5 de outubro de 2015

Capítulo 17 - Stevie Rae

As palavras de Rephaim vieram até ela saídas de escuridão. Sem ver o mundo que ele era, a voz dele tinha uma qualidade que o fazia soar frequentemente como um humano de partir o coração. Isso é, afinal de contas, o que o tinha salvo. A humanidade dele tinha alcançado Stevie Rae, e ela não foi capaz de matar ele. Mas hoje ele soava diferente, mas forte do que antes. Isso a aliviou e preocupou ao mesmo tempo. Então ela deixou a preocupação pra lá. Ela não era uma garota indefesa que saía correndo ao primeiro sinal de perigo. Ela definitivamente podia chutar a bunda de algum pássaro. Stevie Rae ajeitou a postura. Ela tomou a decisão de ajudar ele escapar, e era isso que ela ia fazer.
— O que você esperava? John Wayne e a cavalaria? — Fingindo ser sua mãe quando um dos irmãos dela estava sendo chato e irritante, Stevie Rae marchou para frente. A forma que tinha sido um calombo negro no fundo da cabana entrou em foco e ela deu a ele seu melhor olhar sério. — Bem, você não está morto e está sentado. Então deve estar se sentindo melhor.
Ele ergueu a cabeça levemente para o lado. — Quem é John Wayne e cavalaria?
— A cavalaria. Só significa que os caras bons estão vindo ajudar. Mas não se preocupe. Não tem um exército vindo. Apenas eu.
— Você não se considera um dos bonzinhos? — Ele surpreendeu-a com sua habilidade de conversar com ela, e ela pensou que se ela fechasse os olhos e desviasse o olhar, ela podia quase se enganar e pensar que ele era um cara normal. É claro que ela sabia melhor. Ela nunca podia fechar os olhos ao redor dele ou desviar o olhar, e ele definitivamente não era normal em nada.
— Bem, sim, sou boa, mas não sou exatamente um exército. — Stevie Rae fez um show óbvio em olhar para ela mesma. E ele ainda parecia uma droga – definitivamente ferido e ensanguentado e quebrado – mas ele não estava deitado todo amassado. Ele estava sentado, inclinado, a maior parte dos seus ferimentos do lado esquerdo, contra a parede da cabana. Ele arrumou as toalhas que ela tinha deixado em cima do seu corpo como pedaços de cobertores. Os olhos dele eram brilhantes e alertas e nunca desviaram do rosto dela. — Então, você está se sentindo melhor?
— Como você disse, não estou morto. Onde estão os outros?
— Eu te disse antes, o resto dos Corvos Escarnecedores partiram com Kalona e Neferet.
— Não, onde estão os outros filhos e filhas do homem.
— Oh, meus amigos. Eles estão dormindo. Então não temos muito tempo. Isso não vai ser fácil, mas eu acho que descobri uma forma de te tirar daqui inteiro. — Ela pausou, e se impedir de morder as unhas. — Você consegue andar, não consegue?
— Eu farei o que precisar fazer.
— Agora, o que diabos isso significa? Só me dê um simples sim ou não. É meio importante.
— Simmmm. — Stevie Rae engoliu com força com o som da palavra sibilada e decidiu que ela estava errada sobre se ela-não-olhasse-para-ele-ele-pareceria-normal.
— Muito bem, bem, vamos indo então.
— Onde você vai me levar?
— Tudo que consegui pensar é que preciso te levar em um lugar onde você possa ficar seguro e se curar. Você não pode ficar aqui. Eles com certeza vão te encontrar. Hey, você não tem o problema do seu papai em ficar no subterrâneo, tem?
— Eu prefiro o cccccccéu do que a terra. — Ele soava amargo, praticamente mordendo as palavras e acrescento um sibilar especial para dar ênfase no ‘céu’. Stevie Rae pôs as mãos em seu quadril.
— Então isso significa que você não pode ir para o subterrâneo?
— Eu prefiro não ir.
— Bem, você prefere ficar vivo e escondido no subterrâneo, ou aqui e a um minuto de ser encontrado e morto? — Ou pior, ela pensou mas não disse em voz alta. Ele não falou por um tempo e Stevie Rae começou a imaginar se talvez Rephaim não quisesse viver, o que era uma ideia que ela não tinha considerado. Mas ela supôs que fazia sentindo. Seu próprio pessoal tinha abandonado ele para morrer no mundo moderno que era um zilhão de vezes diferente do que ele esteve vivo em carne e osso antes – e aterrorizando vilarejos Cherokee. O quanto ela tinha errado por não deixar ele morrer?
— Eu prefiro viver. — Pelo olhar no rosto dele, Stevie Rae pensou que talvez o que ele disse era uma surpresa tanto para ele quanto tinha sido para ela.
— Ok. Tudo bem. Então precisamos te tirar daqui. — Ela deu um passo em direção a ele, mas parou. — Eu preciso fazer você prometer que vai se comportar de novo?
— Estou muito fraco para ser um perigo para você — ele disse simplesmente.
— Muito bem, então vou considerar que a promessa que você fez mais cedo ainda conta. Só não tente nada idiota e podemos passar por isso. — Stevie Rae passou por ele e se abaixou. — É melhor eu dar uma olhada em seus curativos. Eles podem precisar ser trocados ou mais apertados antes de partirmos. Ela o checou metodicamente, enquanto isso continuando a comentar o que ela fazia. — Bem, o musgo parece estar funcionando. Eu não vejo muito sangue. Seu tornozelo está bem inchado, mas não acho que esteja quebrado. Não consigo sentir nada quebrado mesmo.
Ela enfaixou o tornozelo de novo e apertou as bandagens, deixando a asa quebrada por último. Stevie Rae foi para trás dele e começou a ajeitar as bandagens que se soltaram e Rephaim, que esteve quieto e perfeitamente parado durante o seu exame, recuou e gemeu de dor.
— Ah, droga! Desculpe. Eu sei que a asa está mal.
— Coloque mais bandagens ao meu redor. Prenda ela mais firmemente contra meu corpo. Eu não vou ser capaz de andar se você não imobilizar ela completamente.
Stevie Rae acenou. — Farei o possível. — Ela rasgou mais tiras das toalhas e ele se inclinou para frente para que ela tivesse acesso as suas costas. Ela cerrou os dentes e trabalhou rapidamente e gentilmente, odiando a forma como ele tremia e continuava a abafar gemidos de dor. Quando ela terminou com a asa, ela serviu água e ajudou ele a beber. Depois que ele parou de tremer, ela levantou e estendeu a mão para ele.
— Ok, vamos dar uma de cowboy. — Ele a olhou e mesmo em seu rosto estranho, ela podia ler a confusão. Ela sorriu. — Significa se apresentar e fazer o que for preciso, mesmo quando é difícil pra caramba.
Ele acenou, e então devagar se esticou e pegou as mãos dela. Se segurando, ela puxou, permitindo a ele tempo para passar seu peso e se firmar. Com um ofego doloroso, ele conseguiu ficar de pé, embora tenha colocado pouco peso em seu tornozelo ferido e não parecesse muito firme. Stevie Rae continuou a segurar as mãos dele, lhe dando a chance de se acostumar em ficar de pé, e enquanto isso ela se preocupou que ele fosse desmaiar, e pensou o quão estranho era que suas mãos parecessem tão quentes e tão humanas. Ela sempre pensou em pássaros como frios e duros. Na verdade, ela não gostava muito de pássaros – nunca gostou. As galinhas da mãe dela costumavam a assustar, com sua batida de asas histérica e cacarejos. Ela teve um breve flashback de juntar ovos e de uma galinha gorda e mal humorada tentar bicar ela e errar seu olho por pouco.
Stevie Rae tremeu, e Rephaim soltou as mãos dela. — Você está bem? — ela perguntou, acobertando o constrangimento que apareceu entre eles. Com um gemido, ele acenou. Ela também acenou. — Aguenta aí. Antes de tentar andar, deixa eu ver se consigo achar algo para te ajudar. — Stevie Rae olhou nas coisas para jardim, finalmente pegando uma pá. Ela voltou para Rephaim, medindo a pá contra ele, e com um movimento duro, quebrou o braço da pá e entregou para ele. — Use isso como bengala. Sabe, para tirar um pouco do peso do seu tornozelo ferido. Você pode se inclinar em mim por um tempo, mas quando entrarmos no túnel você vai ter que continuar sozinho, então vai precisar disso.
Rephein pegou a pá dela. — Sua força é impressionante.
Stevie Rae deu de ombros. — É útil.
Rephaim tentou dar um passo para frente, usando a pá para ajudar a carregar seu peso, e foi capaz de andar, embora Stevie Rae tenha visto que causou a ele muita dor. Ainda sim, ele foi para a porta da cabana. Houve uma pausa e ele olhou com expectativa para ela.
— Primeiro, vou envolver isso ao seu redor. Estou contando que ninguém nos veja, mas tem uma chance que uma freira intrometida esteja olhando pela janela, e ela vai me ver ajudando alguém enrolado em um cobertor. Ou pelo menos, é isso que espero.
Rephaim acenou, e Stevie Rae enrolou o cobertor ao redor dele, o posicionando sobre a cabeça dele e colocando ele na frente do seu peito para ele segurar.
— Então o plano é seguinte: você sabe sobre os túneis que estivemos ficando embaixo do depósito no centro, certo?
— Sim.
— Bem, eu meio que fiz uma adição neles.
— Eu não entendo.
— Minha afinidade é com o elemento terra. Eu posso controlar, mais ou menos. Pelo menos alguns aspectos eu posso controlar. Uma das coisas que eu recentemente descobri é que eu posso fazer isso para mover – aumentando os túneis. E eu fiz uma ligação com o depósito e a abadia.
— É esse tipo de poder que o meu pai falou quando comentou sobre você. — Stevie Rae não queria discutir o horrível pai de Rephaim com ele, e ela nem queria pensar sobre porque ele esteve falando sobre ela e seus poderes.
— Yeah, bem, de qualquer forma – eu abri parte de cima do túnel e fiz isso para subir e vir até aqui. Não é muito longe dessa cabana. Vou te ajudar a chegar lá. Quando estiver no túnel quero que o siga até o depósito. Tem abrigo lá, e comida. Na verdade, é bem legal. Você pode melhorar lá.
— E porque o resto dos seus aliados não vai me encontrar naqueles túneis?
— Primeiro, eu vou selar a conexão do depósito com a abadia. Então vou dizer algo aos meus amigos que vai fazer eles ficarem longe dos túneis do depósito por um tempo. E estou esperando que ‘um tempo’ se traduza a tempo o bastante para você melhorar e sair de lá antes deles começarem a aparecer.
— O que você vai dizer a eles que vai impedir que eles entrem nos túneis?
Stevie Rae suspirou e passou a mão por seu rosto. — Vou dizer a verdade. Que existem mais calouros vermelhos – que eles estão escondidos nos túneis do depósito – e que eles são perigosos porque eles não fizeram a escolha do bem sobre o mal.
Rephaim ficou quieto por vários segundos. Finalmente ele disse. — Neferet tinha razão.
— Neferet! Como assim?
— Ela ficava dizendo a meu pai que ela tem aliados entre os calouros vermelhos – que eles podiam ser soldados na causa dela. Esses calouros vermelhos são de quem ela fala.
— Devem ser — Stevie Rae murmurou miseravelmente. — Eu não queria acreditar. Eu queria acreditar que eles eventualmente fariam a coisa certa – escolheriam humanidade ao invés de escuridão. Eles só precisavam de tempo para acertar as coisas em sua cabeça, só isso. Eu acho que estava errada.
— São esses calouros que vão impedir seus amigos de entrarem no túnel?
— Mais ou menos. Na verdade, sou eu que vai manter eles fora. Vou comprar tempo – para você para eles. — Ela encontrou os olhos dele. — Mesmo que eu esteja errada.
Sem dizer mais nada, ela abriu a porta, e saiu, erguendo os braços dele, envolvido nos ombros dela, e os dois saíram na neve. Stevie Rae sabia que Rephaim tinha que estar sentindo uma dor terrível enquanto andavam da cabana em direção ao buraco no chão que ela criou para o túnel. Mas o único som que ele fez era seu arfar. Ele se inclinou pesadamente nela, e Stevie Rae ficou de novo surpresa por quão quente e pela familiaridade do braço de um cara ao redor do ombro dela, misturado com um corpo cheio de penas, que ela estava ajudando a apoiar. Ela continuava olhando ao redor, quase segurando o fôlego temendo que alguém, como o irritante preciso-provar-que-sou-macho Erik, tivesse saído. O sol estava se pondo. Stevie Rae podia sentir ele deixando o céu. Era questão de tempo antes de calouros, vampiros, e freiras começarem a perambular.
— Anda, você está indo muito bem. Você vai conseguir. Temos que nos apressar. — Ela continuou murmurando para ele, encorajando Rephaim e tentando acalmar seus próprios medos culposos. Mas ninguém gritou por eles. Ninguém os encontrou, e em menos tempo do que Stevie Rae tinha antecipado, a abertura do túnel apareceu na frente deles. — Desça, com suas mãos e pés. Não é muito longe. Vou te segurar por quase todo o caminho para ajudar a te firmar.
Rephaim não perdeu tempo ou energia com palavras. Ele acenou, virou, tirou o cobertor de cima dele, e então, enquanto Stevie Rae segurava seu braço bom – feliz que embora ele fosse grande e parecesse forte e sólido, ele pesava menos do que ela – com a ajuda dela ele devagar e dolosamente desapareceu na terra. Stevie Rae seguiu ele. No túnel, Rephaim se inclinou contra a parede de terra, tentando recuperar o fôlego. Stevie Rae desejou que ela pudesse deixar ele descansar ali, mas a sensação em sua nuca estava gritando que os outros iriam acordar e procurar por ela, e encontrar ela com um Corvo Escarnecedor!
— Você tem que continuar. Agora. Saia daqui. Vá por ali. — Ela apontou para a escuridão na frente deles. — Vai ficar muito escuro. Sinto muito sobre isso, mas não tenho tempo para pegar uma lamparina para você. Você fica bem no escuro?
Ele acenou. — Há muito eu prefiro a noite.
— Bom. Siga esse túnel até encontrar um lugar onde ele passe de terra para paredes de cimento. Então vire a direita. Vai ser confuso porque quando mais perto você chegar do depósito, mais túneis tem. Mas permaneça no principal. Ele vai estar iluminado – ou pelo menos eu espero que ainda esteja iluminado. De qualquer forma, se você continuar a seguir em frente, você vai encontrar lanternas e comida e quartos com camas e tudo mais.
— E tem os calouros negros. — Ele não falou como uma pergunta, mas Stevie Rae respondeu.
— Yeah, tem. Enquanto os outros calouros vermelhos e eu estávamos vivendo aqui, eles ficavam longe do túnel principal e dos nossos quartos. Eu não sei o que eles estão fazendo agora que não estamos lá e honestamente não sei o que vão fazer com você. Eu não acho que eles vão querer te comer – você não tem um bom cheiro. Mas não sei dizer com certeza. Eles são — ela pausou, procurando a palavra certa. — Eles são diferentes de mim, do que o resto de nós.
— Eles são todo escuridão. Como eu disse, conheço bem isso.
— Muito bem. Bem, vou acreditar que você vai ficar bem. — Stevie Rae pausou de novo, sem saber o que dizer, e finalmente soltando, — Então, acho que te vejo por aí.
Ele a encarou e não disse nada. Stevie Rae se inquietou. — Rephaim. Você tem que ir. Agora. Não é seguro aqui. Assim que você estiver mais fundo no túnel, vou derrubar essa parte para que ninguém possa te seguir, mas você ainda tem que se apressar.
— Eu não entendo porque você trai sua gente para me salvar — ele disse.
— Não estou traindo ninguém; só não vou matar você! — ela gritou, e então baixou a voz e continuou, — Porque deixar você partir tem que significar que estou traindo meus amigos? Eu não posso só escolher vida ou ao invés de morte? Olha, eu escolhi o bem sobre o mal. Como eu te deixar viver é diferente disso?
— Você não considerou que escolher me salvar é fazer uma escolha pelo que você pode chamar de mal? — Stevie Rae olhou para ele um longo tempo antes de responder.
— Então que isso fique na sua consciência. Sua vida agora é o que você quiser que ela seja. Seu pai se foi. O resto dos Corvos Escarnecedores também se foi. Minha mãe costumava cantar uma canção boba quando eu era criança e eu fazia besteira e acabava ferida. Ela cantava que eu precisava levantar, me limpar, e começar tudo de novo. E é isso que você precisa fazer. Estou te dando uma chance para isso. — Stevie Rae ergueu sua mão. — Então, espero que da próxima vez que nos virmos, não sejamos inimigos.
Rephaim olhou de sua mão esticada para o rosto dela, e de volta a sua mão. Então devagar, quase relutante, ele a apertou. Não um aperto de mão moderno, mas a saudação vampira tradicional. — Eu te devo minha vida, Sacerdotisa. — As bochechas de Stevie Rae estavam quentes.
— Só me chame de Stevie Rae. Eu não me sinto muito como uma Sacerdotisa agora.
Ele curvou sua cabeça. — Então é a Stevie Rae que devo minha vida.
— Faça a coisa certa e eu vou me considerar paga — ela disse. — Merry meet, marry part e merry meet again, Rephaim. — Ela tentou tirar sua mão do aperto dele, mas ele não a soltou.
— Todos são como você? Todos os seus aliados? — ele perguntou. Ela sorriu.
— Nah, eu sou mais estranha do que a maioria. Sou a primeira vampira vermelha, e às vezes eu acho que isso me torna meio que um experimento.
Ainda segurando o braço dela, ele disse, — eu fui o primeiro filho do meu pai.
Embora ele olhasse para ela firmemente, ela não conseguia ler a expressão dele. Tudo que ela viu na luz fraca do túnel era a forma humana de seus olhos e seu brilho vermelho – o mesmo brilho vermelho que assombrava os sonhos dela e as vezes sobrepujava sua própria visão, manchando tudo com escarlate e raiva e escuridão. Ela balançou a cabeça, mais para si mesma do que para ele e disse, — ser o primeiro pode ser difícil.
Ele acenou e finalmente soltou o braço dela. Sem outra palavra, ele virou e desapareceu na escuridão. Stevie Rae contou devagar até 100, então ergueu os braços.
— Terra, eu preciso de você de novo. — Instantaneamente, enchendo o túnel com o cheiro da campina de primavera. Ela respirou profundamente antes de continuar. — Derrube o teto. Encha essa parte do túnel. Feche o buraco que fizestes para mim; feche-o; torne-o sólido de novo, para que ninguém possa passar por aqui. — Ela deu um passo para trás enquanto a terra enchia na frente e acima dela, e então baixou, mudando e solidificando até que não havia nada a não ser uma parede sólida de terra na sua frente.
— Stevie Rae, o que diabos você está fazendo?
Stevie Rae virou, pressionando sua mão por cima do coração. — Dallas! Você me assustou! Droga, eu acho que você me deu um ataque cardíaco de verdade.
— Desculpe. É tão difícil te surpreender que eu pensei que você sabia que eu estava parado aqui. — O coração batendo ainda mais forte, Stevie Rae buscou o rosto de Dallas, tentou encontrar algum sinal que ele tinha sequer uma suspeita de que ela não estava aqui sozinha, mas ele não parecia cheio de suspeitas ou com raiva ou traído – ele só olhava curioso e meio triste. Suas próximas palavras reforçaram que ele não estava aqui a tempo o bastante para ver Rephaim.
— Você selou para impedir que o resto deles venha para a abadia, não foi? — Stevie Rae acenou e tentou não demonstrar a onda de alivio que ela sentia, aparecer em sua voz.
— Yeah. Eu acho que não é inteligente dar um acesso tão fácil as freiras.
— Seria como um aperitivo de velhinhas para eles. — Os olhos de Dallas brilharam travessamente.
— Não seja nojento. — Mas ela não conseguiu se impedir de sorrir para ele. Dallas era realmente adorável. Não apenas ele era o namorado não oficial dela, mas ele também era um gênio com qualquer coisa a ver com eletricidade ou encanamento ou basicamente qualquer coisa que você encontra no depósito. Rindo para ele, ele se moveu mais para perto e puxou um dos seus cachos loiros.
— Não estou sendo nojento. Estou sendo verdadeiro. E você não pode me dizer que você pelo menos não pensou sobre o quão fácil séria morder uma daquelas freiras.
— Dallas! — Ela cerrou os olhos para ele, verdadeiramente chocada com o que ele tinha dito. — Diabos não pensei em comer uma freira! Não soa certo. E como eu te disse antes, não é inteligente pensar sobre comer pessoas. Não é bom para você.
— Hey, relaxe, belezura. Só estou brincando com você. — Ele olhou atrás dela para a parede de terra. — Então, como você vai explicar isso para Zoey e o resto deles?
— Eu vou fazer o que eu provavelmente deveria ter feito a um tempo. Vou dizer a verdade.
— Eu pensei que você queria ficar quieta sobre o resto dos calouros porque achava que eles podem dar a volta por cima e ser como nós.
— Yeah, bem, estou começando achar que eu fiz besteira em algumas das minhas escolhas.
— Muito bem, isso depende de você. Você é nossa Alta Sacerdotisa. Diga a Zoey e aos outros o que você quiser. Na verdade, você pode fazer isso agora mesmo. Zoey acabou de convocar uma reunião no refeitório. Eu vim procurar por você para te dizer.
— Como sabia onde me encontrar? — Ele sorriu para ela e colocou seus braços ao redor dos ombros dela.
— Eu te conheço, belezura. Não foi muito difícil descobrir que você estaria aqui.
Eles começaram a sair do túnel juntos. Stevie Rae envolveu seu braço ao redor da cintura de Dallas. Ela se permitiu inclinar contra ele, feliz por ele ser normal e totalmente como um cara ao lado dela. Era um alívio ter seu mundo de volta para onde ela sabia que era certo. Ela tirou Rephaim da cabeça. Ela ajudou alguém que esteve ferido, só isso. E agora ela tinha acabado com ele. Sério, ele era apenas um Corvo Escarnecedor muito ferido. Quanto problema ele poderia causar?
— Você me conhece, huh? — Ela bateu nele com seu quadril. Ele se pressionou contra ela com mais força.
— Não tanto quanto eu queria te conhecer, belezura. — Stevie Rae riu, ignorando o fato que ela soava meio maníaca em seu esforço de ser normal.
Ela também ignorou o fato de que ela ainda conseguia sentir o cheiro negro de Rephaim em sua pele.

2 comentários:

  1. como eu disse antes isso vai da merda

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  2. O Rephaim está me fazendo gostar dele, tomara que ele não seja "Má notícia" como as Gêmeas dizem.

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