4 de outubro de 2015

Capítulo 17

Darius foi o primeiro a sair do veículo. O rosto dele estava arrumado em linhas sem expressão para que ele parecesse forte e confiante, mas totalmente ilegível. Ele ignorou os Corvos Escarnecedores, que estavam encarando ele com seus terríveis olhos, e se dirigiu ao guerreiro no centro do grupo.
— Saudações, Aristos — Darius disse. Embora ele tenha colocado o punho sobre o coração em uma rápida saudação, eu notei que Darius não fez uma reverência. — Eu tenho vários calouros, incluindo uma jovem sacerdotisa, comigo. A sacerdotisa foi severamente ferida e precisa de atenção médica imediata.
Antes de Aristos poder responder, o maior dos Corvos Escarnecedores pos a cabeça de lado e disse, — Qual sacerdotisa retorna a House of Night?
Mesmo dentro do Hummer eu tremi ouvindo a voz da criatura. Essa soava mais humana que a do que tinha me atacado, mas isso a fazia ainda mais assustadora. Devagar e deliberadamente Darius mudou sua atenção de Aristos para a horrível criatura que não era nem pássaro nem homem, mas uma mistura mutante dos dois.
— Criatura, eu não conheço você.
O Corvo Escarnecedor estreitou seus olhos vermelhos para Darius. — Filho dos homens, você pode me chamar de Rephaim.
Darius não piscou. — Eu ainda não conheço você.
— Você irá me conhecer — Rephaim assoviou, abrindo seu bico para que eu pudesse ver dentro da sua moela.
Darius ignorou a criatura e se dirigiu a Aristos de novo. — Eu tenho uma sacerdotisa que foi muito ferida e vários calouros que precisam descansar. Você irá nos permitir passar?
— É Zoey Redbird? Você a tem com você? — Aristos perguntou.
Cada um dos Corvos Escarnecedores reagiu ao meu nome. Cada um deles virou sua atenção de Darius para o nosso Hummer. Asas batendo e membros anormais se retorcendo com uma energia subjugada, as coisas encaravam. Eu nunca fiquei tão feliz por ter janelas tingidas na minha vida.
— É. — A resposta de Darius foi junta. — Você nos deixará passar? — ele repetiu.
— É claro — Aristos disse. — Todos os calouros receberam ordens para voltar ao campus. — Ele gesticulou em direção aos prédios da escola. O movimento brevemente permitiu que o lado do pescoço dele fosse iluminado pelos postes de luz mais próximos, e eu vi uma pequena linha vermelha na pele dele, como se o pescoço dele recentemente tivesse sido ferido.
Darius acenou de forma sintética. — Eu vou carregar a sacerdotisa até a enfermaria. Ela não pode andar.
Darius tinha começado a voltar para o veículo quando Rephaim disse — A Vermelha
está com você?
Darius olhou de volta para ele. — Eu não sei que você quer dizer com A Vermelha — ele disse suavemente.
Em um instante Rephaim tinha espalhado suas massivas asas pretas e pulado no capô do Hummer. O barulho do metal cedendo sob o peso dele foi escondido pelos assobios coletivos dos gatos agitados. Rephaim perfurou o metal, as mãos humanas curvadas em garras, se curvando para cima de Darius. — Não minta para mim, filllllho dos homens! Você sabe que eu falo da vampira vermelha! — Enquanto o temperamento dele explodia, a voz dele se tornava menos humana.
— Fiquem prontos para chamar seus elementos — eu disse, tentando ignorar a dor e falar clara e calmamente, embora eu me sentisse tão fraca que eu não tinha certeza que eu pudesse chamar Espírito para Aphrodite, muito menos controlar e dirigir o resto deles.
— Se aquela coisa atacar Darius, jogamos tudo que temos, puxamos Darius para cá, e saímos dirigindo feito loucos.
Mas Darius não pareceu perturbado. Ele olhou friamente para a criatura. — Você se refere à sacerdotisa vermelha Stevie Rae?
— Simmmm! — O mundo era um enorme assovio.
— Ela não está comigo. Eu só tenho calouros azuis aqui. E a sacerdotisa entre eles que precisa de cuidado imediato - como eu já expliquei. — Darius continuou a encarar calmamente a coisa que parecia ter saido de um pesadelo. — Pela última vez, você vai nos permitir passar ou não?
— Passeeeee, é claroooooo — a criatura assoviou. Ela não saiu do Hummer, mas se inclinou para trás para que Darius pudesse abrir a porta do motorista.
— Venha por aqui. Agora. — Darius fez menção para que Aphrodite deslizasse pelo banco, e ergueu a mão para ela poder pegar. — Fique perto — eu ouvi ele murmurar para ela e vi ela acenar a cabeça rapidamente. Se mantendo grudada ao lado de Darius, ela se moveu com ele até minha porta. Ele se inclinou para dentro, encontrando nossos olhos. — Vocês estão prontos? — ele perguntou quietamente. A pergunta era cheia com tanto mais do que aquelas simples palavras.
— Sim — Damien e as Gêmeas falaram juntas.
— Pronta — eu disse.
— De novo, fiquem perto — ele sussurrou. Darius e Damien conseguiram me mover dolosamente até os braços do guerreiro. Encarando silenciosamente os Corvos Escarnecedores, todos os gatos no veículo saíram e pareceram derreter em sombras geladas. Eu suspirei aliviada quando nenhuma das criaturas atacou minha Nala. Por favor, deixe os gatos ficarem seguros, eu mandei um silencioso apelo para Nyx. Eu senti mais do que vi Aphrodite, Damien, e as Gêmeas cercarem Darius e eu, e então, como se fossemos um ser, nos movemos do Hummer para os terrenos da escola.
Os Corvos Escarnecedores, incluindo Rephaim, tomaram os céus enquanto Aristos nos levava pela curta distância do primeiro prédio do campus, onde ficava o alojamento dos professores e a enfermaria.
Enquanto Darius me carregava pelas portas de madeira arqueadas que sempre me lembravam de algo que deveria ficar atrás de um fosse e do que num prédio familiar, eu pensei sobre como fazia apenas um pouco mais de dois meses que eu tinha chegado aqui e tinha sido levada inconsciente para enfermaria, para acordar sem ter ideia do meu futuro. Era estranho eu estar quase exatamente na mesma posição de novo.
Eu olhei para o rosto dos meus amigos. Todos pareciam calmos e confiantes. Era só porque eu os conhecia tão bem que eu reconheci o medo na linha apertada da boca de Aphrodite, e que as mãos de Damien, fechadas em punhos dos lados, escondiam o medo deles. As Gêmeas andavam a minha direita, tão perto que o ombro de Shaunee tocava o de Erin, que por sua vez tocava contra Darius - como se através do toque eles pudessem ganhar coragem.
Darius virou no corredor familiar, e porque ele estava me carregando, eu senti a tensão no corpo dele e sabia antes dela falar que ele a tinha visto. Eu ergui minha cabeça pesada do ombro dele em tempo de ver Neferet parada na frente da porta da enfermaria.
Ela estava linda em um longo vestido preto colado ao corpo, feito de um material que brilhava e mostrava deslumbres de um profundo roxo quando ela se movia. O cabelo escuro dela caia grossamente e em ondas até a cintura dela, e os olhos verdes brilhavam de emoção.
— Ah, então o prodígio retorna? — A voz dela era melódica e um pouco divertida. Instantaneamente eu tirei meus olhos dela e sussurrei freneticamente, — Seus elementos! — eu só me preocupei por uma batida do coração sobre não eles não ouvirem ou entenderem, porque quase imediatamente eu senti a luz do vento quente e senti o cheiro de uma chuva de primavera. Embora Neferet não pudesse ler a mente de Aphrodite, eu murmurei, — Espírito, eu preciso de você, — eu senti a agitação em mim enquanto os elementos respondiam. Antes deu mudar de ideia e de forma egoísta me fortificar com espírito, eu mandei, — Vá para Aphrodite,— e eu senti o afiado do fluxo do coração dela enquanto o elemento a preenchia. Certa de que meus amigos estavam tão protegidos quanto podiam estar, eu voltei minha atenção para nossa corrompida Alta Sacerdotisa. Eu abri minha boca para comentar a ironia dela usar uma comparação bíblica, quando uma porta alguns metros no fundo do corredor, onde Neferet estava, se abriu e ele saiu dela. Darius parou tão bruscamente que eu senti como se ele tivesse chegado ao fim de uma corda.
— Oh! — Shaunee aspirou.
— Merrrrrrrda! — Erin disse em um longo suspiro.
— Não olhe para os olhos dele! — Eu ouvi Aphrodite sussurrar. — Encarem o peito dele ao invés.
— Não é uma coisa difícil de fazer — Damien disse suavemente.
— Fiquem fortes — Darius disse.
E então o tempo pareceu suspenso.
Fique forte, eu disse a mim mesma. Fique forte. Mas eu não me sentia forte. Eu me sentia exausta e machucada e completamente derrotada. Neferet me intimidava. Ela era simplesmente tão perfeita e poderosa. Kalona me fez perceber minha insignificância. Os dois juntos me definhavam, e minha cabeça girou tontamente com uma cacofonia de pensamentos. Eu era só uma garota. Diabos, eu nem era uma vampira completa ainda. Como eu podia esperar me opor a esses dois incríveis seres? E eu realmente queria lutar com Kalona? Sabíamos com 100% de certeza que ele era do mal? Eu pisquei, clareando minha visão embaraçada e o encarei. Ele absolutamente não parecia maligno. Kalona estava usando uma calça que parecia ser feita do mesma pele de veado marrom que os mocaccinos são feitos. Os pés dele estavam nus, e o peito dele também. Soa idiota dizer - que ele estava parado no corredor semi-nu - mas eu não me senti idiota. Pareceu certo.
Era só que ele era tão incrível! A pele dele estava completamente livre de qualquer mancha e era um bronzeado dourado que garotas brancas tentam, mas sempre falham em conseguir nas camas bronzeadoras. O cabelo dele era grosso e preto. Era longo, mas não ridiculamente Fabio longo. Era só meio bagunçado e tinha uma fofa onda. Quanto mais eu olhava, mas eu podia imaginar passar meus dedos por entre ele. Sem prestar atenção no aviso de Aphrodite, eu olhei diretamente para os olhos dele e senti um choque passar por mim enquanto os olhos dele se alargavam em reconhecimento, e aquele choque pareceu passar diminuir ainda mais da minha quase não existente força. Eu afundei nos braços de Darius, tão fracamente que eu mal pude manter a cabeça erguida.
— Ela está ferida! — A voz de Kalona foi levada através do corredor. Até Neferet se contraiu. — Porque ela não está sendo atendida?
Eu ouvi o som enjoativo de asas batendo, e então Rephaim saiu do quarto onde Kalona tinha acabado de estar. Eu tremi enquanto percebi que o Corvo Escarnecedor deve ter voado até a janela e então entrado. Não existe nenhum lugar acima do subsolo que essas coisas horríveis não consigam entrar?
— Pai, eu ordenei o guerreiro que levasse a sacerdotisa para a enfermaria para que ela seja bem atendida. — A voz nada natural de Rephaim soava ainda mais obscena depois de ter ouvido a voz majestosa de Kalona.
— Oh, mentira! — Complemente chocada, eu comecei a abrir a boca para falar com Aphrodite, que estava dando ao Corvo Escarnecedor seu melhor ataque de vadia. Ela jogou para trás seu cabelo e continuou, — O garoto pássaro nos manteve lá fora na chuva congelante enquanto ele reclamava sobre A Vermelha isso A Vermelha aquilo. Darius trouxe Zoey aqui apesar da ajuda dele. — Aphrodite citou no ar a palavra “ajuda.”
Houve um enorme silencio no corredor, e então Kalona jogou sua cabeça linda para trás e riu. — Eu tinha esquecido o quão divertidas as mulheres podem ser. — Com um gracioso movimento de mão ele gesticulou para Darius. — Traga a jovem sacerdotisa aqui para que ela possa ser tratada.
Eu podia sentir relutância na tensão do corpo de Darius, mas ele fez o que Kalona ordenou, com meus amigos ao lado dele. Nós alcançamos Neferet na porta da enfermaria ao mesmo tempo que Kalona.
— Seu dever terminou aqui, Guerreiro, Kalona disse a Darius. — Neferet e eu iremos tratar ela agora. — E o anjo caído abriu seus braços como se esperasse que Darius me entregasse a ele. Com aquele movimento as enormes asas de corvo que até agora tinham estado bem fechadas nas costas dele, se entreabriram.
Eu queria me esticar e tocar aquelas asas e eu estava feliz por estar tão fraca que só podia olhar.
— Meu dever não terminou — A voz de Darius estava tão tensa quanto o corpo dele. — Eu jurei cuidar dessa jovem sacerdotisa e eu devo permanecer ao lado dela.
— Eu também vou ficar — Aphrodite disse.
— E eu também. — Damien soava pequeno e abatido, mas eu vi os punhos dele se fecharem firmemente dos lados dele.
— Nós também — Erin disse, e Shaunee acenou amedrontadamente.
Foi a vez de Neferet de rir. — Certamente vocês não pensam que podem ficar com Zoey enquanto eu a examino? — A diversão na voz dela desapareceu. — Parem de ser ridículos! Darius, leve ela até aquele quarto e a deixe na cama. Se insiste, você pode esperar aqui no corredor por ela, embora pela sua aparência, a escolha mais sábia seja você comer e se refrescar. Afinal de contas, você trouxe Zoey para casa, onde ela está segura, então você completou sua tarefa. O resto de vocês vai voltar para o dormitório. A parte humana da cidade está paralisada por uma simples tempestade, mas não somos humanos. A vida continua para nós, o que significa que a escola continua. — Ela pausou e deu a Aphrodite um olhar tão cheio de ódio que contorceu o rosto dela em algo que era muito duro e frio para conter sequer um pequeno traço de beleza. — Mas você agora é humana, não é, Aphrodite?
— Eu sou — Aphrodite disse. O rosto dela estava pálido, mas ele ergueu o queixo e encontrou o olhar frígido de Neferet.
— Então você pertence a lá fora. — Neferet fez um vago gesto para longe de nós.
— Não, ela não pertence — eu disse. Me concentrar em Neferet tinha quebrado o feitiço que encarar Kalona tinha se lançado em mim. Eu mal reconheci minha própria voz. Soava como um sussurro, fraco como de uma velha mulher, mas Neferet não teve problemas em me ouvir, e ela voltou sua atenção de Aphrodite para mim. — Aphrodite ainda tem visões de Nyx. Ela pertence aqui — eu consegui dizer, embora eu tenha piscado rapidamente porque pontos cinzas ficavam mexendo com a minha visão.
— Visões? — A voz profunda de Kalona cortou o ar entre nós. Dessa vez eu me recusei a olhar para ele, embora ele estivesse parado tão perto que eu podia sentir o estranho calafrio que veio do corpo dele. — Que tipo de visões?
— Avisos de futuros desastres — Aphrodite falou.
— Interessante. — Ele arrastou a palavra. — Neferet, minha Rainha, você não me disse que tinha uma profetiza na House of Night. — Antes de Neferet poder falar, ele continuou, — Excelente, excelente. Uma profetiza pode ser muito útil.
— Mas ela não é uma caloura, e nem uma vampira, e portanto não pertence a House of Night. Então eu digo que ela deve ir embora. — A voz de Neferet tinha um estranho tom que eu não reconheci a princípio, e então eu pisquei ainda mais e minha visão clareou o bastante para eu olhar bem a linguagem corporal dela - ela estava pendurada em Kalona - e eu percebi com um pouco de choque que Neferet estava de fato fazendo beiço.
Então, impressionada, eu observei Kalona erguer a mão e acariciar a bochecha de Neferet, passando sua palma pela curva do longo e suave pescoço dela, continuando a acariciar os ombros dela, e finalmente descendo até as costas dela. Neferet tremeu com o toque dele e os olhos dela dilataram, como se o toque dele a tivesse deixado alta.
— Minha Rainha, certamente uma profetiza será de utilidade para nós — ele disse.
Ainda o encarando, Neferet acenou.
— Você fica, pequena profetiza — Kalona disse a Aphrodite.
— Sim — ela disse firmemente. — Eu fico. Eu fico com Zoey.
Ok, eu livremente admito que Aphrodite estava me surpreendendo. Eu quero dizer, sim, eu estava seriamente ferida e provavelmente em sério choque, então eu posso culpar meu estado mental e físico alterado nisso e esperar que seja algum estranho efeito hipnótico que o anjo caído estava tendo em mim, porque eu posso muito bem estar morrendo. Mas obviamente todos estavam sendo afetados por Kalona em algum grau. Todos a não ser Aphrodite. Ela soava totalmente como seu jeito vadio normal. Eu simplesmente não entendia.
— Profetiza — Kalona disse. — Você disse que dá avisos de futuros desastres?
— Sim — Aphrodite disse.
— Me diga, o que você vê no futuro se levarmos Zoey para longe nesse momento?
— Eu não tive uma visão, mas eu sei que Zoey precisa estar aqui. Ela foi gravemente ferida — Aphrodite disse.
— Então me deixe lhe assegurar que eu, também, sou conhecido por profetizar. — Kalona falou. A voz dele, que tinha sido tão deliciosa e profunda, que eu honestamente queria nada a além de me curvar e o ouvir para sempre, tinha começado a mudar. Com sutileza, no começo, eu senti uma mudança no timbre. Enquanto ele continuava a falar com Aphrodite, minha carne começou a se arrastar de medo. O óbvio descontentamento dele era refletido na voz dele, até que até mesmo Darius deu um vacilante passo para longe dele. — E em meu juramento eu te digo que se você não fizer o que mando, essa sacerdotisa não vivera outra noite. Nos deixe agora!
As palavras de Kalona crepitaram pelo meu corpo, causando meus já tontos sentidos vacilarem. Eu me segurei nos ombros de Darius. — Só façam o que ele disse — eu disse a Aphrodite, pausando para tentar recuperar o fôlego. — Ele tem razão. Eu não vou durar muito se eu não receber ajuda.
— Dê a sacerdotisa para mim. Eu não vou pedir de novo — disse Kalona, erguendo seus braços para me pegar de novo.
Aphrodite hesitou por apenas um momento, e então ela se esticou e agarrou minha
mão. — Estaremos aqui quando você melhorar. — Ela apertou minha mão e eu de repente senti a onda do Espírito voltar para o meu corpo.
Eu queria dizer a ela não, ela precisava manter o elemento - ela precisava da proteção dele - mas Aphrodite já tinha virado para Damien e dado a ele um empurrão em minha direção, dizendo, — diga tchau a Zoey, e dê a ela seus mais fortes - desejos de melhora.
Eu vi Damien olhar rapidamente para Aphrodite, que acenou levemente. Então ele agarrou minha mão e apertou também. — Fique bem, Z — ele disse, e quando ele soltou minha mão eu pude sentir uma doce brisa ao meu redor.
— Vocês também — Aphrodite disse às Gêmeas.
Shaunee pegou uma mão, e Erin a outra. — Estamos torcendo por você, Z — Erin disse,
e então eles viraram para longe, e eu fui deixada com o calor do verão e o frescor de
uma chuva de limpeza.
— Chega de sentimentalismo. Eu vou pegar ela agora. — E antes que eu pudesse respirar outra vez Kalona tinha me tirado de Darius. Pressionada contra o peito nu dele eu fechei os olhos e tentei reunir a força dos elementos enquanto eu tremia com o maravilhoso calor frio do corpo dele.
— Eu vou esperar aqui. — Eu ouvi Darius dizer antes da porta se fechar com uma batida doentia de finalidade, fechando meus amigos para fora e me deixando sozinha com meu inimigo, um anjo caído, e as monstruosas criaturas pássaros que a antiga luxúria dele tinha criado.
Então eu fiz algo que eu só tinha feito duas vezes na minha vida inteira. Eu desmaiei.

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