1 de outubro de 2015

Capítulo 3

— Yeah, Zoey, eu entendo o que você está dizendo e tudo mais, mas, alô! Parte do que você ouviu é que Aphrodite vai tentar armar uma para você para que possa te tirar da liderança das Filhas das Trevas, então não sinta tanta pena dela — Stevie Rae disse.
— Eu sei – eu sei. Eu não estou ficando toda quente e confusa em relação a ela. Só estou dizendo que depois de ouvir ela com seus pais psicóticos eu entendo porque ela é como é.
Estávamos indo para o primeiro período. Bem, na verdade Stevie Rae e eu estávamos praticamente correndo para o primeiro período. Como sempre, estávamos quase atrasadas. Eu sabia que não deveria ter comido a segunda tigela de Count Chocula.
Stevie Rae virou os olhos. — E você diz que eu sou boazinha demais.
— Eu não estou sendo boazinha. Estou sendo compreensiva. Mas entender não muda o fato de que Aphrodite age como uma vadia do inferno.
Stevie Rae fez um barulho de ronco e balançou a cabeça, fazendo seus cachos loiros balançar como se fosse uma garotinha. O cabelo curto dela era estranho na House of Night onde todos, até a maioria dos caras, tinham cabelo ridiculamente grosso e comprido. Ok, meu cabelo sempre foi longo, mas ainda sim – foi realmente estranho quando eu cheguei aqui e fui bombardeada com cabelo, cabelo e cabelo. Agora fazia perfeito sentido.
Parte da Mudança física que acontece enquanto viramos vampiros é que o nosso cabelo e unhas crescem muito rápido. Depois de um pouco de prática, você pode dizer em que ano um calouro está sem olhar o Marca ou a sua jaqueta. Vampiros parecem diferentes de humanos (não é uma diferença ruim – é apenas diferente), então é apenas lógico que enquanto um calouro passa por mais e mais da Mudança o corpo dele pareça diferente também.
— Zoey, você não está prestando atenção.
— Huh?
— Eu disse, não abaixe sua guarda em relação a Aphrodite. Sim, ela tem pais terríveis. Sim, eles estão controlando e manipulando ela. Tanto faz. Ela ainda é odiosa e maldosa e vingativa. Cuidado com ela.
— Hey, não se preocupe. Eu vou.
— Ok, ótimo. Te vejo no terceiro período.
— Vejo você — eu respondi. Droga, ela se preocupa demais.
Eu me apressei para minha aula e tinha começado a sentar na minha mesa perto de Damien, que levantou uma sobrancelha para mim e disse, — Outra manhã de duas tigelas? — quando o sino tocou e Neferet entrou na sala.
Eu sei que é a beira do esquisito (ou talvez até meio bicha, em uma melhor escolha de palavras) continuar a notar o quão linda uma mulher é quando você também é uma mulher, mas Neferet é tão linda que é como se ela tivesse a habilidade de focar toda a luz da sala em si. Ela estava usando um vestido preto simples e botas lindas de morrer. Ela estava usando seus brincos prateados e, como sempre, o emblema prateado da deusa estava no seu peito. Ela não parecia muito com a deusa Nyx – que eu juro ter visto no dia que fui Marcada – mas ela tem a aura da deusa de força e confiança. Eu só vou admitir. Eu queria ser ela.
Hoje foi diferente. Ao invés de ensinar a aula toda (e, não, incrivelmente a aula de Neferet nunca era chata) ela nos deu a tarefa de fazer uma redação sobre a Medusa, que estávamos estudando a semana toda. Aprendemos que ela na verdade não tinha sido um monstro que transformava os homens em pedra com o olhar. Ela tinha sido uma famosa Alta Sacerdotisa vampira cujo dom era uma afinidade, ou conexão especial, com a terra, que foi provavelmente da onde o mito de “transformar em pedra” saiu. Eu tenho certeza que se uma Alta Sacerdotisa vampira se irritasse o suficiente e tivesse uma conexão mágica com a terra (pedras vem da terra), ela poderia facilmente transformar alguém em granito. Então a tarefa de hoje era escrever uma redação no mito humano e simbolismo, e o significado por trás da ficticionalização da história de Medusa.
Mas eu estava muito inquieta para escrever. Além do mais, eu tinha o fim de semana todo para terminar a redação. Eu estava muito mais preocupada com as Filhas das Trevas. A lua cheia era no domingo. Era esperado que eu liderasse o ritual das Filhas das Trevas. Eu percebi que todos também estavam esperando que eu fizesse o anúncio sobre as mudanças que eu planejei fazer. Uh, eu precisava ter uma ideia sobre essas mudanças. Surpreendentemente, eu tinha uma ideia, mas eu precisaria de ajuda.
Eu ignorei o olhar curioso de Damien quando rapidamente reuni minhas coisas e fui para a mesa de Neferet.
— Problemas, Zoey? — ela perguntou.
— Não. Uh, sim. Bem, na verdade, se você me deixar ir até o Media Center pelo resto do período, meu problema será resolvido. — Eu percebi que estava nervosa. Eu só estava na House of Night a um mês, e eu ainda não tinha certeza sobre o protocolo para ser liberada da aula. Eu quero dizer, só houve dois garotos no mês todo que ficaram doentes. E eles morreram. Os dois. Os corpos deles rejeitaram a Mudança, um aconteceu bem na minha frente na aula de literatura. Foi totalmente nojento. Mas fora os garotos moribundos ocasionais, estudantes raramente perdiam as aulas. Neferet estava me observando, e eu lembrei que ela era intuitiva e provavelmente podia sentir a ridícula conversa na minha cabeça. Eu suspirei. — Coisas das Filhas das Trevas. Eu quero bolar algumas ideias novas sobre a liderança.
Ela pareceu contente. — Algo que eu possa te ajudar?
— Provavelmente, mas eu preciso fazer algumas pesquisas e arrumar minhas ideias primeiro.
— Muito bem, venha até mim quando estiver pronta. E sinta-se a vontade para passar o tempo necessário no Media Center que você precisar — Neferet disse.
Eu hesitei. — Eu preciso de um passe?
Ela sorriu. — Eu sou sua mentora e te dei permissão, o que mais você poderia precisar?
— Obrigado — eu disse, e sai apressada da aula me sentindo idiota. Eu ficaria tão feliz quando estivesse na escola a tempo suficiente para saber essas pequenas regras internas. E, de qualquer forma, eu não sei porque estava tão preocupada. Os corredores estavam desertos. Diferente da minha antiga escola (South Intermediate High School em Broken Arrow, Oklahoma – que é um subúrbio totalmente chato de Tulsa) não havia nenhum complexo de Napoleão, vice diretores muito bronzeados com nada melhor para fazer que andar pelos corredores perseguindo garotos. Eu diminui a velocidade e disse a mim mesma para relaxar – droga, eu estava estressada demais ultimamente.
A biblioteca era na parte central da área da escola em uma legal sala com vários andares que tinha sido construída para imitar a torre de um castelo, o que se encaixava bem com o resto da escola. A coisa toda parecia como algo vindo do passado. Essa provavelmente era uma das razões que tinha chamado atenção dos vampiros 5 anos atrás. Nessa época era uma escola preparatória para garotos ricos metidos, mas tinha sido construída originariamente para ser um monastério para os monges de Santo Augustine e Pessoas de Fé. Eu lembrei disso quando eu perguntei como uma escola preparatória tinha sido tomada pelos vampiros e Neferet me disse que eles fizeram um acordo que eles não podiam recusar. A memória do tom perigoso da voz dela ainda fazia minha pele se arrepiar.
"Me-eeh-uf-ow!”
Eu pulei e quase me mijei. — Nala! Você quase me matou de susto!
Sem preocupação, minha gata se lançou nos meus braços, e eu tive que fazer malabarismo com o bloco de notas, bolsa, e um pequeno (mas gordinho) gato laranja. Enquanto Nala reclamava para mim em sua voz mal humorada de velhinha. Ela me adorava, e ela definitivamente me escolheu para si, mas isso não significa que ela seja sempre agradável. Eu mudei ela de lado, e abri a porta para o Media Center.
Oh – o que Neferet tinha dito ao meu estúpido padrasto-perdedor John era a verdade. Gatos andam livremente por toda a escola. Eles frequentemente seguem “seus” donos para a aula. Nala, em particular, gostava de me encontrar várias vezes por dia. Ela insistia que eu coçasse sua cabeça, reclamava um pouco para mim, e então saia para fazer o que quer que gatos fizessem com seu tempo livre. (Planejar a dominação mundial?)
— Você precisa de ajuda com ela? — a especialista do Media perguntou. Eu tinha conhecido ela brevemente durante minha semana de orientação, mas lembrei que o nome dela era Sappho. (Uh, não era a verdadeira Sappho – aquela vampira poeta que morreu mil anos atrás – agora estávamos estudando o trabalho dela na aula de literatura.)
— Não, Sappho, mas obrigado. Nala não gosta de ninguém a não ser eu.
Sappho, uma pequena vampira morena cujas tatuagens eram elaborados símbolos, Damien me disse que eram hieróglifos gregos, sorriu profundamente para Nala. — Gatos são criaturas tão interessantes, você não acha?
Eu coloquei Nala no meu outro ombro enquanto ela reclamava no meu ouvido. — Eles definitivamente não são cachorros — eu disse.
— Graças a deusa por isso!
— Você se importa se eu usar um dos computadores? — O Media Center era alinhado com fileiras e fileiras de livros – milhares deles – mas também era um laboratório de computadores muito legal.
— É claro, sinta-se em casa e sinta-se livre para me chamar se não conseguir encontrar o que você precisa.
— Obrigado.
Eu peguei um computador que estava numa grande mesa e entrei na Internet. Isso era outra coisa que era diferente da minha antiga escola. Aqui os estudantes não tinham um login e sites não eram restringidos. Aqui era esperado que os estudantes mostrassem senso e agissem certo – se eles não agissem não é como se os vampiros, quem eram quase impossível de mentir, não fossem descobrir. Só em pensar em coisas para mentir para Neferet fazia meu estômago doer.
Se concentre e pare de brincar. Isso é importante.
Ok, uma ideia estava a milhão na minha cabeça. Era hora de ver se daria certo. Eu abri o Google e digitei “escolas preparatórias privadas.” Zilhões apareceram. Eu comecei a estreitar a lista. Eu queria exclusivas e superiores escolas (nenhuma daquelas “academias alternativas” idiotas que estavam apenas segurando a caneta para um futuros criminoso – ugh). Eu também queria escolas antigas, que estavam por aí a gerações. Eu estava procurando por algo que tinha passado pelo teste do tempo.
Eu facilmente encontrei Chatham Hall, que era a escola que os pais de Aphrodite tinham jogado na cara dela. Era uma exclusiva escola preparatória da Costa Leste e, cara, parecia metida. Eu saí do site. Qualquer lugar que os bizarros pais de Aphrodite aprovassem não seria algo que eu queria tomar como modelo. Eu continuei procurando... Exeter... Andover... Taft... Miss Porter's (verdade – hee hee – esse é o nome da escola)... Kent...
— Kent. Eu ouvi esse nome antes — eu disse a Nala, que estava empoleirada no topo da mesa para me observar enquanto cochilava. — É em Connecticut – é por isso que é familiar. É onde Shaunee estava indo antes de ser Marcada. — Eu mexi no site, curiosa para ver onde Shaunee tinha passado a primeira parte do seu primeiro (ou terceiranista) ano. Era uma escola bonita – não tinha como negar isso. Metida, claro, mas tinha algo sobre ela que parecia ser mais bem acolhedora que as outras escolas preparatórias. Talvez fosse porque eu conhecia Shaunne. Eu continuei mexendo no site – e de repente sentei direito. — É isso — eu murmurei para mim mesma. — É o tipo de coisa que eu preciso.
Eu peguei uma caneta e abri o bloco de notas e me ocupei fazendo anotações. Muitas anotações.
Se Nala não tivesse assoviado em um aviso, eu teria dado um belo pulo quando uma voz profunda falou atrás de mim.
— Você parece completamente envolvida nisso.
Eu olhei por cima do meu ombro – e congelei. Oh meu Deus.
— Desculpe, eu não queria interromper você. É apenas tão incomum ver um estudante escrever fervorosamente e à mão, ao contrário do que digitar no computador, que eu pensei que você pudesse estar escrevendo poesia. Você vê, eu prefiro escrever poesia com a mão. O computador é apenas impessoal demais.
Pare de ser tão idiota! Fale com ele! Minha mente gritou para mim. — Eu – uh – não estou escrevendo poesia. — Deus, isso foi brilhante.
— Oh, bem. Não machuca verificar. Foi bom falar com você.
Ele sorriu e se virou e minha boca finalmente conseguiu funcionar um pouco mais corretamente. — Uh, eu também acho que computadores são impessoais. Eu nunca escrevi poesia, mas quando eu escrevo algo tão importante para mim eu gosto de fazer isso assim. — Totalmente nerd, eu levantei minha caneta.
— Bem, talvez você devesse tentar escrever poesia. Me parece que você pode ter a alma de um poeta. — Ele ergueu sua mão. — Normalmente a essa hora do dia eu venho dar uma folga a Sappho. Eu não sou um professor em tempo integral porque só estou na escola há um ano. Eu só ensino duas aulas, então tenho tempo extra. Eu sou Loren Blake, Vampiro Poeta Laureate.
Eu peguei o ante braço dele no jeito tradicional de vampiros se cumprimentarem, tentando não pensar sobre o quão quente o braço dele era, o quão forte ele era, e o quão sozinhos estávamos no Media Center.
— Eu sei — eu disse. Então eu queria cortar minha garganta. Que coisa idiota para dizer! — O que eu quis dizer é que eu sei quem você é. Você é o primeiro homem poeta Laureate que eles nomearam em 200 anos. — Eu percebi que ainda estava segurando o braço dele e o soltei. — Eu sou Zoey Redbird.
O sorriso dele fez meu coração bater forte no meu peito. — Eu também sei quem você é. — Os lindos olhos dele, tão escuros que pareciam preto e sem fundo, brilharam travessamente. — Você é a primeira caloura a ter uma Marca completamente colorida, assim como a única vampira, caloura ou adulta, a ter uma afinidade pelos cinco elementos. É bom finalmente conhecer você cara-a-cara. Neferet me falou muito sobre você.
— Ela falou? — Eu estava tão mortificada que minha voz se esganiçou.
— É claro que sim. Ela está incrivelmente orgulhosa de você. — Ele acenou para o banco vazio ao meu lado. — Não quero interromper seu trabalho, mas você se importa se eu sentar com você um pouco?
— Yeah, claro. Eu preciso de uma pausa. Eu acho que minha bunda adormeceu. — Oh, Deus, me mate agora.
Ele riu. — Bem, então, você gostaria de ficar de pé enquanto eu sento?
— Não, eu – uh – vou mudar meu peso. — E então vou me jogar da janela.
— Então, se não for muito pessoal, posso perguntar no que você está trabalhando tão afincamente?
Ok, eu precisava pensar e falar. Seja normal. Esqueça que ele é facilmente o homem mais lindo de parar o coração que já esteve perto de mim a minha vida toda. Ele é um professor na escola. Só outro professor. Só isso. Yeah, certo. Só outro professor que parecia como o sonho de toda mulher para o Homem Perfeito. E eu digo Homem. Erik é gostoso e lindo e muito legal. Loren Blake era outro universo. Um totalmente fora dos limites, e um impossivelmente sexy universo que eu não tinha permissão para acessar. Como se ele me visse como algo mais do que uma garota de qualquer forma. Por favor. Dezesseis. Ok, quase dezessete, mas ainda sim. Ele provavelmente tem pelo menos 21 ou algo assim. Ele apenas está sendo gentil. Mais provavelmente ele só quer olhar de perto minha bizarra Marca. Ele poderia estar fazendo pesquisa sobre um altamente embaraçoso poema sobre o –
— Zoey? Se você não quer me dizer sobre o que está trabalhando, está tudo bem. Eu realmente não queria incomodar você.
— Não! Está tudo bem. — Eu respirei fundo e me ajeitei. — Desculpe – acho que ainda estava pensando sobre a minha pesquisa — eu menti, esperando que ele fosse um vampiro jovem o bastante para não ter o incrível detector de mentira que os professores mais velhos tinham. Eu continuei rapidamente. — Eu quero mudar as Filhas das Trevas. Eu acho que precisa de uma fundação – algumas regras claras e um guia. Não apenas para se juntar, mas quando você entrar ter certos padrões. Você não deve ter um passe livre para ser um idiota tanto quanto quiser, e ainda ganhar o privilégio de ser uma Filha e Filho Negro. — Eu parei e pude sentir meu rosto ficando quente e vermelho. Do que diabos eu estava falando? Eu devo parecer uma idiota.
Mas ao invés de rir de mim, ou pior, dizer algo padronizado e ir embora, ele parecia estar considerando o que eu disse. — Então o que você bolou? — Ele perguntou.
— Bem, eu gosto do jeito que essa escola privada Kent lida com seu grupo estudantil. Olha — Eu cliquei no link da direita e li do texto. — O conselho Sênior e Sistema Prefeito é uma parte integral da vida em Kent. Seus alunos são escolhidos como os lideres que juram serem modelos e lidar com todos os aspectos da vida estudantil em Kent. — Eu usei minha caneta para apontar para a tela do computar. — Vê, tem vários prefeitos diferentes, e eles são eleitos para cada Conselho anual pelos votos de estudantes e pela equipe, mas a escolha final é feita pelo diretor – que seria Neferet – e o Prefeito Veterano.
— Que seria você — ele disse.
Eu podia sentir meu rosto ficar quente. De novo. — Yeah. Também diz que todo mês de maio novos membros do Conselho são “apontados” como possível membros para o próximo ano escolar, e tem uma enorme cerimônia para celebrar. — Eu sorri, e disse, mais para mim do que para ele, — Parece um novo ritual que Nyx aprovaria. — Quando disse as palavras senti a certeza dentro de mim.
— Eu gostei — Loren disse. — Eu acho que é uma grande ideia.
— Verdade? Você não está apenas dizendo por dizer?
— Tem algo sobre mim que você deveria saber. Eu não minto.
Eu olhei para os olhos dele. Eles pareciam sem fundo. Ele estava sentado tão perto de mim que eu podia sentir o calor do corpo dele, o que me fez suprimir um calafrio de uma repentina onda de um desejo proibido. — Bem, obrigado então — eu disse suavemente. Me sentindo repentinamente corajosa, eu continuei. — Eu quero que as Filhas das Trevas signifiquem mais do que só um grupo social. Eu quero que elas sejam exemplos – que façam a coisa certa. Então eu pensei que cada um de nós teria que jurar seguir cinco ideais representando os cinco elementos.
As sobrancelhas dele foram para cima. — O que você tem em mente?
— As Filhas e Filhos Negros deveriam jurar ser autênticos pelo ar, fiéis pelo fogo, sábios pela água, sensitivos pela terra, e sinceros pelo espírito. — Eu terminei sem olhar para minhas notas. Eu já sabia os cinco ideais de cor. Então eu observei os olhos dele ao invés disso. Ele não disse nada por um momento. Então, devagar, ele se aproximou e passou um dedo pela linha contínua da minha tatuagem. Eu queria tremer com o toque dele, mas não podia me mexer.
— Lindo e inteligente e inocente — ele sussurrou. Então a incrível voz dele recitou, — A melhor parte da beleza é aquela que nenhuma figura pode expressar.
— Sinto muito por interromper, mas eu realmente preciso checar os últimos três livros dessa série para a professora Anastasia.
A voz de Aphrodite quebrou o feitiço entre Loren e eu, assim como quase me deu um ataque cardíaco. Na verdade, Loren parecia tão abalado quanto eu. Ele tirou as mãos do meu rosto e andou quietamente para o balcão de checagem. Eu fiquei sentada onde estava como se tivesse criado raízes na cadeira; tentando parecer tão ocupada escrevendo mais anotações (que eram na verdade, bem, rabiscos). Eu ouvi Sappho voltar e assumir a checagem dos livros de Aphrodite no lugar de Loren. Eu pude ouvir ele indo embora, e quase como se não pudesse me impedir, eu me virei e olhei para ele. Ele estava saindo pela porta e não prestando a menor atenção em mim.
Mas Aphrodite estava me olhando diretamente com um sorriso travesso em seus lábios perfeitos.
Bem, inferno.

18 comentários:

  1. AIMINHASANTAHERA!!!

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  2. Fala sério , flertar com o professor , oq raios ela tem na cabeça ? Ar ? Bom eu to achando

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  3. Afinal ela gosta do Erik ou do Loren?

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    1. Dos dois! ehauehauheauehauhe

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    2. Eu estou começando a achar este,o meu blog de livros favorito.Toda vez que eu decido ler um livro aqui acontece uma reviravolta chocante!Por acaso essa Zoey é louca,ela nao pode flertar com o professor e quase namorar o Erik,o que ela tem na cabeça?Acho que aquele ritual com os cinco elementos baunçou toda a cabeça dela,aora ao inves de celebro ela tem uma grande massa de ar,fogo,agua,terra e espirito

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  4. Só digo uma coisa :
    FUDEU !!!!!

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  5. Vários livros os alunos se apaixonam po profesorres
    Ex:Academia de vampiros....acho legal

    Katiele carolainne

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    1. Vdd! So q ao passar do livro a relação dela com ele n vai ser NADA legal...

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  6. Torço pelo Loren... pelo menos por enqto...
    Gi

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    1. Relaxa! Toda bola jogada para parede volta para si mesmo...

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  8. Eu leio os comentários e não sei se rio ou se choro...
    Eu amo Erik! E se ela não quer... Vey, eu quero!

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  9. Eu acho que o que ela tem com o Erik não é nada sério por enquanto, acho que ela tem mais é que aproveitar, que apareçam mais machos por favor. Tenho uma tara por professores gostosos, que nossa.. auhsauhs

    Só que... Tenho um bad feel sobre esse professor, ele só se interessou pela Z agora, e ele é bem próximo da Neferet. Ele me passou uma impressão daqueles filmes teens onde a vaca/inimiga da protagonista (no caso aqui é a Neferet), manda um gostosão (no caso, professor L) pra se fazer de interessado pela mocinha (no caso a Zoey), só pra bancar o espião, distrair a mocinha, ou seja, foder com a vida dela, tenho 90% de certeza que esse professor não é boa coisa.

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    1. Admita que já leu toda a saga e está lendo de novo fingindo que não sabe de nada. (INOCENTE)

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  10. Quem é esse?? Eu juro que se ele roubar a Zoy do Erik eu o mato!!

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