31 de outubro de 2015

Onze

Eu rolo na cama a noite toda. A cama parece um matagal de travesseiros e cobertores empapados em suor; o corpo e a mente estão exaustos pelos sonhos. Acordei, ofegando, só para ser absorvida novamente, retornando ao mesmo lugar de que lutei para escapar. E a única razão pela que quero que se detenha é porque Riley está ali, rindo alegremente enquanto me agarra pela mão e me leva em um passeio por uma terra muito estranha; mas ainda quando pulo junto a ela tentando desfrutar também da viagem, nesse momento, ela vira de costas e eu engatinho até a superfície ansiosa para sair desta cena, porque a verdade é, que não é realmente Riley.
Riley se foi. Cruzou a ponte por minha insistência, avançando até um lugar desconhecido. E embora ela siga insistindo, gritando para que eu lhe preste atenção, para que só confie nela e deixe de correr… me nego a obedecer. Segura que é alguma espécie de castigo por machucar Damen, mandar Drina a Shadowland, e pôr em risco tudo o que me importa, permitindo a meu subconsciente produzir estas imagens de culpa-induzida tão recobertas de felicidade que não há maneira de que sejam reais.
Mas desta vez, justo quando estou a ponto de pôr-me a correr, Riley aparece justo diante de mim, bloqueando minha saída, e gritando para que eu ficasse quieta. De pé, diante de um grande palco, pouco a pouco se vão abrindo as cortinas, revelando um cubo, alto e estreito como uma prisão de cristal, retendo um Damen desesperado lutando dentro. Corro para ajudar enquanto Riley simplesmente olha, eu peço que resista enquanto o ajudo a sair. Mas ele nem sequer pode me ouvir. Só continua lutando até que é dominado pelo cansaço, pela inutilidade absoluta, fecha seus olhos e cai diretamente no abismo. Em Shadowland. O lar das almas perdidas.
Saltei de minha cama, com o corpo tremendo, pasmada, encharcada em suor e parada no centro do meu quarto com um travesseiro apertado contra o peito. Dominada não só pela sensação de derrota total, mas também pela horrível mensagem enviada por minha irmã imaginaria, me dizendo que não importava quanto me esforçasse porque não poderia salvar minha alma gêmea de mim.
Eu corro para o meu armário, trocando de roupas antes de pegar um par de tênis e me dirigir à garagem. Sei que é muito cedo para ir ao colégio, muito cedo para ir a qualquer lugar, mas me nego a me dar por vencida. Me recuso a acreditar em pesadelos. Tinha que começar por algum lado. Devia usar o que tinha. Mas justo quando estava para subir ao carro, pensei melhor. Me dando conta que ao abrir a porta da garagem e ligar meu carro eu poderia acordar Sabine. E apesar que posso sair e manifestar outro carro, bicicleta, moto, ou qualquer outra coisa, começo a correr.
Nunca fui uma boa corredora. Estava mais acostumada a arrastar os pés em Educação Física com cada volta forçada, que me esforçar fazer qualquer tipo de exercício. Mas isso foi antes de me converter em imortal, antes de ter uma velocidade incrível. Uma velocidade da qual nem sequer comecei a provar os limites, já que a última vez que corri foi a primeira vez que me dava conta de que inclusive tinha esse potencial. Mas agora tinha a oportunidade perfeita para comprovar que tão longe e com que rapidez poderia chegar antes de me deter, me cansar ou cair ao chão com cãibras. Não posso esperar para prová-lo.
Saiu pela porta lateral e me dirijo à rua. Pensando que primeiro deveria me aquecer, começar com um trote lento antes de golpear o asfalto a toda velocidade. Mas eu mal tinha começado, quando um potente aumento de adrenalina me golpeia, percorrendo meu corpo como o mais alto nível de combustível de foguetes. E o próximo que sei, é que balanço a toda velocidade. Correndo tão rápido que as casas de meus vizinhos ficam reduzidas a uma visão imprecisa de gesso e pedras. Saltando pelas latas de lixo e esquivando-me dos carros mal estacionados, enquanto chego à rua com a graça e a agilidade de um gato selvagem. Sem ter consciência de minhas pernas ou pés, só confiando em que não me falharão e que me levarão a meu destino em um tempo milagroso. E não passaram mais que uns segundos quando estou de pé frente a ele, o único lugar ao que jurei que nunca retornaria, preparada para fazer a única coisa que prometi ao Damen que não faria, me aproximar da porta do Roman, com a esperança de negociar algum tipo de acordo. Mas que eu possa levantar minha mão para bater, Roman estava ali. Vestido com uma túnica roxa escura sobre pijamas de seda azul, seus chinelos de veludo correspondentes com raposas douradas bordadas que espreitavam pela bainha.
Seu olhar dissimulado, estreita, me vendo sem um traço de surpresa.
— Ever. — Inclina a cabeça a um lado, permitindo uma vista sem obstruções de sua tatuagem Ouroboros. — O que te traz ao meu bairro?
Meus dedos tocam o amuleto debaixo de minha camisa, com o coração acelerando abaixo dele, esperando que Damen esteja correto, que ele me protegerá, se for necessário.
— Precisamos conversar. — Digo, tentando não me encolher quando seus olhos navegaram por mim, desfrutando de uma agradável, comprida e depravada viagem.
Ele olha para a noite e depois para mim.
— Precisamos? — Levanta uma sobrancelha. — Não tinha nem ideia.
Começo a revirar os meus olhos, mas recordo o propósito que me trouxe até aqui e não digo nada.
— Reconhece a porta? — Tamborilou duramente os nódulos contra a madeira, provocando um bonito golpe sólido, enquanto me perguntava que poderia estar tramando. — É obvio que não. — Disse, curvando os lábios. — Isso é porque é nova. Eu fui obrigado a substituir a anterior depois de sua última visita. Lembra? Quando a quebrou ao entrar para atirar meu estoque de elixir pelo ralo? — Ri e sacode a cabeça. — Uma terrível atitude sua, Ever. Um desastre devo dizer. Espero que hoje consiga se comportar melhor. — Apoiou-se contra o marco da porta e me fez gestos para que entrasse, me olhando de uma maneira tão profunda, tão intimidadora, que não podia me fazer recuar.
Entro em sua casa, seguindo pelo corredor notando que a porta não era a única coisa que mudou desde minha última vez. Já não estavam as pinturas emolduradas do Boticelli e nem os estampados floreados, tudo foi substituído por mármore e pedra, tecidos escuros, ásperas paredes de gesso e objetos de ferro negro com forma de espiral.
— Toscana? — Me viro e me assusto ao encontrá-lo parado tão perto de mim, até podia lhe ver suas particulares bolinhas roxas escuras em seus olhos.
Ele dá de ombros, recusando-se a recuar e me dar espaço.
— Às vezes sinto falta do velho país. — Seu sorrido abrindo lentamente me exibindo seus dentes brancos brilhantes. — Como você bem sabe, Ever, não há lugar melhor que nosso lar.
Engoli em seco, estudando a saída mais rápida, já que não podia me dar o luxo de cometer o menor erro.
— Assim me diga, a que devo esta magnífica honra? — Olhou por acima do ombro enquanto se dirigia ao bar. Escolheu uma garrafa de elixir da adega, o serviu em uma taça de cristal e me ofereceu. Neguei com a cabeça e com um gesto com a mão, o observando se dirigir para o sofá onde se deixou cair, com as pernas estendidas, apoiando a taça sobre seu joelho. — Assumo que você não veio me visitar no meio da noite para admirar minha mais recente decoração. Então me diga, qual é o proposito disso?
Limpo a garganta, forçando-me fita-lo sem me hesitar, nem vacilar, me inquietar ou demonstrar qualquer outro sinal de debilidade. Consciente de que toda esta situação pode mudar em um instante, que facilmente posso passar de sua leve curiosidade à presa irresistível.
— Estou aqui para negociar uma trégua. — Digo, alerta para qualquer tipo de reação, mas obtendo somente seu penetrante olhar. — Você sabe, um cessar fogo, uma proclamação de paz, um…
— Por favor. — ele acena com a mão. — Poupe-me de definições, querida. Posso-o dizer em vinte línguas e quarenta dialetos. Você?
Dou de ombros, sabendo que tenho sorte de ter dito em um.
Eu o observei fazer redemoinhos em sua bebida, o líquido vermelho brilhava quando subia quase até as bordas, salpicava e voltava abaixo.
— E que tipo de trégua está propondo? Você entre todas as pessoas deveria saber como funciona. Não tenho a intenção de lhe dar nada, a menos, que esteja disposta a me entregar algo seu. — Apontou o estreito espaço a seu lado sorrindo, como se eu considerasse me unir a ele ali.
— Por que faz isto? — Perguntei, incapaz de conter minha frustração. — Quero dizer, você é mais ou menos bonito, é imortal, tem todos os dons que se pode cogitar, pode ter quase qualquer coisa que queira, então, por que insiste em me incomodar?
Roman jogou a cabeça para trás e riu, uma gargalhada que soou pela sala. Finalmente se acalmou o suficiente para nivelar seu olhar, observou-me fixamente me perguntando:
— Mais ou menos bonito? — Sacudiu a cabeça e riu de novo, colocando seu copo sobre a mesa e pegando um cortador de unhas com jóias douradas cravadas. — Mais ou menos bonito. — Sussurra, sacudindo a cabeça, parando um momento para revisar suas unhas, antes de dirigir-se outra vez para mim. — Veja, querida, é disso que se trata. Posso ter tudo que quero, algo ou alguém. Tudo vem a mim fácil. Muito fácil. — Suspirou, trabalhando em suas unhas, tão concentrado, que me perguntava se ia seguir, quando diz. — Tudo se torna um pouco tedioso depois dos primeiros... hum... cem anos ou mais. Nesse momento você é muito jovem para entender tudo isto, algum dia se dará conta de quão grande é o favor lhe fiz.
Estreito os olhos, sem ter ideia do que ele queria me dizer. Um favor?
Ele esta falando sério?
— Tem certeza de que não quer se sentar? — Sacudiu o cortador de unhas em direção a poltrona que estava a minha direita, insistindo para eu me sentar. — Você esta fazendo me sentir um péssimo anfitrião, insistindo em ficar de pé dessa maneira, além disso, tem ideia de quão atraente está? Um pouco… como se estivesse prostrada em uma cama, mas claro, em uma forma mais sexy. — Estreitou seus olhos até que ficaram tão brilhantes como os de um gato, seus lábios estavam separados o suficiente para deixar sair sua língua. Mas eu fiquei quieta e fingi não notar. Tudo com Roman é um jogo e sentar-me seria admitir a derrota. Embora permanecer assim, olhando como umedecia os lábios com sua língua enquanto seu olhar se detinha em lugares errados, não se sentia como uma vitoriosa.
— Está delirando se acredita que me tem feito um favor — com a voz rouca e áspera, longe de ser forte. — Você está louco! — acrescentei, lamentando as palavras no instante em que saíram.
Mas Roman só encolhe os ombros, inalterado pela minha emocional enquanto volta para suas unhas.
— Confie em mim, mais que um favor, querida. Eu te dei um propósito. Como muitos chamam, uma razão de viver. — Ele me fitou. — Me diga, Ever. Não está completamente obcecada para encontrar uma maneira para consumar seu amor pelo Damen? Não está se desesperando por uma solução, tanto que você se convenceu de que era uma boa ideia vir aqui?
Eu engulo com dificuldades e o fito. Eu deveria saber, deveria ter seguido a recomendação de Damen.
— Você é muito impaciente. — Ele assentiu e alizando as bordas de suas unhas recém cortadas. — Por que ter pressa se tem toda a eternidade? Pense nisso, Ever, como exatamente você passaria a eternidade se não fosse por mim? Tocando ramalhetes enormes de tulipas vermelhas? Passando tanto tempo juntos não poderia se tornar chato?
— Isto é ridículo. — Eu o olho, irritada. —É mais ridículo ainda o fato de que você veja isto como um ato de cavalheirismo seu. — Sacudi minha cabeça, sabendo que não tinha a necessidade de continuar. Ele estava delirando, louco vendo as coisas do seu ponto de vista egoísta.
— Por seiscentos anos eu desejei ela. — Disse deixando seu cortador de unhas de lado, seu olhar não deixou o meu. — E me pergunta por quê? Por que me incomodo com a mesma mulher, quando posso ter a quem quiser? — Ele me fita como se esperasse minha resposta, mas nós dois sabíamos que eu não tinha intenção de responder. — Não foi só sua beleza como você pensa... embora admito, que isso no princípio instimulou as coisas. — Sorriu com seus olhos cheios de lembranças. — Não, era o simples fato de que não podia tê-la. Não importava quanto eu tentasse, não importava quanto a desejasse, nunca isso me foi permitiu. — Seu olhar era duro e intenso sobre o meu. — E você logo compreenderá.
Eu rolo meus olhos. Não posso evitar. O fato de que ele desperdiçou séculos desejando um monstro não era de meu interesse, mas ele simplesmente continuou ignorando minha expressão de desgosto quando disse:
— Não se engane, Ever. Estou a ponto de compartilhar algo muito importante, algo que na realidade deveria ter em mente. — Inclinou-se para frente, pôs seus braços sobre seus joelhos, sua voz foi firme e baixa, cheia de uma nova urgência. — Nós sempre queremos o que não podemos ter. — Inclinou-se para trás, assentindo como se acabasse de compartilhar a chave para a iluminação espiritual. — Essa é a natureza humana. É a maneira que somos criados. E mesmo que escolha não acreditar, essa é a única razão pela qual o Damen passou os últimos quatrocentos anos te desejando.
Olhei-o fixamente, seu rosto estava pálido, seu corpo imóvel, consciente de que estava tentando de me machucar, como sempre o fazia, sabendo que este tinha sido um de meus temores do momento em que soube de nossa história.
— Aceite, Ever. A incrível beleza de Drina não foi suficiente para manter o interesse de Damen. Tenho certeza de que você está ciente do quão rápido ele se cansou dela.
Engoli em seco, meu estômago estava duro feito mármore.
Desde quando duzentos anos são considerados rápidos? Mas suponho que quando se trata da eternidade todo é relativo.
— Isso não é um concurso de beleza. — Eu disse, me encolhendo ao escutar minhas palavras pronunciar-se em voz alta. Quero dizer, sério, essa foi minha melhor resposta?
— Claro que não, querida. — Roman sacudiu sua cabeça, com lástima refletida em seu olhar. — Se o fosse isso, Drina ganharia. - Recostou-se, com os braços estendidos ao longo das almofadas, o copo descansava na parte superior do sofá, me desafiando a responder.
— Me deixe adivinhar, se convenceu que isto se trata de duas almas fundindo-se em uma, destinados um ao outro e todo esse conto de fadas infantil? — Riu, assentindo quando acrescenta — Isso é o que realmente pensa?
— Não queira saber o que estou pensando. — Estreitei meu olhar, determinada a chegar ao ponto aonde minha paciência desaparece. — Não vim aqui para me aborrecer com suas ladainhas filosóficas, eu vim porque…
— Porque quer algo de mim. — Assentiu, o copo deu um golpe sobre a madeira sólida. — De qualquer maneira, estou no comando, o que significa que não está em posição para determinar as regras.
— Por que faz isto? — Ele acena, já entediado com este jogo. — Por que se incomoda quando sabe que não estou interessada? Certamente você percebe que não importa o que faça ao Damen ou a mim, isso nunca trará Drina de volta, o que está feito, está feito. Não pode ser mudado. Ao final, todo este jogo, toda esta estupidez em que está empenhado, realmente te impede de viver sua vida e seguir adiante. — Segui olhando-o com uma firmeza convincente. Projetando uma imagem dele me compartilhando o antídoto e cooperando comigo. — Então te peço da maneira mais sensata e lógica que posso. Por favor, me ajude a desfazer o que fiz ao Damen, assim todos nós poderemos coexistir.
Roman sacudiu a cabeça, entrecerrando seu olhar.
— Sinto muito, querida, o preço está estabelecido. Agora a questão é se está disposta a pagá-lo.
Apoiei-me na parede, cansada, derrotada, mas não o deixei ver meus sentimentos. Sabendo que a única coisa que ele queria era a única que eu nunca lhe daria. Este era o mesmo velho jogo do qual Damen me tinha advertido.
— Nunca me terá, Roman. Nunca, jamais, enquanto eu…
Nem sequer cheguei à parte mais desagradável e insultante, quando de repente ele se levantou do sofá, movendo-se muito rápido, de repente seu fôlego golpeou em minha bochecha muito antes de que pudesse piscar.
— Relaxe — sussurrou-me, seu rosto estava tão perto que podia ver cada perfeito poro de sua pele. —Por mais divertido que isso possa ser, pelo menos, mas isso não é tudo. Vou atrás de algo muito mais esotérico do que me deitar com uma virgem. Embora, se quer fazê-lo, sem ter apegos emocionais, eu te garanto querida, que sempre estou disposto para essa tarefa. — Ele sorrir, seus olhos profundos se cravavam diretamente nos meus, projetando o filme que estava em sua cabeça, do qual os protagonistas eram ele, eu e sua grande cama.
Desviei meu olhar, minha respiração começava a ficar cada vez mais rápida, esforçando contra a minha vontade de golpeá-lo fortemente com meu joelho a sua virilha, quando seu nariz passou por minha orelha, bochecha e pescoço, inalando meu aroma.
— Sei pelo que está passando, Ever. — disse entre dentes, enquanto seus lábios passeavam pela ponta de minha orelha. — Desejando algo tão verdadeiramente próximo, sem poder prová-lo. Esse é o tipo de dor que a maioria das pessoas nunca experimentará. Mas nós o experimentamos, não é verdade? Você e eu estamos unidos dessa maneira.
Relaxei meus punhos e lutei para me estabilizar. Sabendo que não podia me arriscar fazendo um algo apressado. Não podia me permitir reagir impulsivamente.
— Não se preocupe. — Sorriu, afastando-se de mim. — Você é uma garota inteligente. Tenho certeza que tudo se resolverá. — Encolheu-se de ombros. — Bom, nada mudará, não é verdade? Tudo permanecerá exatamente igual. Ficaremos você e eu com nossos destinos entrelaçados para toda a eternidade.
Ele desliza pelo corredor, movendo-se tão rápido que demorei um momento para poder ver sua forma. Inclinando sua cabeça e me acompanhando até a porta, praticamente me empurrando, quando me diz:
— Lamento encerrar nossa conversa tão apressadamente. Embora eu faça isso para guardar sua reputação. Se Damen souber que esteve aqui… bom isso poderia ser bastante trágico para você, não é verdade?
Riu, com seus dentes brancos e reluzentes, seu cabelo loiro, pele bronzeada e olhos azuis, definitivamente, igual o garoto de anúncio da Califórnia. “ Venha e desfrute da boa vida em Laguna Beach.”.
E de repente me enfureço comigo mesma, enfureço-me de ser tão estúpida, por não escutar Damen, por nos colocar em perigo e por dar a Roman uma coisa a mais para ter o domínio sobre mim.
— Sinto por não conseguir o que veio buscar, querida. — Ele ronrona, sua atenção se dirigida a um Jaguar vintage de cor negra que se aproximava rapidamente da entrada que dava a casa. Em seu interior um lindo casal de cabelo escuro que se dirigiam para dentro.
Fechando a porta atrás dele, acrescentou:
— Faça o que fizer, nunca se aproxime nem toque no carro de Marco quando sair, ele enlouqueceria se deixasse uma mancha nele.

12 comentários:

  1. Gente, passei a ama Roman agora!
    Ass: Bina.

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    1. so eu que por um istante queria que Ever e ele namorassem? se la ele parece bem... seila mas queria isso

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  2. Roman me lembra muito o Sebastian de Os Instrumentos Mortais. Amo odiar ele <3

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    1. Concordo com você, ele é realmente muito parecido com o Sebastian ♡♡♡

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  3. Eu shippo o Roman e a Ever, Sorry! Kkkkkkkk

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  4. A ever é muito retardada e ingénua aff...
    Tudo o que as pessoas dizem ela faz ao contrário faz do jeito dela... Se fizesse pelo menos alguma coisa que preste mas só faz merda só complica mais ainda as coisas😡😡😡
    Desculpa o desabafo mas é que já está me chateando

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  5. Todos eles são patéticos! Ever, com sua total incapacidade de tomar uma decisão certa; Damen, com seu martírio cansativo sobre carma e castigo do universo; Roman, com seu estúpido plano de vingança... Cresçam vocês três!!

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  6. concordo Valentina , ja ta chato essa historia , esta entediante .

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  7. Ever só faz besteira,é tão teimosa que não escuta ninguém aí depois que faz a burrava se arrepende.

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  8. A EVER FOI UMA IDIOTA POR NÃO ESCUTAR O DAMEM, !!! Mas acho o Romam um verdadeiro imbecil, sério, o Cara tem tudo oque quer, pode ter tudo oque desejar, e ainda tudo isso por toda a eterninadade, e fica atrapalhando um Casal tão lindo como a EVER e o DAMEM, se ele não é feliz com tudo nisso, deixa o casal em paz né!!!

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  9. Agora estou começando a gostar do Roman essa Ever merece se ferrar.

    Burra e egoísta são elogios pra essa retardada.

    Essa meninha é uma anta quadrada.
    Além de burra é surda.

    Coitado do Damen.

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  10. Kkkkkkkk, rindo muito de todos os comentários.
    A Ever é tudo isso que falaram ao quadrado com base 10.
    Não estou gostando dessa istoria, está massante demais e pior, sou daquelas que mesmo o livro sendo ruim tenho que ler até o final ��

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!