11 de outubro de 2015

Capítulo 11 - Zoey

— Ah, inferno! Uma multidão? Isso é tudo o que precisamos agora.
Eu suspirei em frustração enquanto passávamos através da Rua Vinte e Um iluminada da Utica onde a escola surgia. Foi uma cena superestranha. Já passava da meia-noite, e a rua estava escura. Deveria estar vazia também, mas os grandes portões de ferro da escola estavam abertos, e um monte de pessoas lotava, pelo menos, dez metros à frente deles. As duas luzes à gás em castiçais de cobre formavam sombras bruxuleantes em um semicírculo sobre o grupo. As pessoas também se estendiam para ambos os lados da rua. Fora do alcance das chamas da escola, eu podia ver as formas escuras dos carros que estavam estacionados em cima da calçada, parecendo abandonados e totalmente fora de lugar.
— Você vê alguma coisa queimando, exceto nossas lanternas? Como uma cruz extremamente grande? — a cabeça de Shaunee surgiu entre Stark e eu enquanto ela tentava obter uma melhor visão do banco traseiro.
— Pare e deixe-me sair daqui. Vou lidar com isso! — disse Kalona.
— Não! — Thanatos, Marx e Vovó gritaram juntos.
— Eles não aparentam estar com raiva — disse Thanatos.
O detetive Marx freou e baixou a janela. Todos nós nos esforçamos para ouvir, então ele disse:
— É difícil de ver, mas não ouvi ninguém gritando.
— Minha visão noturna é melhor do que a sua, e eu não posso ver empurrões ou corridas em pânico. Tudo parece muito calmo — Thanatos observou.
— Sim, bem, prefiro prevenir a remediar, por isso vamos ter certeza de que eles sabem de que lado da lei a House of Night está.
O detetive agarrou a luz policial portátil que trouxera de ONEOK e a prendeu no teto do Hummer. Ele acionou um interruptor e começou a girar a luz azul e vermelha que era muito familiar para qualquer um que pode não ter parado totalmente nas quatro vias da mesma avenida da South Intermediate High School com a 101 e Lynn Lane. Não que eu tivesse qualquer experiência pessoal com isso. Só estou dizendo que era estranho estar dentro do carro da polícia quando a coisa se iluminou.
Marx acionou o interruptor de novo e uma sirene ainda mais detestável gritou duas vezes. A luz e o som funcionaram perfeitamente. A multidão ondulou e se virou para nós e, reconhecendo a presença do Departamento de Policia de Tulsa, se separaram para que o Hummer fosse capaz de passar pela entrada da escola.
Parados onde o portão resistente deveria estar fechado em segurança, Aphrodite, Darius, Stevie Rae, Rephaim, Lenobia e Aurox estavam alinhados em frente à entrada, formando uma corrente humana.
— O que eles estão fazendo? — Stark fez a pergunta que todos nós estávamos pensando.
— Espero que eles estejam tomando sábias decisões — disse Thanatos.
Silenciosamente eu concordei e meus olhos foram primeiro para Aphrodite. Se ela parecesse chateada e/ou tivesse uma garrafa na mão, eu saberia que o que estava acontecendo era ruim, com cruzes em chamas e habitantes da cidade gritando ou não. Tudo nela parecia estar confuso. Quero dizer, obviamente confuso. Ela tinha uma mão no quadril e estava dando de ombros. Ao mesmo tempo em que Lenobia balançava a cabeça e falava com alguém no meio da multidão que eu não conseguia ver.
— Aphrodite parece confusa, mas não assustada — fiz a minha surpreendente observação em voz alta. — E Lenobia parece estar bem com o que está acontecendo. Não deve ser tão horrível, seja o que for.
— Irmã Mary Angela e a irmã Emily estão aqui. Oh, agora eu posso ver! Há um grupo de freiras na vanguarda — Vovó apontou e acenou. — Está tudo bem, se elas são parte da multidão.
— Essa é uma boa teoria, mas estou dirigindo para dentro do terreno da escola antes que qualquer um de vocês saia. E quero que fiquem do lado de dentro da House of Night, não importa o que os chamar para fora — disse Marx.
Eu podia ver que a Vovó tinha um olhar de repreensão no rosto, mas a resposta de Thanatos – “Concordo detetive” – a silenciou.
Eu estava feliz. Ok, talvez não fosse porque eu estava fora da prisão por quase 24 horas, mas uma multidão de seres humanos em torno dos portões da escola, mesmo os familiares que pareciam se aglomerar pacificamente, fez meu estômago se apertar com o estresse. Para não falar que já era meia noite, não muito tempo depois de Neferet ter jogado partes de pessoas pela varanda do Mayo. Eu não tinha vontade de repreender ou desobedecer a Marx e Thanatos. Na verdade, esperava que eu tivesse tido desobediência suficiente para o resto do que iria, esperançosamente, tornar minha vida longa e chata.
E então Kalona saiu do Hummer.
— Ei, aquele é o cara alado? — alguém gritou da multidão.
— Uau! Filho de Erebus! — outra pessoa desinformada gritou, falando Erebus de forma mal pronunciada, de modo que soou como “Eribus”, o que fez Stark disfarçar a risada com uma tosse.
Dei uma cotovelada em Stark e ele me mostrou seu sorriso fofo e arrogante, sussurrando “Eribus!” Eu revirei os olhos.
— Ok, ok — detetive Marx dizia enquanto levantava as mãos em um gesto apaziguador. — Não há nada para ver aqui. Vocês precisam seguir em frente e não bloquear essa porta de entrada.
— Oh, não se preocupe detetive. Nós não desejamos bloquear a entrada da escola. Só desejamos entrar — uma freira avançou propositalmente, sorrindo com carinho maternal. — É tão bom vê-lo de novo, Kevin.
— Irmã Mary Angela, senhora — o detetive Marx fez um cumprimento como se tirasse um chapéu invisível para ela em um gesto de respeito dos velhos tempos. — É terrivelmente tarde para você e as outras senhoras fazerem uma visita social.
— Oh, Kevin, não estamos aqui para socializar — ela disse enigmaticamente.
Antes que Marx pudesse começar a questioná-la, Vovó falou, passando por ele para receber a freira no limite da escola.
— Mary Angela, eu estava pensando em você agora há pouco.
Elas se abraçaram rapidamente.
A freira riu e disse numa voz alta o suficiente para boa parte da multidão que assistia ouvi-la.
— E quando você pensou em mim? Antes ou depois de ser atacada pelas Trevas? Você leva uma vida tão interessante, Sylvia.
Aphrodite, que tinha vindo ficar ao meu lado, bufou, dizendo:
— As pessoas mais velhas deveriam ter vidas menos interessantes.
— Nós deveríamos ter uma vida menos interessante — eu disse baixinho.
Vovó sorriu como se pudesse nos ouvir.
— Foi depois, quando Thanatos pediu as orações de Tulsa para nos ajudar.
— Ah, esta é uma linda coincidência, porque a oração foi o que nos trouxe até aqui.
— Por favor, explique, boa irmã — pediu Thanatos.
Notei que ela não se juntou a Vovó.
Olhei para Kalona, que estava ao seu lado como se esperasse que mais tentáculos das Trevas aparecessem a qualquer momento.
— Oh! Puta merda, já chega de enrolação — Aphrodite murmurou, e então caminhou para frente. — Eles querem proteção.
Segui-a, embora a mão de Stark no meu cotovelo me segurasse.
— Acredito que a palavra correta para o que eles querem é “santuário” — disse Lenobia.
— Você quer dizer a palavra politicamente correta — Aphrodite apontou.
— Se qualquer um de nós fosse politicamente correto, não estaríamos aqui — a partir da lamparina bruxuleante, uma mulher pequena, seguida por um homem magro, caminhou até ficar ao lado de Irmã Mary Angela. Ela assentiu com a cabeça educadamente para Thanatos. — Shalom, Grande Sacerdotisa.
— Eu os saúdo com a paz, Rabina Margaret — disse Thanatos. Agora que estavam mais perto da luz, o casal pareceu familiar para mim. — Saúdo-vos com a paz, também Rabino Steven. É sempre um prazer ver os nossos vizinhos do Templo de Israel.
Percebi que é por isso que a mulher e o homem pareciam familiares. Eles eram o casal de rabinos, Margaret e Steven Bernstein, que tinham recentemente se tornado a liderança rabínica no Templo de Israel, que ficava, literalmente, ao lado da Utica Square vizinho da House of Night. Lembrei-me de que tinham elogiado os biscoitos de chocolate da vovó em nossa noite de casa aberta que havia, é claro, terminado em desastre e morte.
— Então, é de fato santuário que vocês procuram aqui esta noite? — Thanatos perguntou ao casal, mas sua voz se propagou ao longo da multidão.
— Sim — respondeu a Rabina Margaret, enquanto ela e seu marido, assim como um grupo de pessoas em pé atrás deles, concordavam com a cabeça.
— As Irmãs Beneditinas procuram santuário também — disse a Irmã Mary Angela.
— Assim como a Congregação de Todas as Almas — acrescentou uma mulher mais velha, avançando para fora das sombras. Ela tinha longos cabelos loiros desbotados, mas seus os olhos eram tão brilhantes e azuis que, mesmo na penumbra, reluziam como pequenas águas marinhas. Ela caminhou em linha reta até Thanatos, ignorando o olhar furioso do detetive Marx, e estendeu a mão. — Era tempo de nos conhecermos. Eu sou Suzanne Grimms, líder do Desígnio Ministério de Todas as Almas. Como eu disse, estamos pedindo por um santuário, também.
Thanatos hesitou. Ela olhou para Lenobia, que sorriu. Olhou para Kalona, que franziu a testa. E então me surpreendeu olhando por cima do ombro para mim. Eu encontrei seus olhos e fiz o que meu instinto me disse para fazer, sorri e acenei com a cabeça.
Thanatos se virou para Suzanne, agarrou seu braço na saudação tradicional dos vampiros, e ergueu a sua voz, que se encheu com o poder de Nyx.
— Como Grande Sacerdotisa da House of Night de Tulsa, eu os recebo e concedo refúgio a todos que o procuram!
Ao meu lado, ouvi Stark suspirar e sussurrar:
— Ah, inferno...


— Não, Bobby! Quantas vezes a mamãe tem que dizer a você? Você não pode tocar as asas do homem alto!
Uma mulher de aparência exausta arrancou uma criança de onde ele oscilava no chão de areia do estábulo, com os braços esticados para cima, estendendo a mão para a ponta da asa de Kalona.
Mordi minha bochecha para não rir quando o imortal alado grunhiu em aborrecimento e se desviou para evitar que dedos pegajosos o atingissem. A criança tentou se balançar para fora dos braços cansados de sua mãe. Kalona se esquivou ao seu redor para o outro lado. Como de costume, onde quer que Kalona aparecesse, todos os seres humanos concentravam sua atenção sobre ele, que parecia não deixá-lo nunca. Ele parecia cansado. Estranhamente, suas feridas não haviam cicatrizado totalmente, ainda eram dolorosas linhas rosadas e franzidas. Eu estava pensando que ele não deve ter passado tempo suficiente no telhado do edifício ONEOK quando o “Pssiuu!” de Aphrodite chamou a minha atenção.
— Z, Caipira, venham aqui comigo agora! — Aphrodite nos chamou.
Stevie Rae e eu deixamos a caixa d’água que estávamos carregando pelo estábulo e seguimos Aphrodite para a pequena parede sombria e distante que ostentava uma estátua de Nyx.
— Cara, eu estou cansada — disse Stevie Rae.
— Eu também — concordei.
— Estamos atrasadas para uma pausa — Aphrodite falou, jogando latas de Coca-Cola para Stevie Rae e eu. Então ela me surpreendeu totalmente por abrir a sua própria lata.
— Coca? Você? Pensei que você odiava.
— Eu odeio, e isso não é Coca. É champanhe Sophia — ela respondeu, bebericando alegremente através de um pequeno canudo rosa que ela desembrulhou do lado da fina lata rosa.
— Champanhe em lata, quem diria? — Stevie Rae comen tou.
— Qualquer pessoa civilizada.
— Eu sabia — eu disse.
— Meu ponto, exatamente — Aphrodite disse. Em seguida, ela voltou os olhos para Kalona, que estava de pé no meio do estábulo, obviamente à procura de alguém e obviamente, tentando ignorar as pessoas que estavam olhando para ele.
— Kalona mais seres humanos, especialmente os pequenos seres humanos, é igual a um trem apocalíptico desenfreado — Aphrodite observou.
— De acordo total com você — concordei. — Ele parece cansado para vocês?
Aphrodite bufou.
— Todos nós parecemos cansados.
— Eu acho que ele se parece como sempre, exceto por estar abatido, o que me faz um pouco de sentido uma vez que ele estava evitando que o bebê lhe arrancasse uma pena — Stevie Rae respondeu.
— Kalona é um imortal. Ele está bem e um bebê puxando suas penas seria mais do que incrível — disse Aphrodite. — Eu me pergunto se eu poderia subornar uma criança para fazer isso, ou, melhor ainda, sua mãe para deixá-la fazer isso. Vocês acham que ela gosta de mimosas?
— Essa mãe certamente parece precisar de uma mimosa, sem o suco de laranja. Ela provavelmente gostaria de uma das suas latas cor-de-rosa — Stevie Rae comentou.
— Eu não digo isso muitas vezes, porque quase nunca é verdade, mas acho que você está certa, Stevie Rae. Vou precisar de mais do que uma destas pequeninas latas, no entanto. Parece um trabalho para a Viúva Clicquot.
— Viúva Clicquot? Ela é do Templo de Israel?
— Oh, pobre, camponesa ignorante — Aphrodite disse, balançando a cabeça tristemente para Stevie Rae.
Kalona tinha conseguido vencer a criança, e ele estava se movendo novamente. Ugh parecia que vinha em nossa direção.
— Diga-me que ele não está vindo em nossa direção.
— Gostaria de poder — Aphrodite respondeu.
— Ele é como um pombo-correio gigantesco — disse Stevie Rae.
— Devemos encontrá-lo no meio do caminho? — perguntei, bocejando.
Olhei para o relógio da escola. Ele dizia 05h30min. Tínhamos um pouco mais de uma hora antes do sol nascer, e pela primeira vez compreendi totalmente a exaustão dos novatos vermelhos.
— Salvar Kalona dos seres humanos? Não, não, de jeito nenhum — Aphrodite disse.
— Idem pra isso — Stevie Rae concordou.
Dei de ombros e bocejei novamente.
— Tudo bem por mim. Estou muito cansada para me mover de qualquer maneira.
Thanatos havia decidido que o melhor lugar para colocar todos os seres humanos – e realmente havia um monte deles – era o maior edifício no campus, o nosso estábulo. Achei que era uma boa ideia. O lugar era enorme, e com eles todos juntos aqui seria fácil de acompanhar. É claro que a maioria do assoalho da casa de campo era de areia, porque era usada para treinamento de Guerreiros, e a areia era uma chatice. Areia, sacos de dormir e seres humanos cansados, com medo, mal-humorados e espantados não era uma boa mistura, então nós todos (ou seja, quase todos no campus exceto Thanatos, Vovó, detetive Marx, e os líderes religiosos) passamos as últimas horas lutando para espalhar lonas e transformar os campos de treinamento de Guerreiros no que estava finalmente começando a se parecer com um abrigo temporário. Não que fosse muito melhor, mas pelo menos tinha menos areia e foi mais ou menos ordenado e seccionado em áreas de dormir para as famílias.
— Dá uma olhada — Aphrodite me bateu com o ombro. — O Rabino Steven Bernstein está encurralando Kalona. Aposto que ele está lhe fazendo todos os tipos de perguntas malucas.
— É culpa do Kalona — eu disse. — Vestir uma camisa não iria matá-lo.
— Exato! O que há com o peito constantemente nu? — Aphrodite concordou.
— Ei, pessoal, observem — Stevie Rae apontou. — Acho que Nicole e Shaylin estão começando a ser boas amigas. Estou feliz. Nicole fez uma grande mudança e, bem, Shaylin precisa de uma melhor amiga, especialmente depois que você ficou toda psicótica com ela, Z — Stevie Rae disse, e acrescentou rapidamente: — Desculpe, Z. Não quis ser maldosa ou qualquer coisa.
Eu suspirei.
— Sem problemas. Eu fui psicótica com ela, e estou feliz que ela tenha uma boa melhor amiga, também.
Aphrodite e eu voltamos nossos olhares para assistir as duas meninas de cabelos escuros. Elas estavam colocando seus sacos de dormir juntos. Pareciam supercompanheiras. Na verdade, enquanto eu continuava a observá-las, vi seus ombros se tocarem e inclinarem a cabeça uma para a outra. Minhas sobrancelhas se ergueram. Nicole estendeu a mão e afastou o cabelo de Shaylin do rosto, acariciando sua bochecha enquanto fazia isso, estranhamente me lembrando de algo que Stark faria ao flertar comigo. Limpei a garganta.
— Hmm, elas parecem bem próximas.
— Todo mundo deve ter uma melhor amiga! — Stevie Rae sorriu para mim.
— Uh, Stevie Rae — comecei, ainda observando os toques e olhares que Nicole e Shaylin compartilhavam. — Eu acho que elas podem...
— Oh, puta merda, Z. Você assustou Shaylin ao ponto de ela virar gay! —  Aphrodite disse.
Fiz uma careta para Aphrodite.
— Seja legal.
— Ohminhadeusa! — os olhos de Stevie Rae pareciam ter duas vezes o seu tamanho quando vimos Nicole roubar um beijo rápido no pescoço de Shaylin. — Eu não sabia que você poderia assustar tanto alguém e torná-la gay.
— Sério, caipira, eu pergunto de novo, você é retardada?
— Você sabe como eu me sinto sobre a palavra com “R” — Stevie Rae disse.
— E você sabe o quão pouco eu me importo.
— E vocês sabem o quanto fazem minha cabeça doer quando brigam. Aphrodite, não seja maldosa sobre Shaylin e Nicole. Elas podem amar quem quiserem amar. Stevie Rae, não, você não pode assustar alguém e torná-la gay. Jeesh.
— Ei, eu não me importo quem ela ama ou com quem ela dorme, mas vou gostar de ver a tempestade de merda que está se formando — Aphrodite apontou um pouco além da cama que Shaylin e Nicole estavam fazendo. — Lá vem Clark Kent, bem na hora. E acho que ele viu o beijo.
— Nossaaa — disse Stevie Rae. — Ele escureceu. Olhem para ele.
— Confuso. Isso é o que a Vovó diria sobre como ele se parece. Totalmente confuso — eu disse. — Sei que não deveria, mas vou gostar de ver isso.
— Você está brincando? Quero gravar e assistir de novo e de novo — Aphrodite respondeu.
Erik já tinha começado a falar com Shaylin. Mesmo de longe como estávamos, eu podia ver que ele estava usando seu sorriso cem watts de estrela de cinema com ela.
— Eu sei que ele pode ser um retardado às vezes, mas você tem que admitir que ele é um pedaço de mau caminho — Stevie Rae disse. — Não é como Rephaim, mas ainda assim...
Aphrodite fez um som de engasgos.
Nicole não hesitou, e não recuou. Ela permaneceu ao lado de Shaylin, estendeu a mão e colocou o braço em volta da cintura larga da garota intimamente, olhando diretamente para Erik com possessividade óbvia.
— Eu sabia que Nicole seria o cara! — Aphrodite disse.
— Erik parece como se sua cabeça fosse explodir através do furinho no queixo — apontei.
— Zoey, Thanatos convocou você, Stevie Rae e Aphrodite. Ela pede que as três se juntem a ela na Câmara do Conselho. Isto é, se tiverem terminado de assistir os humanos — Kalona disse sarcasticamente, sacudindo a cabeça para os não humanos que realmente estávamos assistindo.
Nós três saltamos com culpa ao som de sua voz. Como de costume, Aphrodite se recuperou primeiro.
— Bem, graças a Nyx ao pequeno bebê Jesus por nos tirar daqui antes do amanhecer — Aphrodite disse. — Vai me custar dias tirar toda a areia das minhas brilhantes sapatilhas Jimmy Choo. Eu sou muito melhor em Profetizar do que em trabalho comunitário.
Ela jogou o cabelo e foi em direção à porta. Eu podia ouvi-la sugando o último gole do champanhe por seu canudo.
— Ok, uh, obrigada — eu disse sem convicção. — Devemos chamar Stark, Darius e Rephaim, também?
— Os homens estão ocupados — Kalona voltou os olhos para onde nossos três homens lutavam com a beirada de uma lona extremamente grande.
— Bem, Okie Dokie, então. Estamos saindo daqui — disse Stevie Rae, acenando para Rephaim.
Eu soprei um beijo rápido para Stark antes de segui-la pra fora.

11 comentários:

  1. Você pode assustar alguém a ponto de ele virar gay? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. entao eu nao sei mais q foi engraçado foi quando aphrodite falou q nicole era o homen.
      kkkkkkkkkkkk

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  2. Coitadinho do Erik!!!!!!!
    vai ter dedo podre assim lá longe.
    Kkkkkk

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    1. Achei bem feito, é bom ele saber que não pode ter tudo que quiser a hora que quiser.
      Erik é lindo, mas é muito mimado.

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  3. Nuss nao sei o que foi melhor! Erik perder pra uma garota ou a satisfaçao das meninas! Shaylin e Nicole, realmente demais! :3

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  4. Sério esse foi o cap mais hilário de toda a serie. Ri horrores com Stivei Rae, sabia que ela era ingênua mas a esse ponto não hahahahahahahahahaha

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  5. Kkkkkkkkk Mds amei esse capítulo, foi um dos melhores, rir bastante com elas!!! ❤❤❤❤❤

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  6. Eu acho que a z assustou a shailyn pq depois que a z empurrou ela e estava chorando de medo que a Nicole a beijou

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  7. Kkkkkkkkkkkkkk mais uma vez Stevie me fazendo rir kkkmk. Amando esse capítulo . #amandoesselivro

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  8. hahahah stevie rae é minha personagem preferida depois de zoey

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