29 de outubro de 2015

Dezessete

Ontem à noite, quando Damen enfim ligou (quer dizer, acho que foi ele, porque o número era privado), deixei o telefone tocar até cair na caixa postal. E hoje de manhã, enquanto me arrumo para a escola, apago o recado sem sequer ouvir.
— Você não está nem um pouquinho curiosa? — pergunta Riley, rodopiando na cadeira da escrivaninha, com uma roupa preta, tipo Matrix, e os cabelos penteados para trás.
— Não. — Olho para o moletom de Mickey, ainda na sacola da loja, e escolho outro para vestir. Outro que ele não tenha comprado para mim.
— Pelo menos você devia ter me ouvido. Agora eu poderia fazer um resumo de tudo pra você.
— De novo: não. — Enrolo os cabelos na altura da nuca e uso um lápis para prendê-los num coque.
— Também não precisa descontar no cabelo, né? Caramba, o que ele lhe fez? — Riley ri. Mas, ao perceber que não vou responder nada, olha para mim e diz: — Não entendo você. Por que essa raiva toda? Vocês se perderam na autoestrada e o cara esqueceu de dar o número dele. Que mal há nisso? Quer dizer, quando foi que você ficou assim tão paranoica?
Balanço a cabeça e me viro, sabendo que ela está coberta de razão. Estou com muita raiva. E sou paranoica, sim. Mais que isso: sou uma louca que se irrita com qualquer bobagem e sai por aí ouvindo pensamentos, vendo auras e sentindo a presença de espíritos. Acontece que minha irmã não sabe da história toda, e não estou disposta a contar.
Não sabe, por exemplo, que Drina nos seguiu até a Disney. Nem que Damen sempre some quando a garota está por perto.
Prestando mais atenção na fantasia reluzente dela, pergunto:
— Até quando você vai brincar de Halloween?
Riley cruza os braços e faz um bico.
— Até quando eu quiser — diz.
E quando vejo os lábios dela, trêmulos, ameaçando chorar, sinto-me a pior das criaturas.
— Poxa, Riley. Desculpe. Sinto muito se falei alguma bobagem. — Pego minha mochila e jogo sobre os ombros, desesperada por um pouco de paz, não vendo a hora de encontrar algum tipo de equilíbrio na vida.
— Não sente porcaria nenhuma — ela me encara, brava. — Está escrito em sua testa.
— Claro que sinto, Riley. Acredite, não quero brigar com você.
Ela balança a cabeça e levanta os olhos para o teto, batendo um dos pés no carpete.
— Então, você vem comigo? — Vou para a porta, mas Riley se recusa a responder. Então respiro fundo e digo: — Ande logo, Riley. Você sabe que não posso me atrasar. Resolva logo, vá.
Novamente ela balança a cabeça, agora de olhos fechados. Quando enfim os reabre, eles estão vermelhos e marejados.
— Não tenho de estar aqui, você sabe! — diz.
Encosto na maçaneta da porta, impaciente. Preciso sair, mas sei que não posso. Não depois do que acabei de ouvir.
— Do que você está falando?
— Digo, aqui! Tudo isso! Você e eu, nossos encontros. Eu não tinha de estar fazendo isso!
Encaro minha irmã, sentindo um frio repentino na espinha. Não quero ouvir mais nada. Fiquei de tal modo habituada com a presença de minha irmã que sequer cheguei a supor que talvez ela preferisse estar em outro lugar.
— Mas... mas achei que você gostasse de vir aqui — digo com um nó na garganta, a voz refletindo meu pânico.
— Claro que gosto. Mas talvez eu não esteja agindo certo. Talvez devesse estar em outro lugar! Já parou pra pensar nisso? — Ela me encara, confusa, com uma expressão de angústia.
Agora é oficial: vou chegar atrasada à escola. Mas de modo algum posso ir embora.
— Riley... do que exatamente você está falando? — pergunto. Minha vontade é de voltar no tempo e recomeçar esta manhã a partir do zero.
— É que... bem, a Ava falou que...
— Ava? — Meus olhos praticamente saltam das órbitas.
— É. A vidente, lembra? Da festa de Halloween. Aquela que podia me ver.
Balanço a cabeça e finalmente abro a porta, olhando sobre os ombros para dizer:
— Sinto muito decepcioná-la, mas essa Ava é uma pilantra. Uma charlatã. Uma trambiqueira! Você não tem que dar ouvidos ao que ela diz. A mulher é doida!
Mas Riley dá de ombros e olha pra mim:
— Mas ela disse um monte de coisas interessantes...
Riley parece tão aflita e preocupada que me disponho a dizer o que for preciso para acalmá-la.
— Olhe só. — Dou uma rápida espiada pelo corredor, mesmo sabendo que minha tia já saiu para trabalhar. — Não quero mais ouvir falar sobre Ava. Digo, se você quiser continuar se encontrando com ela, mesmo depois de tudo o que eu disse, tudo bem, não posso fazer nada. Mas acorde: essa mulher não conhece a gente. Não tem o direito de andar por aí julgando os outros nem muito menos o fato de nos encontrarmos. Essa vidente de araque não tem nada a ver com nossa vida. O que a gente faz é problema nosso, só nosso. — Vejo que Riley continua de olhos arregalados, os lábios ainda trêmulos, e está quase chorando. Meu coração por pouco não se parte ao meio. — Olhe, realmente preciso ir — sussurro. — Você vem ou não?
— Não — ela diz, tão birrenta quanto antes.
Então respiro fundo, balanço a cabeça e bato a porta atrás de mim.
Como o Miles foi esperto o bastante para não me esperar, hoje chego sozinha à escola. O sinal já tocou, mas Damen ainda está no estacionamento, esperando ao lado do carro, na segunda melhor vaga depois da minha.
— E aí? — ele diz, e inclina-se diante de minha janela para receber um beijo.
Mas eu só pego minha mochila e saio às pressas rumo ao portão.
— Sinto muito por termos nos perdido ontem — ele explica, correndo a meu lado. — Liguei pro seu celular, mas você não atendeu.
Chegando ao portão, sacudo as grades de ferro o mais forte que posso, mas elas nem se mexem. Fecho os olhos e apoio a testa nelas, sabendo que já e tarde demais e não há nada que eu possa fazer.
— Você recebeu meu recado?
Deixo o portão e caminho rumo ao prédio da secretaria, antevendo a bronca terrível que vou levar não só pelo atraso de hoje, mas também pelas aulas que matei ontem.
— Que foi que deu em você? — pergunta, segurando minha mão e me fazendo derreter. — Achei que a gente tivesse se divertido, que você tivesse gostado de nosso programa. Não gostou?
Encosto no murinho de tijolos do prédio e exalo um suspiro, mole feito uma gelatina, completamente indefesa.
— Ou estava apenas sendo condescendente comigo? — Ele aperta minha mão, os olhos suplicando por um mínimo de compreensão.
Estou a ponto de ceder, a poucos segundos de morder a isca, quando me desvencilho da mão dele e me afasto, assolada pelas lembranças de ontem: o telefonema de Haven, o sumiço repentino de Damen na autoestrada.
— Você sabia que a Drina também estava na Disney? — digo, e imediatamente percebo como pareci mesquinha. Mas, agora que comecei, melhor terminar. — Por acaso tem algo que eu deveria saber? Algo que você precise me contar? — Crispo os lábios, já me preparando para o pior.
Mas ele apenas olha fundo em meus olhos e diz:
— Não estou interessado na Drina. Só em você.
Baixo o rosto, querendo acreditar, desejando que fosse tão simples assim. Mas quando ele toma minha mão outra vez percebo que é mesmo simples, pois todas as minhas dúvidas logo vão embora.
— Agora vem a parte em que você diz que também só se interessa por mim — ele acrescenta, ainda me encarando.
Não sei ao certo o que dizer; meu coração bate tão forte que tenho certeza de que Damen pode escutá-lo. Demoro demais, e o momento passa, já não cabe dizer mais nada.
Então, Damen passa o braço em minha cintura e me conduz de volta ao portão.
— Tudo bem. Leve o tempo que quiser. Não temos pressa, muito menos prazo de validade. — Damen ri de si mesmo e acrescenta: — Mas agora você precisa ir pra sua aula.
— Mas a essa hora a gente tem de entrar pela secretaria — retruco, olhando de soslaio para ele. — O portão está trancado, lembra?
— Ever, o portão não está trancado — ele diz, balançando a cabeça. — Você não viu?
— Tentei abrir, mas estava trancado! — lembrei a ele.
— Não confia em mim? — pergunta, rindo.
Olho para ele, sem saber o que responder.
— O que isso pode lhe custar? Mais alguns passos? Mais uns minutinhos de atraso?
Olho em dúvida para o prédio da secretaria, depois balanço a cabeça e resolvo ceder.
Voltamos juntos ao portão, que inexplicavelmente está aberto.
— Mas eu vi! E você viu também! — exclamo, sem a menor ideia de como isso pôde acontecer. — Sacudi as grades com toda a força, e elas nem se mexeram!
Com toda a calma do mundo, Damen dá um beijinho em meu rosto e me conduz para dentro, rindo ao dizer:
— Agora vá. E não se preocupe. O sr. Robins faltou de novo, e a substituta está tão perdida quanto antes. O caminho está livre.
— Você não vem? — pergunto, voltando à carência de sempre, ao jeitinho grudento que tanto detesto.
Mas ele apenas dá de ombros e diz:
— Sou emancipado. Faço o que quiser.
— Sim, mas... — Paro de repente, percebendo que o número de telefone não é a única informação que me falta a respeito de Damen. Mal conheço o garoto. É muito estranho: como ele consegue me deixar assim tão bem, como se eu fosse uma garota normal outra vez, quando tudo relativo a ele é tão anormal?
Já estou a alguns passos de distância quando enfim me lembro de que ele ainda não explicou o que aconteceu na autoestrada. Mas, antes que eu possa fazer qualquer pergunta, Damen já está novamente a meu lado, segurando minha mão enquanto diz:
— Meu vizinho ligou. Os irrigadores de meu jardim tinham disparado e o gramado estava alagando. Pisquei os faróis, mas vi que você estava no telefone, achei que não devia incomodar.
Olho para nossas mãos entrelaçadas. Uma delas, bronzeada e forte; a outra, pálida e fraca. As mãos de um casal bastante improvável.
— Agora vá. A gente se vê mais tarde, prometo. — Damen sorri e tira uma tulipa de trás da minha orelha.
De modo geral, procuro não ficar relembrando minha vida antiga. Tento não pensar na casa, nos amigos e na família que tinha, na pessoa que eu costumava ser. Mas, apesar do talento que adquiri para represar essa tempestade de pensamentos, reconhecendo de antemão os sintomas (os olhos que começam a arder, a respiração ofegante, a terrível sensação de vazio e desespero), algumas vezes eles caem de paraquedas, sem qualquer aviso prévio, e não me dão tempo para me preparar. Quando isso acontece, não me resta alternativa senão me enroscar na cama e esperar que a tempestade passe.
O que é muito difícil de fazer no meio de uma aula de história.
Pois bem. Lá está o Sr. Muñoz, discorrendo interminavelmente sobre Napoleão, quando de repente minha garganta fecha, sinto uma pontada no estômago e uma incontrolável ardência nos olhos. Fazer o quê? Levanto da carteira e saio correndo em direção à porta, pouco me lixando para as advertências do professor e muito menos para as risadas ao redor.
Ofuscada pelas lágrimas, lutando para respirar e sentindo um vazio terrível, sigo em disparada pelo corredor e dobro uma esquina. Quando deparo com Stacia, é tarde para desviar: eu a atropelo com tanta força que ela cai e rasga o vestido.
— Que mer... — Boquiaberta, ela corre os olhos pelas pernas estateladas e vê o rasgo no tecido. Depois levanta o rosto para me encarar e, passando o punho pelo rasgo a fim de mostrar o tamanho do prejuízo, diz: — Você arruinou meu vestido, sua estúpida!.
Apesar de querer ajudá-la, não posso. Não posso deixar que Stacia veja a dor que está me consumindo.
Mas antes que eu possa seguir em frente ela me segura pela mão e tenta ficar de pé.
Imediatamente perco o ar diante da energia tão negativa e sombria que me invade através da pele.
— Pra sua informação, esse vestido é de marca, tá? O que significa que você vai ter de me dar outro igualzinho — ela diz, e aperta meus dedos com tanta força que receio desmaiar. — Tem mais! — Os olhos faíscam de maldade.— Não vou deixar barato! Você ainda vai se arrepender amargamente do que fez! Aliás, vai desejar nunca ter colocado os pés nesta escola!
— Assim como você fez com a Kendra, não é? — digo, subitamente mais estável, com o estômago revirando-se muito menos.
Ela reduz a pressão sobre meus dedos, mas não os solta.
— Foi você quem plantou aquelas drogas no armário dela, não foi? Destruiu a reputação da garota pra que depois ninguém acreditasse nela, não é? — Apenas repito a cena que vejo na cabeça.
Por fim ela solta minha mão e dá um passo atrás, lívida ao dizer:
— Quem foi que lhe contou? Você nem estudava aqui quando tudo isso aconteceu!
Dou de ombros, tranquila por saber que não inventei nada, embora isso nem venha ao caso.
— Ah, tem mais — continuo, e vou avançando na direção de Stacia, livre de minha tempestade pessoal, miraculosamente curada pelo medo que vejo estampado nos olhos dela. — Sei que você cola nas provas, rouba seus pais, lojas e amigos. Mas pra você isso é mais que justo, não é? Sei também que você grava todos os telefonemas e guarda todos os e-mails e torpedos da Honor, caso ela ameace se virar contra você. Sei também que você dá mole pro padrasto dela, que aliás é um ogro nojento. Mas infelizmente não para aí. Também sei tudo sobre o Sr. Barnes... ou Barnum? Você sabe de quem estou falando, não sabe? De seu professor de história do ano passado, aquele que você tentou seduzir, mas que não mordeu a isca, lembra? Depois você tentou chantagear o homem, ameaçando contar tudo pro diretor da escola e pra mulher do coitado, que por sinal estava grávida. — Balanço a cabeça de desgosto, mal acreditando que possa haver no mundo uma pessoa tão egoísta, um comportamento tão sórdido e degradante.
No entanto, aqui está ela, bem à minha frente, olhos arregalados e lábios trêmulos, perplexa diante da revelação de seus segredos mais sórdidos. E em vez de me sentir mal ou culpada pelo que estou fazendo, usando meu dom dessa maneira, é mais gratificante do que eu poderia imaginar ver essa criatura tão deplorável e egoísta, essa covarde que me atormenta desde o primeiro dia de aula, reduzida a uma trêmula e suada pilha de nervos. E agora que minha dor pessoal já ficou para trás, não vejo motivo para me calar.
— Quer que eu continue? Porque, pode acreditar, ainda tenho muito que dizer. Seu lixo está cheio até a tampa. Você já sabe disso, não sabe?
Continuo avançando na direção dela, e Stacia vai recuando tropegamente, tentando se afastar o máximo possível.
— O que é você? Uma espécie de bruxa? — ela sussurra, e dá uma olhada no corredor à procura de ajuda, uma saída, qualquer coisa que a livre de mim.
Apenas dou uma risada. Não confesso nada, também não nego. Só quero que a garota pense duas vezes antes de se engraçar comigo de novo.
Mas Stacia para de repente, recobra a calma e olha firme em meus olhos.
— Por outro lado, é a sua palavra contra a minha — ela diz sorrindo. — Em quem você acha que as pessoas vão acreditar? Em mim, a garota mais popular que esta escola já viu, ou em você, a maior esquisitona encapuzada que já apareceu por aqui?
Eu não tinha pensado nisso.
Alisando o rasgo no vestido, ela balança a cabeça e diz:
— Fique longe de mim, sua louca! Caso contrário juro por Deus que você vai se arrepender.
Depois vem pisando firme em minha direção e, ao passar por mim, esbarra em meu ombro com tanta força que por pouco não o desloca. Stacia não está mesmo de brincadeira.
Quando chego à mesa do almoço, faço o possível para conter o espanto, pois Haven está com os cabelos roxos, e não sei se devo fazer algum comentário.
— Não precisa fingir que não viu — ela diz, rindo. — Sei que ficou horrível. Ontem, logo depois que a gente se falou, tentei pintar meu cabelo de vermelho, daquele tom lindo de cobre que a Drina usa, sabe? Mas, como você pode ver, não deu muito certo. — Ela examina uma mecha roxa e faz uma careta. — Pareço uma berinjela no palito. Mas só por mais algumas horas, porque, depois da escola, a Drina vai me levar a um salão chiquérrimo em Los Angeles. Desses que as celebridades frequentam e que os simples mortais têm que reservar horário com um ano de antecedência, sabe? Só que ela descolou uma vaga pra mim no último minuto. Impressionante, ela é muito bem-relacionada, é maravilhosa.
— Cadê o Miles? — pergunto, nem um pouco disposta a ouvi-la falar da impressionante Drina e seus contatos maravilhosos.
— Tá decorando o texto dele. Um grupo de teatro amador vai fazer uma montagem de Hairspray, e ele quer ver se descola o papel principal.
— Mas o papel principal não é feminino? — Ao abrir minha bolsa térmica encontro meio sanduíche, um saco de batatas fritas, um cacho de uvas e... mais tulipas.
— Sei lá. Ele tentou me convencer a participar dos testes também, mas teatro não tem nada a ver comigo, né? Então, cadê aquele morenão gostoso que atende por seu namorado? — ela pergunta, abrindo o guardanapo e forrando a mesa para o cupcake de morango.
Sacudo os ombros, mais uma vez me dando conta de que ainda não sei o número de Damen, nem o endereço.
— Provavelmente aproveitando sua condição de emancipado — digo, desembrulhando meu sanduíche e dando uma mordida. — Alguma notícia da Evangeline?
— Nenhuma. — Ela balança a cabeça negativamente. — Mas saca só isto aqui. — Haven sobe a manga da blusa e exibe o pulso.
Sobre a pele clara vejo, com os olhos apertados, o desenho tosco de uma tatuagem semiacabada, o contorno circular de uma cobra abocanhando o próprio rabo. Embora seja apenas um esboço, por um instante vejo a tal cobra rastejando, mas assim que pisco os olhos ela se congela outra vez.
— O que é isso? — sussurro, assustada com a energia que capto no ar, perplexa com o medo que ela me faz sentir.
— Era pra ser surpresa. Quando estiver pronta eu mostro. — Haven sorri. — Na verdade, eu nem devia ter contado nada. — Ela desce a manga da blusa e espia ao redor.
— Quer dizer, prometi que não contaria a ninguém. Mas acho que fiquei pilhada demais. Às vezes sou péssima pra guardar segredos. Principalmente os meus.
Olho para minha amiga, tentando entrar em sintonia com a energia dela, encontrar alguma explicação lógica para as pontadas horríveis que sinto no estômago, mas sem nenhum sucesso.
— Prometeu pra quem? Que história é essa? — pergunto, percebendo o tom fechado de cinza e as bordas frouxas, esgarçadas, de sua aura.
Mas ela apenas ri e fecha os lábios com um zíper imaginário.
— Esqueça. Você vai ter de esperar.

9 comentários:

  1. Fernanda Boaventura2 de novembro de 2015 14:30

    Alô-uuuuuu Você pode ler mentes garota.

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  2. Né kkkk Pq ela pergunta ?! É só ler a mente e pronto kkkk
    Guii ^^

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  3. Acho que não eh assim com td mundo galera...

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  4. os poderes da Ever são iguais aos da Shaylin de House of night

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  5. -A-M-O-
    Tudo bem que até agr esse livro n se compara com Academia De Vampiros, e eu falo do romance que se vive lá, entre a Rose e o Dimitri, awn é um love que só lendo!
    vo pedir um salario pra escritora de AV, faço tanta publicidade, kk bom mas eu to gostando mt desse tbm

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    1. Concordo com VC Roza i Dimka não tem comparação é um love inacrè S2......e não to gostando muito dessa ever ela é muito chata!!!!

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    2. Acho que vou ler essa série nas próximas férias. Só vejo comentários positivos mesmo kkkkk

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  6. Finalmente aquela vaca teve parte do que merece. Metida.
    Uou! Essa aura da Havem estava estranha e ruim... credo.

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