10 de outubro de 2015

Capítulo 21 - Zoey

No começo, eu não sabia para onde estava indo. Eu só precisava sair dali. Eu me enfiei através da passagem escondida no muro e dei a volta pelo lado sul da escola até chegar rapidamente na Utica Street. Olhei para a minha direita, pensando nas minhas opções. A Utica Street ficava a apenas uma quadra dali. Era domingo de manhã, mas o Starbucks provavelmente estava aberto. Eu podia pedir um daqueles cappuccinos ou frappuccinos com milhões de calorias, sentar lá fora e tentar descobrir o que havia acontecido com a minha vida.
Não. Eu não queria ver ninguém. Eu não queria falar com ninguém. Eu não queria ter que lidar com os olhares que as minhas tatuagens iriam provocar nas pessoas.
Eu não queria lidar com nada nem ninguém.
Um trovão ressoou ao longe, e eu levantei os olhos para o céu, que estava escurecendo.
— Vá em frente. Pode chover em cima de mim. O meu dia não pode piorar muito — eu falei comigo mesma quando atravessei a rua.
Sim, eu estava irritada.
Eu não conseguia acreditar no que Aphrodite e Shaylin tinham feito. Elas deveriam ser minhas amigas! Bem, pelo menos Aphrodite deveria ser minha amiga. Eu pensava que Shaylin e eu estávamos ficando amigas. Quero dizer, a gente havia tido aquela conversa na cozinha dos túneis. Ela se abriu para mim em relação ao uso da Visão Verdadeira. A gente inclusive falou sobre como o seu dom podia ser invasivo. Caramba, a gente tinha feito um trato! E esse trato não tinha nenhuma parte em que ela me espionava e depois fofocava para Aphrodite como uma garotinha do ensino fundamental.
O meu rosto ficou quente só de pensar nela observando a cena entre mim e Aurox no refeitório. Que inferno, o meu corpo inteiro ficou quente! Não era de se espantar que eu a tivesse derrubado no chão. Aphrodite ficou toda chocada com o que eu havia feito, mas foi Aphrodite quem armou toda aquela coisa de espionagem.
Será que Aphrodite era mesmo minha amiga? Ela definitivamente era uma bruxa do inferno quando eu a conheci. Será que ela tinha mudado, ou será que eu esqueci quem ela realmente era e fiquei cega, sem enxergar o que eu não queria ver? Será que eu estava apenas acreditando no que eu queria acreditar em relação a ela?
Que inferno! Será que Aphrodite ainda continuava apenas atrás de poder e popularidade? Será que essa história de espionagem era só uma parte do plano dela para me enfraquecer e depois tomar o meu lugar?
Houve um estrondo no céu, como que ecoando as minhas emoções.
O meu peito queimava quando atravessei outra rua e fiz uma pausa, percebendo que eu havia chegado perto das casas caprichosamente conservadas. Afe, eu havia andado até o Woodward Park. Eu quase me virei e fui embora. Era domingo, quando as pessoas normalmente se aglomeravam lá pra tirar fotos com flores, árvores e tal, mas, quando eu olhei para o parque, parecia vazio. Obviamente, a tempestade que se aproximava havia mudado os planos de quem pretendia tirar fotos. Percebi que os narcisos tinham começado a florescer. Eu sempre amava quando os narcisos colocavam as suas cabeças amarelas para fora do gramado. Vovó e eu costumávamos falar sobre como era mágico quando os bulbos da primavera brotavam tão rápido e inesperadamente.
Definitivamente, hoje eu precisava de um pouco de magia da primavera. E seria no Woodward Park!
Sentindo-me aliviada por encontrar um destino, entrei no parque, andando entre os tufos de narcisos por um caminho sinuoso em direção à área ladeada pela Twenty First Street. Era no alto daquele cume que os arbustos de azaleia eram mais espessos. Eu gostava daquela parte íngreme com caminhos de pedra serpenteando entre os arbustos. Eu podia encontrar um banco entre as azaleias depois de descer o cume e tentar entender todos os meus problemas. E daí se chovesse e eu ficasse encharcada? Pelo menos isso iria manter as pessoas afastadas.
Andei pelo caminho pavimentado, fazendo curvas através de arbustos de azaleia da minha altura. Percebi que os botões de flores já haviam começado a se formar, mas ainda não dava para saber de que cor elas seriam.
Aquela tempestade estúpida provavelmente iria matá-las e elas nunca iriam florescer.
Chutei uma pedra.
Aphrodite tinha mandado me espionar! Eu simplesmente não conseguia esquecer essa traição. Imaginei o que Stevie Rae diria quando eu contasse para ela. Então eu me dei conta de que, se eu contasse isso a ela, também iria ter que contar sobre mim e Aurox no refeitório, e eu não queria de jeito nenhum contar isso pra ela nem pra ninguém e...
Eu parei.
— Ah, que inferno! Não vou ter escolha sobre contar isso para as pessoas. É claro que Shaylin e Aphrodite não vão ficar de boca fechada.
Eu tinha chegado ao topo das escadas de pedra na parte alta do parque, que davam lá embaixo na área rochosa com espécies de grutas e no lago raso que envolvia o lado oeste do parque.
Eu pensei em me atirar lá de cima, mas constatei que não era muito alto, então provavelmente a queda não iria me matar. E eu realmente não queria me matar. Agora, se Aphrodite estivesse lá, eu podia pensar em atirá-la do cume!
Esse pensamento me satisfez de um modo perturbador.
Desci as escadas até o nível da rua. Havia um banco de pedra, não muito longe de onde acabavam os degraus e começava o gramado. Um trovão ressoou novamente. Eu sentei e franzi os olhos para o céu. Sim, definitivamente ia chover em mim. Logo. Suspirei e olhei em volta. De repente essa pequena parte do Woodward Park me lembrou da Ilha de Skye, talvez por causa da chuva iminente. Um inesperado sentimento de saudade de casa me invadiu. Eu deveria voltar para lá. Eu era feliz lá. Ninguém me espionava. Ninguém tentava me matar. E eu poderia perguntar a Sgiach que diabos está rolando com a minha pedra da vidência. Stark podia ir comigo. Eu não teria que ver Aurox todo dia e desejar...
Não! Eu interrompi essa linha de pensamento. Eu não desejava mais nada. Eu já tinha feito a minha escolha. Era só essa droga com Aphrodite e Shaylin que estava bagunçando a minha cabeça e o meu coração.
E eu não poderia fugir para a Escócia. Pelo menos não agora. Eu tinha que focar aqui, encarar os meu amigos – e ex-amigos – e resolver a confusão que a House of Night tinha virado.
Deusa, isso era deprimente. E irritante. E exaustivo.
Um trovão rugiu, desta vez mais perto. Fugir ou me esconder não estava resolvendo nada. Eu devia voltar para a escola. Talvez eu tivesse sorte e Stark ainda estivesse dormindo, apesar da minha explosão emocional, e eu poderia entrar de fininho na cama e ainda dormir um pouco antes de ter que encarar a tempestade de cocô que estaria me esperando depois do pôr do sol.
Eu tinha me levantado e me virado para subir de voltar pela escada de pedra quando vi os dois homens. Eles haviam acabado de sair de trás dos arbustos de azaleia e estavam parados no topo das escadas. Eles pareciam esfarrapados, sujos. As roupas deles não serviam direito. Um deles estava segurando um saco de lixo pendurado no ombro, fazendo-o parecer um Papai Noel anoréxico. Foi ele que me viu primeiro. Ele deu uma cotovelada no amigo e me indicou com o queixo, abrindo um sorriso cheio de dentes podres. O amigo dele assentiu e eles começaram a descer as escadas.
Ah, que inferno.
Eu deveria ter corrido na direção da Twenty First Street. Essa era a coisa mais inteligente e mais segura a fazer. Eu quase fiz isso, mas então me lembrei de quem eu era e fiquei irritada. Eu não era uma garotinha fraca que as pessoas pudessem assustar e humilhar. Eu tinha afinidade com todos os elementos. Eu era uma Alta Sacerdotisa em treinamento. Caramba, eu era quase uma vampira! Será que eu não era capaz de estar no parque em um domingo de manhã sem ser incomodada por ninguém?
Em vez de sair correndo, eu sentei no banco de novo. Talvez eles fossem apenas passar por mim, dizer “bom dia” e só. Talvez.
— Ei, garota, você, ahn, tem algum trocado aí? — o primeiro cara perguntou quando eles terminaram de descer as escadas.
— Sim, a gente podia usar o dinheiro para comer — o segundo cara disse.
Eu estava virada para o outro lado, esperando que eles fossem embora. Então eu empinei o queixo e olhei direto para eles. Eles arregalaram os olhos quando viram minhas tatuagens.
— Sério? Em que planeta vocês acham que é normal dois homens pedirem dinheiro para uma garota que está sozinha em um parque deserto? — enquanto eu falava, senti minha raiva aumentar de novo.
— Ei, qual é a sua? — o cara com o saco de lixo respondeu. — Você é uma vampira. Não é a gente que pode assustar você.
Eu sabia que eles pensavam que eu era uma vampira completa. Eu sabia que isso os deixava com medo de mim.
Fiquei feliz por isso.
— Então, vocês costumam assustar garotas humanas para que eles deem dinheiro a vocês?
Que idiotas!
O segundo cara deu de ombros.
— Se uma garota não quer ser assustada por alguém, não deve ficar sozinha aqui.
— Ah, então é culpa da garota? — eu fiz a pergunta hipoteticamente, mas o cara do saco de lixo não entendeu.
— Sim, a culpa é da garota.
— Mas não vamos assustar ninguém se a pessoa nos der dinheiro.
— Mas nós não aceitamos cartão de crédito — o cara malvado do saco de lixo riu e deu um tapinha no braço de seu amigo.
— Vocês são uns otários. Que tal arrumar um emprego em vez de mexer com garotinhas?
— Mexer com garotinhas paga melhor — o cara do saco de lixo respondeu.
— Eu estava sentada aqui, pensando nos meus próprios assuntos. Vocês têm que se lembrar disso. Foram vocês que provocaram isso — eu me levantei. O meu corpo inteiro estava quente. Eu estava realmente irritada. — Sabem de uma coisa? Vocês deveriam ter escolhido outra garotinha pata perturbar hoje.
— Ei, a gente não estava perturbando você. A gente só estava passando — o outro cara disse. Ele pegou o braço de seu amigo e começou a puxá-lo para sair dali.
— Relaxe, gatinha. Não aconteceu nada de mais — o cara mau do saco de lixo disse, dando um sorriso sarcástico com seus dentes escuros e quebrados.
Então eles pensavam que iriam sair de fininho e encontrar uma garota normal de verdade para assustar?
Eu sentia como se o meu coração fosse explodir para fora do meu peito.
— Não, hoje vocês não vão! — eu atirei minha raiva neles.
Ela era uma bola incandescente de luz azul. Ela se chocou contra os dois homens, levantando-os do chão e arremessando-os contra a parede de pedra do cume.
Eu estava ofegante e me sentindo bem com o que tinha acabado de fazer. Eles iam pensar duas vezes antes de mexer com outra garota! Idiotas!
Um trovão retumbou acima de mim e um raio atingiu o centro do parque, fazendo os pelos do meu braço se arrepiarem. Foi então que eu percebi que estava segurando a pedra da vidência.
Eu pisquei surpresa e balancei a cabeça. Espera aí, o que tinha acabado de acontecer?
Eu olhei para os dois homens. Eles ainda estavam lá, deitados na sombra do cume rochoso. Eles não estavam gritando comigo nem se recompondo e levantando, nem mesmo saindo correndo porque eu os tinha deixado apavorados.
Eles não estavam se mexendo.
Caramba! Eu tinha usado magia antiga para atacar aqueles homens. Tinha sido a mesma coisa quando derrubei Shaylin. Eu havia feito isso automaticamente, depois que a minha raiva queimando se tornou insuportável. Mas aquela queimação não era a minha raiva, era a pedra da vidência esquentando, penetrando o meu corpo, alimentando-se das minhas emoções e então atacando.
Soltei a pedra e olhei para a palma da minha mão. Uma queimadura com a forma de um círculo perfeito tinha ficado ali.
Confusa, levantei os olhos e vi acima de mim uma fumaça que vinha do meio do parque. O ar estava com cheiro de eletricidade e fogo, e eu me dei conta de que um raio devia ter atingido uma árvore, ou até mesmo um dos edifícios do parque. O Woodward Park estava em chamas.
Os bombeiros chegariam logo. Assim como a polícia.
As minhas pernas estavam bambas e a minha cabeça doía quando eu me aproximei dos dois homens, olhando para as duas formas caídas na base do cume. Um deles gemeu. O braço do outro se contraiu.
O céu desabou em uma chuva forte, de modo que eu não podia dizer se a umidade era água, sangue ou minhas lágrimas.
Não pensei em nada. Apenas saí correndo.


Não precisei invocar névoa e sombras para me encobrir. A tempestade fez isso por mim. Ninguém reparou em uma garota sozinha, correndo no meio da chuva, fugindo do parque em chamas, principalmente por que vários carros de emergência e da polícia estavam indo para a direção oposta.
Corri em volta do muro da escola e entrei pela passagem escondida. E continuei correndo até chegar dentro do estábulo, ofegante e trêmula. Fui até a selaria e peguei uma toalha limpa. Eu me enrolei na toalha e andei pela longa fileira de baias até encontrar Persephone. Abri a porta e entrei na baia quente escura. Persephone estava dormindo do jeito que os cavalos dormem: em pé, com uma das patas traseiras em repouso, a cabeça baixa e os olhos semicerrados. Ela mal se moveu quando eu coloquei meus braços ao redor de seu pescoço e chorei na sua crina macia e espessa.
O que estava acontecendo comigo?
Aqueles caras no parque tinham sido uns idiotas, mas eles não conseguiriam me machucar. Sim, eles atacavam garotas, assustando-as para que elas lhes dessem dinheiro, mas eles não poderiam me machucar. Eu poderia ter ido embora e feito uma ligação anônima para a polícia, dando uma descrição deles e dizendo aos policiais que eles estavam vagando pelo parque ameaçando as garotas. Os policiais iriam afugentá-los.
Em vez disso, eu explodi em cima deles.
Eu nem pensei. Eu não fiz aquilo de propósito. Tinha simplesmente acontecido. A minha raiva havia literalmente explodido neles através da pedra da vidência.
O que Aphrodite estava tentando me dizer mesmo? Alguma coisa sobre a sua visão, magia antiga e eu perdendo o controle sobre a minha raiva. Eu não a havia escutado. Eu a interrompi e acreditei que ela tinha me traído. E deixei que a minha raiva me controlasse.
— Ah, Deusa, isso foi errado... tão errado da minha parte — eu chorei.
Então, entre os meus soluços e o barulho da tempestade que turvava o céu, eu escutei uma sirene. Não era um caminhão dos bombeiros. Não era uma ambulância. Era um carro de polícia. E não estava passando rápido pela escola em direção ao Woodward Park. Aquela sirene estava ficando cada vez mais próxima. O carro devia ter entrado pelo nosso portão e ter estacionado na escola.
Como se estivesse sonhando, eu me desvencilhei do pescoço reconfortante de Persephone. Larguei a toalha. Saí do estábulo e caminhei até a calçada que levava ao saguão da entrada da escola.
A chuva estava me molhando, mas eu não prestei a menos atenção nisso.
— Z.! Aí está você! Que merda, você está ficando ensopada — Stark apareceu correndo atrás de mim, segurando uma grande capa de chuva em cima da sua cabeça.
— Você não deveria estar aqui fora — eu disse sem emoção. — O sol já se levantou. Você vai se queimar.
Ele me deu um olhar estranho.
— Eu estou cansado e não é muito confortável estar aqui, mas as nuvens estão cobrindo o sol o suficiente para que eu não me queime. Bem, pelo menos por um tempo. Z., entre embaixo da minha capa e vamos voltar para o nosso quarto. Sei que tem algo errado com você, mas não sei o que é.
Eu balancei a cabeça.
— Não. Eu tenho que ir até eles — continuei andando na direção da frente da escola.
Havia dois carros de polícia, com as luzes ainda piscando, estacionados lá.
— Eles quem? — Stark perguntou, tentando segurar a capa sobre a cabeça dele e a minha.
— Stark, volte para a cama. Você não pode me ajudar nisso.
— Zoey, do que você está falando? O que está rolando?
Coloquei a minha mão na porta da frente.
— Volte — eu repeti. — Você não pode mais me salvar.
Ele pareceu assustado. Muito assustado.
Eu não me permiti sentir nada. Dei as costas a ele e abri a porta.
Thanatos estava lá. Darius também. Assim como Aphrodite. Por um instante, fiquei surpresa ao vê-los, então eu me dei conta de que Aphrodite devia ter ido falar com Thanatos depois que eu saí andando. Essa era a coisa certa para ela fazer. Eu teria feito isso se estivesse no lugar dela. Se eu estivesse pensando como eu mesma, como a Zoey normal.
O detetive Marx estava lá com dois policiais de uniforme.
— Z., você já acabou de fazer a ronda pelo perímetro da escola com Aurox? — Aphrodite falou rapidamente, andando em minha direção. — Eu estava dizendo para Thanatos que estava preocupada com você lá fora nessa tempestade. Há até alertas de tornado na região de Tulsa.
— Não faça isso — eu disse. — Não quero que você minta por mim nunca mais — olhei para Darius. — Não quero que nenhum de vocês minta por mim nunca mais — então encontrei o olhar do detetive Marx. — Por que vocês estão aqui?
— Dois homens acabaram de ser assassinados no Woodward Park. Alguém com poderes sobrenaturais os matou. Com um poder que nenhum humano tem. Foi por isso que eu e os policiais viemos direto para cá — o rosto dele estava com uma aparência severa. A voz dele não tinha nenhuma emoção.
— E eu estava lembrando ao detetive que a nossa escola está em confinamento. Nenhum novato ou vampiro saiu do campus desde a noite em que o prefeito foi assassinado — Thanatos afirmou.
— Eu saí do campus. Eu fui até o Woodward Park. Eu atirei aqueles dois caras contra o paredão de pedra na base do cume. Eu os matei — a minha voz soou tão morta quanto aqueles homens, tão morta quanto eu me sentia.
— Zoey! Por que diabos você diria uma coisa dessas? — Stark segurou nos meus ombros e me sacudiu. — Saia dessa!
— Você precisa ficar aqui. Não quero vê-lo de novo. Não quero ver mais ninguém. Eu fiz isso. Eu mereço isso — eu me soltei dele e me afastei. Enquanto eu ia em direção ao detetive Marx, coloquei a mão na minha pedra da vidência e a puxei, arrebentando a corrente de prata em que ela estava pendurada. Eu a entreguei para Aphrodite. — Não deixe que ninguém, exceto você ou Sgiach, toque essa coisa. Você está certa. Isso despertou, e é do mal — então eu encarei o detetive Marx. — Estou pronta para ir com você.
Ele desviou os olhos de mim e se voltou para Thanatos.
— Eu vou aguardar você estrar em contato com o Conselho Supremo para revogar a sua responsabilidade legal por esta caloura, para que eu possa levá-la sob custódia.
— Não — eu falei. — Antes disso acontecer, eu rompi com o Conselho Supremo. Eu não reconheço a autoridade do Conselho Supremo sobre mim. Eu não reconheço a autoridade de Thanatos sobre mim. Trate-me da mesma forma com que trataria qualquer um que confessou ser um assassino.
Ele suspirou profundamente e então pegou as algemas no seu bolso de trás.
— Zoey Redbird, você está presa pelo assassinato de Richard Williams e David Brown — ele fechou as algemas frias nos meus pulsos. — Você tem o direito de permanecer em silêncio. Se renunciar a esse direito, tudo o que disser pode e vai ser usado contra você no tribunal. Você tem o direito de contratar um advogado, um defensor público vai ser designado para atendê-la. Você entendeu os seus direitos?
— Sim. Eu não preciso de um advogado. Eu confesso que matei aqueles dois homens. Eu mereço ir para a cadeia — eu disse, enquanto as palavras “eu mereço... eu mereço...” ecoavam pela minha mente.

Um comentário:

  1. Que garota idiota '-'
    Como é possível as autoras fazerem da personagem principal uma das mais odiadas e burras?

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