4 de outubro de 2015

Capítulo 25

Stark tinha ido embora quando eu acordei. Me sentindo maravilhosamente refeita e faminta, me espreguicei e bocejei, quando eu encontrei a seta deitada no travesseiro ao meu lado. Ele estava quebrada no meio, o que imediatamente chamou a minha atenção.
Quero dizer, sou de uma cidade chamada Broken Arrow (Flecha Quebrada). Eu sei o que significa uma flecha partida ao meio - paz, um fim para o combate. Havia uma nota dobrada debaixo da flecha com o meu nome escrito. Eu a abri e li:
“Eu te observei enquanto dormia e você parecia em completa paz. Gostaria de poder sentir isso. Quem me dera poder fechar os olhos e me sentir em paz. Mas não posso. Não consigo sentir nada se eu não estou com você, e mesmo assim tudo o que posso fazer é desejar algo que eu acho que nunca poderei ter, pelo menos não agora. Então eu deixei isso e a minha paz com você. Stark.”
— O que diabos significa isso? — Perguntei a Nala.
Meu gato grunhiu um “mee-uf-devidos” pra mim, saltou da minha cama, e saltitou para sua tigela de comida. Ela olhou para trás de mim, rosnado como uma louca.
— Ok, sim, eu sei. Eu estou com fome, também. — Eu alimentei minha gata, pensando em Stark enquanto eu me vestia para o que eu tinha certeza que seria um estranho dia escolar. — Hoje vamos sair daqui— eu disse firmemente ao meu reflexo depois que eu
arrumava o meu cabelo.
Eu corri para a cozinha a tempo de agarrar o meu cereal favorito, Count Chocula, e me juntar às Gêmeas, que tinham suas cabeças juntas, sussurrando com um olhar irritado.
— Ei, meninas — disse, sentado ao lado delas me servindo de uma grande vasilha do chocolate delicioso. — e aí?
Mantendo a sua voz baixa de um jeito que só eu pudesse ouvir, Erin disse — Você vai ver o que se passa quando você sentar aqui por apenas alguns minutos.
— Sim, observe as pessoas — sussurrou Shaunee.
— Okayyyyy — eu disse lentamente, acrescentando leite aos meus cereais e observando as crianças em torno de nós com o que eu esperava ser absoluta indiferença.
De primeira eu realmente não notei nada. As meninas estavam ocupadas agarrando barras de proteína ou cereais ou alguma guloseima favorita. E então eu percebi que não era o que eu estava vendo que era estranho, era o que eu não estava. Não havia nenhuma das típicas brincadeiras acontecendo. Ninguém estava falando de meninos. Ninguém se queixava de não ter feito seu dever de casa. Na verdade, ninguém estava falando quase nada. Elas estavam apenas mastigando e respiração e sorrindo. Muito. Eu dei às Gêmeas um WTF ( What The Fuck ) olhar.
— Pessoas bizarras — Erin sussurrou para mim enquanto Shaunee acenava com a cabeça.
— Quase tão chato como o canalha Stark — Erin sussurrou.
Tentei não soar culpada quando disse, — Stark? O que tem ele?
— Ele andou por aqui, enquanto você ainda estava lá em cima. Como se ele fosse dono do lugar e não se importasse se alguém sabia sobre ele estar estuprando alguma pobre garota. — Shaunee disse, ainda mantendo a sua voz baixa.
— Sim, você deve ter visto Becca. Ela saltitava atrás dele como um cachorrinho — disse Erin.
— E o que ele fez? — Eu perguntei, segurando a minha respiração.
— Foi patético. Ele mal olhou para ela — Shaunee disse.
— Falar sobre ser usada e depois jogada fora como um trapo ranho — disse Erin.
Eu estava tentando descobrir o que eu poderia dizer que me daria mais informações sobre o que Stark tinha ou não tinha feito, sem deixar as Gêmeas saberem que eu me importava, e eu pensei que eu deveria talvez tentar dizer um algo para defender o Stark, quando os olhos de Erin ficaram selvagens enquanto ela olhava para algo atrás de mim.
— Bem, falar do maldito diabo — disse Shaunee em sua melhor voz de menininha irritante.
— Literalmente — Erin acrescentou.
— Mesa errada — disse Shaunee. — Suas admiradoras estão todas ali e ali. — Ela acenou com sua mão ao redor da sala, para as outras garotas que tinham parado de comer e olhavam por trás de mim também. — Não aqui.
Eu girei na minha cadeira para olhar para Stark. Nossos olhos se encontraram. Tenho certeza que os meus olhos estavam grandes e assustados. Os seus eram profundos e quentes, e eu poderia quase ouvir a pergunta que ele estava me fazendo com ele.
Ignorando todas as outras pessoas na sala, eu disse: — Olá, Stark. — Tive o cuidado para não fazer a minha voz muito amigável ou gelada. Eu apenas disse oi para ele como eu faria com qualquer outro garoto.
— Você parece melhor do que a última vez que te vi — disse ele.
Eu podia sentir minhas bochechas ficando quentes. A última vez que ele tinha me visto nós estávamos juntos na cama. Enquanto eu ainda estava olhando nos olhos dele e tentando descobrir o que diabos eu poderia dizer a ele na frente de todos, Erin falou.
— Grande surpresa que ela está melhor do que quando estava mastigando Becca a noite passada.
— Sim, ver aquilo seria o suficiente para fazer qualquer um ficar meio abalado. — Stark desviou seu olhar do meu. Eu vi seus olhos piscarem em um perigoso escarlate enquanto ele encarou as Gêmeas. — Estou falando com Zoey, não com qualquer uma de vocês. Então fiquem de fora.
Havia algo na sua voz que estava profundamente assustador. Ele não gritou. Sua expressão estava praticamente inalterada. Em vez disso, ele irradiava uma terrível sensação de serpente, furioso, mortal e a beira de um ataque. Olhei para ele mais de perto e vi uma ondulação no ar ao seu redor, como ondas de calor que se elevavam de um asfalto quente no verão. Não sei se as Gêmeas também viram, mas definitivamente sentiram algo. Ambas empalideceram, mas eu quase não notei. Era em Stark que eu estava concentrada. Vendo as mudanças dele eu me lembrei de Stevie Rae - antes de ela ter recuperado a sua humanidade.
Era por isso que eu me importava tanto com Stark? Porque eu vi Stevie Rae lutar com os mesmo impulsos escuros e ganhar, e eu queria acreditar que ele também poderia ganhar? Eu lidava com ele, mas se Stevie Rae me ensinou uma coisa com certeza foi que um jovem nessa posição poderia ser uma criatura muito perigosa.
Mantendo a minha voz completamente calma, eu disse — O que você queria me dizer, Stark?
Eu vi a luta em seu rosto enquanto o garoto lutava com o monstro que claramente queria pular na mesa e comer as Gêmeas. Finalmente ele transferiu o seu olhar de volta para mim. Seus olhos brilhavam ainda ligeiramente vermelhos quando ele disse, — Eu realmente não tenho nada a dizer. Eu encontrei isso. É seu, não é? — Ele levantou a mão e, pendurada nela, estava a minha bolsa.
Eu olhei dele para a bolsa e da bolsa para ele novamente. Me lembrei que ele disse sobre ter medo de bolsas como eu tenho medo de aranhas. Quando olhei nos olhos dele novamente, eu estava sorrindo.
— Obrigado, é minha. — Eu peguei minha bolsa dele, mas quando nossas mãos esbarraram eu disse, — Um cara me disse uma vez que bolsas femininas o lembravam de aranhas.
Os olhos vermelhos se acenderam como se tivesse ligado um interruptor A aura terrível que o cercava tinha ido embora. Um de seus dedos se enrolou no meu, me segurando por um instante. Então ele soltou a bolsa e minha mão.
— Aranhas? Tem certeza de que ouviu bem?
— Tenho certeza. Obrigado novamente por encontrar isso.
Ele girou, e marchou para fora da sala.
Logo que ele tinha ido embora, todos os calouros exceto as Gêmeas e eu começaram a sussurrar entusiasmados sobre como Stark era quente. Eu comi meu cereal em silêncio.
— Ok, ele está para lá de assustador — disse Shaunee.
— Era assim que Stevie Rae era quando ela mudou? — Erin perguntou.
Eu acenei. — Sim, basicamente. — Eu baixei a minha voz e acrescentei, — Vocês viram algo ao redor dele? Como uma estranha sombra negra extra?
— Não, eu estava muito ocupada pensando que ele ia me comer para olhar em volta dele — disse Erin.
— Exato — disse Shaunee. — Então é por isso que ele não assusta você, porque ele é como Stevie Rae era antes de mudar?
Eu levantei um dos meus ombros e utilizei o pretexto de uma boca estava cheia de Count Chocula para não dizer muito.
— Ei, sério, eu sei o que o poema da Kramisha disse e tudo mais — disse Erin. — Mas tem que tomar cuidado ao redor dele. Ele é má notícia.
— Além disso, o poema poderia não ser sobre ele — disse Shaunee.
— Meninas, vamos realmente ter que falar sobre isso agora? — Eu disse após engolir.
— Não, ele tem nenhuma importância para nós — disse Shaunee rapidamente.
— Exato — disse Erin, em seguida acrescentou: — Você vai verificar para ter a certeza que ele não roubou suas coisas?
— Sim, tanto faz. — Eu abri minha bola e olhei para ela, fazendo um, inventário em voz
alta — Celular, brilho labial... Dinheiro, óculos de sol, carteira com, sim, todo o meu dinheiro e minha carteira de motorista... e — Eu me interrompi ao achar um bilhete, uma flecha quebrada no meio desenhado sobre ela. Abaixo da seta haviam as palavras:
“Obrigado pela noite passada.”
— O quê? Você achou algo que ele roubou? — Erin perguntou, tentando olhar para a minha bolsa por cima da mesa.
— Não, apenas Kleenex usados nojentos. Gostaria que ele tivesse jogado fora.
— Bem, eu continuo a dizer que ele é um idiota — Erin rosnou.
Eu acenei e fiz alguns sons de concordância enquanto terminava o meu cereal evitando não pensar sobre a mão quente de Stark nos meus cabelos.
Minhas aulas, como o meu professor espanhol, professor Garmy, diria, se ele não tivesse se transformado e um pequeno professor zumbi, não foi boa para mim. E a pior parte foi, se você tirasse os nojentos Corvos Escarnecedores, que pareciam estar em todo o lado, eu poderia ter quase convencido a mim mesma de que tudo estava normal. Mas quase pode ser realmente uma grande palavra.
Não ajuda que o meu horário tenha sido alterado esse semestre, a fim de que eu tivesse todas as classes com diferentes crianças, nenhuma delas sendo Damien e as Gêmeas. Aphrodite não estava em lugar nenhum o que me fazia ficar preocupada de ela e Darius terem sido comidos por Corvos Escarnecedores, mas, conhecendo Aphrodite, eles provavelmente estariam no quarto dela brincando de médico.
Foi com esse pensamento nojento que eu escorreguei para uma mesa para a minha primeira aula, que era agora Literatura 205. Oh, quando Shekinah tinha movido todas as minhas aulas de modo que eu pudesse estar em um nível avançado de Sociologia Vampírica, tinha esquecido de avisar que o rearranjo tinha me jogado direto em um nível mais avançado da minha aula de Espanhol. Então, meu estômago doía enquanto eu esperava pela Professora Penthasilea, mais conhecida como Prof.ª P. Eu não deveria ter me preocupado. Professora P estava lá. Ela estava linda, com uma aparência artística e independente. Mas ela agiu como uma vampira completamente diferente. Professora P, de longe, a melhor professora que eu tinha a esperança de encontrar, começou a passar planilhas de gramática. É. Eu olhei para a meia dúzia de páginas, xerocadas frente e trás, que ela queria que completas. A folha de trabalho correu o campo de vírgulas atadas e continuidades até complexas sentenças diagramadas (sério).
Ok, alguns garotos - bem, eu acho que a maioria das pessoas que tem um nível de educação de escola publica - não ficaria chocado com a tarefa. Mas essa era a Professora P na House of Night! Uma coisa que eu posso dizer pela Casa Infernal (como os garotos humanos chamam) é que as aulas não são chatas. E mesmo entre os professores totalmente não chatos, Penthasilea se destaca. Ela me cativou nos primeiros 60 segundos do primeiro dia que eu frequentei a aula dela ao dizer que iríamos ler Uma noite para Lembrar de Walter Lord, um livro sobre o naufrágio do Titanic. Isso era legal o bastante, mas acrescente a isso o fato de que a Prof P na verdade estava vivendo em Chicago quando o navio afundou, e ela lembra vários incríveis detalhes sobre não só as pessoas no navio mas também a como a vida era no inicio dos anos 1900, e você tem uma excelente aula.
Eu desviei o olhar da minha tarefa totalmente chata para onde ela estava sentada em sua mesa, em completo estupor, encarando com o rosto de pedra a tela do computador. O carisma dela na aula hoje definitivamente cairia na escala de porcaria da South Intermediate High School e mais ou menos no nível da Sra. Foster, que constantemente recebia o premio para Pior Professora de Inglês, e era chamada de Rainha das Folhas de trabalho ou Umpa Lumpa, dependendo se ela estava usando seu
muumuu azul M&M ou não.
Professora Penthasilea definitivamente tinha sido mudada para uma pessoa cocô. A aula de espanhol foi a próxima. Não apenas Espanhol II era insanamente difícil para mim (diabos, espanhol I tinha sido muito difícil para mim!), mas a professora Garmy tinha se transformado numa não professora. O que antes da aula havia imersão, o que significa que basicamente toda a conversa era em espanhol e não em inglês, agora ela andava pela sala nervosamente, ajudando o pessoal a escrever a descrição da figura que ela colocou no Smart Board de um bando de gatos, er, gatos se pendurando num
barbante, um, hilo - ou algo assim. (Eu seriamente não tenho muitas habilidades com o espanhol). As tatuagens de vampiro dela pareciam penas, e ela me lembrava um pouco um pássaro espanhol antes. Agora ela parecia como um pardal neurótico, indo de garoto em garoto e se preparando para ter um ataque de nervos. Professora cocô número dois.
Mas eu teria escolhido ficar na confusa aula de espanhol da professora Garmy o dia todo se me impedisse de ir para minha terceira aula, Sociologia Vampira Avançada, ensinada por - você adivinhou - Neferet.
Desde o primeiro dia na House of Night, eu resisti em ser colocada no nível avançado de Sociologia Vampira. A princípio foi porque eu queria me encaixar. Eu não queria ser conhecida como uma estranha terceiranista (ou caloura) que tinha sido colocada numa aula de sestanista (ou sênior) porque ela era tão “especial.” Eu quero dizer, vômito. Bem, eu não tinha levado muito para descobrir que não tinha como eu me misturar. Desde então eu tenho aprendido a lidar com meus dons e responsabilidades (e vergonhas) que vem com eles. Mas não importa o quanto eu tenha dito a mim mesma que a aula de Sociologia Vampira é só outra aula, eu ainda estava incrivelmente nervosa sobre ir.
É claro, saber que Neferet seria a professora não ajudou.
Eu entrei, encontrei uma mesa que ficava no fundo da aula, e comecei a me acocorar no meu assento, tentando personificar um daqueles garotos preguiçosos que dormem a vida toda, e que acordam só para ir para outra turma, deixando um rastro de bocejos e pontos rosas brilhantes na testa.
Minha personificação preguiçosa poderia ter funcionado se Neferet tivesse se tornado uma professora cocô. Infelizmente, ela não tinha. Neferet estava brilhando com poder e pelo que pareceria aqueles menos informados como felicidade. Eu reconheci o brilho.
Neferet era como uma aranha inchada, irradiando sua vitória sob a cabeça de todos que ela tinha cortado, se deleitada por contemplar mais carnificina. Como uma nota de rodapé: Darius ficaria realmente satisfeito com minha retenção de palavras que ele esteve usando ao meu redor.
Além do fato dela parecer uma aranha para mim, eu notei que Neferet, de novo, não estava usando a insígnia de Nyx, o bordado prateado com as mãos dela erguidas colocando em copo a lua. Ao invés disso, ela estava usando uma corrente dourada em que estavam penduradas asas encravadas com uma pedra preta. Eu me perguntei, não pela primeira vez, porque ninguém parecia notar que ela estava totalmente distorcida. Eu também me perguntei porque ninguém notou o jeito em que ela irradiava uma energia negra que preenchia o espaço ao redor dela como o ar logo antes de uma tempestade de raios.
— A aula de hoje vai ser focada em um aspecto de habilidade que apenas um vampiro, ou as vezes um calouro avançado, pode usar. Então vocês não vão precisar dos Livros de Calouros no momento, a não ser que vocês queiram fazer notas adicionais na sessão de fisiologia. Por favor abram seus livros na pagina 426, que é o capítulo sobre encobrimento. — Neferet tinha atenção da turma facilmente. Ela andava para trás e para frente na frente da sala, parecendo real e tipicamente linda em um longo vestido preto adornado com um fio dourado que parecia como metal líquido. O cabelo dela estava puxado para trás, e os adoráveis cachos dele escapavam para moldurar o rosto lindo dela.
A voz dela era refinada e fácil de se ouvir.
Ela absolutamente me apavora.
— Então, eu quero que vocês leiam esse capítulo por conta própria. Sua tarefa será documentar em um jornal todos os seus sonhos pelos próximos cinco dias. Geralmente desejos secretos assim como habilidades surgem em nossos sonhos. Antes de irem dormir, eu quero que se concentrem na leitura e pensem sobre o que encobrimento significa para você. Que segredos obscuros vocês mantém escondido do mundo? Onde iriam se ninguém pudesse encontrar você? O que fariam se ninguém pudesse ver você?
Ela pausou, olhando para cada aluno enquanto falava. Alguns sorriram para ela timidamente. Outros desviaram o olhar quase de forma culpada. Em tudo, a aula mostrou mais animação que as outras tinham sido.
— Brittney, querida, você pode ler em voz alta a sessão na pagina 432 sobre cobertura?
Brittney, uma morena baixa, acenou, virou as páginas, e começou a ler:
“COBERTURA: A maior parte dos calouros é familiar com a inerente habilidade que eles tem de acobertar sua presença aos estrangeiros, ou seja, humanos. É uma tradição dos calouros sair do campus para fazer rituais sob os olhos da comunidade humana. Mas esse é apenas uma pequena prova de habilidade que um vampiro maduro pode comandar. Mesmo aqueles sem afinidade podem chamar a noite neles e esconder seus movimentos dos inadequados sensos de um humano típico.”
Aqui Neferet interrompeu. — Parte do que vocês vão aprender nesse capítulo é que qualquer vampiro pode se mover furtivamente entre humanos, uma habilidade que é bem útil porque humanos tendem a ser muito críticos sobre nossas atividades.
Eu estava franzindo para o texto, pensando que eu não podia ser a única caloura a notar o preconceito de Neferet contra os humanos, quando a voz dela me fez a virar a cabeça.
— Zoey. Que bom você se juntar a uma aula que é mais apropriada a suas habilidades.
Eu olhei devagar para cima nos olhos verdes frigidos e tentei soar como qualquer outro calouro. — Obrigado. Eu sempre gostei de Sociologia Vampira.
Ela sorriu, e de repente me lembrou da criatura em Alien, que parecia totalmente bizarra com Signouney Weaver e o alien totalmente assustador que comia pessoas.
— Excelente. Porque você não lê em voz alta o último parágrafo nessa página? — Feliz por ter uma desculpa para desviar do rosto dela, eu olhei para baixo para meu livro, encontrei o parágrafo e li:
“Calouros devem notar que se encobrir pode ser exigir muito de sua força. É necessário grandes poderes de concentração para chamar e manter a noite por qualquer período prolongado de tempo. É também importante entender que se ocultar tem suas limitações. Assim como as seguintes:
1- É uma prática que drena e pode causar uma exaustão excessiva.
2- Se ocultar só funciona em coisas orgânicas, que é o porque de ser mais fácil de ser feito estando nu.
3- Tentar encobrir itens como carros ou motos ou até bicicletas é um exercício de futilidade.
4- Como todas as habilidades, se ocultar exige um preço. Para alguns esse preço será uma fadiga e dor de cabeça. Para outros será muito pior.”
Eu cheguei no fim da pagina e olhei de volta para ela.
— Isso é o bastante, Zoey. Então, me diga, o que você acabou de aprender? — Os olhos dela se enterraram nos meus.
Bem, na verdade, eu acabei de aprender que meus amigos e eu não iríamos escapar da House of Night usando o Hummer a não ser que de alguma forma a gente consiga permissão para sair do campus. Eu não disse isso, no entanto. Ao invés disso, eu tentei parecer estudiosa e disse, — Que carros e casas e coisas assim não podem ser ocultadas de humanos.
— Ou vampiros — ela acrescentou em uma voz firme que os desinformados podem pensar que é preocupada e professoril. — Não esqueça nunca que outros vampiros irão ver através do ocultamento de coisas inorgânicas também.
— Eu vou lembrar — eu disse solenemente. E eu iria.

5 comentários:

  1. Alguém percebeu que ela não viu os poemas na bolsa?

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  2. eu só acho q o Erick esta estranho porque o Kalona esta controlando ele

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    1. Yeah , penso igual a vc, porém dsd de o início, tem algumas coisas que me faz pensar q ele sempre esteve do lado da vadiaaaaaaa (Neferet) tipo quando ela não se sentiu bemm em contar pra ele tudo oq sabia no início, e outras coisas q me fez duvidar se ele realmente é um dos mocinhos...

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