4 de outubro de 2015

Capítulo 7

— Não, vocês dois vão em frente. Junte-se com os outros. Estou indo dormir — Stevie Rae disse virando para o lado, movendo delicadamente.
Houve um irritado — mee-uf-ow— e uma gordinha bola laranja de pêlo entrou para no quarto e pulou em cima da cama de Stevie Rae.
— Nala! — Stevie Rae acariciou a parte de cima da cabeça da gata. — Ei, eu estava com saudades.
Nala espirrou no rosto de Stevie Rae e, em seguida, fez três rotações sobre o travesseiro ao lado de sua cabeça, acomodou, e começou o seu ronronar motor. Stevie Rae e eu sorrimos uma para a outra.
Ok. Nota especial: o labrador amarelo de Jack, Duquessa, é uma anomalia. Stark trouxe ela quando foi transferidos para a nossa escola da House of Night de Chicago. Aí ele morreu. Jack adotou ela. Então ele meio que virou morto-vivo, mas era óbvio que ele não e ele próprio, porque a primeira coisa que ele fez foi disparar uma flecha em Stevie Rae. Daí o fato de Duquesa estar ainda com Jack. Mais acho que o garoto está realmente se apegando a ela. Enfim, quando o nosso grupo fugiu da House of Night, os nossos gatos, mais Duquesa, nos seguiram. Então, vendo que estava Nala confortavelmente trouxe um, acolhedor toque para o quarto de Stevie Rae e eu.
— Você e Erik vão. Tomar banho ou não — Stevie Rae repetiu com sono enquanto acariciava Nala. — Nala e eu vamos descansar mais um pouco. Ah, você pode alcançar eles, se você sair, vire à esquerda e, em seguida, mantenha a sua direita. A entrada para o depósito é, na sala onde nós mantemos os freezers.
— Ei, Darius disse que eu deveria verificar seu curativo — lembrou ela.
— Mais tarde — ela bocejou duramente. — Eles estão bem.
— Ok, se você diz que está bem. — Tentei não mostrar o alívio que senti. De jeito nenhum existia um jeito de ser comparada com uma enfermeira.
— Vai dormir. Vou estar de volta em pouco tempo — eu disse. Eu juro que ela estava fora antes de eu e Erik sairmos do cobertor xadrez. Nós viramos para a nossa esquerda e caminhamos sem dizer nada por um pequeno caminho. Os túneis já eram menos assustadores desde a última vez que eu estive aqui, não que eles sejam acolhedores, brilhantes e animadores. A cada metro havia lanternas na altura dos olhos ligadas por uma trilha de ferro pregada nas paredes, mas a umidade estava em todo lugar. Nós não tínhamos ido muito longe, quando eu percebi algo pelo canto dos meus olhos e eu parei, procurando entre as sombras e as lanternas.
— O que foi? — Erik perguntou suavemente. Meu estômago se apertando de medo.
— Eu não sei, eu — Minhas palavras foram cortadas quando algo explodiu para fora da escuridão vindo na minha direção. Eu abri a boca para gritar, imaginando selvagens calouros vermelhos ou, pior, os horríveis Corvos Escarnecedores. Mas Erik colocou o braço ao redor de mim e me puxou para fora do caminho de meia dúzia de morcegos, que passaram vibrando perto.
— Eles estão com tanto medo de você como você esta deles — ele disse, tirando seus braços de torno de mim assim que as criaturas passaram por nós. Eu respirei fundo, na tentativa de forçar o meu coração de se acalmar.
— Ok, não existe nenhuma maneira deles estarem com mais medo de mim do que eu deles. Eesh, morcegos são ratos com asas.
Ele sorriu enquanto começamos a andar novamente.
— Eu achava que pombos eram ratos com asas.
— Morcego, pombos, corvos eu não me importo com distinções agora. Qualquer coisa escondida que faz barulho e, voa não é legal para mim.
— Eu vejo o seu ponto — disse ele, sorrindo. Seu sorriso não ajudou a acalmar o meu batimento cardíaco, e como estávamos perto, eu juro que ainda podia sentir o calor de seu braço em volta do meu ombro. Em mais alguns metros chegamos a um ponto do túnel que foi tão surpreendente como foi encantador.
Erik e eu paramos e olhamos fixamente.
— Uau, isso é muitoooo legal — eu disse.
— Yeah, uau — Erik concordou comigo.
— Esse deve ser o trabalho daquela menina Gerarty. Stevie Rae não apresentou ela como sendo uma artista que tem decorado os túneis?
— Sim, mas eu não esperava nada isso. — Esquecendo os morcegos, tracei meus dedos sobre o padrão complexo maravilhoso formados flores e corações e pássaros e todos os tipos de redemoinhos, todos ligados tornando um mágico e brilhante mosaico que dava vida para esta pequena seção do assustador, e claustrofóbico túnel.
— As pessoas, seres humanos e vampiros, teriam que pagar uma fortuna para ter uma arte como esta. — Erik acrescentou, como se o mundo pudesse saber sobre os calouros e vampiros vermelhos, mas o pensamento não dito ficou pairando no ar entre nós.
— Esperança, nós temos — eu disse. — Seria ótimo se os calouros vermelhos se tornassem conhecidos pelo mundo. — mas, eu pensei, se estivessem no começo, talvez a minha persistente dúvida sobre seus poderes e as suas tendências poderiam ser mais facilmente resolvidas. — De qualquer forma, eu acho vampiros e os humanos deveriam ter melhores relacionamentos — acrescentei.
— Como você e seu namorado humano? — Ele fez a pergunta silenciosamente, sem nenhum sarcasmo. Eu segurei seu olhar firme.
— Não estou com Heath mais.
— Tem certeza?
— Eu tenho certeza — eu disse.
— Certo. Bom. — Isso foi tudo que ele disse, e começamos a andar novamente, silenciosos e perdidos em nossos próprios pensamentos. Não muito tempo depois que o túnel ligeiramente curvava para a direita, que era o caminho que devíamos seguir, mas na nossa esquerda, havia uma saída arqueada coberta com outro cobertor. Que era preto de veludo falso decorado com um pôster do Elvis e uma fita branca.
— Deve ser o quarto de Dallas — eu sugeri.
Erik hesitou por um momento, então ele abriu um pouco a cortina preta e espiamos, não era muito grande, e Dallas não tinha uma cama, apenas um par de colchões empilhados em cima uns dos outros no chão, mas ele tinha uma colcha vermelho brilhante e várias almofadas que combinavam (tinha uma grande bola sobre o colchão, que eu presumi que era Dallas dormindo), uma tabela que tinha um monte de coisas escritas que a luz não deixava eu ver, e um par de versos, cadeiras de grão preto. Curvados sobre a parede da cama era um cartaz de... eu encarei aquilo, tentando ver...
— Jéssica Alba em Sin City. O garoto tem bom gosto. Ela é uma atriz mega quente — disse Erik em um sussurro, para não acordar Dallas. Eu franzi para ele e puxei a cortina do Elvis fechando a abertura.
— O quê? Não é no meu quarto — ele disse.
— Vamos apenas continuar andando — eu disse, e começamos a andar novamente.
— Ei — disse ele depois de alguns minutos de um silêncio mortal no ar. — Te devo um grande obrigado.
— Eu? Por quê?
Eu olhei mais para ele. Encontrando seus olhos.
— Por me salvar de ficar lá em cima, no meio dessa bagunça.
— Eu não salvei você de ficar lá. Você veio junto com a gente por vontade própria.
Ele balançou a cabeça.
— Não, eu tenho certeza que você me salvou, porque sem você eu não acho que eu teria tido qualquer vontade.
Ele parou e tocou meu braço, gentilmente me colocando de forma que eu ficasse de frente para ele. Olhei para cima em seus olhos azuis brilhantes, que eram destacados por suas tatuagens de vampiro adulto, um intrincado padrão que parecia uma máscara, tornando o seu totalmente e deslumbrante rosto de Clark Kent-Superman incrivelmente quente. Erik era mais que super gostoso. Erik era talentoso e honestamente um cara legal.
Eu odiava que tínhamos terminado. Eu odiava que eu era a única culpada disso. Apesar de tudo o que tinha acontecido, eu queria ser a namorada dele novamente. Eu queria que ele confiasse em mim novamente. Perdi ele de uma forma muito ruim...
— Eu realmente sinto saudades! — Eu percebi que eu soltei as palavras que eu estava pensando quando os olhos dele brilharam e seus lábios sexy curvaram num sorriso.
— Estou bem aqui. —Eu podia sentir o calor que subia do meu corpo e passava pelo meu pescoço e enchia o meu rosto, e eu sabia que meu rosto estava brilhando, um vermelho que não era nada atraente.
— Bem, você estar aqui não é o que eu quero dizer — eu disse rouca. Seu sorriso se alargando.
— Você não quer saber como você me salvou?
— Sim, claro. — Eu queria ventilar o meu rosto para que ele não chegasse muito longe da cor de uma beterraba.
— Você me salvou, porque, em vez de ser hipnotizado pelo poder de Kalona, eu fui hipnotizado por você.
— Você foi?
— Você sabe como estava incrível quando você lançou o círculo?
Eu balancei a minha cabeça, capturada pelo brilho em seus olhos azuis. Eu não conseguia respirar. Eu não queria fazer nada que pudesse estragar o que estava acontecendo entre nós.
— Você foi incrível, bela, poderosa e confiante. Você era tudo que eu poderia pensar naquele momento.
— Eu cortei sua mão — foi tudo que eu consegui fazer minha boca dizer.
— Você tinha que fazer. Fazia parte do ritual. — Ele levantou a mão e ele virou a palma para que eu pudesse ver a linha fina que estava na parte grossa embaixo do polegar. Eu tracejei meu dedo na linha rosa.
— Eu odeio machucá-lo. — Ele pegou minha mão na sua e entrelaçou de modo que as minhas exóticas tatuagens azul safira ficassem a mostra. Então, como eu tinha acabado de fazer, ele passou os dedos tracejando as Marcas em minha pele. Eu tremi, mas não puxei meu braço.
— Eu não senti nenhuma dor quando você me cortou. Tudo que eu senti era você. O calor do seu corpo. O seu cheiro. O jeito que sinto você nos meus braços. É por isso que a criatura não me enfeitiçou. É por isso que eu não acredito em Neferet. Você me salvou, Zoey.
— Mesmo depois de tudo o que aconteceu entre nós, você pode dizer isso? — Meus olhos estavam enchendo com lágrimas, e eu tive que piscar rápido para mantê-las afastadas. Eu vi que Erik deu um profundo suspiro. Ele parecia que era um mergulhador se preparando para saltar na água de um, perigoso precipício. Então, em uma bufada, ele disse:
— Eu te amo, Z. Tudo o que aconteceu entre nós, não mudou, mesmo que eu queria que mudasse. — Ele segurou meu rosto entre suas mãos. — Eu não poderia ser enganado por Neferet ou hipnotizado por Kalona porque eu sou um completo idiota por você, hipnotizado pelo o que eu sinto por você. Eu ainda quero estar com você, Zoey, se você disser sim.
— Sim — sussurrei sem nenhuma hesitação. Ele curvou fazendo seus lábios encontrarem os meus. Eu abri minha boca e aceitei o beijo familiar dele. Seu sabor era o mesmo, seu toque foi o mesmo. Eu passei minhas mãos para cima sobre o largo ombro dele me pressionando mais para perto dele, não sendo capaz de acreditar que ele tinha acabado de me perdoar que ele ainda me queria e que ele ainda me amava.
— Zoey — ele sussurrou contra os meus lábios. — Eu tenho saudades de você.
Então, ele me beijou novamente, e eu juro que ele me deixou tonta. Foi diferente, dos beijos de antes de ele ser um vampiro adulto, antes perder minha virgindade com outro homem.
Agora, como ele sabia que era um segredo, mas eu estava sobre ele. Eu senti o seu gemer mais do que eu ouvi, e então eu também senti a dura frieza da parede do túnel contra a minhas costas quando ele me virou e me prensou contra ela. Uma de suas mãos desceu pelas minhas costas, e me pressionou mais firme nele. A outra eu senti deslizando do lado do meu corpo, pelo meu vestido cerimonial passando a mão atrás da minha coxa até que encontrou a abertura, em seguida, seus dedos foram percorrendo o caminho para cima dela, quente contra a frieza do meu corpo nu.
Corpo nu? Apoiados contra a parede de um túnel? Se pegando no escuro?
E de tudo que eu poderia pensar o pior veio a minha mente: Será que Erik pensa, que porque eu fiz sexo (uma vez!), Que agora era estação aberta de caça à Zoey? Ah, merda! Eu não ia fazer isso. Não aqui. Não assim. Inferno, eu nem sabia se eu estava pronta para fazer isso novamente. Há um tempo eu tinha tido relações sexuais que terminaram desastrosamente e tinham sido o maior erro da minha vida. Era definitivamente não, me transformando numa espécie de ninja ho! Empurrei contra o peito de Erik e puxei minha boca da sua. Ele não pareceu se importar. Na verdade, ele quase não parecia que estava ali. Ele só manteve sua mão contra mim, e moveu os lábios para o meu pescoço.
— Merda, Erik, por favor, pare — eu disse ofegando.
— Umm, é tão bom o seu gosto.
Ele parecia tão sexy que me transtornou e por um momento e não tinha certeza do que realmente eu queria. Quero dizer, eu quero estar com ele novamente, e ele estava totalmente quente e familiar... e eu tinha apenas começado a relaxar com ele quando eu capturei algo sobre o ombro dele. Medo se apoderou de mim quando percebi que a coisa tinha os olhos brilhantes de um vermelho intenso, um mar de escuridão que parecia como uma névoa, um fantasma feito de nada mais que escuridão.
— Erik! Pare. Agora.
Eu bati os punhos no peito dele e ele tropeçou meio passo para trás. Meu coração batendo voando, mudei rapidamente de posição de modo que eu ficasse na frente dele e do que eu tinha visto atrás dele. Não havia olhos vermelhos brilhantes para mim, mas eu juro que vi um na escura e preta escuridão. Piscando e focado meus olhos, a neblina desapareceu, deixando nada, alem de Erik, eu e um escuro, silencioso túnel. De repente, a partir da direção oposta, ouvi um barulho de sapatos contra concreto que me fez respirar profundamente, preparando para chamar um lamento para combater essa nova ameaça sem rosto, quando Kramisha caminhou delicadamente saindo das sombras. Ela deu a Erik um longo, considerado olhar e disse:
— Boyyyy, você está trabalhando aqui no túnel? Maldição! Você tem algum senso.
Erik virou-se para ela colocando os braços ao redor de mim. Eu não precisava olhar para cima para saber que ele tinha um simples sorriso em seu rosto. Erik era definitivamente um bom ator. O cara que ele estava mostrando para Kramisha estava sob controle, com apenas o sexy jeito que ele consegue ter, quando-começa-a-atuar.
— Olá, Kramisha — ele falou suavemente.
Por outro lado. Eu mal conseguia disfarçar, e muito menos falar. Eu sabia que a minha cara estava da cor de uma beterraba vermelha e ela olhou meus lábios machucados e úmidos. Inferno, eles provavelmente pareciam machucados e úmidos.
— Kramisha, você viu alguma coisa ali no túnel? — Eu apontei com o queixo a direção das sombras atrás de nós e consegui apenas uma respiração e um som de uma semi-estrela pornô.
— Não, menina, eu só vi você e seu garoto em uma sucção de rosto aqui — disse Kramisha rapidamente.
Me perguntei se talvez ela não tenha respondido um pouco depressa demais.
— Aww! Erik e Z estão fazendo as pazes? Isso é tão doce!
Aparentemente do nada, Jack se materializou atrás de Kramisha, e Duquesa fungando e abanando a seu lado.
— Z, não enlouqueça. Você provavelmente só viu vários desses morcegos — disse Erik, apertando o meu ombro como se estivesse me avisando antes de responder para Jack.
— Olá, Jack. Eu pensei que você estaria aproveitando de um bom chuveiro agora.
— Ele vai, mas ele veio para me ajudar a conseguir algumas toalhas e outras coisas — disse Kramisha.
— E, sim, não há dúvida que existem morcegos aqui. Eles não se mentem com nós, se não se meter com eles.
Então, ela bocejou e fez um sério e impressionante alongamento que a fez parecer um longo e magro gato preto.
— Já que vocês dois estão aqui, parem com esse agarramento e ajudem Jack a levar as coisas para o banheiro enquanto eu vou ter o meu sono de beleza?
— Sem problemas. Ficaríamos felizes em ajudar — eu disse, recuperando minha voz e me sentindo uma idiota por deixar estúpidos morcegos fazerem meus nervos saltarem de mim. Jeesh, acho que realmente preciso dormir um pouco.
— Eu e Erik estávamos apenas indo para o banheiro.
Kramisha deu-nos uma longa e lenta olhar que não foi porque ela estava com sono.
— Uh-huh. Eu sei como você estava indo ‘para o banheiro’.
Eu senti corar novamente. Ela virou, e eu pensei que ela estava indo para (Curiosamente) a parte direita do túnel, mas em vez disso ela desapareceu. Então eu ouvi um barulho e cintilantes lanternas iluminando uma parte do túnel, só um pouco menor do que o quarto Dallas. Kramisha pendurou a lanterna na parede, em seguida, olhou por cima de seu ombro para nós.
— Bom? O que está esperando?
— Ah, sim, está bem — eu disse.
Jack, Duquesa, Erik, e eu fomos para o lado de Kramisha e olhamos para dentro do quarto. Ela realmente tinha prateleiras feitas de cimento nas paredes e arrumadas como um armário. Eu olhei para as pilhas de toalhas arrumadas perfeitamente, isso é estranho, um grande puff que Duquessa estava lambendo.
— Esse cão está limpo? — Kramisha perguntou.
— Damien diz que um cachorro tem a boca mais limpa que um humano — disse Jack, acariciando o grande labrador na cabeça.
— Nós não somos humanos — disse Kramisha. — Então, você poderia manter a grande boca dessa coisa longe dos meus pertences?
— Ótimo. Mas tente se lembrar que ela tem passado por muitos traumas e seus sentimentos são fáceis de machucar.
Enquanto Jack e Duquesa foram para um canto e ele começou a ter uma séria conversa de como ela tinha que manter seu nariz longe das coisas dos outros, eu olhei encarei a pilha de material.
— Huh. Quem trouxe tudo isso para aqui?
— Aphrodite — disse Kramisha como ela com os braços cheios toalhas de pano. — Ela pagou por isso. Ou a sua mãe em forma de cartão de ouro fez. Você não acredita em todas as coisas que você pode encomendar da Pottery Barn, se você tem crédito ilimitado. Isso me fez decidir de uma vez por todas sobre o futuro da minha carreira.
— Sério? O que você quer fazer? — Jack perguntou. Duquesa educadamente sentou ao lado dele, ele esticou os braços para fora para ser preenchido com toalhas e roupões.
— Eu vou ser uma atriz. Uma dessas muito ricas. Com um cartão de ouro ilimitado.
Você sabe se pessoas te tratam diferente quando você tem algum crédito?
— Sim, eu acho. Tenho visto as pessoas das lojas beijarem as gêmeas — Jack disse. — A família delas tem dinheiro, também. — Ele sussurrou a última parte como se fosse um grande segredo, que não era. Todos sabiam que as gêmeas tinham pais eram ricos. Ok, não como Aphrodite é rica, mas ainda. Elas compraram botas de presente no meu aniversário que custaram US$ 400. Isso é definitivamente rica para mim.
— Bem. Eu decidi que eu gosto de pessoas me beijando. Então eu vou buscar algumas. Ok, isso é bastante coisa. Vamos lá. Eu vou voltar com vocês, mas quando chegar ao meu quarto, eu vou desmaiar. Jack, você pode encontrar o caminho de volta para o banheiro, não pode?
— Sim — disse ele.
Caminhamos pelo túnel, seguindo as curvas da direita. A próxima porta que vimos foi coberta com uma fita de seda roxa.
— Este aqui é o meu quarto. — Kramisha me viu olhando para o incrível material que aparece como uma porta, e ela sorriu.
— É uma cortina de Pier One. Eles não entregam, mas quando você tem um cartão ouro ilimitado já sabe né.
— É uma cor bonita — eu disse, pensando como imbecil era ficar imaginando feios monstros em cada sombra, quando o local foi decorado com Pier One.
— Obrigado. Gosto de algumas cores. É uma parte importante da decoração. Quer ver meu quarto?
— Sim — eu disse.
— Definitivamente — disse Jack. Kramisha olhou a Duquesa e de volta para Jack.
— Ela está bem treinada? — perguntou a Jack.
— Claro. Ela é uma perfeita dama. — Ele respondeu
— É melhor que ela seja — Kramisha franziu, então ela puxou a cortina para o lado e fez um gracioso movimento com a mão livre.
— Você pode entrar no meu espaço. — Kramisha disse.
O quarto era cerca de duas vezes o tamanho do quarto de Stevie Rae. Ela tinha duas lanternas e uma dúzia de perfumadas velas acesas, o que dá a ao ambiente o cheiro com pitada de citros. Ela, obviamente, tinha pintado recentemente as paredes com uma cor cal brilhante. Seu mobiliário era de madeira escura cama, cômoda, penteadeira, e estante.
Ela não tinha nenhuma cadeira, mas empilhados em torno do quarto tinham enormes almofadas de cetim em negrito roxo e pink, o que combinava com as roupas de sua cama. Em cima dela havia meia dúzia de livros, abertos e com marcadores de páginas, o que significa que ela estava lendo todos ao mesmo tempo, não sei como. Notei que, juntamente com os livros na estante, tinham etiquetas nas prateleiras. Kramisha notado que eu estava observando.
— Biblioteca Central da cidade. Eles ficam abertos realmente até tarde nos fim de semana.
— Eu não conheço nenhuma biblioteca que permite que você fique com o livro muito tempo — disse Jack.
Kramisha pareceu desconfortável. — Eles não permitem. Tecnicamente não. Não é, mas o que eu posso fazer nessa situação e mexer um pouco na mente deles. Eu vou devolver assim que eu puder sair para comprar os meus — acrescentou.
Eu suspirei e acrescentei — roubam a biblioteca— à lista de coisas na minha cabeça que os calouros vermelhos precisavam ser encorajados a parar de fazer, e como eu fiz a adição mental Eu também preciso. Kramisha parecia definitivamente culpada sobre roubar a biblioteca. Será que um garoto que tinha ainda tendências a fazer monstruosidades se preocuparia com um roubo mesquinho? Não, não, com certeza não, eu disse, vagueando automaticamente para a cama para ler alguns dos títulos. Tinha uma grande cópia de as obras completas de Shakespeare, bem como um livro de capa dura ilustrado de Jane Eyre, que foi empilhado em cima de um livro chamado The Silver Metal Lover por Tanith Lee.
tinha também um livro de capa dura edição do Dragão, durante o voo por Anne McCaffrey deitada ao lado Thug-A-Licious, Candy Licker, e o G-Spot por um autor cujo nome foi escrito como Noire. Estes três livros estavam abertos com as suas folhas extremamente a vista, procurando segurar a curiosidade.
Totalmente curiosa, eu coloquei as toalhas sobre a colcha da cama cor-de-rosa brilhante e, peguei Thug-A-Licious, e comecei a ler a página aberta. Juro que minhas retinas começaram a gravar com o calor da cena.
— Livro pornô. Eu gosto desses — Erik disse sobre o meu ombro.
— Hum, são para algumas pesquisas. — Kramisha disse rapidamente tirando os livros da minha mão, deu a Erik um bom olhar.
— E pelo que eu vi lá fora, você não precisa nenhuma ajuda. — Senti meu rosto esquentar novamente e suspirei.
— Ei, poesia — eu ouvi dizer Jack. Ficando feliz pela distração, olhei para cima para ver Jack apontando vários cartazes limpamente quente coladas na parede verde de Kramisha.
Eles estavam cheios de poesia, todos escritos na mesma forma em diferentes cores de marcadores fluorescentes.
— Você gostou? — Kramisha disse.
— Sim, é ótimo. Gosto muito de poesia — disse Jack.
— Veja. Eu escrevi eles — Kramisha disse.
— Você está brincando? Cara, eu pensei que eles eram tirados de um livro ou algo assim. Você é realmente boa — disse Jack.
— Obrigado, eu te disse que eu vou ser um autora. Uma famosa, rica e com um cartão de ouro sem limites.
Eu ouvi vagamente Erik aderir a discussão. Toda a minha atenção incidiu sobre se tinha tornado um pequeno poema que foi escrito em preto sobre um cartaz vermelho sangue.
— Você escreveu esse, também? — Eu perguntei, não me importando se interrompia a discussão deles de qual autor era melhor Robert Frost ou Emily Dickinson.
— Escrevi todos eles — ela disse. — Eu sempre gostei de escrever, mas desde que fui Marcada comecei a escrever mais e mais. Eles simplesmente vêm na minha mente. E eu escrevo. Sinto que posso escrever mais do que poemas. Gosto deles e tudo mais, mas poetas, eles não fazem muito dinheiro. Olha, eu pesquisei carreiras na Biblioteca Central, também, porque, você sabe, é ficar aberto até mais tarde. De qualquer forma, eles não fazem poetas...
— Kramisha — eu cortei ela. — Quando você escreveu esse? — Eu senti meu estômago engraçado e minha boca seca.
— Escrevi todos eles nos últimos dias. Sabe, uma vez que Stevie Rae trouxe nossa humanidade de volta. Antes eu não achava nada muito bom exceto comer humanos.
Ela sorriu exageradamente e levantou um ombro.
— Então, você escreveu esse, em preto nos dias atrás? — Eu apontei para o poema.

Sombras nas sombras
Ele observa através dos sonhos
Asas pretas como a África
Corpo forte como pedra
Cansados de esperar
Os corvos chamam.

Jack ofegou enquanto lia pela primeira vez.
— Oh, Deusa! — Eu ouvi Erik dizer sob a sua respiração quando ele, também, leu o poema.
— Isso é fácil. É o último, eu escrevi ele ontem... — Suas palavras fugiram quando ela percebeu a nossa reação. — Merda! Isso é sobre ele!

5 comentários:

  1. só eu to achando erick estranho?
    lanny

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  2. Esses "calouros vermelhos" são estranhos, sinceramente, além do óbvio, eu acho que tem mais alguma coisa estranha sobre eles.

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  3. Não é a única o Erik está super estranho

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