1 de outubro de 2015

Capítulo 13

O gosto explodiu na minha boca. Quando minha saliva tocou a ferida superficial o sangue dele começou a fluir mais rapidamente, e com um gemido que eu mal reconheci como meu, eu abri minha boca e pressionei meus lábios contra a pele dele, lambendo a deliciosa linha escarlate. Eu senti os braços de Heath passarem ao meu redor enquanto os meus se envolviam ao redor dos ombros dele para poder segurar ele mais firmemente contra a minha boca. A cabeça dele foi para trás e eu o ouvi gemer “sim.” Uma das mãos dele segurou minha bunda e a outra foi para debaixo do meu suéter para apertar meu seio.
O toque dele só fez tudo ficar melhor. Calor viajando através do meu corpo, me colocando em chamas. Como se outra pessoa estivesse controlando meus movimentos, minha mão deslizou do ombro de Heaht, pare o seu peito, para esfregar o duro membro que estava na frente dos jeans dele. Eu suguei o pescoço dele. Ideias racionais saíram da minha mente. Tudo o que eu podia fazer era sentir e provar e tocar. Em algum lugar na profundeza da minha mente eu sabia que estava reagindo num nível que era quase animalesco em sua necessidade e ferocidade, mas eu não me importei. Eu queria Heath. Eu o queria como nada mais que eu queria na vida.
— Oh, Deus, Zo, sim — ele arfou e seus quadris começaram a se mexer junto com a minha mão.
Alguém bateu na janela do lado do passageiro. — Hey! Vocês não podem ficar se agarrando aqui!
A voz do homem passou por mim, cortando o calor que estava crescendo dentro de mim. Eu vi um deslumbre do uniforme do guarda de segurança, e comecei a me afastar de Heath, mas ele colocou minha cabeça no lado do seu pescoço e virou seu corpo para que o guarda, que obviamente estava parado do lado de fora da porta do passageiro, não pudesse me ver muito bem, e para que o sangue que estava pingando do pescoço de Heath ficasse complemente escondido.
— Vocês garotos me ouviram! — O cara gritou. — Saiam daqui antes de eu pegar o nome de vocês e ligar para seus pais.”
— Sem problemas, senhor — Heath gritou naturalmente. Incrivelmente, ele soava perfeitamente normal, só um pouco sem ar. — Estamos indo embora.
— É melhor. Estou de olho em vocês dois. Droga de adolescentes... — ele murmurou enquanto ele se afastava.
— Ok, ele está longe o bastante para não conseguir ver o sangue — Heath disse enquanto relaxou seu aperto em mim.
Instantaneamente eu me afastei, me pressionando contra a porta, o mais longe possível de Heath que eu pudesse. Com mãos trêmulas eu abri minha bolsa e peguei um lenço entregando para ele, sem o tocar.
— Pressione isso contra o seu pescoço para parar de sangrar.
Ele fez o que eu disse.
Eu abri minha janela, colocando minhas mãos juntas, e respirando o ar puro profundamente, tentando bloquear o cheiro do sangue de Heath da minha mente.
— Zoey, olhe para mim.
— Eu não posso, Heath. — Eu engoli as lágrimas que queimavam na minha garganta. — Por favor vá embora.
— Não até você me olhar e ouvir o que eu tenho para te dizer.
Eu virei a cabeça e olhei para ele. — Como diabos você pode estar tão calmo e parecendo tão normal?
Ele ainda estava pressionando o lenço contra o seu pescoço. O rosto dele estava corado e o cabelo dele estava bagunçado. Ele sorriu para mim, e eu não achei que algum dia vi alguém que parecia tão adorável.
— Fácil, Zo. Ficar com você é totalmente normal para mim. Você me deixa louco a anos.”
Eu tive a toda a eu-não-estou-pronta-para-transar-com-você conversa com ele quando tinha quinze anos e ele tinha quase 17. Ele disse naquela época que entendia e estava disposto a esperar – é claro isso não significa que nós não tenhamos ficado de forma pesada – mas o que tinha acabado de acontecer no carro foi diferente. Foi mais quente. Eu sabia que se eu me permitisse continuar a ver ele eu não seria uma virgem por muito mais tempo, e não porque Heath fosse me pressionar. Seria porque eu não seria capaz de controlar minha ânsia por sangue. A ideia me assustava tanto quanto me fascinava. Eu fechei os olhos e esfreguei minha testa. Eu estava ficando com dor de cabeça. De novo.
— O seu pescoço dói? — Eu perguntei, espiando ele através dos meus dedos como se estivesse vendo um filme de luta idiota.
— Não. Estou bem, Zo. Você não me machucou nem um pouco. — Ele se inclinou e puxou minha mão da frente do meu rosto. — Tudo ficará bem. Pare de se preocupar tanto.
Eu queria acreditar nele. E, de repente eu percebi, que eu também queria ver ele de novo. Eu suspirei. — Eu vou tentar. Mas eu realmente tenho que ir. Eu não posso me atrasar de volta para a escola.
Ele colocou minha mão nele. Eu podia sentir o pulsar do sangue dele, e sabia que ele estava pulsando com meu próprio coração, como se eu e ele tivéssemos ficando internamente sincronizados. — Me prometa que você vai me ligar — ele disse.
— Eu prometo.
— E você vai me encontrar aqui de novo essa semana.
— Eu não sei quando posso vir. Nessa semana vai ser difícil para mim.
Eu esperei que ele discutisse comigo, mas ele apenas acenou e apertou minha mão. — Ok, eu entendo. Viver 24 horas por dia na escola é provavelmente uma droga. Que tal isso: Sexta jogamos contra a Jenks em casa. Você poderia me encontrar na Starbucks depois do jogo?
— Talvez.
— Você vai tentar?
— Sim.
Ele riu e se inclinou para me dar um rápido beijo. — Essa é a minha Zo! Te vejo sexta. — Ele saiu do carro e antes de fechar a porta se abaixou e disse, — Eu amo você, Zo.
Enquanto dirigi para longe eu pude ver ele pelo meu espelho retrovisor. Ele estava parado no meio do estacionamento, o lenço pressionado contra o seu pescoço, dando tchau para mim com um aceno.
— Você não tem ideia do que está fazendo, Zoey Redbird — eu disse alto para mim mesma enquanto o céu cinza se abria e derramava chuva por cima de tudo.
Era 14:35 quando eu entrei de fininho de volta para nosso quarto. O fato de eu estar com o tempo curto foi na verdade bom. Não me deu a chance de pensar demais no que eu tinha que fazer. Stevie Rae e Nala ainda estavam dormindo. Na verdade, Nala tinha abandonado minha cama vazia e estava empoleirada ao lado da cabeça de Stevie Rae no travesseiro dela, o que me fez sorrir. (A gata era uma notária abraçadora de travesseiros.) Silenciosamente eu abri a gaveta da minha mesa do computador e agarrei o telefone descartável de Damien, junto com o pedaço de papel onde escrevi o numero do FBI, e então fui para o banheiro.
Eu respirei fundo algumas vezes, me acalmando, lembrando do conselho de Damien: Seja rápida. Soe um pouco irritada, e meio louca, mas não pareça uma adolescente. Eu disquei o número. Quando um homem que soou um oficial atendeu, — Agência Federal de Investigação. Como posso te ajudar? — Eu baixei a voz e a deixei afiada, cortando minhas palavras como se tivesse que ter cuidado para me segurar por causa da quantidade de ódio que estava crescendo entre elas (que é como Erin, com seu inesperado e bizarro conhecimento policial, descreveu como eu deveria fingir me sentir).
— Eu quero reportar uma bomba. — Eu continuei falando, sem dar tempo para ele me interromper, mas falando devagar e claramente porque eu sabia que nossa ligação estava sendo gravada. — Meu grupo, Natureza Jihad — (Shaunee inventou esse nome), a plantou abaixo da linha de água em uma das torres de comando (palavra que Damien inventou) da ponte que cursa o Rio Arkansas na I-40 perto da Webber Falls. Está armada para explodir as 15:15 (Usar o horário militar foi outra brilhante ideia de Damien). Estamos assumindo completa responsabilidade por esse ato de desobediência civil (mais uma contribuição de Erin, embora ela tenha dito que terrorismo não é um ato de desobediência civil, é... bem... terrorismo, que é definitivamente diferente) prostestando contra o governo a interferência dos Estados Unidos nas nossas vidas e contra a poluição dos rios americanos. Fique atento porque esse é apenas nosso primeiro ataque! — Eu desliguei. Então rapidamente virei o pedaço de papel rasgado e disquei o outro telefone que estava escrito.
— Fox News Tulsa! — Disse uma mulher alegre.
Essa parte na verdade foi minha ideia. Eu achei melhor ligar para uma estação de TV local para termos uma chance melhores de ter a ameaça reportada rapidamente pela estação, e então podíamos manter um olho nas notícias e talvez saber quando (ou se) nossa tentativa de fechar a ponte tinha sido um sucesso. Eu respirei fundo e me lancei no resto do plano.
— Um grupo terrorista conhecido como Natureza Jihad ligou para o FBI com informações de que eles plantaram uma bomba na ponte da I-40 no Rio Arkansas perto de Webber Falls. Está armada para explodir as 15:15 hoje. — Eu cometi o erro de fazer uma pausa durante uma fração de segundo, e a mulher, que de repente não parecia feliz, disse, — Quem é você, senhora, e de onde você conseguiu essa informação?
— Abaixo a intervenção do governo e a poluição e viva o poder das pessoas! — Eu gritei e então desliguei. Imediatamente eu desliguei o celular. Então meus joelhos não se seguravam mais e eu cai na tampa fechada na privada. Eu consegui. Eu realmente consegui.
Duas batidas soaram contra a porta do banheiro, seguido pelo suave som fanhoso do sotaque de Stevie Rae.
— Zoey? Você está bem?
— Yeah — eu disse fracamente. Eu me forcei a levantar e ir até a porta. Eu abri a porta para ver o rosto amassado de Stevie Rae olhando ao redor de mim como um sonolento coelho.
— Você ligou? — Ela sussurrou.
— Yeah, e não temos que sussurrar. É apenas você e eu. — Nala bocejou e fez um mal humorado mee-uf-ow para mim no meio do travesseiro de Stevie Rae.
— O que aconteceu? Eles falaram algo?
— Não depois da parte do “Olá FBI.” Damien disse que eu não deveria dar a chance deles falarem, lembra?”
— Você disse a eles que éramos a Natureza Jihad?
— Stevie Rae. Não somos a Natureza Jihad. Só estamos fingindo ser.
— Bem, eu ouvi você gritando abaixo o governo e a poluição, então pensei... talvez... na verdade não sei o que eu pensei. Eu acho que só fui pega pelo momento.
Eu virei os olhos. — Stevie Rae, eu só estava fingindo. A moça do canal de noticias perguntou quem eu era e eu acho que meio que surtei. E, sim, eu disse a eles tudo que dissemos que eu deveria. Eu espero que funcione. — Eu tirei meu canguru e o pendurei nas costas da cadeira para secar.
Stevie Rae de repente registrou que meu cabelo estava molhado e minha Marca coberta, algo que eu totalmente esqueci quando me apressei para fazer a ligação. Diabos.
— Você foi em algum lugar?
— Yeah — eu disse relutantemente. — Eu não consegui dormir, então foi para a American Eagle na Utica e comprei um suéter novo. — Eu apontei para a sacola da American Eagle jogada no canto.
— Você deveria ter me acordado. Eu teria ido com você.
Se ela não tivesse soado tão magoada eu teria tempo para pensar o quanto eu ia contar a ela sobre Heath antes de falar, — eu me encontrei com meu ex-namorado.
— Ohminhadeusa! Me conte tudo. — Ela se jogou na cama, olhos brilhando. Nala reclamou e pulou do travesseiro dela para o meu. Eu peguei uma toalha e comecei a secar meu cabelo.
— Foi na Starbucks. Ele estava pendurando pôsteres com a foto de Brad.
— E? O que aconteceu quando ele viu você?
— Conversamos.
Ela virou os olhos. — Anda – o que mais?
— Ele parou de beber e ficar alto.
— Isso, isso é forte. Ele beber e fumar não foi o motivo de você parar de ver ele pra começar?
— Yeah.
— Hey, e quanto a vadia Kayla e ele?
— Heath disse que não está vendo ela por causa das merdas que ela diz sobre vampiros.
— Vê! Estavamos certas sobre ela ser o motivo que aqueles policias estiveram aqui perguntado de você — Stevie Rae disse.
— É o que parece.
Stevie Rae estava me vendo mais atentamente. — Você ainda gosta dele, não gosta?
— Não é tão simples.
— Bem, na verdade, parte disso é simples. Quero dizer, se você não gosta dele, é basicamente isso. Você não verá ele de novo. Simples — Stevie Rae disse logicamente.
— Eu ainda gosto dele — eu admiti.
— Eu sabia! — Ela fez uma pequena dancinha na cama. — Cara, você tem um zilhão de caras, Z. O que você vai fazer?
— Eu não faço ideia — eu disse miseravelmente.
— Erik volta da competição de Shakespeare amanhã.
— Eu sei. Neferet disse que Loren foi apoiar Erik e o resto do pessoal daqui, então isso significa que ele volta amanhã também. E eu disse a Heath que o encontraria sexta depois do jogo.
— Você vai contar a Erik sobre ele?
— Eu não sei.
— Você gosta de Heath mais do que de Erik?
— Eu não sei.
— E quanto a Loren?
— Stevie Rae, eu não sei. — Eu esfreguei a dor de cabeça que parecia ter se firmado em mim. — Podemos não falar sobre isso por um tempo – pelo menos até eu descobrir o que fazer.
— Ok. Vamos. — Ela agarrou meu braço.
— Onde? — eu pisquei para ela, totalmente confusa. Ela foi de Heath para Erik para Loren e então deixou para lá tão rápido.
— Você precisa da sua dose de Count Chocula, e eu preciso dos meus Lucky Charms. E ambas precisamos ver a CNN e as noticias locais.
Eu comecei a passar pela porta. Nala se esticou, miou mal humoradamente, e então relutantemente me seguiu. Stevie Rae balançou a cabeça para nós duas.
— Anda vocês duas. Tudo vai parecer melhor depois que você tiver seu Count Chocula.
— E uma coca — eu disse.
Stevie Rae estragou seu rosto como se ela tivesse de sugar limão. — Para o café da manhã?
— Eu tenho o pressentimento que esse vai ser um dia de coca.

2 comentários:

  1. OMG! Ela ainda gosta do Heath! UHUUUUUUUUUUUL! <3 Foda-se esse Loren, pqp, tenho bad feells sobre ele

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  2. Mano e o Eric?
    Ela ta cheia de boys kkkkk

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