24 de setembro de 2015

Prólogo

Eu me sentia como se estivesse presa em um daqueles terríveis pesadelos, um onde você precisa correr, correr até seus pulmões explodirem, mas você não pode fazer seu corpo se mover rápido o suficiente. Minhas pernas se moviam devagar e mais devagar enquanto eu me esforçava para abrir caminho pela indiferente multidão, mas os ponteiros na enorme torre do relógio não reduziram a velocidade. Com implacável, insensível força, eles decididamente iam em direção ao fim – o fim de tudo.
Mas isso não era sonho, e, ao contrário do pesadelo, eu não estava correndo pela minha vida; Eu estava correndo para salvar algo infinitamente mais precioso. Hoje minha própria vida pouco significava pra mim.
Alice tinha dito que havia uma boa chance de morrermos aqui. Talvez o resultado fosse diferente se ela não fosse apanhada pela ofuscante luz do sol, só eu podia correr por essa iluminada, aglomerada praça.
E eu não podia correr rápido o suficiente.
Então não me importava que nós estivéssemos cercados de nossos inimigos extraordinariamente poderosos. Assim que o relógio começou a soar a hora, vibrando abaixo das solas de meus lentos pés, eu soube que estava muito atrasada – e eu me alegrei que alguma coisa sanguinária estivesse me esperando pelos arredores. Se isto desse errado, eu perderia qualquer vontade de viver.
O relógio soou de novo, e o sol se pôs bem no meio do céu.

6 comentários:

  1. Emoção demais aquiiii

    ResponderExcluir
  2. Gustavo-filho de hades17 de abril de 2016 10:17

    4 silabas lo-bi-So-mens muahahahahahhah ainda sou mais vampiros

    ResponderExcluir
  3. Vampiro sem dúvida

    Assi: Apaixonada por livros

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!