3 de outubro de 2015

Capítulo 16

Nosso abraço foi interrompido por uma irritante risada de Aphrodite no corredor da sala onde ficavam os gatos. Stevie Rae e eu viramos os olhos juntas.
— O que você disse que está fazendo lá trás, e com quem?
Eu suspirei. — Só podemos sair do campus com um acompanhante dos Filhos de Erebus, então esse guerreiro chamado Darius –
— Ele deve ser gostoso se Aphrodite está dando tanto em cima dele.
— Yeah, ele definitivamente é gostoso. De qualquer forma, Darius disse que iria nos escoltar. Ela disse que iria manter ele ocupado para podermos conversar.
— Aposto que isso é um problema para ela — Stevie Rae disse sarcasticamente.
— Por favor – todos sabemos que ela é meio vadia — eu disse.
— Meio?
— Estou tentando ser gentil — eu disse.
— Oh, certo. Ok. Eu, também. Então ela está mantendo esse guerreiro gostoso ocupado para a gente poder conversar.
— Yeah, e –
Mais duas batidas na janela fizeram Stevie Rae e eu olharmos para a Irmã Mary Angela, que disse, — Menos conversa – mais trabalho! — alto o bastante para a gente ouvir através do vidro.
Stevie Rae e eu acenamos abertamente como se tivéssemos medo dela. (uh, quem não tem medo de freiras?)
— Vá até as caixas e pegue todos aqueles ratos cinza e rosa – cheios de erva de gato – e me dá. Eu vou continuar fazendo o inventário — eu disse, segurando o estranho aparato parecido com uma arma que a freira tinha me ensinado a usar. — Vamos conversar enquanto eu conto brinquedos de gato.
— Tudo bem. — Stevie Rae começou a mexer na grande caixa marrom da UPS.
— Então o que você estava dizendo antes sobre novidades? — eu perguntei, passando o rato que ela me entregou como se estivesse jogando um daqueles antigos jogos árcade.
— Oh, yeah! Você não vai acreditar! Kenny Chesney vai vir fazer um show na nova área BOK!
Eu olhei para ela. E olhei mais. E então um pouco mais. Sem dizer nada.
— O que? Você sabe que eu amo Kenny Chesney.
— Stevie Rae — eu finalmente consegui dizer. — Com todas as porcarias que estão acontecendo, eu não sei como você arranja tempo para alimentar sua obsessão com música country nerd.
— Retire isso, Z. Ele não é nerd.
— Ótimo. Eu retiro. Você é a nerd.
— Ótimo — ela disse. — Mas quando eu descobrir como conseguir acesso a Internet lá nos túneis para comprar os ingressos, não me peça um.
Eu balancei a cabeça para ela. — Computadores? Nos túneis?
— Freiras? No Gatos de Rua? — ela respondeu.
Eu respirei fundo. — Ok, você fez seu ponto. As coisas estão estranhas agora. Vamos recomeçar. Como você tem estado? Senti sua falta.
O franzido de Stevie foi imediatamente substituído por um sorriso bobo. — Estou bem. E você? Oh, e eu também senti muito a sua falta.
— Ando confusa e estressada — eu disse. — Me dá alguns daqueles brinquedos de pena púrpura. Eu acho que acabamos com o rato cinza e rosa.
— Bem, tem muitas penas púrpuras, então vamos ficar aqui um tempo. — Ela começou a me dar os grandes e bizarros brinquedos. (Eu definitivamente não iria pegar um desses para Nala – ela provavelmente iria inchar como um daqueles peixes baiacu.) — Então, que tipo de confusão e estresse? As coisas normais ou as novas e melhoradas coisas?
— Novas e melhoradas, é claro. — Eu encontrei os olhos de Stevie Rae e, mantendo a voz baixa, eu disse — Ontem a noite um calouro chamado Stark morreu nos meus braços. — Eu pausei enquanto Stevie Rae recuava, como se o que eu tivesse acabado de dizer a tivesse machucado fisicamente. Mas eu tinha que continuar. — Você faz ideia se ele vai voltar?
Stevie Rae não disse nada por um tempo, e eu deixei ela organizar os pensamentos enquanto me entregava brinquedos dos gatos. Finalmente ela olhou para cima e encontrou meus olhos de novo. — Eu queria poder te dizer que ele vai voltar – que ele vai ficar bem. Mas eu não sei.
— Quanto tempo leva para saber?
Ela balançou a cabeça, parecendo muito frustrada. — Eu não sei! Eu não consigo lembrar. Naquela época, os dias não importavam para mim.
— O que você lembra? — eu perguntei gentilmente.
— Eu lembro de acordar e estar com fome – tanta fome, Zoey. Foi terrível. Eu precisava de sangue. Ela estava lá, ela me deu. — Stevie Rae fez carreta para a memória. — Dela. Eu me alimentei do pulso dela quando eu acordei.
— Neferet? — eu sussurrei o nome.
Stevie Rae acenou.
— Onde você estava?
— Num terrível necrotério. Você sabe, é do lado da escola perto do muro sul e dos pinheiros. Tem aquele negócio da cremação.
Eu estremeci. Eu sabia sobre o negócio da cremação. Todos sabem disso. É para onde supostamente o corpo de Stevie Rae foi.
— E daí o que aconteceu? Quero dizer, depois que você se alimentou?
— Ela me levou para os túneis com o resto dos garotos. Ela costumava nos visitar bastante. Às vezes ela até levava pessoas de rua para a gente comer. — Stevie Rae desviou o olhar, mas não antes de eu ver a dor e a culpa que encheram os olhos dela. Ela era uma alma tão doce – uma garota tão boa – lembrar como era quando ela estava perdendo a humanidade deve ser horrível para ela. — É duro para mim pensar sobre isso, Zoey. E é ainda mais difícil falar sobre isso.
— Eu sei, desculpe, mas é importante. Eu preciso saber o que acontece se Stark voltar.
Stevie Rae olhou para os meus olhos, e de repente a voz dela parecia estranha. — Eu não sei o que vai acontecer. Às vezes nem eu sei o que vai acontecer comigo.
— Mas você está diferente agora. Você Mudou.
A expressão dela se endureceu, e eu vi raiva nos olhos de Stevie Rae. — Yeah, eu Mudei, mas não é tão simples quanto o que acontece com vampiros normais. Eu ainda tenho que escolher minha humanidade, e às vezes essa escolha não é tão preto-e-branco como você acha que seria. — O olhar dela se afiou. — Você disse que o nome do garoto morto é Stark? Eu não lembro de ninguém com esse nome.
— Ele era novo. Ele foi transferido da House of Night em Chicago.
— Como ele era antes de morrer?
— Stark era um garoto legal — eu disse automaticamente, e então parei, percebendo que eu não sabia realmente que tipo de cara ele era, e pela primeira vez eu me perguntei se a atração que eu sentia por ele manchou o jeito que eu o via. Ele admitiu matar o mentor dele – como eu podia ter deixado isso de lado tão facilmente?
— Zoey? O que é?
— Eu estava começando a gostar dele. Realmente gostar dele, mas eu não o conhecia muito bem — eu finalmente disse, de repente relutante em contar tudo sobre Stark a Stevie Rae.
A expressão dela se suavizou, e ela parecia minha melhor amiga de novo. — Se você gosta dele, você vai ter que ir ao necrotério e tirar ele de lá. O mantenha em algum lugar por alguns dias, e veja se ele volta. Se ele voltar, ele vai sentir fome e provavelmente estar um pouco louco quando acordar. Você vai ter que alimentar ele, Zoey.
Eu passei minha mão trêmula pela testa, tirando o cabelo do rosto. — Ok... ok... eu dou um jeito. Eu só tenho que dar um jeito.
— Se ele acordar, traga ele para mim. Ele pode ficar com a gente — Stevie Rae disse.
— Ok — eu repeti, me sentindo sobrepujada. — Não tem muita coisa acontecendo na House of Night agora. É diferente de antes.
— Diferente como? Me conte, e talvez eu possa te ajudar.
— Bem, para uma coisa, Shekinah apareceu na House of Night.
— Esse nome parece familiar. Como se ela fosse importante ou algo assim.
— Ela é muito importante, tipo a líder de todas as Alta Sacerdotisas. E ela acabou com Neferet na frente do Conselho.
— Nossa, eu queria ter visto isso.
— Yeah, foi ótimo, mas meio assustador também. Quero dizer, se Shekinah tem poder o bastante para colocar Neferet no lugar dela – bem, isso é assustador.
Stevie Rae acenou. — Então o que Shekinah disse?
— Você sabe que Neferet fechou a escola, embora tenha terminado com o feriado de inverno e feito todos voltarem.
— Yeah. — Stevie Rae acenou de novo.
— Shekinah reabriu a escola. — Eu me inclinei mais perto de Stevie Rae e baixei ainda mais minha voz enquanto continuei. — E ela cancelou a guerra.
— Ooooh! Eu sei que isso irritou Neferet — Stevie Rae respondeu.
— Absolutamente. Shekinah parece ser legal, ou pelo menos até onde eu sei dizer. Mas você entende o que eu disse sobre ela ser assustadoramente poderosa?
— Yeah, mas também parece que você pode ter alguém do seu lado que é mais importante que Neferet. Ela parou a guerra, o que é uma boa coisa.
— É uma boa coisa, mas Shekinah também quer fazer um ritual de limpeza na escola. Eu vou fazer o ritual. Eu com meu grupo de super dotados calouros. Você sabe: As Gêmeas. Água e fogo – Damien, que é o Sr. Ar – e, em cima de tudo, Aphrodite com a terra, é claro.
— Uh-oh — Stevie Rae disse. — Uhm, Zoey, Aphrodite ainda tem uma afinidade com a terra?
— Absolutamente não — eu disse.
— Ela pode fingir?
— Absolutamente não.
— Ela tentou?
— Yep. A vela verde voou da mão dela. Ela não é apenas menos a terra, ela é menos a terra ao quadrado.
— Droga, isso é uma porcaria. Eu realmente queria ajudar. — Então ela se alegrou. — Hey! Talvez eu possa! E se eu entrar de fininho no ritual e ficar atrás de Aphrodite? Eu aposto que se você se concentrar quando chamar a terra, e eu me concentrar na terra ao mesmo tempo, a vela vai se acender e tudo vai parecer normal.
Eu abri a boca para dizer obrigado mas não obrigado – seria muito fácil ela ser pega e todos descobrirem sobre ela. Mas então eu fechei a boca. O que exatamente seria tão ruim sobre Stevie Rae ser encontrada? Não ser pega entrando de fininho no ritual, é claro, mas apenas descoberta. O quente e familiar sentimento dentro de mim me disse que eu estava no caminho certo (para variar).
— Algo assim pode funcionar.
— Verdade? Você quer me esconder? Ok, só me diga quando e onde.
— E se eu não te escondesse? E se você se mostrasse?
— Zoey, eu amo Damien e tudo mais, mas não sou gay. Eu quero dizer, eu sei que não tenho um namorado oficial a muito tempo, mas eu ainda me sinto meio quente e formigando quando penso sobre o quão fofo Drew Partain é. Você lembra como ele gostava de mim antes de eu morrer e ficar louca?
— Ok, primeiro – sim. Eu lembro que Drew gostava de você. Segundo, você não está morta e louca mais, então ele provavelmente ainda iria gostar de você – se ele soubesse que você está viva. O que me trás para o meu terceiro ponto: Quando eu disse se mostrar, eu não me referi a você ser gay. Eu quis dizer mostrar você. — Eu fiz um pequeno movimento em direção a tatuagem vermelha no rosto dela que ela cuidadosamente escondeu antes de sair em público.
Stevie Rae olhou para mim por um tempo, parecendo chocada. Quando ela finalmente falou, a voz dela soava estrangulada. — Mas eles não podem saber sobre mim.
— Porque não? — eu perguntei calmamente.
— Porque se eles descobrirem sobre mim, eles vão descobrir os outros.
— E?
— Isso seria ruim — ela disse.
— Porque?
— Zoey. Como eu disse antes, eles não são calouros normais.
— Stevie Rae, que diferença faz?
Ela piscou para mim. — Você não entende. Eles não são normais, eu não sou normal.
Eu olhei para ela por muito tempo, considerando o que eu sabia – que Stevie Rae recebeu a humanidade dela de volta, e que eu meio que suspeitava e não queria admitir – que embora ela tivesse a humanidade dela de volta, ela ainda tinha lados negros dentro dela que eu não podia entender.
Eu sabia que tinha que tomar uma decisão. Ou eu confiava nela, ou não. E quando se tratava disso, essa era uma decisão fácil de fazer.
— Eu sei que você não é exatamente como costumava ser, mas confio em você. Eu acredito na sua humanidade, e sempre vou acreditar.
Stevie Rae parecia prestes a chorar. — Tem certeza?
— Totalmente.
Ela respirou fundo. — Ok, então qual seu plano?
— Bem, eu não pensei sobre isso, mas me parece que os vampiros e calouros deveriam saber sobre você e o resto, especialmente agora que um calouro morreu. Não sabemos tudo que queríamos sobre isso, mas temos certeza que Neferet de alguma forma cria vocês, ou pelo menos abre uma porta estranha para vocês serem criados, certo?
— Eu acho que sim. A verdade é, eu ainda me preocupo que os calouros possam ser controlados, ou pelo menos influenciados por ela, embora eles sejam diferentes agora e ela nós deixou em paz.
— Então não faz sentido que é ruim Neferet ser a única vampira adulta a saber sobre vocês? Especialmente se ela pode ter algum tipo de controle sobre vocês? Especialmente agora que pode haver um novo calouro vermelho pronto para acordar? — E então outra ideia me atingiu. — Stark tem um dom. Ele nunca erra o que mira com o arco e flecha. E eu digo nunca.
— Ela com certeza irá querer usar ele — Stevie Rae disse. — Antes da minha Mudança, ela com certeza estava usando os outros, ou pelo menos tentando. — Ela parecia apologética. — Eu sinto muito por não poder lembrar das coisas que aconteceram antes de eu Mudar, e o resto do pessoal diz que a memória deles não é muito boa também. Eu só posso adivinhar a maior parte das coisas.
— Bem, pelo pouco que eu vi, era óbvio que Neferet não iria fazer nada bom.
— Nenhuma surpresa nisso, Z — ela disse.
— Eu sei. Mas isso nos traz de volta sobre os outros vampiros saberem sobre vocês. Se vocês aparecerem, será mais difícil Neferet usar vocês para o plano de dominar o mundo dela.
— Ela tem um plano assim?
— Eu não sei. Soa como algo que ela pode planejar.
— Verdade — Stevie Rae disse.
— Então? O que você acha?
Ela não respondeu por um tempo, e eu mantive a boca fechada e deixei ela pensar. Isso era importante. Até onde a gente sabia, Stevie Rae e os calouros vermelhos eram algo que nunca existiu antes. Se Stark não morresse, se ele acordasse como um calouro vermelho, Stevie Rae seria a primeira da nova raça de vampiros, e ser a primeira em algo é uma séria responsabilidade. Eu definitivamente sabia disso.
— Eu acho que você pode ter razão — ela finalmente disse em uma voz que era mais alta que um sussurro. — Mas estou assustada. E se os vampiros normais acharem que somos aberrações?
— Você não é uma aberração — eu disse mais convincentemente do como eu me sentia. — Eu não vou deixar nada acontecer com você ou eles.
— Promete?
— Prometo. Além do mais, é uma questão de ser a hora perfeita. Shekinah é mais poderosa que Neferet, e tem vários guerreiros Filhos de Erebus pela escola.
— E como isso me ajuda?
— Se Neferet surtar, eles podem lidar com ela.
— Zoey, eu não quero que você use isso como desculpa para pegar Neferet abertamente — Stevie Rae disse, parecendo de repente pálida.
As palavras dela me deram uma onda de choque. — Eu não estou! — eu disse muito alto, então continuei numa voz mais baixa. — Eu não iria te usar assim.
— Eu não quis dizer que você fez isso de propósito para pegar Neferet. Eu só quis dizer que eu não acho esperto você, ou qualquer um de nós, ser contrário a ela tão abertamente, e eu não acho que importa tanto que os Filhos de Erebus e Shekinah estarem aqui. Tem algo mais acontecendo com Neferet do que a loucura normal. Eu sei dentro de mim. Eu não posso lembrar do que eu sei, mas ela é perigosa. Realmente, realmente perigosa. Algo básico foi mudado nela, e essa mudança não é uma boa coisa.
— Eu queria que você conseguisse lembrar o que aconteceu com você.
Stevie Rae fez uma careta. — Eu também, às vezes. E as vezes eu realmente, realmente ficou feliz por não poder. O que aconteceu comigo não foi bom, Zoey.
— Eu sei — eu disse solenemente.
Contamos brinquedos de gatos silenciosamente por um tempo, as duas perdidas em pensamentos de morte e escuridão. Eu não podia me impedir de pensar sobre o quão horrível foi quando Stevie Rae morreu nos meus braços – e então como foi um pesadelo a luta que foi quando ela estava morta viva e lutando para não perder a humanidade completamente. Eu olhei para ela e vi que ela estava mordendo o lábio nervosamente enquanto pegava mais brinquedos de pena púrpura na caixa. Ela parecia assustada e jovem e, apesar dos poderes e responsabilidades dela, muito vulnerável.
— Hey — eu disse suavemente. — Vai ficar tudo bem. Eu prometo. Nyx tem que estar trabalhando nisso.
— O que significa que a deusa está do nosso lado?
— Exato. Então amanhã à meia-noite vamos fazer o ritual de limpeza no muro leste. — Eu não precisei acrescentar que era um lugar de poder assim como um lugar de morte. — Acha que pode entrar no campus e ficar por perto até eu chamar a terra para o círculo?
— Yeah — ela disse relutantemente, claramente 100% concordando comigo ainda. — Então se eu for, você acha eu deveria trazer os outros comigo?
— Você decide sobre isso. Se você acha que trazer eles é melhor, então sou a favor.
— Eu tenho que pensar. E tenho que falar com eles.
— Ok, sem problemas. Eu confio no seu julgamento em você decidir vir e se decidir trazer os calouros.
Ela sorriu para mim. — É muito bom ouvir você dizer isso, Z.
— Eu falei sério. — Então – porque embora ela tivesse sorrido para mim, ela ainda parecesse preocupada e indecisão sobre o que fazer – eu temporariamente mudei de assunto enquanto ela pensava sobre isso. — Hey, quer saber um pouco mais sobre meu novo e melhorado estresse?
— Definitivamente.
— Quando acabarmos aqui, eu tenho que voltar para aula, e já que meu horário mudou esse semestre, eu tenho que ir para a aula de teatro hoje, que vai ser ensinada pelo sempre popular, que me odeia, novo professor na House of Night: Erik Night.
— Uh-oh — Stevie Rae disse.
— Yeah, eu não estou exatamente esperando um 10.
— Mas tem um jeito dele te dar um 10 — ela disse, rindo travessamente.
— Nem começa. Eu parei com os ex. Acabada. Fim. Eu aprendi minha lição. Além do mais, é realmente nojento você dizer para mim trocar sexo por um 10.
— Não, Z. Eu não estava falando sobre você transar com Erik por um 10. Eu estava falando sobre você dar a ele um grande bordado vermelho 10 por sua camiseta.
— Huh? — eu disse, sem noção como sempre.
Ela suspirou. — Como em Na Carta Escarlate. A heroína tem que usar na camiseta dela porque ela faz besteira. Você precisa ler mais, Zoey.
— Oh, yeah. E obrigado pela linda analogia. Me fez sentir tão bem melhor.
— Não fique brava. — Ela jogou um brinquedo de penas em mim. — Estava só brincando.
Eu ainda estava franzindo para ela quando o celular dela tocou. Stevie Rae olhou para o número e suspirou. Ela olhou rapidamente para Irmã Mary Angela, cuja cabeça estava na frente do computador, e então respondeu. — Hey, Vênus, e aí? — Ela soava propositalmente animada. Houve uma pausa enquanto ela ouvia, no qual a felicidade dela sumiu. — Não! Eu te disse que iria voltar logo e daí íriamos conseguir algo para comer. — Outra pausa – mais franzidos – e ela disse, meio que se afastando de mim e baixando a voz, — Não! Eu disse que iríamos conseguir algo para comer e não alguém para comer. Vocês se comportem. Eu volto daqui a pouco. Tchau.
Stevie Rae virou com um falso sorriso no rosto preocupado dela. — Então, o que você estava dizendo?
— Stevie Rae, por favor, me diga que eles não estão comendo uma pessoa.

Um comentário:

  1. UAHUSAHU REALMENTE A ZOEY DEVIA BORDAR UM "A" NA BLUSA DELA, COMO EM "A LETRA ESCARLATE", SERIA HILÁRIO AUSHUAH

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!