4 de outubro de 2015

Capítulo 2

— Ok, então Kalona pode entrar nos seus sonhos, mas você está acordada agora, então se recomponha— , eu disse a mim mesma firmemente, enquanto eu acariciava minha gata Nala, e deixava o familiar ronronado da minha gata me acalmar. Stevie Rae se remexeu enquanto dormia e murmurou algo que eu não pude ouvir. Então, ainda dormindo, ela sorriu por dentro. Eu olhei para ela, feliz por ela estar tendo melhor sorte com os sonhos dela. Gentilmente, eu puxei a coberta pela qual ela tinha entrado e suspirei aliviada, quando não vi sangue saindo pelas bandagens que cobriam o ferimento da flecha que a tinha perfurado. Ela se mexeu de novo, desta vez, os olhos de Stevie Rae se abriram, ela parecia confusa, por um segundo, mas então ela sorriu, sonolenta, para mim.
— Como você está se sentindo? — eu perguntei.
— Estou bem — ela disse, grogue. — Não se preocupe tanto.
— É um pouco difícil não me preocupar, quando minha melhor amiga fica morrendo.
Eu disse, sorrindo de volta para ela.
— Eu não morri desta vez, eu só... quase morri.
— Meus nervos estão me dizendo, para te dizer que para eles não tem muita diferença nesse ‘quase’ para eles.
— Diga a seus nervos para ficarem quietos e irem dormir. — Stevie Rae disse, fechando os olhos e puxando de volta o cobertor para cima dela. — Estou bem. — Ela repetiu. — Todos vamos ficar bem.
E então a respiração dela se aprofundou, e eu juro, em menos tempo do que levou para eu piscar, ela estava dormindo.
Eu voltei para cama, tentando ficar confortável. Nala se ajeitou entre Stevie Rae e eu e me deu um descontente mee-uf-owed, que significa que ela queria que eu relaxasse e fosse dormir. Dormir? E possivelmente sonhar de novo? Hã, não. Dificilmente. Ao invés disso, eu fiquei de olho na respiração de Stevie Rae e acariciei Nala distraidamente. Era tão estranho o quão normal tudo parecia aqui, nessa pequena bolha de paz que fizemos.
Olhando para a adormecida Stevie Rae, eu achei quase impossível acreditar que a apenas algumas horas atrás ela tinha uma flecha no peito, e tivemos que fugir da House of Night enquanto o caos dividia nosso mundo. Estou disposta a me deixar dormir, meus pensamentos exaustos dão voltas, repetindo os eventos da noite. E enquanto eu passava por eles, eu fiquei surpresa por qualquer um de nós ter sobrevivido. Eu lembrei que Stevie Rae tinha, incrivelmente, me pedido para pegar um papel e uma caneta, porque ela achou que seria uma boa hora para fazer uma lista das coisas que iríamos precisar levar para os túneis, para termos os suprimentos certos para caso tivéssemos que ficar escondidos por um tempo. Ela me pediu isso, em uma voz totalmente calma, enquanto ela estava sentada na minha frente, com uma flecha presa no peito. Eu lembro de olhar para ela, ficar muito enjoada, e então desviando o olhar, e dizer, — Stevie Rae, não tenho muita certeza que essa seja uma boa hora pra ficar fazendo listas.
— Ouch, isso não doeu mais do que ter um daquelas rosetas presas na bota. — Stevie Rae tinha sugado o ar e hesitado, mas ainda tinha conseguido sorrir por cima do ombro para Darius, que tinha rasgado a parte de trás da camiseta dela para expor a flecha que estava saindo pelo meio das costas dela. — Desculpe, eu não quis dizer que é sua culpa por doer. Qual você disse que era seu nome mesmo?
— Eu sou Darius, sacerdotisa.
— Ele é um guerreiro, filho de Erebus. — Aphrodite tinha acrescentado, dando a ele um surpreendentemente doce sorriso. Eu descrevo como surpreendentemente doce, porque Aphrodite normalmente é egoísta, mimada, odiosa e meio difícil de tolerar, embora eu esteja começando a gostar dela. Em outras palavras, ela definitivamente não é doce. Mas estava ficando cada vez mais claro que ela realmente tinha uma queda por Darius. Daí o porquê da doçura incomum.
— Por favor, a origem de guerreiro dele é obvia. Ele parece uma montanha — Shaunee disse, dando a Darius um olhar apreciativo cheio de segundas intenções.
— Uma montanha totalmente quente — Erin ecoou e fez barulhos de beijos para Darius.
— Ele está comprometido, gêmeas bizarras, então vão brincar umas com as outras — Aphrodite automaticamente falou para elas. Mas para mim pareceu que ela não insultou de coração, na verdade, agora que eu estava pensando de novo nisso, ela soava quase gentil. E por sinal, Erin e Shaunee são gêmeas de alma, não gêmeas biológicas, já que Erin é uma loira de olhos azuis de Oklahoma e Shaunee é uma descendente jamaicana de cor que veio do leste. Mas a genética não importa com elas, elas poderiam muito bem ter sido separadas ao nascimento e então voltado a se encontrar por causa do radar dos gêmeos.
— Oh, yeah. Obrigado por nos lembrar que nossos namorados não estão aqui —
Shaunee disse.
— Porque eles provavelmente estão sendo comidos por aberrações pássaros-homens — Erin disse.
— Hey, animem-se. A avó de Zoey não disse que os Corvos Escarnecedores de fato comiam as pessoas, ela disse que eles só os pegavam com seus enormes bicos e os jogavam contra uma parede ou algo assim. De novo e de novo até cada osso no corpo deles estar quebrado. — Aphrodite disse as gêmeas com um iluminado sorriso forçado.
— Hun, Aphrodite... eu não acho que você esteja ajudando. — Eu disse.
Embora ela tivesse razão. Na verdade, por mais assustador que soasse, ela e as Gêmeas, ambas podiam ter razão. Eu não queria pensar nisso por muito tempo, então eu voltei minha atenção de volta para minha melhor amiga ferida. Ela parecia horrível. Pálida, suada, e coberta de sangue.
— Stevie Rae, você não acha que precisamos te levar a um...
— Eu peguei, eu peguei... — Nesse momento Jack tinha entrado correndo na pequena área lateral do túnel, que tinha sido transformada no quarto de Stevie Rae, seguido de perto pelo labrador amarelo que raramente tirava o garoto de vista. Ele estava corado e carregava algo que parecia uma maleta branca, que tinha uma cruz vermelha desenhada nela.
— Estava bem onde você disse que estaria, Stevie Rae. Naquele lugar meio cozinha-túnel.
— E assim que eu recuperar o fôlego, vou te contar o quão agradavelmente surpreso eu fiquei quando eu descobri as geladeiras e microondas que funcionam. — Damien disse, seguindo Jack para dentro do quarto, respirando fortemente, e dramaticamente se segurando de lado.
— Você tem que explicar para mim como você conseguiu trazer tudo isso para cá, incluindo a eletricidade para fazer eles funcionarem. — Damien pausou, viu a camiseta rasgada e ensanguentada de Stevie Rae, e a flecha que ainda saia das costas dela, e as bochechas rosas dele ficaram brancas, — você vai ter que explicar depois que você estiver curada e não de Bruchete.
— No que? — Shaunee disse.
— Cara, o que? — Erin disse.
— É Francês para algo sendo assado em espeto. Normalmente comida. Então só porque vamos todos ficar loucos e deixar as o mal colher os frutos da guerra. — Ele ergueu as sobrancelhas para as gêmeas enquanto ele deliberadamente citava Shakespeare, obviamente esperando que elas reconhecessem, o que obviamente elas não reconheceram. — Não desculpa, vocabulário preguiçoso.
Então ele virou de volta para Darius. — Oh, eu achei isso naquela não tão limpa pilha de ferramentas. — E levantou o que pareciam ser tesouras gigantes.
— Traga os alicates e o kit de primeiros socorros aqui. — Darius disse numa voz toda ocupada.
— O que você vai fazer com os alicates? — Jack perguntou.
— Eu vou cortar a ponta da flecha para poder tirá-la através do corpo da sacerdotisa. Então ela poderá começar a se curar. — Darius disse simplesmente.
Jack arfou e caiu para trás nos braços de Damien, que colocou um braço ao redor dele. Duquesa, a labradora amarela que tinha ficado completamente apegada a Jack, (desde que o dono original dela, um calouro chamado James Stark tinha morrido, e então voltado à vida, e atirado uma flecha em Stevie Rae, como parte de uma trama diabólica, para soltar Kalona, um horrível anjo caído, sim, olhando para trás, eu vejo que é complexo, e um pouco confuso, mas isso é típico para tramas diabólicas) reclamava e se inclinava contra a perna dele. Oh, Jack e Damien são um casal. O que significa que eles são adolescentes gays, alô acontece. Mais frequentemente do que é esperado. Espera, risca isso. Acontece mais frequentemente do que os pais esperam.
— Damien, talvez você e Jack pudessem voltar para aquela cozinha que encontraram, e ver se conseguem algo para nós comermos? — Eu disse, tentando pensar em coisas para eles fazerem, que não incluísse eles encarando Stevie Rae. — Eu aposto que todos vamos nos sentir melhor se comermos algo.
— Eu provavelmente vou vomitar. — Stevie Rae disse. — Isso é, a não ser que seja sangue. — Ela tentou dar nos ombros apologeticamente, mas parou com o movimento arfando e ficou ainda mais branca do que os seus traços já pálidos.
— Yeah, eu também não estou com fome — Shaunee disse, olhando para a flecha que estava atravessando as costas de Stevie Rae, com o mesmo tipo de fascinação que fazia as pessoas se amontoarem em acidentes de carro.
— Digo o mesmo Gêmea — Erin disse. Ela estava olhando para qualquer lugar, menos Stevie Rae. Eu estava começando a abrir a boca para dizer que eu não me importava se eles estavam com fome ou não, eu só queria manter elas ocupadas e longe de Stevie Rae por um tempo, quando Erik Night entrou no quarto.
— Peguei. — Ele disse.
Ele estava carregando um rádio realmente velho, era uma daquelas coisas que antigamente costumavam de chamar toca fitas, nos anos 80. Sem olhar para Stevie Rae, ele o colocou na mesa na frente dela e Darius e começou a lutar com a gigante antena, esperando captar algo aqui em baixo.
— Onde está Vênus? — Stevie Rae perguntou a Erik. Era óbvio que doía para ela falar e a voz dela estava trêmula.
Erik olhou para a entrada redonda do quarto, onde havia um cobertor que servia como porta, que estava vazia.
— Ela estava logo atrás de mim, eu achei que ela ia entrar aqui e... — Então ele olhou para Stevie Rae, e as palavras dele morreram. — Oh, cara, isso deve realmente doer. — Ele disse suavemente. — Você parece mal, Stevie Rae.
Ela tentou, e falhou, sorrir para ele. — Bem, eu já me senti melhor. Fico feliz por Vênus ter te ajudado com o toca-fitas, às vezes a gente consegue captar algumas das estações de rádio aqui embaixo.
— Yeah, foi o que Vênus disse. — Erik disse vagamente.
Ele estava encarando a flecha saindo das costas de Stevie Rae. Mesmo através da minha preocupação com ela, eu comecei a pensar sobre a ausência de Vênus, e tentar para caramba lembrar como ela parecia. Da última vez que eu tinha dado uma boa olhada nos calouros vermelhos, eles não eram vermelhos ainda. O que significa que a linha da lua crescente na testa deles não era vermelha ainda, era safira como a de todos os calouros são quando são Marcados. Mas esses calouros morreram. E então voltaram a vida, e se transformaram em monstros sugadores de sangue, até Stevie Rae passar por um tipo de Mudança, de alguma forma a humanidade de Aphrodite, quem sabia que ela tinha alguma, misturada com o poder dos cinco elementos, que eu posso controlar, e voilà, Stevie Rae recuperou sua humanidade, junto com algumas lindas tatuagens de um vampiro adulto que parecem como videiras e flores emoldurando o rosto dela, mas ao invés da tatuagem ser azul escuro, ela tinha se tornado vermelha, vermelha como na cor de sangue fresco.
Quando isso aconteceu com Stevie Rae, todas as tatuagens dos calouros mortos vivos tinham ficado vermelhas também. E eles recuperaram a humanidade deles de volta, em teoria. Eu realmente não tinha ficado ao redor deles, ou de Stevie Rae, o bastante para ter certeza que tudo estava 100% com eles. Oh, e Aphrodite tinha perdido a Marca dela, totalmente. Então, ela supostamente é humana de novo, embora ela ainda tenha visões.
Tudo isso explica porque a última vez que eu passei algum tempo com Vênus, ela parecia mais do que nojenta, já que ela estava de uma forma nojentamente morta viva. Mas agora que ela tinha sido consertada, pelo menos de certa forma, e eu sabia que ela andava com Aphrodite antes dela morrer, ou virar morta viva, o que significa, que ela tinha que ser totalmente linda, porque Aphrodite não acredita em amigas feias.
Ok, antes deu soar como uma aberração ciumenta, me deixe explicar, Erik Night é gostoso de morrer, de um jeito tipo Superman-Clark Kent, e para continuar com a analogia de super herói, ele também é muito talentoso e sinceramente um cara legal. Ou vampiro. Recentemente mudando vampiro. Ele também é meu namorado, ou, ex-namorado. Recente ex-namorado. Infelizmente, isso significa que eu vou ter ciúmes de qualquer um, mesmo uma bizarra caloura vermelha que pode chamar muita atenção dele.
Demais. De qualquer forma, a voz ocupada de Darius, graças a Deus interrompeu minha tagarelice interior.
— O rádio pode esperar. Agora Stevie Rae precisa de cuidados. Ela vai precisar de uma camiseta limpa e sangue, assim que eu terminar com isso.
Darius falou enquanto colocava o kit de primeiros socorros na cabeceira de Stevie Rae o abria e tirava gaze, e álcool e umas coisas assustadoras. Isso definitivamente fez todos se calarem.
— Vocês sabem que amo vocês como pão branco, não sabem? — Stevie Rae disse,
dando a nós um breve sorriso. Meus amigos e eu acenamos de boa vontade. — Ok, então vocês não vão entender errado se eu dizer que todos vocês menos Zoey, tem que encontrar algo para se manterem ocupados, enquanto Darius arranca essa flecha do meu peito.
— Todos menos eu? Não, não, não, porque você quer que eu fique?
Eu vi humor nos olhos cheios de dor de Stevie Rae.
— Porque você é nossa sacerdotisa, Z. Você tem que ficar e ajudar Darius. Além do mais você já me viu para baixo antes. O quão pior isso pode ser?
Então ela pausou, e os olhos dela se alargaram enquanto ela encarava as palmas das minhas mãos ainda erguidas e falou, — puxa vida, Z. Olhe para suas mãos.
Eu virei minhas mãos para ver o que diabos ela estava falando, e senti meus próprios olhos se alargarem. Tatuagens. Espalhadas pelas minhas palmas. O mesmo lindo padrão cheio de voltas que decorava meu rosto e pescoço, e se espalhava pela minha espinha e ao redor da minha cintura. Como eu podia ter esquecido? Eu senti o calor familiar de algo queimando enquanto nós fugíamos para a segurança dos túneis. Eu percebi então, o que aquela queimação significava. A minha deusa, Nyx, a personificação da noite, tinha me Marcado de novo, como exclusivamente dela. Isso me afastava, de novo, de todos os outros calouros e vampiros do mundo. Nenhum outro calouro tinha uma Marca completa e expandida. Isso só acontece quando o calouro passa pela mudança, e então o contorno da lua crescente na testa se preenche e se expande numa única e rara tatuagem que se emoldura o rosto. Proclamando para o mundo que ele ou ela era um vampiro. Então, meu rosto proclamava que eu era uma vampira. Mas meu corpo dizia que eu ainda era uma caloura, e o resto das minhas tatuagens, bem, isso era algo que nunca tinha acontecido antes. Nem para um calouro, nem para um vampiro. E mesmo agora, eu não tinha 100% de certeza do que isso significava.
— Uau, Z. Elas são incríveis. — A voz de Damien veio do meu lado. Hesitando, ele tocou minha palma, eu olhei das minhas mãos para os olhos marrons dele, procurando por qualquer traço de mudança do jeito que ele me via. Eu procurei por sinais de adoração de um herói, ou nervosismo, ou ainda pior... medo. Mas o que eu vi foi apenas Damien, meu amigo, e o calor do sorriso dele,
— Eu senti acontecendo antes, quando descemos aqui, eu acho que só esqueci. — Eu disse.
— Essa é nossa Z — Jack disse, — só ela pode esquecer algo que é praticamente um milagre.
— Mais do que praticamente — Shaunee disse.
— Mas é um milagre Zoey, e eles acontecem basicamente o tempo todo — Erin disse.
— Eu não consigo manter uma tatuagem, e ela está coberta delas. Vai entender. — Aphrodite falou, mas o sorriso tirou a aspereza das palavras dela.
— Eles todos são a marca do favoritismo de nossa deusa, mostrando que você está, de fato, viajando pelo caminho que ela escolheu para você. Você é nossa Alta Sacerdotisa — Darius falou solenemente. — A que Nyx escolheu. E Sacerdotisa, preciso de seu auxilio com Stevie Rae.
— Ah, diabos. — Eu murmurei mordendo o lábio nervosamente, e fechando as mãos em punhos, escondendo minhas exóticas tatuagens novas.
— Ah, pelo amos de Deus, eu fico e ajudo. — Aphrodite marchou até onde Stevie Rae estava sentada na ponta da cama. — Sangue e dor não me incomodam, desde que não sejam meu.
— Eu devo levar isso mais perto da entrada dos túneis, provavelmente vou conseguir mais recepção lá — Erik disse. E sem sequer olhar para mim, ou falar algo sobre minhas novas tatuagens, ele desapareceu através da porta coberta.
— Sabe, eu acho que comida realmente foi uma boa ideia — Damien disse. Pegando a mão de Jack e começando a seguir Erik para fora do quarto.
— Yeah, Damien e eu somos gays, isso significa que somos garantidamente bons cozinheiros — Jack disse.
— Estamos com eles — Shaunee disse.
— Yeah, não estamos tão convencidas com a genética de cozinha gay, é melhor supervisionarmos — Erin disse.
— O sangue, não esqueça do sangue. Misture com vinho se você tiver, ela vai precisar para se recuperar. — Darius disse.
— Uma das geladeiras está cheia de sangue, chame a Vênus — Stevie Rae disse.
Fazendo careta de novo enquanto Darius pegou um algodão com álcool e começou a limpar o sangue das costas dela, da pele ao redor do buraco da flecha. — Ela gosta de vinho, diga o que precisa e ela vai pegar para você.
As Gêmeas hesitaram, se olhando, Erin falou pelas duas. — Stevie Rae, os garotos vermelhos estão realmente bem? Quero dizer, esses são os garotos que mataram os jogadores de futebol humanos, e agarraram o namorado humano de Z, não são?
— Ex-namorado — eu disse.
Mas elas me ignoraram. — Vênus acabou de ajudar Erik e Aphrodite ficou aqui por dois dias. Ela ainda está inteira. — Stevie Rae disse.
— Yeah, mas Erik é um grande e saudável vampiro. Seria difícil morder ele — Shaunee disse.
— Embora ele seja definitivamente gostoso — Erin disse.
— Verdade, Gêmea — as duas me deram um dar nos ombros apoplético antes de continuarem.
— E Aphrodite é tão nojenta que ninguém iria querer morder ela. Mas somos um bom pedaço de baunilha e chocolate. Tentamos até o mais gentil monstro sugador de sangue. — Erin disse.
— Suas mães são um monstro sugador de sangue — Aphrodite disse com um sorriso.
— Se vocês não pararem de frescura, eu vou morder vocês — Stevie Rae disse, então hesitou de novo e fez barulhos ofegantes enquanto tentava respirar através da dor.
— Gente, vocês estão fazendo ela se machucar. E estão me dando dor de cabeça. — Eu disse rapidamente, ficando cada vez mais preocupada sobre o quão mal Stevie Rae parecia a cada segundo. — Stevie Rae diz que os calouros vermelhos estão bem, acabamos de fugir do inferno sendo solto na House of Night e eles não tentaram comer nenhum de nós no caminho para cá. Então sejam boazinhas e vão encontrar Vênus como Stevie Rae disse.
— Z, isso não é muita coisa em favor deles. — Damien disse, — Estávamos fugindo por nossas vidas, ninguém teve tempo para comer ninguém.
— Stevie Rae, de uma vez por todas, os calouros vermelhos são seguros? — Eu perguntei.
— Eu realmente queria que vocês se concentrassem em ser mais gentis e aceitassem eles, vocês sabem que não é culpa deles eles terem morrido e virado mortos vivos.
— Vê, eles estão bem — eu disse.
Foi só mais tarde que eu percebi que Stevie Rae nunca de fato respondeu minha pergunta, sobre os calouros vermelhos serem de fato seguros.
— Tudo bem, mas estamos considerando Stevie Rae responsável — Shaunee disse.
— Yeah, se um deles tentar pular em nós, vamos conversar com ela sobre isso quando ela melhorar — Erin disse.
— Sangue e vinho, agora — Darius disse. — Menos conversa, mais deveres.
Todos eles saíram do quarto, me deixando com Darius, Aphrodite, e minha melhor amiga, atualmente em Brochette. Diabos.

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