14 de outubro de 2015

Capítulo doze

SARAH CONTA TUDO SOBRE O TEMPO QUE PASSOU COM MARK, E EU REALMENTE não consigo acreditar no que ela me fala sobre GUARD. Depois de todos esses anos, é incrível. Tento manter a calma em minha voz, esconder essas notícias incríveis da Agente Walker e de seus amigos do governo, pelo menos por enquanto. Depois que Sarah me atualizou, digo a ela tudo o que aconteceu comigo, e sobre tudo o que estamos enfrentando. Ela não vacila. Ela me diz que podemos fazer isso. Ela me diz que podemos vencer.
Ela me faz acreditar.
Quando finalmente saio da barraca da Agente Walker, não estou mais tremendo. Desabafar com Sarah, ouvir sua voz, lembrar do motivo pelo qual estou lutando – tudo isso foi o suficiente para me fazer levantar, seguir em frente, pronto para voltar à batalha. Ainda não tenho todas as respostas, mas agora não tenho mais medo de enfrentar as perguntas.
Do lado de fora da barraca, Sam ainda está no telefone. Ele anda de um lado para o outro, gesticulando enfaticamente com sua mão livre.
— Seis, isso é loucura — ele insiste. Obviamente, Seis está viva e muito bem. E é claro que Sam já está tentando fazê-la desistir de alguma loucura. — Você não viu o tamanho dessa coisa. Ela destruiu todos os prédios da cidade como se fossem feitos de papel.
Sam me vê, então arregala os olhos como se Seis estivesse dizendo algo louco em resposta.
— John está aqui — Sam diz para o telefone. — Talvez ele consiga pôr alguma razão em sua cabeça.
Sam me entrega o celular.
— Eles estão bem? — pergunto para Sam, aceitando o telefone.
— Estão. Eles libertaram o espírito de Lorien na Terra, o que provavelmente é a resposta para o desenvolvimento do meu Legado, mas agora estão presos no México, e Seis está falando da possibilidade de lutar contra a Anubis quando ela aparecer no Santuário — Sam revela quase sem fôlego. Eu o encaro, tentando absorver tudo o que ele me disse enquanto levo o telefone até a orelha.
— John? Sam? — é a voz familiar de Seis, parecendo irritada. — Alguém fale comigo.
— Ei, Seis — eu digo. — Bom ouvir sua voz.
— Bom ouvir a sua também — ela responde, um pouco alto. — Quer que eu o atualize com detalhes? Ou devemos ir direto ao ponto onde você tenta me convencer a não lutar contra Setrákus Ra e sua nave de guerra?
Não consigo evitar sorrir quando a ouço explodindo. Depois de falar com Sarah, e agora com Seis, as coisas não parecem tão pesadas como pareciam. Nós definitivamente vamos lutar, e pelo menos não estou nessa sozinho.
— Eu quero que você me atualize — eu digo Seis. — Mas primeiro, realmente preciso falar com Adam.
— Oh — Seis responde, parecendo surpresa. — Claro. Espere um segundo.
Sam me encara, como se eu definitivamente devesse ter dito primeiro a Seis e os outros para fugirem do Santuário. Não tenho certeza se essa é a coisa certa no momento. Nós sabemos que Setrákus Ra está indo para lá, mas ele não sabe que sabemos disso. Isso nos dá uma vantagem rara. Ella me mostrou o Santuário em sua visão. Ela me disse para avisar Seis e os outros. Talvez seja lá que ocorrerá a batalha final contra Setrákus Ra. Se esse for o caso, pelo menos ela será travada no meio do nada. Pessoas inocentes não estarão em perigo.
Adam atende o telefone, parecendo cansado.
— Como posso ajudar?
— Suas naves – digo, a nave dos mogs, elas são protegidas com um campo de força. Me diga como destruí-los.
Adam bufa.
— Está brincando, certo?
— Eu preciso dar alguma coisa para o governo — respondo a Adam. — Setrákus Ra estabeleceu um prazo para a rendição, e se eles não descobrirem uma forma de derrotar a frota, o Exército não vai nos ajudar.
— John, aquelas naves foram projetadas antes da invasão de Lorien — Adam explica. — Os escudos foram feitos para sustentar ataques de um planeta repletos de Gardes. Não há arma na Terra menor que uma bomba nuclear que poderia ao menos potencialmente quebrar o escudo, e tentar fazer isso em cima de uma cidade populosa seria catastrófico — Adam para, e posso ouvir o passos. Ele está andando na direção de alguma coisa. — Entretanto...
— O quê? Eu aceito qualquer coisa que puder me dar, Adam.
— Talvez força bruta não seja a resposta. Estou olhando para uma pista de pouso cheia de Skimmeres — ele diz. — Me ocorreu que há mais ou menos cem desses ligados a cada nave de guerra. Elas servem como escolta e transportam esquadrões de tropas terrestres. Elas vêm e vão da nave de guerra o tempo todo, o que teoricamente significa baixar o campo de força por um tempo. Então, os Skimmeres foram equipados com um gerador de campo eletromagnético que os “escondem” do campo de força da nave de guerra, permitindo que passem através dele ilesos.
Eu deveria ter pensado nisso. Agora que Adam falou, percebo que vi essa tecnologia em prática na base da montanha em West Virginia. Quando Setrákus Ra chegou pela primeira vez na Terra, sua nave atravessou o campo de força da base como se ele não estivesse lá. Quando tentei caçá-lo, o campo de força praticamente me fritou.
— Seria possível despojar essa tecnologia dos Skimmeres e transferi-la para algo diferente? — pergunto a Adam. — Como, por exemplo, num jato do Exército?
Adam considera.
— Possivelmente, sim. Porém mesmo que não tivesse mais que se preocupar com o escudo, ainda ele estaria na mira dos canhões.
Eu me lembro do que Ella me mostrou durante o sonho que compartilhamos – o observatório por onde ela e Cinco tentaram escapar. Talvez possamos usar a tecnologia dos mogadorianos contra eles mesmos.
— Nós poderíamos, tipo, colocar dez pessoas dentro de um Skimmer desses, certo? — pergunto, considerando um novo plano de ataque.
— Doze, mais dois pilotos — Adam responde rapidamente. — Você está considerando um ataque menos óbvio.
— Estou. Se pudéssemos embarcar em uma das naves de guerra, quantas pessoas você acha que precisaríamos para conquistá-la?
Agora há um pouco de animação na voz de Adam.
— Isso depende de quantas dessas pessoas têm Legados. Eu já mencionei, John, que quando era pequeno eu sonhava pilotar essas naves de guerra?
Sorrio ao ouvir isso.
— Talvez você tenha acabado de ganhar essa chance, Adam. Obrigado pelas informações. Você poderia colocar Seis de volta na linha?
Adam se despede e devolve o celular para Seis.
— Você acha que deveríamos tentar embarcar na Anubis? — Seis me pergunta. — Sam estava até agora me encorajando para que eu e os outros fugíssemos correndo para longe daquela coisa o mais rápido possível.
— Eu não tenho certeza do que devemos fazer ainda, mas quero conhecer nossas opções — respondo. Olho para Sam e não evito franzir a testa. Ele não vai gostar do que vou dizer agora. — Aguente firme, Seis, a ajuda está a caminho.


Pouco tempo depois, Sam e eu estamos andando pelo píer, procurando pela Agente Walker. Onde quer que ela tenha ido com aqueles dois agentes e o cidadão, está demorando mais do que esperávamos. Logo a frente há uma grande presença militar no deque de concreto bem no meio do East RiverQuando chegamos, um pequeno grupo de soldados está trabalhando duro puxando alguns caiaques vazios da água para que os navios militares possam ter espaço para atracar. Este lugar não foi exatamente projetado para batalhas.
Durante as últimas vinte e quatro horas, isto se transformou em uma área de preparação, com um bando de destroieres flutuantes ameaçadoramente na estreita hidrovia, apontando suas armas para os vestígios de fumaça do centro de Manhattan.
— Como Malcolm está? — pergunto a Sam. Ele fez uma curta ligação para seu pai depois de termos terminado a ligação com Seis.
— Mais aliviado por estarmos vivos. E muito animado sobre meu novo... talento — Sam responde, olhando ao redor para ter certeza de que não há ninguém ouvindo. — Ele e os agentes do FBI que Walker deixou para trás foram escoltados pelo governo durante a evacuação de Washington. Acho que ele está sendo tratado como VIP. Eles o tem no mesmo complexo no subsolo em que está o presidente.
— Talvez ele pudesse falar bem de nós.
— Foi o que falei. Agora, ele me disse que eles acham que ele é algum cientista louco especializado em alienígenas com um bando de bichos de estimação.
— Os Chimærae.
— Meu pai acha que será melhor se eles se passarem por animais comuns por enquanto. Sei que decidimos confiar no pequeno grupo rebelde da Agente Walker, mas há mais gente além d eles em Washington. Alguns cientistas que estão lá, bem, meu pai acha que eles podem estar um pouco curiosos sobre a biologia alienígena.
Penso sobre como Adam resgatou os Chimærae dos experimentos mogadorianos. Mesmo eu querendo acreditar que os agentes norte-americanos são melhores que isso, não consigo.
— Isso é inteligente — respondo. — Mantê-los longe de serem dissecados ou coisa do tipo até precisarmos deles. Nesse meio tempo, eles podem tomar conta de seu pai.
— Sim... — Sam para. Eu posso dizer que ele preferiria estar falando de outra coisa, principalmente porque está inquieto desde que desligamos o telefone com Seis. — John, eu ainda não consigo acreditar que você disse para eles ficarem lá.
Estou planejando ligar para Seis novamente assim que descobrir o quanto posso contar com Walker e o governo. Até lá, eles continuarão no Santuário. Eles ainda têm algum tempo antes de Setrákus Ra chegar lá.
— Você realmente acha que Seis teria voltado se eu pedisse? — devolvo. — Eu não quero colocá-los em perigo também, Sam, mas...
— John, qual é. A Anubis quase nos matou ontem! Éramos como formigas contra aquela coisa. Nem isso. Qual a nossa chance?
— Ella me disse que Setrákus Ra quer o que está dentro do Santuário, o que estou presumindo ser a Entidade Lórica que Seis nos contou. Não podemos simplesmente deixá-lo lá sem nos manifestarmos. Não será nada bom se permitimos que ele consiga o que quer.
— Mas como iremos enfrentá-lo? Qual a vantagem de eles ficarem por lá? — Sam pergunta, aumentando seu tom de voz. — Eles mal podem feri-lo. Não sem...
— Estou ciente da nossa situação, Sam — retruco, perdendo a paciência. — Nós vamos encontrar uma maneira de ir até lá para ajudá-los, ok? Ella me mostrou – ela me mostrou o Santuário, ela me disse para alertar Seis e os outros e ela também me disse que podemos vencer. Que ela encontrou uma maneira. Tudo começa lá.
Oculto as partes em que Ella me disse que haverá sacrifícios, onde ela deixou implícito que posso ser aquele que irá matá-la. Farei de tudo para que eu possa mudar essa parte de sua profecia. Sei que Sam está me pressionando porque está preocupado com os outros – com Seis, em particular. Eu também estou preocupado com eles. Mas também confio em Seis para manter a cabeça erguida e tomar suas próprias decisões.
Antes que Sam possa retrucar, avisto a Agente Walker em nossa frente e começo a andar. Os agentes do FBI estão rodeados de alguns oficiais militares de alto escalão. Tenho que abrir meu caminho entre a multidão de soldados para me aproximar. Recebo alguns olhares descontentes no começo, como se eu fosse um cidadão normal que acabou de sobreviver a um desastre natural. Quando começam a perceber quem sou, um caminho se abre rapidamente. Eu não estou mais surpreso por esse tratamento, e tento não me sentir desconfortável com isso. Um dos soldados até presta continência para mim, embora seu companheiro o cutuque com seu cotovelo e revire os olhos.
Walker me vê chegando e sai do amontado de militares. Noto que eles perceberam minha presença, mas parece que Walker estava certa sobre os oficiais de alto escalão quererem evitar contato direto com os perigosos rebeldes de Lorien. Eles se movem e se reagrupam mais à frente no píer, muitos dos soldados indo com eles. Assim que estão lá, começam a apontar para o East River e trocar palavras. Alguma coisa sobre a água está definitivamente os alertando. Começo a amplificar minha audição para tentar ouvir se estão falando algo importante, mas Walker já está tagarelando na minha frente.
— Bom, você está aqui. Eu já estava voltando para buscar você — Walker diz.
Ela está segurando o tablet que pertence ao cidadão que chegou à sua barraca mais cedo, embora o cara não está em nenhum lugar visível agora. Walker deve ter recrutado seu tablet e o mandado de volta para casa.
— Eu sei qual é a fraqueza dos escudos das naves de guerra. Sei como podemos derrotá-los — digo a Walker, indo direto ao assunto.
Suas sobrancelhas se erguem.
— Droga, John. Isso foi rápido. Isso é definitivamente algo que os caras do exército vão estar interessados em ouvir.
— Ótimo — olho para os oficiais que estão amontoados do outro lado do píer. — Preciso chegar ao México, Walker. Estou falando dentro de umas duas horas. Haverá uma batalha lá que não posso perder. Preciso de qualquer apoio que eles puderem me conceder.
— Há algum tipo de “caso contrário” que você irá jogar pra cima de mim? — Walker pergunta, sua expressão mudando. — Farei o que puder, mas eu já lhe disse sobre a hierarquia militar. Isso vem direto do comandante geral.
— É, bem, sabe as peças que eles necessitam para vencer os campos de força. Elas estão paradas em uma pista de pouso no México. Então é melhor que se virem e me deem uma droga de jato para me levar até lá.
Walker levanta sua mão, me dizendo que já entendeu.
— Tudo bem, tudo bem. Eu farei meu melhor. Mas temos outra droga de assunto para lidar antes de viajarmos para a sua zona lórica segura ou qualquer inferno que seja isso.
— Whoa — Sam diz. Ele está perto da borda olhando para a água. — Eles têm um submarino lá em baixo.
— Têm — Walker responde. — Antes de você ir para qualquer lugar, John, preciso que dê uma olhada nisso.
Ela se aproxima de mim e clica no botão “reproduzir” do tablet, iniciando um vídeo. É uma gravação trêmula desta manhã, onde a Anubis deixa Manhattan e desliza sobre a Ponte do Brooklyn. A câmera está oscilante e o áudio está distorcido com gritos e soldados gritando ordens um para o outro. Eventualmente, a nave de guerra sinistra se perde na vista.
— O que eu deveria estar procurando, Walker?
— Foi isso o que eu disse. Também não encontrei nada da primeira vez — Walker responde, reproduzindo novamente a gravação. — Aparentemente, os milhares de oficiais altamente treinados não perceberam o acontecido em tempo real também. Observe o rio agora.
Sam se inclina perto de nós, observando o vídeo.
— Alguma coisa caiu da nave — ele diz terminantemente, apontando para tela.
Ele está certo. Um pequeno objeto redondo do tamanho da nave pérola de Setrákus Ra cai da barriga da nave de guerra. Ela atinge o East River com um grande respingo e imediatamente afunda, longe de vista.
— Já havia visto algo assim antes? — Walker pergunta.
Balanço a cabeça.
— Eu nunca tinha visto nenhuma nave desse tipo até a Anubis atacar Nova York.
Walker suspira.
— Então ainda estamos no escuro.
— Eles estão mandando esse submarino lá para baixo para procurar o que quer que seja aquilo? — Sam pergunta.
Walker assente.
— O rio tem apenas cem metros de profundidade, mas eles não querem arriscar mandar mergulhadores para o caso de ser uma armadilha ou algum tipo de arma.
— O que mais possivelmente poderia ser? — pergunto a Walker, colocando minhas mãos na minha cintura e me virando em direção ao rio. Adicionando este misterioso objeto à longa lista de coisas com que tenho que me preocupar.
— Os oficiais de alto escalão estão com esperanças de que tenha sido um acidente, que algo caiu da nave de guerra e possivelmente poderíamos estudar ou usar contra os mogadorianos, ter um melhor entendimento sobre contra quem estamos lutando.
— Setrákus Ra não faz nada por acidente.
— Então você está me dizendo que não deveríamos mandar ninguém lá? — Walker pergunta, com uma das sobrancelhas erguidas. — Você não está curioso, John?
Antes que eu possa responder, ouço um guincho de pneus no fim do píer. Um dos jipes do exército se aproxima em alta velocidade e o freio teve que ser acionado com força quando chega perto dos soldados amontoados ao redor. A motorista retira seu capacete, revelando um cabelo negro suado. Ela abre a porta traseira e o outro soltado dá a volta no carro para ajudá-la a retirar um terceiro soldado do carro. Ele parece ferido, embora eu não consiga dizer a gravidade dessa distância. Outros militares se aproximam, para tentar ajudar os outros.
— Onde eles estão? — a mulher grita. — Onde estão os alienígenas? Cadê aquela vadia do FBI?
Um nó se forma em minha garganta. Setrákus Ra colocou uma caçadora atrás de mim e o resto da Garde. Talvez esses soldados tenham decidido que chegou a hora de me levar. De qualquer maneira, dou um passo à frente. Eu não vou me esconder. Os soldados agrupados no fim do píer estão apontando na minha direção, de qualquer forma. Não há para onde ir.
Olho sobre meu ombro e vejo os oficiais de alto escalão, os coronéis e generais e qualquer outra droga de posto que eles tenham, todos se virando para ver o desenrolar da cena. Eles não parecem tão interessados em intervir caso isso se torne perigoso.
Ou talvez, eu esteja sendo paranoico. Talvez percebendo que fiquei tenso, Walker põe a mão em meu braço.
— Deixe-me cuidar disso — ela diz.
— Nem sabemos do que se trata — respondo, dando um passo à frente para encontrar os soldados.
— Ele está todo ferrado — Sam diz, olhando o soldado agora sendo carregado pelo motorista e sua parceira com um olhar assustado. A parte da frente do uniforme está encharcada de sangue. Ele está meramente consciente e tem de ser carregado pelos outros. O soldado que o está segurando não parece machucado, mas ainda assim parece estar demasiado cansado. Em estado de choque. Apenas a motorista parece estar bem, e ela está olhando furiosamente para a Agente Walker.
— O que aconteceu, soldado? — Walker pergunta enquanto o trio para a alguns passos de nós. Posso ver que o sobrenome bordado na camisa da motorista é Schaffer.
— Estávamos fazendo o que você mandou. Procurando por ele e seus amigos — Schaffer responde, gesticulando com seu queixo em minha direção. Então havia outras unidades na cidade além daquelas que nos retirou da estação do metrô. — Pensamos ter encontrado um sobrevivente, mas fomos atacados.
— Os mogadorianos fizeram isso? — pergunto, dando um passo em direção ao soldado ferido. A frente de sua camisa está rasgada, assim como o colete a prova de balas que ele usa por baixo. Isso aconteceu quando ele estava tentando me encontrar. — Segure-o firme. Deixe-me curá-lo.
Com Schaffer e o outro soldado segurando o seu parceiro ferido, começo cuidadosamente a desabotoar sua camisa e retirar seu colete à prova de balas.
Enquanto isso, Schaffer olha para mim.
— Você não está entendendo — Schaffer bufa. — Encontramos um garoto, parecia que era feito de metal. Pensei que ele fosse uma das suas aberrações Gardes, então falamos para ele que iriamos trazê-lo até você. Ele veio para cima de nós com uma espada. Ele voou para cima de nós. Se moveu mais rápido do que qualquer coisa deveria se mover. Nos desarmou, e fez aquilo com o Roosevelt.
Engulo seco. Apenas agora percebo que o soldado não foi apenas ferido com a espada. Há uma mensagem cravada nele.
— Onde ele está? — pergunto, com um tom de voz frio.
— Ele nos mandou para cá para avisá-lo — Schaffer responde. — Ele disse que vai estar na Estátua da Liberdade ao pôr-do-sol. Quer que você se encontre com ele.
— Havia mais alguém com ele? — Sam pergunta.
— Um garoto grande, de cabelos negros. Inconsciente — Schaffer responde. Ela se vira para mim. — Ele falou para dizer a você o que vai acontecer se você não ir. Eu não sei que droga isso deveria significar – para você encontrá-lo ao pôr-do-sol ou ele vai te dar uma nova cicatriz.

32 comentários:

  1. CINCO, SEU FILHO DE UMA...GRRRRRRR!
    O NOVE NÃO!
    ~Ana

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  2. CINCO SEU FILHO DE UMA HERA!!!!!!!!!!EU AMO O 9 S VC FIZER ALGO A ELE, EU ENTRO NO LIVRO SÓ PRA T DAR UMA SURRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    -Filha de Poseidon

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  3. Cara, cinco é uma bosta, mas vou te contar q se nove morrer não vou sentir muito, afinal, foi por causa da arrogância dele q o cretino do cinco matou oito.

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  4. Ai mds o nove não. Cinco seu cretino D:

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  5. Seu filho da mãe ! Droga Cinco !!

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  6. Essa cria de Apófis. Filho de uma Górgona. Como ele se atreve a ameaçar Meu Nove!!! Desgraçado!! Esse monte de...aaaaa, q raiva!!

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  7. CINCO SEU IDIOTAA!! ass:assistente da guarde

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  8. calma gente talvez ele não mate 9 e sim volte a ser um garde bonzinho (afinal a esperança é a ultima que morre né)

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  9. Cinco seu filho de Hera!!! Se vc matar o Nove, eu entro nesse livro e ARRANCO SEU OUTRO OLHO!!!!
    -Tayná

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  10. Tomara que o cinco fique paraplégico de tanto apanhar

    ezequiel

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  11. O cinco é muito sinistrooooooooo

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  12. Acho que eu sou a única pessoa que gosta do 5... sei lá, me identifico um pouco

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    1. Acho q eu tbm.
      Ele precisa de uma desculpa pra 4 acreditar nele, e essa desculpa seria soltar 9, que é o cara que 5 odeia

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  13. Gente. Pessoas traidoras são o pior tipo. Pior que assassinos e vilões de verdade. Pq os doido como o Strakus Rã sempre esparmos o pior deles. Agora traidores sempre nos surpreende para o pior. 5 son of the bitch.

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  14. O 5 não teve escolha, o 9 quando o viu foi pra cima dele.
    ~Azinoth

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    1. Vai falar que vc n voaria s visse um traidor assassino na sua frente,9fez isso e com muita razão.

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    2. Que odiooooo desse 5 manoo ele é muito chato e covarde, que vontade de entrar no livro pra dar uns tapa nele, eu to com saudades do 9 e de suas ironias 😢💖

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  15. O 5 não teve escolha, o 9 quando o viu foi pra cima dele.
    ~Azinoth

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  16. Esperei 1 ano pra ler esse livro e daí passa uns 11 capítulos sem aparecer o nove, tou quase pirando com esse livro.
    É agora que vou finalmente reencontrar o nove, ai que saudade! pena que pelo que falaram ele está desacordado... Mas quando acordar hehehe vai chutar o traseiro do 5!

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  17. 5 Seu Infeliz filho de uma gorgona eu vo te mandar pro Tartaaroo se vc matar o 9 ... AAAAAAAHH

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  18. Só eu q to mi perguntando o q pelo amor de Deus o cinco quer com o quatro ???????

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  19. .Di imortales. Caramba a lavagem cerebral que os morgadorianos fizeram no Cinco deixou a mente do coitado toda atrapalhada.
    Eu não acho que foi Cinco que mato Oito e sim Nove com sua arrogância.Mas Oito tem mais culpa no cartorio do que os outros,não gosto das pessoas nos livros que sempre se fazem de heroi.

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  20. o que esse capeta -digo, cinco- pensa que tá fazendo com o nove? ELE NÃO, MANO! A SARAH PODE, MAS O NOVE NÃO!tô só esperando pros mogs ferrarem o cinco' a morte dele seria tipo, o ponto alto do livro -e provavelmente da saga inteira aheuheuheu

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  21. aaaaargh maldito!! o meu nove NÃO!

    ~Thays

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  22. Ninguem quer saber quem diaxo é o GUARD,essa historia do nove fez todo mundo esquecer -_-

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  23. Caraca, se o Nove morrer também paro definitivamente de ler esses livros, sério. Ainda nem me recuperei da perda do Oito ai, vem o Cinco e ameaça fazer uma merda dessas...
    Fora que ao por do sol é quando o Setrákus deve chegar ao santuário, logo, o Quatro não vai poder estar em dois lugares ao mesmo tempo... Vai dar merda.

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  24. AAAAAHHHHHHHHHH!!!! QUE ÓDIO!
    COMO ASSIM o Cinco está sendo TÃO otário?!

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