12 de outubro de 2015

Fanfic: A herdeira


Sinopse:
O que você faria se soubesse que é uma semideusa? Acharia maneiro, faria a festa, talvez. E seria compreensível, porque realmente parece maneiro. Mas só parece. Quando eu soube, fiquei meio em choque. Sabem? Quando você está boiando no mar e a água está nos seus ouvidos? E você fica à deriva sem escutar nada? Foi meio assim. Por segundos, mas foi assim. Totalmente. Por que não? Tive que ir a um lugar desconhecido, conhecer meu meio-irmão famoso, receber uma profecia e ser descoberta como a protegida de Afrodite. Loucura total, mas.... é minha vida. E pode não ser uma das melhores vidas que existem, mas continua a ser a minha vida agora. E, pensando pelo lado positivo, eu conheci pessoas incríveis, amigos que vou levar pra sempre. Conheci também ele. Conheci Nico Di Angelo.

Categorias: aventura, ficção, amizade, romance, Percy Jackson, Os heróis do Olimpo
Classificação: +16
Autora: SweetDreamyGirl

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Prólogo - Salvo um avião, ou não


E eu nado. Nado como se minha vida dependesse disso. Depende.
Nado para longe do avião em chamas. Chamas que serão abafadas logo pelo oceano, que é onde estou agora.
Os passageiros nadam comigo, mesmo que alguns estejam tendo dificuldades. Eu os ajudo. Meu pai e prima também.
Estariamos todos mortos se não fosse por nós. Eu os mandei saltar, os liderei no caos que se tornara o pouco espaço em que estávamos.

Íamos todos para Nova Iorque quando a voz surgiu na minha cabeça. Uma voz suave e calculista, como se estivesse contando as gotinhas de mel que se derramavam por ela, uma voz feminina e... hmm... velha. É, velha é a palavra. Confesso que me apavorei. Não me apavoro com facilidade, isso é certo, mas, bem, não é todo dia que falam na minha cabeça.
Ainda mais falando aquela porcaria. Imagine, "Está pronta, meu peãozinho?", "Espero que esteja, que tal um treinamento?", "Esperei décadas por você.". Frases pertubadoras sussurradas com voz de mel na minha cabeça.
Institivamente, quase como se tivesse sido ensinada sobre isso, eu soube o que estava acontecendo. Quando as sirenes começaram a soar, o pânico se fez total. O avião balançava e caia, as pessoas gritavam e as crianças choravam. Eu? Estava relativamente calma.
Estranhamente, eu já sabia o que fazer. Não podia deixar todos morrerem.
Me levantei da cadeira, sob o olhar atento da minha mãe e andei em direção à aero-moça que tentava desesperadamente manter a calma. Tomei aquele negócio esquisito dela, que aliás, eu nunca lembro o nome, e coloquei em mim.
— Abra a porta. — eu disse para ela, forçando minha voz a sair calma, suave, acolhedora e segura.
Ela me olhou como se eu fosse louca por um momento pequeno, mas logo depois, seus olhos suavizaram e seu semblante ficou calmo. Rapidamente, ela fez o que pedi.
Meu incrível plano? Matar todos nós, eu acho.
Eu realmente deveria estar pirada, mesmo. Afinal, escutar três vozes na minha cabeça não era sinal de loucura?
O avião caindo, eu tomando o controle da situação. Outros sinais. Quando eu, a esquisita com TDAH e dislexia tinha me tornado uma líder?
Quando a porta estava aberta, liguei o microfone.
— Todos escutem. Todos já perceberam que o avião está caindo em direção ao oceano, certo? Bem, não estamos longe da costa. À velocidade em que estamos, chegaremos à uma praia. Qual eu não sei. A chance de sobrevivermos ao fugir nadando é maior do que ficar em pânico. Então é melhor pularmos todos, que tal? — perguntei, inocentemente.
Pirada. Eu estava pirada. Mas ninguém pareceu notar. Levantaram todos de seus acentos,om o mesmo olhar hipnotizado da aeromoça. A porta da cabine do piloto abriu, e ele saiu, e todos passaram por mim. Dá para acreditar? Não, não dá. Eu realmente não sabia o que estava fazendo, só sabia que tinha que fazer.
"Continue, minha filha, eu a ajudarei." – disse a segunda voz, que me era estranhamente familiar. E foi por isso que eu fiz o que ela mandou, que opção eu tinha? Morrer?
"Isso querida, o charme está funcionando, vão fazer tudo o que mandar." – falou a outra, feminina e doce. Essa era um pouquinho mais estranha que a segunda, mas ainda assim familiar.
Louco, não? Obedecer vozes estranhas? Com certeza absoluta. Mas de acordo com a minha mãe, eu não precisava temer elas. Elas pertenciam a minha família divina. Eu acreditei. Porque confio nela.
Por causa disso, após todos pularem na água, que estava a uns 15 metros de altura, pulei também. Me preparei para sentir o impacto que me machucaria feio e... Nada. Eu não senti nada. Como aquilo era possível?
Trinta segundos depois houve um clarão, a água se elevou, formando uma parede, e o avião explodiu.
Eu estava morta, certo? Errado. Erradíssimo. Eu estava viva e tinha de nadar.
A água baixou e eu avistei a praia. Longe. Muito. Mas eu tinha de nadar. Ainda tenho. Agora estou nadando com sobreviventes de uma queda de avião nem um pouco natural, tendo escutado vozes na minha cabeça, uma claramente maligna e duas familiares. Novamente, eu pergunto. Louco, não? Sim, louco demais. E isso por quê? Ah, já sei. Porque eu sou Lissa Marshall, filha de Poseidon.


Capítulo 1 - Descubro minha descendência divina

Como eu descobri que sou filha dele? Bom, isso é um pouquinho estranho. Foi no colégio, alguns dias antes do começo das férias. Eu estava feliz, tinha conseguido passar em todas as provas, mesmo com a dislexia, e estava pronta para o fim do meu segundo ano no colegial.
Naquele dia, eu tinha ficado um pouco mais na escola, para pegar alguns livros na biblioteca. Isso foi um erro terrível. Mas como eu podia saber? Não fazia ideia de que Dave estaria ali. Achei que ele estaria no treino de futebol, como sempre.
Dave era um daqueles típicos populares imbecis de escolas americanas. Alto, forte, loiro e idiota. Um babaca que sempre tentava algo comigo.
Eu já tinha dado tantos, mas tantos foras nele, que tinha perdido a conta. Mas ele não se mancava! Continuava tentando e tentando, provavelmente porque eu era a única que não dava bola. Não queria me meter com os populares.
Eu era apenas a nerd bonitinha que ficava lendo sozinha na escola.
Naquele dia maldito, eu tinha acabado de sair da biblioteca, quando Dave me abordou. O imbecil nem esperou nada, apenas me prensou na parede do colégio e tentou me beijar.
Eu tentei empurrá-lo, mas ele, com todos aqueles músculos de jogador de futebol, era bem mais forte que eu. O garoto não se deixou abalar e atacou meu pescoço com a boca grudenta. Grunhi, furiosa e comecei a socá-lo. Eu não sou exatamente fraca, mas aquele cara parecia de aço.
— Dave, para. — mandei, com a voz o mais ameaçadora possível.
Ele apenas olhou pra mim, sorrindo diabolicamente e com os olhos vermelhos. Tentei me desvencilhar de seus braços, o que resultou num fracasso gigantesco.
— Você tá chapado, imbecil?
— Só um pouquinho, Melzinha. Nada que me impeça de fazer o que eu sempre quis.
Ri sem humor, maldosamente.
— Acha mesmo que vou transar com você no pátio do colégio? Você é mais idiota do que eu pensava.
Ele riu, se afastando minimamente de mim.
— Não é o que vai pensar depois de eu te levar à loucura. — disse, num tom convencido e arrogante.
— Você já está, acredite. — falei, com desprezo. — E eu não penso diferente.
Ele apenas mordeu o lábio e aproximou do meu rosto, avançando pra me beijar. Fiquei com mais nojo do que já estava. Tá bom que meu primeiro beijo seria com aquele filho da mãe.
Num movimento impensado, juntei bastante saliva e cuspi em seu rosto próximo ao meu.
Vi seus olhos vermelhos pela droga se arregalarem, cheios de raiva.
— Não vou ficar com você, babaca.
— Ah, vai. — rebateu, friamente. — Nem que eu tenha que te forçar a isso.
Esse foi o erro mais estúpido dele. Ele ia me estrupar? Nunca.
Eu não o deixaria fazer aquilo. De jeito nenhum.
Olhei para o rosto furioso do loiro e fiquei ainda mais possessa. Eu precisava fazer algo.
Então, do nada, todo o ódio do meu corpo se misturou e virou algo que não pude identificar. Algo como uma pressão imensamente forte no estômago.
Ao nosso lado, surgiu um som agudo, forte. Parecia água correndo veloz e violentamente. Vinha do bebedouro.
Inconscientemente, me concentrei no bebedoro e visualizei a estrutura por dentro. Os canos levando a água, as mínusculas pecinhas que faziam aquilo funcionar.
Então, o bebedouro explodiu. Um forte jato de água atingiu o rosto de Dave, empurrando-o para longe de mim e encharcando-o.
Olhei pra ele, incrédula. O que havia acabado de acontecer? Ele passou as mãos no rosto, estupefato.
— O que você fez, sua vadia anormal?
Meu queixo caiu, enquanto eu tentava achar palavras que me salvariam.
— Eu... eu... não fiz nada. Como poderia? — pergunto, realmente esperando uma resposta, que não veio. Dave apenas continuou me encarando, em choque. Aproveitei esse momento e saí dali, correndo pra casa, apavorada.
Uns minutos depois, cheguei em casa, ofegante e suada, e abri a porta com tudo. Minha mãe, que assistia algo na tv, virou pra mim assustada.
— Melissa! O que aconteceu?
Nem exclamei o habitual "Melissa não, poxa!". Simplesmente encarei seus olhos dourados e comecei a chorar.
— Eu explodi a droga de um bebedouro! Que tipo de aberração eu sou?!
Minha mãe ficou me olhando por mais alguns minutos, suspirando em seguida.
— Você não é uma aberração. É uma semideusa.
— Semi-o quê? — perguntei, com meu nariz escorrendo. Essa é uma das razões pela qual eu odeio chorar. Meus olhos verde-azulados incham e ficam vermelhos e meu nariz fica rosa e começa a escorrer. É horrível, meu rosto parece um balão.
— Semideusa. Filha de um deus com um mortal. — respondeu, com uma naturalidade espantosa.
Sentei-me no sofá e passei as mãos no rosto, para limpar as lágrimas.
— Deuses não existem, mãe. Amanhã marco um médico pra você.
Ela bufou, me encarando como se eu fosse idiota.
— Não estou louca. Seu pai é um deus grego.
Torci o nariz, enojada.
— Você não é uma adolescente apaixonada, mãe.
Ela sorriu levemente, com olhos brilhando, como se realmente fosse uma adolescente apaixonada.
— Quis dizer literalmente.
— Ah. — murmurei, me sentindo idiota. Sou muito tapada.
— Tem certeza de que não está louca? — perguntei, só pra me certificar. Aquilo era tão doido.
— Tenho certeza. Você mesma viu o que fez.
Assenti, lembrando. Eu vi sim.
— É estranho que seus poderes só tenham se mostrado agora. Os dos Três Grandes geralmente são os mais rápidos. — resmungou, com feições pensativas. — Seu pai provavelmente tem algo a ver com isso.
— Meu... pai? — perguntei, endireitando a coluna para parecer mais firme. Eu não gostava desse assunto.
— Sim. Poseidon. — dise ela, sorrindo.
Tá. Aquilo já era demais para assimilar. Não dava para acreditar, não.
— Okay, o deus do mar é meu pai. Tudo bem, então. — disse, me sentindo esquisita.
— Ah, que maravilha! Achei que ia demorar um pouco mais, vá fazer as malas.
— Malas?
Minha mãe novamente me encarou como se eu fosse idiota.
— Sim. Malas. Estamos a caminho do Acampamento Meio-Sangue.
Franzi o cenho, confusa. Eu não sabia do que raios ela estava falando.
Vendo minha expressão, ela riu.
— É um acampamento para semideuses. Você ficará segura lá.
— Eu não estou entendendo nada, mas tudo bem. Onde esse tal acampamento fica? — perguntei, coçando meus olhos inchados. 
— Nova Iorque. — respondeu, levantando. Em um impulso, fiz o mesmo. Não gosto de ser a mais baixa e sempre tento ficar mais alta que a minha mãe.
— Anh? Nova Iorque? Mãe, vamos ser racionais aqui? Como nós iremos pra Nova Iorque?
— De avião. Melissa, qual seu problema hoje?
— Oras, talvez seja só o fato da minha mãe ter me dito que eu sou uma semideusa filha de Poseidon. — respondi, com um sorrisinho sarcástico.
Ela revirou os olhos e me deu um tapa na cabeça, como uma antiga amiga minha fazia.
— Vá arrumar as malas. Iremos hoje mesmo.
Bufei, mas fui. Minha mãe estava convicta e eu precisava ver aquilo com meus próprios olhos.
***
E pensar que ela estava absolutamente certa. Foi tão assustador descobrir aquilo. E, claro, ter a prova logo depois. O avião caindo me fez surtar quando chegamos à praia, sãos e salvos, todos nós. As várias pessoas que estavam ali se divertindo, nos encararam com medo, mas logo depois correram para nos ajudar. A maioria dos passageiros foi para o hospital mais próximo ou pra casa de algum parente.
Minha mãe e eu ficamos em um hotel, próximo ao mar.
Assim que chegamos no quarto, dormimos, já que agora não tínhamos nenhuma mala para arrumar. Elas tinham caído na água e não conseguimos recuperá-las. Ah, tudo aquilo era muito cansativo. Ainda é, realmente.
Agora, quase três dias depois, estou pronta para ir ao acampamento. Estou pronta para enfrentar meu destino.
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20 comentários:

  1. Como faço pra continuar a ler ?

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    1. no terminal você pega um livro e ler na ultima pagina tem uma data que e o dia de você devolver o livro a data e a ultima

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    2. É só clicar no link em Saiba Mais, que tem a continuação

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  2. ler e demais eu fico de 6:00 da manha ate 9:00 da noite e serio

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    1. Ler é muito bom mais temos que ter hora marcada porque se não o nosso cerebro vai se acostumar e quando você mudar a sua rotina vai ter um pouco de dificudade para acostumar.

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  3. eu adoro ler e uma coisa foda e legau

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  4. Tambem quero continuar lendo

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  5. Oxe, essa fic já não tinha sido postada antes?

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    1. Só no blog antigo, a autora pediu que eu postasse aqui também haha

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  6. Ja amei so pelo fato ter o meu nico ai <3

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  7. Santo Hades!!!!!! Nao consigo abrir o link. Fica dando error!!!!
    Help karina!!!!!!

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    1. Já testei o link várias vezes, e todas deram certo... já tentou copiar o link e colá-lo em seu navegador?

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  8. Karina quando se cadastra no NYAH! FANFICTION tem que pagar alguma coisa mensalmente ou anualmente ou algo assim?

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    1. Não que eu saiba, Isabella, deve ser grátis. Se fosse pago, poucas pessoas teriam conta lá :P

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  9. Karina fiquei muito feliz que o blog esteja funcionando de novo,nenhum site de livros online se compara ao seu blog...ele é prático,simples e muito maravilhoso ele preenche minhas horas vagas que são muitas rsrsrsrs eu amo a leitura leio em médio 3 livros por semana thanks Karina..

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  10. Pessoal leiam a minha fic se der. Ta ai o link: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-as-cronicas-dos-kane-harry-potter-percy-jackson-e-as-cronicas-dos-kane-3948495 leiam e comentem ok?

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  11. Karinaaa socorro, li o primeiro livro, não tem continuação ?

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