9 de outubro de 2015

Capítulo 11 - Zoey

— Eu? Z., o que você disse não faz o menor sentido — Stark falou.
— Eu sei, eu sei. Desculpe. É que eu me senti meio como se estivesse espionando você quando fiz isso porque você estava dormindo, e eu só fiz isso porque foi na época em que você estava tendo problemas para dormir, e na verdade foi mais uma coisa acidental, então eu nunca disse nada para você, e agora parece como se eu tivesse inventado tudo isso — terminei apressadamente.
— Zoey, eu posso ouvir as suas emoções. Isso é muito mais “espionagem” do que você olhar para mim através de uma pedra enquanto estou dormindo. Além do mais, você está certa. Meu sono realmente tem aumentado. Eu não a culpo por dar uma conferida em mim com a pedra. Apenas me conte o que você viu.
— Eu vi uma sombra em cima de você. Eu me lembro de pensar que parecia um guerreiro fantasma. Você abriu a sua mão e a espada do Guardião apareceu. Então a sombra-fantasma a segurou e ela se transformou em uma lança. Achei que ela estava ensanguentada. Aquilo me assustou, então chamei o espírito e ele afugentou aquela coisa. Você acordou e nós, ahn... — senti meu rosto esquentar. — Bem, nós fizemos amor e eu me esqueci disso.
— Z., gosto de pensar que eu sou bom de cama e tal, mas, mesmo assim, como você pode esquecer de ter visto um cara-fantasma com uma lança pairando em cima de mim?
— É sério, Stark. Logo depois disso começou o que Stevie Rae chamaria de um fuzuê danado aqui na House of Night. Eu estava ocupada — cruzei os braços e olhei intensamente para ele. — Espere aí, eu não me esqueci totalmente disso. Eu contei para Lenobia sobre o cara da sombra.
— Ótimo, então uma professora sabe, mas eu não sabia.
— Agora você sabe.
— Bom, e o que Lenobia falou sobre isso?
— Basicamente, ela me disse para manter os meus olhos bem abertos aqui no mundo real em vez de ficar olhando embasbacada através da pedra, que foi o que eu fiz até a noite passada quando eu vi Heath — falei.
— Olhe para mim através da pedra de novo.
— Agora?
— Agora.
— Ok — levantei a pedra da vidência, respirei fundo e olhei através dela para Stark.
— E então? Que tal eu estou?
— Mal-humorado.
— E?
— Irritante.
— Nada mais?
— Talvez um pouco fofo. Mas apenas talvez — coloquei a pedra de volta embaixo da minha camiseta. — Simplesmente apenas você. Não achei mesmo que eu fosse ver nada. A pedra não estava quente.
— Ela fica quente?
— Sim, às vezes — mordi o lábio e pensei sobre isso. — Na verdade, foi por isso que eu olhei através dela para você da primeira vez. Ela tinha esquentado.
— A pedra estava quente quando você olhou através dela para Aurox? — ele perguntou.
— Não, mas eu sabia que tinha que olhar através dela. Foi como se eu me sentisse compelida a fazer isso — respondi. — E ela já tinha esquentado antes, quando Aurox estava por perto.
— Maldita magia antiga. Isso é um pé no saco — ele reclamou. — Podia pelo menos existir um manual com as regras da pedra descritas em algum lugar, mas não.
— Eu posso ligar para Sgiach. Quero dizer, ela me deu a pedra. Ela lida com magia antiga. Talvez ela possa me dar algumas orientações.
Ele bufou.
— Você não pediu isso a ela em Skye?
— Sim — eu disse.
— Se eu me lembro bem, ela não deu nenhuma resposta concreta.
— Você está certo. Ela falou inclusive que achava que a única magia antiga que ainda existia neste mundo estava em Skye.
— Ela estava errada — Stark afirmou.
— Sim, definitivamente.
— Quer saber o que eu acho?
Stark chegou mais perto de novo e colocou o seu braço em volta de mim. Encostei minha cabeça no ombro dele, deslizei o meu braço ao redor da sua cintura e falei:
— Que eu sou louca?
Ele abriu um sorriso e beijou minha testa.
— Você não é só louca. Você é muito louca. Caramba, Z., você é totalmente louca. Mas eu gosto de um pouco de loucura.
— Agora você pareceu a Stevie Rae — nós sorrimos um para o outro, mais relaxados, apoiados nas bases do nosso relacionamento: o nosso compromisso e a nossa crença um no outro. — Então, o que você ia dizer? O que você acha disso tudo?
— Eu acho que estou cansado de decidir o que fazer por causa do que os outros dizem. Especialmente adultos que nos entregam enigmas ou que nos largam no meio de uma tempestade de merda sem nos dar nenhuma ajuda de verdade — ele disse.
— Sim, eu entendo isso. Eu me senti assim quando Neferet ficou louca e eu era a única que sabia disso.
— Ok, então vamos decifrar essa coisa de magia antiga por nós mesmos. Z., você tem afinidade com todos os cinco elementos. Ninguém consegue nem se lembrar da última vez em que isso aconteceu com outra pessoa. Você é um tipo diferente de novata, um tipo diferente de Alta Sacerdotisa. Você é uma jovem rainha guerreira, e eu sou o seu Guardião. Juntos, não há nada que nós não possamos enfrentar — o seu sorriso metidinho estava de volta.
— Nós combatemos no Outromundo e vencemos.
— É, exceto pela parte em que você morreu e tal — eu o lembrei.
— Só um pequeno detalhe. No fim deu tudo certo.
Eu o abracei, pressionando o meu corpo contra o seu dorso forte.
— Deu tudo mais do que certo.
Ele me beijou e eu extraí força do seu gosto, do seu toque e do seu amor. Talvez Stark estivesse certo. Talvez não existisse nada que nós não pudéssemos enfrentar. Suspirei de alegria e me aconcheguei no peito dele.
— Vamos para o estábulo — Stark indicou com o queixo o prédio comprido que não estava longe de nós.
— Sim, acho que devemos ir. Aposto que Erin está lá. Até daqui eu posso ver que parece tudo encharcado.
— Na verdade, já faz um tempo que não vejo Erin — Stark encolheu os ombros. — Talvez porque o estábulo esteja realmente muito melhor do que você imagina. A maior parte dos danos foi a fumaça. Só o que realmente queimou foram uma baia e um fardo de feno e forragem.
— Persephone está bem, certo?
Entrelaçando os meus dedos aos dele, nós começamos a caminhar devagar em direção ao estábulo, deixando os nossos braços e quadris roçarem um contra o outro.
— Ela está bem. Todos os cavalos estão bem. Bem, menos Bonnie. Ela está muito nervosa. Lenobia a colocou junto com Mujaji para acalmá-la. Aparentemente as duas se dão bem. O que me faz lembrar que vários novatos disseram que viram Lenobia beijando Travis antes de os paramédicos o levarem embora — Stark contou.
Meus olhos se arregalaram.
— Sério? Mal posso esperar até Aphrodite e Stevie Rae saberem disso!
Stark riu.
— Stevie Rae já soube por Kramisha, que está contando para todo mundo — ele me cutucou com o seu ombro. — Todo esse tempo que você passou na árvore fez com que você perdesse uma boa fofoca.
Levantei os olhos para ele, confusa.
— Todo esse tempo? Eu só fiquei lá por tipo um minuto.
Stark parou.
— Que horas você acha que são agora?
Dei de ombros.
— Sei lá. Eu teria que olhar no meu telefone, mas nós fomos até a sala de Thanatos às sete e meia. Ficamos lá provavelmente meia hora ou menos, então agora deve ser no máximo oito e meia.
— Zoey, são onze e meia. Nós só temos tempo para encontrar todo mundo no estábulo e ir até a pira funerária de Dragon.
Fiquei gelada por dentro.
— Stark, eu perdi mais de três horas!
— Sim, você perdeu, e eu não gosto nada disso. Prometa que você não vai olhar através dessa maldita pedra de novo, a menos que eu esteja com você.
Eu estava apavorada o bastante para não discutir com ele.
— Prometo. Dou minha palavra a você. Eu não vou olhar através dessa coisa a não ser que eu esteja com você.
Os ombros dele relaxaram e ele me deu um beijo rápido.
— Obrigado, Z. Algo que pode roubar tempo de você não é nada bom — ele deu ênfase especial às duas últimas palavras. — Eu sei que Sgiach disse que a magia antiga pode ser boa ou má, mas não faz diferença se ela chega sem avisar.
— Eu sei. Eu sei — a gente tinha começado a andar de novo, mas eu continuei segurando firme a mão dele. — Não me espanta que eu tenha me sentido como se fosse ter um ataque do coração. Eu fiquei parada ali, encarando aquelas coisas nojentas e fedidas por horas — encolhi os ombros.
— Está tudo bem. A gente vai decifrar essa magia antiga toda. Eu não vou deixar que nada aconteça com você.
Stark apertou minha mão e eu apertei a dele de volta. Eu queria acreditar nele. Eu realmente acreditava nele, na sua força e no seu amor. Era com o outro lado que eu estava preocupada. O lado desconhecido em que as Trevas estavam firmemente plantadas, que continuava espreitando e derrubando as pessoas que eu amava.
Fiquei pensando em como eu não queria perder mais ninguém quando aquela pedra da vidência idiota começou a esquentar. Eu parei, fazendo com que Stark parasse abruptamente comigo também.
Pressionei a minha mão sobre o ponto quente no meu peito.
— O que foi? — ele perguntou.
— Está esquentando.
— Por quê?
— Stark, eu não tenho ideia. Você deveria me ajudar a decifrar isso, lembra?
— Ok, sim. Certo. Nós podemos fazer isso — ele começou a olhar em volta. — Então, vamos decifrar isso.
— Como?
— Bom, eu estou pensando — ele disse.
Suspirei e tentei pensar também. A gente havia parado embaixo de uma das grandes árvores bem próximas ao lado leste do estábulo. Levantei os olhos rapidamente, preocupada com coisas sem olhos e bocas costuradas à espreita. Mas não havia nada acima de nós. Na verdade, tudo estava em paz ao nosso redor. Tudo o que eu conseguia pensar era que não havia nada para pensar. Algumas vozes chegavam até nós do estábulo e eu podia ouvir equipamentos e outras coisas em funcionamento, como tratores e máquinas sendo usados para retirar o entulho e limpar os destroços. Escutei o som de outro motor, vindo de algum lugar atrás de nós e se aproximando.
— Que estranho — Stark comentou, olhando por sobre o meu ombro. — Táxis não costumam vir aqui.
Segui o olhar dele e vi o carro velho e marrom, com a palavra “TÁXI” escrita em letras pretas na sua lateral. Stark estava certo. Era superestranho ver um táxi na House of Night. Que inferno, Tulsa não era exatamente conhecida por seu maravilhoso serviço de táxis.
Dei de ombros mentalmente – o bonde do Centro da cidade era mais legal mesmo.
Então Lenobia saiu pela porta lateral do estábulo e praticamente correu até o carro. Ela abriu a porta traseira e se abaixou para ajudar o cowboy alto e enfaixado a descer do veículo. O táxi foi embora. Travis e Lenobia apenas ficaram parados ali, olhando um para o outro.
Minha pedra da vidência estava tão quente que parecia que ia queimar a minha camiseta e abrir um buraco nela. Eu a tirei e a segurei longe da minha pele. Mas não disse nada. Stark e eu estávamos muito ocupados olhando Travis e Lenobia. Eles não estavam muito perto de nós, mas mesmo assim parecia uma invasão de privacidade ficar ali olhando para eles – apesar de a gente continuar ali, olhando embasbacados para os dois.
Então caiu a ficha. Cutuquei o braço de Stark e falei em voz baixa:
— A pedra ficou superquente assim que Travis saiu do táxi.
Stark desviou os olhos de Travis e Lenobia, voltou-se para a pedra e depois para mim. Ele colocou uma mão firme no meu ombro e disse:
— Vá em frente. Olhe através da pedra para ele. Eu estou aqui com você. Não vou deixar que nada aconteça com você. Se alguma coisa tentar sugar o seu tempo, eu vou detê-la.
Eu assenti e, como se arrancasse um band-aid com um movimento rápido, levantei a pedra da vidência, enquadrando Travis e Lenobia dentro do seu círculo.
No começo, foi como tinha acontecido na árvore: a minha visão dos dois permaneceu exatamente a mesma. Observei Lenobia passando as mãos nervosamente sobre as mãos enfaixadas de Travis. Elas pareciam grandes luvas brancas, e eu reparei que a gaze chegava até o antebraço dele. Mesmo de onde estávamos, o rosto dele estava anormalmente vermelho e brilhante, como se ele tivesse se queimado muito no sol e tivesse passado um gel pós-sol.
Mas não parecia que ele estava sentindo dor. Ele estava sorrindo. Muito. Para Lenobia. Eu estava quase largando a pedra e me preparando para dizer a Stark que eu era de fato totalmente louca, quando Travis se inclinou e beijou Lenobia.
Então tudo mudou. Houve um brilho tão forte que me fez piscar e, quando minha visão clareou, Travis tinha desaparecido. No lugar dele estava um cara negro, jovem e realmente bonito. Ele tinha cabelo comprido, que estava puxado para trás em um rabo de cavalo baixo, e ombros tão largos que parecia um linebacker. Ele estava beijando Lenobia como se fosse o último beijo dele no mundo. E ela o estava beijando de volta, só que era uma Lenobia diferente. Ela parecia jovem, como se tivesse apenas uns dezesseis anos. Ela o envolveu com os seus braços como se nunca mais fosse soltá-lo. Em toda a volta deles, o ar ondulava e tremeluzia, como se eu os estivesse observando por trás de uma panela efervescente. Só que, em vez do vapor subindo, eu juro que havia duendes de felicidade azul-turquesa esvoaçando ao redor deles.
A felicidade cresceu dentro de mim e começou a borbulhar, como se a panela fosse a minha cabeça e a água, as minhas emoções. O chão sumiu de debaixo dos meus pés. Eu estava flutuando em alegria, amor e bolhas azuis. Então minha cabeça ficou realmente zonza e o meu estômago, totalmente rebelde.
— Zoey! Chega! Abaixe a pedra agora!
Percebi que Stark estava gritando comigo e puxando a pedra da vidência. Senti a terra embaixo dos meus pés de novo. As bolhas azuis evaporaram e a alegria se foi, deixando-me enjoada, exausta e supertrêmula. Soltei a pedra da vidência a tempo de me abaixar e vomitar ao lado da árvore.
— Você está bem. Estou aqui com você, Z. Está tudo bem — Stark estava segurando o meu cabelo para trás enquanto eu continuava a vomitar e a botar minhas tripas para fora.
— Stark? Zoey? — Lenobia estava vindo na nossa direção, soando ofegante e preocupada.
Eu ouvi Travis logo atrás dela, perguntando o que havia de errado. Mas eu não consegui responder. Eu estava muito ocupada vomitando.
— Zoey! Ah, Deusa, não! — a preocupação de Lenobia disparou quando ela percebeu que eu estava vomitando.
— Ela não está rejeitando a Transformação. Ela está bem — Stark a tranquilizou enquanto eu pegava outro lenço de papel que ele tinha me oferecido e enxugava a boca.
Quando finalmente parei de vomitar, eu me encostei na árvore, envergonhada e desconfortável. Eu realmente detestava vomitar.
— Então o que aconteceu? Por que você está enjoada?
Com Stark de um lado e Lenobia de outro, eles me guiaram até um banco de ferro forjado que não estava muito longe da árvore grande (mas longe o bastante para que ninguém sentisse o cheiro do meu vômito, eca).
— Vocês querem que eu chame alguém? — Travis perguntou.
— Não — respondi rapidamente. — Eu estou bem. Vou ficar melhor agora que estou sentada — olhei para Stark com ar de interrogação.
Ele assentiu.
— Seja o que for que você tenha visto, conte para ela. Nós confiamos nela.
Eu me voltei para Lenobia.
— E você confia em Travis?
— Com a minha vida — ela não hesitou.
O cowboy grandão sorriu e se aproximou mais dela. Os ombros deles se tocaram.
— Ok, o que aconteceu é que a minha pedra da vidência começou a esquentar. Quando Travis saiu do carro, ela ficou realmente quente. Stark estava aqui, então nós decidimos que eu deveria olhar através dela, bem, para vocês, e ver se isso poderia me ajudar a começar a entender o que ela me mostra. Então eu olhei através dela para vocês dois.
— Pedra da vidência? — Travis perguntou.
Ele não soou nem um pouco assustado, apenas curioso.
— É um amuleto de magia antiga dado a Zoey por uma rainha vampira ancestral — Lenobia explicou. — E o que você viu?
— Bem, nada demais até que vocês dois se beijaram — eu sorri encabulada. — Desculpe por ficar olhando vocês se beijarem.
Travis sorriu e colocou um braço enfaixado em volta do ombro de Lenobia.
— No que depender de mim, mocinha, você vai me ver beijando esta bela garota aqui muitas vezes.
Esperei que Lenobia o fuzilasse com o seu olhar mortal. Em vez disso, ela levantou os olhos com adoração para ele, colocou a mão sobre o peito dele em cima do coração e encostou a cabeça cuidadosamente sobre o seu ombro. Então ela repetiu:
— O que você viu enquanto estávamos nos beijando?
— Travis se transformou em um cara negro grandão e você virou uma versão mais jovem de si mesma. E ao redor de vocês havia umas coisinhas borbulhantes, felizes e azuis. Tenho certeza de que eram duendes de algum tipo — arregalei os olhos. — Na verdade, agora que estou pensando nisso, aquelas bolhas me lembram o mar. Hum. Estranho. Enfim, fiquei totalmente capturada pela cena, como se eu tivesse saído do chão e estivesse em uma bolha azul e feliz do oceano. Desculpe. Eu sei que isso parece loucura — prendi a respiração, esperando Lenobia cair na risada e Travis começar a zombar de mim.
Mas eles também não fizeram isso. Em vez disso, Lenobia começou a chorar. Eu quero dizer chorar para valer. Ela caiu naquele choro convulsivo e cheio de catarro em que eu sou especialista. Travis apenas a abraçou mais forte. Ele abaixou os olhos para Lenobia como se ela fosse um milagre personificado.
— Eu já conheci você antes. É por isso que, com você, eu me sinto como se estivesse em casa.
Lenobia assentiu. Então, em meio às suas lágrimas, ela contou:
— Travis é o meu único companheiro humano, meu único amor, que voltou para mim depois de duzentos e vinte e quatro anos. Eu jurei nunca amar ninguém depois dele e não amei. Nós nos conhecemos e nos apaixonamos no mar, no navio que nos levou da França para Nova Orleans.
— Então a pedra da vidência me mostrou a verdade?
— Sim, Zoey. Com certeza absoluta — Lenobia disse antes de afundar o rosto no peito de Travis e chorar, enquanto ele a abraçava, deixando para trás dois séculos de espera, saudade e dor.
Eu me levantei e peguei a mão de Stark de novo, puxando-o para longe para que os dois pudessem ficar sozinhos. Enquanto entrávamos no estábulo, ele disse:
— Isso não significa que Aurox é Heath que voltou para você. Você sabe disso, certo?
Stevie Rae me salvou ao chegar apressada, falando efusivamente:
— Aiminhadeusa! Por onde você andou? Mal posso esperar para contar a você sobre Lenobia e Travis!
— Já vi esse filme antes — Stark falou. — Onde estão Darius e Aphrodite?
— Eles já estão na frente do Templo de Nyx, na pira funerária — Stevie Rae respondeu. — Nós vamos encontrar com eles já, já.
— Vou procurar Erin, Shaunee e Damien. A gente tem que ir.
— O que há com ele? — Stevie Rae perguntou, olhando Stark se afastar dando passos firmes.
— Heath pode estar realmente dentro de Aurox.
Stevie Rae ecoou exatamente meus pensamentos, dizendo:
— Ah, que inferno!

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