2 de outubro de 2015

Capítulo 5

Com esse aviso não tão positivo, Stevie Rae virou e andou para trás do beco, desaparecendo na escuridão da noite. Muito mais devagar, eu voltei para o meu Fusca. Eu estava triste e inquieta e tinha que pensar demais para voltar diretamente para escola, então ao invés disso, eu fui até o IHOP 24 horas que era no sul de Tulsa na Rua 27, pedi um milk shake de chocolate grande e panquecas de chocolate, e pensei enquanto comia algo para aliviar o estresse.
Acho que tudo foi bem com Stevie Rae. Quero dizer, ela concordou em me encontrar amanhã. E ela não tentou me morder, o que foi um bônus. É claro, todo aquele tentar-comer-a-mulher-sem-teto foi altamente perturbador, assim como o jeito totalmente nojento que ela parecia e cheirava. Mas debaixo daquela odiosa loucura da garota morta viva exterior eu juro que ainda podia sentir minha Stevie Rae, minha melhor amiga. Eu ia segurar firme nisso e ver se eu podia trazer ela de volta para a luz. Óbvio, falando de forma figurativa. Eu acho que a luz a incomoda mais do que a mim ou outro vampiro adulto. O que é compreensível. Os vampiros nojentos mortos vivos eram definitivamente o estereótipo dos vampiros. Eu me pergunto se ela pegaria fogo se a luz do sol a tocasse. Merda. Isso definitivamente seria ruim, especialmente já que vamos nos encontrar às 3 da manhã, que é só algumas horas antes do amanhacer. Merda de novo.
Como se me preocupar com luz do sol e coisas assim não fosse ruim o bastante, eu tinha que começar a pensar no que fazer quando todos os professores (Neferet em particular) voltassem para a escola num futuro próximo, e o fato de que eu tinha que manter o conhecimento de que Stevie Rae era uma viva morta versus o morta morta de todo mundo. Não. Eu ia me preocupar com isso depois que Stevie Rae estivesse limpa e num lugar seguro. Eu tinha acabado de dar um pequeno passo de baby e esperava que Nyx, que claramente me levou até Stevie Rae, fosse me dar uma ajuda para resolver isso.
Quando eu voltei para escola já estava quase amanhecendo. O estacionamento da escola estava quase deserto, e eu não encontrei ninguém enquanto andava devagar do lado do prédio parecido com um castelo que era a House of Night. O dormitório das garotas era do lado oposto do campus, mas eu ainda não estava com pressa. Além do mais, eu tinha algo para fazer antes e voltar para o dormitório e mais provavelmente me encontrar com um dos meus amigos desgostosos. (Ugh, eu realmente realmente odeio meus aniversários.)
O prédio ficava na frente do prédio principal da House of Night, era feito da mesma estranha mistura de velhos tijolos e pedras que o resto da escola, mas ele era menor e redondo, e na frente dele havia uma estátua de mármore da nossa deusa, Nyx, com seus braços para cima como se suas mãos estivessem tocando a lua. Eu parei olhando para a deusa. Os antigos postes de luz que iluminavam o campus não machucavam nossos olhos. Eles criavam uma suave e quente luz que brilhava como uma carinhosa e brilhante viva na estátua de Nyx.
Me sentindo mais do que apenas um pouco com medo da deusa, eu soltei minha lavanda e o Drácula (gentilmente), e então comecei a procurar perto da grama na base da estátua de Nyx, até encontrar a alta vela verde que tinha caído de lado. Eu a arrumei, e então fechei os olhos e me concentrei, me focando no calor e na beleza da chamas de luz e como uma vela podia lançar luz o suficiente para mudar toda a atmosfera de um quarto escuro.
— Eu chamo a chama – luz para mim, por favor — eu sussurrei.
Eu ouvi a fraca explosão e senti uma onda de calor contra meu rosto. Quando abri meus olhos, eu vi que a vela verde, que representa o elemento da terra, estava queimando alegremente. Eu sorri de satisfação. Eu não estava exagerando para Stevie Rae. Eu estive praticando chamar os elementos durante o mês, e estava ficando muito boa nisso. (Não que meus poderes dados pela deusa me ajudassem a tranquilizar os sentimentos magoados dos meus amigos, mas ainda sim.)
Eu coloquei a vela acessa nos pés de Nyx. Ao invés de curvar a cabeça, eu ergui a cabeça para que meu rosto ficasse aberto e olhasse para a majestade do céu da noite. Então rezei para minha deusa, mas eu admito que o jeito que eu rezei parecia mais com uma conversa. Isso não era só porque eu sou desrespeitosa com Nyx. É só como eu sou. No primeiro dia que eu fui Marcada e a deusa apareceu para mim, eu me senti próxima a ela – como se ela fosse realmente cuidadosa com o que acontece na minha vida, versus ser um deus sem nome no alto que olha para mim com um franzido e um caderno em que preenche um passe para o inferno.
— Nyx, obrigado por me ajudar hoje. Estou confusa e acho a situação com Stevie Rae completamente estranha, mas sei que se você me ajudar – nos ajudar – podemos superar isso. Cuide dela, por favor, e me ajude a saber o que fazer. Eu sei que você me Marcou e me deu poderes especiais por um motivo, e estou começando a achar que a razão tem algo a ver com Stevie Rae. Eu não vou mentir para você; isso me assusta. Mas você sabia que maricas eu era quando me escolheu — eu sorri para o céu. Durante minha primeira conversa com Nyx eu disse a ela que não podia ser Marcada como especial por ela porque eu não sabia nem fazer baliza. Isso não pareceu importar para ela, e eu esperava que ainda não importasse, — De qualquer forma, eu só queria acender isso para Stevie Rae para simbolizar o fato que eu não vou esquecer dela, e não vou me afastar do que preciso fazer, não importa o quanto sem noção eu tenha dos detalhes.
Eu planejava me sentar ali por um tempo e esperar que talvez eu recebesse outro sussurro na minha mente que pudesse me dar uma ideia de como lidar com encontrar Stevie Rae amanhã. Então eu ainda estava sentada na frente de estatua de Nyx e olhando para o céu quando a voz de Erik me deu um baita susto.
— A morte de Stevie Rae realmente te abalou, não é?”
Eu dei um pulo e dei um grito nada atraente. — Jeesh, Erik! Você me assustou a tanto que eu quase me mijei. Não apareça assim.
— Ótimo. Desculpe. Eu não deveria ter te incomodado. Até depois. — Ele começou a se afastar.
— Espere, eu não quero que você vá. Você só me surpreendeu. Da próxima vez faça um barulho ou tussa ou algo. Ok?
Ele parou de andar virou para mim. O rosto dele estava cauteloso, mas ele me deu um leve aceno e disse, — Ok.
Eu levantei e sorri o que eu esperava ser um sorriso encorajador. Fora a amiga morta viva, e o namorado Imprinted, eu realmente gostava de Erik e definitivamente não queria terminar com ele. — Na verdade, estou feliz por você estar aqui. Eu precisava me desculpar pelo que aconteceu antes.
Erik fez um gesto brusco com sua mão. — Não se preocupe, e você não tem que usar o colar de boneco de neve, ou você pode devolver e trocar. Ou algo assim. Eu tenho o recibo.
Minhas mãos tocaram o boneco de neve. Agora que eu podia perder ele (e Erik) e de repente percebi que ele era meio fofo. (Erik era mais do que meio fofo.) — Não! Eu não quero devolver. — Eu parei e me segurei para não soar maluca e desesperada. — Ok, esse é o negócio. Tem uma distinta possibilidade que eu possa ser um pouco super sensível sobre todo o negócio de aniversário-natal. Eu realmente deveria ter contado a vocês como eu me sentia, mas eu tive péssimos aniversários por tanto tempo que eu acho que nem pensei. Ou pelo menos até hoje. E então era tarde demais. Eu não ia dizer nada e vocês nem saberiam se não fosse pelo bilhete de Heath.
Eu lembrei que ainda estava usando o lindo bracelete de Heath no meu pulso então eu coloquei minha mão para baixo e pressionei contra o lado, desejando que os adoráveis pequenos corações parassem de fazer barulhinhos. Então acrescentei, — Além do mais, você tem razão. Stevie Rae realmente me abalou. — Então fechei a boca porque percebi que eu tinha (de novo) falado sobre a suposta morte de Stevie Rae como se ela ainda estivesse viva, ou no caso dela, eu suponho, eu deveria dizer não morta. E, é claro, eu estava tagarelando como uma maluca desesperada que eu estava tentado aparentar não ser.
Os olhos azuis de Erik pareceram olhar dentro de mim. — As coisas seriam mais fáceis para você se eu me afastasse e te deixasse sozinha por um tempo?
— Não! — Ele realmente estava fazendo meu estômago doer. — Definitivamente não seria mais fácil se você se afastasse.
— Você simplesmente não está aqui desde que Stevie Rae morreu. Eu posso entender se você precisar de um pouco de espaço.
— Erik a verdade é que não é só Stevie Rae. Tem outras coisas acontecendo comigo que são muito difíceis de explicar.
Ele se aproximou e pegou minha mão, entrelaçando seus dedos no meu. — Você pode me contar? Eu sou muito bom em consertar coisas. Talvez eu pudesse ajudar.
Eu olhei nos olhos dele e queria tanto falar a verdade para ele sobre Stevie Rae e Neferet e até mesmo Heath que eu podia me sentir balançar em direção a ele. Erik fechou o espaço que sobrava entre nós e eu deslizei para seus braços com um suspiro. Ele sempre cheirava tão bem e incrivelmente forte e sólido.
Eu descansei minha bochecha contra o peito dele, — Você está brincando, é claro que é bom em resolver problemas. Você é bom em tudo. Na verdade, você é assustadoramente perfeito.
Eu senti o peito dele se estufar quando ele riu. — Você diz como se isso fosse uma coisa ruim.
— Não é uma coisa ruim – é uma coisa intimidadora — eu murmurei.
— Intimidadora! — Ele se afastou para poder olhar para mim. — Você tem que estar brincando! — Ele riu de novo.
Eu franzi para ele. — Porque você está rindo de mim?
Ele me abraçou e disse, — Z, você tem ideia de como é namorar a garota que é a caloura mais poderosa da história dos vampiros?
— Não, eu não namoro garotas. — Não que tenha algo errado com lésbicas.
Ele pôs meu queixo em sua mão e levantou meu rosto. — Você pode ser assustadora, Z. Você controla elementos, todos eles. Em falar em uma namorada que não deve ficar fula com você.
— Oh, por favor! Não seja bobo. Eu nunca surtei com você. — Eu não comentei que andava surtando com as pessoas. Mas especificamente com pessoas mortas vivas. Bem, e sua ex-namorada, Aphrodite (que é quase tão odiosa e irritante quanto as pessoas mortas vivas.) Mas provavelmente é uma boa ideia não mencionar eles.
— Só estou dizendo que você não precisa se sentir intimidada por ninguém. Você é incrível, Zoey. Você não sabe disso?
— Acho que não. As coisas tem sido meio enevoadas ultimamente.
Erik se afastou de novo e olhou para mim. — Então me deixe te ajudar a esclarecer para você.
Eu me senti nadando em seus olhos azuis. Talvez eu pudesse contar a ele. Erik era um quintanista, e estava no meio do seu terceiro ano na House of Night. Ele tinha quase 19 anos e é um ator incrivelmente talentoso. (Ele também pode cantar.) Se qualquer calouro pudesse guardar um segredo seria ele. Mas quando abri minha boca para contar a ele a verdade sobre a Stevie Rae morta viva eu senti um terrível aperto no estômago e isso fez as palavras congelarem na minha garganta. Era aquele sentimento de novo. Aquele pressentimento que eu tinha e me dizia para manter a boca fechada ou correr feito louca ou algo só para respirar e pensar. Agora estava me dizendo em um jeito impossível para ignorar que eu precisava manter minha boca fechada, o que as próximas palavras de Erik reforçaram.
— Hey, eu sei que você prefere falar com Neferet, mas ela só volta daqui uma semana mais ou menos. Eu podia substituir ela até lá.
Neferet era a única pessoa ou vampiro que eu não poderia conversar. Diabos, Neferet e sua loucura era a razão de eu não poder falar com meus amigos ou Erik sobre Stevie Rae.
— Obrigado, Erik. — Automaticamente eu comecei a me afastar dos braços dele. — Mas eu tenho que fazer isso sozinha.
Ele me soltou tão de repente que eu quase cai para trás. — É ele, não é?
— Ele?
— Aquele cara humano. Heath. Seu antigo namorado. Ele volta em dois dias e é por isso que você está agindo de forma estranha.
— Eu não estou agindo de forma estranha. — Pelo menos não tão estranha.
— Então porque você não me deixa eu te tocar?
— Do que você está falando? Eu deixo você me tocar. Eu acabei de abraçar você.
— Por 2 segundos. Então você se afastou, como você tem feito a um tempo. Olha, se eu fiz algo errado você precisa me dizer e –
— Você não fez nada errado!
Erik não disse nada por vários segundos, e quando ele falou ele soava mais velho do que quase 19 anos e mais do que um pouco triste. — Eu não posso competir com um Imprint. Eu sei disso. E eu não estou tentando. Eu só achei que você e eu tínhamos algo especial. Bom pelo menos mais do que uma coisa biológica que você tem com um humano. Você e eu somos iguais, e você e Heath não. Pelo menos não mais.
— Erik, você não está competindo com Heath.
— Eu pesquisei sobre o Imprint. Tem a ver com sexo.
Eu podia sentir meu rosto ficando quente. É claro que ele tinha razão, Imprint era sexual porque o ato de beber sangue de um humano liga o mesmo receptor no cérebro de um vampiro e no de um humano que é ligado durante um orgasmo. Não que eu queira discutir isso com Erik. Então ao invés disso eu decidi manter os fatos superficiais e não me aprofundar no assunto. — É sobre sangue, não sexo.
Ele me deu um olhar que dizia que ele tinha (infelizmente) dito a verdade. Ele pesquisou.
Naturalmente, eu fiquei na defensiva. — Eu ainda sou virgem, Erik, e não estou pronta para mudar isso.
— Eu não disse que você –
— Parece que você está me confundido com sua última namorada — eu interrompi. — A que eu vi de joelhos na frente de você tentando te dar outro boquete. — Ok, não era justo da minha parte comentar sobre o nojento incidente que eu acidentalmente testemunhei entre Aphrodite e ele. Eu nem conheci Erik ali, mas no momento começar uma briga com ele parecia muito mais fácil do que falar sobre a ânsia de sangue que eu definitivamente sentia sobre Heath.
— Eu não estou te confundindo com Aphrodite — ele disse entre os dentes cerrados.
— Bem, talvez isso não seja sobre eu agir estranho. Talvez isso seja sobre você querer mais do que eu posso te dar no momento.
— Isso não é verdade, Zoey. Você sabe muito bem que eu não te pressiono em relação a sexo. Eu não quero alguém como Aphrodite. Eu quero você. Mas eu quero ser capaz de te tocar sem você se afastar de mim como se eu fosse um leproso.
Eu ando fazendo isso? Merda. Eu provavelmente ando. Eu respirei fundo. Brigar assim com Erik era idiota, e eu ia acabar perdendo ele se eu não descobrisse um jeito dele se aproximar de mim sem deixar ele saber coisas que ele poderia acidentalmente contar a Neferet. Eu olhei para o chão, tentando descobrir o que eu podia ou não dizer. — Eu não acho que você é um leproso. Eu acho que você é o cara mais gostoso da escola.
Eu ouvi Erik suspirar. — Bem, você já disse que não sai com garotas, então isso deveria significar que você deveria gostar quando eu toco você.
Eu olhei para ele. — Significa. Eu gosto. — Então eu decidi que eu ia contar para ele a verdade. Ou pelo menos o máximo da verdade que eu pudesse. — É só difícil deixar você se aproximar de mim quando estou lidando com, bem, coisas. — Oh, ótimo. Eu chamei de coisas. Eu sou uma retardada. Porque o cara ainda gosta de mim?
— Z, essas coisas tem a ver com descobrir como lidar com seus poderes?
— Yeah. — Ok, isso era basicamente uma mentira, mas não totalmente. Todas as coisas (Stevie Rae, Neferet, Heath) tinham acontecido comigo por causa dos meus poderes e eu estava tendo que lidar com isso, embora claramente eu não estivesse fazendo um bom trabalho. Eu senti como se devesse cruzar meus dedos atrás das minhas costas, mas fiquei com medo de Erik notar.
Ele deu um passo em minha direção. — Então “as coisas” não é que você odeia quando te toco?
— Odiar que você me toque definitivamente não é “as coisas”. Definitivamente não. Definitivamente. — Eu dei um passo em direção a ele.
Ele sorriu e de repente seus braços estavam ao meu redor, só que dessa vez ele se curvou para me beijar. Ele tinha um gosto tão bom quanto seu cheiro, então o beijo foi bom e em algum lugar no meio dele eu percebi há quanto tempo Erik e eu não tínhamos uma boa ficada. Eu quero dizer, eu não sou nenhuma vadia como Aphrodite, mas também não sou freira. E eu não estava mentindo quando disse a Erik que eu gostava que ele me tocasse. Eu deslizei meus braços nos ombros largos dele, me inclinando nele ainda mais. Não nos encaixávamos bem. Ele é muito alto, mas eu gosto disso. Ele me faz sentir baixa e garota e protegida, e eu gosto disso também. Eu deixei meus dedos brincarem com a nuca dele onde o cabelo negro dele começava grosso e um pouco cacheado. Minhas unhas provacaram a suave pele ali, e eu senti ele tremer e ouvi o pequeno gemido na garganta dele.
— Você é tão boa — ele sussurrou contra meus lábios.
— E você também — eu sussurrei em resposta. E então num impulso (um impulso vadio) eu tirei a mão dele das minhas costas e movi para cima para que ele tocasse meu seio. Ele gemeu de novo e o beijo dele ficou mais forte e profundo. Ele deslizou sua mão por cima e por baixo do meu suéter, e então subiu de novo para colocar sua mão em meu seio, nu com exceção do meu sutiã.
Ok, eu vou admitir, eu gostei dele tocar meu peito. Foi bom. Eu me senti especialmente bem por estar provando a Erik que eu não o tinha rejeitado. Eu me mexi para ele sentir melhor e de alguma forma esse pequeno e inocente (bem, semi-inocente) movimento fez nossas bocas escorregarem e meu dente mordeu seu lábio.
O gosto do sangue dele me atingiu com tanta força que eu arfei contra a boca dele. Era rico e quente e indescritivelmente salgado doce. Eu sei que soa nojento, mas eu não pude impedir minha resposta instantânea. Eu pus a mão no rosto de Erik e coloquei o lábio dele dentro da minha boca. Eu lambi levemente, o que fez o sangue sair mais rápido.
— Sim, vá em frente. Beba — Erik disse, a voz dele rouca e sua respiração ficando cada vez mais rápida.
Esse foi todo o encorajamento que eu precisava. Eu suguei o lábio dele para minha boca, experimentando o incrível e mágico sangue dele. Não era como o sangue de Heath, não me deu um prazer tão intenso que era quase doloroso, quase descontrolado. O sangue de Erik não era a explosão de paixão quente que o de Heath era. O sangue de Erik era como uma pequena fogueira de acampamento, algo quente e firme e forte. Enchia meu corpo com uma chama que derramava um líquido de prazer até meus dedos dos pés, e me fez querer mais – mais de Erik – mais do sangue dele. 
— Uh-hum!
O som de uma garganta sendo conspicuamente (e altamente) limpa fez Erik e eu nos afastarmos como se tivéssemos sendo eletrocutados. Eu vi os olhos de Erik se alargarem quando ele olhou atrás de mim, e então vi o sorriso dele, o que fez ele parecer um garotinho sendo pego com sua mão em um pote de biscoitos (aparentemente o meu pote de biscoitos).
— Desculpe, professor Blake. Pensamos que estivéssemos sozinhos.

7 comentários:

  1. pqp meu kkkkkkkkkkkk danosse

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  2. Não consigo shippar muito ela com o Erik, mas simplesmente detesto Loren Blake.

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  3. Eu não consigo shippar Zoey e Erik também, mas é por culpa da autora, ela não deu uma introdução certa ao romance dos dois, tipo, eles se conheceram, acharam um ao outro atraente, daí começaram a se pegar, fim. A autora não deu profundidade, nem intensidade ao sentimento dos dois, daí parece que o Erik é só um cara por quem a Zoey sente tesão. E o pior é que muitas autoras caem nessa, é muito triste.

    E outra, acho esse Loren, uma cobra duas caras, é aquilo que escrevi no livro anterior, acho que ele é pau mandado da Neferet.

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