8 de outubro de 2015

Capítulo 6 - Erik

Ele estava indo devagar para a sala de teatro, desejando fortemente que em vez de estar a caminho de uma aula ele estivesse prestes a fazer uma grande entrada em um set de filmagem em L.A., Nova Zelândia, Canadá... Droga! Em qualquer lugar, menos em Tulsa, Oklahoma! Ele também estava pensando em como havia deixado de ser o calouro mais gostoso da escola e o próximo Brad Pitt, segundo o mais importante agente de elenco vampiro de L.A., e virado professor de teatro e Rastreador de vampiros.
 Zoey  Erik murmurou para si mesmo.  Minha vida começou a descer ladeira abaixo no dia em que eu a conheci.
Então ele se sentiu mal por dizer isso, mesmo que não tivesse ninguém por perto para ouvir. Ele estava realmente bem com Z. Eles eram até amigos. Com o que ele não lidava bem era com toda a loucura que rodopiava em volta dela.
Ela é um ímã para coisas bizarras. Ele pensou.
Não era de se esperar que eles tivessem terminado. Ele não era bizarro. Ele esfregou a palma da sua mão direita. Vários calouros passaram correndo por ele, então ele estendeu o braço e puxou um deles pelo capuz da sua jaqueta xadrez da escola.
 Ei, por que a pressa, e por que você não está na aula?  Erik fez um olhar zangado para o garoto, mais porque ele estava irritado por soar como um daqueles professores, do tipo “volte já para a sala, jovenzinho!”, do que por realmente se importar aonde o calouro estava indo.
Irritando Erik ainda mais, o calouro se encolheu de medo e pareceu que ia molhar as calças.
 Alguma coisa está acontecendo. Uma luta ou algo assim.
 Vá em frente  Erik o soltou com um pequeno empurrão e o garoto saiu correndo.
Erik nem pensou em segui-lo. Ele sabia que ia encontrar Zoey no meio da confusão. Ela tinha um monte de gente para ajudá-la a sair da confusão. Ele não tinha a menor responsabilidade sobre ela, nem sobre acabar com o maldito mundo das Trevas..
No momento em que ele colocou a mão na maçaneta da porta da sala de aula, sua palma direita começou a arder. Então ele parou e observou.
Então a compulsão o atingiu. Com força.
Erik arfou, virou-se e começou a correr na direção do estacionamento e do seu Mustang vermelho. Enquanto aquele ímpeto aumentava para níveis cada vez mais febris, ele não conseguia ficar quieto e seus pensamentos jorravam em pedaços de sentenças fragmentadas.
 Broken Arrow. Avenida South Jupiter, 2801. Andando. Em trinta e cinco minutos. Você tem que chegar lá. Você tem que estar lá. Shaylin Ruede. Shaylin Ruede. Shaylin Ruede. Vai, vai, vai, vai, vai...
Erik sabia o que estava acontecendo. Ele havia se preparado. O último Rastreador da House of Night, que chamava a si mesmo de Caronte, havia contado a ele exatamente o que esperar. Quando chegasse a hora de ele Marcar um calouro, a palma da sua mão iria arder; ele iria saber um lugar, uma hora e um nome; e ele sentiria uma compulsão incontrolável de chegar lá.
Erik achou que estaria preparado, mas ele não tinha compreendido a profundidade da ânsia que se abateria sobre ele – o poder singular do foco que martelava dentro dele ao mesmo tempo que a batida pulsante, quente e urgente de sua mão.
Shaylin Ruede seria a primeira caloura que ele Marcaria na vida.
Levou trinta minutos para que ele fosse do centro de Tulsa até o pequeno condomínio espremido dentro do tranquilo distrito de Broken Arrow. Erik parou em uma vaga de visitante do estacionamento. Suas mãos estavam tremendo quando ele saiu de Mustang. A compulsão o havia levado para a calçada que se estendia na frente do complexo, paralela à rua. O condomínio tinha luminária com lâmpadas brancas suaves, que pareciam aquários gigantes e opacos sobre postes de ferro forjado, de modo que poças de luz cor de creme estavam espalhadas pela calçada.
Cedros maduros e carvalhos se alinhavam no passeio de pedestre, ao lado da rua. Erik olhou para o relógio. Eram 3h45. Um horário e um lugar estranho para Marcar uma garota. Mas Caronte havia dito a ele que a compulsão dos rastreadores nunca estaria errada – que tudo o que ele tinha que fazer era segui-la, deixando seus instintos o guiarem, e então tudo daria certo. Mesmo assim, não havia absolutamente ninguém por perto e Erik estava completamente a entrar em pânico quando ele ouviu um leve barulho, tap-tap-tap-tap. À frente dele, uma garota dobrou a esquina dentro do condomínio e apareceu no seu campo de visão. Ela se moveu devagar pela calçada, vindo na direção dele. A cada vez que ela passava por uma bolha de luz, Erik a examinava.
Ela era pequena – uma garota tipo mignom com bastante cabelo castanho escuro. Tanto cabelo, de fato, que por um momento ele ficou tão distraído em como ele era grosso e brilhante que não reparou mais nada nela – até que o som tap-tap atravessou sua consciência. Ela estava segurando uma longa bengala branca que mantinha à sua frente, perscrutando o caminho, fazendo tap-tap-tap, portanto era pelo som e pelo toque que ela se orientava. A cada poucos passos, ela parava e tossia, uma tosse horrível e molhada.
Erik percebeu duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro, essa era Shaylin Ruede, a adolescente que ele estava destinado a Marcar. Segundo, ela era cega.
Ele teria se contido se pudesse, mas nenhum poder mortal e, segundo Corante, tampouco nenhum poder mágico poderia desviar Erik dessa garota até que ele a tivesse Marcado. Quando a garota estava apenas a alguns passos na frente dele, ele levantou sua mão com a palma para fora e apontou para ela. Ela abriu sua boca para falar, mas ela falou primeiro:
 Oi? Quem é? Quem está ai?
 Erik Night  ele falou sem pensar. Então ele balançou a cabeça e limpou a garganta.  Não, não é bem isso.
 Você não é Erik Night?
 Sim. Quero dizer, não. Espere, não é bem isso também. Não era isso que eu deveria dizer  suas mãos estavam tremendo e ele se sentia como se fosse vomitar.
 Você está legal? Você não parece muito bem  ela tossiu.  Você está com a mesma gripe que eu? Estou me sentindo mal o dia inteiro.
 Não, eu estou bem. É só que eu preciso dizer uma coisa para você, e não é meu nome nem nada parecido. Ah, cara. Estou realmente todo atrapalhado. Eu nunca erro o texto. Está tudo errado.
— Você está ensaiando para uma peça?
— Não. E você nem imagina como essa pergunta é irônica  ele respondeu, esfregando seu rosto suado e se sentindo confuso.
Ela inclinou a cabeça para o lado e franziu a testa.
 Você não vai me assaltar, vai? Sei que é tarde e tudo mais, e que eu sou cega e não deveria estar aqui fora sem companhia. Mas é melhor hora do dia para eu dar uma volta sozinha. Eu não tenho muito tempo comigo mesma.
 Eu não vou te assaltar  ele disse constrangido.  Eu não faria isso.
 Então o que você está fazendo aqui e no que você se atrapalhou?
 Isso não está sendo do jeito que deveria mesmo!
 E me sequestrar também não seria nenhuma vantagem para você. Estou morando aqui com minha mãe adotiva. Ela não tem nenhum dinheiro. Na verdade, desde que eu comecei a trabalhar depois da aula na Biblioteca South BA no final da rua, eu tenho mais dinheiro do que ela. Ahn, não que eu tenha nada comigo aqui neste momento.
 Sequestrar você? Não!  então Erik se curvou, segurando a barriga.
 Droga! Caronte não me disse que iria doer se eu não fizesse isso.
 Caronte? Você faz parte de uma gangue? Eu devo ser um sacrifício de iniciação?
— Não!
 Ótimo, porque isso seria realmente péssimo  ela sorriu mais ou menos na direção dele e então começou a se virar para o caminho por onde ela tinha vindo.  Então, tá. Se é isso. Foi um prazer conhecê-lo, Erik Night. Ou pelo menos acho que esse é seu nome.
Fazendo um esforço enorme, Erik se endireitou o bastante para erguer sua mão de novo, com a palma da mão voltada para fora.
 É isto o que eu deveria estar fazendo  com uma voz de repente repleta de magia, mistério e determinação, Erik Night entoou as palavras ancestrais dos Rastreadores:  Shaylin Ruede! A noite escolheu a ti. Tua morte será o teu renascimento. À noite a chama para si; escute sua doce voz. Seu destino te aguarda na House of Night.
Todo o calor que crescia em seu estômago, deixando-o enjoado, confuso e quente demais saiu em um disparo pela palma da sua mão. Erik conseguiu até vê-lo de fato! Ele atingiu em cheio a testa de Shaylin. Ela exclamou um pequeno “Oh” de surpresa e caiu graciosamente no chão.
Tudo bem, ele sabia que devia agir feito um vampiro e se misturar nas sombras, voltando para a House of Night e deixando a caloura achar o seu próprio caminho para lá. Caronte havia dito que era assim que era feito. Ou pelo menos era assim no mundo moderno.
Erik pensou em se misturar nas sombras. Ele até começou a se afastar, mas então Shaylin levantou sua cabeça. Ela havia caído no meio de um facho de luz, portanto o seu rosto estava iluminado. Ela era simplesmente perfeita! Seus lábios rosados e carnudos se levantaram em um sorriso surpreso, e ela estava piscando como se fosse clarear a visão. Se ela não fosse cega, ele poderia jurar que ela o estava encarando com aqueles olhos negros enormes. Sua pele pálida era imaculada e no meio da testa a sua nova Marca irradiava um bonito brilho escarlate.
Escarlate?
A cor o sacudiu e ele começou a ir em direção a ela, dizendo:
 Espere, não. Isso não está certo.
Ao mesmo tempo, Shaylin falou:
 Aimeudeus! Eu estou enxergando!
Erik correu em sua direção e ficou parado ali meio perdido, sem saber o que fazer, enquanto ele se recompunha e ficava em pé. Ela estava um pouco cambaleante, mas estava piscando e olhando para todo lado, com um sorriso enorme estampado no seu belo rosto.
 Eu estou mesmo enxergando! Aimeudeus! Isso é incrível!
 Não pode ser. Eu me atrapalhei todo com isso.
 Eu não me importo se você se atrapalhou ou não... Muito obrigada! Eu consigo ver!  ela gritou e atirou seus braços em volta dele, rindo e chorando ao mesmo tempo.
Erik meio que acariciou as suas costas. Ela tinha um cheiro doce, como morangos ou talvez pêssegos – ou algum tipo de fruta. E ela era mesmo macia.
— Ah, meu Deus! Desculpe  ela o soltou de repente e deu um passo para trás. Suas bochechas estavam rosadas e ela enxugou os olhos.
Então aqueles olhos úmidos e negros se arregalaram para alguma coisa acima do ombro dele, e ele se virou rapidamente, com as mãos para cima, pronto para acertar alguém.
 Ah não, Desculpe de novo  os dedos dela pousaram no seu braço apenas por um segundo, enquanto ela passava por ele devagar. Ele olhou para Shaylin e percebeu que ela estava embasbacada com um carvalho grande e antigo. — É tão bonito!  com passos que estavam se tornando mais seguros, ela caminhou para a árvore e a alisou com as mãos. Observando atentamente os galhos, ela disse:
 Eu tinha imagens da minha mente. Coisas das quais eu me lembrava da época em que eu enxergava, mas isso é tão melhor  ela esfregou os olhos brilhantes de novo e se virou para ele, e então eles se arregalaram ainda mais. — Ah, uau!
Apesar da estranheza de tudo aquilo, Erik não conseguiu deixar de se virar para ela com aquele sorriso de estrela de cinema de cem watts.
 Sim, antes de eu virar um Rastreador de uma hora para outra, eu estava a caminho de Hollywood.
 Não, eu não falei “uau” por causa da sua beleza, apesar de você ser bonito. Eu acho  ela disse rápido, ainda o encarando.
 Eu sou  ele garantiu a ela, lembrando a si mesmo que ela estava provavelmente em estado de choque.
 É, bem, o que eu quero dizer é que realmente posso ver você. Sim, e... ?
Deusa, Shaylin Ruede, Marcada ou Desmarcada, é uma garota
Estranha, ele pensou.
— Eu perdi minha visão quando ainda era criança, um pouco antes do meu aniversário de cinco anos, mas eu realmente não me lembro de ser capaz de ver o interior das pessoas. E acho que, se fosse algo comum, pelo menos eu teria ouvido falar sobre isso na internet.
 Como você podia entrar na internet se você era cega?
 Sério? Você está mesmo perguntando sobre isso? Tipo, você não sabe nada sobre coisas de deficientes?
 Como eu podia saber? Não sou deficiente.
 De novo, sério? Não é o que o seu interior diz.
 Shaylin, de que droga você está falando?
Ela era uma menina louca? Será que o fato de eu ter me atrapalhado todo com a coisa de Rastreador havia feito dela não apenas uma vampira caloura vermelha, mas uma caloura vermelha louca? Que droga! Ele estava metido em problemas!
—  Como você sabe o meu nome?
— Todos os Rastreadores sabem o nome dos garotos que eles devem Marcar.
Shaylin tocou a própria testa.
 Ah, uau! É isso! Eu vou virar uma vampira!
 Bem, se você sobreviver. Na verdade, eu não sei muito bem o que está acontecendo. Você tem uma Marca Vermelha.
 Vermelha? Eu achei que calouros tinham Marcas azuis e depois tatuagens azuis. Você tem  ela apontou para a tatuagem dele, que emoldurava seus olhos azuis de Clark Kent como uma máscara.
 É, bem, você deveria ter uma Marca azul. Mas você não tem. É vermelha. E a gente pode voltar para aquilo que você estava dizendo, sobre ver o meu interior?
 Ah, isso. Sim, é incrível. Eu posso ver você e também todos os tipos de cores à sua volta. É como se o que está dentro de você estivesse brilhando ao seu redor  ela balançou a cabeça, como se tivesse pensando, e olhou ainda mais intensamente para ele. Então ela piscou, franzindo a testa e piscou novamente.  Hum. Isso é interessante.
 Cores? Isso não faz o menor sentido  ele percebeu que ela estava apertando seus lábios, como se não quisesse dizer mais nada, o que realmente o irritou por alguma razão. Então ele perguntou:  Que cores estão em volta de mim?
 Tem bastante verde cor de ervilha misturado com um tom aquoso. Isso me lembra das ervilhas polpudas que alguns lugares tentam servir quando você pede peixes com batatas, não que isso faça algum sentido mesmo.
Erik balançou a cabeça.
 Nada disso faz sentido. Por que diabos eu tenho cor de ervilhas polpudas em volta de mim?
 Ah, está é a parte fácil. Quando eu me concentro na cor, posso ver o que ela quer dizer sobre você  ela fechou a boca e então deu de ombros.  Você tem também algumas partículas pequenas brilhantes que aparecem de vez em quando, mas eu não posso dizer de que cor elas são e só sei um pouco o que elas significam. Parece loucura, certo?
 O que cor de ervilha e a coisa aquosa dizem a meu respeito?
 O que você acha que dizem?
— Por que você está respondendo minha pergunta com outra pergunta?
 Ei, você acabou de responder a minha pergunta com outra pergunta  Shaylin argumentou.
 Perguntei primeiro.
 Isso realmente importa?  Shaylin perguntou.
 Sim  ele respondeu, tentando manter o seu temperamento sob controle, apesar de ela o estar irritando loucamente.  O que a cor de ervilha significa?
— Está bem. Significa que você nunca teve que batalhar muito para conseguir o que quer.
Ele a fuzilou com os olhos.
Ela deu de ombros.
 Foi você quem perguntou.
 Você não sabe merda nenhuma sobre mim.
Shaylin de repente pareceu irritada.
 Ah, por favor! Eu não sei por que, mas sei que eu sei o que estou vendo.
 É, eu não preciso estar ensopado em ervilhas polpudas para você descobrir que este sorriso aqui já abriu portas  Erik disse sarcasticamente.
 É, então me explique por que eu também sei que a coisa cinza esfumaçada significa que algo deixou você triste  ela colocou as mãos nos quadris, franziu os olhos e o encarou. De verdade. Então ela assentiu, como se tivesse concordando consigo mesma. Parecendo convencida, ela acrescentou:  Acho que alguém próximo de você acabou de morrer.
Erik sentiu como se ela tivesse lhe dado um tapa na cara. Ele não conseguiu dizer nada. Apenas desviou dela e tentou pensar no meio de uma onda de tristeza.
 Ei, desculpe.
Ele olhou para baixo e viu que ela havia corrido em direção a ele e colocado sua mão de volta no seu braço. Ela não parecia mais convencida.
— Isso foi muito errado de minha parte  ela falou.
 Não  ele respondeu.  Você não estava errada. Um amigo meu realmente acabou de morrer.
Ela balançou a cabeça.
 Não foi o que eu quis dizer. Eu estava errada por ter dito aquilo daquela maneira... como uma garota maldosa. Eu não sou essa pessoa. Eu não sou assim. Portanto, desculpe.
Erik suspirou.
 Eu também quero me desculpar. Nada disso aconteceu como deveria.
Shaylin tocou sua própria testa cuidadosamente.
 Você nunca Marcou ninguém de vermelho?
 Eu nunca Marquei ninguém além de você  ele admitiu.
 Ah, uau. Eu sou a primeira?
 Sim, e eu me atrapalhei todo.
Ela sorriu.
 Se o fato de eu enxergar é uma trapalhada, sou totalmente a favor.
 Bem, estou feliz por você voltar a ver, mas eu ainda preciso descobrir como isso aconteceu  ele fez um gesto em direção à sua Marca vermelha  e isto. — Erik ondulou sua mão em volta dele.  A coisa da ervilha.
 A coisa da ervilha vem de você, mas há outras cores aí também. Quando você se desculpou eu pude ver...
— Não!  ele levantou a mão, corando-a.  Acho que eu não quero saber o que mais você pode ver.
 Desculpe  ela disse em voz baixa, olhando para baixo e arrastando a ponta do sapato na grama marrom do inverno.  Acho que é mesmo sobrenatural. Então, o que vai acontecer agora?
Erik suspirou de novo.
 Não precisa se desculpar e não tem nada de sobrenatural. Tenho certeza de que Nyx tem uma razão para dar a você esse dom e essa Marca Vermelha.
— Nyx?
 Nyx é nossa Deusa. A Deusa da Noite. Ela é incrível e às vezes ela dá dons legais aos seus calouros  enquanto falava, Erik se sentiu um completo idiota. Ele devia ser o pior Rastreador da história da House of Night. Ele havia transformado uma garota cega em uma caloura vermelha que podia ver coisas interiores, e só agora ele estava falando a ela sobre a Deusa deles.
— Vamos  ele não se importava se Caronte iria aprovar ou não, ele não estava seguindo o maldito roteiro mesmo. Ele podia muito bem arriscar ferrar com tudo.  Mostre-me onde você mora. Faça uma mala ou algo assim. Você vai comigo.
 Ah, sim. Para a House of Night de Tulsa, certo?
 Na verdade, não. Primeiro, vou levar você até uma Alta Sacerdotisa Vermelha. Talvez ela possa descobrir o que eu fiz de errado.
 Ei, ela não vai tentar me consertar tornando-me cega de novo, vai?
 Shaylin, por mais que eu odeie admitir, acho que não é você quem precisa ser consertada. Sou eu.

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