14 de outubro de 2015

Capítulo quatro

A NAVE DE GUERRA MASSIVA, MAIOR QUE UM PORTA-AVIÕES, TORNA-SE VISÍVEL NO céu noturno quando ainda está a mais ou menos cinco quarteirões de distância. Ela se arrasta devagar através da fumaça árida que causou com seus recentes bombardeamentos. Sam e eu conseguimos nos manter à frente da Anubis mais cedo durante a tarde, lutando pelo caminho rumo ao sul enquanto ela lentamente rondava o céu para o oeste. Mas agora, aqui está ela, assombrando a avenida, na direção da Union Square.
Cerro meus punhos. Setrákus Ra e Ella estão a bordo da Anubis. Se eu apenas conseguisse chegar lá, talvez pudesse lutar pelo caminho até chegar ao líder mogadoriano. Talvez eu pudesse matá-lo desta vez.
Sam para do meu lado.
— No que quer que esteja pensando, é uma má ideia. Precisamos correr, John.
Como se para pontuar a declaração de Sam, uma bola escaldante de energia elétrica se forma no enorme canhão montado no casco da Anubis. É como uma miniatura do sol se formando dentro do cano, e por um momento ela ilumina os bairros com uma cor azul fantasmagórica. Então, com um som como o de mil canhões mogadorianos sendo utilizados de uma vez, a energia irrompe de dentro do canhão, cortando através da fachada de um prédio comercial próximo, a estrutura de vinte andares quase desmoronando imediatamente.
Uma onda de poeira cai sobre a rua em nossa direção. Tossindo, nós três cobrimos os olhos para protegê-los. A poeira talvez nos dê cobertura, mas isso não importa muito quando a nave de guerra tem um canhão que pode demolir prédios inteiros de uma única vez.
Anubis arrasta-se pesadamente, se aproximando, já se preparando para mais um tiro. Não tenho certeza se Setrákus Ra está mirando em pontos de calor dentro dos edifícios ou se está apenas destruindo as coisas aleatoriamente, esperando nos atingir. Não importa. A Anubis é como uma força da natureza e está vindo em nossa direção.
— Para o inferno com isso — ouço Daniela dizer, e então ela começa a se afastar.
Sam a segue, então eu também, nós três recuando pelo mesmo caminho que eu e Sam percorremos para chegar aqui. Teremos de encontrar outra maneira de rastrear o Nove. Se ele ainda estiver nessa área, espero que ele consiga fugir desse bombardeamento.
— Você sabe onde está indo? — Sam grita para Daniela.
— O quê? Vocês estão me seguindo agora?
— Você conhece a cidade, não é?
Outro prédio explode atrás de nós. A poeira é mais fina desta vez, nos asfixiando, e minhas costas está sendo bombardeada com pequenos pedaços de gesso e cimento. As explosões estão muito próximas. Talvez não sejamos capazes de escapar da próxima.
— Precisamos sair da rua! — eu grito.
— Por aqui! — Daniela grita, enganchando uma curva à esquerda que momentaneamente nos leva para fora do dilúvio de detritos dos edifícios que desmoronaram no fim da avenida.
Quando Daniela vira, algo cai pelo zíper quebrado de sua mochila. Por um curto segundo, meus olhos rastreiam uma nota de cem dólares enquanto ela flutua através do ar e é rapidamente engolida pela nuvem de poeira de detritos. Estranho o que você percebe quando está correndo para salvar sua vida.
Espere aí. O que exatamente ela estava fazendo naquele banco quando os mogs a encurralaram?
Não há tempo para perguntar. Outra explosão atinge a área, essa definitivamente muito próxima e forte o suficiente para derrubar Sam. Eu o ajudo a levantar e nós cambaleamos para frente, ambos cobertos de poeira pegajosa e asfixiante provida dos prédios destruídos. Embora Daniela esteja apenas a alguns metros à frente, ela é visível apenas como uma silhueta.
— Estou aqui! — ela grita para nós.
Tento iluminar o caminho com meu Lúmen, mas não tem um efeito muito bom nos fragmentos dos prédios destruídos. Não tenho ideia de para onde Daniela está nos levando, não até o chão desaparecer debaixo dos meus pés e eu me ver caindo num buraco no chão.
— Uus! — Sam deixa escapar quando ele cai no chão de concreto perto de mim.
Daniela está de pé a alguns metros à frente. Minhas mãos e joelhos estão ralados devido a aterrisagem, mas além disso estou ileso. Olho por cima do ombro, vendo uma escada escura que rapidamente é coberta com detritos vindos de cima.
Estamos em uma estação de metrô.
— Um aviso teria caído bem — digo para Daniela.
— Você disse, “para fora das ruas” — ela responde. — Estamos fora das ruas.
— Você está bem? — pergunto a Sam, ajudando-o a se levantar.
Ele assente, recuperando o fôlego.
A estação de metrô começa a vibrar. As catracas de metal começam a chacoalhar e mais poeira cai do teto. Mesmo as paredes sendo de concreto, posso ouvir o rugido poderoso dos motores da nave de guerra. A Anubis deve estar agora bem acima de nós. Uma luz elétrica azul chove dentro da estação vindo de fora.
— Vão! — eu grito, empurrando Sam, Daniela já está pulando a catraca.
— Para dentro dos túneis!
O canhão descarrega com um som agudo. Mesmo protegido por camadas de concreto, eu me arrepio com a eletricidade, meu corpo formigando até os ossos. A estação treme e, sobre nós, um edifício deixa escapar um grunhido agudo quando suas colunas de metal se entortam e desmoronam. Eu me viro e corro, pulando as catracas depois de Sam e Daniela. Olho por sobre o ombro enquanto o teto começa a ceder, primeiro selando a passagem da escadaria pela qual acabamos de passar, e depois se espalhando em frente, para dentro da estação. Ela não vai aguentar por muito tempo.
— Corram! — grito de novo, torcendo para ser ouvindo sobre os rangidos da arquitetura.
No meio da escuridão do túnel da estação, nós arrancamos. Acendo meu Lúmen para que possamos ver, minha luz reluzindo nas partes de metal em ambos lados. Percebo um movimento do meu lado e demora alguns segundos para perceber que há uma horda de ratos correndo ao nosso lado, também fugindo do desmoronamento. Em algum lugar aqui embaixo, um cano deve ter estourado, pois estou correndo com água nos tornozelos.
Com minha audição aguçada, ouço as pedras que nos envolvem grunhindo e rasgando. O que quer que a Anubis tenha destruído na rua, causou maior dano para a fundação da cidade. Olho rapidamente para o teto bem a tempo de ver uma rachadura se espalhar através do concreto, rompendo rapidamente as paredes cobertas de mofo. É como se estivéssemos tentando desviar dos danos estruturais.
Não podemos ganhar essa corrida. O túnel irá desabar.
Estou prestes a gritar em aviso quando o túnel se rompe acima de Daniela. Ela apenas tem tempo de olhar para cima e gritar enquanto um pedaço desalojado de concreto desaba em sua direção.
Coloco toda a força em minha telecinesia e empurro o concreto para cima.
Eu o impeço de cair. Consegui segurar o pedaço de concreto poucos centímetros acima da cabeça de Daniela. Faço tanto esforço para segurar o peso massivo sob a cabeça dela que eu caio de joelhos. Sinto as veias em meu pescoço latejarem, suor fresco escorrendo em minhas costas. É como carregar um tremendo peso quando você já está totalmente exausto. E enquanto isso, novos pedaços estão se soltando rapidamente da parte quebrada do teto. É física – o peso tem de ir para algum lugar. E esse lugar vai ser bem acima de nós.
Eu posso aguentar. Não por muito tempo.
Sinto o sangue na minha boca e percebo que estou mordendo meus lábios. Mal consigo gritar para os outros por ajuda. Se eu mudar um pouco que seja o foco da minha telecinesia, o peso será muito maior.
Por sorte, Sam percebe o que está acontecendo.
— Temos que segurar o teto! — ele grita para Daniela. — Temos que ajudá-lo!
Sam para perto de mim e joga suas mãos para cima. Sinto a força de sua telecinesia se juntar à minha e isso alivia um pouco da pressão. Agora sou capaz de ficar em pé novamente.
Pelo canto do olho, vejo Daniela hesitar. A verdade é que, se ela correr agora, comigo e com Sam suportando o túnel, ela provavelmente conseguirá sair ilesa. Estaríamos ferrados, mas ela conseguiria se salvar.
Mas ela não corre. Ela para do meu outro lado e começa a ajudar. O concreto no teto protesta e mais rachaduras aparecem nas paredes do túnel. É um equilíbrio delicado – nossas telecinesias apenas forçam o peso da pedra de concreto quebrado mudar-se para outro lugar. Não importa o que fizermos, eventualmente, esse túnel vai desmoronar.
Peso suficiente foi tirado de cima de mim, então sou capaz de falar novamente. Ignoro a sensação agoniante nos meus músculos, o peso caindo sobre meus ombros. Sam e Daniela estão segurando, esperando por instruções.
— Andem... recuem — eu consigo grunhir. — Vamos recuar... lentamente.
De ombro a ombro, nos três marchamos lentamente para trás no túnel. Nós mantemos a pressão telecinética diretamente acima de nós, gradualmente a soltando das seções em que já passamos com segurança. Logo após, elas tremem e desabam. Em certo momento, vejo dois carros caindo para dentro do túnel, rapidamente engolidos pelos outros detritos. A rua acima de nós está se partindo, porém nós três conseguimos segurá-la.
— Por quanto tempo? — Sam pergunta por entre os dentes.
— Não sei — eu respondo. — Continue.
— Merda — Daniela repete seguidamente, sua voz quase num sussurro.
Posso ver seus braços tremendo. Sam e ela são novatos, não estão acostumados com telecinesia. Nunca suportei esse peso antes, e eu certamente não chegaria nem perto de conseguir no meu primeiro dia com Legados. Posso sentir a força deles se esvaindo, começando a se esgotar.
Eles precisam apenas aguentar por mais alguns metros. Se eles não conseguirem, estamos mortos.
— Nós vamos conseguir — eu murmuro. — Continuem!
Posso sentir a estação de metrô gradualmente afundar sob meus pés. Quanto mais longe alcançamos, mais resistente o teto acima de nós fica. Passo a passo, a contrapressão telecinética que precisamos exercer diminui, até finalmente chegarmos a uma seção onde o teto está estável.
— Podem soltar — eu digo. — Tudo bem, já podem soltar.
Juntos, nós três soltamos o teto. Há uns dez metros de distância, o último pedaço do teto que estávamos segurando desmorona no túnel, bloqueando o caminho por onde viemos. Sobre nós, o túnel range e se estabiliza. Nós três caímos na água suja do chão do túnel. Sinto literalmente que um peso foi retirado de cima dos meus ombros. Ouço alguém vomitando próximo a mim e vejo que é Daniela. Tento me levantar para ajudá-la, mas meu corpo não coopera. Eu caio de cara na água.
Um segundo depois, as mãos de Sam estão embaixo dos meus braços, me levantando. Seu rosto está pálido e tenso, como se ele não tivesse mais força.
— Ah cara, ele está morrendo? — Daniela pergunta para Sam.
— Não importa o tanto do teto que estávamos segurando, ele provavelmente estava suportando quatro vezes mais — Sam responde. — Me ajude com ele.
Daniela desliza para baixo do meu outro braço. Ela e Sam me levantam e me arrastam túnel adentro.
— Ele acabou de salvar minha vida — Daniela diz, ainda sem fôlego.
— É, ele meio que faz isso — Sam vira o rosto, e sussurra no meu ouvido. — John? Pode me ouvir? Você já pode apagar as luzes. Podemos seguir no escuro por enquanto.
Só então que percebo que ainda estou iluminando o túnel com meu Lúmen. Por causa da fumaça, ainda estou instintivamente mantendo as luzes acesas. Tenho de me esforçar para conseguir apagar o Lúmen, para não lutar contra minha própria exaustão, me permitir ser carregado.
Eu apago. Confio em Sam.
E então já não sinto mais as mãos de Sam e Daniela ao meu redor.
Não posso sentir meus pés sendo arrastados através da fina poça de água nos túneis da estação de metrô. Todas as minhas dores e cansaço se foram até eu estar flutuando calmamente através da escuridão.


A voz de uma garota interrompe meu descanso.
— John...
Uma mão fria segura na minha. É delicada e pequena, frágil, mas aperta com força suficiente para me trazer de volta aos sentidos.
— Abra os olhos, John.
Faço o que ela diz e me encontro deitado numa mesa de operações numa sala austera, várias máquinas de aparência cirúrgicas arrumadas e espalhadas ao meu redor. Próximo à minha cabeça há uma máquina que se parece muito com um aspirador de pó – um tubo de sucção com um bisturi em forma de dente de tubarão e sua extremidade anexada a um barril cheio de uma substância preta viscosa. O líquido flutuando dentro da máquina me lembra daquela coisa que eu limpei das veias do secretário de defesa. Só olhar para ela faz minha pele formigar. É inerentemente antinatural e mogadoriano.
Isso não está certo. Onde estou? Fomos capturados enquanto eu estava inconsciente?
Não consigo sentir meus braços nem minhas pernas. E ainda, estranhamente, não estou em pânico. Por alguma razão, eu não me sinto em nenhum estado de perigo real. Eu já tive esse tipo de experiência fora-do-corpo antes.
Estou num sonho, percebo. Mas ele não é meu. Alguém está controlando isto.
Com algum esforço, consigo virar minha cabeça para a esquerda.
Não há nada diferente nessa direção, com exceção de mais equipamentos de aparência bizarra – uma mistura equipamentos médicos de metal inoxidável e máquinas complexas, como aquelas que encontramos em Ashwood Estates. Na parede mais distante, embora, há uma janela. Um observatório, na verdade. Estamos no ar, o céu escuro do lado de fora, iluminado apenas pelo fogo na cidade abaixo.
Estou abordo da Anubis, flutuando sobre a cidade de Nova York.
Prestando atenção em cada detalhe, viro minha cabeça para a direita. Um grupo de mogadorianos vestidos com aventais de laboratório e usando luvas esterilizadas se amontoam ao redor de uma mesa de metal exatamente como a que estou. Há um pequeno corpo na mesa. Um dos mogs segura um tubo de outro barril com aquele líquido, no processo de injetá-lo no esterno de uma jovem garota, deitada na mesa.
Ella.
Ela não chora quando a lâmina da mangueira perfura seu peito. Estou impossibilitado de fazer qualquer coisa enquanto a gosma preta mogadoriana é lentamente injetada dentro dela.
Eu quero gritar. Antes que eu possa, Ella vira sua cabeça e trava um olhar comigo.
— John — ela diz, sua voz totalmente calma apesar da cirurgia macabra que está sendo feita nela. — Levante. Não temos muito tempo.

29 comentários:

  1. Nossaaa o Jhon foi capturado logo agora ferrou tudo.

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    1. Ele não foi capturado, ele tava num sonho, como ele mesmo diz!!

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    2. Uma visão compatilhada, Ao menos Daniela pareceu cooperar. mas percebi que ela andou assaltando o banco. Notem a observação que jonhs faz da nota que cai de sua mochila

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  2. Não é o John, ele esta vendo a Ella como quando ela conversava com eles, é como um sonho.

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    1. Finalmente alguém q goste de Nárnia como eu

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  4. Num acredito que no apocalipse a mina tava robando um banco. Não gosto dessa Daniela

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  5. Que tipo de criatura vai roubar um banco no meio de uma invasão alienígena? Senhor

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    1. Pessoas espertas e sem caráter

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    2. eu iria... na vdd eu iria mira uma joalheria

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    3. Sem qrer generalizar, mas já generalizando... Daniela só pode ser Brasileira😕

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  6. Achei que os legados iriam só pra aqueles que merecerem, mas pelo visto a mina achou que seria uma ótima idéia roubar um banco no meio de uma invasão alienígena, acho que me enganei. Além disso, ela é super antipática, espero que os outros humanos com poderes sejam mais legais

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    1. Os Legados funcionam como a loteria.. vai na sorte mesmo. Se fosse assim, Cinco e Setrákus não teriam Legados

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    2. O cinco é legal ele pode ter legados

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    3. Achei mais una que gosta do Cinco como eu

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    4. Galera é uma historia ficticia porém tem muita licão de moral. Dê poderes a adolecentes que é o que são. imagine que setrakus háfaz parte da camara. Imagine que cinco possui problemas psicologicos . é uma imitação da realidade. acrescente podere sobrenaturais e teremos lorien.

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  7. Eu acho q ela pensou q se quisesse sobreviver nesse caos precisaria de um dinheiro q não tinha... Não estou defendendo ela, até pq não gostei nem um pouco dela, mas nem sabemos muito dela vai saber...

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  8. essa Daniella e muito mal caráter, não gosto nenhum pouco dela.

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    1. Não quero julga-la ainda. Assim como não quero jugar 5. Só o fato dela sustentar o teto e depois ajudar Jhon já esta ótimo

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  9. Karina, tem uma parte assim:E enquanto isso, novas pedaços estão se soltando rapidamente da parte quebrada do teto. É física – o peso tem de ir para algum lugar. E esse lugar vai ser bem acima de nós. Envés de "novas pedaços", colocar " novos pedaços". Beijos. <3 E aguardo novidades no nosso assunto do twitter. <3

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  10. Há claro se acontecer uma invasão a primeira coisa a fazer é roubar um banco que guria sem noção, coitada da Ella, ela mais que qualquer um precisa de ajuda

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  11. Se Daniela fosse tão mal caráter assim teria se salvado e deixado Sam e John sozinhos. Ela só não é perfeitinha. Pelo Anjo, a amizade de John e Sam é quase parabatai <3. Coitada da ela. To aqui relendo só pra não ficar muito perdida quando o último livro for lançado, tava boiando quando li esse pela primeira vez. Coitada da Ella, que Ártemis a proteja!

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    1. Olha tem leitores da Cassandra na area, Tem alguma conjuradora ou conjurador da luz ai kkkkkkkou pode ser um semi-deus do acampamento meio sangue kkk

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  12. loriena,mão de prata(eragon), conjuradora da luz, campista filha de atena .. . gisLoveVA

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