7 de outubro de 2015

Capítulo 4 - Zoey

— Eu tenho que fazer o que meu cachecol de cashmere?
— Rasgar uma tira dele — disse Stark.
— Você tem certeza?
— Sim, eu recebi instruções diretamente de Seoras. Isso e um monte de comentários espertinhos sobre a minha educação infelizmente deficiente, e algo sobre não saber da “bunda do meu ouvido”(?) ou meu cotovelo, e também alguma coisa sobre eu ser fanny, e eu não sei o que o inferno isso significa.
— Fanny? Como nome de uma menina?
— Eu acho que não...
Stark e eu balançamos a cabeça, em total acordo sobre Seoras e sua estranheza. — De qualquer forma — Stark continuou, — ele disse os pedaços de tecido tem que ser de algo meu e de algo seu, e tem que ser especial para cada um de nós. — Ele sorriu e puxou o meu reluzente, caro, bonito e novo cachecol.
— Você gosta muito dele, não é?
— Sim, o suficiente que eu não quero rasgá-lo.
Stark riu, puxou sua adaga da bainha na cintura, e me entregou. — Bom, então, amarrado com a minha manta vai fazer um laço forte entre nós.
— Sim, essa manta não lhe custou oitenta euros, o que é mais de uma centena de dólares. Eu acho — eu murmurei enquanto alcançava a adaga. Em vez de deixar-me tirar o punhal dele, Stark hesitou. Seus olhos encontraram os meus.
— Você está certa. Não me custou dinheiro. Me custou sangue. — Meus ombros caíram. — Sinto muito. Me escute, lamentando sobre dinheiro e um cachecol. Ah, droga! Estou começando a soar como Aphrodite.
Stark virou o punhal ao contrário pressionando-o contra o peito, sobre o coração. — Se você se transformar em Aphrodite, me esfaqueie.
— Se eu virar Aphrodite me apunhale primeiro. — Segurei o punhal, e desta vez ele me deu.
— Combinado. — Ele sorriu.
— Combinado — eu disse, e então eu atingi a borda do meu novo cachecol franjado e com um rápido puxão rasguei um pedaço longo e esguio, a partir dele. — E agora?
— Pegue um ramo. Seoras disse que eu tenho que segurar minha parte, e você o seu. Nós vamos amarrá-los juntos, e desejo que fazemos para nós será amarrado juntos.
— Sério? Isso é super romântico.
— Sim, eu sei. — Ele estendeu a mão e traçou a minha bochecha com um dedo. — Faz-me desejar que eu tivesse inventado isso, só para você. — Eu olhei nos olhos dele e disse exatamente o que eu estava pensando.
— Você é o melhor guardião do mundo. — Stark sacudiu a cabeça, sua expressão forte.
— Eu não sou. Não diga isso. — Como ele tinha feito em mim, eu segui seu rosto com um dedo. — Para mim, Stark. Para mim você é o melhor guardião do mundo.
Ele relaxou um pouco. — Para você, eu vou tentar ser.
Olhei em seus olhos para a árvore antiga. — Não. — Apontei para um galho baixo que se bifurcou, criando com folhas e ramos que parecia ser um coração perfeito. — Esse é o nosso lugar.
Juntos nós fomos para a árvore. Então, como o guardião de Sgiach tinha instruído, Stark e eu amarramos a manta cor de terra MacUallis e meu reluzente cachecol cor creme juntos. Nossos dedos encostaram e quando enrolados a última parte do nós, nossos olhos se encontraram.
— Meu desejo para nós é que nosso futuro seja forte, como esse nó — disse Stark.
— Meu desejo é que nosso futuro esteja unido, como esse nó — disse eu.
Selamos os nossos desejos com um beijo que me fez perder o fôlego. Eu estava encostando em Stark para beijá-lo novamente quando ele pegou minha mão na sua e disse:
— Você deixa eu te mostrar uma coisa?
— Ok, claro — eu disse, pensando que apenas depois eu ia deixar Stark me mostrar algo.
Ele começou a me levar para dentro do bosque, mas ele sentiu a minha hesitação, porque ele apertou minha mão e sorriu para mim. — Ei, não há nada aqui que possa ferir você, e se houvesse eu te protegeria. Eu prometo.
— Eu sei. Sinto muito. — Eu engoli o estranho nó de medo que tinha se formado na minha garganta, apertei sua mão de volta, e entramos no bosque.
— Você está de volta, Z. Realmente de volta. E você está segura.
— Não faz lembrá-lo do Outromundo, também? — Eu falei calmamente e Stark teve que se curvar para me ouvir.
— Sim, mas de uma boa maneira.
— Eu também, na maioria das vezes. Eu sinto coisas aqui que me faz pensar de Nyx e seu reino.
— Eu acho que tem algo a ver com quantos anos este lugar tem, e como é separado de como o mundo tem sido. Ok, é por aqui — disse ele. — Seoras estava dizendo-me sobre isso, e eu só vi pouco antes de você aparecer. Isto é o que eu queria te mostrar. — Stark apontou para frente e à direita de nós, e eu engasguei de prazer.
Uma das árvores foi brilhante. De dentro das linhas escarpadas em sua casca grossa, uma luz suave brilhava azul, como se a árvore tivesse veias luminosa. — É incrível! O que é isso?
— Eu tenho certeza que há uma explicação científica - provavelmente alguma coisa, sobre plantas e fósforo e outras coisas, mas eu prefiro acreditar que é magia, magia
escocesa — disse Stark Eu olhei para ele, sorrindo e puxando sua manta.
Eu gosto de chamá-lo de magia, também. E falando de coisas escocesas, estou seriamente gostando de você nesta roupa.
Ele olhou para si mesmo. — É estranho que o que é basicamente um vestido feito de lã pode parecer tão viril.
Eu ri. — Eu gostaria de ouvir você dizer a Seoras e ao resto dos guerreiros que estão usando vestidos de lã.
— Claro que não. Acabei de voltar do Outromundo, mas isso não quer dizer que tenho um desejo de morrer. — Então ele pareceu reconsiderar o que eu acabei de dizer, e acrescentou: — Você gosta de mim nisto, hein?
Cruzei os braços e andei em círculo em torno dele, uma analisada séria uma vez mais, enquanto ele me observava. As cores do xadrez MacUallis sempre me lembrava da terra – estranho o bastante, a terra vermelho lama de Oklahoma para ser mais específica. Esse distinto enferrujado marrom foi misturado com as mais leves folhas-recém-trocadas e como cascas cinza-negro, apenas leves folhas-recém-trocadas. O usava da maneira antiga, como Seoras havia lhe ensinado, sanfonando todos os metros de material à mão e, em seguida, enrolando-se nele e prendendo-o com cintos e legais broches antigos (exceto que eu não acho que os caras guerreiros os chamam de broches). Ele tinha um outro pedaço de manta que ele podia puxar para cima sobre os ombros, que era uma coisa boa, porque com exceção do cruzado de correias de couro, tudo o que ele usava sobre o peito era uma camiseta sem mangas, que deixava muitos de sua pele nua.
Ele limpou a garganta. Seu meio sorriso fez parecer um pouco infantil e um bocado nervoso.
— Então? Passei na sua inspeção, minha rainha?
— Totalmente. — Sorri. — Com um grande A mais.
Eu gostei que ele fosse um grande, duro Guardião, ele pareceu aliviado. — Fico feliz em ouvir isso. Veja quão eficiente é toda essa lã. — Ele pegou minha mão e me levou mais perto da árvore brilhante, e sentou-se, espalhando parte de sua manta para fora sobre o musgo. — Sente-se, Z.
— Não se importa se eu sentar — eu disse, encolhendo-me ao lado dele. Stark puxou-me em seus braços e virou a borda do kilt sobre mim para que eu estivesse aquecida, encapsulada que me senti como um amável sanduíche de Guerreiro-e-manta. Ficamos daquele jeito o que parecer ser um longo tempo. Nós não falamos. Em vez disso, caímos em um lindo e confortável silêncio. Parecia certo estar nos braços de Stark. Segura. E quando suas mãos começaram a mover-se, seguindo o padrão das minhas tatuagens, em primeiro lugar no meu rosto e depois no meu pescoço, parecia certo também.
— Estou contente por elas voltarem — Stark disse suavemente.
— Foi por sua causa — eu sussurrei de volta. — Por causa do que você me fez sentir no Outromundo.
Ele sorriu e beijou minha testa. — Você quer dizer com medo e assustada?
— Não — eu disse, tocando seu rosto. — Você me fez sentir viva de novo.
Seus lábios passaram de minha testa à minha boca. Ele me beijou, beijou profundamente e, depois, contra os meus lábios, ele disse: — Isso é bom de ouvir, porque toda a coisa com Heath, e quase perder você, me fez conhecer algo de verdade que eu só meio que sabia antes. Eu não posso viver sem você, Zoey. Talvez eu possa ser apenas seu guardião, e você ter outro consorte ou até mesmo um parceiro, mas quem mais você tiver em sua vida não vai mudar quem eu sou para você. Eu nunca vou ficar chateado e ser egoísta e deixá-la novamente. Não importa o que. Eu vou lidar com outros caras, e isso não vai nos mudar. Eu juro. — Ele suspirou e, em seguida, pressionou sua testa contra a minha.
— Obrigada — eu disse. — Mesmo que soe como você me dando embora pros outros caras.
Ele recostou-se, franziu a testa para mim e disse: — Isso é mentira, Z.
— Bem, você acabou de dizer tudo bem com você, se eu estou com...
— Não! — Ele me abalou um pouco. — Eu não disse que estaria tudo bem por você estar com outros caras. Eu disse que não iria deixá-lo quebrar o que temos.
— O que nós temos?
— Um ao outro. Pra sempre.
— Isso é suficiente para mim, Stark. — Eu retorci meus braços ao redor de seus ombros. — Quer fazer algo comigo?
— Sim, qualquer coisa — ele repetiu a minha resposta, fazendo com que nós dois sorríssemos.
— Me beije como você fez antes para que eu não consiga pensar.
— Eu posso lidar com isso — disse ele.
O beijo de Stark começou lento e doce, mas não ficou assim por muito tempo. Como seu beijo se aprofundou, as suas mãos começaram a explorar o meu corpo. Quando ele encontrou a borda inferior da minha camiseta, ele hesitou, e foi durante esse pequeno momento de hesitação, que eu tomei minha decisão. Eu queria Stark. Eu queria ele todo. Eu me afastei dele para que eu pudesse olhar em seus olhos. Nós dois estávamos respirando com dificuldade e ele automaticamente se inclinou para mim, como se ele não pudesse ficar sem ser pressionado contra o meu corpo.
— Espere. — Eu coloquei minha mão espalmada no peito dele.
— Desculpe. — Sua voz soava rouca. — Eu não queria ir rápido demais.
— Não, não é isso. Você não está chegando rápido demais. Eu só queria ... bem ... — Eu hesitei, tentando fazer minha mente funcionar através da névoa de desejo que eu estava sentindo por ele. — Ah, o inferno. Eu vou te mostrar o que eu quero. — Antes que eu pudesse ficar tímida ou constrangida, eu me levantei. Stark estava me olhando com uma expressão que foi uma mistura de curiosidade com o calor, mas quando tirei minha camisa, tirei e pisei em minha calça jeans, a curiosidade foi-se embora e seus olhos pareciam escurecer com o calor. Deitei-me dentro da segurança de seus braços, amando a sensação de aspereza do seu xadrez contra a suavidade da minha pele nua.
— Você é tão bonita — disse Stark, seguindo o padrão da minha tatuagem que enrolaram na minha cintura. Seu toque me fez tremer. — Você está com medo? — Perguntou ele, puxando-me mais perto.
— Eu não estou tremendo, porque eu estou com medo — eu sussurrei contra os lábios entre beijos.
— Estou tremendo por causa do quanto eu te quero.
— Você tem certeza?
— Certeza absoluta. Eu te amo, Stark .
— Eu também te amo, Zoey.
Stark tomou-me em seus braços então, e com as mãos e os lábios, ele bloqueou o mundo, fazendo-me pensar apenas nele, só querendo estar com ele. Seu toque baniu a feia memória de Loren, e o erro que eu tinha feito me entregando a ele, na névoa do passado. Ao mesmo tempo, Stark amenizava a dor dentro de mim deixada da perda de Heath. Eu sempre sentiria falta de Heath, mas ele havia sido humano, e como Stark fez amor comigo eu entendi que eu teria que dizer adeus a Heath eventualmente. Stark era o meu futuro, meu Guerreiro - meu-Guardião - meu amor. Quando Stark desenrolou o xadrez MacUallis de todo o seu corpo e se deitou nu ao meu lado, ele se inclinou eu senti sua língua em primeiro lugar contra o pulso no meu pescoço e, em seguida um breve questionamento com seus dentes.
— Sim — eu disse, surpresa com o som sem fôlego e estranho da minha voz.
Mudei o meu corpo para que os lábios de Stark ficassem pressionados mais firmemente contra o meu pescoço, enquanto eu beijava o declive forte, liso, onde seu ombro encontrava o bíceps. Com a minha própria pergunta sem palavras, eu deixei os meus dentes arranharem sua pele.
— Oh, deusa, sim! Por favor, Zoey. Por favor.
Eu não podia esperar mais. Eu peguei a sua pele no mesmo momento que ele mordeu delicadamente o meu pescoço, e com o sabor doce e quente do seu sangue, meu corpo foi preenchido com os nossos sentimentos compartilhados. O vínculo entre nós era como fogo queimando e consumindo, quase doloroso em sua intensidade. Quase insuportável em seu prazer.
Nós agarramos um ao outro, bocas pressionadas contra a pele, corpo a corpo. Tudo que eu podia sentir era Stark. Tudo o que eu ouvia era o bater dos nossos corações batendo em tempo juntos. Eu não saberia dizer onde eu terminava e ele começava. Eu não poderia dizer que prazer era meu, e qual era seu. Mais tarde, enquanto eu estava em seus braços, nossas pernas entrelaçadas, nossos corpos ainda escorregadios com o suor, enviei uma oração silenciosa a minha Deusa: Nyx, obrigada por dar Stark a mim. Obrigado por deixar que ele me ame.


Nós não deixamos o bosque por horas. Mais tarde eu me lembraria daquela noite como um das mais felizes da minha vida. No caos do futuro, a memória de estar envolvida nos braços de Stark, dividindo toques e sonhos, e naquele momento ser completamente, completamente preenchida, ser algo amado, como o brilho da luz de velas na escuridão da noite. Muito mais tarde, caminhamos lentamente de volta ao castelo. Os dedos foram encadeados juntos, nossos lados se tocando intimamente. Nós tínhamos acabado de atravessar a ponte do fosso, e eu estava tão envolvida com Stark que eu não tinha notado a cabeça parada. Na verdade, eu não tinha notado nada de nada até que a voz de Aphrodite intrometeu-se.
— Oh, por amor de merda. Vocês dois poderiam ser mais óbvios?
Eu levantei minha cabeça sonhadora do ombro de Stark e vi Aphrodite em pé em uma poça de tochas na entrada do castelo, pés batendo de aborrecimento.
— Minha beleza, deixe eles serem. Eles ganharam seu pedaço de felicidade. — A voz profunda de Darius veio das sombras ao seu lado.
Uma sobrancelha bem loira levantou-se zombando. — Eu não acho que apenas felicidade é a peça que ela deu a Stark.
— Sério, nem mesmo você ser rude não vai me incomodar agora — disse a ela.
— Pode me incomodar, no entanto — disse Stark. — Você não deveria estar puxando as asas de gaivotas ou tirando fora garras de caranguejos?
Aphrodite agiu como se Stark não tivesse falado e se aproximou de mim. — É verdade?
— O que é verdade? Que você é uma dor na bunda? — Eu disse.
Stark bufou. — Isso definitivamente é verdade.
— Se for verdade, então você vai ter que dizer a ele. Eu não estou ouvindo ele choramingar — Aphrodite balançou seu iPhone ao redor, usando para pontuar o seu as palavras.
— Jeesh, você está agindo superlouca, até mesmo para você — eu disse. — Você precisa de compras de intervenção terapêutica? O. Que. É. Verdade?? — Eu falei devagar, fingindo ela era uma aprendiz-de-Inglês-como-um-segundo-língua.
— É verdade o que a Rainha de Toda Maldita Coisa Skye apenas me disse que você não vai sair com a gente amanhã? Que você vai ficar aqui?
— Oh — embaralhei meus pés, perguntando por que eu deveria me sentia culpada. — Sim, é verdade.
— Ótimo. Ótimo. Então, como eu disse antes, você diga a ele.
— Ele quem?
— Jack. Aqui. Ele vai explodir em lágrimas arrogantes e arruinar a sua maquiagem, o que fará dele boo-hoo ainda mais. E eu quero ter nada a ver com catarro de gay. De forma alguma.
Aphrodite deu um soco na tela de seu telefone. Ele estava tocando quando ela me entregou. Jack parecia doce, mas na defensiva quando ele respondeu. — Aphrodite, se você vai dizer mais alguma coisa sobre o ritual, então eu acho que você não deve dizer nada. Além disso, eu não vou ouvir vocês, porque eu estou ocupado desafiando a gravidade. É isso.
— Uh, oi, Jack — eu disse.
Eu quase podia ver o seu sorriso brilhar através do telefone.
— Zoey! Oi! Oooh, é tão legal que você não está morta, ou mesmo parecendo morta. Oh, oh, Aphrodite me fez dizer o que estamos planejando para amanhã depois de receber você de volta? Ohminhadeusa, ele vai ser tão totalmente legal!
— Não, Jack. Aphrodite não me disse porque...
— Boooomm! Eu começo a dizer. Então, nós vamos ter um ritual especial de celebração dos Filhos e Filhas das Trevas, como com nomes próprios e tal, porque você está de volta.
— Jack, eu tenho que...
— Não, não, não, você não precisa fazer nada. Eu tenho tudo arrumado. Eu tenho até a comida planejada também, com a ajuda de Damien, é claro. Quero dizer...
Eu suspirei e esperei que ele respirar.
— Olha, eu te disse — Aphrodite disse baixinho enquanto Jack jorrou. — Ele vai gritar quando você estourar sua pequena bolha cor-de-rosa.
— ... e minha parte favorita é quando você entrar no círculo eu vou estar cantando “Defying Gravity”. Você sabe, como Kurt fez no Glee, só que eu vou realmente alcançar aquela nota alta. Então o que você acha?
Fechei os olhos, respirei fundo e disse:
— Eu acho que você é um bom amigo.
— Oooh! Obrigado!
— Mas vamos adiar o Ritual.
— Adiar? Como assim? — Sua voz já soava trêmula.
— Porque... — eu hesitei.
Merda. Aphrodite estava certa. Ele provavelmente ia chorar.
Stark tirou o telefone gentilmente da minha mão e tocou o botão de alto-falante.
— Olá, Jack — disse ele.
— Oi, Stark!
— Você poderia me fazer um favor?
— Ohminhadeusa! Claro que sim!
— Bem, eu ainda estou meio fora pela coisa do Outromundo e de tal. Aphrodite e Darius estão voltando amanhã, mas Zoey vai ficar aqui na Skye comigo enquanto eu fico mais forte. Então, você poderia deixar todos saberem que nós não vamos estar de volta em Tulsa por mais algumas semanas ou algo assim? Basta passar isso pros outros e suavizar as coisas?
Prendi a respiração, esperando pelas lágrimas, mas em vez disso Jack parecia totalmente crescido e maduro.
— Absolutamente. Não se preocupe com nada, Stark. Eu vou deixar Lenobia e Damien e todo mundo saber. E Z, não há problema. Nós podemos definitivamente adiar. Só vai me dar mais tempo para praticar a minha música e descobrir como fazer origami de espadas para decoração. Pensei em pendurá-los com linha de pesca, que é transparente, aí eles pareceriam, você sabe, sabe, estar desafiando a gravidade.
Eu sorri e disse obrigado com a boca para Stark.
— Parece perfeito, Jack. Eu não vou me preocupar com coisa alguma que eu sei que você está no comando das decorações e da música.
O riso feliz Jack borbulhou.
— Vai ser um grande ritual! É esperar para ver. Stark, melhoras. Ah, e Aphrodite, você não deve assumir que eu vou começar a chorar, ao primeiro sinal de uma mudança nos planos de festa.
Aphrodite franziu o cenho para o telefone. — Como diabos você sabe que é o que eu assumi?
— Eu sou gay. Eu sei que das coisas.
— Tanto faz. Diga adeus, Jack. É o roaming do meu telefone — Aphrodite disse.
— Adeus, Jack! — Jack disse, rindo, enquanto Aphrodite pegou o telefone de Stark e finalizou com a chamada.
— Foi melhor do que você pensou que seria — eu disse a Aphrodite.
— Sim — ela aceitou bem. — Eu me pergunto como aquele outro irá lidar, uma vez que “ela” é exponencialmente pior que Miss Jack.
— Olha, Aphrodite, Damien não é um gay agitado, não que haja algo de errado com isso. Mas eu realmente gostaria que você fosse mais agradável sobre ambos.
— Oh, por favor. Eu não estou falando dos seus gays. Eu estou falando sobre Neferet.
— Neferet! — Minha voz estava afiada. Eu odiava mesmo dizer o nome dela. — O que você já ouviu dela?
— Nada, e é exatamente isso que eu estou preocupada. Mas, hey, Z, não perca o sono por isso. Afinal de contas, você vai estar aqui, em Skye, com um zilhão de caras fortes e Stark para protegê-la, enquanto o resto de nós, meros mortais, continuaremos com todo o bem contra o mal, Luz versus Escuridão, batalha épica, blá, blá, e etecetera. — Aphrodite se virou e pisado forte pelas escadas da frente do castelo.
— Aphrodite é um mero mortal? Pensei que o seu dor-na-bunda nível fosse além de mero — disse Stark.
— Eu ouvi isso! — Aphrodite chamou por cima do ombro. — Ah, e FYI, Z, eu tinha uma bagagem de emergência, como eu não tinha o suficiente, então eu vou confiscar a mala que você comprou no outro dia. Eu estou a fazer alguma energia de bagagem. Mais tarde, os camponeses.
Ela bateu a porta de madeira grossa para o castelo, o que realmente levou algo a fazer.
— Ela é maravilhosa — disse Darius, sorrindo com orgulho como ele saltou e seguiu os passos Aphrodite.
— Consigo pensar em um monte de palavras com m que ela poderia ser. Magnífica não é um delas — resmungou Stark.
— Mental e média surgem na minha cabeça — eu disse.
— O estrume aparece em meu — disse Stark.
— O estrume?
— Eu acho que ela é cheia de merda, mas são muitas palavras e não começam com M, de modo que o mais próximo que eu poderia ter — disse ele.
— Heehees — eu disse. Então eu uni o meu braço com o dele. — Você está apenas tentando me distrair das coisas da Neferet, não é?
— Está funcionando?
— Não é verdade. —O braço de Stark caiu em torno de mim.
— Então eu vou ter que trabalhar em minhas habilidades de distração. — De braços dados, nós caminhamos para a entrada do castelo. Eu deixei Stark divertir-me com sua
lista de palavras que se encaixam m em Aphrodite melhor do que magnífico, e tentou recuperar o sentido da felicidade contente eu havia sentido tão recentemente e tão brevemente. Eu fiquei me dizendo que Neferet era um mundo de distância e os adultos desse mundo poderiam lidar com ela.
Quando Stark abriu a porta do castelo para mim, uma coisa puxou a minha visão para cima e os olhos presos na bandeira que agitavam com orgulho sobre o domínio do Sgiach. Fiz uma pausa, apreciando a beleza do touro preto poderoso com a forma da Deusa brilhando dentro de seu corpo. Apenas então, um rastro de névoa levantada a partir das águas que ladeavam o castelo, alterando a minha visão da bandeira e mudar o touro preto para branco como um fantasma, uma vez que apagou a imagem da deusa completamente. Medo deslizou pelo meu corpo.
— O que é isso? — Instantaneamente alerta, Stark mudou-se para meu lado.
Pisquei. O nevoeiro se dissipou e a bandeira estava deslocada para trás em sua forma adequada. 
— Nada — eu disse rapidamente. — Estou sendo paranóica.
— Ei, eu estou aqui. Você não tem que ser paranoica, você não precisa se preocupar. Eu posso te proteger.
Stark tomou-me em seus braços e me abraçou apertado, bloqueando o mundo exterior que meu intestino estava tentando me dizer.

4 comentários:

  1. Pq é o intestino q tem q dizer??
    Ana.

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  2. Ta né...ai amo o stark....quero um pra mim...

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  3. Stark sempre atento kkkkk

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