6 de novembro de 2015

Fanfic: A batalha do Labirinto


Sinopse:
Após ser sequestrado por dois homens armados, Raphael de repente acorda dentro de um escuro elevador em movimento. Mas isso não é o pior. Sua memoria está completamente apagada. A única coisa de que consegue se lembrar é de seu próprio nome. Quando o elevador para, e as portas se abrem, ele se vê rodeado de estranhos garotos que vivem em um ambiente ainda mais estranho. Um lugar espaçoso com muros gigantescos ao redor. E para variar, nenhum deles sabe como fora para ali, assim como Raphael. Tudo o que sabem é que de manhã, as portas do grande Labirinto que cerca o lugar se abrem, e de noite, se fecham, e que a cada trinta dias um novo garoto chega ao local. 
Mas um dia, fatos inéditos alteram drasticamente a rotina do lugar. Chega uma garota, a primeira em dois anos, as portas do Labirinto não se fecham mais, e monstros horrendos que, para o azar de Raphael, tem um interesse especial em lhe matar. 
Completamente perdido, o garoto tenta descobrir o mistério daquele lugar, os sonhos confusos que vem tendo e a estranha sensação que vem sentindo... de que ele não é igual aos outros garotos.

Categorias: distopia, ação, suspense, Maze Runner, Percy Jackson
Autor: Raphael Victor

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1. Conheço meu novo lar


Acordei com um sobressalto em um lugar cercado por escuridão. Minha respiração estava ofegante. Olhei a minha volta, totalmente assustado, e não via nada mais que trevas e negritude. O chão a onde eu estava era frio e liso. Contraí os olhos tentando ver alguma coisa naquele lugar.
Depois de algum tempo comecei a enxergar um pouco através da escuridão. Vi paredes me cercando, como se eu estivesse dentro de um quadrado. Recuei assustado até bater as minhas costas contra uma daquelas paredes. Era fria, e parecia ser feita de metal. O medo invadiu meu coração. Sentia que estava preso. Mas o pior não era isso.
Eu não conseguia me lembrar como fora parar ali. Era isso. Não conseguia me lembrar de nada. Era como se minha mente tivesse dado um curto circuito. Tentei pensar em coisas do passado, em rostos de pessoas conhecidas ou em qualquer outra coisa, mas não conseguia. Não vinha nada. E isso era apavorante.
Nesse momento, um tremor abalou o chão aos meus pés, e meu coração quase que pula para fora. O que estava acontecendo? Onde eu estava? Que lugar era aquele? Minha mente estava lotada de perguntas. Um rangido de metal contra metal ecoou. Barulhos de engrenagens encheram o ambiente, e o chão começou a subir como em um elevador, dando tremidas e chacoalhadas de vez em quando. Comecei a entrar em pânico. Estava suando frio e respirando ofegantemente. Encolhi minhas pernas, fazendo-as encostarem-se em meu corpo, e as abracei. Sentia vontade de chorar, gritar, esmurrar as paredes e espernear, mas contive-me.
“Onde estou?” Pensava constantemente. “Onde estou? Por que me colocaram aqui?”
Senti uma coisa picando minha coxa, e logo estiquei as pernas. Coloquei a mão no bolso e senti algo lá dentro. Puxei, e vi que se tratava de um celular pequeno, daqueles que abre e fecha, e que cabia na palma de minha mão. O que aquilo estava fazendo ali? Não conseguia vê-lo muito bem, mas fiquei olhando para ele. Estranhamente, aquilo me dava uma sensação familiar. Sentia que eu já havia usado aquilo antes. Virei-o e vi que tinha uma antena na parte de cima. Puxei a antena, e de repente uma coisa grossa apareceu do nada fazendo um barulho.
SHWINK!
Gritei e larguei aquilo no chão, encolhendo-me ainda mais no canto da parede. Eu tremia por causa do susto, e também por tudo aquilo estar acontecendo. As lágrimas vieram inundando meus olhos. Um medo horrível obstruiu minha garganta. O chão balançou, e eu caí de lado.
— Socorro. — sussurrei, sabendo que ninguém podia ouvir.
Comecei a sentir claustrofobia. Gemi de frustração por não saber de nada. Até aonde aquele elevador iria dar? Senti-me na obrigação de se acalmar, senão ficaria louco. O objeto que aparecera do nada lançava um leve brilho na parede. Curioso, arrastei-me e o peguei. Era fria, longa e afiada. Sabia muito bem o que era. Uma espada. Mas... Aquilo era um celular antes. Como aquele celular transformou-se em espada?
O chão de repente tremeu e começou a parar. Olhei para cima, mas não pude ver nada. Meu coração estava disparado. Peguei a espada e a segurei pelo o cabo que era feito de couro.
“Por que o elevador está parando?” eu pensava desesperadamente. “Meus deuses, o que está acontecendo?”
Fiquei confuso nessa hora. O que eu havia falado? “Meus deuses?” Era estranho, mas aquelas palavras haviam saído normalmente de mim, como se eu estivesse acostumado a fala-las.
O chão parou de vez, e tudo mergulhou em um silêncio total. Eu me sentia vulnerável e impotente naquela escuridão. Uma pontada de esperança surgiu em mim, mas depois desapareceu rapidamente. Foi nesse momento que algo passou pela minha mente.
“Meu nome é Raphael. Sim... O meu nome é Raphael”.
Um sibilo surgiu acima, e uma linha reta de luz apareceu no teto e foi alargando-se. Cobri os olhos com a mão. Com tanto tempo no escuro, a luz fazia meus olhos doerem. Pude ouvir vozes, e isso me encheu de medo.
— Abre. — disse alguém acima de mim.
Alguém puxou uma porta dupla, e a luz invadiu o meu pequeno espaço. Medo, pânico, curiosidade, tristeza e alívio atingiam-me como balas.
— Quem é esse trolho? — perguntou alguém. Pela a voz, era de um menino.
Tentei focalizar o olhar, mas conseguia ver apenas vários rostos escuros se mexendo. E se inclinavam em minha direção.
— Ele está armado! — exclamou outro.
Nesse momento houve um coro de vozes murmurantes.
— Armado?
— Armado com o quê?
— Cuidado, Alby!
— Onde ele arranjou uma arma?
Senti-me completamente confuso. Quem eram aquelas pessoas? Quando de repente um cara pulou e aterrissou bem na minha frente. Era um sujeito alto e forte, com a pele morena, o cabelo curto e uma cara de cansaço. Usava uma blusa preta, jeans e um relógio digital no pulso.
Recuei para longe dele e, por algum instinto, apontei a espada em sua direção.
— Ei. — o cara disse, levantando as duas mãos para cima. — Calma ai, novato.
— O que... Quem é você? — perguntei, desesperado.
— Sou Alby. — respondeu. Ele se abaixou e me olhou por alguns instantes, mas continuou. — Olhe, não vou machucar você. E não sei como você arranjou esse taco de baseball, mas... se puder abaixar isso, podemos tira-lo daqui.
Meus instintos diziam que ele estava falando a verdade. Mas... taco de baseball? Como assim? Eu não estava segurando nenhum taco de baseball.
Lentamente abaixei a ponta da espada.
— Muito bem. — disse ele, levantando-se. Olhou para cima e gritou. — Por que ainda não jogaram a corda, seus mértilas?
— Mértilas? — sussurrei para mim.
Uma corda caiu sobre Alby, e ele a pegou. Havia um laço no fim da corda, que servia para por os pés.
— Venha. — ele me chamou. — Coloque seus pés aqui e o levantaremos.
— Para onde vão me levar?
Ele fechou a cara.
— Pare de falar, seu trolho. Venha logo!
— Que troço é trolho?
Alby me agarrou pela gola da camisa e puxou-me.
— Nada de perguntas agora, seu plong cara de mértila! Nada de perguntas! Agora, agarre essa maldita corda!
Senti o medo voltar. Sem hesitar, obedeci. Coloquei meus pés no laço, e comecei a subir.

Quando saí daquele elevador, a primeira coisa que senti foi o cheiro de grama misturado com estrume e terra. Uma multidão de garotos, todos diferentes um do outro, de todos os tamanhos, raças e cores, me olhavam. Alguns rindo, outros estudando os meus movimentos e olhando para a minha espada. Fiquei completamente perdido e sem saber o que fazer. Então tentei correr, mas tropecei em alguma coisa e caí. Risos e mais risos encheram o ar.
Medo, vergonha e confusão transbordavam de mim. Levantei-me com as pernas bambas e corri para longe. Achei que eles me perseguiriam e começariam a me bater, mas continuaram em pé, cada um em seu lugar. Corri a toda velocidade até perceber que havia um muro enorme a minha frente. Parecia uma muralha gigantesca. Olhei em volta, dando um giro completo. Ela estava por toda a parte, cercando tudo em um quadrado perfeito e imenso. Paredes enormes de pedra cercavam aquele lugar
— Hã... O que...? — eu tremia de medo, tentando saber que lugar era aquele.
— Calma, fedelho. — disse o cara que havia pulado para dentro do elevador. — Sei que está confuso, mas não adianta tentar fugir daqui.
— Hã... Que lugar é esse? — minha voz estava rasgada de desespero. — Por que me trouxeram aqui?
O cara, Alby, chegou perto de mim. Os outros garotos se aproximavam por trás dele.
— Olhe, não fomos nós que o trouxemos aqui. E também não sabemos quem nos trouxe a esse lugar. Só sabemos que viemos para cá do mesmo jeito que você. — Ele apontou para o buraco do elevador que eu havia saído. — Pela a caixa.
— Caixa? Que caixa?
— É como chamamos o lugar onde você esteve há poucos segundos. Caixa. Mas agora o seu lar é esse aqui, então, procure se acostumar.
Senti a raiva crescer em meu peito. Pensei em avançar em cima dele, mas sabia que isso seria errado, especialmente com uma espada.
— Não sei do que você está falando, mas isso aqui não é o meu lar! E não vou me acostumar!
— Ele está sendo valente por que tem um taco nas mãos, Alby. — disse alguém atrás dele.
— Eu também seria se tivesse um. — murmurou outro.
Alby andou em minha direção até ficar frente a frente comigo. Ele era um pouco mais alto que eu, e isso foi intimidador.
— Você pode ter um taco nas mãos, mas isso não o torna valente o bastante.
A raiva que eu sentira a poucos momentos antes logo estava sumindo. Não estava com um pingo de vontade de brigar. Então virei-me e corri em direção a uma arvore rugosa que havia próximo dali. Descansei minhas costas contra o tronco e caí sentado no chão. Coloquei minha cabeça nas mãos, pensando em tudo o que estava acontecendo. Por que eu tinha que estar ali? O que eu havia feito?
— Olha, sei que você está confuso, fedelho. — disse a voz de Alby, a minha frente. — Todos nós aqui já passamos por isso antes, acredite, mas espere até amanha, no Passeio. Você vai ir se acostumando aos poucos.
Minha vontade era de dormir e acordar daquele pesadelo. Senti-me bastante desamparado e solitário, apesar dos vários garotos que eu vira ali.
— Certo. — resmunguei. Ergui a cabeça. Dezenas de cabeças estavam ali, me olhando.
— Bem — disse Alby, estendendo a mão para mim. —, qual o seu nome, trolho?
— Por que me chama de trolho? — murmurei. — E que droga é trolho?
Ele suspirou exasperado.
— Eu já disse a você: Nada de perguntas agora! Qual o seu nome, seu trolho.
Respirei fundo, tentando me acalmar.
— Raphael.
Apertei a mão dele. Era áspera como uma lixa.
— Legal conhecer você. — falou. — Bem vindo a Clareira.
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6 comentários:

  1. Wow! Isso não é plágio do Maze Runner?

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    1. É, este primeiro capítulo foi Maze Runner com alguma alterações, pra caber PJO. Só lendo o resto pra descobrir! haha

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  2. Nossa ! O personagem principal tem meu nome ! to mega feliz !!!

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    1. kkkk num é que tem mesmo. XD

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  3. Adorei parece até que ele é um meio sangue .
    Ansiosa pelo resto

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    1. valew! Na vdd ele é um meio-sangue ^^ kkk foi parar no Labirinto. Se quiser ler o resto, é só clicar no link ali em cima. Ficarei mto feliz! \oo/

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