2 de outubro de 2015

Capítulo 15

Tudo aconteceu rápido depois disso, mas para mim pareceu estar acontecendo com outra pessoa que temporariamente tinha tomado meu corpo. Neferet imediatamente assumiu. Ela ajudou Aphrodite e eu e decidiu (infelizmente) que eu era a única forte o bastante para voltar com eles até o corpo. Ela chamou Dragon Lankford, que apareceu armado. Eu ouvi Neferet checando com Dragon sobre quais guardiões tinham voltado das férias. Pareceu que segundos depois dois altos, e musculosos vampiros apareceram. Eu os reconheci vagamente. Tinha sempre vampiros adultos indo e vindo para a escola. Eu aprendi cedo que a sociedade vampira era matriarcal, o que sigifica que as mulheres mandam. Mas não significa que vampiros homens não são respeitados. Eles são. É só que os dons deles são mais físicos e o das mulheres são mais intelectuais e intuitivos. Para resumir, vampiros homens são incríveis guerreiros e protetores. Aqueles dois mais Dragon e Loren me fizeram sentir um zilhão de vezes mais segura.
Isso não significava que eu estava ansiosa para levar eles até o corpo da professora Nolan. Entramos num SUV da escola e voltamos pelo caminho que eu tinha seguido até a escola. Com a mão trêmula eu apontei para o ponto onde eu tinha parado do lado da rua. Dragon estacionou a SUV.
— Eu estava passando por aqui quando Aphrodite disse que sentia algo errado — eu comecei nossa enorme mentira. — Não podíamos ver muito daqui. — Meus olhos passaram pela parte escura da área perto da porta escondida. — Eu me senti estranha também, então decidimos ver o que estava errado. — Eu respirei fundo. — Eu acho que pensei que havia um garoto que estava tentando voltar para o dormitório, mas não podia encontrar a porta. — Eu engoli claramente a aperto na garganta. — Então nos aproximamos do muro e pudemos ver que tinha algo ali. Algo terrível. E – e eu senti o cheiro de sangue. Quando percebemos o que era – que era a professora Nolan – fomos direto para vocês.
— Você pode ir lá de novo, ou prefere ficar aqui e esperar por nós? — A voz de Neferet era gentil e compreensiva, e eu desejei com tudo dentro de mim que ela ainda fosse um dos caras do bem.
— Eu não quero ficar sozinha — eu disse.
— Então você vem comigo — ela disse. — Os guerreiros vão nos proteger. Você não tem nada a temer, Zoey.
Eu acenei e fui para a SUV. Os dois guerreiros, Dragon e Loren, protegeram Neferet e eu. Pareceu levar só alguns segundos para atravessar a grama e poder cheirar – ver o corpo crucificado. Eu senti meus joelhos tremerem quando o horror do que havia sido feito a ela se registrou nos meus sentidos já chocados.
— Oh, graciosa deusa! — Neferet arfou. Ela se moveu para frente até alcançar a cabeça estacada. Eu vi ela acariciar o cabelo da professora Nolan e então colocar a mão na testa da mulher morta. — Encontre paz, minha amiga. Descanse nas campinas com nossa deusa. É lá que todos nós, um dia, iremos nos encontrar de novo.
Quando senti meus joelhos cederem eu senti mãos fortes me segurando pelo cotovelo.
— Você está bem. Você vai superar isso.
Eu olhei para cima para Loren e tive que piscar com força para me focar nele. Ele continuou me segurando, mas tirou de um dos bolsos um daqueles antigos canivetes. Foi quando eu notei que estava chorando.
— Loren, leve Zoey de volta para o dormitório. Ela não pode fazer mais nada aqui. Assim que ela estiver bem protegida, eu vou chamar a polícia humana — Neferet disse, e virou seu olhar para Dragon. — Chame os outros guerreiros para cá agora. — Dragon abriu o celular e começou a fazer ligações. Então Neferet virou sua atenção para mim. — Eu sei que isso foi uma coisa terrível para você ver, mas estou orgulhosa que você tenha sido tão forte para passar por isso.
Eu não consegui fazer minha voz funcionar, então apenas acenei.
— Vamos para casa, Zoey. — Loren murmurou.
Enquanto Loren me ajudava a voltar para a SUV uma chuva fria começou a cair suavemente ao redor de nós. Eu olhei para trás por cima dos ombros e vi que estava lavando o sangue da professora Nolan como se a própria deusa estivesse chorando a perda dela.
Em todo caminho de volta para a escola Loren ficou falando comigo. Eu não lembro o que ele dizia. Eu só sei que ele estava me dizendo que tudo ia ficar bem naquela voz linda e rica. Eu podia sentir ela se envolver ao meu redor tentando me manter quente. Ele estacionou e me levou pela escola, ainda segurando meu braço com força. Quando ele deu a volta que nos levava para o salão de jantar ao invés do dormitório eu olhei questionadoramente para ele.
— Você precisa comer e beber algo. Então você precisa dormir. Eu vou me certificar que você tenha os dois primeiros antes da segunda. — Ele pausou e sorriu tristemente. — Embora você pareça estar pronta para desmaiar.
— Eu não estou com fome — eu disse.
— Eu sei, mas comer vai fazer você se sentir melhor. — As mãos dele deslizaram do meu cotovelo para segurar a minha mão. — Me deixe cozinhar para você, Zoey.
Eu deixei ele me levar até a cozinha. A mão dele era quente e forte, e eu percebi que ela estava começando a soltar a forte dormência que tinha se apossado de mim.
— Você pode cozinhar? — eu perguntei a ele, me agarrando a qualquer assunto que não fosse morte e horror.
— Sim, mas não bem — ele riu, parecendo como um lindo garotinho.
— Isso não parece muito promissor — eu disse. Eu me senti sorrir, mas parecia um sorriso duro e constrangedor, como se eu tivesse esquecido como sorrir.
— Não se preocupe, vou ser gentil com você. — Ele me puxou para um banco no canto da cozinha e pegou uma longa faca que estava no centro da enorme cozinha. — Senta — ele ordenou.
Eu fiz o que ele disse, aliviada por não ter mais que ficar de pé. Ele virou para os armários e começou a tirar coisas deles e andou até a geladeira (mas não a que eles mantinham o sangue.)
— Aqui, beba isso. Devagar.
Eu pisquei surpresa para a enorme taça de sangue. — Eu não gosto –
— Você vai gostar desse vinho. — Os olhos negros dele seguraram os meus. — Confie em mim e beba.
Eu fiz o que ele me disse. O gosto explodiu em minha língua, mandando faíscas de calor pelo meu corpo. — Tem sangue nele! — eu arfei.
— Tem. — Ele estava fazendo um sanduíche e nem olhou para mim. —É como vampiros bebem vinho – misturado com sangue. — Ele olhou para cima e então encontrou meus olhos. — Se você não gosta do sangue, eu pego outra coisa para você beber.
— Não, está tudo bem. Eu bebo esse — eu dei outro gole, me forçando a não beber tudo de uma vez.
— Eu tive o pressentimento que você não teria problemas com ele.
Meus olhos encontraram os dele. — Porque você achou isso? — Eu podia sentir minha força assim como meu senso voltando para mim enquanto o maravilhoso sangue parecia se espalhar no meu corpo.
Ele continuou fazendo o sanduíche e deu nos ombros. — Você teve um Imprint com um garoto humano, não teve? Foi como você foi capaz de encontrar e resgatar ele do serial killer.
— Yeah.
Quando eu não disse mais nada ele olhou para mim e sorriu. — Foi o que eu pensei. Às vezes a gente tem um Imprint acidental.
— Novatos não. Nem deveríamos beber sangue humano — eu disse.
O sorriso de Loren era quente e cheio de apreciação. — Você não é uma novata normal, então as regras normais não se aplicam a você. — O olhar dele segurou o meu e parecia que ele estava falando de muito mais coisas do que beber acidentalmente sangue humano.
Ele me fez sentir frio e calor – assustada mas totalmente adulta e sexy – tudo ao mesmo tempo.
Eu mantive minha boca fechada e voltei a beber o sangue com vinho. (Eu sei que soa completamente nojento, mas era delicioso.)
— Aqui, coma isso. — Ele passou o prato para mim que tinha um sanduíche de presunto e queijo que ele tinha feito pra mim. — Espera, você precisa de um pouco disso também. — Ele procurou num armário até que fez um pequeno “ahhá!” e me entregou um grande saco de Doritos com sabor queijo.
Eu sorri. Dessa vez minha boca pareceu mais natural fazendo isso. — Doritos! Isso é perfeitol — Eu dei uma enorme mordida e eu percebi que estava faminta. — Você sabe, eles não gostam que calouros comam comida porcaria como essa.
— Como eu disse — Loren deu um sorriso devagar e sexy para mim de novo — você não é como o resto dos calouros. E acontece que eu acredito que algumas regras são feitas para serem quebradas. — Os olhos dele passaram dos meus olhos para os brincos de diamante que estavam na minha orelha. 
Eu senti meu rosto ficando quente, então eu voltei a prestar atenção na comida, olhando apenas de vez em quando para ele. Loren não fez um sanduíche para ele, mas serviu uma taça de vinho que estava bebendo devagar enquanto me observava comer. Eu estava me aprontando para dizer a ele que ele estava me deixando nervosa quando ele finalmente disse algo.
— Desde quando você e Aphrodite são amigas?
— Não somos — eu disse dando uma mordida no sanduíche (que estava muito bom – então ele é ridiculamente lindo, sexy, inteligente, e sabe cozinhar!). — Eu estava voltando para a escola e vi ela andando. — Eu levantei um ombro como se tivesse cansado dela. — Eu achei que era parte do meu trabalho como a líder das Filhas das Trevas ser gentil, mesmo para ela. Então eu dei a ela uma carona.
— Estou um pouco surpreso por ela ter aceito a sua carona. Vocês duas não são inimigas juradas?
— Tanto faz! Inimigas juradas? Eu nem penso nela. — Eu queria poder contar a Loren a verdade sobre Aphrodite. Na verdade, eu odiava mentir (eu não sou muito boa nisso, embora eu pareça estar melhorando com a prática). Mas mesmo quando pensei em contar a verdade a Loren, eu tive o pressentimento que eu não deveria dizer nada para ele. Então eu sorri e mordi meu sanduíche e basicamente tentei me focar no fato de estar me sentindo menos como a Noite dos Mortos Vivos.
O que me lembrou da professora Nolan. Eu soltei o sanduíche meio comido e bebi mais vinho.
— Loren, quem pode ter feito aquilo com a professora Nolan?
A expressão do lindo rosto dele escureceu. — Eu acho que a citação deixa bem óbvio.
— Citação?
— Você não viu o que estava escrito no papel que eles empalaram nela?
Eu balancei a cabeça, me sentindo fraca de novo. — Eu sei que tinha algo escrito no papel, mas não olhei o suficiente para poder ler.
— Dizia, “Não permitirás que viva uma feiticeira. Êxodo 22:18.” E ARREPENDA-SE foi escrito várias vezes.
Algo passou pela minha memória e senti uma queimação começar dentro de mim que não tinha nada a ver com o sangue no meu vinho. — As Pessoas de Fé.
— É o que parece. — Loren balançou a cabeça. — Eu me pergunto o que as sacerdotisas estavam pensando quando decidiram comprar esse lugar para instalar a House of Night aqui. Parece que estavam pedindo por problemas. Tem poucas partes do país onde as pessoas tem a mente tão pequena e falam sobre o que chamam de suas crenças religiosas. — Ele balançou a cabeça e parecia realmente irritado. — Embora eu não entenda adorar um deus que denigra as mulheres e cuja “Verdadeira crença” parece não aceitar qualquer um que acredite no que eles acreditam.
— Nem todos são assim em Oklahoma — eu disse firmemente. — Tem também um forte sistema de crenças Nativo Americanas, e muitas pessoas normais que não caem na estúpida crença das Pessoas da Fé.
— Independentemente, são as Pessoas da Fé que tem mais voz.
— Só porque eles tem a maior boca não significa que eles estejam certos.
Ele riu e seu rosto relaxou. — Você está se sentindo melhor.
— Yeah, eu acho que sim. — Eu bocejei.
— Melhor, mas exausta, eu aposto — ele disse. — Hora de ir para o seu dormitório de volta para cama. Você precisa descansar e se preparar para o que está por vir.
Eu senti uma onda de medo no meu estômago, e desejei não ter comido tanto salgadinho. — O que vai acontecer?
— Já faz décadas desde que houve um ataque aberto dos humanos aos vampiros. Isso muda as coisas.
Eu podia sentir o medo se expandido. — Muda as coisas? Como?
Loren me olhou nos olhos. — Não iremos sofrer um insulto sem devolver o insulto. — A expressão dele era dura, e de repente ele parecia mais guerreiro do que poeta, mais vampiro do que humano. Ele parecia poderoso e perigoso e exótico e mais do que um pouco assustador. Ok, honestamente ele era a coisa mais gostosa que eu já tinha visto.
Então, como se tivesse percebido que disse demais, ele sorriu e andou para ficar perto de mim. — Mas você não precisa se preocupar com nada disso. Em 24 horas a escola ficará cheia da elite de vampiros guerreiros, os Filhos do Erebus. Nenhum humano fanático irá nos tocar de novo.
Eu franzi, me preocupando com as consequências de aumentar a segurança. Como diabos eu ia sair sozinha com uma bolsa de sangue para Stevie Rae com um zilhão de guerreiros cheio de testosterona andando por aí e sendo super protetores?
— Hey, você ficará segura. Eu prometo. — Loren pegou meu queixo e levantou meu rosto.
Nervosa antecipação fez minha respiração ficar mais rápida e meu estômago flutuar. Eu tentei tirar ele da minha mente, tentei não pensar no beijo dele e do jeito que o meu sangue batia quando ele olhava para mim, mas a verdade era que mesmo sabendo o quanto machucaria Erik estar com Loren, e com o estresse de Stevie Rae e Aphrodite e o horror do que tinha acontecido com a professora Nolan, eu ainda podia sentir os lábios dele nos meus. Eu queria que ele me beijasse de novo e de novo.
— Eu acredito em você. — Eu sussurrei. Naquele momento, eu juro que teria acreditado em qualquer coisa que ele me dissesse.
— Estou feliz em ver que você está usando meus brincos.
Antes de poder dizer qualquer coisa, ele se curvou e me beijou, um beijo longo e profundo. A língua dele encontrou a minha e eu podia sentir o vinho e uma sedutora pista de sangue na boca dele. Depois do que pareceu ser muito tempo ele tirou sua boca da minha. Os olhos dele estavam escuros e ele respirava com dificuldade.
— Eu preciso levar você de volta ao dormitório antes que tente te manter ao meu lado para sempre — ele disse.
Eu usei toda o brilhantismo da minha mente para conseguir dizer, — Ok.
Ele pegou meu braço de novo, como ele tinha me apoiado quando chegamos aqui. Dessa vez o toque dele era quente e íntimo. Nossos corpos se tocavam enquanto andávamos pelas manhã até o dormitório das garotas. Ele me fez subir as escadas e abriu a porta. A grande sala estava deserta. Eu olhei para o relógio e mal podia acreditar que já passava das 9 da manhã.
Loren ergueu minha mão rapidamente para sua boca, a beijando antes de soltar. — Mil vezes boa noite. Mil vezes o pior, a te querer a luz. Amor passa por amor assim como garotos passam por seus livros, mas amor por amor, passa pela escola com um olhar pesado.
Eu mal reconheci as falas de Romeu e Julieta. Ele estava dizendo que me amava? Meu rosto corou com o nervosismo e excitação.
— Tchau — eu disse suavemente. — Obrigado por cuidar de mim.
— Foi um prazer, minha senhora — ele disse. — Adeus. — Ele se curvou para mim, colocando o punho por cima do coração da forma respeitosa que os vampiros faziam uma saudação de um guerreiro a uma Alta Sacerdotisa, e então ele foi embora.
Em uma onda de choque e me sentindo leve pelo beijo de Loren, eu praticamente tropecei nas escadas enquanto ia para meu quarto. Eu pensei em ir ver Aphrodite, mas eu estava na beira de uma exaustão total e só havia uma coisa que eu tinha energia o suficiente para fazer antes de desmaiar. Primeiro, eu busquei no lixo as duas metades do horrível cartão de aniversário que minha mãe e meu padrasto-perdedor me mandaram.
Eu senti uma onda de enjoo no estômago quando juntei as duas metades e vi que lembrava certo. Era uma cruz com um bilhete nela. Sim. Eu lembrei mais cedo com o que tinham feito a professora Nolan.
Antes de poder mudar de ideia, eu tirei meu celular, e respirando fundo, disquei o número. Minha mãe atendeu no terceiro toque.
— Alô! É uma linda manhã! — ela disse alegre. Claramente ela não tinha visto o identificador de chamada.
— Mãe, sou eu.
Como esperado, o tom dela mudou instantaneamente. — Zoey? O que aconteceu agora?
Eu estava cansada demais para brincar dos nossos joguinhos de mãe e filha como sempre.
— Onde John estava ontem à noite?
— Como assim, Zoey?
— Mãe, eu não tenho tempo para essa porcaria. Só me diga. Depois que vocês dois saíram da Utica Square, o que vocês fizeram?
— Eu não acho que gosto do seu tom, mocinha.
Eu segurei a vontade de gritar de frustração. — Mãe, isso é importante. Muito importante. Como em vida ou morte.
— Você é sempre tão dramática — ela disse. Então deu uma pequena risada nervosa e falsa. — Seu pai veio para casa comigo, é claro. Assistimos um jogo de futebol na TV e fomos dormir.
— Que horas ele saiu para o trabalho de manhã?
— Que pergunta boba! Ele saiu cerca de uma hora e meia atrás, como sempre. Zoey, do que isso se trata?
Eu hesitei. Eu podia contar a ela? O que Neferet tinha dito sobre chamar a polícia? Certamente o que tinha acontecido com a professora Nolan ia sair em todos os jornais mais tarde. Mas ainda não. Não agora. E eu sabia muito bem que não podia confiar em minha mãe para manter nada em segredo.
— Zoey? Você não vai me responder?
— Só apenas assista o noticiário. Você vai saber do que se trata — eu disse.
— O que você fez? — Eu percebi que ela não parecia preocupada ou chateada, apenas resignada.
— Nada. Não fui eu. É melhor você olhar mais perto de casa para quem fez o que. E lembre-se, eu não vivo mais na sua casa.
A voz dela se tornou amarga. — É verdade. Você certamente não vive. Eu nem sei porque você está ligando para cá. Você e sua odiosa avó não disseram que não iam mais falar comigo?
— Sua mãe não é odiosa — eu disse automaticamente.
— Ela é para mim! — Minha mãe surtou.
— Esquece. Você tem razão. Eu não deveria ter ligado. Tenha uma boa vida mãe — Eu disse, e então desliguei.
Minha mãe estava certa sobre uma coisa. Eu nunca deveria ter ligado para ela. O cartão foi provavelmente apenas uma coincidência. Quero dizer só tem cerca de um zilhão de lojas especializadas em religião em Tulsa e Broken Arrow. Todos eles tem esses cartão idiotas. E todos parecem a mesma coisa – ou patos e ondas lavando as pegadas de areia na praia, ou uma cruz e sangue e unhas. Necessariamente não significa nada. Significa?
Minha mente sentiu a tontura quando o meu estômago ficou enjoado. Eu precisava pensar, e não podia pensar enquanto estivesse tão cansada. Eu ia dormir e então tentar descobrir o que deveria fazer. Ao invés de jogar o cartão fora, eu coloquei os dois pedaços na minha gaveta. Então tirei minhas roupas e coloquei meu pijama confortável. Nala já estava roncando no meu travesseiro. Eu deitei perto dela, fechei os olhos, forcei minha mente a se clarear da horrível imagem e perguntas não faladas, e ao invés disso me concentrei na minha gata roncando até que finalmente cai no sono, exausta.

4 comentários:

  1. MDS estou abismada foi o Jhon aquele aborto AFF maldito bastardo

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  2. Stive Rae eu morro com seus comentarios vc é hilaria ....kkkkkkk aquele aborto me matou aki.....#Amoleroscomentarios

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  3. Certeza que foi aquele resto de aborto do John, ele falou pra Zoey no aniversário dela, esse estrume!

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  4. humm eu acho q foi a Neferet

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