5 de outubro de 2015

Capítulo 12 - Zoey

Depois da triste, mas provavelmente certa, predição de Aphrodite, eu não achei que seria capaz de dormir, mas exaustão me pegou. Eu fechei meus olhos, e então, por um tempo, houve um abençoado nada. Infelizmente, benção nunca parecia durar muito tempo na minha vida. Em meu sonho, a ilha era tão azul e linda que me deslumbrou. Eu estava parada num... eu olhei ao redor... teto de um castelo! Um daqueles castelos que parece muito velho, feito de blocos de madeira. O telhado era muito legal. Emoldurando com aqueles blocos de pedra que parecem dentes gigantes. Haviam plantas por toda parte no telhado. Eu até notei limoeiros e laranjeiras, os galhos pesados e cheios de frutas. No centro havia uma fonte na forma de uma linda mulher nua cujas mãos estavam erguidas sobre a cabeça, e daquelas mãos juntas fluía água cristalina. Algo sobre a mulher de pedra parecia familiar, mas meu olhar continuava a ser puxado do lindo jardim para uma vista ainda mais bonita que se esticava ao redor do castelo. Segurando o fôlego, eu fui até a beira do telhado e olhei para baixo, até o brilhante mar azul. A água era além de linda. Era da cor de sonhos e risada e céu de verão perfeito. A própria ilha era feita de gigantes montanhas, coberta com pinheiros que me lembravam guarda chuvas gigantes. O castelo era no topo da montanha mais alta da ilha, e enquanto olhava a distância eu podia ver vilarejos e uma pequena cidadezinha. Tudo estava banhado pelo brilhante mar azul, o que dava ao lugar uma sensação de magia. Eu inalei a brisa, sentindo o cheiro de sal e laranjas. O dia estava ensolarado – e céu super claro, mas em meu sonho a claridade não incomodou meus olhos. Eu amei! Estava um pouco frio, e mais do que um pouco ventoso, mas eu não me importei. Eu gostei da brisa contra minha pele. No momento a ilha estava da cor do azul turquesa, mas eu podia imaginar como iria parecer conforme o crepúsculo se aproximava e o sol não reinasse no céu. O azul começou a se aprofundar, mais escuro, e mudou para safira.
O meu eu sonhador sorriu. Safira... a ilha ficaria exatamente da mesma cor das minhas tatuagens. Eu virei minha cabeça para trás e estiquei os braços, abraçando as linhas desse lugar que eu criei com minha imaginação.
— Então parece que não posso escapar de você, mesmo quando fujo de sua presença. — Kalona disse. Ele estava atrás de mim. A voz dele passou pela minha pele até minhas costas, subindo meus ombros, e se envolveu ao redor do meu corpo. Devagar, eu deixei meus braços caírem dos lados. Eu não virei.
— É você que entra no sonho das pessoas, não eu. — Eu estava feliz por minha voz soar calma e controlada.
Então você não está disposta a admitir que você é atraída por mim? — A voz dele era profunda e sedutora.
— Olha, eu não encontrei você. Tudo que eu quis quando fechei meus olhos foi dormir.
Eu falei quase automaticamente, evitando a pergunta dele e me permitindo não lembrar da última memória que eu tinha da voz dele e seus braços ao meu redor.
—Você obviamente está dormindo sozinha. Se estivesse com alguém, seria muito mais difícil para você ser tocada por mim.
Eu suprimi o desejo que a voz dele me fez sentir e absorvi a informação – dormir com alguém realmente fazia mais difícil para ele me alcançar, como Stark tinha dito na noite anterior.
— Isso não é da sua conta — eu disse.
— Você está correta. Todos os filhos do homem que estão ao redor de você, ansiosos para se aproveitar de sua presença, são completamente sob minha preocupação.
Eu não me incomodei em chamar atenção dele por ter distorcido o que eu disse. Eu estava muito ocupada tentando ficar calma e me forçando a acordar.
— Você me afastou de você, ainda sim me encontra em seus sonhos. O que isso diz sobre você, A-ya?
— Esse não é meu nome! Não nessa vida!
— Não nessa vida você diz. Isso significa que você aceitou a verdade. Sabe que sua alma é a reencarnação da virgem criada por Ani Yunwiya para me amar. Talvez seja por isso que você continua a vir até mim em seus sonhos, porque embora sua mente consciente resista, sua alma, seu espírito, sua própria essência anseia estar comigo.
Ele usou a palavra antiga para o povo Cherokee – o povo da minha avó e meu. Eu conhecia a lenda. Um lindo imortal alado tinha vindo para viver com os Cherokee, mas ao invés de ser benevolente e bom, ele era cruel. Ele abusava das mulheres e usava os homens. Finalmente, as Mulheres Sábias das tribos, conhecidas como Mulher Ghigua, se juntaram para criar uma virgem da terra. Elas deram vida a A-ya, assim como dons especiais. O propósito dela era usar a luxúria de Kalona para atrair ele para o subterrâneo para que ele pudesse ficar preso na terra. O plano delas funcionou. Kalona não conseguiu resistir a A-ya e ele ficou preso na terra – ou pelo menos ele estava até que Neferet o libertou. E agora que eu tinha compartilhado a memória com A-ya, eu sabia bem demais a verdade dessa lenda. Verdade, minha mente me lembrou.
Use a força da verdade para lutar contra ele.
— Sim — eu admiti. — Eu sei que sou a reencarnação de A-ya — eu respirei fundo, centrando minha respiração, virei, e encarei Kalona. — Mas eu sou a reencarnação de hoje dela, o que significa que eu faço minhas próprias escolhas, e eu não vou escolher ficar com você.
Eu queria negar que eu tinha vindo até ele – dizer algo inteligente como Alta Sacerdotisa – mas tudo que pude fazer foi olhar para ele. Ele era tão lindo! Como sempre, ele estava quase sem roupa. Acho que a melhor descrição seria nu. Ele estava usando jeans, e era isso. A pele dele era bronze e perfeita. Ela cobria seus músculos com uma suavidade que me fazia querer tocar nele. Os olhos âmbares de Kalona eram luminosos. Eles encontraram meu olhar com calor e gentileza o que fez minha respiração se prender. Ele parecia ter 18 anos, mas quando ele sorria ele parecia ainda mais jovem, mais garotão, mais acessível. Tudo sobre ele gritava cara super quente que eu deveria estar surtando por causa dele! Mas era uma mentira. Kalona na verdade era super assustador e super perigoso, e eu nunca podia esquecer disso – não importava o que ele parecia ser – não importa o que memórias profundas dentro da minha alma ansiavam para estar com ele.
— Ah, então você finalmente está se dignando a olhar para mim.
— Bem, você não iria embora e me deixaria em paz, então achei melhor ser educada — eu disse com uma forçada despreocupação. Kalona jogou sua cabeça para trás e riu. O som era infeccioso e quente e muito sedutor. Eu queria tanto que eu quase dei um passo em direção a ele quando suas asas escolheram aquele momento para se mexer. Elas tremeram e se abriram parcialmente então a luz do sol brilhou contra o fundo preto, iluminando o índigo violeta que geralmente se escondia na escuridão das penas. Ver elas era como bater em uma parede invisível. Eu lembrei de novo como ele era – um perigoso imortal caído que iria gostar de roubar meu livre arbítrio e, eventualmente, minha alma. — Não entendo porque está rindo — eu disse rapidamente. — Estou dizendo a verdade. Estou olhando para você porque sou educada, embora eu realmente quisesse que você fosse embora e me deixasse sonhar em paz.
— Oh, minha A-ya. — A expressão dele ficou sóbria. — Eu nunca posso deixar você em paz. Você e eu estamos ligados. Seremos a salvação, ou a perdição, um do outro. — Ele deu um passo mais para perto de mim e eu espelhei seu movimento dando um passo para trás. — Qual será? Salvação ou perdição?
— Eu só posso falar por mim. — Eu fiz minha voz permanecer calma, e fui até capaz de adicionar um toque de sarcasmo, embora eu pudesse sentir a pedra fria da balaustra da varanda se pressionando como as paredes de uma cela de prisão contra minhas costas. — Os dois soam muito ruim. Salvação? Jeesh, você me lembra as Pessoas de Fé, e já que eles te consideram um anjo caído, isso não te transforma em especialista em salvação. Perdição? Bem, sério, você ainda me lembra das Pessoas de Fé. Desde quando você se tornou tediosamente religioso? — Em dois passos ele cruzou a distância entre nós. Os braços dele se tornaram barras, me enjaulando entre a balaustra de pedra e ele. As asas dele tremeram, se abrindo ao redor dele para que ele tapasse o sol com seu próprio brilho negro. Eu podia sentir o terrível e maravilhoso calafrio que sempre emanava dele. Ela deveria ter me repelido, mas não o fez. Aquele horrível frio me atraiu dentro da alma. Eu queria me pressionar contra ele e ser carregada pela doce dor que ele podia trazer.
— Tedioso? Pequena A-ya, meu amor perdido, por séculos imortais tem me chamando de muitas coisas, mas tedioso não é uma delas. — Kalona veio até mim. Tinha simplesmente tanto dele! E tinha toda aquela pele nua... eu tirei meu olhar do peito dele e olhei em seus olhos. Ele estava sorrindo para mim, perfeitamente relaxado e em completo controle. Ele era tão gostoso que eu mal conseguia respirar. Claro, Stark e Heath e, sim, Erik, eram caras bonitos – na verdade, caras excepcionalmente bonitos. Mas eles não eram nada comparados a beleza imortal de Kalona. Ele era uma obra de arte, a estátua de um deus que personificava a perfeição física, só que ele era ainda mais atraente porque ele estava vivo – ele estava aqui – ele estava aqui por mim.
— Eu quero que você dê um passo para trás. — Eu tentei sem sucesso impedir minha voz de tremer.
— É isso que você realmente quer, Zoey? — Ele usar meu nome me chocou, me afetando mais do que quando ele me chamava de A-ya. Meus dedos se pressionaram com mais força contra o castelo de pena e eu tentei me segurar para não cair no feitiço dele. Eu respirei fundo e me preparei para mentir e dizer a ele que sim, eu com certeza queria que ele se afastasse de mim. Use o poder da verdade. As palavras passaram pela minha mente.
O que era a verdade? Que eu tinha que lutar pra não pular nos braços dele? Que eu não conseguia parar de pensar sobre quando A-ya tinha se rendido a ele? Ou a outra verdade – que eu queria ser uma garota normal cujos problemas mais estressantes eram dever de casa e garotas malvadas? Diga a verdade. Eu pisquei. Eu podia dizer a verdade.
— Agora tudo o que eu quero é dormir. Eu quero ser normal. Eu quero me preocupar com a escola e pagar o seguro do meu carro e o quão estupidamente cara está a gasolina. E eu apreciaria muito se você pudesse fazer alguma coisa sobre isso. — Eu segurei seu olhar com o meu, deixando a verdade me fortalecer. O sorriso dele era jovem e malicioso.
— Porque você não vem até mim, Zoey?
— Bem, sabe, isso não me daria nenhuma das coisas que acabei de mencionar.
— Eu posso te dar muito mais do que essas coisas mundanas.
— Yeah, tenho certeza que sim, mas nada seria normal, e agora é isso que eu realmente gostaria mais do que qualquer coisa é uma dose grande de normalidade.
Ele encontrou meu olhar, e eu percebi que ele estava esperando eu hesitar, ficar nervosa e atrapalhada, ou pior, em pânico. Mas eu tinha dito a ele a verdade, e essa era uma pequena vitória para mim, uma que me deu poder. Foi Kalona que finalmente desviou o olhar, a voz dele de repente hesitante e insegura.
— Eu não tenho que ser assim. Por você, eu poderia ser mais. — Os olhos dele encontraram os meus de novo. — Eu poderia escolher um caminho diferente onde você estivesse do meu lado.
Eu tentei não mostrar a onda de emoções que tinham causado dentro de mim quando ele tocou a parte de mim que A-ya tinha acordado.
Encontre a verdade, minha mente insistiu; e, de novo, eu a encontrei e falei. — Eu queria poder acreditar em você, mas não acredito. Você é lindo e mágico, mas também é um mentiroso. Eu não confio em você.
— Mas você poderia — ele disse.
— Não — eu disse honestamente. — Eu acho que não poderia.
— Tente. Me dê uma chance. Venha até mim e me deixe me provar para você. Verdadeiramente, meu amor, diga apenas uma pequena palavra, sim. — Ele se curvou e, com um movimento que era gracioso e forte e sedutor, o imortal caído sussurrou em meu ouvido, permitindo que seus lábios apenas tocassem minha pele o bastante para mandar calafrios por meu corpo. — Se dê para mim e eu prometo que vou realizar seus sonhos mais profundos.
Minha respiração estava saindo rápida e eu pressionei minha palma com mais força contra a pedra nas minhas costas. Naquele instante, eu só queria dizer uma palavra, sim. Eu sabia o que aconteceria se eu fizesse isso. Eu já tinha experimentado aquele tipo de rendição com A-ya. Ele riu, um som profundo e confiante.
— Continue, meu amor perdido. Uma palavra, sim, e sua vida vai mudar para sempre. — Os lábios dele não estavam mais na minha orelha. Ao invés disso o olhar dele prendeu o meu. Ele estava sorrindo em meus olhos. Ele era jovem e perfeito, poderoso e gentil. E eu queria tanto dizer sim que fiquei com medo de falar. — Me ame — ele murmurou. — Ame apenas a mim. — Através do meu desejo por ele minha mente processou o que ele estava dizendo, e eu finalmente encontrei uma palavra diferente de sim. — Neferet — eu disse.
Ele franziu. — O que tem ela?
— Você diz que eu deveria amar apenas você, mas você nem é livre. Você está com Neferet. — Um pouco da confiança dele desapareceu. — Neferet não é preocupação sua. — As palavras dele fizeram meu coração se apertar e eu percebi que grande parte de mim queria que ele negasse que estava com ela – que tinha acabado.
Desapontamento me trouxe força, e eu disse, — eu acho que ela é da minha conta. Da última vez que eu vi ela tentou me matar, e isso foi quando eu te rejeitei. Eu digo sim para você e ela vai perder a cabeça – o que resta dela. Para cima de mim. De novo.
— Porque estamos discutindo Neferet? Ela não está aqui. Olhe para a beleza que nos cerca. Considere como seria reinar esse lugar ao meu lado – me ajudar a trazer de volta os caminhos antigos para esse mundo que se tornou moderno demais. — Uma das mãos dele foi acariciar meu braço. Eu ignorei a sensação que cresci pela minha pele e os sinos de alarme que tocavam em minha cabeça com o comentário dele sobre trazer os caminhos antigos de volta, e fiz meu melhor para falar como adolescente.
— Sério, Kalona, eu não quero mais drama com Neferet. Eu não acho que posso lidar com isso.
Ele jogou os braços para cima em frustração. — Porque ainda estamos falando da Tsi Sgili? Eu estou mandando você esquecer dela! Ela não é nada pra nós.
No instante que os braços dele não mais me aprisionavam contra a pedra, eu caminhei pela lateral, determinada a colocar algum espaço entre nós. Eu precisava pensar, e não podia fazer isso com os braços dele ao meu redor. Kalona seguiu, dessa vez me colocando contra a parte mais baixa da parede do telhado – uma brecha nos dentes de pedra. Só havia apoio até os meus joelhos. Dali para cima eu podia sentir o vento frio passando contra minhas costas e movendo meu cabelo. Eu não precisava olhar para trás. Eu sabia que a queda era de deixar tonta e que o mar azul esperava muito, muito abaixo.
— Você não pode fugir de mim. — Os olhos âmbares de Kalona se cerraram. Eu vi raiva começando a aparecer sobre aquele exterior sedutor. — E você deve saber que vou governar esse mundo em breve. Vou trazer de volta os caminhos antigos, e fazendo isso vou dividir esse povo moderno, separando o trigo da palha. O trigo ficará ao meu lado, crescendo e prosperando enquanto me alimentam. A palha será queimada até nada restar.
Eu senti algo afundando dentro de mim. Ele estava usando palavras poéticas antigas, mas eu não tinha dúvidas que ele estava descrevendo o fim do mundo como eu o conhecia, e a destruição de incontáveis pessoas – vampiros, calouros, e humanos. Me sentindo enjoada, eu virei minha cabeça para trás e dei um olhar sem noção.
— Trigo? Palha? Desculpe, não entendi. Você tem que traduzir para algo que eu entenda. — Ele não disse nada por um longo tempo. Ele só me estudou em silêncio. Então, com um sorriso se formando em seus lábios, ele se estendeu e acariciou a lateral do meu rosto com sua mão.
— Você joga um jogo perigoso, meu pequeno amor perdido. — Meu corpo congelou. A mão dele deslizou da minha bochecha até meu pescoço, deixando um caminho de calor frio pela minha pele. — Você brinca comigo. Você acha que pode agir como uma garotinha que não entende nada a não ser o próximo vestido que vai usar ou o próximo garoto que vai beijar. Você me subestimou. Eu conheço você, A-ya. Eu te conheço bem demais.
A mão de Kalona continuou a descer e eu suguei o ar quando ele tocou meus seios. Ele esfregou seu polegar contra o ponto mais sensível ali e um desejo passou por mim. Não importava o quanto eu tentasse eu não conseguia me impedir de tremer com seu carinho. Ali no telhado do meu sonho, com o mar atrás de mim e Kalona diante de mim, eu estava presa em seu toque hipnotizante e sabia com uma terrível certeza que não era apenas as memórias de A-ya que me atraiam a ele. Era eu – meu coração – minha alma – meu desejo.
— Não, por favor pare. — Eu quis que as palavras saíssem altas e fortes, um comando que ele não podia ignorar, mas ao invés disso eu soava fraca e sem ar.
— Parar? — Ele riu de novo. — Parece que você perdeu sua verdade. Você não deseja que eu pare. Seu corpo anseia por meu toque. Você não pode negar. Então pare com essa tola resistência. Aceite o seu lugar ao meu lado. Se junte a mim e juntos vamos criar um novo mundo.
Eu me balancei em direção a ele, mas consegui sussurrar, — não posso.
— Se você não se juntar a mim você será minha inimiga, e eu vou queimar você com o resto da palha.
Enquanto ele falava seu olhar saiu do meu rosto e foi até meus seios. Agora ele acariciava os dois com suas mãos. Os olhos âmbares dele ficaram suaves e pareciam fora de foco enquanto ele me acariciava, enviando ondas de gelo de um desejo indesejado por meu corpo, e uma doença para meu coração, mente, e alma. Eu estava tremendo tanto que minhas palavras soavam tremulas.
— Isso é um sonho... apenas um sonho. Isso não é real. — Eu falei como se para me convencer. A luxúria dele por mim o deixou ainda mais sedutor. Ele sorriu intimamente para mim enquanto continuava a acariciar meus seios.
— Sim, seu sonho. Embora exista verdade e a realidade aqui, assim como os seus desejos mais secretos e profundos. Zoey, nesse sonho você é livre para fazer o que desejar – nós podemos fazer o que você quiser.
É só um sonho. Eu repeti as palavras para mim mesma. Por favor, Nyx, deixe o poder dessa próxima verdade me acordar. — Eu quero estar com você — eu disse. O sorriso de Kalona era feroz com a vitória, mas antes dele poder me trancar eu seu abraço imortal e familiar demais, eu acrescentei, — Mas a verdade é que não importa o quanto eu queira você, eu ainda sou Zoey Redbird e não A-ya, e isso significa que nessa vida eu escolhi seguir Nyx. Kalona, eu não vou trair minha deusa cedendo a você!
Conforme eu gritei as últimas palavras eu me joguei para trás, para que eu caísse do telhado do castelo em direção a costa cheia de pedras muito, muito abaixo. Através dos meus gritos, eu pude ouvir Kalona gritando meu nome.

3 comentários:

  1. Nyx <3 é estranho pensar nela na série House of Night e na Casa de Hades. Acho que teria sido melhor o autor nem ter colocado aquela parte - confunde a minha cabeça. Embora eu concorde que prefiro a Nyx daqui do que a de lá .-.

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  2. Concordo totalmente com você Madallyn!!!

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  3. Caramba, esse Kalona sabe jogar muito bem

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