7 de outubro de 2015

Capítulo 13 - Stevie Rae

— Oh, por amor de merda! Você está me dizendo que ninguém chamou a Zoey? — Aphrodite disse.
Stevie Rae pegou Aphrodite pelo braço e, com um aperto que talvez tenha sido mais firme do que tecnicamente necessário, a guiou para a porta do quarto de Damien ao dormitório. Na porta ela parou e as duas meninas olharam para a cama, onde Damien estava enrolado com a Duquesa e seu gato, Cameron.
Menino, cachorro, gato, finalmente, a poucos minutos atrás, caiu em um sono induzido pela dor e exaustão. Silenciosamente, Stevie Rae apontou o dedo a Aphrodite para o corredor. Aphrodite zombou. Stevie Rae cruzou os braços e se fixou.
— Lá fora — ela murmurou, — agora. — Então, ela a seguiu para fora do quarto e fechou suavemente a porta atrás delas. — E mantenha a sua maldita voz baixa aqui fora, também — Stevie Rae sussurrou ferozmente.
— Tudo bem. Eu vou mantê-la baixa. Jack está morto e ninguém falou a Z? — ela repetiu a pergunta, sua voz muito menos alta.
— Não. Eu não tive exatamente tempo. Damien ficou histérico. Duquesa ficou histérica. A escola está em um maldito tumulto. Eu sou a única Alta Sacerdotisa eficiente que não está, supostamente, trancada em seu quarto, rezando ou sei lá o que, então eu tenho estado muito ocupada manipulando a tempestade de merda aqui e o fato de que um menino muito bom morreu.
— Sim, eu entendo isso e eu estou triste, também, e tudo, mas Zoey precisa vir aqui e ficar aqui agora. Se você estava muito ocupada para fazer isso, então você deveria ter deixado um dos professores chamá-la. Quanto mais cedo ela souber quanto mais cedo ela vai ficar em seu caminho aqui.
Darius correu até elas e pegou a mão de Aphrodite.
— Foi Neferet, certo? Essa cadela matou Jack — Aphrodite perguntou a ele.
— Não é possível — Darius e Stevie Rae disseram em conjunto. Stevie Rae deu a Aphrodite um aborrecido olhar de eu-te-disse quando Darius continuou a explicar. — Neferet estava, na verdade, na escola Reunião do Conselho quando Jack caiu da escada. Não só Damien viu Jack cair, mas outra testemunha também viu naquela hora. Drew Partain estava atravessando o terreno, quando ouviu a música que Jack estava cantando. Ele disse que só ouviu a parte da música porque o relógio de sino do Templo de Nyx começou à meia-noite de carrilhão, ou pelo menos foi por isso que ele pensou não ouvir mais a voz de Jack.
— Mas na verdade isso foi quando Jack morreu — Stevie Rae disse, sua voz foi dura e lisa, porque essa era a única maneira que ela conseguia deixar de soar tão instável como ela se sentia.
— Sim, é a hora certa— disse Darius.
— E você está certo que Neferet estava na reunião, então? — Aphrodite disse.
— Eu ouvi o bater do relógio enquanto ela estava falando — Stevie Rae disse.
— Eu ainda não acredito por um instante, que ela não está por trás de sua morte — Aphrodite disse.
— Eu não estou discordando de você, Aphrodite. Neferet é vigarista galinha de merda em um telhado de lata, mas fatos são fatos. Ela estava na frente de todos nós quando Jack que caiu da escada.
— Ok, seriamente, eww com suas analogias caipiras. E sobre a coisa toda da espada? Como infernos poderia ter “acidentalmente” — ela citou o ar — quase cortado a cabeça dele?
— Espadas devem ser posicionados com o punho para baixo, ponta para cima. Dragon explicou a Jack. Quando o menino caiu na lâmina, o cabo foi levado para o chão, empalando ele. Tecnicamente, poderia ter sido um acidente.
Aphrodite passou a mão tremendo em seu rosto. — Isso é horrível. Realmente horrível. Mas não foi por nada por acaso.
— Eu não acho que nenhum de nós acredita que Neferet é inocente na morte do menino, mas o que nós acreditamos e aquilo que podemos provar que são duas coisas diferentes. O Conselho Superior já decidiu uma vez a favor de Neferet e, fundamentalmente, contra nós. Se vamos a eles com mais suposições e nenhuma prova de suas transgressões, só vamos desacreditar-nos mais ainda — disse Darius.
— Eu entendo isso, mas isso me irrita — Aphrodite disse.
— Isso irrita a todos nós — Stevie Rae disse. — Ruim. Bem ruim.
Pegando na borda invulgarmente dura na voz de Stevie Rae, Aphrodite levantou uma sobrancelha para ela. — Sim, e vamos usar parte desse ódio para chutar aquela vaca o inferno fora daqui uma vez por todas.
— Qual é a sua ideia? — Stevie Rae disse.
— Primeiro, trazer a bunda da Zoey de férias de volta para cá. Neferet odeia Z. Ela vem de encontro a ela, ela sempre faz. Só que desta vez vamos estar todos olhando e esperando e nós vamos chegar a provar não é nada da Neferet amorosa que o Conselho Superior será capaz de ignorar. — Sem esperar por uma resposta de qualquer um deles, Aphrodite puxou o iPhone, digitou o seu código, e disse: — Ligar para Zoey.
— Eu ia fazer isso — Stevie Rae disse.
Aphrodite revirou os olhos. — Tanto faz. Você também. Maldição. Tarde. Além disso, você é muito boa. O que Z precisa é uma grande dose de reunir-sua-merda-e-fazer-a-coisa-certa. Eu sou a garota para alimentar ela. — Ela fez uma pausa, ouviu e revirou os olhos novamente. — É seu revoltante som de Disney Channel Ei! Deixe-me uma mensagem e tenha um ótimo dia de correio de voz — Aphrodite citou em uma voz superanimada. Ela respirou fundo, esperou o sinal.
Stevie Rae pegou o telefone da mão dela, falando rapidamente nele. — Z, sou eu, Aphrodite. Eu preciso que você me ligue no segundo que você ouvir isso. É importante. — Ela chegou ao fim e apertou o botão para desligar e se preparou pra guerra contra Aphrodite.
— Ok, vamos começar algo real direito. Só porque eu tento ser um ser humano decente, isso não significa que eu sou muito boa. Já é bastante ruim o que aconteceu com Jack. Sobre ouvir isso em uma mensagem é super, superruim. Além disso, eu não acho que é uma boa ideia de deixar Zoey louca desse jeito, especialmente, logo
após a sua alma ser destruída.
Aphrodite pegou o iPhone de Stevie Rae. — Olhe. Nós não temos tempo para andar na ponta dos pés em volta dos sentimentos de Zoey. Ela precisa colocar em a sua calcinha de grande-menina Alta Sacerdotisa e tal.
— Não, você escute. — Stevie Rae se adiantou no espaço pessoal de Aphrodite, fazendo com que Darius automaticamente se aproximasse dela. — Z não precisa colocar calcinha de Alta Sacerdotisa. Ela é uma delas. Mas ela tem sido através de perder alguém que ela ama. Isso é algo que você, obviamente, simplesmente não entende. Cuidar de seus sentimentos agora não é sobre ser babá dela. É sobre ser amiga. Às vezes, todos nós só precisamos de um pouco de proteção de nossos amigos. — Olhou para Darius, sacudindo a cabeça. — Não, isso não significa que você precisa proteger Aphrodite de mim. Jeesh, Darius, o que há de errado com você?
Darius pegou e prendeu o seu olhar. — Por um momento seus olhos brilharam vermelhos.
Stevie Rae garantiu que sua expressão não mudasse. — Sim, bem, eu não estou surpresa. Neferet saiu livre sem ter quaisquer consequências pelo que aconteceu com Jack tem sido muito difícil para mim de aceitar. Você se sentiria da mesma forma, se você estivesse aqui e visse isso acontecer.
— Eu imagino que ficaria, mas meus olhos não brilham vermelho — disse Darius.
— Morra e não-morra e depois fale comigo sobre isso — Stevie Rae disse. Ela se virou para Aphrodite. — Eu tenho coisas que eu tenho que fazer, enquanto Damien está dormindo. Você e Darius vão ficar aqui e manter um olho nele? Nem por um segundo que eu acredito que Neferet está realmente trancada em seu quarto orando a Nyx pelo resto da noite como ela quer que todos acreditem.
— Sim, nós vamos ficar — Aphrodite disse.
— Se ele acordar, seja agradável — Stevie Rae disse.
— Não seja uma idiota. Claro que vou ser boa.
— Bom. Estarei de volta muito em breve, mas se você precisar de uma pausa, chame as Gêmeas e elas irão aliviá-la.
— Que seja. Adeus.
— Tchau. — Stevie Rae correu pelo corredor, sentindo o olhar de questionamento de Darius seguindo-a com uma intensidade que era um peso físico. Tenho que parar de deixar Darius me fazer sentir culpada! disse a si mesma. Eu não fiz nada de errado. Assim que o vermelho dos meus olhos brilhou quando estou chateada? Não tem nada a ver com o fato de que eu ter um Imprint com Rephaim. Eu o deixei. Hoje à noite eu o ignorei. Sim, eu tenho que encontrá-lo e perguntar o que diabos ele sabe sobre o que aconteceu com Jack, mas não porque eu quero. Porque tenho que fazer.
Ela disse a grande mentira silenciosamente para si mesma, e estava tão distraída com seus pensamentos que ela quase esbarrou em Erik.
— Hey, uh Rae, Stevie. Damien está bem?
— Bem, o que você acha, Erik? Seu namorado, que ele amava morreu de uma forma real horrível. Não, ele não está bem. Mas ele está dormindo. Finalmente.
— Você sabe, você não tem que ser assim. Eu realmente estou preocupado com ele, e eu me preocupava com Jack, também.
Stevie Rae deu uma boa olhada em Erik. Ele parecia estar uma porcaria, que era totalmente incomum para o menino-bonito Erik. E ele, obviamente, estava chorando. Então se lembrou que tinha sido colega de quarto de Jack, e também tinha sido doce real de se levantar por Jack quando o Thor idiota tentou buscá-lo por ser gay. — Desculpe — disse ela, tocando o braço de Erik. — Estou chateada por causa de tudo isso, também. Eu não tenho motivo para ser um B para você. Aqui, eu vou começar de novo. — Ela respirou fundo e sorriu tristemente. — Damien está dormindo agora, mas ele não está bem. Ele vai precisar de amigos como você quando ele acordar. Obrigado por perguntar e obrigado por estar aqui para ele.
Erik assentiu e apertou sua mão rapidamente. — Graças trás em você. Eu sei que você não gosta muito de mim, com aquilo que aconteceu entre Zoey e eu, mas eu realmente sou amigo de Damien. Deixe-me saber se há algo que eu possa fazer para ajudar. — Erik fez uma pausa, olhando para cima e para baixo no corredor, como se ter certeza de que eles estavam sozinhos, e então ele deu um passo mais perto de Stevie Rae e baixou a voz. — Neferet tinha algo a ver com isso, não é?
Os olhos de Stevie Rae se arregalaram de surpresa. — O que te faz dizer isso?
— Eu sei que ela não é o que ela finge ser. Eu a vi ser o seu verdadeiro eu, e não é bonito.
— Sim, bem, você está certo. A real Neferet não é bonita. Mas, assim como eu, você viu que ela estava em frente de nós, quando Jack morreu.
— Ainda assim, você acha que ela está por trás disso.
Não era uma pergunta, mas Stevie Rae assentiu um sim silencioso em resposta.
— Eu sabia. Esta House of Night é uma merda. Eu estava certo em dizer sim para a House of Night de Los Angeles.
Stevie Rae abanou a cabeça. — Então é isso? Isso é o que você faz quando você mal sabe que alguma coisa está acontecendo? Você foge.
— O que se pode fazer contra a vampira Neferet? O Conselho Superior reintegrou ela, eles estão do seu lado.
— Um vampiro não pode fazer muito. Um monte de nós pode se unindo.
— Alguns garotos e uma vamp, aqui e ali? Contra uma poderosa Sacerdotisa e o Conselho Superior? Isso é loucura.
— Não, o que é a loucura é sair de fininho e deixar que os bandidos ganhem.
— Ei, eu tenho uma vida à minha espera - uma boa, com pontapé na carreira de ator, fama, fortuna, tudo isso. Como você pode me culpar por não querer me meter na confusão da Neferet?
— Você sabe o que, Erik? Tudo o que eu vou dizer para você é isto: o mal ganha quando as pessoas de bem não fazem nada — Stevie Rae disse.
— Bem, eu estou fazendo algo tecnicamente. Eu estou indo embora. Hey, você já pensou sobre isso - e se todas as pessoas boas forem embora e o mal se aborrece a jogar por si mesmo e ir para casa, também?
— Eu costumava pensar que você era o cara mais legal que eu já conheci — disse ela tristemente.
Os olhos azuis de Erik brilharam com humor e ele sorriu seu sorriso de cem watts para ela. — E agora você sabe que eu sou?
— Não. Agora eu sei que você é um garoto fraco, egoísta, que só conseguiu tudo que queria apenas por causa de sua aparência. E isso não é legal em nada.
Ela balançou a cabeça em seu olhar atordoado e começou a se afastar. Sobre seu ombro, ela falou de volta: — Talvez algum dia você encontre alguma coisa que você se preocupe o suficiente para defender.
— Sim, e talvez um dia você e Zoey descubram que não é realmente o seu trabalho salvar o mundo — gritou atrás dela. Stevie Rae não se esforçou para dar um olhar de relance para ele. Erik era um instrumento. A House of Night de Tulsa seria melhor sem a sua bunda fraca arrastando-os para baixo. A ida estava se tornando realmente difícil, e isso significava que a resistência deveria continuar - e os maricas precisavam ir embora. Assim como John Wayne, estava na hora de motivar as tropas.
— E, o inferno não, não é estranho que minhas tropas incluam um Corvo Escarnecedor — Stevie Rae murmurou para si mesma enquanto ela corria para o estacionamento e Bug da Z. — Eu não estou indo realmente me reunir com ele. Eu só vou conseguir informação dele. Mais uma vez.
Propositadamente, fechou sua mente para o que havia acontecido entre ela e o Rephaim no passado. Ela queria apenas as informações necessárias dele.
— Ei, Stevie Rae, você e eu temos -
Não parando em sua corrida para o carro, Stevie Rae levantou a mão e interrompeu Kramisha .
— Agora não. Eu não tenho tempo.
— Estou apenas dizendo que -
— Não! — Stevie Rae gritou sua frustração a Kramisha, que parou e olhou para ela. — Seja o que for que você quer dizer pra mim, pode esperar. Eu não gosto de ser mandona com você, mas eu tenho coisas que tenho que fazer e exatamente duas horas e cinco minutos até que o sol nascer para fazer-las — Então, ela deixou Kramisha em sua poeira enquanto ela corria o final de poucos metros para o Bug, ligar ele, colocá-lo em marcha, e praticamente correr para fora do estacionamento dos
alunos.
Ela demorou exatamente sete minutos para chegar a mansão Gilcrease. Ela não tinha dirigido o carro até lá. A tempestade de gelo tinha sido limpa e o portão elétrico voltou a funcionar novamente, então tudo estava trancado firmemente. Stevie Rae puxou o Bug fora do lado da estrada, atrás de uma grande árvore.
Automaticamente envolvendo-se com o poder que ela filtrara da terra, ela foi direto para a mansão em ruínas. A porta não era problema. Ninguém se preocupou em retrancá-la ainda. Na verdade, como ela fez seu caminho através da velha casa até o telhado, ela detectou uma mudança muito pequena desde a última vez que ela esteve lá.
— Rephaim — ela chamou o seu nome. Sua voz soava estranha e muito alta no meio da noite fria e vazia. A porta do armário onde ele havia feito seu ninho estava aberta, mas ele não estava agachado dentro.
Ela saiu para a varanda do último andar. Também estava vazia. O lugar inteiro estava deserto. Mas ela sabia que ele não estava aqui desde que ela pisou as terras do museu. Se Rephaim estivesse aqui ela teria sentido ele, como ela sentiu antes, quando ele estava na House of Night, olhando para ela.
Sua marca ligavam - enquanto ela estava lá, intacta, eles estariam amarrados juntos.
— Rephaim, onde está você agora? — Ela perguntou para o céu em silêncio. E então os pensamentos de Stevie Rae desaceleraram e reorganizaram-se, e ela tinha a resposta, ela teve o tempo todo. Tudo o que ela tinha que fazer era vencer o seu orgulho e a sua mágoa e raiva para fora do caminho, e a resposta estaria lá, esperando.
Seu Imprint os ligavam - enquanto ela estivesse lá, intacta, iria mate-los juntos. Ela não tem que encontrá-lo. Rephaim iria encontrá-la.
Stevie Rae sentou-se no meio do telhado e encarou o norte. Ela deu um suspiro longo e profundo e liberou o ar. Com a respiração seguinte, ela concentrou-se em obter em todos os aromas da terra em torno dela. Ela podia sentir o cheiro da umidade fria de inverno, os ramos nus, a crocância do solo congelado, a riqueza do arenito de Oklahoma, que se espalhavam pelo terreno. Obteve a força da terra com sua respiração, Stevie Rae disse: — Encontre Rephaim. Diga a ele para vir para mim. Diga
a ele que preciso dele. — Então, ela lançou o poder da terra com sua expiração. Seus olhos se abriram, Stevie Rae teria visto a cor verde que girava em torno dela. Ela também teria visto que, enquanto ela corria para a noite para fazer o seu trabalho, foi ensombrado por um fulgor escarlate.

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