20 de outubro de 2015

Introdução

Sobre este livro


Animais fantásticos & onde habitam é fruto de muitos anos de viagens e pesquisas. Lanço um olhar ao meu passado e vejo um bruxinho de sete anos de idade que passava horas no quarto, desmembrando toletes, e sinto inveja das viagens que faria: da selva mais escura ao deserto mais ensolarado, do pico de montanhas a alagados, aquele garoto sujo de sangue de tolete iria procurar, quando crescesse, os animais descritos nas páginas seguintes. Visitei grutas, tocas e ninhos em cinco continentes, observei os hábitos curiosos dos animais mágicos em centenas de países, testemunhei seus poderes, ganhei sua confiança e, em certa ocasião, espantei-os com minha chaleira de viagem.
A primeira edição de Animais fantásticos foi encomendada em 1918 pelo Sr. Augusto Worme da editora Obscurus Books, que teve a gentileza de me perguntar se eu consideraria a possibilidade de escrever para a sua casa editora um compêndio bem fundamentado sobre criaturas mágicas. À época, eu era um simples funcionário subalterno do Ministério da Magia e aceitei imediatamente a oportunidade, visando, ao mesmo tempo, a aumentar meu miserável salário de dois sicles por semana e a passar as minhas férias viajando pelo planeta em busca de novas espécies mágicas. O resto o mundo editorial já conhece: Animais fantásticos já está em sua quinquagésima segunda edição.
A presente introdução pretende responder a algumas das perguntas que me chegam com maior frequência pelo correio semanal desde que este livro foi lançado em 1927. A primeira é a que considero mais fundamental – o que é um “animal”?


O que é um animal?


Há séculos a definição de “animal” tem causado controvérsia. Embora isto surpreenda quem esteja estudando Magizoologia pela primeira vez, o problema talvez fique mais claro se pararmos um instante para considerar três tipos de criaturas mágicas.
Os lobisomens passam a maior parte do tempo sob a forma humana (seja a de bruxo ou a de trouxa). Uma vez por mês, no entanto, eles se transformam em animais selvagens e quadrúpedes com intenções assassinas e sem consciência humana.
Os hábitos dos centauros não são humanos: eles habitam lugares isolados, recusam roupas e preferem viver longe de bruxos e trouxas, embora tenham inteligência igual a ambos.
Os trasgos revelam uma aparência humanoide, caminham eretos, podem aprender algumas palavras simples, mas são menos inteligentes do que o unicórnio mais obtuso e não possuem poderes mágicos propriamente ditos, exceto sua força prodigiosa e sobrenatural.
Perguntamos então: qual dessas criaturas é um “ser” – ou seja, uma criatura digna de direitos legais e voz no governo do mundo mágico – e qual é um “animal”?
As primeiras tentativas para decidir que criaturas mágicas deviam se designadas “animais” é extremamente primitiva.
Burdock Muldoon chefe do Conselho dos Bruxos1 no século XIV, decretou que todo membro da comunidade mágica que caminhasse sobre duas pernas dali em diante faria jus à condição de “ser”, e os demais permaneceriam “animais”. Imbuído de um espírito fraterno, ele convidou todos os “seres” a se reunirem com os bruxos em um encontro de cúpula para discutir as novas leis da magia, e descobriu, para seu intenso desapontamento, que errara nos cálculos. O salão do encontro estava apinhado de duendes que haviam trazido em sua companhia o maior número de criaturas bípedes que encontraram. Conforme nos conta Batilda Bagshot em História da magia:

Mal se conseguia ouvir com a gritaria dos oraqui-oralá, os lamentos dos agoureiros e o canto incessante e agudo dos fiuuns. Enquanto os bruxos e bruxas tentavam consultar os papéis que tinham diante deles, uma variedade de fadinhas e pequenos duendes circulava em volta de suas cabeças dando risinhos abafados e dizendo coisas inteligíveis. Uns doze trasgos começaram a quebrar o salão com suas maças, enquanto megeras deslizavam pelo lugar à procura de crianças para comer. O chefe do Conselho se levantou para abrir o encontro, escorregou em um monte de excremento de pocotó e saiu do salão correndo e xingando.

Vemos assim que o fato de possuir duas pernas não era garantia de que uma criatura mágica pudesse ou devesse ter interesse nos assuntos do governo bruxo. Amargurado, Burdock Muldoon renegou qualquer tentativa de integrar os membros não-bruxos da comunidade mágica no Conselho dos Bruxos.
A sucessora de Muldoon, Madame Elfrida Clagg, tentou definir os “seres” na esperança de criar laços mais fortes com outras criaturas mágicas.
“Seres”, declarou ela, eram aqueles capazes de falar uma língua humana. Todos que conseguissem falar inteligivelmente aos membros do Conselho estavam, por tanto, os convidados a comparecer no próximo encontro. Os trasgos que tinham aprendido com os duendes algumas frases simples começaram a destruir o salão como antes. Os furanzões corriam em torno das cadeiras dos conselheiros, unhando os tornozelos ao seu alcance. Entrementes, uma grande delegação de fantasmas (que haviam sido barrados sob a liderança de Muldoon, mediante ao argumento de que não andavam sobre duas pernas, mas deslizavam) compareceu, mas eles se retiraram desgostosos com o que denominaram mais tarde de “ênfase descarada do Conselho nas necessidades dos vivos em oposição dos mortos”. Os centauros, que sob Muldoon haviam sido classificados com “animais” e, agora, sob Madame Clagg, definidos com “seres”, recusaram-se a comparecer ao Conselho em protesto pela exclusão dos sereianos, que não eram capazes de conversar em outra língua exceto o serêiaco quando subiam à superfície.
Somente em 1811 foram encontradas definições que a maior parte da comunidade mágica achou aceitáveis. Grogan Stump, o Ministro da Magia recém-nomeado, decretou que um “ser” era “qualquer criatura que possuísse inteligência suficiente para compreender as leis da comunidade mágica e para compartir a responsabilidade na preparação de tais leis”.2 Na ausência dos duendes, os trasgos foram interrogados e o Conselho concluiu que não entendiam nada do que lhes era dito; foram, portanto, classificados como “animais” apesar de andarem sobre duas pernas; os sereianos, pela primeira vez, foram convidados por meio de intérpretes a se tornarem “seres”; fadinhas, elfos e gnomos, apesar de sua aparência humanoide, foram relegados com firmeza à categoria de “animais”.
Naturalmente, a questão não se encerrou aí. Todos conhecemos os extremistas que fazem campanha pela classificação dos trouxas como “animais”; todos sabemos que os centauros recusaram a condição de “seres” e solicitaram permanecer como “animais”;3 entrementes, os lobisomens foram transferidos da Divisão de Animais para a de Seres há muitos anos; no momento em que escrevo há um Serviço de Apoio aos Lobisomens na Divisão de Seres, enquanto o Registro de Lobisomens e a Unidade de Captura de Lobisomens permanecem subordinados à Divisão de Animais. Várias criaturas extremamente inteligentes são classificadas como “animais” porque não conseguem superar sua naturezas brutas. As acromântulas e as mantícoras são dotadas de linguagem, mas tentarão devorar qualquer humano que se aproxime delas. A esfinge fala somente em charadas e enigmas e se torna violenta quando recebe uma resposta errada.
Sempre que nas páginas a seguintes a classificação de um animal continuar incerta, o fato será registrado em seu verbete.
Abordemos agora a pergunta que bruxas e bruxos mais fazem quando a pergunta se volta para a Magizoologia: Por que os trouxas não veem essas criaturas?


Uma breve história da percepção que os trouxas têm dos animais fantásticos que vivem ocultos

Por mais surpreendente que possa parecer a muitos bruxos, os trouxas nem sempre foram ignorantes a respeito das criaturas mágicas e monstruosas que nos esforçamos há tanto tempo para esconder. Um relance pela arte e a literatura trouxas da Idade Média revela que eles sabiam serem reais muitas das criaturas que hoje consideram imaginárias. O dragão, o grifo, o unicórnio, a fênix, o centauro – estes e muitos estão representados nas obras de arte daquele período, embora com um inexatidão quase cômica.
Contudo, um exame mais atendo dos bestiários trouxas daquele período comprova que a maioria dos animais mágicos ou passou inteiramente despercebida dos trouxas ou foi confundida com outra coisa qualquer.
Examine o fragmento do manuscrito, a seguir, de autoria de um tal Irmão Benedito, um monge franciscano de Worcestershire:

Hoje, quando andava pelo canteiro de ervas, afastei um pé de manjericão e descobri um furão de tamanho monstruoso. Ele não correu nem se escondeu como costumam fazer esses animais, mas saltou sobre mim, fazendo-me cair de costas no chão e gritando com uma fúria pouco natural: “Dá o fora, careca!” Mordeu então o meu nariz com tanta força que fiquei sangrando durante horas. O frei não quis acreditar que eu encontrara um furão falante e até me perguntou se eu andara bebendo o vinho de nabos do Irmão Bonifácio. Como o meu nariz continuasse inchado e sangrando, fui dispensado de assistir às vésperas.

Evidentemente, nosso amigo trouxa tinha descoberto não um furão, como ele supôs, mas um furanzão, muito provavelmente em perseguição à sua vítima preferida, os gnomos.
A compreensão insuficiente é muitas vezes mais perigosa que a ignorância, e o temor que os trouxas tem da magia sem duvida aumentou com seu medo do que poderiam estar escondidos em seus canteiros de ervas. A perseguição dos trouxas aos bruxos nessa época estava atingindo uma intensidade até então desconhecida, e a visão de animais como dragões e hipogrifos contribuía para a histeria dos trouxas.
Não é objetivo deste livro discutir os período de trevas que precedeu a retirada dos bruxos para a clandestinidade.4 Estamos interessados apenas no destino dos animais fabulosos que, como nós próprios, tiveram de se ocultar para que os trouxas se convencesse de que magia não existia.
A Confederação Internacional dos Bruxos discutiu a questão na famosa reunião de cúpula de 1692. Nada menos de sete semanas de discussões, por vezes azedas, entre bruxos de todas as nacionalidades, foram dedicadas ao espinhoso problema das criaturas mágicas. Quantas espécies poderiam ocultar do olhar dos trouxas e quais deveriam ser? Onde e como iríamos escondê-las?
O debate prosseguiu, acalorado, e embora houvesse criaturas inconscientes de que seu destino estava sendo decidido, outras contribuíram para o debate.5
Finalmente chegaram a um acordo.6 Vinte e sete espécies, desde o tamanho de um dragão ao de um bandinho, deveriam ser escondidas dos trouxas, de modo a criar a ilusão de que jamais haviam existido, exceto na imaginação. Este número cresceu no século seguinte, à medida que os bruxos adquiriram maior confiança nos seus métodos de ocultamento. Em 1750 foi inserida no Estatuto Internacional de Sigilo em Magia a Cláusula 73, hoje respeitada pelos Ministérios da Magia do mundo inteiro:

Todo governo bruxo se responsabilizará pelo ocultamento, cuidado e controle de todos os animais, seres e espíritos mágicos que vivem dentro das fronteiras do seu território. Se tais criaturas causarem mal ou chamarem atenção da comunidade trouxa, o governo bruxo da nação afetada será disciplinado pela Confederação Internacional dos Bruxos.


Animais fantásticos ocultos
Seria inútil negar que há violações ocasionais da Cláusula 73 desde sua inserção no Estatuto. Os leitores britânicos mais velhos se lembram do Incidente Ilfracombe de 1932 quando um dragão verde-galês errante mergulhou sobre uma praia apinhada de trouxas que se banhavam ao sol. As fatalidades foram felizmente evitadas pelas medidas corajosas tomadas por uma família de bruxos em férias (condecorada pelo ato com Ordens de Merlim, Primeira Classe), em que seus membros prontamente realizaram a maior operação de Feitiços de Memória deste século nos habitantes de Ilfracombe, afastando por um triz a calamidade iminente.7
A Confederação Internacional de Bruxos tem aplicado repetidas multas em certas nações por desrespeitarem a Cláusula 73. O Tibete e a Escócia são dois infratores mais insistentes. Os trouxas que veem iétis têm sido tão numerosos que a Confederação achou necessário basear permanentemente uma Força-Tarefa Internacional nas montanhas do Tibete. Entrementes a maior alga do mundo continua a escapar à captura no lago Ness e parece ter se desenvolvido uma verdadeira sede de publicidade.
Apesar desses lamentáveis incidentes, nós bruxos podemos nos dar os parabéns pelo bom trabalho que temos feito. Não resta dúvida de que a maioria esmagadora dos trouxas da atualidade se recusa a acreditar nos animais mágicos que seus antepassados tento temiam. Mesmo trouxas que veem excrementos de pocotó ou rastros de lesmalenta – seria tolice supor que os vestígios de tais criaturas sejam ocultáveis – parecem se satisfazer com a mais inconsciente das explicações não-mágicas.8 Se algum trouxa tiver o pouco juízo de confidenciar a outros que viu um hipogrifo voando para o norte, as pessoas em geral irão acreditar que ele bebeu ou está “variando”. Por mais injusto que isso pareça para com o trouxa em questão, é melhor do que ser queimado na fogueira ou afogado no laguinho do povoado.
Então, como é que a comunidade bruxa esconde os animais fantásticos?
Por sorte algumas espécies não precisam de muita ajuda para evitar serem vistos pelos trouxas. Criaturas como o tebo, o seminviso e o tronquilho têm maneiras próprias e extremamente eficientes de se camuflar, e nunca foi necessário o Ministério da Magia intervir para ajudá-los. Por outro lado, há animais que, graças à inteligência ou à timidez inata, evitam a todo custo o contato com os trouxas – por exemplo, o unicórnio, o bezerro apaixonado e o centauro. Outras criaturas mágicas habitam lugares inacessíveis aos trouxas – este é caso da acromântula, nas profundezas da floresta virgem de Bornéu, e da fênix, que faz ninho nos picos de montanhas inalcançáveis sem usar magia alguma. Finalmente, o que é mais comum, temos os animais que são pequenos demais, velozes demais ou gostam demais de passar por animais mundanos e não atraem a atenção dos trouxas – chizácaros, gira-giras e crupes pertence a esta última categoria.
Ainda assim, há animais em números suficientes que, seja ou não intencionalmente, continuam visíveis até aos olhos trouxas, e são esses que geram uma quantidade considerável de trabalho para o Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas. Esse Departamento, o segundo maior do Ministério da Magia,9 cuida das variadas necessidades das muitas espécies sob sua responsabilidade, de muitas maneiras diferentes.


Hábitats seguros
É possível que o passo mais importante para ocultar as criaturas mágicas seja a criação de hábitats seguros. Os Feitiços Antitrouxas impedem que os invasores penetrem nas florestas, onde centauros e unicórnios vivem, e nos lagos e rios designados para uso dos sereianos. Em casos extremos, como o do quintípede, áreas inteiras foram tornadas imapeáveis.10
Algumas dessas áreas seguras precisam ser mantidas sob constante supervisão bruxa: por exemplo, reservas de dragões. Enquanto unicórnios e sereianos se contentam em permanecer nos territórios destinados ao seu uso, os dragões aproveitam qualquer oportunidade para sair à caça fora dos limites de suas reservas. Em alguns casos os Feitiços Antitrouxas não funcionam, pois os poderes do próprio animal poderão cancelá-los. Tal é o caso do cavalo-do-lago, cujo único objetivo na vida é atrair para si seres humanos, e o do Pogrebin, que sai à procura deles.

Controle de vendas e criação
A possibilidade de um trouxa se assustar com quaisquer dos animais maiores e mais perigosos foi grandemente reduzida pelas severas penas agora vinculadas à criação e venda de seus ovos e filhotes. O Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas mantém uma vigilância rigorosa sobre o comércio de animais fantásticos. A Proibição de Criação Experimental de 1965 tornou ilegal o desenvolvimento de novas espécies.


Feitiço Desilusório
O bruxo de rua também tem sua participação no ocultamento dos animais mágicos. Aqueles que são donos de hipogrifos, por exemplo, são obrigados por lei a encantar a fera com um Feitiço Desilusório para distorcer a visão de qualquer trouxas que possa surpreendê-lo. Os Feitiços Desilusórios devem ser realizados diariamente porque seus efeitos costumam se desfazer.

Feitiços de Memória
Quando o pior acontecer e um trouxa vê o que ele ou ela não deveria, o Feitiço de Memória talvez seja o melhor instrumento para reparar o dano, o Feitiço de Memória pode ser realizado pelo dono do animal em questão, mas em caso de trouxas terem sido seriamente afetados, o Ministério da Magia pode enviar uma equipe de obliviadores treinados.

A Seção de Desinformação
A Seção de Desinformação somente intervirá nos casos extremos de colisão magia-trouxa. Algumas calamidades mágicas ou acidentes são simplesmente demasiado óbvios para serem explicados pelos trouxas sem auxílio de uma autoridade externa. Em tais casos, a Seção de Desinformação entrará em contato direto com o primeiro-ministro dos trouxas para buscar uma explicação não-mágica e plausível para o acontecido. Os esforços interruptos dessa Seção em persudiar os trouxas de que todas as provas fotográficas do cavalo-do-lago Ness são falsas já produziram algum efeito no sentimento de salvar uma situação que, no passado, parecia extremamente perigosa.


A importância da magizoologia
As medidas anteriormente descritas são apenas um vislumbre dos objetivos e do alcance do trabalho feito pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas. Resta apenas responder à pergunta para a qual todos nós, no íntimo, sabemos a resposta: Por que continuamos, coletiva e individualmente, tentando proteger e ocultar os animais mágicos, mesmo os que são selvagens e indomáveis? A resposta é transparente: para assegurar às gerações futuras de bruxas e bruxos o prazer de apreciar seus poderes e sua estranha beleza, como temos tido o privilégio de fazer até hoje.
Ofereço este livro como uma simples introdução ao tesouro de animais fantásticos que habitam o nosso mundo. Setenta e cinco espécies serão descritas nas próximas páginas, mas não duvido que ainda este ano mais alguma seja descoberta, exigindo que se publique uma quinquagésimo terceira edição revista de Animais fantásticos & onde habitam. Entrementes, acrescentarei apenas que me dá grande prazer pensar que gerações de jovens bruxas e bruxos ampliaram seu conhecimento e compreensão das feras fantásticas de que tanto gosto através das páginas deste livro.



O Conselho de Bruxos precedeu o Ministério da Magia
2 Abriu-se uma exceção para os fantasmas, que afirmavam ser insensível classificá-los como “seres” quando eram tão evidentemente “ex-seres”. Stump, portanto, criou as três divisões do Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas que existem até hoje: a Divisão de Feras, a Divisão de Seres, e a Divisão de Espíritos.
3 Os centauros fizeram objeções a algumas das criaturas com quem deveriam compartir a condição de “ser”, tais como as megeras e vampiros, e declararam que eles administrariam seus negócios independentemente dos bruxos. Um ano depois os sereianos fizeram o mesmo pedido. O Ministério da Magia aceitou essa exigência com relutância. Embora exista uma Seção de Ligação com os centauros na Divisão de Feras do Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Magicas, nenhum centauro jamais a usou. De fato, “ser designado para a Seção dos Centauros” tornou-se uma piada no Departamento e significa que a pessoa em questão será em breve demitida.
4 Quem estiver interessado na história completa desse período particularmente sangrento da vida dos bruxos deve consultar História da magia de Batilda Bagshot (Ed. Livrinhos Vermelhos, 1947).
5 Delegações de centauro, sereianos e duendes foram persuadidas a comparecer à reunião de cúpula.
6 À exceção dos duendes.
7 Em seu livro publicado em 1972, Trouxas sensitivos, Blenheim Stalk afirma que alguns habitantes de Ilfracombe não foram afetados pelo Feitiço de Memória em Massa. “Até hoje, um trouxa apelidado de 'Esquisitão' continua falando nos bares ao longo da costa sulina de 'um baita lagarto voador' que perfurou seu colchão de ar.”
8 Há um fascinante exame dessa feliz tendência dos trouxas em A filosofia do mundano: por que os trouxas preferem não saber, do Prof. Mordico Egg (Ed. Dust & Mildewe, 1963).
9 O maior Departamento do Ministério da Magia é o Departamento de Execução das Leis da Magia, ao qual os outros seis departamentos estão, de alguma forma, subordinados – com a possível exceção do Departamento de Mistérios.
10 Quando uma área territorial é tornada imapeável, é impossível traçá-la nos mapas.

5 comentários:

  1. sera que a JK vai lançar a História da Magia de Batilda Bagshot??

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    1. pensei o mesmo... espero que sim, e logo... :)

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  2. E o resto... quando veremos

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  3. vai ficar só nisso ou vai ter alguma história...

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