5 de outubro de 2015

Epílogo - Zoey

Eu dei um longo e contente suspiro. Paz... sério, eu não conseguia me lembrar de me sentir tão livre de estresse. Deusa, estava um dia lindo. O sol era incrível – dourado e brilhando no céu de um azul cobertura de bolo de aniversário que deveria ter machucado meus olhos. Mas não machucou. O que era meio estranho. Luz do sol brilhante deveria machucar meus olhos. Huh. Oh, bem. Tanto faz. A campina era totalmente linda. Ela me lembrou de algo. Eu comecei a tentar lembrar, mas decidi que não queria pensar muito. O dia estava bonito demais para pensar. Eu só queria sentir o cheiro doce do ar de verão e expirar toda a tensão idiota que tinha entrado no meu corpo. A grama estava balançando suavemente ao redor da minha perna, como penas delicadas. Penas. O que havia sobre penas?
— Não. Não vou pensar. — Eu sorri quando as palavras se tornaram visíveis, criando padrões de brilhos roxos do ar. Na minha frente havia uma linha de árvores cheias de flores brancas que me lembravam flocos de neve. O vento passava gentilmente através de seus galhos, fazendo música no ar que eu também dançava, pulando e fazendo piruetas através do bosque, respirando profundamente com o cheiro doce das flores.
Eu me perguntei durante alguns segundos onde eu estava, mas não parecia tão importante. Ou pelo menos não tão importante quando a paz e a música e a dança. Então me perguntei como tinha chego aqui. Isso me parou. Ok, bem, não me parou. Eu só andei mais devagar. Foi então que ouvi. Era um som de zing, plop! Parecia confortadoramente familiar, então eu o segui pelo bosque. Mais azul apareceu pelas árvores, dessa vez me lembrando de um topázio verde azulado. Água. Com um chorinho de alegria eu saí das árvores até um banco de um lago incrivelmente claro. Zing, plop! O som estava vindo de uma pequena curva na margem do rio, então eu a segui, cantarolando minha música do filme Hairspray suavemente para mim mesma. A doca se projetava para o lago, perfeito para pescar. E, certa o bastante, havia um cara sentado no fim da doca, jogando sua linha com um zing e então um plop quando ela atingia a água. Era tão estranho. Eu não sabia quem ele era, mas de repente um terrível pânico se intrometeu no meu maravilhoso e lindo dia. Não! Eu não queria ver ele! Eu estava balançando minha cabeça e me afastando quando pisei em um galho e o barulho vez ele virar. O grande sorriso no seu rosto lindo sumiu quando ele me viu.
— Zoey! — A voz de Heath conseguiu. Minha memória voltou. A tristeza me derrubou de joelhos. Ele estava de pé e correndo em minha direção para me pegar nos olhos enquanto eu caia.
— Mas você não pertence aqui! Você está morto! — Eu chorei de novo no peito dele.
— Zo, baby, esse é o Outromundo. Não sou eu que não pertenço aqui – é você. — A memória me esmagou, me afogando em desespero e escuridão e a realidade do meu próprio mundo se despedaçou, e tudo ficou preto.

8 comentários:

  1. Não, o Heath não ele não merece isso, as coisas não podem ficar assim
    tô chorando rios.

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  2. Aaah não! AMDS MEU CORAÇÃO TA DESPEDAÇADO!

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  3. :´( sem palavras pra expressar minha dor...
    lanny

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  4. Eu pensava que lokeshe era ruim mas kalona é pior

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  5. Chorando rios oh meus Deus meu coração não vai aguentar desse jeito

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  6. ISSO. NÃO. É. JUSTO. EU NÃO MEREÇO ESSE SOFRIMENTO!

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