18 de outubro de 2015

Quarenta - Meu amigo evoluiu de um... Não. Não posso dizer

NÃO ME LEMBRO de aterrissar.
Quando dei por mim estava em uma rua escura em uma noite fria e nublada. Casas de madeira de três andares se enfileiravam na calçada. No final do quarteirão, as janelas sujas de uma taverna brilhavam com quadros em néon anunciando bebidas.
— Aqui é Southie — falei. — Perto da rua D.
Blitzen balançou a cabeça.
— Aqui é Nídavellir, garoto. Parece South Boston... ou melhor, South Boston é que é parecido com Nídavellir. Eu falei, Boston é o vórtice. Os nove mundos se juntam lá e afetam uns aos outros. Southie tem um clima anão no ar.
— Achei que Nídavellir seria subterrâneo. Com túneis claustrofóbicos e...
— Garoto, aquilo acima da sua cabeça é um teto de caverna. Só é bem alto e fica escondido pela poluição do ar. Não temos dia aqui. É escuro o tempo todo.
Olhei para as nuvens pesadas. Depois de estar no reino de Freya, o mundo dos anões parecia opressivo, mas também era mais familiar, mais... genuíno. Na minha opinião, nenhum morador de Boston confiaria em um lugar que fosse ensolarado e agradável o tempo todo. Mas um bairro sombrio, constantemente frio e escuro? Era só acrescentar algumas lojas de donuts e eu me sentiria em casa.
Blitz enrolou o chapéu na rede escura. Tudo se transformou em um lencinho preto, que ele guardou no bolso do casaco.
— Temos que ir.
— Não vamos falar sobre o que aconteceu lá em Volkswagen?
— O que há para dizer?
— Por exemplo, que somos primos.
Blitz deu de ombros.
— Fico feliz em ser seu primo, garoto, mas os filhos dos deuses não dão muita bola para esse tipo de relação. As linhagens familiares de deuses são tão enroladas, ficar pensando nisso vai deixar você maluco. Todo mundo é parente de todo mundo.
— Mas você é um semideus. Isso é uma coisa boa, não é?
— Odeio a palavra semideus. Prefiro nascido com um alvo nas costas.
— Pare com isso, Blitz. Freya é sua mãe. É uma informação importante que você se esqueceu de mencionar.
— Freya é minha mãe — concordou ele. — Muitos elfos negros são descendentes de Freya. Aqui embaixo, isso não é nada de mais. Ela mencionou como conseguiu Brisingamen? Alguns milênios atrás, estava passeando por Nídavellir, sabe-se lá por quê, e encontrou quatro anões que estavam moldando o colar. Ela ficou obcecada. Tinha que conseguir aquele colar. Os anões aceitaram na hora, mas pelo preço certo. Freya deveria se casar com cada um dos quatro, um por dia.
— Ela... — Tive vontade de dizer: Que esquisito, ela se casou com quatro caras? Mas imediatamente lembrei que a história era sobre a mãe dele. — Ah.
— É — Blitz pareceu infeliz. — Ela teve quatro filhos anões, um de cada casamento.
Franzi a testa.
— Espera aí. Se ela ficou casada um dia com cada anão e uma gravidez dura... Os cálculos não batem.
— Não me pergunte. As deusas seguem as próprias regras. Ela acabou conseguindo o colar. Sentiu vergonha de ter se casado com quatro anões e tentou manter isso em segredo. Mas a questão era que ela amava as joias dos anões. Ficou voltando a Nídavellir para escolher novas peças, e cada vez que vinha...
— Uau.
Blitzen ficou desanimado.
— Essa é a maior diferença entre os elfos negros e os elfos comuns. Nós somos mais altos e mais bonitos porque temos sangue vanir. Somos descendentes de Freya. Você diz que sou um semideus. Eu digo que sou um recibo. Meu pai fez um par de brincos para Freya, que foi casada com ele por um dia. Ela não conseguiu resistir à habilidade dele. Ele não conseguiu resistir à beleza dela. Agora, ela me manda embarcar em uma viagem para comprar um novo par de brincos porque está cansada dos velhos, e Asgard a proibiu de engravidar de um novo pequeno Blitzen.
A amargura na voz dele poderia ter derretido ferro. Eu quis dizer que entendia o que ele estava sentindo, mas a verdade é que não entendia, não. Mesmo sem conhecer meu pai, eu tinha minha mãe. Isso sempre bastou para mim. Para Blitzen... nem tanto. Eu não sabia o que havia acontecido com o pai dele, mas lembrei o que ele disse na lagoa da Esplanade: Você não é o único que perdeu familiares para os lobos, garoto.
— Venha — disse ele. — Se ficarmos mais tempo na rua, vão nos roubar esse saco de lágrimas. Anões conseguem sentir o cheiro de ouro vermelho a quilômetros de distância. — Ele apontou para o bar na esquina. — Eu pago uma bebida na Taverna do Nabbi.

* * *

Nabbi restaurou a minha fé nos anões, porque era na verdade um túnel claustrofóbico. O teto era baixo e perigoso. As paredes, cobertas de velhos pôsteres de lutas como DONNER, O DESTRUIDOR VS MINIASSASSINATO, SÓ UMA NOITE!, com imagens de anões musculosos rosnando com máscaras de luta.
Nas mesas e cadeiras descombinadas havia uma dezena de anões descombinados, alguns elfos negros como Blitzen, que poderiam passar facilmente por humanos, e alguns caras bem mais baixos que poderiam passar facilmente por gnomos de jardim. Alguns clientes olharam para nós, mas ninguém pareceu chocado comigo... talvez não tivessem percebido que eu era humano. A ideia de ser confundido com um anão era bem perturbadora.
A coisa mais irreal no bar era “Blank Space”, de Taylor Swift, tocando em alto e bom som nos alto-falantes.
— Anões gostam de música humana? — perguntei a Blitzen.
— Você quer dizer que humanos gostam da nossa música.
— Mas... — Tive uma visão repentina da mãe da Taylor Swift e Freya em uma noitada em Nídavellir. — Deixa pra lá.
Quando nos encaminhamos para o bar, percebi que a mobília não era apenas descombinada. Cada mesa e cadeira eram únicas, aparentemente feitas à mão a partir de vários pedaços de metais, com designs e estofamentos diferentes. Uma mesa tinha a forma de roda de carroça de bronze com tampo de vidro. A superfície de outra era um tabuleiro de xadrez de estanho e bronze. Algumas cadeiras tinham rodas. Outras, assentos ajustáveis. Outras ainda tinham controles de massagem ou hélices nas costas.
Perto da parede esquerda, três anões jogavam dardos. Os anéis do alvo giravam e sopravam vapor. Um anão jogou o dardo, que zumbiu na direção do alvo como um pequeno drone. Enquanto ainda estava voando, outro anão disparou. O dado dele voou na direção do dardo-drone e explodiu, derrubando-o.
O primeiro anão só grunhiu.
— Belo disparo.
Finalmente, chegamos ao bar de carvalho polido, onde o próprio Nabbi esperava. Consegui perceber quem ele era por causa da minha mente dedutiva altamente treinada, e também porque seu avental amarelo manchado dizia: OI! SOU NABBI.
Achei que ele era o anão mais alto que eu já tinha visto até perceber que estava de pé em uma plataforma atrás do balcão. Nabbi tinha só sessenta centímetros de altura, incluindo o cabelo preto espetado como um ouriço-do-mar. O rosto barbeado me fez entender por que anões eram barbudos.
Sem barba, Nabbi era feio demais. Não tinha queixo. A boca parecia um botão, as bochechas inchadas.
Ele olhou para nós como se estivéssemos sujos de lama.
— Cumprimentos, Blitzen, filho de Freya. Nada de explosões no meu bar hoje, espero...
Blitzen fez uma reverência.
— Cumprimentos, Nabbi, filho de Loretta. Para ser justo, não fui eu que trouxe as granadas. E este é meu amigo Magnus, filho de...
— Hã. Filho de Natalie.
Nabbi assentiu para mim. Suas sobrancelhas cabeludas eram fascinantes. Pareciam taturanas. Fui na direção do banco do bar, mas Blitzen me deteve.
— Nabbi — disse ele, formalmente — meu amigo pode usar esse banco? Qual é o nome e a história dele?
— Esse banco é o Descanso de Traseiros — informou Nabbi. — Feito por Gonda. Já sustentou o bumbum do mestre ferreiro Alviss. Use com conforto, Magnus, filho de Natalie. E Blitzen, você pode se sentar em Lar de Retaguarda, famoso dentre os bancos, feito por este que vos fala. Sobreviveu à Grande Briga de Bar de 4109 DV!
— Meus agradecimentos — Blitzen subiu no banco dele, que era de carvalho polido com assento estofado vermelho. — É um belo Lar de Retaguarda!
Nabbi olhou para mim com expectativa. Experimentei meu banco, que era de aço duro sem almofada. Não era exatamente um Descanso de Traseiros. Era mais um Massacre no Magnus, mas tentei dar um sorriso.
— É, esse banco é ótimo mesmo!
Blitzen bateu com os dedos no balcão do bar.
— Hidromel para mim, Nabbi. E para o meu amigo...
— Hã, refrigerante, talvez? — Eu não sabia se queria andar pelo Southie Anão com a cabeça cheia de hidromel.
Nabbi encheu duas canecas e colocou na nossa frente. O cálice de Blitzen era dourado por dentro, prateado por fora e decorado com imagens de anãs dançarinas.
— Esse cálice é a Vasilha Dourada — revelou Nabbi. — Foi feito pelo meu pai, Darbi. E este — indicou minha caneca de metal — é Bum Papai, feito por mim. Sempre peça pelo refil antes de chegar ao fundo. Senão... — ele abriu os dedos subitamente — bum, papai!
Eu torcia para ele estar brincando, mas decidi tomar pequenos goles.
Blitz bebeu o hidromel.
— Hum. Uma delícia! E agora que cumprimos as formalidades, Nabbi... precisamos falar com Júnior.
Uma veia latejou na têmpora esquerda de Nabbi.
— Você quer morrer?
Blitz enfiou a mão na bolsinha. Colocou uma única lágrima de ouro na bancada.
— Esta é para você — disse ele, em voz baixa. — Só para fazer o contato. Diga a Júnior que temos mais. Só queremos uma oportunidade de negociar.
Depois da minha experiência com Ran, a palavra negociar me deixava ainda mais desconfortável do que o Descanso de Traseiros. Nabbi olhou para Blitzen e para a lágrima, com a expressão oscilando entre apreensão e ganância. Finalmente, a ganância venceu. O dono do bar pegou a gota de ouro.
— Vou fazer o contato. Aproveitem as bebidas.
Ele desceu da plataforma e desapareceu na cozinha.
Eu me virei para Blitz.
— Tenho algumas perguntas.
Ele riu.
— Só algumas?
— O que quer dizer 4109 DV? É a hora ou...
— Anões contam os anos a partir da criação da nossa espécie — explicou Blitz. — DV quer dizer depois dos vermes.
Concluí que meus ouvidos ainda deviam estar prejudicados por causa dos latidos de Ratatosk.
— Como é?
— A criação do mundo... Ah, você conhece a história. Os deuses mataram o maior dos gigantes, Ymir, e usaram a carne dele para criar Midgard. Nídavellir se desenvolveu debaixo de Midgard, onde os vermes comeram a carne morta do gigante e criaram túneis. Alguns desses vermes evoluíram, com um pouco da ajuda dos deuses, e viraram anões.
Blitzen pareceu orgulhoso do conhecimento histórico. Decidi fazer o máximo para apagar essa história da minha memória de longo prazo.
— Outra pergunta — falei. — Por que meu copo tem nome?
— Anões são artesãos — respondeu Blitzen. — Levamos a sério as coisas que fazemos. Vocês, humanos, fazem mil cadeiras ruins todas parecidas e com prazo de validade de um ano. Quando nós fazemos uma cadeira, ela dura a vida toda, é uma cadeira diferente de qualquer outra no mundo. Copos, móveis, armas... todo item feito à mão tem alma e nome. Não se pode admirar uma coisa se não for boa o bastante para ter um nome.
Observei a caneca, que era minuciosamente entalhada com runas e desenhos de onda. Preferia que tivesse um nome diferente, como Impossível de Explodir, mas eu tinha que admitir que era um belo copo.
— E chamar Nabbi de filho de Loretta? — perguntei. — Ou a mim de filho de Natalie?
— Anões são matriarcais. Acompanhamos a linhagem pela mãe. Mais uma vez, faz bem mais sentido do que seu jeito patrilineal. Afinal, uma pessoa pode nascer de uma mãe biológica solteira. A não ser que você seja o deus Heimdall. Ele teve nove mães biológicas. Mas essa é outra história.
Sinapses derreteram no meu cérebro.
— Seguindo em frente. As lágrimas de Freya... ouro vermelho? Sam me disse que essa é a moeda de Asgard.
— É. Mas as lágrimas de Freya são cem por cento puras. O melhor ouro vermelho que existe. Pela bolsa de lágrimas que carregamos, a maioria dos anões daria o olho direito.
— Então esse cara, Júnior... ele vai negociar com a gente?
— Ou isso — disse Blitz — ou vai nos picar em pedacinhos. Quer nachos enquanto espera?

31 comentários:

  1. "— Mas... — Tive uma visão repentina da mãe da Taylor Swift e Freya em uma noitada em Nídavellir. — Deixa pra lá."

    Eu não entendi. Sério.

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    1. É que Magnus comentou que eles gostavam de música humana... mas Blitzen o corrigiu dizendo que nós é que gostávamos da música deles: isto é, Taylor Swift seria meio anã heuaeha aí Magnus imaginou a mãe de Taylor e Freya andando por Nídavellir, saindo com anões e tendo filhos, entendeu?

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    2. Esse tempo no ensino médio me fez mal eu imaginei uma merda bem maior

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    3. Ai, droga. Pq vc foi falar? Agora vou pensar a mesma coisa ~_~

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    4. Tbm ñ tinha entendido, cara.
      OMG, Pedro Cahill, pq vc tinha q falar isso, cara?!?!?!
      HUAHUAHUAHUAHUA agr eu vou rir até o Ragnarök :P

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    5. Yep...tb pensei uma merda das grandes.

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    6. pensei muita merda ,maliciei bonito

      ~coruja

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    7. Eu não precisava dessa imagem na minha cabeça

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    8. Sinceramente a que vei a minha mente não foi nada parecido com o que a Karina-chan falou. Sendo assim posso crê que pensei o mesmo que o Pedro Cahill

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  2. Por mim é mais facil a Ariana Grande ser meia anã do que a Taylor Swift, mas okay

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    1. Vdd ela deve ter o tamanho do blitz a Ariana

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    2. Poxa gente, td bem que a Ari é pequena mas Pedro Henrique, pegou pesado em cara? Kkkk a Ariana Grande (que aliás não deveria se chamar grande) tem 1.53

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  3. Eu acho q minhas sinapses tbm derreteram ak
    Mitologia nórdica é mt complicada
    -Tayná

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  4. Nabbi assentiu para mim. Suas sobrancelhas cabeludas eram fascinantes. Pareciam taturanas.
    Quem acha taturanas fascinantes? serio? são.. taturanas

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  5. Mitologia nórdica eh uma complicaçao só :-(

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  6. "A coisa mais irreal no bar era “Blank Space”"
    Quando li isso fiquei tipo: - Peraí! É Blank Space Blank Space, da...
    E então eu li "de Taylor Swift"
    E então eu pensei: - É... é Blank Space Blank Space mesmo.
    "— Anões gostam de música humana? — perguntei a Blitzen.
    — Você quer dizer que humanos gostam da nossa música."
    Acho que essa informação sobre a Taylor não está no Wikipédia.

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    1. Seria legal se alguém editasse uma página do Wikipédia falando isso e tirasse um print, né? kkkkkk

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  7. Mais mitologia pra aprender cm o tio Rick, nem vou precisar ir na aula de história.

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  8. A coisa mais irreal no bar era “Blank Space”, de Taylor Swift, tocando em alto e bom som nos alto-falantes.
    Taylor,meia ana? Shuashuasha a Ariana Grande sairia melhor em ser meia ana pq de Grande ela só tem o nome.

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  9. Primeiro a sobrancelha de Freya, depois a do Nabbi... to começando a achar q o Magnus tem fetiche por sobrancelhas '-' :o kkkkkk

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  10. Meu amigo evoluiu de um... Não. Não posso dizer

    pensei merda
    DV depois dos vermes.. verme ,minhoca comprida e rosa ...merda de novo

    ~coruja

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    1. Coruja, não tenha pensamentos desse tipo (•¿•) Kkkkkkkk. Nunca mais vou ler nenhum livro do Riordan sem ver duplo sentido... Kkkkkk

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  11. A coisa mais irreal no bar era “Blank Space”, de Taylor Swift, tocando em alto e bom som nos alto-falantes.
    eu ri mt nessa parte kkkkkkkkkkkk

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  12. — Esse banco é o Descanso de Traseiros — informou Nabbi. — Feito por Gonda. Já sustentou o bumbum do mestre ferreiro Alviss. Use com conforto, Magnus, filho de Natalie. E Blitzen, você pode se sentar em Lar de Retaguarda, famoso dentre os bancos, feito por este que vos fala. Sobreviveu à Grande Briga de Bar de 4109 DV!

    Kkkkkk sério isso? Ri muito com essa parte :-)

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  13. — A criação do mundo... Ah, você conhece a história. Os deuses mataram o maior dos gigantes, Ymir, e usaram a carne dele para criar Midgard. Nídavellir se desenvolveu debaixo de Midgard, onde os vermes comeram a carne morta do gigante e criaram túneis. Alguns desses vermes evoluíram, com um pouco da ajuda dos deuses, e viraram anões.
    PERA QUE MEU CÉREBRO BUGGOU!!!


    Afinal, uma pessoa pode nascer de uma mãe biológica solteira. A não ser que você seja o deus Heimdall. Ele teve nove mães biológicas. Mas essa é outra história.
    COMO? CADA PARTE DELE SE DESENVOLVEU EM UMA BARRIGA DIFERENTE OU O QUÊ?

    — Então esse cara, Júnior... ele vai negociar com a gente?

    — Ou isso — disse Blitz — ou vai nos picar em pedacinhos. Quer nachos enquanto espera?
    E BLITZ FALA NA MAUOR NATURALIDADE!

    o Capítulo mais complicado até aqui. Até o fato de Magnus ter visto o próprio corpo no caixão é mais fácil de entender do que isso!!!

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  14. "A não ser que você seja o deus Heimdall. Ele teve nove mães biológicas."

    Não...Pera...O que?

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