14 de outubro de 2015

Capítulo vinte e quatro

FIZ UM MONTE DE PROMESSAS NA CÂMARA DOS ANCIÃOS.
Eu disse àqueles novos Gardes que eu os lideraria, que nós iriamos ajudá-los a treinar, que juntos poderíamos salvar o mundo deles. Foi bem incrível, vê-los todos lá. Mesmo com alguns deles assustados, outros confusos, e até alguns que pareciam enfurecidos por terem sido arrastados para isso. Mas os outros... eles pareciam preparados. Nervosos, sim, mas preparados e querendo levantar e se juntar à luta.
Agora, para manter aquelas promessas, preciso apenas sobreviver à um mogassauro seriamente enlouquecido.
No segundo após eu estar de volta ao meu corpo, sinto o bafo quente da besta enquanto ela ruge. E está bem atrás de nós. Eu ainda tenho um braço ao redor de Sam de quando o segurei depois que nós brevemente desmaiamos. Ele está consciente de novo, então nos esbarramos um no outro mas conseguimos correr.
— Belo discurso — Sam grita para mim. — Nós vamos morrer agora?
— Nem fodendo — respondo.
A reunião dos Gardes não é a única coisa que mexeu comigo no sonho de Ella do espaço. Eu ainda estou me acostumando a ver Pittacus Lore em ação. Ximic, foi disso que Loridas chamou o Legado imitador de Pittacus. E então teve meu rápido encontro com Henri. Visualize, ele disse. Visualize e se lembre.
A Agente Walker para de gritar no seu celular via satélite para nos encarar. Ela parece tão confusa em nos ver em pé como deve ter ficado quando nós desmaiamos alguns segundos atrás.
— Que diabos está acontecendo? — ela grita.
— Não se preocupe com isso! Consiga cobertura para o seu pessoal! — eu grito, balançando meus braços.
— Como nós devemos lutar contra essa coisa? — Sam pergunta, olhando sobre seus ombros.
— Eu não sei — respondo sombriamente.
— Nós batemos muito nele — Nove berra de volta.
Walker e a maioria dos agentes usam a Estátua da Liberdade como cobertura. Eu não estou certo de quão bem isto fará, considerando que o mogassauro é quase tão grande quanto a estátua. Um dos agentes, não lembro o seu nome, entra em absoluto pânico enquanto o monstro se inclina. Ele se move como um gorila, colocando o peso nos seus punhos, as garras dos seus pés levantam pedaços de cimento enquanto caminha.
Para nossa sorte, o monstro recém-nascido ainda está se acostumando a andar.
Entretanto isto não salva o agente caído. Tento puxá-lo com a minha telecinesia, mas não fui suficientemente rápido. O mogassauro traz um dos seus punhos pra baixo e esmaga o coitado. Acho que o monstro nem sentiu. Seus olhos, cada um deles pontilhado com o que acredito ser um colar lórico roubado, estão focados em nós.
É apenas uma questão de tempo até que ele nos pegue.
De repente eu me pego pensando na primeira noite que conheci Seis, em Paradise. Foi também a primeira noite em que matei um píken, entretanto ele não era nem de longe tão grande quanto esse monstro. Seis usou a sua invisibilidade para nos tirar de muitos problemas naquela noite. Eu me lembro do jeito que ela segurou minha mão. Lembro do efeito estonteante de ver através do meu próprio corpo.
Lembre. Visualize.
— John? — Sam grita enquanto corremos. — JOHN?
— Que foi? — grito de volta, virando a cabeça.
— Você... — ele está me olhando e quase tropeça nos próprios pés. — Você acabou de desaparecer.
Eu não desapareci, percebo. Eu me tornei invisível.
— Puta merda, eu consigo...
— Consegue o quê? — Nove pergunta.
Eu não respondo. Minha mente corre. Eu acabei de usar o Legado de invisibilidade de Seis, mesmo que brevemente. E só num pensamento, como lembrar um nome que você tinha esquecido. Eu poderia nos tornar invisíveis. Nós podíamos escapar. Mas isso significaria abandonar Walker e seus amigos.
Todo esse poder, bem na ponta dos meus dedos, mas sempre fora de alcance. E agora? O que posso fazer com isso? Eu preciso de tempo para praticar, para descobrir como funciona, para treinar. Qual Legado posso trazer nos próximos minutos que irá nos ajudar a derrotar esse monstro?
A Agente Walker e seu grupo descarregam as armas no monstro. As balas são engolidas pela dura pele da coisa, não mais efetivas que minha bola de fogo anteriormente. Nada além de um grupo de moscas para o mogassauro. Ele ignora os agentes completamente, está vindo para nós.
— Vamos lá! — eu grito. — Tragam-no ele para a grama!
Nós teremos mais espaço para lutar lá, considerando quão desajeitado o monstro aparenta, é provavelmente melhor continuarmos nos movendo. Esperançosamente, consigo pensar em algo enquanto ele nos persegue.
— Ah cara, eu não me sinto em forma — Daniela diz. Normalmente uma graciosa e rápida corredora, Daniela tropeça nos próprios pés e cai no gramado enquanto corremos. Eu a seguro pelo braço e a arrasto comigo. — Algo aconteceu comigo naquela merda de visão. Minha cabeça está explodindo.
Pedaços de cimento voam do último passo do mogassauro e acertam meus ombros.
— Eu vou tentar algo, Johnny! — Nove diz, e se separa do resto de nós.
— Faça a sua coisa — eu digo, confiando que Nove não vai acabar morto.
Nove corre para a ponta da praça, onde há uma coluna de binóculos de metal presos ao chão, aquelas coisas para turistas admirarem a vista de Manhattan. Ele arranca dois do chão, segurando um em cada mão como tacos. Então os carrega em direção ao monstro. Sua supervelocidade entra em ação e ele é um borrão atravessando a praça.
Eu poderia usar isso. Tento focar no Nove, imagino como os músculos dele trabalham, como ele cria velocidade com seu Legado. Mas nada acontece.
A criatura gigantesca, na verdade, parece confusa quando Nove corre em sua direção. A coisa hesita, tentando decidir se parte para cima de Nove ou continua perseguindo o resto de nós. Então, talvez raciocinando em seu pequeno cérebro para ficar parado, o mogassauro solta um grito de “estou indo” na direção de Nove. Levanta uma das suas patas gigantes, preparando para esmagar Nove assim que ele estiver perto o suficiente.
— Ele sabe o que está fazendo? — Sam pergunta.
— Ele alguma vez soube? — falo de volta.
Nós atingimos o final do campo atrás da estátua da Liberdade.
Naquele ponto, Daniela tropeça e cai de joelhos, incapaz de seguir adiante.
— Ah cara, minha cabeça vai explodir — ela reclama.
Ela se agacha e massageia os olhos com os punhos.
— O que há de errado com ela? - Sam me pergunta.
— Eu não sei!
Nossos olhos se encontram e nós dois percebemos ao mesmo tempo. Juntos, Sam e eu viramos em direção de Daniela.
— Ela está desenvolvendo um novo Legado! — Sam diz.
Eu me abaixo perto dela.
— O que quer que esteja acontecendo com você, Daniela, deixe acontecer! Solte tudo e... — eu sou interrompido assim que o mogassauro ataca Nove.
O impacto é gigante. A besta deixa um buraco de dois metros no formato de uma mão no concreto da praça. Primeiro penso que de maneira nenhuma Nove pode ter sobrevivido a isso. Mas então eu o vejo usando seu Legado antigravidade para correr pelo antebraço do mogassauro.
O monstro ruge enraivecido e ataca Nove com sua outra mão. Nove corre pela parte de dentro do antebraço da criatura no momento certo, escapando do impacto. Ele é rápido e está preso ao mogassauro, se movendo cada vez mais acima do braço como um inseto irritante. Não tenho certeza sobre o que ele vai fazer quando chegar até a cabeça do monstro. Se eu tivesse que apostar, diria que Nove também não sabe.
— John! — alguém grita atrás de mim. — John! Me solte!
Eu me viro para ver Cinco lutando através da grama de joelhos. Nós o deixamos lá todo amarrado com as cordas que pegamos do barco da guarda costeira. Ele não tem a sua espada ou sua bolinha para transformar a pele em metal, então Cinco no momento é inofensivo como ele sempre vai ser.
— Ah, de jeito nenhum — Sam diz, olhando para Cinco.
— Eu sei o que é aquela coisa — Cinco fala, olhando para nós. Ele se senta de joelhos, suas mãos atadas a sua frente e me olha. — Eu sei como matá-la. Eu posso te ajudar.
— Me conte.
— Setrákus Ra chama isto de Caçador — Cinco fala rapidamente. — Ele estava criando isto enquanto eu ainda estava abordo da nave Anubis. Ele tem pingentes lóricos nos olhos e pode usá-los para sentir a localização de qualquer Garde. Não há fuga, nós temos que matá-lo.
Enquanto Cinco fala, Nove alcança a ponta do ombro do Caçador. A besta desiste de tentar esmagá-lo. Agora ele gira a cabeça e tenta engolir Nove inteiro. Nove responde batendo com a ponta quebrada de uma das barras de ferro na boca do monstro. A criatura gira a cabeça e grita.
Perto de mim, Daniela resmunga. Sam ajoelha perto dela e acaricia suas costas.
— Vamos lá, faça o que John disse — Sam tenta, mas a única resposta de Daniela é um resmungo. Ele olha para mim. — Nós precisamos descobrir algo! Se algum de vocês tem um novo superpoder foda, agora é hora de usá-los!
— Ele precisa ir para os olhos, John — Cinco insiste, ignorando tudo menos a mim. — Me solte. Eu posso te ajudar.
— Por que diabos devo confiar em você? — pergunto.
A expressão de Cinco é sombria. Eu o vejo forçando suas amarras, testando-as. Ele me olha e posso ver que ele está fazendo um esforço imenso para controlar a sua raiva.
— Porque eu poderia me libertar disso se eu realmente quisesse — Cinco me responde. — Mas eu não vou. Você salvou a minha vida, John, e não importa o que você pense, não sou como ele.
Eu sei exatamente de quem Cinco está falando. Setrákus Ra e Pittacus Lore. Misericórdia seguida de traição.
— Eu quero ajudar — Cinco grita. — Me deixe ajudar.
— Que se dane-se — Sam diz, tomando a decisão por mim. Ele pega a lâmina de punho de Cinco, a estende e destrói as amarras dele. — Todos a bordo.
Olho novamente para o monstro. Nove bate com o resto da sua barra de ferro na lateral do pescoço do monstro diversas vezes. Posso ver um pouco de sangue preto espirrar, mas ele definitivamente não está fazendo muito dano ao monstro. Então o mogassauro o ataca novamente. Desta vez ele acerta Nove e ele é forçado a recuar para as costas do monstro.
Acima dos gritos do Caçador, escuto o som familiar do motor de helicópteros. Um par de rápidos Black Hawks acaba de sair da ponte do Brooklyn e está a caminho. Então a agente Walker não é totalmente inútil no fim das contas.
— Você pode me devolver? — Cinco pede a Sam, esticando a mão para a sua arma.
— Não — eu digo, me colocando entre eles. — Você disse que podia ajudar. Vá ajudar.
Cinco suspira.
— Certo. Vou fazer do jeito difícil — ele flutua um pouco acima do chão e me olha. — Vamos lá John. Me incendeie.
— O quê?
— Me incendeie! — ele grita.
Eu não preciso de motivos para machucar Cinco. Acendo meu Lúmen e lanço uma pequena bola de fogo nele. Ele a deixa acertá-lo e imediatamente sua pele está coberta em chamas.
— Obrigado — ele diz, e sai voando na direção do Caçador, nosso próprio míssil em chamas.
Eu me agacho próximo a Daniela e pressiono minhas mãos contra a cabeça dela. Deixo meu Legado de cura fluir, esperando que isto a ajude com a dor. Não é realmente meu Legado de cura, sabe? É Ximic, e a cura é o único Legado que eu sou realmente bom em copiar.
Não ajuda Daniela, mas algo acontece quando a energia flui entre nós. De repente, percebo exatamente o que está acontecendo dentro dela. Eu posso sentir também. Uma pressão atrás dos olhos. Um peso grande que parece estar tentando atravessar minha face.
— Está me destruindo! — Daniela grita.
— Agh, eu sei! Eu também sinto! — respondo, segurando os lados da minha cabeça como se meu crânio pudesse se quebrar ao meio.
Enquanto isso, Cinco, que é pura velocidade e calor, voa direto para dentro de um dos olhos do Caçador. Há um som doentio e o monstro grita mais alto do que nunca. Um momento depois, um buraco explode na nuca do monstro e Cinco sai por ele. Ele segura algo, que deve ser um dos pingentes lóricos.
— Puta merda — Sam diz. — Isso foi nojento, mas funcionou.
O Caçador acabou de receber um homem bala através do seu cérebro.
Aposto que ele sente algo bem parecido com o que eu e Daniela sentimos agora. Ele não cai morto como eu esperava. Ao contrário, ele está apenas mais nervoso. Ele se joga na direção de Cinco, que desvia rapidamente. Ainda agarrado à besta, mas agora tendo a noção de como realmente machucá-la, Nove começa a subir em direção aos olhos restante.
E então os Black Hawks chegam. Eles bombardeiam o Caçador com mísseis que apenas irritam o monstro. Embora eu aprecie a ajuda, as armas deles não vão machucar esta coisa. Há uma boa chance de que aqueles pilotos acabem apenas sendo mortos ou acertem Cinco e Nove por acidente.
O Caçador destrói tudo ao redor, esmagando o resto da praça e quase derruba um dos helicópteros com as costas da mão. Isso faz com que seja extremamente difícil para que Cinco consiga atacar novamente os olhos da criatura. Quando o Caçador inclina a cabeça e ruge, o bafo é suficientemente poderoso para tirar Nove do rosto do monstro.
Ele voa para longe do Caçador e despenca centenas de metros para o chão. Tento segurá-lo com a minha telecinesia, mas estou muito longe e minha cabeça está doendo tanto que não consigo me concentrar.
Cinco desce rapidamente, o fogo extinto. Ao invés de atacar novamente, Cinco pega Nove no ar pelo pulso. Ele o coloca gentilmente no chão. Em resposta a isso, Nove o soca bem no meio do rosto. Porque é isso o que ele faz.
Os pilotos dos helicópteros estão indo para um novo ataque. Cinco e Nove estão bem na cola do Caçador. O ataque vai começar em um segundo.
— Se vocês vão fazer algo, agora é a hora! — Sam grita.
Eu não sei o que fazer. Consigo sentir o Legado que eu copiei de Daniela crescendo dentro de mim, mas não tenho ideia do que ele faz ou como usá-lo. Eu estou falhando aqui. Tudo o que consegui foi uma dor de cabeça gigantesca. Tem que haver mais que isso.
Com um choro angustiado, Daniela levanta rapidamente. Ela empurra nós dois ao mesmo tempo e grita:
— Eu tenho que deixar sair!
Daniela abre os olhos e solta um raio de energia prata que atinge o Caçador. No começo, ela está completamente fora de controle, mas o raio de energia que parece dolorosamente grande e que pode destruir a cabeça dela atinge o corpo todo do monstro. Mas depois de alguns segundos, Daniela assume o controle. O raio fica mais fino e mais preciso. O resultado é melhor do que eu poderia ter imaginado.
O Caçador dá um grito confuso, olha para baixo e vê o seu corpo gigantesco se transformando em uma estátua de pedra. Assim que vejo Daniela fazendo, percebo que consigo fazer também. Eu me foco no peso atrás dos meus olhos, como uma pedra começando a descer uma colina, e a empurro. Minha visão fica cinza enquanto o raio sai pelos meus olhos. É difícil no começo, tenho que controlar meus olhos, então não é fácil ser preciso, mas pego o jeito rapidamente. Daniela também. Logo nos estamos pintando faixas cinzas no corpo todo do monstro confuso.
O Caçador tenta correr em frente para pegar Nove e Cinco, mas suas pernas não estão mais funcionando. Elas são pedaços sólidos de rocha.
Está acabado alguns segundos depois. Parado ao lado da estátua da Liberdade existe uma tumba cinza dá mais formidável criação mogadoriana que já vi, e vai estar aqui para sempre, congelada em uma máscara de confusão e raiva. Cinco e Nove encaram a coisa, confusos o bastante para não brigarem um com o outro. Os helicópteros circulam ao redor da criatura, obviamente vendo que a besta não é mais uma ameaça.
— Minha nossa — Daniela responde, e se inclina em mim para se apoiar. — Aquilo não foi nem um pouco gostoso de fazer.
Eu massageio meu rosto.
— Não brinca!
— Aquilo foi incrível! — Sam grita. — Você é como uma Medusa.
— Esse não vai ser meu nome de super-herói — Daniela responde nervosa. — Ugh.
— E você é como... como... — Sam está muito excitado para conseguir falar.
— Como Pittacus — termino por ele.
— Puta merda, sim! Isso é grande. Você percebe o quão importante isso é?
— É imenso.
— Você está, tipo, roubando os holofotes do meu novo Legado — Daniela resmunga.
Balanço minha cabeça e gargalho, na verdade me sentindo aliviado pela primeira vez em dias. Nove anda até o monumento do monstro, com as mãos nos quadris, e bate na pedra. Enquanto ele faz isso, Cinco volta para o resto de nós. Noto que ele pendurou o pingente lórico que arrancou do monstro ao redor do seu pescoço. Fico imaginando se este é o seu pingente original que ele entregou ou foi tomado por Setrákus Ra, ou se pertence a um dos Gardes mortos. Eu não pressiono o assunto agora. Ele estende as mãos.
— Bem, eu tentei — ele diz. — Você pode me amarrar de novo se quiser.
Troco um rápido olhar com Sam. Sei que Cinco acabou de nos ajudar, sei que ele disse que poderia ter quebrado aquelas amarras se precisasse, mas me sinto mais confortável com ele amarrado. Ele é um descontrolado e um assassino. Eu não sei se algum dia serei capaz de confiar nele.
Enquanto pego as cordas que Sam cortou há alguns minutos atrás, a Agente Walker e seu time sobrevivente andam em nossa direção. Ela está em seu telefone via satélite no meio de uma animada discussão.
Enquanto ela não está prestando atenção, agente Murray sorri para nós e ergue os dois polegares em um sinal de agradecimento.
Os helicópteros pousam a uma distância em um dos pequenos espaços que não foram demolidos pelo Caçador. Acho que eles vieram para nos levar de volta ao acampamento militar. Tenho que descobrir o que aconteceu com os outros Gardes. Eu não tenho nenhuma cicatriz nova na perna, o que significa que a batalha foi ganha, ou que ainda está acontecendo. Preciso chegar até eles, até Setrákus Ra, e colocar esse novo Legado em uso.
Bem, pelo menos o que aprendi a usar dele.
— Sim, senhor — Agente Walker diz ao telefone, então o segura longe do rosto, piscando em choque como se ela não conseguisse acreditar no que está acontecendo. Ela parece mais surpresa pela conversa do que pela estátua gigante de monstro que eu e Daniela acabamos de fazer. Ela segura a boca do telefone e o estende pra mim. — John, hum... o presidente quer falar com você — ela assente com a cabeça. — Ele aparentemente... hã ... mudou sua opinião sobre total suporte aos lorienos. Ele quer você em Washington imediatamente para discutir a estratégia.
Deixo as cordas com Nove. Ele está todo feliz por ser ele quem irá amarrar Cinco.
— Me salvar de cair não nos deixa quites — eu o ouço murmurar para Cinco.
— Não, não deixa — Cinco responde.
Eu os ignoro por agora. Estou prestes a falar com o Presidente. Eu balanço a cabeça, encarando Walker.
— Isto é algum tipo de pegadinha, não é?
— Não — Walker diz, balançando o telefone pra mim. — Ele é de verdade. Soa incrivelmente louco, aparentemente, mas sua filha mais velha acabou de experimentar algum tipo de... visão? Onde você deu um discurso?
Sam não consegue segurar a risada.
— Não pode ser.
Walker olha para nós.
— Eu perdi alguma coisa?
— Não — eu digo, sorrindo e pegando o telefone. — Eu te explico depois.
Antes que Walker possa me entregar o telefone, meu próprio telefone começa a vibrar no meu bolso. Somente duas pessoas no mundo tem aquele número – Sarah e Seis. A luta com Setrákus Ra deve ter acabado se elas estão me ligando. Caramba, talvez elas até tenham matado aquele velho puto.
— Desculpa — eu digo a Walker, pegando meu próprio telefone. Ela me olha como se eu fosse louco. — Diga para o Presidente esperar, eu tenho que atender esta.
Atendo o telefone e imediatamente meu bom humor evapora. Ouço barulhos, explosões a distância e muitos gritos. Acho que é Mark e ele parece completamente louco, gritando para alguém acordar. Minha barriga dá um nó.
E então Sarah começa a falar.
— John... — sua voz parece trêmula, fraca. — Escute, eu não tenho muito tempo...

18 comentários:

  1. JHONNY!!! Esse cara é o cara, ou o Alien se fomos ver por outro angulo mas ele é AMAZE!!!

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  2. pooooooorraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa kkkkkkk ñ creio

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  3. a filha do presidente?não acredito.E agora senhor presidente vc vai retirar a ajuda?

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  4. Nossa, eles tão falando muito palavrão nesse livro, ñ era assim... droga..

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    1. Foi o que reparei, mas acho que é mais a tradução feita pelos carinhas que traduziram. E nao pela editora.

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    2. Pois é, nos livroa anteriores tirei os palavrões, pq é como faz a editora. Mas nos originais em inglês, tem palavrão sim, principalmente da parte do Nove e da Seis... nesse livro as coisas estão tão ruins que decidi deixar kkkkk

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    3. Legal. Eu acho bom deixar o mais parecido possível com o original, mesmo que seja com palavrões ;)

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  5. "aquele velho puto" KKKKK parece alguém falando de um amigo intimo.

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  6. kkkkkk Percebi mesmo os xingamentos mt fortes.. Daaa-lhe 4 detona tuudoo..

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  7. Nervoso por falar com o presidente,Quatro e os outros estão salvando o mundo o presidente que tinha que ficar nervoso.A filha do presidente tuts tuts tuts

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  8. Ohh temos uma medusa no jogo, atem cheguei a pensar que era a versao feminina do ciclopy

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  9. Quatro fodástico, deixou o presidente esperando. Kkkkkkk... Quatro é o cara!

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  10. Não sei qual é o problema com os palavrões, sério. TODO mundo fala palavrão na vida real, eu, pelo menos, a cada dez palavras que falo, 11 é um palavrão. Esse povo tá muito sensível pro meu gosto! Além do mais, quanto mais parecido com o texto original, melhor!
    Odeio aqueles livros 'limpinhos', onde os tradutores mencionam que alguém está xingando e mais nada; é ridículo!
    Muda até a essencia da personagem, às vezes.
    Povo sensível...!

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  11. A galera que tava falando mal da Daniela a garota deu um show! Sotar um raio petrificante, Agora essa onda do Jonh sair sugando todo mundo pelo menos gostaria que os legados de seis fossem só dela. E galera Nove é muito idiota. Porque ninguém da um tempo para o cinco. O cara foi criado por um sociopata. Não é bem culpa dele ele ficar com duvidas. E ele não é mau. nove que contribui desde o inicio praticando Bullyng, isso ninguém vê!

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  12. Mas idependente dos palavrões estou curtindo seissssss marinaaaaa Não morram Jonh precisa ir pra lá logo. Oh! My God!Já estamos nos ultimos capitulos e essa tensão não diminui. kkkk Essa mistura de Harry potter com percy Jackson. Descobrir que john é desbloqueado isso o torna DIVERGENTE! kkkkkkk

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  13. Mas idependente dos palavrões estou curtindo seissssss marinaaaaa Não morram Jonh precisa ir pra lá logo. Oh! My God!Já estamos nos ultimos capitulos e essa tensão não diminui. kkkk Essa mistura de Harry potter com percy Jackson. Descobrir que john é desbloqueado isso o torna DIVERGENTE! kkkkkkk

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  14. MEU DEUS <3 cada vez mais perfeita essa coleção.... Amo esse blog <3 KKKK Muito Bom ;)

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