31 de outubro de 2015

Quarenta e oito

Corro.
Passando carros, casas, cães, gatos e ruas. Pernas movendo-se, os músculos bombeando, me levando para frente com dificilmente um pensamento. Meu corpo se movendo como uma máquina bem lubrificada com brilhantes peças novas. E embora seja somente um segundo, sinto como se fossem horas.
Horas desde a última vez em que vi Haven. Horas para voltar a vê-la. E no segundo em que chego o vejo. Chegando ao mesmo tempo que eu. A mera visão dele fazendo com que tudo se desvanecesse - de nenhuma consequência possível agora que ele está diante de mim.
Meu coração está acelerado enquanto minha boca está seca, superando tanto desejo, que não posso sequer falar contemplando meu doce e maravilhoso Damen mais glorioso do que nunca sob o resplendor das luzes das ruas. O som de meu nome em seus lábios, tão carregado, indica que é claro que sente o mesmo.
Eu me movo em direção a ele, emoções reprimidas virão à tona, transbordando. Tenho muito que lhe contar, muito que lhe dizer. As palavras desaparecem no segundo em que nos encontramos e meu corpo se enche de formigamento e calor querendo somente me fundir nele, e nunca nos separarmos de novo.
Suas mãos em minhas costas, puxam-me para mais perto dele, enquanto Roman abre a porta, olhando para nós, enquanto diz:
― Ever, Damen, estou tão feliz de que o tenham vindo.
Damen investiu contra a porta, pressionando Roman contra a parede enquanto passo direto pelo quarto. Meus olhos procurando Haven somente para encontrá-la estendida sobre o sofá, pálida, imóvel, e pelo que podia dizer, somente respirava.
Corro em direção a ela, caindo ao seu lado enquanto agarro seu pulso, dedos procurando seu pulso como eu fiz uma vez em Damen.
― O que você fez com ela? — Eu olho para Ava, que está agachada bem ao lado dela, sabendo que ela está trabalhando com Roman, eles estão na mesma equipe. ― O que você fez com ela? — Repito, sabendo que um chute em seu chacra raiz, o centro de vaidade e cobiça, acabaria com ela em um instante se tivesse que fazê-lo. Me perguntando se Damen fez o mesmo, afundando seu punho no chacra de Roman, e sem me preocupar se o fez.
Não depois do que tinha feito a minha amiga.
Ava me olha, pálida contra seu cabelo castanho ondulado, seus olhos muito abertos e implorando, me recordando algo... algo que não tenho tempo para compreender, quando ela diz:
― Eu não fiz nada, Ever. Juro. Sei que não acredita em mim, mas é verdade.
― Tem razão, não acredito em você. — Concentro-me outra vez em Haven, pressionando a palma de minha mão sobre sua testa, suas bochechas. Sua pele está fria e seca e sua aura cresce mais tênue, mais escura e sua energia vital se desvanece.
― Não é o que pensa. Eles me contrataram para uma leitura. Disseram que era para uma festa e quando cheguei, foi o que encontrei. — Ela aponta para Haven e sacode sua cabeça para ela.
― Mas é claro que você apareceu! É o seu querido amigo Roman depois de tudo. — Olho para Haven, procurando sinais de abuso, mas não posso ver nada. Ela parece pacífica, inconsciente, sem noção do fato de que ela não está mais neste mundo. Bem em seu caminho para o próximo, o Summerland, a menos que eu possa.
― Tentei ajuda-la, eu tentei...
― Então por quê? Por que chamou Jude em vez da ambulância? — Olho para ela enquanto pego minha bolsa, meu celular, recordando muito tarde que vim aqui sem ele. Manifesto um enquanto Roman entra como um raio no quarto.
Olho atrás dele procurando por Damen. Meu coração dando pulos quando não o encontro.
Mas Roman apenas ri, sacudindo sua cabeça enquanto diz:
― Move um pouco mais lento do que eu. Ele é mais velho, você sabe! — Arranca meu telefone manifestado de minha mão quando acrescenta: ― Confie em mim, querida. É muito mais que isso. Parece que sua amiga tomou sozinha uma xícara de chá potente de beladona. — Ele se aproxima de uma xícara de porcelana fina sobre a mesa, com seu conteúdo recentemente esvaziado. ― Também conhecido como erva moura, mortal no caso de você não está familiarizado, e ela está tão longe, ela está além da ajuda médica. A única que pode salvá-la é você.
Eu estreito meu olhar, não sei o que ele quer dizer, vendo Damen agora parado atrás dele, seus olhos vigilantes, preocupados, enquanto eles olham para os meus. E eu sei que ele está tentando me dizer algo, enviar uma mensagem telepática que eu não consigo entender. Obtendo somente o eco do som, mas incapaz de determinar as palavras.
― É este, Ever. — Roman sorri. ― O momento que esteve esperando! — Abre os braços apontando para Haven, como se fosse o grande prêmio. Eu olho entre ele e Damen, ainda tentando receber a mensagem de Damen, mas não chega nada.
Os olhos de Roman vagam sobre mim, pouco a pouco, meus pés descalços, molhada, meu vestido colado no corpo, ele molha os lábios e diz:
― Na verdade é muito simples, querida, simples o suficiente para que você decifre o enigma. Lembra-se do dia em que veio à minha casa e falamos sobre um preço?
Olho para Damen, pegando um brilho de alarme, descrença, dor, antes de rapidamente olhar para longe.
― Opa! — Roman levanta seus ombros e cobre sua boca enquanto olha entre nós. ― Sinto muito. Esqueci que sua visita não autorizada era nosso pequeno segredo sujo. Acho que você terá que perdoar minha indiscrição, com as circunstâncias de vida e morte em que estamos. Então para acelerar as coisas. — Ele assente para a Ava e Damen ― Ever veio até minha casa em busca de um acordo. Parece que ela está muito ansiosa para deitar-se com seu namorado. — Ele ri. Ele vai para o bar pega uma taça de cristal talhado e enche de elixir, enquanto observa Damen que luta para manter a calma.
Eu respiro fundo, mas fique parado. Sabendo que não vai fazer a menor diferença se Roman está morto ou vivo, de qualquer forma ele ainda está no controle. Seu jogo. Suas regras. E eu não posso deixar de me perguntar quanto tempo ele esteve nisso, há quanto tempo eu tenho me enganado que eu estou realmente fazendo progresso quando eu estou apenas andando cegamente. Assim como na visão que me mostrou todos nós sob o seu domínio.
― Ever... — Damen me olha, a telepatia não funcionando, obrigado a expressar seus pensamentos a todos os presentes. ― É verdade?
Engulo seco e olho para o outro lado, sem olhá-lo quando digo:
― Apenas chegue ao ponto.
― Sempre com tanta pressa. — Roman sacode sua cabeça e estala sua língua. ― Sério, Ever, para alguém com nada além de tempo, não faz o menor sentido. Mas tudo bem, eu vou jogar, dê-me alguma pista, alguma ideia de onde isso vai nos levar.
Eu olho para Haven, respirando, aguentando, pouco disposta a admitir que não tenho ideia do que quer, nem ideia do que está acontecendo.
― Recorda do dia em que foi me ver na loja?
Damen muda, posso sentir sua energia mudando, mas eu somente sacudo minha cabeça, olhando sobre meu ombro, meus olhos entrecerrados quando digo:
— Eu fui ver Haven, você simplesmente estava lá.
― Detalhes. — Roman assinala. ― É o enigma que estou citando. Recorda do enigma que te contei?
Eu suspiro, apertando a mão de Haven nas minhas frias, secas, imóveis. Isto não é um bom sinal.
― Dar às pessoas o que querem. Recorda quando lhe disse isso? — Detém-se, esperando minha resposta, mas quando eu não acrescento nada, ele continua: ― A pergunta é: o que significa, Ever? O que, exatamente, as pessoas querem? Alguma pista? — Ele levanta sobrancelha e espera, assentindo com a cabeça quando acrescenta, ― Tente sair de si mesmo por um momento e ter uma visão mais populista. Vá em frente, dar-lhe um giro, experimentá-lo para o tamanho, ver como ele se encaixa. É diferente da visão elitista que têm você e seu Damen, eu lhe asseguro isso. Não monopolizo os dons que tenho, eu os compartilho livremente. Ou pelo menos com aqueles que considero que o merecem.
Eu me viro até que o enfrento, de repente começo a entender. Minha voz rouca, apenas perceptível quando digo:
― Não!
Olhando entre Roman e Haven como a verdade do que ele quer, o preço que ele insiste em, torna-se claro.
— Não!
Meu olhar cravado em Roman, enquanto Ava e Damen permanecem em silêncio, sem ter ideia do que está acontecendo realmente aqui.
― Eu não vou fazer isso. — Eu digo. ― Não há maneira que me obrigue.
― Não sonhava com isso, querida. Onde está a diversão? — Ele sorri, lento, preguiçoso, como o gato risonho de Alice no País das Maravilhas. ― Assim como você não pode me obrigar a aceitar suas ordens com o patético feitiço e as forças escuras que recentemente descobriu. — Ele ri, apontando seu anel para mim, enquanto acrescenta. ― Você foi uma garota muito travessa, Ever. Brincando com magia que não entende. Jamais pensei que o livro que vendi há anos atrás cairia justo em suas mãos. Ou talvez pensei? — Sacode sua cabeça. ― Quem sabe?
Meus olhos se encontram com os seus, a verdade de suas palavras me golpeando fortemente, Jude. É quem vendeu o livro a Jude? E se for assim, estão juntos nisto?
― Por que você está fazendo isso? — Sustento meu olhar. Sem me importar que Damen saiba minha grande lista de traições, ou o que pensa Ava no canto me olhando. Somente ele e eu, como se estivéssemos sozinhos neste assustador quarto de Deus.
― Bom, é realmente simples. — Ele sorri. ― Está tão concentrada em traçar linhas, sem sair, de modo que agora é sua oportunidade de conjurá-la, de demonstrar que não é como eu. E se tiver êxito, pode demonstrar sem dúvida alguma que não somos iguais. Pois bem, estou plenamente disposto a te dar o que quer. Entregar o antídoto para o antídoto, o remédio para a cura, e para que você e Damen dirijam-se à suíte e tenham sua lua de mel. É o que sonhou por muito tempo, não é verdade? E o que planejou todo este tempo. E tudo o que tem que fazer para consegui-lo é deixar sua amiga morrer. Se deixar Haven morrer, a felicidade será sua, satisfação garantida, mais ou menos.
— Não. — Eu sacudo a cabeça. — Não!
— Não ao antídoto ou felizes para sempre? Qual? — Olha entre o relógio e Haven, sorrindo, enquanto acrescenta. ― Tic-tac, hora de decidir.
Avanço para Haven. Sua respiração oca, frágil. Enquanto Ava se senta perto, movendo a cabeça, e Damen, meu amor eterno, minha alma gêmea, o homem ao qual tenho falhado de tantas formas, suplica para que eu não faça o que estou tentada a fazer.
― Se ficar em dúvida por muito tempo, ela morre. E se a trouxer de volta, então, bom, pode ser um pouco confuso, como você bem sabe. Mas se lhe der o seu elixir, ela despertará sentindo-se bem. E o melhor é que isto será para sempre. O que, depois de tudo, é exatamente o que a gente deseja, não? A eterna juventude e beleza. A boa saúde e a vitalidade eterna. Não há idade, nem enfermidades, nem medo da morte, um infinito final à vista no horizonte. Portanto, o que será, Ever? Mantenha-se atento às suas visões altivas, elitistas e egoístas, prove que você não é nada como eu, siga monopolizando tudo, por exemplo diga adeus a sua amiga e o antídoto é todo teu. Ou... — Ele sorri, seu olhar fixo no meu. ― Salve sua amiga. Dê-lhe a chance de obter força e beleza com que só podia sonhar antes. Quão mesmo sempre desejou, todas as coisas para todo o sempre. Não tem que dizer adeus. É totalmente seu. Mas, eu gostaria de dizer, que a luz de dia está acabando, então talvez queira se apressar.
Eu fito seu rosto pálido e frágil, sabendo que eu sou a responsável, que é só minha culpa. Apenas consciente de Damen a meu lado, insistindo.
― Ever, querida, por favor escute, você não pode fazer isso. Não pode salvá-la. — Eu não o olho quando adiciona. ― Você precisa deixá-la ir. Não é sobre nós. Não é sobre estarmos juntos. Encontrarei uma maneira, prometi para você. Sabe o risco que envolve isso. Sabe que não pode fazer isto, não depois de ter experimentado Shadowland. — Ele sussurra. ― Não pode condená-la a isso.
― Oh, Shadowland soa assustador! — Roman ri e sacode a cabeça. ― Não me diga que está meditando, companheiro? Ainda caminhando no Himalaya pelo significado?
Engulo em seco e desvio o olhar, ignorando ambos. Mente cheia de argumentos, tanto para e contra, quando Ava acrescenta:
— Ever. Damen tem razão.
Eu olho para ela ferozmente, a mulher que me traiu da pior maneira. Deixando Damen vulnerável e exposto depois de prometer a cuidar dele, uma sócia no jogo de Roman.
― Eu sei que não confia em mim, mas não é o que pensa. Escuta, Ever, por favor, não tenho tempo para te explicar, mas se não me escuta, então escute Damen, ele sabe o que diz, não pode salvar sua amiga, tem que deixá-la ir.
― Você fala como uma verdadeira canalha. — Eu assobio, recordando como se foi com o elixir, que não tenho nenhuma dúvida que bebeu.
― Não é o que pensa. — Ela diz ― Não é nada disso.
Mas já não a escuto, minha atenção retorna a Roman, agora a meu lado, movendo a taça com o elixir, o líquido brilhante, faiscando, enquanto se formam redemoinhos ao redor, e ao redor, me alertando de que chegou o momento, é hora da escolha.
— Haven queria que lhe dissessem a sorte, e quem melhor para dizê-la que você, Avalon? Jude, que lástima não está aqui, ou realmente poderíamos ter uma festa ou velório, dependendo de como saiam as coisas. O que aconteceu, Ever, vocês dois pareciam bem apertados na última vez que os vi.
Engulo seco. Minha amiga pendurada por um fio. Um fio que posso cortar ou...
― Odeio apressar você, mas é o momento da verdade. Por favor, não decepcione Haven. Estava tão ansiosa por sua leitura. Então que será? O que dizem as cartas? Vive ou morre? O futuro é sua decisão.
―Ever. —Damen diz, sua mão em no meu braço, véu de energia pairando entre nós, mais um aviso de mais um de meus múltiplos enganos. ― Você não pode fazer isso, por favor. Você sabe que não é certo. Embora seja difícil, não tem outra opção que não seja dizer adeus.
― Oh, há uma opção. — Roman agita a garrafa outra vez. ― Até que ponto você está disposto a ir para manter seus ideais e obter a única coisa que você mais quer no mundo?
― Ever, por favor. ― Ava se inclina para mim. ― Isso tudo é errado, é contra a lei da natureza. Você tem que deixá-la ir.
Fecho meus olhos. Incapaz de pensar, incapaz de me mover.
— Eu não posso fazer isto, não posso fazer esta escolha... ele não pode fazer comigo.
A voz de Roman se abate sobre mim quando diz:
― Então eu acho que é isso então... — Sussurra e se afasta. ― Bom para você, Ever, você provou o seu ponto. Você não é nada como eu. Nada mesmo. É uma verdadeira elitista, uma pessoa de ideais elevados, mente superior, e agora você começa a dormir com seu namorado também! Bem feito! E pensar que tudo o que custa é a vida de sua amiga. Sua pobre e triste amiga perdida, que só queria o que todo mundo mais quer, o que você já tem e está na posição perfeita para compartilhar. Parabéns, devo dizer?
Ele se dirige para o salão enquanto eu me ajoelho diante de Haven, meu rosto cheio de lágrimas enquanto olho minha amiga. Minha triste, perdida, confusa amiga que não merecia nada disto, que acabou pagando o preço de sua amizade comigo.
Damen e Ava sussurram ao meu lado, uma canção de berço de promessas, prometendo-me que superarei isto, que fiz o correto, que estarei bem.
E depois o vejo, o cordão prateado que ata o corpo à alma. Tinha escutado falar nele antes, mas nunca o tinha visto até agora. Vendo como se estira tão delgadamente que está a ponto de arrebentar-se – enviando minha amiga daqui direto a Summerland.
Fico de pé, agarro a garrafa de Roman, e forço Haven a beber.
Imune aos pedidos ao meu redor, o grito penetrante de Ava, Damen implorando que eu parasse, e Roman, o único me aplaudindo acompanhado de sua forte e vulgar risada.
Mas não me preocupo com isso. Só me preocupo com ela. Haven. Não posso deixá-la ir
Não posso deixá-la morrer. Não posso lhe dizer adeus.
Embalando sua cabeça em meus braços e fazendo beber. A cor instantaneamente retorna as suas bochechas enquanto ela abre os olhos e me olha.
― O que…? — Ela se esforça para sentar-se, e olha ao redor. Entreabre os olhos quando olha entre Ava, Damen e eu, e diz: ― Onde estou?
Fixo meu olhar nela, minha boca aberta, mas sem nenhuma ideia do que lhe dizer. Sabendo que é assim que Damen deve ter se sentido comigo, só que isto é pior.
Ele não sabia sobre a morte da alma. Eu sim.
― Damen e Ever decidiram fazer as pazes, querida e adivinhe? O futuro parece mais brilhante do que nunca! — Roman se precipitou a meu lado e a ajudou a levantar-se, me piscando os olhos quando diss.e ― Você não se sentiu bem, então Ever te trouxe um pouco de suco, pensando que um pouco de açúcar te ajudaria a te sentir melhor e diabos, isso ajudou. E agora, Ava, seja boazinha, e busque chá para ela na cozinha.
Ava se levantou, procurando meu olhar enquanto se dirigia pelo corredor. Mas eu não o fiz, não podia, não podia ver ninguém. Não depois do que acabei fazer.
― Fico feliz em saber que você está a bordo, Ever. — Roman se deteve cauteloso na porta. ― É como eu. Você e eu somos iguais. Ligados um ao outro pela eternidade. E não pelo feitiço, querida, mas sim por nossa sorte nosso destino. Pense em mim como outra alma gêmea. — Ele ri, sua voz um sussurro quando acrescenta, ― Vá, vá, querida, não me olhe tão surpresa. Eu, por exemplo não estou surpreso. Você nunca se desviou do roteiro. Pelo menos não até agora.

9 comentários:

  1. Vai dar tudo errado! Ever faz tudo errado! Sei que ela queria salvar a amiga mas... Eu já algumas coisas sobre o "futuro" dessa serie... E isso não vai dar muito certo!

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  2. Essa Ever e uma idiota mesmo

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  3. Esse negocio nao tem ( a mais minima *texto* = a menor) chance de dar certo. Essa Haven é problema sendo mortal,q dira agora...vai vendo

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  4. Vai da merda. A Haven nunca foi uma grande amiga, vai ser facilmente manipulada.

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  5. francamente de todos os erros esse foi o pior , essa Haven nao é amiga de vdd , ja provou isso varias vezes , sempre com ciumes da Ever e querendo dar facadas por tras , ai essa idiota vai e da a imortalidade pra ela , esse foi o recorde de burrice que eu ja vi , nao conheço uma personagem mais burra que essa

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  6. Pqp não da... A Ever é a pessoa mais retardada que já li em séries -___- Já deu, vou pro último livro vê se salva alguma coisa. Devia ter terminado no primeiro, francamente -_-"

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  7. Tragam o Oscar de pessoa mais burra e inconsequente para a Ever.Meu deus,Haven nem é uma amiga de verdade,a gorota é mó falsa

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  8. karamba Ever! to muito revoltada... A ever só faz coisas erradas... ela vai se arrepender futuramente... mds que odioooo!!!!

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  9. E o TROFÉU DE ASNO vai pra quem?????
    Nossa "querida EVER", a tapada
    Kkkkkkkkkk

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!