3 de outubro de 2015

Capítulo 25

Andando pela calçada que saía do dormitório das garotas até o prédio principal, eu decidi que não seria inteligente ver Shekinah tensa e estressada, então eu respirei fundo várias vezes para me acalmar, organizar meus pensamentos, e disse a mim mesma para relaxar a apreciar a beleza, da noite quente fora de estação. As luzes faziam sombras bonitas contra as árvores de inverno e os arbustos, e havia um suave vento soprando o cheiro de canela e terra das folhas caídas que formavam um carpete no chão. Grupos de garotos andavam entre os prédios, na maior parte indo para os dormitórios perto da onde ficava o refeitório da escola. Eles andavam e riam juntos. Vários deles deram olá para mim, e muitos deles me saudaram com respeito. Apesar dos problemas que eu estava enfrentando, eu percebi que estava me sentindo otimista. Eu não estava sozinha nisso. Meus amigos estavam comigo, e pela primeira vez em muito tempo, eles sabiam tudo. Eu não estava mentindo ou sendo evasiva. Eu estava dizendo a verdade e estava realmente, realmente feliz por isso.
Nala pareceu nas sombras e pulou em mim dando um, “mee-uf-owing” e olhar de repreensão. Com uma breve pausa, ela se empoleirou nos meus braços e eu tive que fazer malabarismo para pegar ela.
— Hey! Você pode me dar um aviso antes, sabe! — eu disse, mas então beijei a mancha branca em cima do nariz dela e acariciei as orelhas dela. Andamos pela calçada, nos afastando da parte cheia de garotos para uma sessão mais quieta onde ficava a biblioteca e a sala dos professores. A noite estava realmente bonita, um céu limpo de Oklahoma cheio de estrelas. Nala colocou a cabeça dela contra meu ombro e estava ronronando contente quando eu senti o corpo todo dela ficar tenso.
— Nala? Qual o problema com -?
E eu ouvi. Um único corvo fazendo um barulho que soava estar tão perto que eu deveria ser capaz de ver ele através das sombras da árvore mais perto. O choro dele foi tomado por outro, e então outro e outro. Esse simples são era aterrorizante. Eu entendi porque eles se chamavam corvos escarnecedores, porque mesmo que eles possam facilmente ser confundidos com pássaros normais, se você ouvir com um pouco mais de atenção, você ouve o suspeito chamado mundano do eco de morte e medo e loucura. A brisa que estava quente e cheirando docemente foi substituída por um gelado nada, como se eu tivesse entrado num mausoléu. Meu sangue ficou frio.
O assovio de Nala foi longo e ameaçador, encarando por cima dos meus ombros para a escuridão que cercava os grandes carvalhos que normalmente eram tão familiares e acolhedores. Não hoje à noite. Hoje à noite eles abrigavam monstros. Eu automaticamente comecei a andar mais rápido, olhando ao redor freneticamente procurando garotos que um momento atrás pareciam estar me cercando. Mas Nala e eu tínhamos entrando num canto da calçada, e estavamos totalmente sozinhas com a noite e tudo que nos cercava.
Os corvos choraram de novo. O som fez o cabelo do meu braço e da minha nuca se levantar. Nala rosnou baixo e assoviou de novo. Asas bateram ao meu redor, tão perto, que eu podia sentir o frio vento que elas estavam deslocando. Eu senti o cheiro. Eles fediam a carne podre e pus. Um cheiro que era mortal, e asquerosamente doce. Eu senti o gosto amargo do medo na minha garganta.
Mais corvos grasnando encheram a noite, e agora eu podia ver a escuridão entre a escuridão das sombras. Eu vi um deslumbre de algo brilhante, afiado em forma de gancho. Como eles podiam ter bicos que brilhavam grotescamente na suavidade da luz se eles eram apenas espíritos? Como espíritos podiam ter o cheiro da morte e decadência? E se eles não eram apenas espíritos mais, o que isso significa?
Eu parei, insegura se deveria correr ou voltar. E enquanto eu fiquei parada ali, eu congelei com pânico e indecisão, a escuridão na árvore mais próxima tremeu e se lançou em mim. Meu coração estava batendo dolorosamente, e eu estava com tanto medo que eu estava ficando entorpecida de medo. Tudo o que eu podia fazer era ofegar de terror enquanto eu ficava mais perto. As horríveis asas se mostrando congelavam e deixava o ar pútrido, e vieram para mim. Eu podia ver – eu podia ver os olhos de homem no mutante rosto de uma ave... e braços... os braços de um homem com distorcidas e grotescas mãos que tinham a forma de ásperas e sujas garras. A criatura abriu o bico em forma de gancho e gritou para mim, a língua em formato de garfo estendida.
— Não! — eu chorei, tropeçando para trás, segurando firme meu gato assoviando. — Vá embora! — eu virei e corri.
Ele me alcançou. Eu podia sentir as horríveis mãos frias se prendendo no meu ombro. Eu gritei e derrubei Nala, que estava abaixada nos meus pés, encarando a criatura. As horríveis asas dele abriram nos meus dois lados, me segurando ali. Eu senti elas se inclinarem nas minhas costas em um abraço escarnecedor. A cabeça dele estava por cima do meu ombro para que o bico dele ficasse ao redor do meu pescoço, descansando contra o lugar onde meu pulso batia freneticamente em minha garganta. Eu fiquei ali, e o bico se abriu o suficiente para deixar a fina língua de garfo sair e provar meu pescoço, como se estivesse me saboreando antes de me devorar.
Eu fiquei congelada de medo. Eu sabia que ele ia abrir minha garganta. A visão de Aphrodite ia se tornar realidade, só que um demônio ia me matar e não Neferet! Não! Oh deusa, não! Minha mente gritou. Espírito! Encontre alguém para me ajudar!
— Zoey? — A voz de Damien era repentina em um vento que me cercava.
— Damien, me ajude... — eu consegui dizer em um sussurro.
— Salve Zoey! — Damien gritou.
Uma violenta rajada de vento bateu na criatura nas minhas costas, mas a coisa ainda foi capaz de deslizar seu bico pela minha garganta. Eu cai de joelhos, minhas mãos foram parar no meu pescoço intocado, esperando sentir o sangue sendo derramado quente e espesso, mas não havia nada ali a não ser uma linha cortada que doía pra caramba.
O som de asas batendo se reagrupando atrás de mim me fez ficar de pé e olhar ao redor. Mas dessa vez o vento que passava suavemente contra a minha pele não era frio e cheirava a morte. Era familiar e cheio da força da amizade de Damien. O conhecimento de que eu não estava sozinha – que meus amigos não tinham me abandonado – cortou o medo paralisante que tinha incapacitado meus pensamentos como a espada da deusa, e minha mente congelada começou a trabalhar de novo. Espiritos ou monstruosos pássaros ou companheiros dos desejos malucos de Neferet – não importava. Eu conhecia algo que iria lidar com essas coisas.
Eu rapidamente me orientei, olhando para a direção que eu sabia que era o leste. Então eu ergui minhas duas mãos por cima da cabeça, fechei os olhos, e bloqueei os chamados daqueles horríveis pássaros. — Vento! Assopre com força – assopre duramente – assopre verdadeiramente – e mostre a essas criaturas o que é atacar alguém que é devota da deusa! — Eu joguei minhas mãos em direção as criaturas que tinham tomado a noite. Eu vi a que estava mais perto – a que tinha tentando cortar minha garganta, ser pega primeira na ventania. O vento a levou para longe e a jogou contra o muro de pedra que passava no território da escola. Ele se dobrou e então pareceu dissolver no chão, desaparecendo completamente.
— Todos eles! — eu gritei, meu medo levantou poder e urgência na minha voz. — Assopre todos para longe! — Eu passei minhas mãos para fora de novo e fiquei contente quando os chamados das criaturas que estavam nas árvores se tornaram gritos de pânico e então eles morreram completamente. Quando eu soube que eles tinham ido embora, eu deixei meus braços tremendo caírem dos meus lados. — Em nome da deusa, Nyx, eu te agradeço, vento. Eu te libero, e por favor diga a Damien que estou bem agora. Estou ok.
Mas antes do vento me deixar, ele encontrou meu rosto, me acariciou brevemente, e então eu estava cheia com mais do que a presença de Damien. Na brisa demorada de repente havia um distinto calor que me lembrou de Shaunee com seu tempero e chiado, assim como o cheiro da chuva de primavera, que tinha que ter sido enviada por Erin. Os três elementos dos meus amigos se juntaram, e o vento se tornou uma brisa curadora que círculou ao redor do meu pescoço como um cachecol, suavizando o ferimento deixado pelo Corvo Escarnecedor. Quando a dor ao redor da minha garganta sumiu completamente, o vento gentilmente foi para longe, levando consigo o calor do fogo e o poder curador da água, deixando só a paz da noite e o silêncio.
Eu ergui minha mão, deixando meus dedos passarem pela minha garganta. Nada. Não havia nenhum arranhão ali. Eu fechei meus olhos e mandei um silencioso obrigado por meus amigos para Nyx. Com a ajuda deles, eu superei uma das visões que Aphrodite teve da minha morte. Uma já foi... falta uma...
Eu peguei Nala e, segurando ela próxima de mim, corri pela calçada, tentando parar com a tremedeira do meu corpo.
Eu estava me sentindo abatida e ultra sensível, e quando eu tive um pressentimento de que realmente não deveria ser vista aqui agora, eu chamei o espírito para mim e entrei silenciosamente no prédio da escola, me jogando uma capa de silêncio e sombras. Então eu andei pelos quase desertos corredores da escola indetectável. Era estranho eu fazer isso dentro do prédio da escola, e me fez sentir deslocada, como se eu estivesse escondendo não apenas meu corpo, mas meus pensamentos também, e eu gradualmente fiz meu caminho até a sala do conselho, o medo e o triunfo que ainda tremiam dentro de mim suavizaram e eu comecei a respirar com mais facilidade.
Embora não fosse Neferet que literalmente havia tentado cortar minha garganta, eu soube dentro de mim que o que eu tinha acabado de evitar não foi minha morte, ou pelo menos o sinal dela. Se Damien ainda estivesse bravo comigo, eu não acho que ele teria afastado o terror que os Corvos Escarnecedores passaram para mim e ter alcançado o elemento para proteção. E embora Neferet não estivesse segurando a lâmina no meu pescoço, eu não conseguia me impedir de pensar que de alguma forma ela tinha tentado fazer isso acontecer.
Eu ainda estava assustada? Diabos sim!
Mas eu também estava respirando mais ou menos normal. (Ok, eu estava atualmente invisível, mas ainda sim.) Eu poderia derrotar um Corvo Escarnecedor de novo? Na forma atual deles parte espírito, parte corpo, sim – com a ajuda dos meus amigos e dos elementos.
Eu poderia derrotar eles se eles tivessem uma forma completa e viessem até mim com todos os seus poderes?
Eu tremi. Só a ideia disso me aterrorizava.
Então eu fiz o que qualquer pessoa razoável faria – eu decidi pensar sobre isso mais tarde. Eu me agarrei no pedaço da citação que estava surgindo na minha mente, dando um basta ao dia do seu próprio mal, e eu afundei na adorável Terra da Negação, enquanto mantinha minha mente ocupada tentando prestar atenção para onde eu estava indo.
Sem fazer qualquer som, eu flutuei pelas escadas até a sala do Conselho, do outro lado da biblioteca, onde achei que provavelmente iria encontrar Shekinah. Não foi até eu chegar no corredor fora da sala dela que eu ouvi uma voz familiar-demais, e eu estava muito, muito feliz por seguir meus instintos e me esconder.
— Então você admite sentir também? Esse senso de que algo não está certo?
— Sim, Neferet. Eu admito que estou sentido que tem algo errado nessa escola, mas se você se lembra, eu fui firmemente contra comprar esses campos dos monges de Cascia Hall cinco anos atrás.
— Nós precisávamos de uma House of Night nessa parte do país — Neferet insistiu.
— E foi esse o argumento que venceu o Conselho e os convenceu a abrir essa House of Night. Eu não concordei naquela época, e não concordo agora. As mortes recentes simplesmente provam que não deveríamos estar aqui.
— Os recentes assassinatos provam que a nossa presença é mais necessária aqui e no mundo todo! — Neferet surtou. Eu a ouvi respirar fundo, como se ela estivesse trabalhando duro para se controlar. Quando ela falou de novo, a voz dela era muito mais subjugada. — Esse mau pressentimento do qual eu falo – não é todo devido aos recentes problemas da escola. É diferente, mais malévolo, e cresceu nos últimos meses.
Houve uma longa pausa antes de Shekinah responder. — Eu senti algo malévolo aqui, mas não posso nomear ele. Ele parece escondido, embora seja algo que eu não ache familiar.
— Eu acho que posso nomear ele — Neferet disse.
— O que você suspeita?
— Eu fui levada a acreditar que esse mal está escondido, abrigado, na aparência de uma criança, e é por isso que é tão difícil expor ele — Neferet disse.
— Eu não entendo o que você está dizendo, Neferet. Você está dizendo que um dos calouros está escondendo o mal?
— Eu não quero dizer, mas eu fui levada a acreditar que sim. — A voz de Neferet era cheia de tristeza, como se o que ela estava dizendo fosse difícil de admitir, ela estava quase chorando.
Eu sabia que era um fingimento.
— De novo eu te pergunto, do que você suspeita?
— Não é do que, mas de quem. Shekinah, irmã, é penoso dizer, mas o profundo mal que estive sentindo, que você também está sentindo, começou a crescer e se intensificar quando um estudante entrou nessa House of Night. — Ela pausou, e embora eu soubesse o que ela ia dizer, foi um choque realmente ouvir ela falando as palavras. — Temo que Zoey Redbird esteja escondendo um terrível segredo.
— Zoey! Mas ela é a mais talentosa caloura da história. Não apenas nenhum outro calouro já dominou o poder dos cinco elementos, mas nenhum outro calouro foi cercado por tantos companheiros dotados. Cada um dos amigos próximos dela pode manifestar um elemento. Como ela pode ter tantos dons e esconder o mal? — Shekinah disse.
— Eu não sei! — A voz de Neferet se quebrou, e eu percebi que ela estava chorando. — Eu sou a mentora dela. Você consegue imaginar o quanto me dói sequer pensar nessas coisas, muito mais dizer em voz alta?
— Que evidência você tem por sua crença? — Shekinah perguntou, e fiquei feliz por ouvir que ela não soava particularmente convencida que Neferet tinha algo.
— Um garoto adolescente que costumava ser amante dela quase foi morto por espíritos que ela conjurou dias depois de ser Marcada.
Eu pisquei chocada. Heath e eu éramos amantes? Dificilmente! Neferet sabia disso. E eu também não tinha conjurado aqueles espíritos malignos – Aphrodite tinha. Sim, eles quase comeram Heath – bem, e também Erik – mas com a ajuda de Stevie Rae, Damien, e as Gêmeas, eu os impedi.
— Então não um mês depois, mais dois garotos adolescentes, de novo dois humanos que eram, vamos apenas dizer íntimos dela, foram sequestrados e brutalmente assassinados – todo o sangue drenado. Um terceiro garoto, outro humano perto dela foi levado também. A comunidade estava frenética, e foi aí que Zoey resgatou o garoto.
Oh.Minha.Deusa! Neferet estava distorcendo tudo e mentindo pra caramba! Foram aqueles nojentos garotos mortos vivos que tinham matado os dois jogadores de futebol, com quem eu definitivamente não era íntima. Sim, eu salvei Heath (de novo – suspiro), mas eu salvei ele dos nojentos e sugadores de sangue dos companheiros (não que eu esteja dizendo que tem algo errado nisso) dela!
— O que mais? — Shekinah disse. Eu estava feliz por ouvir que a voz dela continuou calma e ela ainda não soava convencida que Neferet estava certa sobre mim.
— Essa última parte é difícil de admitir, mas Zoey era especial para Patricia Nolan. Ela passou bastante tempo com ela antes dela ser assassinada.
Minha cabeça estava zunindo. Claro, eu gostava da professora Nolan, e eu acho que ela também gostava de mim, mas eu definitivamente não era especial para ela, e também não tinha passado tempo extra com ela.
E então eu soube do que mais ela ia me acusar, embora fosse difícil acreditar.
— E eu tenho razões para acreditar que Zoey se tornou amante de Loren Blake logo antes dele, também, ser assassinado. Na verdade, eu tenho certeza que os dois tiveram um Imprint. — Neferet parou, soluçando tristemente.
— Porque você não reportou nada disso para o Conselho? — Shekinah perguntou firmemente.
— O que eu deveria dizer? Eu acho que a mais talentosa caloura de todos os tempos se aliou ao mal? Como eu podia acusar uma garota tão jovem com nada além de coincidências, suposições, e um pressentimento?
Bem, era exatamente o que ela está fazendo agora!
— Mas Neferet, se um calouro se envolve com um professor, é o dever da Alta Sacerdotisa parar isso, e reportar para o Conselho.
— Eu sei! — Eu podia ouvir que Neferet ainda estava chorando. — Eu estava errada. Eu deveria ter dito algo. Talvez se eu tivesse, a morte dele pudesse ter sido impedida.
Houve uma longa pausa, e então Shekinah disse, — Você e Loren eram amantes, não eram?
— Sim! — Neferet chorou.
— Você percebe que sua relação com Loren pode estar atrapalhando seu julgamento de Zoey?
— Sim. — Eu ouvi ela “ventilando” (vomito!) e tentando se ajeitar. — Que é outra razão porque de eu ter hesitado ao contar para alguém sobre minhas suspeitas.
— Você olhou na mente dela? — Shakinah perguntou.
Eu tremi enquanto esperei Neferet responder.
— Eu tentei. Eu não posso ler a mente dela.
— E os amigos dela? Os outros calouros com afinidades especiais?
Droga! Droga! Droga!
— Eu olho para eles periodicamente. Não encontrei nada perturbador. Ainda.
Eu ouvi Shekinah suspirar. — É bom eu ficar aqui o resto do semestre. Eu também, vou observar e ouvir ao redor de Zoey e dos outros calouros. Sempre existe uma chance, e uma muito boa, que Zoey possa parecer no meio desses eventos porque ela é, de fato, uma muito poderosa e dotada jovem mulher. Ela pode não estar causando os eventos, mas sim ser colocada ali por Nyx para ajudar a batalhar contra o mal que ela não está fazendo.
— Eu sinceramente espero que sim — Neferet disse.
Ela é uma mentirosa!
— Mas vamos observar ela. De perto — Shekinah disse.
— Tenha cuidado com os favores que ela pede — Neferet disse.
Huh? Favores? Eu nunca pedi nenhum favor a Neferet! E então, com um choque, eu percebi o que Neferet estava fazendo. Ela estava me atrapalhando para eu ter que pedir para vovó vir visitar e ficar aqui no campus. Vadia!
E com um choque de entendimento eu fiquei com um medo doente. Como Neferet sabia que vovó estava vindo?
De repente, uma onda de comoção do lado de fora parou a resposta de Shekinah. Eu estava ouvindo do corredor, então foi fácil para mim ir até a cortina de uma das enormes janelas. Porque era noite, as cortinhas estavam abertas e eu olhei para o campo do colégio. O que eu vi fez eu pressionar minha mão contra a minha boca para não começar a gargalhar.
Duquesa estava latindo enquanto ela perseguia uma rabugenta, assobiando, e gritante bola de pelos brancos, Malévola. Aphrodite estava perseguindo o cachorro, gritando para ela “Vem! Fica! Se comporte, droga!” Damien estava logo atrás dela, batendo os braços e gritando, “Duquesa! Vem!” E de repente o gato das Gêmeas, o enorme e muito metido Belzebub, se juntou a perseguição, só que ele estava perseguindo Duquesa.
— Ohminhadeusa! Beelzebub! Querido! — Shaunee correu, gritando a plenos pulmões.
— Beelzebub! Duquesa! Parem! — Erin gritou, logo atrás de sua Gêmea.
Darius de repente apareceu no corredor, e eu fui para trás das cortinas, sem ter certeza se eu seria detectada por ele. Aparentemente ele não me notou, nem mais nada, porque ele entrou na sala do Conselho. Eu espiei por entre as cortinas e pude ouvir ele dizer a Neferet que ela precisava ir para a grama da escola – que havia uma “alteração.” Então Neferet estava saindo com pressa da sala e pelo corredor, seguindo Darius até a loucura do cachorro-latindo, o gato-uivando, e dos garotos-gritando.
Eu notei que nisso tudo eu não tinha visto nem o cabelo de Jack.
Em falar em uma excelente distração!

Um comentário:

  1. Que vaca essa Neferet!
    E agora se a Zoey trazer a Stevie pro ritual vai complicar mais ainda, porque vão achar que ela é criação da Zoey. Ninguém vai acreditar nela se ela falar que foi a Neferet, os únicos que vão defendê-la serão os amigos dela, mas é óbvio que eles iriam defendê-la, pois são AMIGOS. Estou até vendo a merda que vai dar.

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