2 de outubro de 2015

Capítulo 17

Erik ia ficar muito bravo comigo. As Gêmeas estavam sentadas em suas cadeiras favoritas assistindo Homem Aranha 3 quando me apressei para a cozinha pegando minha lata de coca e a bolsa cheia de sangue.
— Puta merda, Z, você está bem? — Shaunee perguntou, parecendo meio assustada e meio surtada.
— Ouvimos sobre você e a bruxa — Erin pausou e então relutantemente se corrigiu, — digo, você e Aphrodite encontrarem a professora Nolan. Deve ter sido horrível.
— Yeah, foi bem ruim. — Eu me fiz sorrir de forma segura e então não fiz parecer que estava louca para sair da sala.
— Eu não consigo acreditar que isso realmente aconteceu — Erin disse.
— Eu sei. Simplesmente não parece real — Shaunee disse.
— É real. Ela está morta — eu disse solenemente.
— Você tem certeza que está bem? — Shaunee perguntou.
— Estávamos preocupadas com você — Erin acrescentou.
— Estou bem. Prometo. — Minhas entranhas reviraram. Shaunee, Erin, Damien, e Erik eram meus melhores amigos, e eu odiava mentir para eles, mesmo que eu estivesse apenas omitindo informações. Nos dois meses que estou na House of Night nos tornamos uma família, então elas não estão fingindo. Elas estão genuinamente preocupadas comigo. E enquanto eu estava ali tentando descobrir o que eu podia ou não dizer para elas, uma horrível premonição tremeu na minha pele. E se eles descobrissem sobre as coisas que eu estava escondendo deles e se virassem contra mim? E se eles parassem de ser minha família? Só de pensar nessa horrível possibilidade me deixou toda agitada e em pânico por dentro. Antes de poder amarelar, e confessar tudo, e me jogar aos pés delas enquanto implorava pelo entendimento e para não ficarem com raiva de mim, eu disse, — Eu tenho que ir ver Heath.
— Heath? — Shaunee parecia confusa.
— O ex-namorado humano dela, Gêmea. Lembra? — Erin disse.
— Oh, yeah, o gostosinho loiro que quase foi comido por vampiros fantasmas dois meses atrás, e então quase foi morto pelas nojentas pessoas de rua que viraram serial Killers mês passado — Shaunee disse.
— Você sabe, Z, você pega pesado com seu ex-namorado — Erin disse.
— Yeah, é ruim ser ele — eu disse, me movendo casualmente em direção a porta. — Eu tenho que ir, gente.
— Eles não estão deixando ninguém sair do campus — Erin disse.
— Eu sei, mas eu, um, bem... — eu hesitei, e então me senti ridícula pela hesitação. Eu não podia dizer as Gêmeas sobre Stevie Rae ou Loren, mas eu com certeza podia dizer a eles algo tipicamente adolescente tipo sair da escola. — Eu sei uma saída secreta para fora do campus.
— Muito bem, Z! — Shaunee disse feliz. — Vamos totalmente usar suas habilidades superiores para sair da escola durante as provas finais essa primavera, quando deveríamos estar estudando.
— Por favor. — Erin virou os olhos. — Como se tivéssemos que estudar. Especialmente quando tem uma liquidação de sapatos. — Então ela ergueu a sobrancelha e acrescentou, — Uh, Z. O que falamos para o seu namorado?
— Namorado?
— O seu namorado, Erik, seu tão booommmm Night. — Erin me deu um olhar que dizia que ela achava que eu tinha perdido a cabeça.
— Olá. Terra para Zoey. Tem certeza que está bem? — Shaunee disse.
— Yeah, yeah. Estou bem. Desculpa. Porque vocês tem que dizer qualquer coisa pra o Erik?
— Porque ele nos disse para dizer a você para ligar para ele no instante que você acordasse. Ele está muito preocupado com você — Shaunee disse.
— Sem dúvidas se ele não ouvir logo de você ele vai acampar aqui — Erin disse. — Ooooh, Gêmea! — Os olhos dela se alargaram e ela curvou os lábios num sorriso sexy. — Você acha que o gostoso vai trazer dois amigos quentes?
Shaunee jogou o cabelo para trás. — É definitivamente uma possibilidade, Gêmea. T.J e Cole são amigos dele e é uma época muito estressante.
— Você está certa, Gêmea. E todos sabemos que durante tempos estressantes amigos devem ficar juntos.
Em perfeita concordância as Gêmeas viraram para mim. — Vá em frente e faça o que precisa com o ex-namorado — Erin disse.
— Yeah, nós te cobrimos. Vamos esperar Erik aparecer e dizer a ele que é muito assustador para nós ficarmos sozinhas — Shaunee dissse.
— Definitivamente precisamos de proteção — Erin disse. — O que significa que vamos ter que ir pegar os amigos dele e esperar você voltar do seu encontro.
— Parece um plano. Ok, mas não digam a ele que eu sai do campus. Ele vai surtar. Só sejam vagas, como se eu estivesse falando com Neferet ou algo assim.
— Tanto faz. Te cobrimos. Mas, falando em sair do campus, tem certeza que é seguro? — Shaunee disse. — Não estamos esquecendo completamente o fato de que está assustador por aqui no momento.
— Yeah, você não pode terminar com seu namorado humano depois, tipo depois de pegarem o maluco que decapitou e crucificou a professora Nolan? — Erin perguntou.
— É algo que eu tenho que fazer agora. Você sabe, com o Imprint não é exatamente fácil terminar.
— Drama — Erin disse.
— Muito drama. — Shaunee acrescentou em solene concordância.
— Yeah, e quando mais durar, pior vai ser. Eu quero dizer, Heath acabou de voltar para a cidade e já está me mandando 10 mil mensagens. — As Gêmeas me deram olhares simpáticos. — Então, até depois. Eu volto em tempo de me trocar antes do ritual de Neferet. — Eu me afastei rápido enquanto as Gêmeas falavam “te vemos mais tarde” para mim.
Eu me apressei para a porta e me encontrei com o que pareceu uma enorme montanha masculina. Mãos impossivelmente fortes me seguraram antes de eu cair. Eu olhei para cima (e mais e mais para cima) para um homem parecendo uma rocha, com um rosto incrivelmente bonito. E então pisquei surpresa. Ele definitivamente era um vampiro adulto (com tatuagens muito legais), embora ele não parecesse muito mais velho que eu. Mas, nossa, ele é muito alto!
— Cuidado, novata — a montanha que tinha se vestido de preto disse. Então a expressão dele mudou. — Você é Zoey Redbird.
— Yeah, eu sou Zoey.
Me soltando, ele deu um passo para trás e pressionou o punho por cima do coração e me saudou. — Merry met. É um prazer conhecer a novata ao qual Nyx deu tantos dons.
Me sentindo constrangida e boba, eu retornei a saudação. — Prazer em conhecer você também. E você é?
— Darius, um Filho de Erebus — ele disse, se curvando formalmente e dizendo como se fosse um titulo e não apenas uma descrição.
— Você é um dos caras chamados pelo que aconteceu com a professora Nolan? — Minha voz morreu um pouco, o que ele claramente notou.
— Hey — ele disse, parecendo ainda mais jovem, e ainda sim, de alguma forma, incrivelmente poderoso, — Você não deveria se preocupar, Zoey. Os Filhos de Erebus vão proteger a escola de Nyx até o nosso último fôlego.
O jeito como ele disse isso fez minha pele formigar. Ele era enorme e forte e muito, muito sério. Eu não podia imaginar nada nem ninguém que podia passar por ele, muito menos fazer ele respirar pela última vez. — O-obrigado — eu murmurei.
— Meus irmãos guerreiros estão todos no território da escola. Você pode descansar segura, pequena sacerdotisa — ele sorriu para mim. Pequena sacerdotisa? Por favor. O garoto tinha que ter Mudado apenas recentemente.
— Oh, ótimo. Uh, eu vou. — Eu comecei a descer os degraus. — Eu só vou para os, uh, estábulos, visitar minha égua. Persephone. Foi um prazer te conhecer. Estou feliz que você esteja aqui — eu acrescentei, dando a ele um ridiculo aceno e então sai correndo para a calçada em direção ao estábulo. Eu podia sentir os olhos dele me seguindo.
Droga. Isso não é bom. Eu me pergunto o que diabos eu ia fazer. Como eu vou sair daqui com essas montanhas de guerreiros (não importando o quão fofos e jovens eles sejam) por todo lado? Não que importe o quão jovem e fofo ele seja. Como se eu tivesse tempo para outro possível namorado? Absolutamente não. Sem mencionar que a gostosura dele não deixa menos montanhoso. Jeesh, e eu estava uma confusão e tinha uma péssima dor de cabeça.
E então eu ouvi uma suave voz na mente, me dizendo para pensar... ficar calma...
As palavras passaram pela minha mente frenéticamente. Automaticamente eu comecei a diminuir a velocidade. Eu respirei fundo, me permitindo pensar e relaxar. Eu preciso me acalmar... ficar firme... pensar e –
E bem assim veio até mim. Eu sabia o que precisava fazer. Nas sombras entre os dois postes de luz eu sai silenciosamente da calçada e decidi andar entre os enormes carvalhos, só que quando cheguei na primeira árvore eu parei na sombra, fecheis os olhos, e me concentrei. Então, como tinha feito antes, eu chamei o silêncio e invisivel para mim, me protegendo me fazendo ficar dura como um túmulo (eu brevemente esperei que a metáfora era por mim ser muito imaginativa e não ser algum tipo de presságio assustador).
Eu sou perfeitamente silênciosa... ninguém pode me ver... ninguém pode me ouvir... eu sou como a névoa... sonhos... espírito....
Eu podia sentir a presença dos Filhos de Erebus, mas eu não olhei ao redor. Eu não permiti minha concentração ser minada. Eu me movi como um sussurro ou um segredo, indetectável e escondida em camadas de silêncio e neblina, névoa e mágica. Meu corpo tremeu. Parecia que eu estava flutuando, e quando olhei para mim mesma eu só vi sombras entre uma névoa na escuridão. Isso deve ser o que Bran Stoker descreveu em Drácula. Ao invés de me atrapalhar, a ideia firmou minha concentração e eu me senti ficar ainda menos substancial. Me movendo como num sonho, eu encontrei a árvore e subi por seu tronco quebrado e encontrei o grosso galho que ficava contra a parede.
Bem como Aphrodite tinha dito, havia uma corda amarrada ao redor do galho que parecia uma cobra. Ainda me movendo em silêncio, com movimentos de um sonho, eu me firmei no topo do muro. Então, seguindo os instintos que saiam do núcleo da minha alma até meu corpo, eu ergui meus braços e sussurrei, — Venha até mim ar e espírito. Como a névoa da meia noite, me carregue pela terra.
Eu não tive que pular do muro. O vento se moveu ao meu redor, erguendo meu corpo, que tinha sido transformado em um espírito sem substância, e me flutuou até a grama do outro lado do muro. Por um segundo o senso de maravilha que me encheu me fez esquecer sobre a professora assassinada, problemas de namorados, e o estresse da minha vida em geral. Com os braços ainda erguidos, eu me virei, adorando o sentimento do vento e poder contra minha pele transparente. Era como se eu tivesse virado parte da noite. Mal tocando o chão eu me movi pela grama até chegar à calçada da Rua Utica até a Utica Square. Eu estava me sentindo tão incrível que eu quase esqueci de parar e colocar a maquiagem para esconder as tatuagens. Relutantemente, eu parei para pegar a maquiagem e o espelho que estava na bolsa. Meu reflexo me fez parar de respirar. Eu parecia iridescente. Minha pele brilhava com cores perolizadas como uma miragem. Meu cabelo escuro se levantava suavemente ao meu redor, flutuando com a brisa que soprava ao meu redor. Eu não parecia humana e não parecia uma vampira. Eu parecia um novo tipo de ser, nascida da noite e abençoada pelos elementos.
O que Loren disse sobre mim na biblioteca? Algo sobre eu ser uma deusa entre semideuses. O jeito que eu parecia agora me fez pensar que ele podia estar certo sobre algo. O poder passou por mim, e meu cabelo levantou do meu ombro. Eu juro que podia sentir as tatuagens queimando como um delírio no meu pescoço e costas. Talvez Loren estivesse certo sobre muitas coisas – sobre nós dois sermos amantes nas estrelas. Talvez depois de terminar com Heath eu devesse me afastar de Erik também. A ideia de deixar Erik me fez perder o fôlego, mas isso era esperado. Eu não era sem coração – eu realmente gostava dele. Mas a morte da professora Nolan não provou que nunca se sabe o que pode acontecer? Que a vida, mesmo para vampiros, pode ser muito curta. Talvez eu devesse ficar com Loren – talvez essa fosse a coisa certa a se fazer. Eu continuei olhando para meu reflexo mágico.
Afinal de contas, eu realmente não era como outros calouros.
Isso era algo que eu deveria aceitar a parar de lutar contra isso ou me sentir assustada.
E se eu não era como outros novatos, então não era lógico que eu precisava ficar com alguém especial – algum outro novato que eu fosse capaz de ficar?
Mas Erik se importa com você, e eu me importo com ele. Eu não estou sendo justa com Erik... ou com Heath... Loren é um adulto... ele deveria ser um professor... então talvez não devêssemos ficar juntos escondidos...
Eu ignorei a culpa que passou pela minha consciência. E silenciosamente ordenei que o vento e a névoa e a escuridão levantassem para que eu pudesse me materializar completamente e poder cobrir minhas intricadas tatuagens. E então, levantando meu queixo e endireitando as costas, eu andei pela calçada até a Utica Square, para a Starbucks, e Heath, ainda sem ter 100% de certeza sobre o que diabos eu iria fazer.
Eu fiquei no lado escuro da calçada onde havia poucos postes de luz e andei devagar, tentando descobrir o que dizer a Heath e fazer ele entender que ele e eu não podíamos mais nos ver. Eu estava a alguns metros de distância da praça quando eu o vi vindo em minha direção. Na verdade, eu senti ele antes. Como se ele estivesse na minha pele que eu não podia alcançar para coçar. E numa compulsão abstrata eu me movi para frente, procurando por alguém que eu conhecia e queria, mas não sabia como encontrar. E então a compulsão passou de abstrata para definitiva – de subconsciente insistente para exigente. Então eu o vi. Heath. Ele estava vindo me encontrar. Nos vimos ao mesmo tempo. Ele estava andando do lado oposto da rua e estava debaixo de um poste. Eu podia ver os olhos dele brilharem e seu sorriso aumentar. Instantaneamente, ele começou a correr a cruzou a rua (eu notei que ele não olhou para nenhum dos lados e eu estava feliz pelo péssimo tempo estar mantendo o trânsito mínimo – o garoto poderia ter sido atropelado por um carro).
Os braços dele estavam ao meu redor e a respiração dele fez cócegas na minha orelha. — Zoey! Oh, baby, eu realmente senti sua falta!
Eu odiei notar que meu corpo respondeu a ele instantaneamente. Ele tinha cheiro de lar – uma versão sexy, e gostosa de casa – mas era um lar. Antes de poder derreter nos braços dele eu me afastei, de repente ciente do quão escuro e isolado, até intimo, estava nesse lado da calçada.
— Heath, você deveria esperar por mim na Starbucks. — Yeah, no pequeno pátio da área da calçada estaria cheio de gente e definitivamente não seria intimo.
Ele deu nos ombros e riu. — Eu estava, mas quando senti você chegando eu não consegui mais ficar sentado. — Os olhos dele brilharam adoravelmente e suas mãos acariciavam a minha bochecha enquanto acrescentou, — Nós tivemos um Imprint, lembra? É você e eu, baby.
Eu me senti dar um passo para trás para que ele não invadisse mais meu espaço pessoal. — É sobre isso que preciso falar com você. Então vamos para a Starbucks e pegar dois cafés e conversar. — Em público. Onde não ficaria tão tentada a tirar ele da calçada e levar a um beco e afundar meus dentes em seu doce pescoço e –
— Não posso — ele disse, rindo de novo.
— Não pode? — Eu balancei a cabeça, tentando me livrar do semi-nojenta (ok, provavelmente não era semi) cena que tinha começado a se formar na minha (vadia) imaginação.
— Não podemos, porque Kayla e o esquadrão de vadias estão na Starbucks.
— Esquadrão de vadias?
— Yeah, é assim que eu Josh e Travis chamamos Kayla e Whitney e Lindsey e Chelsea e Paige.
— Oh, ugh. Desde quando Kayla começou a andar com aquelas vadias odiosas?
— Desde que você foi Marcada.
Então eu estreitei os olhos para ele. E porque Kayla e seus novos amigos escolheram essa noite em particular para estar na Starbucks? E porque nessa Starbucks ao invés de uma em Broken Arrow que é muito mais perto de onde vivemos?
Heath ergueu a mão como se estivesse cercado. — Eu não fiz de propósito!
— Fez o que, Heath? — Jeesh, o garoto era um idiota as vezes.
— Eu não sabia que elas iam sair da Gap logo quando eu estava começando a encostar na Starbucks. Eu não as vi até que elas me viram. Era muito tarde daí.
— Bem isso explica o desejo repentino delas por cafeína. Estou surpresa que elas não te seguiram pela calçada. — Ok, sim. Eu lembrava que eu deveria terminar com ele, mas ainda me irritava pensar que Kayla estava dando em cima dele.
— Então você não quer ver elas, quer?
— Não, diabos não. — Eu disse.
— Achei que não. Bem, que tal eu te acompanhar de volta para escola então. — Ele se aproximou de mim. — Eu lembro quando conversamos no muro alguns meses atrás. Aquilo foi bom.
Eu lembrava também. Especialmente porque foi a primeira vez que eu provei o sangue dele. Eu tremi. E então me recompus. Eu realmente precisava controlar essa ânsia por sangue. — Heath — eu disse firmemente. — Você não pode ir comigo na escola. Você não viu o noticiário? Algum humano idiota matou um vampiro. Agora o lugar virou um acampamento do exército. Eu tive que fugir para vir ver você, e não posso demorar.
— Oh, yeah. Eu ouvi sobre isso. — Ele pegou minha mão. — Você está bem? Você conhecia o vampiro que foi morto?
— Sim, eu conhecia ela. Ela era minha professora de teatro. E não, eu não estou bem. É uma das razões das quais eu precisava falar com você. — Eu me decidi. — Anda. Vamos andar pela rua e ir até o Parque Woodward. Podemos conversar lá. — Além do mais, era um parque público, no meio do centro de Tulsa, não podia ser muito privado. Pelo menos era o que eu esperava.
— Tudo bem por mim — Heath disse feliz.
Ele se recusou a largar minha mão, então começamos a descer a rua juntos como fazíamos desde o ensino fundamental. Só tínhamos nos afastado um pouco quando uma voz passou por mim e eu tentei não pensar no fato que o pulso dele estava pressionado contra o meu e eu podia sentir nossos pulsos batendo juntos.
— Zo, o que aconteceu nos túneis?
Eu dei a ele um afiado olhar de lado. — O que você lembra?
— Na maior parte escuridão, e você?
— Como assim?
— Eu não lembro como cheguei lá, mas lembro de dentes e olhos vermelhos que brilhavam. — Ele apertou minha mão. — E eu não me refiro a seus dentes, Zo. Além do mais, seus olhos não brilham. Eles cintilam.
— Eles cintilam?
— Totalmente. Especialmente quando você está bebendo meu sangue. — Ele diminuiu a velocidade para que quase parássemos quando ergueu minha mão até os lábios dele e a beijou. — Você sabe que é muito bom quando você bebe de mim, não sabe?
A voz de Heath ficou profunda e rouca, e os lábios dele pareciam fogo contra a minha pele. Eu queria me inclinar nele e me perder nele e afundar meus dentes nele e...

6 comentários:

  1. Zoey. Te. preserva.viadinha

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  2. Essa zoey...mds cancela

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  3. A voz de Heath ficou profunda e rouca, e os lábios dele pareciam fogo contra a minha pele. Eu queria me inclinar nele e me perder nele e afundar meus dentes nele e... ir para um quarto kkkkkk😈😈😈

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  4. Amiga me faz o favor de desistir de todos eles porque o caso ta grave

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  5. PLEASE! ESSES DOIS, EU NÃO QUERO QUE ELA TERMINE COM ELE AGORA!
    O Erik tá dando uma de baitola emburrada, o Loren é uma cobra, mas o Heath <3 é meio idiotinha, mas é muito fofoooooooo!

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