3 de outubro de 2015

Capítulo 27

Não surpreendentemente, todos estavam no meu quarto.
— Vovó Redbird! — Damien chorou, e correu até os braços dela. Houve uma agitação quando ele apresentou Jack para ela, as Gêmeas dando olá, e finalmente, Aphrodite, parecendo desconfortável mas feliz, dando um bem apertado, e muito sincero abraço em Vovó. Durante a comoção, Damien e as Gêmeas olharam para mim.
— Z, você está bem? — Damien perguntou numa voz baixa.
— Yeah, estávamos preocupados — Shaunee disse.
— Alguma merda assustadora está acontecendo — Erin disse.
— Estou bem. — Eu dei um olhar furtivo para onde Jack estava conversando sobre algo com vovó sobre o quanto ele adorava lavanda. — Por causa da ajuda de vocês, estou bem.
— Estamos aqui por você, Z. Você não está nisso sozinha — Damien disse.
— Idem — disseram as Gêmeas juntas.
— Zoey? Isso é um cachorro? — Vovó tinha acabado de notar o calombo de pelo loiro esticado no fim da minha cama que se mexeu e fez todos os gatos no quarto assoviarem ao mesmo tempo.
— Yep, vovó. É um cachorro. É uma longa história.
— A quem ela pertence? — Vovó perguntou, dando a Duquesa uma tentativa de esfregar a cabeça.
— Bem, eu. Pelo menos temporariamente — Jack disse.
— Talvez essa seja uma boa hora para explicar para sua avó sobre Stevie Rae e todos os outros — Aphrodite disse.
— Stevie Rae? Oh, querida. Você ainda está sofrendo com a perda dela?
— Não exatamente, vovó — eu disse devagar. — Realmente tem muito para explicar.
— Então é melhor começar. Algo me diz que estamos ficando sem o luxo de ter tempo — vovó disse.
— Primeiro, você deveria saber que não te contei tudo isso, porque Neferet está envolvida – de um mal jeito. E ela tem muitos poderes psíquicos. Então o que quer que te conte, ela pode ser capaz de captar no seu cérebro, e isso não é bom — eu disse.
Vovó pensou sobre isso enquanto pegava a cadeira da minha escrivaninha, e sentava. — Jack, querido — ela disse. — Eu realmente gostaria de um copo de água. Você acha que consegue um pouco para mim?
— Eu tenho água Fiji na minha geladeira no meu quarto — Aphrodite disse.
— Isso seria ótimo — vovó disse.
— Vá em frente e pega para ela. Mas não toque em nada mais — Aphrodite disse.
— Nem mesmo o seu –
— Nem ele.
Jack ficou azedo, mas ele correu para pegar água para vovó.
— Então, eu suponho que todos vocês sabem o que Zoey vai me contar? — Vovó perguntou para o grupo em geral quando Jack voltou.
Eles acenaram, com os olhos enormes e parecendo filhotinhos de pássaros.
— E como vocês estão mantendo Neferet fora da mente de vocês?
— Bem, é só uma teoria agora, mas achamos que devemos nos concentrar em coisas superficiais, bobas e de adolescentes — Damien disse.
— Como liquidações de sapato e algo assim — Erin explicou.
— Yeah, algo assim sendo caras bonitos e estresse de dever da casa — Shaunee acrescentou.
— Então ela não vai achar melhor em olhar mais profundamente — eu terminei. — Mas Neferet nos subestima. Eu não acho que ela vai cometer o mesmo erro com você, vovó. Ela já sabe que você segue o caminho dos Cherokee – que você está em contato com o espírito da terra. Ela pode olhar mais profundamente em você não importa o que esteja passando pela sua mente.
— Então vou ter que limpar minha mente e praticar meditação que eu estive usando desde que era uma garotinha. — O sorriso de vovó era confiante. — Ela não pode se forçar a entrar na minha mente, não se eu a bloquear primeiro.
— E se ela for a Rainha Tsi Sgili?
O sorriso de vovó sumiu. — Você realmente acredita nisso, u-we-tsi-a-ge-ya?
— Achamos que ela pode ser — eu disse.
— Então todos estão em perigo. Você deve me contar tudo.
E então eu contei – com a ajuda de Aphrodite, Damien, as Gêmeas, e Jack, contamos tudo para vovó, embora eu devo admitir ter disfarçado a parte sobre Stevie Rae não ser totalmente ela mesma. Aphrodite me olhou durante essa parte, mas não disse nada.
Enquanto ouvia tudo, vovó se enrugou cada vez mais. Eu também dei a todos detalhes sobre o ataque do Corvo Escarnecedor. Finalmente eu conclui e expliquei a ela sobre como a morte de Stark pode não ser permanente, e como Stevie Rae e Aphrodite e eu tínhamos decidido que, por mais mórbido e perturbador que isso possa parecer, que precisávamos manter um olho no, bem, cadáver dele.
— Então Jack deveria ter instalado a câmera no necrotério — eu disse. — Você conseguiu, Jack? Eu vi uma parte da sua tática de distração. — Eu dei a Duquesa um sorriso e esfreguei as orelhas dela. Ela deu um suave latido e lambeu meu rosto. Malévola e Beelzebub, que estavam enrolados juntos perto da porta (parece que gatos odiosos atraem um aos outros – quem diria?) ergueram as cabeças e assoviaram juntos. Nala, que estava dormindo no meu travesseiro, mal abriu os olhos.
— Oh, yeah, com toda essa excitação eu quase esqueci! — Jack deu um pulo e foi até onde ele tinha deixado a bolsa de homem – ou “mochila” como ele gosta de chamar – no chão perto da porta. Ele a trouxe com ele e tirou uma estranha, mini TV. Ele mexeu com alguns botões e então, com um sorriso de vitória, me entregou. — Voilà! Aqui está o seu – esperamos – belo adormecido.
Todos se juntaram, espiando por cima do meu ombro. Me segurando, eu pressionei o botão de ligar. Certo o bastante, a pequena tela mostrava uma imagem preto e branco de uma pequena sala com um grande negócio parecendo um forno no fim dela, várias prateleiras de metal alinhadas pela parede visível, e uma única mesa de metal (do tamanho de um corpo), em que estava deitado um humano coberto por um lençol.
— Icky — as Gêmeas falaram.
— Nada agradável — Aphrodite disse.
— Talvez devêssemos desligar enquanto o c-ã-o está aqui — Jack disse.
Eu era totalmente a favor de desligar, não gostando do sentimento de espionar os mortos.
— Esse é o corpo do garoto? — vovó perguntou, parecendo meio pálida.
Jack acenou. — Yep. Eu tive que olhar por baixo do lençol para me certificar. — Os olhos dele ficaram tristes, e ele começou a acariciar Duquesa um pouco frenéticamente. A grande labradora deitou a cabeça no colo dele e suspirou, o que pareceu acalmar ele porque Jack também suspirou, e abraçou a cachorra antes de dizer, — eu só, você sabe, estou fingindo que ele está morto.
— Ele parecia morto? — eu tive que perguntar.
Jack acenou de novo. Ele pressionou os lábios juntos e não disse mais nada.
— Você está fazendo a coisa certa — vovó proclamou firmemente. — O poder de Neferet tem muito a ver com segredo. Ela é vista como uma poderosa sacerdotisa de Nyx – uma força do bem. Ela está se escondendo por trás da máscara por um bom tempo agora, e isso a permitiu liberdade para fazer tais coisas, se você estiver certa sobre a extensão dela, então são atrocidades.
— Você concorda que mostrar Stevie Rae e os calouros vermelhos amanhã é o que devemos fazer? — eu perguntei.
— Eu concordo. Se segredos são aliados do mal, então vamos trazer conhecimento.
— Ok! — eu disse.
— Ok! — todos falaram.
E então Jack bocejou. — Oopsie! Desculpe. Eu não estou entediado nem nada — ele disse.
— É claro que não está, mas já é quase o amanhecer. Você teve um dia exaustivo — vovó disse. — Talvez todos devêssemos dormir? Além do mais, não passou do toque de recolher para garotos estarem no dormitório das garotas?
— Uh-oh! Totalmente esquecemos disso. Como se precisássemos de uma droga de detenção para se preocupar além de todo o resto! — Jack disse. Então, parecendo um pouco decepcionado, ele acrescentou, — Desculpe, Vovó. Eu não quis dizer droga.
Vovó sorriu para ele e deu tapinhas na bochecha dele. — Nenhum mal feito, querido. Agora, para cama.
Não surpreendentemente, todos respondemos instantaneamente ao comando de mãe de vovó. Jack e Damien levantaram com Duquesa atrás.
— Hey — eu chamei antes deles saírem pela porta. — Duquesa não teve problemas por ser parte da distração, teve?
Damien balançou a cabeça. — Não. Nós culpamos Malévola, e esse gato estava agindo tão loucamente, que ninguém achou que fosse Duquesa.
— Minha gata não é maluca — Aphrodite disse. — Ela só é uma ótima atriz.
As Gêmeas foram a seguir, abraçando vovó e pegando Beelzebub que estava dormindo. — Vejo vocês no café da manhã — elas falaram.
Elas deixaram vovó e eu sozinhas com Aphrodite, Malévola, e uma Nala totalmente adormecida.
— Bem, eu acho que deveria ir também — Aphrodite disse. — Amanhã vai ser muito importante.
— Talvez você devesse dormir aqui hoje a noite — eu disse.
Aphrodite ergueu uma perfeita sobrancelha e me deu um olhar de desdém.
Eu virei os olhos. — Você é tão mimada. Você pode dormir na minha cama. Eu uso um saco de dormir.
— Aphrodite já ficou no seu quarto antes? — Vovó perguntou.
Aphrodite bufou. — Dificilmente. Vovó, se você ver meu quarto, você vai saber porque prefiro ficar lá.
— Além do mais, Aphrodite tem uma reputação de ser uma vadia odiosa. Ela não dorme no quarto de outras pessoas — eu falhei em mencionar que ela talvez dormisse no quarto de caras – isso definitivamente seria muita informação para vovó.
— Obrigada — Aphrodite disse.
— Se ela ficar no seu quarto, especialmente já que eu suponho que Shekinah contou a Neferet que estou aqui, isso não seria um comportamento estranho para ela?
— Sim — eu admiti relutantemente.
— Seria mais do que estranho – seria bizarro — Aphrodite disse.
— Então você deve voltar para o seu quarto para não darmos ainda mais razão para Neferet olhar ainda mais de perto do que ela já olha — vovó disse. — Mas você não irá dormir desprotegida. — Vovó levantou um pouco dura e foi até a pilha de malas. Ela começou a procurar algo na bolsa azul que ela gostava de chamar de “bolsa para noite.”
Primeiro ela tirou um lindo apanhador de sonhos. Era um círculo enrolado com couro e cordas da cor de lavanda que formavam uma teia dentro, e no centro da teia havia uma pedra turquesa, a pedra azul como o céu de tirar o fôlego. As penas que estavam penduras em três tiras dos lados e da ponta eram cinzas de uma pomba. Vovó entregou o apanhador de sonhos para Aphrodite.
— É lindo! — ela disse. — Verdade. Eu absolutamente adorei.
— Estou feliz que tenha gostado, criança. Eu sei que muitas pessoas acreditaram que apanhadores de sonho não fazem nada mais do que filtrar bons sonhos – ou talvez nem isso. Eu fiz vários deles, eu entrelacei o poder de proteção da turquesa no centro de cada um deles, eu pensei sobre a necessidade de filtrar mais do que pesadelos da nossas vidas. Pegue isso e pendure na sua janela. Que os espíritos protejam sua alma adormecida do mal.
— Obrigado, vovó — Aphrodite disse sinceramente.
— E mais uma coisa. — Vovó virou de volta para a mala, procurando por um tempo, e então pegou uma vela que era branca. — Acenda isso na sua cabeceira enquanto dorme. Eu falei palavras protetoras em cima dela na última lua cheia e deixei os raios da lua cheia encharcarem ela.
— Esteve um pouco obsessiva com proteção ultimamente, vovó? — eu perguntei com uma risada. Depois de 17 anos, eu estava acostumada com o estranho jeito de vovó saber coisas que ela não devia – como quando convidados estavam vindo, ou um tornado se formando (muito antes de Doppler 8 – ou, nesse caso, quando iríamos precisar de proteção.
— É sempre sábio ter cuidado, u-we-tsi-a-ge-ya. — Ela botou o rosto de Aphrodite entre suas mãos e beijou de leve a testa dela. — Durma bem, pequena filha, e que seus sonhos sejam felizes.
Eu vi Aphrodite piscar os olhos com força e sabia que ela estava lutando para não chorar. — Noite — ela disse. Acenando para mim, ela saiu do quarto.
Vovó não disse por um tempo; ela só olhou pensativa para a porta fechada. Finalmente ela disse, — Não acredito que aquela garota nunca conheceu o calor do amor de uma mãe.
— Você está certa, vovó — eu disse. — Ela costumava ser horrível, ninguém suportava ela, especialmente eu, mas eu acho que a maior parte era fingimento. Não que ela seja perfeita. Ela é muito mimada e superficial, e as vezes ela pode ser muito odiosa, mas ela ... — eu parei, tentando descrever Aphrodite com palavras.
— Ela é sua amiga — vovó terminou por mim.
— Sabe, você é bizarramente perto da perfeição — eu disse a ela.
Vovó sorriu com travessura. — Eu sei. Mal de família. Agora, me ajude a pendurar nosso apanhador de sonhos e acender nossa vela da lua – então você precisa dormir.
— Você também não vai dormir? Eu te acordei no meio da noite, e você disse que já estava de pé a horas.
— Oh, eu vou dormir um pouco, mas tenho planos. Eu não venho para a cidade com muita frequência, e enquanto minha família vampira dorme, eu vou fazer umas compras e vou ter um adorável almoço em Chalkbord.
— Yum! Eu não vou lá desde a última vez que a gente foi.
— Bem, cabeça de vento, eu te digo se é tão bom quanto lembramos, e então talvez no próximo dia de chuva, você e eu possamos visitar juntas.
— Então você comer lá vai ser só um reconhecimento para se certificar que ele não ficou ruim? — Eu pus a cadeira perto da janela e procurei um lugar para pendurar o apanhador de sonhos que vovó tinha me dado.
— Exatamente. Querida, o que você quer fazer com a babá câmera? — Vovó ergueu uma das tevezinhas. Embora estivesse desligada, ela a segurou com cuidado, como se pudesse ser uma bomba.
Eu suspirei. — Aphrodite me disse que tem áudio junto. Você consegue ver o botão para som?
— Sim, acredito que seja esse. — Vovó pressionou o botão, e uma luz verde se acendeu.
— Ok, bem, porque não deixamos apenas com áudio, sem o vídeo? Eu vou pôr na minha cabeceira. Se houver algum tumulto, eu vou ser capaz de ouvir.
— Muito melhor do que ver o morto a noite toda — Vovó disse fazendo uma careta enquanto colocava a pequena tela na minha cabeceira. Então ela olhou para mim. — Querida, porque você não abre as cortinas por um segundo e pendura o apanhador de sonhos perto da janela? Estamos protegendo de fora para dentro – não de dentro para fora.
— Oh, ok.
Eu usei as duas mãos para abrir a cortina. Elas abriram, e eu senti uma facada de medo quando olhei diretamente para o rosto horrível de um gigante pássaro preto com terríveis olhos brilhantes vermelhos com formato de um homem. A criatura estava presa no lado de fora da minha janela com braços e pernas que eram humanos. O perigoso bico em forma de gancho se abriu, mostrando uma língua em forma de garfo. A coisa soltou um suave “Crooo-ak” que soava zombador e ameaçador ao mesmo tempo.
Eu não consegui me mexer. Eu estava congelada pelos olhos vermelhos – humanos num rosto de um terrível pássaro – uma criatura que existia apenas por causa de um antigo mal. Eu podia sentir pontas frias nos meus ombros onde uma daquelas criaturas tinha se pegado mais cedo. Eu lembrei do toque da nojenta língua e da dor que o bico tinha causado quando tentou cortar minha garganta.
Enquanto Nala começou a assoviar e rosnar, vovó correu para o meu lado. Eu podia ver o reflexo dela no vidro da janela. — Chame o vento para mim, Zoey! — ela mandou.
— Vento! Venha até mim – minha avó precisa de você — eu chorei, ainda presa no olhar monstruoso do Corvo Escarnecedor.
Eu senti o vento passar inquieto embaixo e do meu lado, onde Vovó estava.
— U-no-le! — Vovó chamou. — Carregue isso com meu aviso para a besta. — Eu vi vovó erguer as mãos e assoprar o que estava na palma dela direto para a criatura que estava enrolada do outro lado da janela. — Ahiya’a A-s-gi-na! — ela disse.
O vento, conjurado por mim mas comandado por minha avó, a Mulher Ghigua, jogou o pó azul que ela tinha na palma das mãos e o passou através da pequena abertura entre o vidro da janela. O vento passou a poeira ao redor do Corvo Escarnecedor para ficar preso no tufão de poeira brilhante. A besta com olhos tão humanos reclamou enquanto as faíscas o cercava e então, enquanto o vento circulava ferozmente, pressionando o pó no corpo da criatura, um terrível grito saiu do bico aberto, e numa batida de asas, ele desapareceu.
— Mande embora o vento, u-we-tsi-a-ge-ya — Vovó disse enquanto pegava minha mão para me firmar.
— O-obrigado vento. Eu te libero — eu disse abatida.
— Obrigado, u-no-le — vovó murmurou. Então ela disse, — O apanhador de sonhos – se certifique de pendurar ele.
Com mãos trêmulas, eu o pendurei ao redor da parte de dentro da cortina e a fechei. Então vovó me ajudou a sair da cadeira. Fazendo Nala levantar, nós três nos enrolamos juntas enquanto tremíamos e tremíamos e tremíamos.
— Acabou... acabou agora... — vovó continuou murmurando.
Eu não percebi que nós duas estavamos chorando até que vovó me deu um último apertão e foi procurar um lenço. Eu afundei na cama, acariciando Nala.
— Obrigado — eu disse, limpando o rosto e assoprando o nariz. — Devemos ligar para os outros? — eu perguntei.
— Se você ligar, o quão assustados eles vão ficar?
— Aterrorizados — eu disse.
— Então eu acho que faria mais bem você chamar o vento de novo. Você pode enviar um enorme tufão ao redor dos dormitórios para que se algum deles estiver do lado de fora, seja mandado para longe?
— Yeah, mas eu acho que deveria parar de tremer primeiro.
Vovó sorriu e tirou o cabelo do meu rosto. — Você fez bem, u-we-tsi-a-ge-ya.
— Eu me apavorei e congelei, bem como aconteceu da última vez!
— Não, você encontrou o olhar do demônio sem se acovardar e conseguiu conjurar o vento e o fazer me obedecer — ela disse.
— Só porque você me disse para fazer isso.
— Mas da próxima vez não será porque eu te disse. Da próxima vez você será mais forte e fará o que precisa sozinha.
— O que era aquele pó azul?
— Turquesa esmagada. Vou te dar um pote. É uma poderosa pedra protetora.
— Você tem o bastante para dar aos outros também?
— Não, mas vou pôr na minha lista de compras. Eu posso pegar umas pedras turquesas e as amassar com um pilão para transformar em pó. Isso vai me dar algo construtivo para fazer enquanto você dorme.
— O que foi que você disse? — eu perguntei.
— Ahiya’a A-s-gi-na, significa vá embora, demônio.
— E u-no-le é vento?
— Sim, querida.
— Vovó, ele tinha forma física, ou era só um espírito?
— Eu acho que um pouco dos dois. Mas é muito próximo da forma física.
— O que significa que Kalona está ficando forte — eu disse.
— Eu acredito que sim.
— É assustador, vovó.
Vovó me colocou em seus braços e acariciou minha cabeça como ela costumava fazer quando eu era uma garotinha. — Não tema, u-we-tsi-a-ge-ya. O pai dos demônios irá descobrir que as mulheres de hoje não são tão fáceis de subjugar.
— Você arrasou, vovó.
Ela sorriu. — Sim, filha, nós certamente arrasamos.

5 comentários:

  1. Aí Mona bate aqui te amo vovó nerd

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  2. Nossa essa garota sofre! Q bom q Aphrodite tem alguém melhor q a mãe pra se espelha .

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  3. Nossa essa garota sofre! Q bom q Aphrodite tem alguém melhor q a mãe pra se espelha .

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  4. Se a Zoey for ficar catatônica toda vez que um corvo tentar atacá-la, vai ser complicado.

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  5. equipe da super vovo a todo vapor

    ass: aninha

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