14 de outubro de 2015

Capítulo cinco

— NÓS PODEMOS FAZER ISSO, MAS PRIMEIRO PRECISAMOS ENTENDER COMO A Phiri Dun-Ra pensa — Adam sussurra.
— Você que é o expert na psicologia mogadoriana — respondo, observando Adam enquanto ele usa um galho quebrado para desenhar um quadrado na poeira do chão. — Esclareça-nos.
Nós três nos agachamos perto do Skimmer sem vida na faixa de terra que os mogs usavam como pista de pouso. Está escuro agora, mas os mogs tinham um monte de lanternas elétricas portáteis para realizar as rondas ao redor do Santuário. Penso que a Phiri não teve a ideia de roubar as baterias, então pelo menos nós temos luz. Também há alguns projetores de luz posicionados no perímetro do templo, mas não os ligamos. Não precisamos facilitar a espionagem sobre nós para ela.
A mata ao nosso redor parece maior agora que o sol se pôs, o ecoar do canto dos pássaros foram trocados por som estridente de bilhões de mosquitos. Bato no meu pescoço onde deles estava tentando me morder.
— Não há dúvida para mim que ela está lá fora, nos observando — Adam diz. — Todos os soldados da classe dela foram treinados para vigiar.
— É, nós sabemos — eu digo, o olhando torto na escuridão. — Vocês estiveram nos seguindo durante toda a nossa vida, lembra?
Adam continua, me ignorando.
— Ela provavelmente é capaz de ficar três dias sem dormir. E não vai ficar no mesmo lugar, estará sempre em movimento. Não haverá um acampamento ou nada assim para achar. Se nós formos atrás dela, ela vai mudar de lugar, estando um passo a nossa frente. Ela tem bastante mata para se esconder. Dito isso, o instinto dela será ficar por perto. Ela quer manter o controle sobre nós.
Marina faz uma careta para Adam, observando-o desenhar alguns rabiscos na poeira envolta do quadrado. Então percebo que ele está desenhando o Santuário e a mata ao seu redor.
— Então nós temos que tirá-la de lá  Marina diz.
— Você sabe um bom jeito de fazer isso? — pergunto.
— Nós damos a ela uma coisa que nenhum mog consegue resistir.
Adam responde, e desenha um “M” na parte oeste da mata. Então, ele olha para Marina:
— Um Garde vulnerável.
Imediatamente, sinto o ar ao nosso redor ficar mais frio. Marina vai para frente, chegando perto de Adam, olhando-o ameaçadoramente.
— Eu pareço vulnerável pra você, Adam?
— Com certeza não. Nós só queremos que você pareça assim.
— Uma armadilha — falo, tentando pensar. — Marina, relaxa.
Marina me dá um olhar bravo, mas sinto a sua aura de gelo desaparecer.
— Então  Adam continua. — Primeiro, nós nos separamos.
— Nos separar Marina repete. — Você está brincando?!
— Essa é sempre a pior ideia — concordo.
— Nós podemos ir lá e caçá-la. Seis pode ficar invisível. Ela não vai ter chance.
— Isso poderia levar a noite toda — Adam responde. — Ou mais.
— E esse não é exatamente um bom plano nessa merda de mata — recordo Marina, me lembrando da nossa jornada nos Everglades.
— Nós nos separamos porque é burrice  Adam explica. — Nós fazemos parecer que estamos tentando encontrá-la, como se estivéssemos tentando poupar tempo. Phiri verá isso como uma oportunidade...
Adam desenha três linhas saindo do templo, indo para mata.
— Seis, você vai para leste, eu vou para o sul, Marina, você vai para oeste  Adam olha para mim. — Quando você contar duzentos passos na mata, fique invisível. Ela não estará observando-a até esse ponto.
— O que te faz acreditar que ela não vai me atacar?  pergunto. — Eu posso ser vulnerável.
Marina bufa. Adam balança a cabeça.
— Ela vai ir atrás daquela que possui o Legado de cura primeiro. Tenho certeza disso.
— Por que seria isso que você faria?  Marina pergunta.
Adam encontra o seus olhos.
— Sim.
Marina e eu trocamos um olhar. Pelo menos Adam está sendo direto sobre como ele nos caçaria. Estou feliz que ele esteja no nosso lado.
— Acho que isso faz sentido — Marina diz, examinando os desenhos na terra. De repente ela olha para Adam. — Espera. Você está dizendo que os mogs sabem que eu posso curar?
— Claro  ele responde. — Qualquer Legado que eles observam nos arquivos se torna parte de um dossiê. E todos os mogs o estudam. É como a segunda lição favorita deles depois do Grande Livro.
— Legal  eu digo.
Marina considera isso.
— Eles não devem saber sobre a minha visão noturna. É uma coisa que eles nunca viram.
Adam olha para ela, tirando os olhos do plano.
— Você tem visão noturna?
Marina assente.
— Se você está certo e Phiri me atacar mesmo, eu provavelmente virei chegando.
— É  Adam concorda. — É, isso é um bônus.
— Então o que eu faço depois que ficar invisível? — pergunto.
— Você me acha, nós ficamos invisíveis, e então voltamos e seguimos Marina. Para estarmos lá quando Phiri atacar.
— E se ela atacar antes de vocês chegarem?
Adam sorri.
— Acho que você tenta não matá-la até nós pegarmos os conduítes de volta.
— Você acha que ela anda com eles por aí?  Marina pergunta.
— Com sorte, ela deve estar carregando  ele responde.
— E se ela não estiver?
— Eu...  Adam olha de Marina para mim, tentando interpretar a nossa reação. — Há maneiras de fazer as pessoas falarem. Mesmo mogadorianos.
— Nós não torturamos  Marina enfatiza. Mesmo depois de tudo o que ela já passou, mesmo depois de perder o Oito, ela ainda tem compaixão. Ela olha para mim, pedindo por ajuda. — Certo, Seis?
— Nós descobriremos na hora  respondo, não quero tomar uma decisão agora. — Primeiro, vamos pegar essa vadia.
Nós três fazemos um grande encenação para nos separarmos, cada um carregando uma lanterna. Enquanto entro na mata densa, atravesso heras grossas e galhos que parecem garras, focando minha audição o máximo que consigo. Torço para que talvez eu tropece em Phiri, encurtando todo esse plano que Adam armou, mas não tenho sorte. Eu só tenho sucesso em ampliar sons incessantes da mata.
À minha esquerda, alguma coisa escura e com um grito denso avisa que há movimento no seu território. Há tanto movimentos e barulhos aqui, Adam estava certo, seria praticamente impossível de rastrear Phiri Dun-Ra.
Empurro um arbusto para o lado com muito mais força do que o necessário. Ele volta e bate no meu ombro. Eu ranjo meus dentes e me pergunto se eu poderia simplesmente invocar um furacão aqui nessa estúpida floresta e pegar a Phiri Dun-Ra.
Um mog. Nós estamos aqui atrás de uma estúpida mogadoriana. Isso deve ser exatamente o que a Phiri queria, nos tirar do jogo quanto sabe-se lá o que está acontecendo em Nova York. Uma invasão de auto-nível poderia estar a caminho. Imagino John e Nove tentando lutar com hordas de mogadorianos, Sam correndo para sobreviver, o mundo todo sendo engolido por chamas.
É. Precisamos nos apressar.
Antes de nos separarmos indo para a floresta, acendemos as luzes ao redor do perímetro do Santuário para que sejamos capazes de achar o caminho de volta. Assim que estou longe o suficiente, onde mal posso ver as luzes através das árvores, fico invisível. Só para o caso de Phiri Dun-Ra estar me observando ao invés de Marina, uso a minha telecinesia para flutuar minha lanterna à minha frente. Espero alguns minutos para ver se alguém escondido nas sombras vai perseguir a minha lanterna fantasmagórica e, quando ninguém aparece, penduro a lanterna em um galho e a deixo para trás.
Estou bem com a minha invisibilidade, tendo desenvolvido um bom sentido espacial depois de anos de prática. Ainda assim, não é fácil caminhar sem luz. Pelo menos adquiri experiência na Flórida. Eu vou devagar, olhando bem por onde piso, me esquivando por baixo dos arbustos. Em um ponto, tenho o cuidado de passar por cima de uma cascavel, a cobra nem se mexe enquanto eu passo.
Depois de um tempo, vejo a lanterna de Adam iluminando a mata. Ele está se movendo devagar de propósito, me esperando. Ele não me escuta chegar perto. Quando coloco a minha mão na dele, um segundo antes de torná-lo invisível, eu o escuto prender a respiração e os seus ombros ficarem tensos.
— Te assustei?  sussurro para ele.
Tiro a lanterna da sua outra mão e com a telecinesia, faço a mesma coisa que fiz antes com a minha.
— Me surpreendeu, só isso  ele responde baixo. — Vamos.
Nós começamos a ir na direção de Marina. Eu não vou muito rápido no começo, mas Adam tem um bom equilíbrio e parece estar indo bem. A sua mão está surpreendente fria e seca ao contrário do ar úmido da floresta, ele está estável com toda essa situação que não parece estranha para ele. Eu não consigo conter uma pequena risada.
— O quê?  ele pergunta, sua voz é um sussurro na escuridão.
— É que nunca imaginei que chegaria um ponto em que eu estaria de mãos dadas com um mogadoriano  respondo.
— Nós somos aliados  Adam responde. — É pela missão.
— É, obrigada por esclarecer isso. Ainda assim, não é estranho para você?
Adam para.
— Na verdade não.
Ele não diz mais nada. Eu lembro de uma coisa que ele disse enquanto estávamos voando para o Santuário.
— Quem eu te lembro?  pergunto a ele enquanto subimos com cuidado num tronco caído.
— O quê?
— No Skimmer, você disse que eu te lembrava alguém.
— Você quer falar disso agora? — ele sussurra de volta.
— Eu estou curiosa  respondo, mantendo um olho a procura do brilho da lanterna de Marina. Nós ainda não o vimos.
Adam fica quieto por tempo suficiente que me faz pensar que prefere não falar, como se o seu silêncio fosse uma repreensão por eu não focar na missão. Estou prestes a dizer a ele que sou completamente capaz de rastrear um mogadoriano enquanto conversamos, quando ele finalmente me responde.
— Número Um  ele diz. — É dela que você me lembra.
— Um? A Garde de quem você pegou o Legado?
A sua mão fica tensa na minha, como se ele tivesse que se controlar para não arrancar a sua mão da minha.
— Ela me deu o Legado dela  ele diz. — Eu não peguei nada.
— Então tá  repondo. — Desculpe. Má escolha de palavras. Eu não sabia que você a tinha conhecido.
— Nós tivemos um... relacionamento complicado.
— Tipo, você estava liderando os mogs que a perseguiram ou algo assim?
Ele suspira.
— Não. Depois que ela foi morta, a consciência da Um foi implantada junto ao meu cérebro. Por um tempo, basicamente, nós dividimos um corpo. Acho que é por isso que não estou preocupado em segurar a sua mão ou qualquer outra coisa de adolescente que possa estar te deixando desconfortável pelo últimos cinco minutos. Eu já fui muito, muito próximo a um Garde antes.
Agora sou eu que caio em silêncio. Eu nunca conheci a Número Um. Ela permanece um completo mistério para mim, mais como um conceito. A Um sem sorte. A primeira a morrer. A primeira a ser morta. E mesmo assim, Adam tem todo um conhecimento dela. É estranho pensar que um mogadoriano já se preocupou bem mais com a Número Um do que eu durante toda a minha vida. Não só isso, parece que ele realmente se importa com ela. Nossa conversa fica cada vez mais estranha.
— Lá está ela  ele sussurra, acabando com qualquer conversa estranha quando vemos a lanterna de Marina.
— Bom  Adam diz, parecendo aliviado. — Agora nós a seguimos e esperamos que Phiri Dun-Ra caia na arm...
Adam é interrompido por um tiro crepitante azul de um canhão, exatamente na lanterna. Mesmo com o barulho da floresta, consigo escutar o grito de Marina.
— Droga! Vai!
Solto a mão de Adam e corro através da mata usando a minha telecinesia para desviar os galhos emaranhados e dos densos arbustos. Tenho certeza de que levei alguns arranhões pelo caminho, mas isso não importa. As criaturas fazem barulho ao meu redor com pânico enquanto passo por seus territórios. Tenho uma boa vantagem sobre Adam, correndo atrás de mim, pelo caminho que eu estou limpando.
Logo a frente, posso dizer que a lanterna de Marina caiu no chão pelo jeito que ela lança raios de luz curvados nas árvores retorcidas. Correndo com toda a minha capacidade, leva menos de um minuto para abrir meu caminho pela mata. Eu entro na pequena clareira onde a lanterna de Marina está no chão, no exato momento de ver Marina levando sua mão sobre a queimadura de um tiro de canhão em seu outro braço. Ela me vê enquanto cura a sua carne empolada.
— O plano funcionou  Marina diz casualmente.
— Você está machucada  respondo.
— Isso? Ela teve sorte.
Respiro aliviada, então olho para o lado de Marina, onde Phiri Dun-Ra nos encara de joelhos. Há uma tira de sangue fresco escorrendo através de suas tatuagens mogadorianas, com as tranças puxadas para trás – provavelmente foi assim que Marina venceu a luta. Suas mãos e tornozelos estão presos pelo o que noto serem algemas de gelo. Parece que Marina está ficando muito boa com seu Legado.
Adam chega à clareira alguns segundos depois de mim. O olhar de Phiri Dun-Ra fica com mais ódio quando ele aparece.
— Você a pegou  Adam diz, e Marina concorda, até sorrindo um pouco. — Você está bem?
— Estou — Marina responde. — Agora o que faremos com ela?
— Vocês deveriam me matar  Phiri aumenta a sua voz, cuspindo no chão a sua frente. — A visão de ver um nascido naturalmente cooperando com o lixo lorieno ofende os meus olhos, e não desejo mais viver.
— Oi para você também, Phiri  Adam responde, revirando os olhos. — O que você fez com o meu Chimæra?
Os olhos da Phiri Dun-Ra clareiam.
— Um pequeno truque que aprendi na Ilha Plum com os cientistas e a frequência de um canhão. O seu animal de estimação morreu? Não tive tempo de checar o corpo dele.
— Ele sobreviveu. Que azar o seu.
— Nós não vamos te matar  começo a dizer, mas Phiri se joga no chão, me interrompendo.
— Porque vocês são uns covardes  ela grunhe. — Você quer me reabilitar como esse ai? Fazer de mim outro animal de estimação mogadoriano? Isso não vai acontecer.
— Você não me deixou terminar  eu digo, me aproximando dela. — Nós não vamos te matar ainda.
— Você a revistou?  Adam pergunta a Marina.
— Ela estava carregando só o canhão  Marina responde.
A única coisa que Phiri carrega agora é sua armadura mogadoriana. Mas não há espaço sequer onde ela possa ter escondido peças de naves.
— Onde estão os conduítes? — pergunto a ela. — Nos devolva e eu farei a sua morte ser rápida.
Marina me lança um olhar rápido, sua sobrancelha erguida. Eu não quis responder à essas questões antes, o que nós fazemos com um mogadoriano capturado e quão longe nós vamos para conseguir o que precisamos? Tortura. O pensamento me dá ânsia de vômito, especialmente lembrando do tempo em que eu era umas das pessoas a serem mantidas e torturadas. Sinto como se estivesse cruzando uma linha, como se fosse algo que eles fariam. É diferente do que matá-los em batalha, quando eles estão lutando de volta e tentando nos matar também. Phiri Dun-Ra nos ajuda mais sendo nossa prisioneira. Mas um mog prisioneiro não nos ajuda e nós precisamos sair da merda dessa floresta. Eu sei que nós não deveríamos baixar ao nível deles, mas a nossa situação é de desespero. Quão longe isso vai nos levar?, eu me pergunto.
— Morra devagar, escória loriena  Phiri diz para mim.
Então, ela não vai fazer isso do jeito fácil.
Antes que eu decidisse o que fazer, Adam passa por mim e dá um tapa no rosto da Phiri com a parte de trás da sua mão. Ela geme e cambaleia para o lado. Phiri está atordoada, percebo. Ela não esperava por isso. Talvez estivesse contando com a ideia de que eu e Marina não tivéssemos estômago para tortura. Adam, por outro lado...
— Você esqueceu de com quem está lidando, Phiri Dun-Ra  Adam diz com os dentes cerrados. Ele se ajoelha na frente dela e a agarra pela gola da camisa, levantando-a. — Você acha que só porque passei algum tempo com a Garde que esqueci as nossas técnicas? Você sabe quem era o meu pai. Para o maior desapontamento dele, as minhas maiores marcas eram sempre nas áreas de pós-combate. Mas mesmo assim... o General arrumou jeitos de mudar o meu treinamento. Interrogatórios. Anatomia. Imagine como o treinamento que ele arrumou era rigoroso. E eu me lembro muito bem.
Adam passa uma de suas mãos pela cabeça de Phiri, enterrando o seu dedão em um espaço atrás da sua orelha. Ela grita, as suas pernas falham.
Marina dá um passo na direção dos dois mogs, me lançando outro olhar. Engulo com força e balanço a minha cabeça, fazendo-a parar.
Eu vou deixar o jogo seguir. Para onde ele for.
— Posso não compartilhar da sua ideologia, Phiri Dun-Ra  Adam diz, aumentando a sua voz para ser ouvido mesmo por sobre os gritos. — Mas compartilho da biologia. Eu sei onde estão os seus nervos, onde dói mais. E passarei o resto da noite te cortando em pedacinhos até você implorar para ser desintegrada.
Adam liberta Phiri da dor, deixando-a cair no chão sujo de novo. Ela está ofegante, se esforçando para conseguir respirar fundo.
— Ou você pode nos contar onde escondeu os conduítes  Adam fala calmamente. — Agora.
— Eu nunca vou...
Phiri é interrompida, vacilando quando Adam levanta. Ele de repente perdeu interesse nela. Ele viu a mesma coisa que eu. O jeito como os olhos de Phiri se moveram para um arbusto bem fechado na beirada da clareira.
Adam vai até lá, enquanto ela se remexe na sujeira tentando manter os olhos nele. Em uma rápida inspeção, Adam enfia a sua mão dentro do arbusto e puxa uma pequena mochila de tecido. Phiri deve ter escondido lá antes de atacar Marina.
— Ahá!  ele diz, balançando a mochila. Dentro, peças de metal fazem barulho. — Obrigada pela sua ajuda.
Marina e eu nos olhamos aliviadas, mesmo com Phiri usando da sua última chance de sarcasmo.
— Isso não importa, traidor. Nada para você importa mais!
Isso me faz prestar atenção. Dou um chute não muito gentil nas costas de Phiri para fazê-la rolar e olhar para mim.
— O que isso significa?  pergunto a ela. — O que você está dizendo?
— A guerra já veio e já foi  Phiri responde, rindo de mim. — A Terra já é nossa.
Meu estômago se revira, mas não deixo isso transparecer. Nós temos que sair do México e ver por nós mesmos.
— As peças estão intactas?  pergunto aAdam.
— Ela está mentindo para você, Seis. É o que ela faz  ele afirma para mim, talvez notando o tremor de nervoso na minha voz.
Ele pega a mochila e se agacha para abri-la.
— O que nós devemos fazer com ela?  Marina pergunta.
Ela foca em Phiri Dun-Ra por um segundo, reforçando o gelo das suas algemas que começaram a derreter.
Estou pensando na resposta quando Adam geme, forçando o zíper que parece estar preso em alguma coisa. Quando o zíper solta, alguma coisa dentro da mochila dá um clique, como se começasse uma contagem.
— Cuidado!  Adam grita, quando atira a mochila para longe.
Tudo acontece muito rápido. Vejo o chão na frente da mochila de tecido tremer e percebo que Adam está usando o seu Legado sísmico para tentar nos proteger. Com um flash laranja de luz e força, a bomba dentro da mochila detona bem na frente dele. Uma montanha de pó e folhas mortas voa através da clareira. Eu sou jogada no chão. Posso sentir um dor na minha perna, um pedaço de metal, provavelmente um pedaço da nave, cravado na minha coxa.
Acima do barulho dos meus ouvidos, posso ouvir Phiri rindo histericamente.

12 comentários:

  1. Poh vacilaram ai acharam que ela não ia ter fazer nenhum truque..

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  2. Fala sreio né???!!! Eles realmente acharam que seria fácil assim???!!!

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  3. porra vey, que livro é esse senhoooooor muita emoção kkkkk

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  4. Só o que me faltava. Tudo aquilo acontecendo em NYC e eles ainda presos no México... zzZzZz

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  5. Na hora que ela não disfarsou o olhar para a mochila ja imaginei uma armadilha

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  6. Não acredit q o autor já matou o Adam...

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  7. não acredito, cara. ela foi treinada pra saber como se portar em circunstâncias assim. com certeza o olhar que ela deu pra mochila foi proposital. Adam, esperava mais de ti agora. como não imaginar que ia ter armadilha, hein????

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    1. Bom,talvez ela tenho feito isso de propósito esperando que Adam pense nisso que você falou...afinal quem sabe.

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  8. Sério isso?? Eles são trouxas ou oq? Acharam q ela ia mesmo entregar os negócios desse jeito

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  9. Vagabunda, vadia, pilantra, filha de uma égua filha de Gaia, cria de Voldemort!! Como ousa machucar o Adam? Se não tem como matar toda a raça mogadoriana, que Adam sobreviva como seu líder e acabe com as merdas que Setrákus Ra inventou.

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  10. Que galera bugada! Não foi dito que Adam morreu, apenas que seis teve um metal cravado na perna. E Galera eu estou amanado a marina no inicio eu achava seis miseravona, ai conheci marina e pensei é Ela sabe curar beleza, têm vião noturna e respira em baixo d´agua, pensei é um "Aquaworman"(Aquamen) melhorada ai veio jonh com cura. ai pensei po esse era exclusividade de mariana. Deopois a garota vira a Elsa. poxa muito legal, Marina tem sido dos personagens que mais progredio Seis por si só já é a garota, mas marina tem se superado. Pronto falei!

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