6 de outubro de 2015

Capítulo 3 - Stevie Rae

Stevie Rae acordou se sentindo como um grande monte de merda. Bem, na verdade, sentia-se como um grande e estressado monte de merda. Ela havia tido um Imprint com Rephaim. Ela quase tinha se queimado em cima no telhado.
Por um segundo, ela se lembrou do excelente episódio da segunda temporada de True Blood, onde Goderick tinha se queimado em cima de um telhado. Stevie Rae soltou uma risada. — Isso parece mais fácil na TV.
— O que parece?
— Pelo amor dos cachorrinhos chorões, Dallas! Você me assustou. — Stevie Rae agarrou o lençol branco, hospitalar que a cobria. — O que é que você está fazendo aqui no Sam Hill?
Dallas franziu a testa. — Ei, sossega. Eu vim até aqui um pouco depois do anoitecer para verificar você, e Lenobia me disse que seria bom ficar aqui por um tempo no caso de você acordar. Você está terrivelmente nervosa.
— Eu quase morri. Acho que tenho o direito de estar um pouco nervosa.
Dallas olhou instantaneamente arrependido. Ele colocou a pequena cadeira lateral pouco mais perto e pegou sua mão. — Desculpe. Você está certa. Desculpe. Eu estava realmente com medo quando Erik disse a todos o que havia acontecido.
— O que Erik disse?
Seus quentes olhos castanhos endureceram.
— Que você quase queimou no telhado.
— Sim, foi realmente estúpido. Eu tropecei, caí e bati com a cabeça. — Stevie Rae teve que desviar seu olhar enquanto falava. — Quando eu acordei, eu estava quase torrada.
— É mentira.
— O quê?
— Poupe esse monte de porcaria para Erik e Lenobia e o resto deles. Aqueles idiotas tentaram matá-la, não é?
— Dallas, não sei do que você está falando. — Ela tentou tirar a mão da dele, mas ele segurou firme.
— Ei. — Sua voz suavizou e ele tocou seu rosto, puxando seu olhar de volta no dele. — Sou somente eu. Você sabe que pode me dizer a verdade, e eu vou manter minha boca fechada.
Stevie Rae soltou um longo suspiro.
— Eu não quero que Lenobia ou qualquer um deles saiba, especialmente nenhum dos calouros azuis.
Dallas encarou um longo tempo antes de falar.
— Eu não vou dizer nada a ninguém, mas você tem que saber que eu acho que você está cometendo um grande erro. Você não pode continuar protegendo-os.
— Eu não estou protegendo-os! — protestou ela. Desta vez, ela segurou firme a mão de Dallas, mão quente, tentando convencê-lo através do toque a entender algo que ela nunca poderia dizer-lhe. — Eu só quero lidar com isso - tudo isso - do meu jeito. Se todos souberem que eles tentaram armar pra mim lá em cima, então tudo vai estar fora das minhas mãos. — E se Lenobia agarra Nicole e seu grupo, e eles falam sobre Rephaim? O pensamento doentio era um culpado sussurro na mente de Stevie Rae.
— O que você vai fazer com eles? Você não pode simplesmente deixá-los fugir com isso.
— Eu não vou. Mas eles são minha responsabilidade, e eu vou cuidar deles eu mesma.
Dallas sorriu. — Você vai chutar a suas bundas, né?
— Algo assim — disse Stevie Rae, desinformada sobre o que ela faria. Então, ela rapidamente mudou de assunto. — Ei, que horas são? Eu acho que estou morrendo de fome.
O sorriso de Dallas mudou para gargalhadas quando ele se levantou.
— Agora soa como a minha menina! — Ele beijou sua testa e, em seguida, virou-se para o mini-refrigerador que estava escondido dentro das prateleiras metálicas em toda a sala. — Lenobia me que disse há bolsas de sangue aqui. Ela disse que tão rápido quanto você está curando e tão profundo quanto você está dormindo, você provavelmente acordaria com fome.
Enquanto ele foi pegar as bolsas de sangue, Stevie Rae sentou-se e espiou cautelosamente as costas de seu vestido de hospital, estremecendo um pouco por quão tensa o movimento a fazia sentir. Ela esperava o pior. Sério, suas costas tinham sido queimadas como um hambúrguer quando Lenobia e Erik puxaram-na do buraco que ela tinha feito na terra. Puxada por Rephaim.
Não pense nele agora. Apenas se concentre em...
— Ohminhadeusa — Stevie Rae sussurrou pasma quando ela encarou o que ela podia ver de suas costas. Não estava mais como hambúrguer. Estava liso. Rosa brilhante, como se ela tivesse começado a queimar, mas suave e com aparência de novo, como pele de bebê.
— Isso é incrível. — A voz de Dallas foi abafada. — Um verdadeiro milagre.
Stevie Rae olhou para ele. Seus olhos se encontraram.
— Você me assustou boa menina — disse ele. — Não faça isso de novo, ok?
— Vou tentar o meu melhor para não fazer — disse ela baixinho.
Dallas se inclinou para frente e com cuidado, apenas com as pontas dos dedos, tocou a pele rosa fresca na parte de trás de seu ombro. — Será que ainda dói?
— Não realmente. Eu estou apenas um pouco dura.
— Espantoso — repetiu ele. — Quero dizer, eu sei que Lenobia disse que tinha estaria se curando enquanto estivesse dormindo, mas você estava muito machucada, e eu não esperava nada assim...
— Quanto tempo eu estive dormindo? — Ela o cortou, tentando imaginar as consequências do que Dallas dizia, ela deveria ter estado fora dias e dias. O que pensaria Rephaim se ela não aparecesse? Pior, o que faria?
— Foi apenas um dia. — O alívio inundou-a. — Um dia? Sério?
— Sim, bem, o crepúsculo foi um par de horas atrás, então você tecnicamente dormiu durante mais de um dia. Eles trouxeram você de volta aqui ontem, após o nascer do sol. Foi muito dramático. Erik dirigiu o Hummer pelo terreno, derrubou um muro e pisou em linha reta para o celeiro de Lenobia. Então nós ficamos como loucos para levá-la através da escola até aqui na enfermaria.
— Sim, eu falei com Z no Hummer no caminho de volta aqui, e eu estava me sentindo quase bem, mas depois foi como se alguém apagasse as luzes em mim. Acho que desmaiei.
— Eu sei que fez.
— Bem, isso é uma maldita vergonha. — Stevie Rae permitiu-se sorrir. — Eu teria gostado de ver todo aquele drama.
— Sim — ele sorriu de volta para ela — que é exatamente o que eu pensei quando eu estava pensando que você morreria.
— Eu não vou morrer — disse ela com firmeza.
— Bem, eu estou contente de ouvir isso. — Dallas inclinou, colocando a mão em concha no queixo dela, e beijou-a carinhosamente nos lábios.
Com uma reação estranha, automática, Stevie Rae empurrou para longe dele.
— Uh, à respeito daquela bolsa de sangue? — Disse ela rapidamente.
— Oh, sim. — Dallas deu de ombros fora de seu rechaço, mas seu rosto estava estranhamente rosa, quando ele entregou-lhe a bolsa. — Desculpe, eu não estava pensando. Eu sei que você está magoada, e já não sinto como, eh, bem, você sabe... — Sua voz se apagou, e ele parecia super desconfortável.
Stevie Rae sabia que ela deveria dizer alguma coisa. Afinal, ela e Dallas tiveram uma coisa juntos. Ele foi gentil e inteligente, e ele provou que entendia aquela situação, olhando arrependido, e tipo abaixando a cabeça de uma forma adorável que o fez parecer um menininho. E ele era bonito - alto e magro, com apenas a quantidade exata de músculos e grossos pelos cor de areia. Ela realmente gostava de beijá-lo. Ou ela costumava gostar.
Ela não estava calma?
Uma estranha sensação de mal-estar a impediu de encontrar as palavras que o faria se sentir melhor, então ao invés de falar, Stevie Rae tomou a bolsa dele, rasgou o canto, e elevou-o, permitindo o sangue drenar por baixo para sua garganta e expandir como uma mega dose de Red Bull em seu estômago energizando o resto de seu corpo.
Ela não queria, mas em algum lugar profundo dentro dela, Stevie Rae ponderava a diferença entre o como este normal, mortal, habitual sangue a fazia se sentir - e como o sangue de Rephaim havia sido como um raio de energia e calor.
Sua mão tremia só um pouco quando ela limpou a boca e, finalmente, olhou para Dallas.
— Está melhor? — Ele perguntou, olhando perturbado pela estranha troca e tal como sua familiar, doce personalidade novamente.
— Eu poderia ter mais um?
Ele sorriu e segurou outra bolsa para ela.
— Já, adiante, menina.
— Obrigada, Dallas. — Ela fez uma pausa antes de dar uma golada do segundo. — Eu não me sinto cem por cento certa agora. Sabe?
Dallas assentiu. — Eu sei.
— Estamos bem?
— Sim — disse ele. — Se você está bem - nós estamos bem.
—Bem, isso vai ajudar. — Stevie Rae derrubou uma bolsa quando Lenobia entrou no quarto.
— Hey, Lenobia - veja a Bela Adormecida finalmente acordando — disse Dallas.
Stevie Rae engoliu a última gota de sangue e se virou para a porta, mas o sorriso de olá que ela havia colocado no rosto congelou em seu primeiro vislumbre de Lenobia.
A Senhora dos Cavalos estava chorando. Muito.
— Ohminhadeusa, o que houve? — Stevie Rae estava tão abalada por ver a professora geralmente tão forte em pranto que sua primeira reação foi caminhar lentamente para a cama ao lado dela, convidando Lenobia para sentar-se com ela, assim como sua mãe costumava fazer quando ela se machucava e vinha chorando para ser apaziguada.
Lenobia deu vários passos desajeitados na sala. Ela não se sentou na cama de Stevie Rae. Ela estava de pé e respirou fundo, provavelmente se preparando para fazer algo realmente terrível.
— Você quer que eu vá? — Dallas perguntou hesitante.
— Não. Fique. Ela pode precisar de você. — A voz Lenobia era áspera e espessa, com lágrimas. Ela encontrou os olhos Stevie Rae. — É Zoey. Aconteceu algo.
A sobressaltada de medo Stevie Rae sentiu um tiro nas vísceras, e as palavras brotaram antes que ela pudesse detê-las.
— Ela está bem! Eu falei com ela, lembra? Quando estávamos indo embora do depósito, antes de tudo aquilo luz do dia, a dor e as coisas me pegassem, e eu desmaiei. Isso foi ontem!
— Erce, minha amiga que trabalha como assistente do Alto Conselho, vem tentando entrar em contato comigo por horas. Eu estupidamente deixei meu telefone no Hummer, então eu não falei com ela até agora. Kalona matou Heath.
— Merda! — Dallas ofegou.
Stevie Rae ignorou-o e olhou para Lenobia. O Pai de Rephaim tinha matado Heath! O medo doentio em suas vísceras foi piorando cada vez mais a cada segundo. — Zoey não está morta. Eu saberia se ela estivesse morta.
— Zoey não está morta, mas ela viu Kalona matar Heath. Ela tentou pará-lo e não conseguiu. Isso a despedaçou, Stevie Rae. — Lágrimas começaram a vazar pelo rosto de porcelana de Lenobia.
— A despedaçou? O que significa isso?
— Isso significa que seu corpo ainda respira, mas sua alma se foi. Quando uma alma de Alta Sacerdotisa é quebrada, é só uma questão de tempo antes que seu corpo desvaneça deste mundo, também.
— Desvanecer? Eu não sei o que você está falando. Você está tentando me dizer que ela vai desaparecer?
— Não — disse Lenobia irregularmente. — Ela vai morrer.
A cabeça Stevie Rae começou a sacudir para trás e para frente, para trás e para frente. — Não. Não. Não! Só temos que buscá-la aqui. Ela vai ficar bem depois.
— Mesmo se o seu corpo retornar para cá, Zoey não vai voltar, Stevie Rae. Você tem que se preparar para isso.
— Eu não vou! — Stevie Rae gritou. — Eu não posso! Dallas, pegue minha calça jeans e outras coisas. Eu tenho que sair daqui. Eu tenho que descobrir uma maneira de ajudar à Z. Ela não desistiu de mim, e eu não vou desistir dela.
— Isto não é sobre você. — Dragon Lankford falou da porta aberta da sala de enfermaria. Seu rosto forte foi deformado e abatido pela novidade da perda de sua companheira, mas sua voz foi calma e firme. — Tem a ver com o fato de que Zoey enfrentou um sofrimento que ela não poderia suportar. E eu entendo alguma coisa sobre dor. Quando se destrói a alma, o caminho para retornar ao corpo está quebrado, e sem o preenchimento de espírito, nosso corpo morre.
— Não, por favor. Isso não pode estar certo. Isso não pode estar acontecendo — Stevie Rae lhe disse.
— Você é a primeira Alta Sacerdotisa vampira vermelha. Você tem que encontrar a força para aceitar essa perda. Seu povo vai precisar de você — Dragon disse.
— Nós não sabemos para onde Kalona fugiu, nem sabemos o papel de Neferet em tudo isso — disse Lenobia.
— O que sabemos é que a morte Zoey seria um excelente momento para um ataque contra nós — Dragon acrescentou.
A morte de Zoey... As palavras ecoaram na mente de Stevie Rae, trazendo choque e medo e desespero.
— Seus poderes são enormes. A rapidez de sua recuperação prova isso — Lenobia disse. — E teremos todo o poder que pudermos aproveitar para conhecer a escuridão que tenho certeza que vai descer sobre nós.
— Controle a sua tristeza — Dragon disse. — E substitua Zoey.
— Ninguém pode ser Zoey! — Stevie Rae chorou.
— Nós não estamos pedindo para ser ela. Nós estamos apenas pedindo para você ajudar o resto de nós a preencher o vazio que ela deixa — disse Lenobia.
— Eu tenho, tenho que pensar — Stevie Rae disse. — Será que vocês podem me deixar sozinha por um tempo? Eu quero me vestir e pensar.
— É claro — disse Lenobia. — Nós estaremos na Câmara do Conselho. Junte-se a nós quando estiver pronta. — Dragon e ela deixaram a sala em silêncio, aflitos porém decididos.
— Ei, você está bem? — Dallas se moveu para ela, alcançando suas mãos.
Ela só deixou-o tocá-la por um instante antes de apertar sua mão e retirar-se. — Eu preciso de minhas roupas.
— Eu as encontrei ali naquele armário. — Dallas sacudiu a cabeça para os armários do lado oposto da sala.
— Bem, obrigado — Stevie Rae disse rapidamente. — Você tem que sair para que eu possa me vestir.
— Você não respondeu minha pergunta — disse ele, observando-a atentamente.
— Não. Eu não estou bem, e eu não estarei enquanto eles continuarem dizendo que Z vai morrer.
— Mas, Stevie Rae, eu igualmente ouvi sobre o que acontece quando uma alma deixa um corpo - a pessoa morre — disse ele, obviamente tentando dizer as duras palavras suavemente.
— Não desta vez — disse Stevie Rae. — Agora vá embora daqui para que eu possa me vestir.
Dallas suspirou. — Eu estarei esperando lá fora.
— Ótimo. Não vou demorar muito.
— Tome seu tempo, menina — Dallas disse suavemente. — Eu não me importo de esperar.
Mas logo que a porta fechou, Stevie Rae não saltou e se lançou em suas roupas como ela pretendia. Em vez disso sua memória estava muito ocupada folheando seu Manual do Calouro 101 e parando em uma história supertriste sobre a antiga alma despedaçada de uma Alta Sacerdotisa. Stevie Rae não se lembrava o que tinha causado que a alma da sacerdotisa se quebrasse - ela não se lembrava muito sobre a história, na verdade - exceto que a Alta Sacerdotisa tinha morrido. Não importa o que tenham tentado fazer para salvá-la – a Alta Sacerdotisa tinha morrido.
— A Sacerdotisa morreu — Stevie Rae sussurrou. E Zoey nem sequer é uma real Alta Sacerdotisa madura. Ela era tecnicamente caloura ainda. Como ela poderia esperar para encontrar seu caminho de volta de algo que tinha matado uma Alta Sacerdotisa experiente?
A verdade era que, ela não podia.
Não era justo! Eles passaram todos por tantas coisas difíceis, e justo agora Zoey vai morrer? Stevie Rae não queria acreditar nisso. Ela queria gritar e lutar e encontrar uma maneira de consertar sua melhor amiga , mas como poderia? Z estava na Itália e ela estava em Tulsa. E, inferno! Stevie Rae não conseguia descobrir como corrigir um monte de calouros vermelhos pés-no-saco. Quem era ela para que pudesse fazer alguma coisa sobre algo tão terrível como a alma de Z separada de corpo?
Ela não poderia ainda dizer a verdade sobre o Imprint com o filho da criatura que fez com que essa terrível coisa acontecesse.
A tristeza tomou conta de Stevie Rae. Ela se apertou, abraçou o travesseiro contra o peito, e, torcendo uma mecha loira ao redor de seu dedo, como costumava fazer quando era pequena, começou a chorar. Os soluços afundaram-na, e ela enterrou o rosto no travesseiro para que Dallas não ouvisse seu choro, perdendo-se para o choque e o medo completamente, em um esmagador desespero.
Exatamente quando ela estava cedendo para o pior disso, o ar ao seu redor se tremulou. Quase como se alguém tivesse rachado a janela do pequeno quarto.
No início, ela ignorou-o, muito perdida em suas lágrimas para se preocupar com uma estúpida brisa fria. Mas isso era insistente. Ela tocou a pele fresca, rosada exposta em suas costas em uma tranquila carícia que foi surpreendentemente agradável. Por um momento ela relaxou, deixando-se absorver o conforto do toque.
Toque? Ela lhe disse para esperar lá fora!
A cabeça Stevie Rae disparou. Seus lábios foram puxados para trás de seus dentes em um rosnado que pretendia visar Dallas.
Não havia ninguém na sala.
Ela estava sozinha. Absolutamente sozinha.
Stevie Rae deixou seu rosto cair em suas mãos. O choque estava deixando-a totalmente louca? Ela não tem tempo para loucuras. Ela se levantou e se vestiu. Ela colocou um pé na frente do outro e foi lá fora e enfrentou a verdade sobre o que havia acontecido com Zoey, e seus calouros vermelhos, e Kalona e, eventualmente, Rephaim.
Rephaim...
Seu nome ecoava no ar, outra carícia fria contra sua pele, envolvendo-a. Não apenas tocando suas costas, mas passando levemente no comprimento de seus braços e girando em torno de sua cintura e sobre as pernas. E em todos os lugares a frescura a tocou, foi como se um pouco de seu sofrimento tivesse sido lavada. Desta vez, quando ela olhou para cima, ela estava mais controlada em sua reação. Ela enxugou seus olhos claros e olhou para seu corpo.
A névoa que a cercava era feita de pequenas gotas brilhantes que eram da cor exata que ela viria a reconhecer em seus olhos.
— Rephaim. — Contra sua vontade, ela sussurrou seu nome.
“Ele te chama...”
— Que diabos está acontecendo? — Stevie Rae murmurou, raiva misturando com desespero.
“Vá até ele...”
— Vá até ele? — Disse ela, sentindo-se cada vez mais chateada. — Seu pai causou isso.
“Vá até ele...”
Deixando a onda de frio acariciar e vermelha de raiva ela tomou sua decisão, Stevie Rae sacudiu em sua roupa. Ela iria até Rephaim, mas apenas porque ele deveria saber algo que ela podesse usar para ajudar Zoey. Ele era o filho de um imortal perigoso e poderoso. Obviamente, ele tinha habilidades que ela não sabia. A coisa vermelha que estava flutuando ao seu redor era definitivamente dele, e ele deve ter feito de algum tipo de espírito.
— Certo — disse ela em voz alta para a névoa. — Eu vou até ele.
No instante em que ela falava as palavras em voz alta, a neblina vermelha evaporou, deixando apenas a frieza atrasando em sua pele e uma estranha sensação de calma sobrenatural.
— Eu vou até ele, e se ele não puder me ajudar, então eu acho - com ou sem Imprint - que vou ter que matá-lo.

Um comentário:

  1. Ao mesmo tempo que parte meu coração, amei ver a reação da Stivie ao que aconteceu com a Zoey. Amo a amizade dessas duas. E a Zo precisa sair dessa

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