23 de outubro de 2015

Capítulo cinco - Precauções antitrouxas

Em 1398 o bruxo Zacarias Mumps redigiu a primeira descrição completa do Quadribol.
Ele começou por enfatizar necessidade de se estabelecerem medidas de segurança antitrouxas durante a realização dos jogos: “Escolham áreas de charnecas desertas, longe das habitações dos trouxas, e tomem medidas para não serem vistos depois de decolar com suas vassouras. Os feitiços de repelir trouxas são úteis se alguém pretende construir um campo permanente. É igualmente aconselhável que se jogue à noite.”
Deduzimos que os excelentes conselhos de Mumps não foram seguidos porque, em 1362, o Conselho dos Bruxos proibiu a pratica do Quadribol em um raio de oitenta quilômetros das cidades do país. Era evidente que a popularidade do jogo estava crescendo, porque o Conselho achou necessário emendar a lei de 1368 tornando ilegais os jogos a menos de cento e sessenta quilômetros de uma cidade. Em 1419, o Conselho publicou o decreto, cujo texto se tornou famoso, determinando que o Quadribol não deveria ser jogado “próximo a lugar algum que haja a mínima possibilidade de ser assistido por um trouxa ou veremos com que perícia o infrator jogará acorrentado à parede de uma masmorra”.
Conforme todo bruxo em idade escolar sabe, o fato de voarmos em vassouras é provavelmente o nosso segredo mais mal guardado. Nenhuma ilustração de bruxas feita por trouxas está completa sem uma vassoura e, por mais absurdo que sejam tais desenhos (porque as vassouras representadas não se sustentariam no ar sequer por um instante), eles nos lembram que fomos descuidados durante séculos demais e não devemos nos surpreender que vassouras e magia estejam indissoluvelmente ligados na cabeça dos trouxas.
As medidas de segurança necessárias não entraram em vigor até o Estatuto de Sigilo em Magia tornar os Ministérios da Magia nacionais diretamente responsáveis pelas consequência dos esportes praticados em seu território. Disso decorreu, na Grã-Bretanha, a criação do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos. Os times de Quadribol que desrespeitavam as a diretrizes do ministério eram obrigadas a se dissolver.
O caso mais famoso de dissolução foi o dos Rojões de Banchory, um time escocês notório não somente por sua imperícia no Quadribol quanto pelas festas que davam após os jogos. Depois que jogou em 1814 contra os Flechas de Appleby (veja Capítulo 7), os Rojões não só deixaram seus balaços se perderem no céu como saíram para capturar um dragão negro das Hébridas para adotar como mascote do time. Os representantes do Ministério da Magia os surpreenderam quando sobrevoavam Inverness, e os Rojões de Banchory nunca mais tornaram a jogar.
Nos dias atuais, os times de Quadribol não jogam em suas sedes, mas viajam até campos construídos pelo Departamento de Jogos e Esportes Mágicos, nos quais foram adotas medidas de segurança antitrouxas permanentes. Conforme Zacarias Mumps sugeria tão sensatamente, há seiscentos anos, os campos de Quadribol são mais seguros em charnecas desertas.

2 comentários:

  1. "nos quais foram adotas mediadas de segurança antitrouxas permanentes." n seria MEDIDAS antitrouxas???

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  2. n era p ser Animais Fantasticos?

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