damen me olha, respondendo as dúvidas de minha cabeça quando diz:
― Summerland contém a possibilidade de todo tipo de coisas. Até agora, só vimos luz, mas quem pode dizer que não há um lado escuro? Talvez não seja o que pensamos.
Olho para ele, recordando a primeira vez que conheci Romy e Rayne e quando elas me disseram algo similar. Vejo como manifesta um banco de madeira belamente esculpido, e me faz gestos para que me sente.
― Venha! — Ele assente, e me convida para sentar-me junto a ele. Sento-me no extremo, sem querer estar tão perto dele e pô-lo em risco de novo. ― Há algo que precisa ver – algo que precisa compreender. Assim por favor, só feche seus olhos e limpe sua mente de qualquer pensamento o melhor que possa. Mantenha-a aberta e receptiva a qualquer visão que te envie. Pode fazer isso?
Aceno, com os olhos fechados, fazendo todo o possível para limpar minha mente de pensamentos como: O que está passando? Está zangado comigo? Claro que está bravo comigo! Como pude ser tão estúpida? Por que está zangado? É possível fazê-lo mudar de opinião e começar de novo? Minha usual lista paranóica se repete permanentemente. Mas inclusive depois de esclarecer minha mente, esvaziá-la e de esperar uma razoável quantidade de tempo, tudo o que consigo até agora é um pesado vazio negro e denso.
― Não o entendo — digo, abrindo um olho e lhe olhando às escondidas.
Mas ele sozinho sacode sua cabeça, com os olhos fechados, as sobrancelhas fundidas pela concentração, enquanto ele contínua enfocando toda sua força.
―Escute. E olhe no fundo. Só feche os olhos e receba.
Inspiro profundamente e volto a tentar, mas ainda assim, a única coisa que consigo é um pressentimento silencioso e a sensação de um espaço vazio e negro.
― Hum, realmente não o sinto — sussurro não querendo incomodá-lo mas segura de que estava perdendo algo. ― Não estou obtendo absolutamente nada mais que silêncio e escuridão.
― Exato — ele sussurra, imperturbável por minhas palavras. ― Agora, por favor, agarre minha mão e veja mais profundamente, afunde além da superfície, utilizando todos seus sentidos, então me diga o que vê.
Tomo um profundo fôlego e faço o que diz, e alcanço sua mão empurrando além da sólida parede negra, mas o único que consigo é o mesmo.
Até que…
Até que…
Sou sugada por um fosso negro, minhas extremidades se agitam, incapazes de desacelerar. Caio em queda livre para a escuridão, o único som que há é meu forte grito. E quando estou segura de que esta queda tem que terminar – se detém. O grito. A queda. Tudo. Tudo. Me deixando aí pendurada.
Sem ataduras. Suspensa. Completamente só neste solitário lugar, sem princípio nem fim. Perdida neste abismo escuro e lúgubre, sem um rastro de luz perto, abandonada neste vazio infinito, um mundo perdido e solitário em permanente meia-noite.
A terrível realidade lentamente caindo sobre mim – Isto é onde vivo agora. Um inferno sem escapatória.
Trato de correr, de gritar, pedir ajuda – mas não serve de nada. Estou congelada, paralisada, sem poder falar – completamente só por toda a eternidade. Apartada a propósito de tudo o que conheço e amo – isolada de tudo o que existe. Sabendo que não tenho outra opção do que me render enquanto minha mente se obscurece e meu corpo claudica.
Não há razão para lutar quando ninguém pode me salvar.
Sigo assim, sozinha, eterna, uma consciência sombria se abate sobre mim, me arrastando para um lugar fora de meu alcance
Até que...
Até que...
Sou tirada desse inferno, e sustentada pelos braços do Damen, aliviada de ver sua formosura, sua cara ansiosa abatendo-se sobre mim.
― Sinto tanto. Pensei que tinha te perdido, pensei que nunca retornaria! — Ele chora, me sustentando fortemente, soluçando em meu ouvido.
Agarro-me a ele, meu corpo treme, meu coração pulsa rapidamente, com a roupa empapada de suor. Nunca me havia sentido tão isolada – tão desconectada de tudo. De cada coisa viva. Abraço-o fortemente, incapaz de deixá-lo ir, minha mente conectada com a sua, lhe perguntando por que escolheu me fazer passar por isso.
Ele se afasta, pondo meu rosto em suas mãos e seus olhos procurando os meus.
― Sinto muito. Não queria te castigar, ou de te fazer sofrer de nenhuma forma. Só queria te mostrar algo, algo que precisava experimentar de primeira mão para poder entender.
Concordo, não confiando em minha voz. Ainda sacudida pela terrível experiência que senti como a morte de minha alma.
― Meu deus! — Seus olhos se dilatam. ― Isso! Isso é exatamente o que é. A alma deixa de existir!
― Não entendo — digo-lhe, com voz rouca, trêmula. ― O que era esse horrível lugar?
Olha ao longe, entrelaça seus dedos com os meus enquanto diz:
― O futuro. Shadowland (Terra das Sombras). O abismo eterno que penso que é só para mim – e que espero que seja para mim… — Fecha seus olhos e sacode sua cabeça. ― Mas agora o sei melhor. Sei que se não for cuidadosa, extremamente cuidadosa irá pra lá também.
Olho-o, começo a falar, mas ele me interrompe antes que eu possa dizer as palavras.
― Nos últimos dias tive visões, visões da realidade, de diversos momentos de meu passado, tão longínquos como próximos. — Ele me olha, procurando cuidadosamente meu rosto. ― Mas no momento em que chegamos aqui — olha ao seu redor. ― Tudo começou a retornar lentamente, lentamente ao princípio até que tudo seguiu adiante, incluindo os momentos em que estava sob o controle do Roman. Também revivi minha morte. Os pequenos e breves momentos depois que interrompeu-se o círculo, antes de que me fizesse beber o antídoto, como sabe, estava morrendo. Vi toda minha vida diante de mim, seiscentos anos de vaidade desenfreada, narcisismo, egoísmo e cobiça. Igual a um filme de todas minhas ações, cada falta que cometi, acompanhada pelo impacto que causava, o efeito físico e mental por meu mau trato aos outros. E embora houvesse alguns atos decentes, aqui e lá, a maioria, bom, enfocados em centenas de ações enfocadas em nada mais que meu próprio interesse, lhes dando muito pouca atenção a nada nem a ninguém. Enfocado unicamente em meu mundo físico e deteriorando minha alma, me deixando sem dúvida nenhuma que meu carma tem a culpa do que estamos passando agora.
Damen sacode a cabeça e responde a meu olhar com uma honestidade inquebrável enquanto eu desejo alcançá-lo e tocá-lo, abraçá-lo, e lhe dizer que tudo estará bem. Mas em troca, fico onde estou sentindo que há mais e que ficará pior.
― Então, no momento de minha morte, em lugar de vir aqui para Summerland… — Sua voz se quebra, mas retorna para continuar. ― Eu… eu fui a um lugar totalmente contrário a este. A um lugar tão escuro e frio que é mais parecido com Shadowland. Experimentando o mesmo que você acaba de experimentar. Solitário, suspenso, só, permanecendo dessa forma por toda a eternidade. — Ele me olha, esperando que compreenda. ― Foi exatamente como o sentiu. Foi como se estivesse isolado, sem alma, sem conexão com nada nem ninguém.
Olho seus olhos, um frio sinistro cobre minha pele, nunca o tinha visto tão cansado, tão enfastiado… tão arrependido.
― E agora entendo uma coisa que me escapou todos estes anos. —Ponho meus joelhos junto ao peito, me blindando do que vem a seguir. ― Só nossos corpos físicos são imortais. Nossas almas não.
Evito seu olhar, não posso olhá-lo, incapaz de respirar.
― Este é o futuro que estamos enfrentando. Que lhe concedi, e se, Deus não o quer, algo poderia passar, é assim.
Meus dedos instintivamente voam a minha garganta, recordando o que disse Roman sobre meu chakra comprometido, minha falta de discernimento e de debilidade, me perguntando se há alguma forma de protegê-lo.
― Mas… Como pode estar seguro?
Olho-o como se tivesse sido pega em um sonho, em um horrível pesadelo, onde não há forma de escapar.
— Quero dizer, há muitas probabilidades de que esteja enganado, já que aconteceu tão rápido. Talvez isso fosse só um estado temporário. Quem sabe, como te trouxe de volta à vida tão rápido não teve tempo de fazer a viagem até aqui.
Sacode a cabeça, juntando seu olhar com o meu, enquanto diz:
— Me diga, Ever, o que viu quando morreu? Como passou esses momentos entre o tempo em que sua alma abandonou seu corpo e voltou para a vida?
Engulo em seco e olho para o outro lado, observando as árvores, as flores, o arroio de cores que flui, recordando o dia que me encontrei neste mesmo campo. Presa por sua embriagadora fragrância, seu tênue resplendor, toda a envolvente sensação de amor incondicional, estive tentada de que esse momento durasse para sempre, sem querer ir nunca.
— A razão pela qual não viu o abismo é porque ainda foi mortal. Tinha morrido sendo mortal. Mas no momento em que bebeu do elixir, e te concedi a vida eterna, tudo mudou. Em lugar de uma eternidade em Summerland ou o lugar mais à frente da ponte, Shadowland se converteu em seu destino.
Sacode sua cabeça e olha para outro lado, tão profundamente escondido em seu mundo privado de pesar, que temo não ser capaz de chegar de novo a ele. Mas com a mesma rapidez seus olhos se encontram com os meus, enquanto diz:
— Podemos viver uma eternidade no plano da terra, você e eu juntos. Mas se algo acontece, se um de nós, deve morrer — sacode a cabeça. — O abismo é aonde vamos, e nunca voltaremos a nos ver de novo.
Começo a falar, desesperada por refutá-lo, lhe dizer que está equivocado, mas não posso. Não serve de nada. Tudo o que tenho que fazer é olhar seus olhos para ver a verdadeira realidade.
― E por mais que acreditasse na poderosa magia curadora deste lugar – só vejo a forma que se formou na minha memória — Encolhe os ombros e sacode a cabeça. ― Não posso me permitir o luxo de ceder, não importa que tão seguro pareça meu desejo. É muito arriscado. E não temos nenhuma prova de que vá ser diferente aqui. É um risco que não estou disposto a correr. Não quando tenho que fazer todo o possível para te manter a salvo.
— Me manter a salvo? — digo boquiaberta ― Você é o que precisa manter-se a salvo!
É minha culpa que isto esteja acontecendo! Se não houvesse...
― Ever, por favor — diz com voz severa, me obrigando a escutar. ― Não pode se culpar. Quando penso na forma em que vivi… as coisas que tenho feito. — Sacode sua cabeça. ― Não mereço nada melhor. E se houver alguma pergunta sobre se meu carma era o culpado, bom, acredito que termina aqui. Passei a maior parte de meus seiscentos anos me dedicando ao prazer físico e descuidando de minha alma – e este é o resultado – a chamada de atenção, e por desgraça, arrastei você. Então não há engano, minha preocupação é você e só você. É minha única prioridade. Minha vida só é importante se ficar o suficiente para te proteger do Roman e de qualquer outro que queira te ferir. E isso significa que não podemos estar juntos. Nunca. É um risco que não podemos correr.
Viro-me para o rio, milhares de pensamentos atormentam meu cérebro. E embora pense em tudo o que ele acaba de dizer, e em que inclusive experimentei o abismo por mim mesma, não trocaria o que sou.
― E os outros órfãos? — Sussurro, recordando que tinha contado seis incluindo a Roman. — Que aconteceu com eles? Sabe se se voltaram malvados como Roman e Drina?
Damen se encolhe de ombros, levantando do banco antes que eu.
― Sempre assumi que eram muito velhos e débeis para não supor uma ameaça real. Isso é o que acontece depois dos primeiros cento e cinquenta anos de idade. E a única forma de reverter o processo é beber de novo o elixir. Suponho que Drina armazenou algumas garrafas enquanto estivemos casados e deu algumas ao Roman, que com o tempo aprendeu a fazer o seu e logo o passou aos outros.
― Então é ali onde está Drina agora — sussurro, afligida pelos remorsos quando me dou conta da verdade. Não importava quão má tivesse sido, ela não o merecia. Ninguém o merece. ― A enviei a Shadowland e agora ela está… — Sacudo minha cabeça, incapaz de terminar.
― Não foi você quem o fez, fui eu. — Ele senta-se no espaço vazio a meu lado, tão perto que só há uma fina capa de energia palpita entre nós. ― No momento que a fiz imortal, selei seu destino. Como o fiz com o teu.
Engulo em seco, reconfortada por seu carinho, e por me querer assegurar que não sou realmente a responsável por enviar à inimizade número um de minha vida diretamente a esse inferno.
― Sinto muito — sussurra, com um olhar cheio de pesar. ― Sinto que tenha participado de tudo isto. Devia te deixar sozinha, devia me afastar faz muito tempo. Estaria muito melhor se não me tivesse conhecido.
Movo a cabeça, não disposta a tocar esse ponto, é muito tarde para olhar para trás ou pensar duas vezes.
― Mas se estamos destinados a estar juntos, então é nosso destino. — Sabendo que não está convencido no segundo em que vejo sua expressão. ― Ou talvez forcei algo que nunca ia ser. — Franzido o cenho. ― Alguma vez pensou isso?
Olho para o outro lado, observando toda a beleza ao nosso redor, sabendo que as puras palavras não podem mudar nada disto. Por sorte para nós, sei por onde começar.
― Vamos. Não precisamos do Roman, não necessitamos de ninguém. Conheço o lugar perfeito!

7 comentários:

  1. Poxa! Isto estar tão chato!
    Ass: Bina.

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  2. A Ever tá um porre nesse livro!!

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  3. A Ever tá um porre nesse livro!!

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  4. Eu não entendo, a Ever é namorada ou noiva dele??

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  5. Porque ela não vai até o templo dinovo pergunta como quebrar esse feitiço do mesmo jeito que ela fez antes?

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