31 de outubro de 2015

Oito

Nos dirigimos para os Grandes Salões de Aprendizagem, nos detendo apenas em frente as escadas de mármore, enquanto aparecia para ele, esperando que pudesse ver o que eu vejo a sempre mutável fachada da entrada.
— Vejo que você realmente o encontrou — Damen diz, com a voz de admiração enquanto vemos a fachada em constate coleção dos lugares mais sagrados e formosos da Terra.
O Taj Mahal, transformando-se no Parthenon, que por sua vez se converte no templo do Lotus, para logo transformar-se nas Grandes Pirâmides de Gizé, e assim sucessivamente. Nosso reconhecimento mútuo de sua beleza e a maravilha nos permite a entrada ao grande vestíbulo com colunas forradas por um esculpido que vem diretamente da antiguidade grega.
Damen olha a seu redor, com uma máscara de absoluta maravilha, como ele toma tudo.
— Não estive aqui desde… — eu o fitei, segurando a respiração, morrendo de vontade para saber os detalhes da última vez que ele esteve aqui. — Desde que vim para te encontrar.
Estreitei os olhos, sem entender o que isso significa.
— Algumas vezes… — Ele me olhou. — Eu tive a sorte de te encontrar, terminando no mesmo lugar no momento exato. Embora muitas das vezes tivesse que esperar uns quantos anos antes que fosse adequado te conhecer.
— Quer dizer que estava me espiando? — Fiquei boquiaberta, esperando que não fosse tão horripilante como parecia. — Quando era uma menina?
Ele encolheu os ombros, evitando meu olhar quando disse:
— Não, não te espiando, Ever, por favor! Quem acha que eu sou? — Ele ri e balança a cabeça. — Foi mais bem como… guias de manutenção. Esperando pacientemente até o momento adequado. Mas nos últimos tempos quando eu era incapaz de te encontrar, não importava quão duro o tentasse e acredite, eu tentei, vivi como um nômade, vagando de um lugar a outro, tendo certeza de que te tinha perdido para sempre, assim decidi vir aqui. E me encontrei com algumas amigas que me mostraram o caminho.
— Romy e Rayne!
Aceno com a cabeça, nem ouvi nem vi a resposta em sua cabeça, mas de algum jeito senti que é verdade. Afligida por uma ascensão imediata de culpa por não haver sequer pensado nelas até agora. Nem sequer me perguntar como poderiam estar, nem onde poderiam estar.
— Conhece-as? — Olha-me, claramente surpreso.
Apertei os lábios, sabendo que vou ter que lhe dizer o resto da história, as partes que eu esperava omitir.
— Elas me conduziram aqui também. — Fiz uma pausa, suspirando e olhando longe, preferindo olhar para o outro lado, que me encontrar com seu interrogativo e fixo olhar. — Elas estavam com a Ava ou ao menos Rayne. Romy estava fora. — sacudi minha cabeça e comecei outra vez. — Ela estava tratando te ajudar quando você…
Fecho os olhos e suspiro. Então decidi lhe mostrar tudo, incluindo as partes em que estava tão envergonhada para pôr em palavras.
Projetei-lhe os acontecimentos desse dia até que já não houvesse segredos entre nós, lhe fazendo saber o muito que elas lutaram para salvá-lo, enquanto que eu estava muito obstinada, me negando a escutar. Mas no lugar de ficar bravo como eu temia, coloca suas mãos sobre meus ombros, me olhe com o perdão refletido nos olhos e pensa que está feito, está feito. Temos que seguir adiante, e não olhar para trás. Engulo em seco e compartilho seu olhar, sabendo que ele está certo.
É hora de começar, mas… Por onde começamos?
— É melhor se nos separarmos.
Ele assente, suas palavras foram uma surpresa para meus ouvidos, e eu estava a ponto de falar quando ele acrescenta:
— Já pensou nisso? Você está tratando de encontrar algo para reverter os efeitos do elixir que bebi, enquanto que eu estou tratando de te salvar de Shadowland, não são exatamente a mesma coisa.
Suspirei decepcionada, mas tinha que concordar.
— Acho que te verei de volta em casa então, na minha casa está bem?
Pus minha mão sobre ele e apertei, relutante a voltar para Meu deprimente quarto, na certeza de que ele amaldiçoa seu carma agora que retornou sua memória.
Assim que ele acena e fecha os olhos, desaparece das minhas vistas. Assim, respirei fundo e fechei os olhos também, pensando: “Preciso de ajuda, cometi um enorme e terrível engano e não sei o que fazer. Preciso procurar um antídoto, algo que reverta os efeitos do antidoto de Roman ou encontrar alguma forma de chegar a ele, e convencê-lo a cooperar comigo, mas só de uma maneira que não me exija hm.… me comprometer seriamente de uma forma que eu não estaria de acordo... se sabe o que quero dizer...”
Focando em meu pedido, as palavras se repetiam uma e outra vez. Com a esperança de que o acesso aos registros akáshicos me sejam concedidos, o registro permanente que tem tudo o que é, foi ou será feito. Orando por não fechá-lo de novo como a última vez que estive aqui.
Mas esta vez, quando escuto o familiar zumbido, em lugar do comprido corredor habitual que leva a uma sala misteriosa, encontro-me justo em meio de um cinema vazio, a bilheteria abandonada, sem nenhuma pista do que devo fazer até que um conjunto de portas duplas se abrem na minha frente.
Dou um passo dentro do escuro recinto, com o chão pegajoso, assentos desgastados, e o aroma das pipocas de manteiga impregnando o ar. Passei pelo corredor e escolhi o melhor assento da casa, que está até a metade e em um ponto morto, apoiei os pés na cadeira que estava frente a mim, enquanto as luzes se apagavam e uma grande bacia de pipocas aparece em meu colo. Vendo as cortinas vermelhas se retiram, a tela de cristal começa a piscar e uma profusão de imagens passa rapidamente diante de mim.
Mas em lugar da solução que eu tinha esperado, tudo o que obtenho é uma série de clipes de filmes que eu já vi. Resultando em uma espécie de montagem de fabricação caseira dos momentos mais divertidos de minha família, montado diretamente por mim, minha antiga vida no Oregon e o desdobramento de uma banda sonora que só Riley poderia fazer.
Olhando um vídeo de Riley e eu, vejo nós duas atuando de maneira exagerada em um cenário de fabricação caseira, dançando e movendo os lábios para uma audiência composta por nossos pais e o cão. Seguido por uma imagem de Buttercup, nossa doce cadela cor mel. Estirando a língua para o nariz, lambendo como louca, tentando chegar à porção de manteiga de amendoim que Riley lhe pôs.
E embora não seja absolutamente o que eu esperava, eu sei que é importante de igual maneira. Riley me tinha prometido encontrar uma maneira de comunicar-se comigo, assegurou-me que só porque eu não posso vê-la, já não significa que não esteja ainda aí.
Assim empurrei minha busca de lado, e me afundei em meu assento. Sabendo que ela está sentada a meu lado, silenciosa e invisível. Querendo compartilhar este momento juntas, duas irmãs que compartilham a versão cinematográfica caseira do que estava acostumado a ser nossa vida juntas.

7 comentários:

  1. SAUDADES DOS COMENTARIOS!! ESSA EVER FAZ UMA BESTEIRA ATRAS DA OUTRA, AINDA BEM QUE ELA TEM O DAMEN DE VOLTA!

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  2. Quando isso vai começar a ficar interessante, hein?

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  3. Te entediante,mas eu sou persistente.Nao descanso ate terminar essa serie toda

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    1. entediante, mas nao vou desistir ate eu terminar a serie haahah

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  4. Que capítulo chatooooooo 😱😱😱.
    #louise

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Comentários de volta!
Passamos algumas horas sem essa opção, mas estamos à ativa novamente :)

Boa leitura! E SEM SPOILER!