1 de outubro de 2015

Capítulo 28

Eu abri meus olhos e estava de volta no estábulo com Persephone. Eu estava respirando com força e suando, e a égua estava me tocando com seu nariz e fazendo suaves relinchos preocupados. Minhas mãos tremiam enquanto eu acariciava sua cabeça e esfregava seu pescoço, dizendo a ela que tudo ficaria bem, embora eu tivesse certeza de que não ficaria.
O velho depósito no centro era a uns 9 ou 10 quilômetros de distância, em uma parte escura e desusada da cidade debaixo de uma grande e assustadora ponte que ligava uma parte da cidade com a outra. Costuma ser muito usada, com um pedágio e passageiros de trem indo e vindo sem parar. Mas nas últimas décadas todo o tráfego de passageiros parou (eu sabia porque vovó me levou numa viagem de trem no meu aniversário de treze anos, e tivemos que ir de carro até a cidade de Oklahoma para pegar o trem lá) e o sistema de trens definitivamente tinha definhado. Em circunstâncias normais, levaria apenas alguns minutos para ir da House of Night até o deposito.
Hoje eu não estava lidando com circunstâncias normais.
O noticiário das 10 horas disse que as estradas estavam bloqueadas, e isso tinha sido a – eu olhei meu relógio e pisquei surpresa – a duas horas atrás. Eu não podia perder tempo aqui. Eu suponho que podia andar, mas a urgência estava me dizendo que isso não era bom o bastante.
— Pegue o cavalo.
Persephone e eu nos assustamos com o som da voz de Aphrodite. Ela estava inclinada contra a porta do estábulo parecendo pálida e desgostosa. — Você está horrível — eu disse.
Ela quase sorriu. — Visões são uma droga.
— Você viu Heath? — Meu estômago se apertou de novo. Aphrodite não tinha visões de felicidade e luz. Ela via morte e destruição. Sempre.
— Sim.
— E?
— E se você não pegar esse cavalo e ir até onde ele está, Heath vai morrer. — Ela parou, encontrando meus olhos. — Isso é, a não ser que você não acredite em mim.
— Eu acredito em você. — Eu disse sem hesitação.
— Então saia daqui.
Ela entrou no estábulo e me entregou um freio que eu não notei que ela estava segurando. Enquanto eu o colocava em Persephone, Aphrodite desapareceu para voltar com uma sela e um pelego. Silenciosamente, o colocamos em Persephone, que parecia sentir nossa intensidade porque estava completamente parada. Quando ela estava pronta eu tirei ela do estábulo.
— Chame seus amigos primeiro — Aphrodite disse.
— Huh?
— Você não pode derrotar aquelas coisas sozinha.
— Mas como eles vão comigo? — Meu estômago doía, eu estava tão assustada que minhas mãos tremiam, e eu estava tendo problemas para entender o que diabos Aphrodite estava dizendo.
— Eles não podem ir com você, mas ainda podem te ajudar.
— Aphrodite, eu não tenho tempo para charadas. O que diabos você quer dizer?
— Merda, eu não sei! — Ela parecia tão frustrada quando eu. — Eu só sei que eles podem ajudar você.
Eu abri meu celular e, seguindo meus instinto e fazendo uma reza silênciosa pelo guia de Nyx, eu digitei o número de Shaunee. Ela atendeu na primeira chamada.
— O que foi, Zoey?
— Eu preciso que você Erin e Damien vão para algum lugar juntos e chamem seus elementos, como fizeram por Stevie Rae.
— Sem problemas. Você vai se encontrar conosco?
— Não. Eu vou buscar o Heath. — Para o crédito dela, Shaunee hesitou apenas por um segundo ou dois, e então disse, — Ok. O que podemos fazer?
— Só fiquem juntos, manifestem seus elementos, e pensem em mim. — Eu estava ficando muito boa em soar calma mesmo quando achava que minha cabeça podia explodir.
— Zoey, tenha cuidado.
— Eu vou. Não se preocupe. — Yeah, eu vou me preocupar o suficiente para nós duas.
— Erik não vai gostar disso.
— Eu sei. Diga a ele... diga a ele... diga que eu, uh, falo com ele quando voltar. — Eu não fazia ideia do que mais eu podia dizer.
— Ok, eu vou dizer a ele.”
— Obrigado, Shaunee. Vejo você mais tarde — eu disse e desliguei. Então olhei para Aphrodite. — O que são aquelas criaturas?
— Eu não sei.
— Hoje foi a segunda visão que tive sobre eles. Da primeira vez eu vi os outros dois caras sendo mortos. — Aphrodite tirou seu cabelo loiro do rosto.
Instantaneamente eu fiquei fula. — E você não disse nada sobre isso porque eles são apenas humanos adolescentes e não valem a pena?
Os olhos de Aphrodite brilharam com raiva. — Eu contei a Neferet. Eu contei tudo a ela – sobre os garotos humanos – sobre aquelas coisas – tudo. Foi quando ela começou a dizer que minhas visões eram falsas.
Eu sabia que ela estava dizendo a verdade, assim como eu sabia que havia algo negro sobre Neferet.
— Desculpe — eu disse curtamente. — Eu não sabia.
— Tanto faz — ela disse. — Você precisa sair daqui ou seu namorado vai morrer.
— Ex-namorado — eu disse.
— De novo eu digo tanto faz. Aqui, eu te dou um apoio.
Eu deixei ela me elevar até a sela.
— Leve isso com você. — Aphrodite me entregou um grosso, cobertor de cavalo feito de lã. Antes de poder protestar ela disse, — Não é para você. Ele vai precisar.
Eu enrolei o cobertor ao meu redor, tomando conforto em seu cheiro da cavalo. Eu segui enquanto Aphrodite abriu a porta do estábulo. Ar gelado e neve entraram em um pequeno tornado, me fazendo tremer, embora fosse mais pelos nervos e apreensão do que pelo frio.
— Stevie Rae é um deles — Aphrodite disse.
Eu olhei para ela, mas ela estava olhando para a noite. — Eu sei — eu disse.
— Ela não é quem costumava ser.
— Eu sei — eu repeti, embora dizer as palavras em voz alta machucasse o meu coração.
— Obrigado por isso, Aphrodite.
Ela olhou para mim e a expressão dela era chata e impossível de ler. — Não comece a agir como se fossemos amigas nem nada disso — ela disse.
— Não iria pensar nisso — eu disse.
— Quero dizer, definitivamente não somos amigas.
— Não, definitivamente não. — Eu tenho certeza que a vi tentando não sorrir.
— Desde que tenhamos isso em mente — Aphrodite disse. — Oh — ela acrescentou. — Lembre-se de colocar silêncio e escuridão em seu redor para que os humanos tenham dificuldade de te ver quando estiver indo para lá. Você não tem tempo para ser parada.
— Eu vou. Obrigada por me lembrar — eu disse.
— Ok, bem, boa sorte — Aphrodite disse.
Eu peguei as rédeas, respirei fundo, e então apertei minhas coxas, fazendo Persephone ir.
Eu entrei num mundo que era feito inteiramente de escuridão branca. Branca definitivamente era a descrição certa para isso. A neve tinha mudado de grandes e amigáveis flocos para afiados pedaços de neve e gelo. O vento era firme, fazendo a neve cair de lado. Eu pus o cobertor por cima da minha cabeça para ficar parcialmente protegida da neve e me inclinei para frente, chutando Persephone em um rápido trote. Rápido! Minha mente gritava para mim. Heath precisa de você!
Eu cortei caminho pelo estacionamento e fui por trás do terreno da escola. Os poucos carros ainda na escola estavam cobertos de neve, e os postes de luz que brilhavam perto deles os fazia parece besouros em uma porta de tela. Eu apertei o botão para abrir o portão. Eu tentei abrir tudo, mas uma corrente de neve entrou e Persephone e eu mal tivemos espaço para nos apertar para sair por ele. Eu virei ela para direita e fiquei parada por um momento debaixo da coberta de carvalhos que emolduravam as terras da escola.
— Somos silenciosos... fantasmas... ninguém pode nos ver. Ninguém pode nos ouvir. — Eu murmurei contra o vento, e fiquei chocada quando a área ao meu redor ficou parada. Com uma ideia repentina eu continuei. — Vento, seja calmo perto de mim. Fogo, esquente meu caminho. Água, acalme a neve em meu caminho. Terra, me proteja quando puder. E espírito, me ajude a não ceder aos meus medos. — As palavras mal saíram da minha boca quando vi um pequeno flash de energia ao meu redor. Persephone roncou e se agitou um pouco para o lado. E enquanto ela se movia uma pequena bolha de serenidade se movia com ela. Sim, ainda estava nevando e a noite ainda era fria e assustadora, mas eu estava cheia de calma e cercada por elementos protetores. Eu curvei minha cabeça e sussurrei, — Obrigado, Nyx, pelos grandes dons que você me deu. — Silenciosamente eu acrescentei que eu esperava merecer por eles.
— Vamos pegar Heath — eu disse a Persephone. Ela se balançou contra o chão facilmente e eu fiquei maravilhada por ver que a neve e gelo pareciam voar atrás dos seus cascos enquanto nós magicamente corríamos pela noite sob os olhos cuidadosos da deusa que era, a própria personificação da Noite.
Minha jornada foi surpreendentemente rápida. Nós descemos a Utica Street até chegarmos na saída da via expressa do Broken Arrow. Barricadas estavam acessas com luzes que piscavam avisando que a via expressa estava fechada. Eu me encontrei sorrindo enquanto guiava Persephone ordenadamente ao redor das barricadas até a estrada deserta. Então eu conduzi a égua e ela galopou até o centro. Eu me agarrei nela, inclinada perto do pescoço dela. Com o cobertor nos cobrindo eu imaginei que parecia uma heroína em um antigo romance histórico, e desejei estar galopando para uma festa com alguém que meu pai o rei, havia decidido que era impróprio ao invés de me dirigir ao inferno.
Eu dirigi Persephone até a saída que nos levaria até ao Centro de Artes e ao velho deposito além dele. Eu não vi ninguém entre o centro e a estrada, mas agora eu via ocasionais acumulações de sem tetos perto da estação de ônibus e notei um ocasional carro policial aqui e ali. Somos silenciosos... fantasmas... ninguém pode nos ver. Ninguém pode nos ouvir. Eu continuei a reza na minha mente. Ninguém sequer olhou na nossa direção. Era como se realmente tivéssemos virado fantasmas, o que não era uma ideia que eu achava muito reconfortante.
Eu diminui a velocidade de Persephone quando passamos pelo Centro de Artes e trotamos por cima da ponte que atravessava por um confuso e intrincado trilho que ficavam lado-a-lado. Quando chegamos no centro da ponte eu parei Persephone e olhei para baixo para o depósito abandonado que estava abaixo de nós escuro e silêncioso. Graças a Sra. Brown, minha ex- professora na South Intermediate High School, eu sabia que aquele costumava ser um lindo prédio de arte que havia sido abandonado e eventualmente saqueado quando os trens pararam de funcionar. Agora parecia como algo que deveria estar em Gotham City nos quadrinhos do Batman. (Sim, eu sei. Eu sou uma nerd.) Ele tinha aquelas enormes janelas arqueadas que me lembravam de dentes entre duas torres que parecia perfeitamente um castelo assombrando.
— E temos que descer lá — eu disse a Persephone. Ela estava respirando com força devido a nossa corrida, mas ela não parecia particularmente preocupada, o que eu esperei ser um bom sinal. Sabe, animais serem capaz de sentir coisas ruins e tudo mais.
Terminamos de cruzar a ponte e eu encontrei a pequena estrada que levava para baixo até o depósito. O nível da pista estava escuro. Muito escuro. Isso deveria ter me incomodado, mas com minha excelente visão noturna, não incomodou. A verdade é que eu estava completamente apavorando enquanto Persephone andava até o prédio e eu comecei a circular devagar, procurando pela entrada do porão que Heath tinha descrito.
Não levou muito tempo para encontrar o portão enferrujado que parecia ser uma barreira. Eu não me permiti hesitar e pensar sobre o quão completamente apavorada eu estava. Eu desci de Persephone e a deixei na entrada coberta para que ficasse protegida do vento e da maior parte da neve. Eu amarrei suas rédeas, coloquei o cobertor extra em cima dela, e passei o máximo de tempo que pude acariciando ela e dizendo a ela o quão corajosa, e doce ela era e que eu voltava logo. Eu estava trabalhando com aquele negócio de que se você diz uma coisa por tempo suficiente ela vira realidade. Me afastar de Persephone foi difícil. Eu acho que não percebi o quão reconfortante era a presença dela. Eu poderia ter usado um pouco daquele conforto enquanto eu estava parada na frente do portão de ferro e tentava espiar na escuridão além dele.
Eu não podia ver nada a não ser a forma indistinta de um enorme e escuro quarto. O porão do assustador e infelizmente-não-abandonado prédio. Ótimo. Heath está lá embaixo, eu me lembrei, pegando a ponta do portão, e o puxando. Ele abriu facilmente, o que era uma evidência do quão frequentemente ele era usado. De novo, ótimo.
O porão não era tão horrível quanto achei que seria. Faixas de luz fraca entravam entre a as janelas fechadas e eu podia claramente ver que pessoas sem teto deveriam estar usando o quarto. Na verdade, tinha várias coisas deixadas deles: enormes caixas, cobertores sujos, até um carrinho de supermercado (quem sabe como eles conseguiram colocar isso aqui?). Mas, estranhamente, nenhum sem teto estava presente. Era como uma cidade fantasma de sem tetos, o que era estranho considerando o tempo. Hoje não seria a noite perfeita para se recolher ao calor e abrigo desse porão, versus tentar encontrar algum lugar quente e seco nas ruas ou se apertar? E estava nevando há dias. Então, realisticamente, esse quarto deveria estar lotado de pessoas que tinham trazido as caixas e as coisas aqui.
É claro que se assustadores criaturas estavam usando o porão o deserto de pessoas sem teto fazia muito mais sentido.
Não pense sobre isso. Encontre o portão para a drenagem e encontre Heath.
O portão não foi difícil de achar. Eu só fui para o escuro e nojento canto do quarto, e tinha uma grade de metal no chão. Sim. Bem no canto. No chão. Nunca, em um zilhão de anos eu sequer teria considerado tocar a nojenta coisa, muito menos a levantar e descer.
Naturalmente, era o que eu tinha que fazer.
O portão se abriu tão facilmente quando a ‘barreira’ do lado de fora, me dizendo (de novo) que eu não era a única pessoa/calouro/humano criatura que tinha passado por aqui recentemente. Tinha uma coisa de ferro e couro que eu tive que descer, provavelmente cerca de 3 metros. Então eu caí no chão do túnel. E era exatamente o que isso era – um grande, e úmido túnel de esgoto. Oh, estava escuro também. Muito escuro. Eu fiquei parada ali um pouco deixando a visão noturna se acostumar com a densa escuridão, mas eu não podia só ficar parada ali por muito tempo. A necessidade de encontrar Heath era como uma coceira abaixo da minha pele. Ela me estimulava.
— Mantenha-se a direita — eu sussurrei. Então eu calei a boca porque até aquele pequeno som ecoou ao meu redor. Eu virei para a direita e comecei a andar o mais rápido possível.
Heath estava dizendo a verdade. Havia vários túneis. Eles circulavam de novo e de novo, me lembrando de vermes se enterrando no chão. Primeiro eu vi mais evidências de que pessoas sem teto tinham estado aqui também. Mais depois de algumas viradas para a direita, as caixas e lixo espalhado e cobertores parou. Não havia nada a não ser umidade e escuridão. Os túneis deixaram de ser suaves e redondos e tão civilizados quanto eu imaginava que túneis bem feitos poderiam ser para absoluto lixo. O lado das paredes pareciam ter sido cavados por gnomos de Tolkien (J. R. R. Tolkien, escreveu o senhor dois anéis) muito, muito bêbados ( de novo, eu sou uma nerd). Estava frio também, mas eu não sentia.
Eu me mantive na direita, esperando que Heath soubesse do que estava falando. Eu pensei sobre parar tempo o bastante para me concentrar no sangue dele para que eu pudesse me ligar ao nosso Imprint de novo, mas a urgência que eu sentia não me deixava parar. Eu. Tinha. Que. Encontrar. Heath.
Eu senti o cheiro deles antes de ouvir o assovio e o murmúrio antes de os ver. Era aquele mofado, e antigo cheiro que eu notei toda vez que vi um deles no muro. Eu percebi que era o cheiro da morte, e me perguntei como não o reconheci mais cedo.
Então a escuridão para qual eu estava acostuma cedeu em uma fraca, e vacilante luz. Eu parei para me focar. Você pode fazer isso, Z. Você foi Escolhida pela nossa deusa. Você chutou a bunda de vampiros fantasmas. Isso é algo que você definitivamente pode lidar.
Eu ainda estava tentando me “focar” (ou seja, me convencendo a ser corajosa) quando Heath gritou. Então não houve mais tempo para se focar a conversas internas. Eu corri em direção ao grito de Heath. Ok, eu provavelmente deveria explicar que vampiros são mais fortes e rápidos que humanos, e embora eu fosse só uma caloura, eu sou uma caloura muito estranha. Então quando eu digo corri – eu quero dizer me mover incrivelmente rápido – rápida e silenciosamente. Eu os encontrei no que deve ter sido segundos, mas pareceu horas. Eles estavam na pequena alcova no final da túnel. A lanterna que eu notei antes estava pendurada em um ferro enferrujado, jogando a sombra deles grotescamente contra as grosseiras paredes curvadas. Eles formaram um semicírculo ao redor de Heath. Ele estava parado no colchão sujo e suas costas estavam pressionadas contra a parede. De alguma forma ele arrancou a fita adesiva dos tornozelos, mas seus pulsos ainda estavam grudados juntos. Ele tinha um novo corte em seu braço direito e o cheiro do sangue dele era chamativo e sedutor.
E esse foi meu último estimo. Heath pertencia a mim – apesar da minha confusão sobre o negócio do sangue, e apesar dos meus sentimentos por Erik. Heath era meu e mais ninguém irá nunca, nunca se alimentar do que era meu.
Eu entrei no círculo das criaturas como se fosse uma bola de boliche e eles fossem pinos sem cérebro, e me movi para o lado.
— Zo! — Ele parecia delirantemente feliz por um segundo, e então, como um cara, ele tentou me empurrar para três dele. — Cuidado! Os dentes e garras deles são muito afiados. — Ele acrescentou num sussurro, — Você realmente não trouxe o esquadrão da SWAT?
Foi fácil impedir ele de me empurrar para qualquer lugar. Quero dizer, ele é fofo e tudo mais, mas ele é só humano. Eu dei um tapinha nas suas mãos amarradas onde ele se agarrou no meu braço e sorri para ele, e com um movimento da minha unha eu cortei a fita que segurava os pulsos dele. Os olhos dele se alargaram quando ele separou suas mãos.
Eu ri para ele. Meu medo desapareceu. Agora eu só estava incrivelmente fula. — O que eu trouxe é melhor que um esquadrão da SWAT. Só fique atrás de mim e assista.
Eu empurrei Heath para a parede e dei um passo na frente dele enquanto virei para encarar o círculo fechado de...
Eesh! Eles eram as coisas mais nojentas que eu já vi. Tinha provavelmente uma dúzia deles. Seus rostos eram brancos e magros. Seus olhos brilhavam com sujo vermelho. Eles resmungaram e assobiaram para mim e eu vi que os dentes deles eram pontudos e suas unhas! Ugh! Suas unhas eram tão longas e amarelas e pareciam perigosas.
— É sóóó um calouro — assoviou um deles. — A Marca não faz dela uma vampira. Fazzz dela uma aberração.
Eu olhei para quem estava falando.
— Elliott!
— Eu eraaa. Eu não sou o Elliott que você conhecia mais. — Como uma cobra a cabeça dele foi para frente e para trás enquanto ele falou. Então os olhos brilhantes dele se achataram e ele curvou os lábios. — Eu mossstrrooo o que eu quero dizer...
Ele começou a se mover na minha direção com um passo longo e feral. As outras criaturas se mexeram, ganhando coragem dele.
— Cuidado, Zo, eles estão vindo para nós — Heath disse, tentando entrar na minha frente.
— Não eles não vem — eu disse. Eu fechei meus olhos por um segundo e me centrei, pensando no poder e no calor da chama – como ele podia limpar assim como destruir – e eu pensei em Shaunee. — Venha até mim, chama! — Minhas palmas começaram a ficar quentes. Eu abri os olhos e ergui minhas mãos, que agora estavam brilhando com uma chama amarela.
— Fique aí, Elliott! Você era um saco quando estava vivo, e a morte não mudou nada. — Elliott se afastou da luz que eu estava produzindo. Eu dei um passo para frente, pronta para dizer a Heath para me seguir para sairmos dali, mas a voz dela me fez congelar.
— Você está errada, Zoey. A morte muda as coisas. — A multidão de criaturas se separou e deixou Stevie Rae passar.

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