3 de outubro de 2015

Capítulo 12

— Você acabou de dizer que o matou? — Eu tinha certeza que ouvi errado.
— Yeah, foi o que eu disse. Eu fiz isso por causa do meu dom. — A voz de Stark soava fria, como se o que ele disse não fosse nada demais, mas os olhos dele diziam outra coisa. A dor neles era tão óbvia que eu tive que desviar o olhar. Como se a dor fosse tão óbvia para Duquesa, a labradora trotou de mim para o mestre dela e sentou ao lado dele, se inclinando contra ele, encarando ele com adoração, e reclamando suavemente. Automaticamente, Stark abaixou e acariciou a cabeça dela suavemente enquanto falava. — Aconteceu durante os Jogos de Verão. Foi logo antes da final. Will e eu estávamos na liderança, então era certo que a medalha de ouro e de prata iam ser nossas. — Ele não olhou para mim enquanto falava. Ao invés disso ele encarava o arco dele, e a mãos dele continuou na cabeça de Duquesa. Estranhamente, Nala andou até ele e começou a se esfregar na perna dele (a que Duquesa não estava encostada) enquanto ela ronronava como um cortador de grama. Stark continuou falando. — Estávamos mirando nos alvos de prática. Eles são áreas longas, e estreitas divididas por linhas brancas. Will estava na minha direita. Eu lembro de pegar meu arco e estar mais concentrado do que algum dia eu já tive. Eu realmente queria ganhar. — Ele pausou de novo, e balançou a cabeça. A boca dele se torceu em uma auto-zombação. — Isso era o que mais me importava. A medalha de ouro. Então eu mirei e pensei, Não importa o que, eu quero que atinja a marca e bata na de Will. Eu atirei a flecha, vendo o alvo com meus olhos, mas imaginando vencer Will. — Stark abaixou a cabeça, e respirou profundamente. — A flecha foi direto para o alvo na minha mente. Mas atingiu Will no coração e o matou instantaneamente.
Eu senti minha cabeça se balançar para frente e para trás. — Mas como isso pode ter acontecido? Ele estava perto do alvo?
— Ele não estava nem perto. Ele estava parado a não mais que 10 passos a minha direita. Estávamos separados apenas pela linha branca. Eu estava virado para frente quando mirei e atirei, mas isso não importou. A flecha foi direto para o peito dele. — Ele riu com a dor que a memória ainda causava a ele. — Foi tão rápido, tudo é um borrão. Então eu vi o sangue dele se espalhar pela linha branca que nos separava, e ele estava morto.
— Mas Stark, talvez não tenha sido você. Talvez tenha sido alguma mágica estranha.
— Foi o que eu pensei, ou pelo menos era o que eu esperava. Então eu tentei meu dom.
Meu estômago se apertou. — Você matou outra pessoa?
— Não! Eu testei em coisas que não estavam vivas. Como um trem de carga que costumava passar pela nossa escola todo dia mais ou menos no mesmo horário. Sabe, um daqueles antigos, com uma engrenagem preta e grande e aquelas cabines vermelhas. Eles ainda passam bastante por Chicago. Eu imprimi uma figura na cabine e coloquei num alvo na escola. Eu pensei sobre atingir a cabine e atirei.
— E? — Eu me estimulei quando ele não disse nada.
— A flecha desapareceu. Mas só temporariamente. Eu a encontrei no outro dia quando esperei nos trilhos. Estava enfiada dentro da cabine real.
— Puxa vida! — eu disse.
— Agora você entende. — Ele andou até mim para me olhar mais de perto. Os olhos dele capturaram os meus com aquela intensidade única dele. — É por isso que tive que te contar sobre mim, e é por isso que eu preciso saber se você é forte o bastante para proteger as pessoas que você gosta.
Meus estômago, já se apertando, virou do avesso. — O que você vai fazer?
— Nada! — ele gritou, fazendo Duquesa reclamar de novo e Nala parar o seu ronronado/esfregão e o encarar. Ele limpou a garganta e fez um esforço óbvio para se recompor. — Eu não pretendo fazer nada. Mas eu não pretendia matar Will, e eu matei.
— Você não sabia sobre os seus poderes, agora você sabe.
— Eu suspeitava — ele disse suavemente.
— Oh — foi tudo que eu pude dizer.
— Yeah — ele disse, pressionando os lábios antes de continuar. — Yeah, eu sabia que tinha algo estranho sobre meu dom. Eu deveria ter ouvido meus instintos. Eu deveria ter tomado mais cuidado, mas eu não ouvi e não tomei cuidado, e Will está morto. Então eu queria que você soubesse a verdade sobre mim caso eu faça besteira de novo.
— Espera aí! Se eu entendi o que você está dizendo, só você pode saber no que você realmente está mirando porque acontece dentro da sua mente.
Ele fez uma careta sarcástica. — É de se imaginar isso, mas não é assim que funciona. Uma vez eu achei que era perfeitamente seguro eu treinar um pouco. Eu fui para o parque perto da House of Night. Não havia ninguém por perto para me distrair; eu me certifiquei disso. Encontrei um enorme carvalho e armei um alvo na frente do que eu decidi ser o centro da árvore.
Ele me olhou como se esperasse uma resposta, então eu acenei. — Você quer dizer o centro do tronco?
— Exato! Foi nisso que eu achei que estava mirando – algo que era o centro da árvore. Mas você sabe como é chamado o centro da árvore as vezes?
— Não, eu realmente não sei muito sobre árvores — eu disse idiotamente.
— Nem eu sabia. Eu pesquisei depois. Os antigos vampiros, com uma afinidade com a terra, chamam o centro da árvore de coração. Eles acreditavam que as vezes animais, ou até pessoas, podiam representar o coração de uma árvore em particular. Então eu atirei, pensando sobre acertar o centro ou o coração da árvore. — Ele não disse mais nada; ele só encarou o arco.
— O que você matou? — eu perguntei suavemente. Sem pensar, eu ergui minha mão e a descansei no ombro dele. Eu nem tenho certeza do porque o toquei. Talvez seja porque ele parecia precisar do toque de uma pessoa. E talvez seja porque, apesar dele admitir ser perigoso, eu ainda me sentia atraída a ela.
Ele cobriu minha mão com a dele, e os ombros dele caíram. — Uma coruja — ele disse. — A flecha atravessou o peito dela. Ela foi perfurada no parte de cima dentro dos galhos do carvalho. Ela gritou até cair no chão.
— A coruja era o coração da árvore — eu sussurrei, lutando contra a insana necessidade de colocar ele nos meus braços para confortar ele.
— Yeah, e eu a matei. — Ele olhou para cima e encontrou meus olhos. Eu pensei nunca ter visto um olhar tão assombrado pelo arrependimento, e enquanto os dois animais o confortavam e pelo menos por Nala, agiam mais intuitivamente do que o normal, na minha cabeça se passou a ideia de que Stark pode ter mais dons do que atingir o que quer que ele mire, mas eu usei o senso e não disse nada. Como se ele precisasse de mais dons para se preocupar? Stark continuou falando. — Vê? Eu sou perigoso, mesmo quando não quero.
— Eu acho que eu vejo sim — eu disse cuidadosamente, ainda tentando acalmar ele com meu toque. — Talvez você devesse largar seu arco e flecha, pelo menos até você controlar esse seu dom.
— Isso é o que eu deveria fazer. Eu sei disso. Mas se eu não praticar – se eu me afastar e tentar esquecer – é como se parte de mim estivesse sendo arrancada. Eu posso sentir algo dentro de mim morrendo. — Ele soltou a mão dele da minha e deu um passo para trás para não me tocar mais. — Você deve saber essa parte também; eu sou um covarde porque não suporto a dor.
— Não te faz um covarde querer evitar a dor — eu disse rapidamente, seguindo a voz que sussurrou na minha mente. — Te faz humano.
— Calouros não são humanos — ele disse.
— Na verdade, não tenho certeza disso. Eu acho que a melhor parte de todos é humana, sejam calouros ou vampiros.
— Você é sempre tão otimista?
Eu ri. — Oh, diabos não!
O sorriso dele era menos sarcástico e mais real dessa vez. — Você não me faz pensar em Debbie Downer, mas eu não te conheço a tanto tempo.
Eu ri para ele. — Eu não sou exatamente tão pessimista, ou pelo menos não costumava ser. — Meu sorriso sumiu. — Acho que dá para dizer que recentemente não estou tão segura como sempre.
— O que aconteceu recentemente?
Eu balancei minha cabeça. — Mais coisas do que eu posso contar.
Ele encontrou meus olhos, e eu estava surpresa por ver entendimento neles. Então ele me surpreendeu ainda mais se aproximando de novo e tirando o cabelo do meu rosto. — Eu sou um bom ouvinte se você precisar falar. Às vezes a opinião de alguém de fora pode ser uma coisa boa.
— Você não prefere não ser alguém de fora? — eu perguntei, tentando não ser sobrepujada pela proximidade do corpo dele e o quão fácil parecia para ele se aproximar de mim e debaixo da minha pele.
Ele deu nos ombros, e o sorriso dele ficou sarcástico. — É mais fácil desse jeito. É uma das razões de não ter ficado fulo por ter que me mudar da minha House of Night.
— Eu queria te perguntar sobre isso. — Eu pausei. Fingindo que eu precisava de espaço para pensar, eu me afastei um pouco dele enquanto minha mente pensava sobre o quão atraente ele era para sobre como formular essa pergunta sem fazer ele pensar o que ele não deveria pensar, especialmente perto de Neferet. — Você se importa se eu te perguntar algo sobre você vir aqui?
— Você pode me perguntar qualquer coisa, Zoey.
Ele olhou para cima e eu encontrei os olhos marrons dele e eu vi mais no que ele disse do que apenas as simples palavras. — Ok. Bem, eles não te moveram por causa do que aconteceu com Will?
— Eu acho que sim. Eu não tenho certeza. Todos os vampiros da minha antiga escola diriam que foi o pedido da Alta Sacerdotisa daqui que fez eu ser transferido. Acontece as vezes quando um calouro tem um dom especial que outra escola pode precisar ou querer. — A risada dele foi sem humor. — Eu sei por fato que a nossa House of Night estava tentando roubar o grande ator de vocês, qual o nome dele? Erik Night?
— Yeah, Erik Night é o nome dele. Ele não é mais um calouro. Ele passou pela Mudança. — Eu seriamente não queria pensar em Erik quando estava me sentindo tão atraída por Stark.
— Oh, huh. De qualquer forma, sua House não o liberou, e ele não queria ir embora. Minha House não lutou para me manter. E eu não tinha razão para ficar. Enquanto quando eu descobri que Tulsa me queria, eu disse que não ia competir de novo, não importava o que. Não pareceu fazer diferença, porque eles ainda me quiseram, então aqui estou. — O sarcasmo na expressão dele sumiu, e por um segundo ele só parecia doce e gentil e inseguro. — Estou começando a achar muito bom Tulsa ter me querido tanto.
— Yeah. — Eu sorri, totalmente balançada por estar me sentindo tão conectada a ele. — Estou começando a ficar muito feliz por Tulsa te querer, também. — Então minha mente absorveu tudo que ele disse, e uma terrível premonição passou por mim. Eu tive que limpar a garganta antes de perguntar a próxima pergunta. — Todos os vampiros sabem como Will morreu?
Dor passou pelos olhos dele de novo, e fiquei arrependida de ter perguntado. — Provavelmente. Todos os vampiros da minha antiga escola sabiam, e você sabe como eles são – é difícil manter algo escondido deles.
— Yeah, eu sei como eles são — eu disse suavemente.
— Hey, eu peguei uma estranha vibração entre você e Neferet?
Eu pisquei surpresa. — Uh, como assim?
— Eu só senti tensão entre vocês dois. Tem algo que eu deveria saber sobre ela?
— Ela é poderosa — eu disse cuidadosamente.
— Yeah, eu peguei isso. Todas as Altas Sacerdotisas são poderosas.
Eu pausei. — E que tal eu dizer que ela também não é exatamente o que parece ser, e que você deve tomar cuidado perto dela, e deixar assim no momento. Oh, e ela é muito intuitiva – praticamente psíquica.
— Bom saber. Vou tomar cuidado.
Decidindo me afastar antes desse garoto novo, que parecia intenso e confiante, mas por outro lado parecia obviamente vulnerável e completamente fascinante para mim que me fazia querer esquecer que eu jurei nunca mais transar. Transar!? Eu quis dizer caras. Eu jurei nunca mais me aproximar de caras. E sexo. Com eles. Oh, jeesh. — É melhor eu ir. Eu tenho um cavalo para escovar — eu disse.
— É melhor não manter um animal esperando – eles podem ser bem exigentes. — Ele sorriu para Duquesa e acariciou as orelhas dela. Quando eu comecei a ir embora, ele agarrou meu pulso e deixou a mão deslizar para que os dedos dele se entrelaçassem aos meus. — Hey — ele disse suavemente. — Obrigado por não surtar pelo que acabei de te dizer.
Eu sorri para ele. — Infelizmente, com o tipo de semana que estou tendo, seu estranho dom parece quase normal.
— Infelizmente, é bom ouvir isso. — Então ele ergueu minha mão e a beijou. Assim do nada. Como se ele beijasse a mão das garotas todos os dias. Eu não sabia o que dizer. Qual o protocolo quando um cara beija a sua mão? É para dizer obrigado? Eu meio que queria o beijar também, e estava pensando sobre o como eu não deveria estar pensando nisso e olhando para os olhos dele quando ele disse, — Você vai contar a todo mundo sobre mim?
— Você quer que eu conte?
— Não, a não ser que precise.
— Então não vou contar a não ser que precise — eu disse.
— Obrigado, Zoey — ele disse. Ele apertou minha mão, sorriu, e me soltou.
Eu fiquei parada ali por um segundo o observando pegar o arco e andar até onde as flechas estavam. Sem olhar para mim de novo, ele pegou uma flecha, suspirou, e a deixou voar livre até o alvo de novo. Sério, ele era totalmente misterioso e sexy, e eu estava caindo fora. Eu virei, me dizendo que eu realmente precisava controlar meus hormônios, e estava quase na porta quando eu ouvi a primeira tosse dele. Eu congelei, esperando que se eu pausasse por um segundo, ele fosse limpar a garganta como antes e o próximo som que eu fosse ouvir seria o barulho da flecha atingindo o alvo.
Stark tossiu de novo. Dessa vez eu pude ouvir o líquido na garganta dele. E então o cheiro me atingiu – o lindo, e terrível cheiro de sangue fresco. Eu cerrei meus dentes contra meu nojento desejo.
Eu não queria virar. Eu queria correr até o prédio, chamar alguém para ajudar ele, e nunca, nunca voltar. Eu não queria testemunhar o que eu sabia que iria acontecer.
— Zoey! — Meu nome estava cheio de líquido e medo quando saiu da boca dele.
Eu me forcei a virar.
Stark já tinha caído de joelhos. Ele estava curvado, e eu podia ver que ele estava vomitando sangue fresco na suave e areia dourada no campo. Duquesa reclamava terrivelmente, e embora ele estivesse sufocando no sangue, Stark pôs uma mão no cachorro. Eu podia ouvir ele sussurrando para ela entre as tosses que tudo ficaria bem.
Eu corri de volta até ele.
Ele caiu quando eu o alcancei, e eu só fui capaz de o agarrar e o colocar no meu colo. Eu tirei o casaco dele, o rasgando no meio para que ele ficasse só de camiseta e jeans. Eu usei o casaco para limpar o sangue que estava saindo dos olhos nariz e boca.
— Não! Eu não quero que isso aconteça agora. — Ele pausou, tossindo mais sangue do que eu continuei a limpar. — Eu acabei de te encontrar – eu não quero te abandonar tão cedo.
— Eu te peguei. Você não está sozinho. — Eu tentei soar calma e relaxada, mas eu estava sendo quebrada por dentro. Por favor não o leve! Por favor o salve! Minha mente gritava.
— Ótimo — ele arfou, e tossiu de novo, mandando novos riachos de sangue pelo nariz e boca. — Estou feliz por ser você. Se isso tem que acontecer, estou feliz que você esteja aqui comigo.
— Sssh — eu disse. — Eu vou chamar ajuda. — Eu fechei meus olhos e fiz a primeira coisa que apareceu na minha cabeça. Eu chamei Damien. Pensando muito sobre vento e a doce e linda brisa do verão, eu de repente senti um quente e questionador vento contra o meu rosto. Chame Damien aqui e faça ele trazer ajuda! Eu comandei o vento. Ele passou ao meu redor, como um tornado, uma vez, e então desapareceu.
— Zoey! — Stark chamou meu nome e então tossiu de novo e de novo.
— Não fale. Guarde suas forças — eu disse, segurando ele com força com um braço e tirando o cabelo molhado gentilmente do rosto dele com minha mão livre.
— Você está chorando — ele disse. — Não chore.
— Eu – eu não posso evitar — eu disse.
— Eu deveria ter beijado mais do que a sua mão... eu achei que teria tempo — ele sussurrou entre ofego liquido das respirações. — ... muito tarde agora.
Eu olhei nos olhos dele e esqueci completamente do resto do mundo. Naquele momento, tudo o que eu sabia era que segurava Stark nos braços, e eu iria o perder muito, muito em breve.
— Não é tarde demais — eu disse a ele. Eu me curvei e pressionei meus lábios nos dele. Os braços de Stark passaram ao meu redor, ainda fortes o bastante para me segurar com força. Minhas lágrimas se misturaram com o sangue dele, e o beijo foi absolutamente maravilhoso e terrível e acabou rápido demais.
Ele separou os lábios dele dos meus, virou a cabeça, e tossiu o sangue da vida dele no chão.
— Shhh — eu gritei enquanto as lágrimas caiam pelo meu rosto. Eu segurei ele perto de mim e murmurei, — Estou aqui. Eu te peguei.
Duquesa reclamou penosamente e deitou ao lado do dono, olhando com um medo óbvio o rosto ensanguentado dele. — Zoey, me ouça antes de eu ir.
— Ok, ok. Não se preocupe. Estou te ouvindo.
— Me prometa duas coisas — ele disse fracamente. Ele tossiu e teve que se inclinar para longe de mim de novo. Eu segurei os ombros dele, e quando ele deitou nos meus braços ele estava tremendo e tão branco, que ele parecia quase transparente.
— Sim, qualquer coisa — eu disse.
Uma mão ensanguentada tocou minha bochecha. — Prometa que não vai me esquecer.
— Eu prometo — eu disse, virando minha bochecha na mão dele. A polegar dele tremendo tentou limpar minhas lágrimas, o que me fez chorar ainda mais. — Eu não poderia te esquecer.
— E prometa que vai cuidar da Duquesa.
— Um cachorro? Mas eu –
— Prometa! — a voz dele de repente estava cheia da força. — Não deixe eles a enviarem para estranhos. Pelo menos ela conhece você e sabe que eu me importo com ela.
— Ok! Sim, eu prometo. Não se preocupe — eu disse.
Stark pareceu se dobrar com minha última promessa. — Obrigada. Eu só queria que nós... — A voz dele parou e ele fechou os olhos. Ele virou a cabeça no meu colo e pôs as mãos ao redor da minha cintura. Lágrimas vermelhas silenciosamente lavaram o rosto dele, e ele ficou duro. A única parte dele que ainda se movia era o peito dele enquanto ele tentava respirar apesar do sangue que enchia os pulmões dele.
Então eu lembrei e senti uma onda de esperança. Mesmo que eu estivesse errada, Stark tinha que saber.
— Stark, me ouça. — Ele não mostrou sinal nenhum de estar me ouvindo, então eu balancei os ombros dele. — Stark!
Os olhos dele entreabriram.
— Você pode me ouvir?
O aceno de Stark mal foi perceptível. Os lábios ensanguentados dele se ergueram no fantasmas do sarcástico e arrogante sorriso dele. — Me beije de novo, Zoey — ele sussurrou.
— Você tem que me ouvir. — Eu abaixei minha cabeça para poder falar no ouvido dele. — Esse pode não ser o seu fim. Nessa House of Night, calouros morrem, e então eles nascem com outro tipo de Mudança.
Os olhos dele abriram ainda mais. — Eu – eu posso não morrer?
— Não para sempre. Calouros tem voltado. Minha melhor amiga voltou.
— Mantenha Duquesa segura para mim. Se eu puder, eu volto por ela, e por você — As palavras dele passaram pela hemorragia de sangue vermelho que saia da boca, nariz, olhos, e lágrimas dele.
Ele não pode mais falar, e tudo o que eu pude fazer foi segurar ele nos meus braços enquanto a vida dele era drenada. Foi quando ele estava respirando pela última vez que Damien, seguido por Dragon Lankford, Aphrodite, e as Gêmeas, entraram no campo.

7 comentários:

  1. Mais eu estava amaaaaando ele cara :'( poxa td mundo legal vai começar a morrer! !!

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    1. esquenta nao em chicago to mundo volta ta parecendo naruto ............

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  2. Não acredito que estou chorando por um personagem que conheço há tão poucos capítulos :' O Stark me conquistou mais nesse curto período de tempo que o Erik, o Heath e o Loren conseguiram juntos

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  3. Ele vai voltar so pode e ser o amor de z como sua melhor amiga voltou

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  4. Essa zoey ta safada kkk "ainda da tempo"

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