14 de outubro de 2015

Capítulo dois

O MUNDO NÃO MUDOU. PELO MENOS, NÃO DE MANEIRA QUE EU TENHA percebido.
O ar da floresta está úmido e pegajoso, uma mudança bem-vinda em relação ao clima frio das profundezas subterrâneas do Santuário. Tenho que proteger meus olhos assim que emergimos para o sol da tarde, um seguindo atrás do outro através de uma passagem estreita em forma de arco que apareceu no templo Maia.
— Eles não poderiam ter nos deixado vir por aqui? — resmungo, estralando minhas costas e olhando para as centenas de degraus de calcário aos quais subimos mais cedo.
Assim que chegamos ao topo de Calakmul, nossos pingentes ativaram algum tipo de portal lórico que nos teleportou para dentro do Santuário escondido sob uma estrutura centenária construída pelos humanos. Nós nos encontramos em uma sala de outro mundo obviamente criada pelos Anciãos em uma de suas visitas à Terra. Acho que o sigilo era uma prioridade maior que fácil acesso.
De qualquer forma, a saída não foi uma escalada e não envolveu teleportes desorientados – apenas uma escada em espiral empoeirada de uns cem metros que nos deixou tontos e uma porta simples, que é claro, não estava lá quando entramos pela primeira vez.
Adam sai do Santuário atrás de mim, seus olhos semicerrados.
— E agora? — ele pergunta.
— Eu não sei — respondo, olhando para o céu escuro. — Eu meio que esperava que o Santuário respondesse essa pergunta.
— Eu... eu ainda estou incerto sobre o que vimos lá. Ou sobre o que realizamos — Adam diz, hesitando. Ele tira alguns fios dos cabelos negros do rosto enquanto me observa.
— Somos dois — respondo.
Verdade seja dita, nem tenho certeza sobre quanto tempo passamos debaixo da terra. Você perde a noção do tempo quando está em uma conversa profunda com um ser de outro mundo feito de energia lórica pura. Nós juntamos a maior quantidade de peças das nossas heranças lóricas que conseguimos poupar – basicamente, usamos tudo o que não era arma. Uma vez dentro do Santuário, jogamos todas aquelas pedras desconhecidas e bugigangas dentro de um poço secreto que estava bem conectado com uma fonte de energia dormente de loralite.
Acho que foi o suficiente para despertar a Entidade, a personificação da própria Lorien. Nós conversamos.
É, isso aconteceu.
Mas a Entidade praticamente falou com enigmas e, no fim da nossa conversa, a coisa virou uma supernova, sua energia inundando o Santuário e vazando para o mundo. Assim como Adam, não tenho certeza do que aconteceu.
Eu esperava emergir do Santuário e encontrar... alguma coisa. Talvez colunas de energia lórica através dos céus, ou esses mesmos jatos incinerando o mogadoriano mais próximo que não tenha o nome de Adam? Talvez mais poder para os meus Legados, me colocando em um nível que eu seria capaz de criar uma tempestade grande o suficiente para destruir todos os nossos inimigos? Seria muita sorte.
Até onde sei, a frota mogadoriana ainda está entrando na Terra.
John, Sam, Nove e os outros podem estar correndo contra as linhas de frente agora, e não tenho certeza se fizemos alguma coisa para ajudá-los.
Marina é a última a passar pela porta do templo. Ela se abraça, seus olhos cheios de lágrimas, piscando contra a luz do sol.
Antes da fonte de energia explodir para o mundo, de alguma forma ela conseguiu ressuscitá-lo, mesmo que tenha sido por alguns minutos.
Tempo suficiente para Marina se despedir. Mesmo agora, já começando a suar por causa da umidade da selva, tenho calafrios quando penso no retorno de Oito, inundado pela energia de loralite, sorrindo mais uma vez.
Foi o tipo daqueles momentos maravilhosos que evitei durante o passar dos anos – isto é guerra, e as pessoas vão morrer. Amigos vão morrer. Cheguei ao ponto de aceitar a dor. Então o choque é menor quando algo de fato acontece.
Foi reconfortante rever Oito, melhor ainda foi nos despedir. Eu não consigo imaginar pelo o que Marina está passando. Ela o amava e agora ele se foi. Mais uma vez.
Marina para e olha de volta para o templo, quase como se quisesse voltar.
Perto de mim, Adam pigarreia.
— Ela vai ficar bem? — ele me pergunta, com a voz baixa.
Marina se fechou comigo uma vez antes, na Flórida, depois de Cinco ter nos traído. Depois de ele ter matado Oito. Mas não é a mesma coisa – ela não está irradiando um frio constante e não parece prestes a estrangular o primeiro que se aproximar. Quando ela se volta para nós, sua expressão é quase serena. Ela está se lembrando, gravando aquele momento com Oito na memória e se preparando para o que está por vir.
Eu sorrio enquanto Marina pisca os olhos e passa a mão sobre o rosto.
— Eu posso te ouvir — ela responde Adam. — Estou bem.
— Ótimo — Adam responde, desviando o olhar timidamente. — Eu só queria dizer, sobre o que aconteceu lá, uh, que eu...
Adam para, eu e Marina olhando para ele com expectativa. Sendo um mog, ainda acho que ele se sente desconfortável em falar dessas coisas como nós. Sei que ele ficou maravilhado com a energia lórica do Santuário, mas também posso dizer que ele se sentiu deslocado, como se não valesse o suficiente para estar na presença da Entidade.
Quando a pausa de Adam se prolonga, dou uma batidinha nas costas dele.
— Vamos deixar essa conversa para a viagem, ok?
Adam parece aliviado enquanto andamos de volta para as naves, nosso Skimmer pousado ao lado de outra dúzia de naves mogadorianas na pista de pouso mais próxima. O acampamento mogadoriano em frente do templo está exatamente do jeito que deixamos – uma bagunça. Os mogadorianos que estavam tentando entrar no Santuário desmataram a área em círculo ao redor do templo, chegando o mais perto que a energia do escudo do Santuário permitira.
E só após atravessarmos a videira que cresceu sobre a terra chamuscada exatamente em frente do templo do acampamento mogadoriano que percebo que o campo de força se foi. A barreira mortal que protegeu o Santuário por anos não existe mais.
— O campo de força deve ter sido desativado enquanto estávamos lá dentro — eu digo.
— Talvez ele não precise mais ser protegido agora — Adam sugere.
— Ou talvez a Entidade tenha desviado seu poder para outro lugar — Marina responde. Ela pausa por um momento, pensando. — Quando beijei Oito... eu senti. Por um breve momento, eu fiz parte da energia da Entidade. Ela estava se espalhando para todos os lugares da Terra. Para onde quer que a energia lórica tenha ido, está espalhada. Talvez ela não possa ativar suas defesas aqui.
Adam lança um olhar para mim, como se eu devesse ser capaz de explicar o que Marina disse.
— O que você quer dizer com “se espalhando para todos os lugares da Terra”? — pergunto.
— Eu não sei como explicar de uma forma mais clara — Marina diz, olhando para o templo, agora metade em sobra com a luz do sol poente. — Foi como se eu fosse igual a Lorien. E estávamos em todos os lugares.
— Interessante — Adam responde, observando o templo e então olhando para o chão abaixo de seus pés, com uma mistura de cuidado e temor. — Para onde você acha que foi? Seus Legados estão...?
— Eu não sinto nada diferente — eu digo.
— Eu também não — Marina concorda. — Mas alguma coisa mudou. Lorien está por aí agora. Na Terra.
Não é definitivamente o resultado que eu estava esperando, mas Marina parece ter tanta certeza sobre isso. Eu não quero ser a chuva e estragar a festa dela.
— Acho que veremos se alguma coisa mudou quando voltarmos para a civilização. Talvez a Entidade esteja lá chutando alguns traseiros.
Marina olha para o templo.
— Deveríamos deixá-lo assim? Sem proteção?
— O que sobrou para ser protegido? — Adam pergunta.
— Ainda há um pouco da, uh, da entidade aqui — Marina responde. — Mesmo agora, acho que o Santuário ainda é uma maneira de... eu não sei, ao certo. Entrar em contato com Lorien?
— Não temos outra escolha. Os outros vão precisar de nós.
— Espere um segundo — Adam diz, olhando em volta. — Onde está Areal?
Com tudo o que aconteceu dentro do Santuário, esqueci completamente do Chimæra que deixamos do lado de fora para ficar de guarda. Não há sinal do lobo em lugar algum.
— Poderia ele ter ido mata adentro atrás daquela mulher mog? — Marina pergunta.
— Phiri Dun-Ra — Adam corrige, nomeando a nascida naturalmente que sobreviveu ao nosso ataque. — Ele não iria atrás dela sozinho assim.
— Talvez a luz do Santuário o tenha assustado — sugiro.
Adam franze a testa, então põe as mãos em concha ao lado da boca.
— Areal! Venha, Areal!
Ele e Marina começam a procurar por qualquer sinal do Chimæra. Subo no Skimmer para ter uma visão melhor dos arredores.
Daqui de cima, algo chama minha atenção. Uma silhueta cinza se contorcendo debaixo de um tronco podre perto da entrada da floresta.
— O que é aquilo? — eu grito, apontando para lá.
Adam corre em direção, com Marina logo atrás. Um momento depois, Adam traz a pequena forma em minha direção, com uma expressão preocupada.
— É o Areal — Adam diz. — Quer dizer, eu acho que é.
Adam segura um pássaro cinza em suas mãos. Está vivo, mas seu corpo está duro e contorcido, como se tivesse sofrido um ataque de choque elétrico e nunca se recuperado dos espasmos. Suas asas se sobressaem em ângulos estranhos e seu bico está meio aberto, congelado. Embora isso não seja nada parecido com o lobo poderoso que deixamos para trás há algum tempo, há uma característica que imediatamente reconheço. É Areal, com certeza. Ele parece mal, seus olhos negros de pássaro vasculham ao redor freneticamente. Ele está vivo, sua mente está funcionando, mas seu corpo não está respondendo.
— Que diabos aconteceu com ele? — pergunto.
— Eu não sei — Adam diz, e por um momento acho que vejo lágrimas em seus olhos. Ele se acalma. — Ele parece... ele parece como os outros Chimæra antes de eu resgatá-los da Ilha Plum. Eles foram usados em experimentos.
— Está tudo bem Areal, está tudo bem — Marina sussurra.
Ela gentilmente amacia as penas da cabeça dele, tentando acalmá-lo. Ela usa seu Legado para curar a maioria dos ferimentos que o cobrem, mas o Legado não liberta Areal da paralisia.
— Não podemos fazer mais nada por ele aqui — eu digo. Eu me sinto mal, mas precisamos continuar. — Se aquela mog fez isso com ele, ela já foi há tempos. Vamos apenas voltar e nos encontrar com os outros. Talvez eles tenham ideias sobre o que podemos fazer.
Adam traz Areal a bordo do Skimmer e o enrola num lençol. Ele tenta deixar o Chimæra paralisado o mais confortável possível antes de se sentar atrás dos controles da nave.
Quero entrar em contato com John, descobrir o que está acontecendo fora da selva mexicana. Puxo o telefone de satélite do bolso e me sento numa poltrona perto de Adam. Enquanto ele começa a reiniciar a nave, ligo para John. O telefone toca sem parar. Depois de um minuto, Marina se inclina para frente e olha para mim.
— Quão preocupados devemos ficar por ele não atender? — ela pergunta.
— A quantidade normal de preocupação — respondo. Não posso evitar olhar para meu tornozelo. Sem novas cicatrizes – como se fosse possível não sentirmos a dor dilacerante. — Pelo menos sabemos que eles ainda estão vivos.
— Alguma coisa está errada — Adam diz.
— Não podemos saber — respondo rapidamente. — Não é porque ele não atende o celular uma vez que significa que...
— Não. Eu quero dizer, com a nave.
Quando afasto o celular da orelha, posso ouvir o som estranho que o motor do Skimmer está emitindo. As luzes do painel na minha frente piscam erraticamente.
— Pensei que você soubesse como fazer essa coisa funcionar — eu digo.
Adam franze as sobrancelhas, então bruscamente desliga os botões no painel, desligando a nave. Abaixo de nós, o motor range e faz um barulho estridente, como se algo estivesse muito errado.
— Eu sei como funcionar essa coisa, Seis — ele devolve. — Não é erro meu.
— Desculpe — respondo, observando enquanto ele espera o motor desligar por completo para religar a nave. O motor – tecnologia mogadoriana que deveria funcionar em um silêncio mortal – mais uma vez range e faz barulhos estranhos. — Talvez devêssemos tentar algo além de ligar e desligar.
— Primeiro Areal, agora isso. Não faz sentido — Adam murmura. — Os eletrônicos ainda funcionam. Bem, tudo com exceção do diagnóstico automático, que é exatamente o que nos diria o que há de errado com o motor.
Eu me levanto e aperto o botão que abre o painel. O domo de vidro se parte sobre nós.
— Vamos dar uma olhada — eu falo.
Todos saímos do Skimmer. Adam pula para inspecionar a parte de baixo da nave, mas fico na parte de cima do capô, perto do painel. Eu me pego olhando para o Santuário, a construção de calcário antiga que agora nada mais é do que uma sombra. Marina está perto de mim, observando silenciosamente.
— Você acha que venceremos? — pergunto a ela, sem tempo de evitar a pergunta. Não tenho nem certeza se quero uma resposta.
Marina não diz nada por algum tempo. Depois, ela põe sua cabeça em meus ombros.
— Eu acho que estamos mais perto de vencer hoje do que estivemos ontem.
— Eu queria poder ter certeza de que ter vindo aqui valeu a pena — eu digo, apertando o telefone-satélite, desejando que ele toque.
— Você precisa ter fé — Marina responde. — Estou lhe dizendo, Seis, a Entidade fez alguma coisa...
Tento acreditar nas palavras de Marina, mas tudo em que consigo pensar são os aspectos práticos. Eu me pergunto se a inundação de energia lórica do Santuário foi o que acabou com nossa nave, em primeiro lugar.
Ou talvez tenha uma explicação mais simples.
— Ei, gente? — Adam chama debaixo da nave. — Acho que vocês deveriam ver isso.
Desço para a parte de baixo do Skimmer, Marina logo atrás de mim. Nós encontramos Adam encravado entre as escoras metálicas do trem de pouso, um painel dobrado debaixo do ventre blindado da nave no chão a seus pés.
— Esse é o nosso problema? — pergunto.
— Isso já era — Adam explica, chutando a peça desalojada. — E olhem para isso...
Adam gesticula para que eu me aproxime, então sigo até estar ao seu lado, tento uma visão interna dos motores da nossa nave. O motor do Skimmer poderia provavelmente caber dentro do capô de uma caminhonete, porém é mais complicado do que qualquer coisa já construída na Terra. Ao invés de pistões ou engrenagens, o motor é composto por uma série de esferas sobrepostas. Elas giram com pouca frequência enquanto Adam as empurras inutilmente contra a ponta dos cabos expostos que seguem mais profundamente para baixo da nave.
— Veja, os sistemas elétricos estão intactos — Adam diz, sacudindo os cabos. — É por isso que ainda temos um pouco de energia. Mas só isso não é o suficiente para fazer com que a propulsão antigravidade funcione. Esses rotores centrífugos aqui? — ele aponta para as esferas sobrepostas. — São elas que nos tiram do chão. A coisa é, elas também estão intactas.
— Então você está me dizendo que o Skimmer deveria estar funcionando? — pergunto, enquanto olho para os motores.
— Deveria — Adam confirma, mas então ele gesticula para um ponto vazio entre os rotores e os fios. — Com exceção disso, está vendo?
— Eu não tenho ideia do que diabos estou olhando, cara — eu digo. — Está quebrado?
— Há um conduíte faltando — ele explica. — É ele que transfere a energia gerada pelos motores para o resto da nave.
— E você está me dizendo que ele não caiu da nave.
— Obviamente que não.
Dou alguns passos para longe dos motores do Skimmer e observo os arredores perto das árvores em busca de qualquer movimento. Nós já matamos todos os mogs que estavam tentando entrar no Santuário.
Todos, com exceção de uma.
— Phiri Dun-Ra — eu digo, lembrando que ela ainda está por aí.
Estávamos tão focados em entrar no Santuário para nos incomodarmos com ela antes, e agora...
— Ela nos sabotou — Adam concorda, chegando à mesma conclusão que eu.
Phiri Dun-Ra fez uma encenação até que boa com Adam quando chegamos, e estava preste a fritar o rosto dele no campo de força do Santuário antes de atacarmos. Ele ainda parece bem assustado com isso.
— Ela tirou Areal do caminho e então veio até aqui. Deveríamos tê-la matado.
— Ainda dá tempo — eu digo, franzindo a testa.
Não vejo nada nas árvores, mas isso não significa que Phiri Dun-Ra não esteja lá nos observando.
— Não poderíamos substituir essa parte com uma de outro Skimmer? — Marina pergunta, gesticulando para a dúzia de outras naves mogadorianas espalhadas pelo local.
Adam grunhe e sai do Skimmer. Ele segue até a nave mais próxima, sua mão esquerda segurando um canhão mogadoriano que ele pegou de um dos soldados que matamos.
— Aposto que essas naves têm peças e painéis que são exatamente como os nossos — Adam murmura. — Pelo menos espero que ela tenha machucado as mãos.
Eu me lembro das mãos enfaixadas de Phiri Dun-Ra, queimadas por terem entrado em contato com o campo de força do Santuário. Nós deveríamos ter imaginado isso e não ter deixado ninguém vivo. Mesmo antes de Adam chegar perto da nave, tenho um mal pressentimento.
Adam se abaixa embaixo da nave, examinando-a. Ele suspira e olha para mim antes de gentilmente dar uma cotovelada no casco da nave sob ele. O painel do motor cai como se nunca tivesse estado preso.
— Ela está brincando com a gente — ele diz, sua voz num tom baixo, porém grave. — Poderia ter atirado em nós quando saímos do Santuário. Porém, ela quer nos manter aqui.
— Ela sabe que não pode nos vencer sozinha — eu falo, levantando meu tom de voz um pouquinho, pensando que talvez Phiri Dun-Ra possa morder a isca e sair do esconderijo.
— Ela removeu essas partes, certo? — Marina pergunta. — Não as destruiu?
— Não, parece que ela apenas as pegou — Adam responde. — Provavelmente não quer ser responsável por destruir um monte de naves além de já ter perdido seu esquadrão. Contudo, nos manter aqui por tempo suficiente até o reforço chegar para nos capturar e nos matar provavelmente vai lhe dar um passe VIP até o seu Adorado Líder.
— Ninguém vai ser capturado nem morto — eu digo. — Com exceção de Phiri Dun-Ra.
— Há outra maneira de fazer com que nossa nave decole? — Marina pergunta a Adam. — Você poderia... eu não sei? Improvisar alguma coisa?
Adam coça sua nuca, olhando para as outras naves.
— Suponho que seja possível. Depende do que podemos conseguir juntar. Eu posso tentar, mas não sou um mecânico.
— Isso é um começo — eu digo, olhando para o céu para ver quanto da luz do dia ainda nos resta. Não muito. — Ou, podemos entrar naquela floresta, caçar Phiri Dun-Ra e recuperar nossa peça.
Adam assente.
— Eu prefiro esse plano.
Olho para Marina.
— E você?
Eu nem tenho que perguntar. O suor em meu braço formiga – ela está irradiando a aura gelada.
— Vamos caçar — Marina diz.

10 comentários:

  1. (...) à Terra. acho que o sigilo era uma prioridade maior que fácil acesso. O 'a' teria que estar maiúsculo, Karina. Beijos!

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  2. "É por isso que ainda tempos um pouco de energia".

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  3. não aguentava mais esperar, vlw por postar

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  4. Acho que a Marina ficou meio chatinha depois da morte de Oito.

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    1. Cara, desde q o Nove apareceu ,eu me apeguei a ele instantaneamente . Mas a cada novo volume ,tenho me apaixonado mais pela Marina .
      Quem diria que a mais sem graça da garde cresceria tanto . To adorando essa versão furiosa dela

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  5. Tenho que proteger meus olhos assim que emergimos para o sol da tarde, um "seguindo" atrás do outro através de uma passagem estreita em forma de arco que apareceu no templo Maia.

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  6. Estou amando esse lado mais sanguinário da Marina ♥

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  7. Meu Deus do ceu! OMG! To amando, socorrrrr

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