6 de outubro de 2015

Capítulo 1 - Kalona

Kalona ergueu as mãos. Ele não hesitou. Não havia nenhuma dúvida em sua mente sobre o que ele tinha que fazer. Ele não permitiria que nada nem ninguém entrasse em seu caminho, e este menino humano estava de pé entre ele e o que ele desejava. Ele particularmente não queria matar o menino; ele particularmente não queria o menino vivo, também. Era uma necessidade simples. Ele não sentia remorso ou arrependimento. Tal como tinha sido a norma durante os séculos desde que ele tinha caído, Kalona sentiu muito pouco. Assim, indiferentemente, sua asa imortal torceu pescoço do rapaz e pôs fim à sua vida.
— Não!
A angústia de uma palavra congelou o coração de Kalona. Deixou cair o corpo sem vida do menino e virou a tempo de ver Zoey correndo em direção a ele. Seus olhos se encontraram. Nos dela estavam desespero e ódio. Nos dele uma negação impossível. Ele tentou formular as palavras que poderiam fazê-la entender, poderiam fazê-la perdoá-lo. Mas não havia nada que ele pudesse dizer para mudar o que tinha visto, e mesmo que ele pudesse trabalhar o impossível, não houve tempo.
Zoey jogou todo o poder do elemento espírito contra ele.
Ele bateu no imortal, golpeando-lhe com força que estava além do físico. Espírito era a sua essência, seu núcleo, o elemento que o tinha sustentado durante séculos e com o qual ele sempre foi mais confortável, assim como o mais poderoso. O ataque de Zoey ardeu nele. Levantou-lhe com tanta força que ele foi arremessado sobre o imenso muro de pedra que separava a Ilha dos vampiros e o Golfo de Veneza. A água gelada cobriu-o, sufocando-o. Por um instante a dor em Kalona era tão mortal que ele não lutou contra isso. Talvez ele devesse deixar essa luta terrível para a vida e suas armadilhas finais. Talvez, mais uma vez, ele deveria permitir-se ser dominado por ela. Mas menos de um batimento cardíaco depois de ele ter esse pensamento, ele sentiu. A alma de Zoey estava despedaçada, e, tão verdadeiramente como sua queda levou-o de um domínio para outro, seu espírito partiu deste mundo.
Este conhecimento o feriu pior do que o golpe contra ele.
Não Zoey! Ele nunca quis causar-lhe dano. Mesmo com todas as maquinações de Neferet, mesmo com todas as manipulações e planos do Tsi Sgili, ele detinha o justo conhecimento de que, apesar de tudo, ele iria usar o seu vasto poder imortal para manter Zoey segura porque, em última instância, ela era o mais próximo que ele poderia chegar a Nyx nesse reino e este era o único reino que lhe restava.
Lutando para recuperar-se do ataque de Zoey, Kalona ergueu seu sólido corpo das ondas que o agarravam e percebeu a verdade. Graças a ele, o espírito de Zoey se foi, o que significava que ela iria morrer. Com o seu primeiro sopro de ar, ele lançou um grito doloroso de desespero, ecoando sua última palavra, — Não!
Teria ele realmente acreditado desde sua queda que ele realmente não tinha sentimentos? Ele havia sido um idiota e errado, tão errado. Emoções maltrataram-no enquanto ele voou arrebentando logo acima da superfície da água, desbastando seu espírito já ferido, vociferando contra ele, enfraquecendo-o, sangrando sua alma. Com turva, enegrecida visão, ele olhou para a lagoa, entrecerrando os olhos para ver as luzes da terra anunciada. Ele nunca sairia dessa ali. Teria que ser no palácio. Ele não tinha escolha. Usando as últimas reservas de suas forças, Kalona bateu suas asas contra o ar gelado, elevando-o por cima do muro, onde ele caiu na terra congelada.
Ele não sabia quanto tempo ficou lá na fria escuridão da despedaçada noite enquanto emoções esmagavam sua alma abalada. Em algum lugar no fundo de sua mente, ele compreendeu a familiaridade do que tinha acontecido. Ele tinha caído novamente, só que desta vez foi mais no espírito do que no corpo, embora seu corpo não parecesse ser comandado por muito mais tempo também.
Ele sentiu sua presença antes dela falar. Tinha sido assim entre eles desde o início, se ele realmente queria ou não, eles simplesmente sentiam um ao outro.
— Você permitiu que Stark testemunhasse você matando o menino! — A voz de Neferet era mais fria que o mar de inverno.
Kalona virou a cabeça para que ele pudesse ver mais do que a ponta do sapato dela. Ele olhou para ela, piscando para tentar clarear a sua visão.
— Acidente. — Encontrando sua voz novamente ele conseguiu um áspero sussurro. — Zoey não deveria estar ali.
— Acidentes são inaceitáveis, e eu não me importo nem um pouco se ela estava lá. Na verdade, o resultado do que ela viu é bastante conveniente.
— Você sabe que sua alma está despedaçada? — Kalona odiava a fraqueza anormal em sua voz e a letargia estranha em seu corpo quase tanto quanto odiava o efeito da beleza gélida que Neferet tinha sobre ele.
— Eu imagino que a maioria dos vampiros na ilha sabe. Tipicamente dela, o espírito de Zoey não foi exatamente quieto em sua despedida. Pergunto-me, no entanto, quantos dos vampiros também sentiram o golpe que a sirigaita te deu justo antes dela partir. — Neferet bateu no queixo contemplativamente com uma unha longa e afiada.
Kalona permaneceu em silêncio, esforçando-se para se concentrar e juntar as bordas irregulares de seu espírito dilacerado, mas na terra seu corpo foi pressionado contra algo muito real, e não tinha força para chegar acima e alimentar sua alma de ralos vestígios do Outromundo que flutuavam ali.
— Não, eu imagino que nenhum deles sentiu isso, — continuou Neferet, em sua mais fria, mais calculista voz. — Nenhum deles está ligado à Escuridão, como você, como eu estou. Não é assim, meu amor?
— Estamos excepcionalmente conectados, — Kalona disse, embora ele de repente quisesse que as palavras não fossem verdadeiras.
— De fato... — Ela disse, ainda distraída com seus pensamentos. Então os olhos de Neferet arregalaram-se com uma nova compreensão lhe veio. — Eu há muito tempo me pergunto como era que A-ya conseguiu ferir você, como imortal fisicamente poderoso, mal o suficiente para que aquelas ridículas bruxas Cherokee pudessem prender você. Acredito que a pequena Zoey acaba de dar a resposta que você tão cuidadosamente esconde de mim. Seu corpo pode ser danificado, mas apenas através de seu espírito. Isso não é fascinante?
— Vou curar. — Ele colocou tanta força como foi possível em sua voz. — Leve-me de volta para Capri e ao castelo lá. Leve-me para o topo, tão perto do céu quanto eu possa estar, e eu vou recuperar a minha força.
— Eu imaginei que você queria eu estivesse tão inclinada a fazer isso. Mas eu tenho outros planos para você, meu amor. — Neferet ergueu os braços, estendendo-os sobre ele. Enquanto continuava a falar ela começou a tecer seus longos dedos através do ar, criando intrincados padrões, como uma aranha fiando sua teia. — Não vou permitir que Zoey interfira conosco nunca mais.
— A alma despedaçada é uma sentença de morte. Zoey já não é nenhuma ameaça para nós, — disse. Com os olhos astutos, Kalona observou Neferet. Ela chamou uma pegajosa escuridão que ele reconheceu muito bem. Ele passou sua existência lutando contra a escuridão antes de abraçar este frio poder. Aquilo pulsou e tremulou de forma familiar, descansando sobre os dedos dela. Ela não deveria ser capaz de controlar a Escuridão de forma tão tangível. Este pensamento vagava como o eco de uma sentença de morte através de sua mente cansada. Uma Alta Sacerdotisa não deveria ter esse poder.
Mas Neferet já não era apenas uma Alta Sacerdotisa. Ela tinha crescido além dos limites desse papel há algum tempo, e ela não tinha problemas em controlar a Escuridão invocada.
Ela está se tornando imortal, Kalona compreendeu, e com esta compreensão, o medo se juntou ao remorso e desespero e raiva, onde ele ainda cozinhava dentro o Guerreiro caído de Nyx.
— Poderíamos pensar que seria uma sentença de morte, — Neferet falou calmamente enquanto ela atraía mais e mais os fios pretos para ela, — mas Zoey tem um terrível e inconveniente hábito de sobreviver. Desta vez vou me certificar que ela morra.
— A alma de Zoey também tem o hábito de reencarnar, — disse ele, propositalmente tentando atrair Neferet e fazê-la perder a concentração.
— Então eu vou destruí-la uma e outra vez! — A concentração de Neferet só aumentou com raiva com suas palavras evocadas. A escuridão, ela girou intensificada, contorcendo-se com o poder crescido no ar ao seu redor.
— Neferet. — Ele tentou alcançá-la usando seu nome. — Você realmente entende o que é que você está tentando comandar?
Seu olhar encontrou o dele, e, pela primeira vez, Kalona viu a mancha vermelha que se aninhava na escuridão dos olhos dela. — Claro que sim. É o que seres inferiores chamam de mal.
— Eu não sou um ser inferior, e eu também, chamo de mal.
— Ah, não por séculos você não foi. — Sua risada era viciante. — Mas parece que ultimamente você tem vivido muito com as sombras de seu passado em vez de divertindo-se com o poder encantador das trevas do presente. Eu sei quem é a culpada por isso.
Com um esforço tremendo, Kalona empurrou-se a uma posição sentada.
— Não. Eu não quero que você se mova. — Neferet estalou um dedo para ele e um fio de escuridão serpenteou em volta do pescoço, apertou, e empurrou-o para baixo, fixando-o no chão novamente.
— O que é que você quer de mim? — Ele murmurou.
— Eu quero que você siga espírito Zoey para o Outromundo e esteja certo que nenhum dos seus amigos — ela desdenhou a palavra — consiga encontrar uma maneira de persuadi-la a voltar ao seu corpo.
Choque sacudiu através do imortal.
— Eu fui banido por Nyx do Outromundo. Eu não posso seguir Zoey lá.
— Ah, mas você está errado, meu amor. Você vê, você sempre pensa muito literalmente. Nyx expulsou você — você caiu — você não pode voltar. Então você acreditou durante séculos que é assim. Bem, você literalmente não pode. — Ela suspirou dramaticamente quando ele olhou para ela sem expressão. — Seu lindo corpo foi banido, isso é tudo. Nyx não disse nada sobre sua alma imortal?
— Ela não precisava dizer isso. Se a alma é separada do corpo por muito tempo, o corpo vai morrer.
— Mas seu corpo não é mortal, o que significa que pode ser separados de sua alma por tempo indeterminado sem morrer — disse ela.
Kalona esforçou-se para evitar que o terror de suas palavras enchesse sua expressão. — É verdade que eu não posso morrer, mas isso não significa que eu vou permanecer intacto se o meu espírito deixar meu corpo por muito tempo. —Eu poderia envelhecer... enlouquecer... tornar-me uma casca de mim mesmo que nunca morrerá...As possibilidades giraram através de sua mente.
Neferet encolheu os ombros. — Então você vai ter a certeza de terminar sua tarefa em breve, para que você possa retornar a seu belo corpo imortal antes que seja irremediavelmente danificado. — Ela sorriu sedutoramente para ele. — Eu desgostaria muito se alguma coisa acontecesse com seu corpo, meu amor.
— Neferet, não faça isso. Você está colocando coisas em movimento que vão exigir um pagamento, cujas consequências você não vai querer enfrentar.
— Não me ameace! Liberei-o de sua prisão. Eu te amei. E então eu vi você bajular repetidamente aquela adolescente. Quero que ela saia de minha vida! Consequências? Eu as abraçarei! Eu não sou mais a fraca, inútil Alta Sacerdotisa seguidora de uma deusa qualquer cheia de regras. Você não entende isso? Se você não tivesse sido tão distraído por essa criança, você saberia sem que eu lhe contasse. Eu sou uma imortal, o mesmo que você, Kalona! — Sua voz era horripilante, amplificada com o poder. — Estamos perfeitamente combinados. Você costumava a acreditar nisso também, e isso é algo que você vai acreditar novamente, quando Zoey Redbird não existir mais.
Kalona olhou fixamente para ela, entendendo que Neferet estava completamente, verdadeiramente irritada, e se perguntando por que aquela irritação só serviu para alimentar o seu poder e intensificar sua beleza.
— Então é isso que eu decidi fazer, — ela continuou, falando metodicamente. — Vou manter seu sexy, imortal corpo enfiado no subterrâneo em algum lugar, enquanto sua alma viaja para o Outromundo e garante que Zoey não volte aqui.
— Nyx nunca permitirá isso! — As palavras dele estouraram antes que ele pudesse detê-las.
— Nyx sempre permite o livre arbítrio. Como sua ex-Alta Sacerdotisa, eu sei, sem qualquer dúvida que ela permitirá que você opte por viajar em espírito para o Outromundo, — Neferet disse maliciosamente. — Lembre-se, Kalona, meu verdadeiro amor, se você garantir a morte de Zoey, você estará removendo o último impedimento para nós reinarmos lado a lado. Você e eu seremos poderosos além da imaginação neste mundo das maravilhas modernas. Pense nisso - vamos subjugar os seres humanos e trazer de volta o reino dos vampiros com toda a beleza, paixão e poder ilimitado que isso significa. A terra será nossa. Nós, de fato, daremos nova vida ao glorioso passado!
Kalona sabia que ela estava brincando com suas fraquezas. Silenciosamente, amaldiçoou-se por permitir que ela aprendesse muito sobre seus mais profundos desejos. Ele tinha confiado nela, por isso Neferet sabia que ele não era Erebus e ele nunca poderia verdadeiramente governar ao lado de Nyx no Outromundo, e ele queria recriar tanto quanto ele tinha perdido aqui neste mundo moderno.
— Você vê, meu amor, quando você considera isso logicamente, é justo que você siga Zoey e corte a ligação entre sua alma e seu corpo. Fazer isso simplesmente servirá aos seus últimos desejos. — Neferet falou calmamente, como se os dois estivessem discutindo a escolha do material para seu mais recente vestido.
— Como farei para encontrar a alma de Zoey? — Ele tentou igualar seu tom prosaico. — O Outromundo é uma área muito vasta, só os deuses e deusas podem atravessá-lo.
A expressão branda Neferet endureceu, fazendo sua cruel beleza terrível de se ver. — Não finja que você não tem uma conexão com a alma dela! — A imortal Tsi Sgili respirou fundo. Em um tom mais razoável, ela continuou, — Admita isso, meu amor, você poderia encontrar Zoey mesmo que ninguém mais pudesse. Qual é a sua escolha, Kalona? Governar sobre a terra ao meu lado, ou continuar a ser um escravo do passado?
— Eu escolho governar. Eu vou sempre escolher governar — disse ele sem hesitação.
Tão logo ele falava, os olhos Neferet mudaram. O verde dentro deles ficou totalmente envolto em escarlate. Ela virou as esferas brilhantes em cima dele - possuindo, enganando, encantando.
— Então me ouça, Kalona, Guerreiro Caído de Nyx, por meu juramento manterei seu corpo em segurança. Quando Zoey Redbird, caloura Alta Sacerdotisa de Nyx, não existir mais, eu te juro que vou retirar essas escuras correntes e permitir que seu espírito volte. Então eu vou levá-lo até o topo do castelo em Capri e deixar o céu trazer vida e força dentro de você e então você governará este reino como o meu consorte, meu protetor, meu Erebus. — Enquanto Kalona observava, impotente para detê-la, Neferet passou uma longa e pontuda unha através da palma de sua mão direita. Juntando o sangue que saia dali, ela segurou sua mão, oferecendo-a. — Pelo sangue eu reivindico este poder, pelo sangue eu amarro este juramento. — Tudo ao redor dela, Escuridão mexeu e desceu sobre sua palma, se contorcendo, tremendo, bebendo. Kalona podia sentir a atração da Escuridão. Ele falou com a sua alma sedutoramente com, poderosos sussurros.
— Sim! — A palavra foi um gemido profundo rasgado de sua garganta enquanto Kalona rendeu-se à gananciosa Escuridão.
Quando Neferet continuou, sua voz foi ampliada, inchada com poder. — Trata-se de sua própria escolha que eu tenho selado esse juramento de sangue com Escuridão, mas , se você fracassar e quebrá-lo..
— Eu não vou falhar.
Seu sorriso era de outro mundo tamanha era a beleza, seus olhos turvaram-se com sangue. — Se você, Kalona, Guerreiro Caído de Nyx, quebrar esse juramento e falhar em minha busca para destruir Zoey Redbird, caloura Alta Sacerdotisa de Nyx, manterei o domínio sobre seu espírito, enquanto você for imortal.
A resposta veio espontaneamente dele, inspirada pela sedutora Escuridão, que durante séculos tinha escolhido sobre a Luz. — Se eu falhar, você deverá ter o domínio sobre o meu espírito, enquanto eu sou imortal.
— Deste modo eu juro. — Novamente Neferet cortou a palma da mão, criando um X na sua carne sangrenta. O odor de cobre flutuou até Kalona como a fumaça ascendendo do fogo enquanto ela novamente elevava a mão para Escuridão. — Assim será! — O rosto de Neferet se contorceu de dor enquanto Escuridão bebia dela novamente, mas ela não vacilou — não se moveu até que o ar ao seu redor vibrou, inchado com seu sangue e seu juramento.
Só então ela abaixou sua mão. Sua língua serpenteava para fora, lambendo a linha vermelha e terminando o sangramento. Neferet caminhou até ele, curvou-se, e gentilmente colocou as mãos em cada lado de seu rosto, tal como ele tinha segurado o menino humano antes de aplicar o seu golpe mortal. Ele podia sentir Escuridão arranhando ao redor e dentro dela, um touro raivoso esperando ansiosamente pelo comando de sua ama.
Seus lábios ensanguentados fizeram apenas uma curta pausa para tocar os dele. — Com o poder que corre através do meu sangue, e pela força das vidas que tenho tomado, eu comando você, meu delicioso fio da Escuridão, para tirar a alma deste imortal Jurado de seu corpo levando-o para o Outromundo. Vá e faça o que eu ordenei, e eu juro que vou sacrificar para você a vida de um inocente que você foi incapaz de manchar. Então contigo em favor de mim, que seja feita a minha vontade!
Neferet atraiu uma profunda respiração, e Kalona viu os fios escuros que ela chamou deslizarem entre os lábios cheios e vermelhos dela. Ela inalou a Escuridão até que ela que se encheu com ela, e então cobriu a boca com suas mãos, com seu enegrecido, beijo de sangue contaminado, Escuridão explodiu dentro dele com tanta força que separou a alma ferida dele de seu corpo. Enquanto sua alma gritava em agonia silenciosa, Kalona foi forçado para cima, para cima e para o reino do qual sua Deusa o tinha banido, deixando seu corpo sem vida, preso, Jurado ao mal, e à mercê de Neferet.

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