6 de outubro de 2015

Capítulo 26 - Stark

Stark cambaleou para trás, instintivamente levantando sua própria espada de maneira que foi por acaso e por instinto que ele desviou o golpe mortal do Outro, aquele ser que era ele e ao mesmo tempo não era.
— Por que você está fazendo isso? — Stark gritou.
— Eu já lhe disse. A única maneira de você poder entrar aqui é me matar, e eu não vou morrer.
Os dois Guerreiros rodearam um ao outro com desconfiança. — Que diabos você está falando? Você sou eu. Então, se eu chegar ali, como você pode morrer?
— Eu sou parte de você. A parte não tão agradável. Ou você é uma parte de mim, a parte boa, e eu odeio mesmo dizer isso. Não seja tão estúpido assim. Não é como se você não soubesse sobre mim. Então, pense no passado antes de você virar um bichinha e se jurar àquela putinha boazinha. Nós conhecemos um ao outro muito melhor.
Stark olhou, vendo o tom de vermelho nos olhos e a desagradável atitude de seu próprio rosto. O sorriso ainda estava lá, mas a arrogância virou cruel, fazendo com que suas características fossem familiares e estranhas ao mesmo tempo.
— Você é o mau em mim.
— Mau? Isso é apenas uma questão de qual lado você está, não é? E do lado que eu estou agora, não me parece tão mau. — Rindo, o Outro continuou, — “Mau” é uma palavra que não está perto de descrever o meu potencial. Mau é um luxo. Meu mundo está cheio de coisas além de sua imaginação.
Stark começou a sacudir a cabeça, querendo negar o que ele estava ouvindo, e sua concentração vacilou. O Outro atacou novamente, fazendo um grosso corte abaixo de seu bíceps direito.
Stark levantou a espada defensivamente, surpreso por haver uma estranha ardência, mas nenhuma dor em ambos os braços.
— Sim, não dói muito, né? Ainda. Isso é porque a lâmina é muito afiada para ferir. Mas veja isso – você está sangrando. Muito. É apenas uma questão de tempo antes que você não possa mais manter esta espada levantada. Então você está pronto, e eu vou livrar-me de você de uma vez por todas. — O Outro continuou, — ou talvez nós iremos jogar. Que tal se eu tiver algum divertimento e esfolar você vivo, pedaço por maldito pedaço, até que você não seja nada mais do que uma carcaça sangrando a meus pés.
De sua visão periférica, Stark podia ver que o ardor que ele estava sentindo era o calor do sangue que estava bombeando continuamente de duas feridas. O Outro estava certo. Ele estava sendo derrubado.
Ele tinha que lutar – e ele tinha que lutar agora. Se ele continuasse hesitando, continuasse sendo puramente defensivo, ele morreria.
Com uma ação que foi totalmente instintiva, Stark pulou para a frente, atacando sua imagem no espelho, em tudo, qualquer coisa que poderia ser uma abertura em sua guarda, mas sua versão de olhos vermelhos bloqueou cada movimento facilmente. E então, como uma naja, ele revidou, deslizando através das defesas de Stark e cortou uma longa e profunda ferida em uma coxa.
— Você não pode me derrotar. Eu conheço todos os seus movimentos. Eu sou tudo que você não é. Esta porcaria de bondade fez de você um fraco. Isso é porque você não pode proteger Zoey, para começar. Amá-la te fez fraco.
— Não! Amar Zoey foi a melhor coisa que eu já fiz.
— Sim, bem, vai ser a última coisa que você já fez, isso é para...
Stark foi arrancado de volta para seu corpo. Ele abriu os olhos para ver Seoras de pé sobre ele, punhal em uma mão, a outra pressionando contra a sua testa.
— Não! Eu tenho que voltar! — ele gritou. Ele sentiu como se seu corpo estivesse em chamas. A dor em seus lados, era inacreditável – a força da mesma bombeava a adrenalina através de seu sistema. Seu primeiro instinto foi se mover! Fuja! Lute!
— Nae, garoto. Lembrar que você nae pode se mover — disse Seoras.
A respiração Stark estava rápida e difícil enquanto ele forçava seu corpo para ficar imóvel. Ficar ali.
— Mande-me de volta — ele disse ao Guardião. — Eu tenho que voltar.
— Stark, me escute. — De repente, o rosto de Aphrodite estava lá em cima dele. — É Heath, ele é a chave. Você tem que procurá-lo antes de você ver a Zoey. Diga-lhe que ele tem que seguir em frente. Ele tem que deixar Zoey no Outromundo, ou ela nunca mais voltará para cá.
— O quê? Aphrodite?
Ela agarrou o braço dele e trouxe seu rosto para baixo, perto dele. Ele podia ver o sangue nos olhos dela e foi sacudido pela compreensão de que ela devia ter tido justamente uma visão.
— Confie em mim. Procure Heath. Faça-o partir. Se você não o fizer, não haverá ninguém que possa parar Neferet e Kalona, e está acima de todos nós.
— Se ele vai regressar, ele precisa ir agora — disse Seoras.
— Leve-o de volta — disse Sgiach.
As bordas brilhantes em torno da visão de Stark começaram a ficar cinzentas, e lutou contra ser puxado para baixo novamente.
— Espere! Diga-me. Como-como faço para lutar comigo mesmo? — Stark conseguiu respirando com dificuldade.
— Oh, isso ser muito simples. O Guerreiro deve morrer dentro de você para nascer o Xamã.
Stark não podia dizer se as palavras Seoras foram uma resposta à sua pergunta, ou se vieram de sua memória, e ele não teve tempo para descobrir isso. Em menos de um batimento cardíaco, Seoras agarrou sua cabeça com um aperto e arrastou a lâmina sobre as pálpebras de Stark. Em um abrasador e ofuscante flash ele estava mais uma vez enfrentando a si mesmo como se ele nunca tivesse ido embora. Apesar de desorientado pela dor do último corte do Guardião, Stark percebeu que seu corpo estava reagindo mais rápido do que sua mente podia compreender, e ele estava facilmente defendendo-se do ataque de sua imagem do espelho. Era como se a linha do último corte tivesse revelado uma geometria das linhas de ataque ao coração do Outro que Stark nunca tinha conhecido antes, e, porque ele não conhecia, talvez o outro não conhecia, também. Se assim fosse, ele tinha uma chance, mas apenas uma diminuta chance.
— Eu posso fazer isso o dia todo. Você não pode. Porra, minha bunda é fácil de chutar. — O Stark de olhos vermelhos riu arrogantemente.
Enquanto ele riu, Stark atacou, seguindo uma linha de ataque que a dor e a necessidade tinham revelado, atingindo a borda externa do antebraço de sua imagem do espelho.
— Caralho! Você realmente tirou sangue. Não achei que você tinha isso em você!
— Sim, bem, isso é um de seus problemas, você é muito arrogante. — Stark viu a hesitação que agitou-se através de sua imagem do espelho, e uma pitada de compreensão sussurrou em sua mente. Ele seguiu esse pensamento tão naturalmente quanto ele levantou a espada em defesa e teve uma visão rápida das linhas de ataque em todo seu corpo. — Não, não é que você seja muito arrogante. Isso sou eu. Eu sou arrogante.
A guarda de sua imagem do espelho vacilou. Stark compreendeu completamente, e em seguida ele pressionou. — Eu sou egoísta, também. Foi assim que eu matei o meu mentor. Eu era muito egoísta para deixar alguém me superar em algo.
— Não! — O Stark de olhos vermelhos gritou. — Isso não é você, sou eu.
Vendo a abertura, Stark atacou novamente, cortando a lateral do Outro. — Você está errado, e você sabe. Você é o que é ruim em mim, mas você ainda está comigo. O Guerreiro não seria capaz de admitir isso, mas o Xamã em mim está começando a entendê-lo. — Enquanto Stark falava, ele dirigia implacavelmente para a frente, chovendo golpes em sua imagem do espelho. — Nós somos arrogantes. Nós somos egoístas. Às vezes nós somos desprezíveis. Nós temos um temperamento ruim do caralho, e quando nós ficamos chateados, nós guardamos rancor.
As palavras de Stark pareceram desencadear algo no Outro, e ele revidou com uma velocidade quase inacreditável, atacando Stark com uma habilidade e vingança que era esmagadora. Oh Deusa, não. Não deixe a minha boca tem estragado isso. Conforme Stark apenas se defendeu do ataque, ele percebeu que estava reagindo também de forma racional, demasiadamente previsível. O único caminho possível para derrotar a si mesmo era fazer o que o Outro não estaria esperando.
Eu tenho que lhe dar uma abertura para me matar.
Conforme o Outro chovia golpes para arrasá-lo, Stark sabia que era isso. Ele fingiu cair sua guarda à sua esquerda. Com um impulso irrefreável o Outro foi para a abertura, atacando para frente e fazendo-se, por um instante, ainda mais vulnerável que Stark. Stark viu a linha de ataque, da geometria da abertura real, e com uma ferocidade que não sabia que era capaz, partiu o punho da espada para baixo sobre o crânio do Outro.
A imagem do espelho de Stark caiu de joelhos. Ofegando, ele mal foi capaz de segurar a espada por algum tempo.
— Então, agora você me matou, entre no Outromundo, e pegue a garota.
— Não. Agora eu aceito você, pois não importa quão sábio eu seja ou o quão bom eu conseguir ser, você sempre estará aqui dentro de mim.
Os olhos vermelhos encontraram os olhos castanhos mais uma vez. O Outro deixou cair sua espada, e com um movimento rápido, atirou-se para a frente, dirigindo a espada de Stark para o punho em seu peito. Na crua intimidade do momento o Outro exalou, tão perto dele que Stark tomou fôlego na última doce respiração do Outro.
As vísceras de Stark contraíram. Ele mesmo! Ele mesmo se matou! Balançando a cabeça na terrível compreensão, gritou: — Não! Eu... — Mesmo enquanto ele gritava a negação, o Stark de olhos vermelhos sorria conscientemente, e por entre os sangrentos lábios ele sussurrou: — Eu te verei de novo, Guerreiro, mais cedo do que você imagina.
Stark abaixou o Outro de seus joelhos, ao mesmo tempo puxando a grande espada em seu peito.
O tempo deteve-se, conforme a divina luz do reino de Nyx convergiu na espada, brilhando ao longo do ensanguentado, porém belo, comprimento e cegando Stark, exatamente como o último corte de Seoras tinha queimado sua visão e, milagrosamente, momentaneamente, era como se o antigo Guardião estivesse ali ao lado ele e do Outro enquanto os três Guerreiros olhavam para a espada.
Seoras falou sem tirar os olhos do punho da espada. — Sim, ele ser o guardião da claymore para você garoto, uma espada forjada em quente e úmido sangue, usada somente em defesa da honra, empunhada por um homem que optou por proteger uma Dama, uma bann ri, uma rainha. Esta lâmina ser afiada para uma boa agudez que corta sem a dor, e o Guardião que tiver essa lâmina atacará sem misericórdia, medo ou favor, contra aqueles que contaminam nossa importante linhagem.
Hipnotizado, Stark virou a claymore, permitindo que o cabo ornamentado com joias capturasse a luz enquanto o Guardião de Sgiach continuava, — Os cinco cristais, fixados nas quatro pontas, e o quinto centralizado com a pedra do coração, criam um pulso constante, em sintonia com a batida do coração deste Guardião, se ele for um Guerreiro escolhido que guarda a honra acima da vida. — Seoras pausou, finalmente, desviando o olhar da espada. — Você ser o Guerreiro, meu garoto? Você será um verdadeiro Guardião?
— Eu quero ser — disse Stark, desejando que a espada pulsasse com as batidas de seu coração.
— Então você dever agir sempre com honra e enviar a quem você tiver derrotado para um lugar melhor. Se você puder fazer isso como um Guardião e não como um garoto... se você ser de fato alma e espírito da pura linhagem, filho, você encontrar seu último horror na facilidade pela qual você aceitar e realizar este dever eterno.
— Mas saiba que não há mais volta, pois essa é a lei e parte do autêntico Guardião, sem rancor, sem maldade, sem preconceito ou vingança, apenas a fé inabalável na honra pode ser sua recompensa, sem garantias de amor, felicidade ou lucro. Pois depois de nós nae há nada. — Nos olhos de Seoras, Stark viu renúncia eterna. — Você vai levar isso para a eternidade, pois quem guardará o Guardião? Agora você sabe a verdade sobre isso. Decida, filho.
A imagem de Seoras desapareceu e, o tempo começou novamente. O Outro estava de joelhos na frente dele, fitando-o com os olhos que continham medo e aceitação.
Morte com honra. Enquanto Stark pensava nas palavras, o punho da claymore aqueceu em suas mãos com uma batida que refletiu o bater de seu coração. Ele fechou sua mão sobre o punho, curtindo a sensação.
Então, o peso da lâmina se tornou uma força de vida própria, enchendo Stark com uma terrível e maravilhosa força e conhecimento. Sem pensamento, sem emoção, ele usou o arco de uma lua crescente para desferir o golpe mortal, batendo a lâmina repugnantemente contra o Outro, cortando-lhe de forma limpa do crânio até a virilha. Houve um grande suspiro, e o corpo desapareceu.
A extensão total da brutalidade de Stark bateu nele. Ele deixou cair a claymore e caiu de joelhos.
— Deusa! Como eu posso fazer isso e ser honrado?
Com a mente cambaleando, Stark ajoelhou-se no chão, respirando com dificuldade. Ele olhou para seu corpo, esperando encontrar feridas abertas na carne e sangue, montes e montes de seu sangue.
Mas ele estava errado. Ele estava completamente livre de qualquer ferimento físico. O único sangue que ele viu estava acumulado na terra em baixo dele. A única ferida que restou foi a lembrança do que ele tinha acabado de fazer.
Quase com uma vontade própria, sua mão encontrou o cabo da grande espada. Vendo em sua memória o golpe mortal que ele tinha acabado de aplicar, as mãos de Stark tremiam, mas ele segurou o punho firmemente, encontrando calor e o eco do bater do seu coração.
— Eu sou um Guardião — ele sussurrou. E com estas palavras veio a verdadeira aceitação de si mesmo e, finalmente, a compreensão. Isso não era sobre matar o mal dentro de si; nunca foi sobre isso. Tratava-se de controlá-lo. Isso era o que um verdadeiro Guardião fazia. Ele não negava a brutalidade, ele a exercia com honra.
Stark inclinou a cabeça então descansou-a na claymore do Guardião.
— Zoey, minha Dama, minha bann ri shi', minha rainha, eu escolho aceitar tudo e seguir o caminho da honra. Esta é a única maneira de eu poder ser o Guerreiro que você precisa que eu seja. Isso eu juro.
Com o juramento Stark ainda pairando no ar ao seu redor, o arco que era a fronteira do Outromundo de Nyx desapareceu, juntamente com a claymore do Guardião, deixando Stark sozinho, desarmado, e de joelhos na frente do bosque da Deusa e da beleza etérea da árvore de pendurar.
Stark esforçou-se para se levantar, automaticamente andando em direção ao bosque. Seu único pensamento era que tinha que encontrá-la, sua rainha, sua Zoey.
Mas conforme ele chegou mais perto do bosque, Stark diminuiu e finalmente parou.
Não. Ele estava começando errado. Novamente.
Não era Zoey quem ele tinha que achar, era Heath. Embora a grande dor no traseiro que Aphrodite poderia ser, ele sabia que suas visões eram reais. Que diabos Aphrodite tinha dito? Algo sobre Heath ter que ir para Zoey voltar. Stark pensou nisso. Tanto quanto doía-lhe admitir, ele conseguia entender por que o que Aphrodite tinha visto era verdade. Zoey estava com Heath desde que eram crianças. Ela o viu morrer, isso a tinha machucado tanto que sua alma tinha quebrado. Se ela pudesse ser completa, e estar com Heath aqui...
Stark olhou em volta e, como quando ele tinha se conectado com a claymore, ele estava realmente vendo.
O reino de Nyx era incrível. O bosque estava diretamente em frente a ele embora ele pudesse sentir a imensidão do lugar, e sabia que o reino de Nyx era muito maior do que este lugar. Mas, com toda a honestidade, o bosque em si era bastante verde e acolhedor, era como um refúgio para seu espírito. Mesmo depois do que tinha sido até chegar lá, sabendo de suas responsabilidades como Guardião de Zoey, e a compreensão de que sua missão estava longe de terminar, Stark quis entrar no bosque, respirou profundamente, e permitiu que a paz o enchesse. Adicione a presença de Zoey à tudo isso, e ele ficaria mais contente do que ficar aqui por pelo menos um pedaço da eternidade.
Então, sim, dê Heath de volta para Zoey e ela vai querer ficar. Stark passou a mão sobre o rosto. Ele odiava admitir isso, ele quebrou o seu coração para admitir, mas Zoey amava Heath, talvez até mais do que ela o amava.
Stark sacudiu-se mentalmente. O amor que ela sentia por Heath não importava! Zoey tinha que voltar, até mesmo a visão de Aphrodite disse isso. E, com certeza, se Heath não estivesse envolvido, ele provavelmente seria capaz de convencê-la a voltar com ele. Esse era o tipo de garota que ela era, ela se preocupava com seus amigos mais do que ela se preocupava consigo mesma.
E era exatamente por isso que Heath teria que deixá-la, e não o contrário. Então, ele teria que encontrar Heath e lhe falar para desistir da única garota que ele amou. Para sempre. Foda-se. Impossível.
Mas deve também ter sido impossível para ele ter derrotado a si mesmo e aceitado tudo o que isso significava.
Então pense, droga! Pense como um Guardião e não apenas agindo e reagindo como uma criança estúpida.
Ele podia encontrar Zoey. Ele tinha feito isso antes. E uma vez que ele achasse Zoey, Heath estaria lá também.
O olhar de Stark foi para a árvore de pendurar. Ela era maior aqui do que em Skye, e os pedaços de pano que estavam amarrados a seu guarda-chuva enorme de ramos continuavam mudando as cores e comprimentos como se acenasse suavemente com a brisa morna.
A árvore de pendurar era sobre sonhos e desejos e amor.
Bem, ele amava Zoey.
Stark fechou os olhos e se concentrou em Zoey e sobre o quanto ele a amava e sentia falta dela.
O tempo passou... minutos, talvez horas. Nada. Nem uma maldita coisa. Nem mesmo uma vaga noção de onde ela poderia estar. Ele não podia senti-la absolutamente.
Você não pode desistir. Pense como um Guardião.
Então, o amor não podia levá-lo até Zoey. Então, o que poderia? O que era mais forte que o amor?
Stark piscou surpreso. Ele já tinha a resposta. Ele tinha conseguido isso com o título de Guardião e a claymore mística.
— Para um Guardião a honra, é mais forte que o amor — Stark disse em voz alta.
Ele mal terminou de falar as palavras quando uma fina fita dourada apareceu diretamente acima dele na árvore de pendurar. Ela brilhou com uma luminescência metálica, lembrando Stark do torque amarelo-ouro que Seoras usava em torno de seu pulso. Conforme a fita sem nó flutuou livre da árvore para o bosque, Stark não hesitou. Ele seguiu o seu instinto e este pequeno lembrete de honra, e andou a passos largos atrás dela.

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