23 de setembro de 2015

Capítulo 5 - Tipo sanguíneo

Eu fui pra aula de inglês, totalmente ofuscada. Nem me dei conta quando eu entrei que a aula já havia começado.
— Obrigado por se juntar a nós, Srta. Swan. – Sr. Mason disse-me em tom de afronta. Eu corei e corri pro meu lugar.
Foi só no final da aula que eu percebi que Mike não estava sentado no seu lugar de sempre ao meu lado. Senti uma ponta de culpa. Mas ele e Eric me encontraram na porta como sempre, então eu imaginei que estivesse um pouco desculpada.
Mike pareceu se tornar mais ele mesmo enquanto caminhávamos, ganhando entusiasmo enquanto ele falava da previsão pro clima pra esse fim de semana.
A chuva daria uma pequena trégua, então talvez o passeio à praia fosse possível.
Eu tentei parecer eufórica, pra me redimir por ter desapontado ele ontem.
Era difícil.
Com chuva ou sem, a temperatura continuaria um pouco baixa, isso se tivéssemos sorte.
O resto da manhã passou num sopro. Era difícil de acreditar que eu não tinha apenas imaginado o que Edward havia me dito, e a expressão nos olhos dele. Talvez fosse só um sonho muito convincente que eu confundi com a realidade. Isso parecia mais provável do que eu sendo apelativa pra ele em qualquer sentido.
Eu estava muito impaciente e aflita quando eu e Jéssica entramos na cafeteria. Queria ver seu rosto, ver se ele havia voltado a ser a pessoa fria e indiferente que eu conheci pelas últimas semanas. Ou se, por algum milagre, eu realmente tinha ouvido o que eu achava que tinha ouvido essa manhã.
Jéssica estava tagarelando sobre os seus planos para o baile, Lauren e Ângela haviam convidado os outros garotos e eles estavam todos indo juntos, completamente alheia á minha desatenção.
O desapontamento me inundou quando os meus olhos se concentraram na mesa dele. Os outros quatro estavam lá, mas ele estava ausente.
Foi pra casa?
Eu segui a ainda tagarela Jéssica pela fila, arrasada. Tinha perdido o meu apetite, não comprei nada além de uma garrafa de limonada. Eu só queria ir me sentar e mofar.
— Edward Cullen está olhando pra você de novo. — Jéssica disse, finalmente quebrando a minha distração com o nome dele. — Eu me pergunto por que ele está se sentando sozinho hoje.
Minha cabeça deu um salto. Eu segui o olhar dela pra ver Edward, sorrindo, me observando de uma mesa vazia no lado contrário de onde ele se sentava de costume. Assim que ele encontrou meus olhos ele fez um gesto com o dedo indicador pedindo pra que eu me juntasse a ele. Enquanto eu o encarava sem acreditar, ele piscou pra mim.
— Ele tá chamando você? — Jéssica perguntou com um assombro muito insultante.
— Talvez ele precise de ajuda com o dever de casa de Biologia. — Eu murmurei pro bem dela. — Uhn, é melhor eu ir ver o que ele quer.
Podia sentir ela me encarando enquanto me afastava.
Quando eu alcancei a mesa dele, fiquei de pé atrás da cadeira na frente dele, incerta.
— Porque você não se senta comigo hoje? — Ele me perguntou, sorrindo.
Eu sentei automaticamente, o observando com cuidado. Ele ainda estava sorrindo. Era difícil de acreditar que alguém tão bonito pudesse ser real. Eu temia que ele desaparecesse repentinamente numa nuvem de fumaça, e eu acordasse.
Ele parecia estar esperando que eu dissesse alguma coisa.
— Isso é diferente. — Eu finalmente consegui dizer.
— Bem... — ele pausou, depois suas palavras saíram todas de uma só vez. — Eu decidi que já que eu estou indo pro inferno, é melhor fazer direito.
Esperei pra que ele dissesse alguma coisa que fizesse sentido.
Os segundos foram se passando.
— Você sabe que eu não faço ideia do que você quer dizer. — Finalmente eu apontei.
— Eu sei. — Ele sorriu de novo, e então mudou de assunto. — Eu acho que os seus amigos estão bravos comigo por roubar você.
— Eles vão sobreviver. — Eu podia sentir o olhar deles cravados nas minhas costas.
— Porém, eu posso não te devolver. — Ele disse com um brilho estranho no olhar.
Eu engoli seco.
Ele sorriu.
— Você parece preocupada.
— Não. — Eu disse, ridiculamente, minha voz fugiu. — Surpresa, na verdade... O que causou tudo isso?
— Eu já te disse... Me cansei de tentar ficar longe de você. Então, eu estou desistindo.
Ele ainda estava sorrindo, mas seus olhos estavam sérios.
— Desistindo? — Repeti confusa.
— Sim, desistindo de tentar ser bonzinho. Eu vou fazer o que eu quiser agora, e deixar acontecer o que tiver de acontecer.
Seu sorriso sumiu enquanto ele explicava, sua voz adquiriu um tom duro.
— Você me perdeu de novo.
O sorriso arrebatador reapareceu.
— Eu sempre falo demais quando estou com você, esse é um dos problemas.
— Não se preocupe, eu não entendo nada mesmo.
— Eu estou contando com isso.
— Então, em Inglês simples, nós somos amigos agora?
— Amigos... — Ele meditou, em dúvida.
— Ou não. — Murmurei.
Ele sorriu.
— Bem, nós podemos tentar, eu suponho. Mas eu te aviso que eu não sou um bom amigo pra você. — Por trás do sorriso, o aviso era verdadeiro.
— Você diz muito isso. — Notei, tentando acalmar o nervosismo no meu estômago e manter minha voz calma.
— Sim, porque você não está me ouvindo. Eu estou esperando que você acredite em mim. Se for esperta, vai me evitar.
— Eu acho que você também já deixou clara a sua opinião sobre o meu intelecto. — Meus olhos reviraram.
Ele sorriu.
— Então, enquanto eu estou sendo... Não esperta, nós vamos tentar ser amigos? — Eu lutei pra entender a confusa mudança.
— Isso parece correto.
Eu olhei para as minhas mãos entrelaçadas na garrafa de limonada, sem saber o que fazer agora.
— No que você está pensando? — Ele perguntou curiosamente.
Eu olhei pra os seus profundos olhos dourados, fiquei abobalhada, e como sempre soltei toda a verdade.
— Eu estou tentando descobrir o que você é.
A mandíbula dele se contraiu, mas ele continuou sorrindo com algum esforço.
— Está tendo alguma sorte? — Ele perguntou num tom desinteressado.
— Não muita. — Eu admiti.
Ele gargalhou.
— Quais são as suas teorias?
Eu corei. Durante o último mês eu estive entre Bruce Wayne e Peter Parker.
Não tinha jeito de eu dizer isso.
— Você não vai me contar? — Ele perguntou inclinando a cabeça pra um lado com um sorriso chocantemente tentador.
Eu balancei minha cabeça.
— Muito embaraçoso.
— Isso é muito frustrante. — Ele reclamou.
— Não. — Eu discordei rapidamente, meus olhos revirando. — Eu não consigo imaginar porque isso seria frustrante, só porque uma pessoa se recusa a te dizer o que ela está pensando, só porque ela está só criando pequenas observações obscuras que a mantêm acordada se perguntando o que elas poderiam querer dizer... Agora, porque isso seria frustrante?
Ele fez uma careta.
— Ou melhor, — eu continuei, o tom de aborrecimento saindo livremente agora — digamos que essa pessoa também fez algumas coisas bizarras, salvar a sua vida sob circunstâncias impossíveis um dia, pra tratar você como uma estranha no outro, e ele nunca explica nada disso, mesmo tendo prometido. Isso, também seria muito não frustrante.
— Você tem um temperamento um pouco forte, não tem?
— Eu não gosto de dois pesos e duas medidas.
Nós encaramos um ao outro, sem sorrir.
Ele deu uma olhada por cima do meu ombro, e então, inesperadamente sorriu.
— O que é?
— O seu namorado parece estar pensando que eu estou sendo rude com você, ele está se questionando se deve ou não vir aqui apartar a nossa briga. —Ele sorriu de novo.
— Eu não sei do que você está falando. — Eu disse frigidamente. — Mas de qualquer forma, eu tenho certeza que você está enganado.
— Eu não estou. Eu já te disse, a maioria das pessoas é fácil de ler.
— Exceto eu, é claro.
— Sim. Exceto você. — Seu humor mudou de repente, seus olhos se tornaram pensativos. — Eu me pergunto o porquê disso.
Tive que olhar pra longe da intensidade do seu olhar. Me concentrei em tirar o rótulo da minha garrafa de limonada. Tomei um gole, olhando para a mesa sem enxergá-la.
— Você não está com fome? — Ele perguntou distraído.
— Não. — Eu não estava a fim de dizer que o meu estômago já estava cheio... de borboletas.
— Você? — Eu olhei para a mesa vazia na frente dele.
— Não, eu não estou com fome. — Eu não entendi a expressão dele, parecia que ele estava de divertindo com algum tipo de piada secreta.
— Você pode me fazer um favor? — Eu perguntei depois de um segundo de hesitação.
        De repente ele estava cauteloso.
— Depende do que você quer.
— Não é muito. — Eu garanti.
Ele esperou, ainda cauteloso, mas agora curioso.
— Eu só estava imaginando... Se você poderia me avisar com antecedência na próxima vez que você resolver me ignorar, para o meu próprio bem. Só pra eu me preparar. — Eu olhei para a garrafa de limonada enquanto falava, passando o dedo na boca da garrafa.
— Parece justo. — Ele estava pressionando os lábios pra não rir quando eu olhei pra cima.
— Obrigada.
— Então posso ter uma resposta em retorno? — Ele pediu.
— Uma.
— Me diga uma das suas teorias.
Opa.
— Essa não.
— Você não qualificou, só prometeu uma resposta. — Me lembrou.
— Você também já quebrou suas promessas. — Eu lembrei a ele também.
— Só uma teoria, eu não vou rir.
— Vai sim.
Eu tinha certeza disso.
Ele olhou pra baixo e depois olhou pra mim por entre seus longos cílios negros, seus olhos chamuscando.
— Por favor? —Ele respirou se inclinando na minha direção.
Eu pisquei minha mente ficando obscurecida. Santa Mãe, como é que ele fazia isso?
— Er, o que? — Perguntei ofuscada.
— Por favor, me diga só uma teoria. — Seus olhos ainda grudados em mim.
— Hmm, bem, mordido por uma aranha radioativa?
Ele fazia hipnose, também? Ou eu era um caso sem esperança?
— Isso não é muito criativo. — Ele zombou.
— Me desculpe, é tudo que eu tenho. — Disse amuada.
— Você não está nem perto. — Ele caçoou.
— Nada de aranhas?
— Não.
— E nada de radioatividade?
— Nada.
— Droga. — Eu suspirei.
— Kryptonita também não me incomoda. — Ele gargalhou.
— Você não podia rir, lembra?
Ele lutou pra recompor o rosto.
— Eu vou descobrir mais cedo ou mais tarde. — Eu avisei.
— Eu gostaria que você não tentasse. — Ele estava sério de novo
— Por que...?
— E se eu não for um super-herói? E se eu for o vilão? — Ele sorriu brincando, mas seus olhos eram impenetráveis.
— Oh, — Eu disse, agora muitas das dicas que ele havia dado faziam sentido — entendo.
— Entende? — Seu rosto estava abruptamente severo, como se ele estivesse com medo de ter falado demais.
— Você é perigoso. – Chutei, meu pulso disparou quando eu me dei conta da verdade nas minhas palavras.
Ele era perigoso. E esteve tentando me dizer isso o tempo inteiro.
Ele só olhou pra mim, os olhos cheios de uma emoção que eu não conseguia compreender.
— Mas não mau. — Eu balancei minha cabeça. — Não, eu não acredito que você seja mau.
— Você está errada. — A voz dele era praticamente inaudível.
Ele olhou pra baixo, roubou a tampa da minha garrafa e começou a rodá-la entre os dedos. Olhei pra ele, imaginando porque eu não sentia medo. Ele falava sério, isso era óbvio. Mas eu só me sentia ansiosa, no limite... E mais que tudo, fascinada. Da mesma forma que eu sempre me sentia quando estava perto dele.
O silêncio durou até que eu percebi que a cafeteria estava quase vazia.
Eu fiquei de pé num pulo.
— Nós vamos nos atrasar.
— Eu não vou à aula hoje. — Ele disse rodando a tampa tão rápido que era só um vulto.
— Porque não?
— É saudável faltar a aula de vez em quando. — Ele sorriu pra mim, mas seus olhos ainda pareciam confusos.
— Bom, eu vou indo. — disse a ele.
Era covarde demais pra arriscar ser pega. Ele voltou à atenção pra sua tampinha.
—Até mais tarde então.
Eu hesitei, dividida, mas então o sinal tocou e eu saí correndo pela porta, dando uma ultima olhada pra confirmar que ele não tinha se movido nem um centímetro.
Enquanto eu meio que corria para a minha aula, minha cabeça estava girando mais rápida que uma hélice. Tão poucas perguntas foram respondidas em relação àquelas que foram perguntadas. Ao menos a chuva tinha parado.
Eu estava com sorte. O Sr. Banner ainda não estava na sala quando eu cheguei. Me arrumei rapidamente no meu lugar, consciente de que tanto Mike quanto Ângela estavam olhando pra mim. Mike parecia ressentido, e Ângela parecia surpresa, e até demonstrou um pouco de reverência.
Sr. Banner entrou então, pedindo ordem na sala. Ele estava equilibrando umas caixinhas pequenas nos braços. As colocou na mesa de Mike e pediu pra ele começar a distribuí-las pela classe.
— Tudo bem, pessoal, eu quero que cada um de vocês pegue uma caixa. — Ele disse enquanto tirava um par de luvas de borracha do seu jaleco e as colocava nas mãos. O som agudo das luvas de borracha batendo contra o pulso dele pareceu um mau presságio pra mim.
— A primeira coisa é um cartão de instrução, — ele continuou, pegando um cartão branco com quatro quadrados marcados nele — a segunda é um aplicador. — Ele segurou alguma coisa que parecia ter dentes. — E a terceira é uma micro agulha esterilizada. — Ele pegou um pacote de plástico azul e abriu. O aparador era quase invisível a essa distância, mas o meu estômago deu voltas.
— Eu vou passar com um conta gotas para preparar os seus cartões, então, por favor, não comece até que eu chegue em vocês. — Ele começou na mesa de Mike de novo, cuidadosamente colocando uma gota de água em cada quadradinho. — Agora eu quero que cada um de vocês fure o seu dedo cuidadosamente com a agulha... — Ele agarrou a mão de Mike e enfiou a agulha na pontinha do seu dedo do meio.
Oh não.
Um suor frio começou a sair na minha testa.
— Ponham uma pequena gotinha de sangue em cada quadradinho. — Ele demonstrou pegando o dedo de Mike e apertando até o sangue sair. Eu engoli compulsivamente, meu estômago pesando.
— E então aplique no cartão.
Ele terminou, segurando o cartão com gotas vermelhas pra todos nós vermos. Eu fechei os meus olhos, tentando ouvir além do zumbido nos meus ouvidos.
— A cruz vermelha vai fazer coleta de sangue em Port Angeles no próximo fim de semana, então eu pensei que todos vocês podiam saber o seu tipo sanguíneo. — Ele parecia orgulhoso de si mesmo.
— Aqueles que ainda não tem dezoito anos vão precisar da permissão dos seus pais, eu tenho documentos na minha mesa.
Ele continuou passando na sala com as suas gotinhas de água. Eu coloquei a minha bochecha no topo da mesa fria e tentei me manter consciente. Em todo lugar ao meu redor eu podia ouvir gemidos, reclamações e gargalhadas dos meus colegas de classe enquanto eles furavam seus dedos. Eu respirava calmamente pra dentro e pra fora pela minha boca.
— Bella, você está bem? — O Sr. Banner perguntou. A voz dele estava perto da minha cabeça, e pareceu alarmada.
— Eu já sei meu tipo sanguíneo Sr. Banner. — Eu disse com a voz fraca.
Eu estava com medo de levantar a minha cabeça.
— Você está tonta?
— Sim, senhor. — Eu murmurei, me chutando por dentro por não ter faltado a aula quando eu tive a chance.
— Alguém pode levar Bella á enfermaria, por favor? — Ele pediu.
Eu não precisei olhar pra cima pra saber que Mike foi voluntário.
— Você pode andar? — O Sr. Banner perguntou.
— Sim. — Eu murmurei.
Só me tirem daqui. Pensei. Eu vou até rastejando.
Mike pareceu ansioso quando colocou o braço dele ao redor da minha cintura e colocou meu braço sobre seus ombros. Eu me inclinei pesadamente nele enquanto saíamos da sala.
Ele me guiou lentamente pelo campus. Quando estávamos passando pela cafeteria, fora do campo de visão da sala de aula, quando o Sr. Banner não podia mais ver, eu parei.
— Será que você pode me deixar sentar um minuto, por favor? — Eu implorei.
Ele me ajudou a sentar na beira da calçada.
— E o que quer que você faça, mantenha a sua mão no bolso. — Eu avisei. Ainda estava muito atordoada. Eu caí pro lado, encostando o meu rosto no cimento frio, sujo da calçada e fechei meus olhos. Isso pareceu ajudar um pouco.
— Uau, você está verde, Bella. — Mike disse nervosamente.
— Bella? — Uma voz diferente chamou de longe.
Não! Por favor, diga que eu estou imaginando essa voz horrivelmente familiar.
— Qual o problema, ela está machucada? — A voz dele estava mais próxima agora, e ele parecia aflito.
Eu não estava imaginando. Eu apertei meus olhos, esperando morrer. Ou pelo menos, não vomitar.
Mike pareceu estressado.
— Eu acho que ela está passando mal. Eu não sei o que aconteceu, ela nem furou o dedo.
— Bella. — A voz de Edward estava bem ao meu lado, aliviada agora. —Você consegue me ouvir?
— Não. — Gemi. — Vá embora.
Ele sorriu.
— Eu estava levando ela para a enfermaria. — Mike explicou em tom de defesa. — Mas ela não conseguiu ir adiante.
— Eu vou levar ela. —Edward disse. Eu ainda podia ver o sorriso na voz dele. — Você pode voltar para a sala de aula.
— Não. — Mike protestou. — Sou eu quem deve fazer isso.
De repente a calçada desapareceu. Meus olhos se abriram com o susto.
Edward tinha me pego nos braços, tão facilmente como se eu não pesasse nada.
— Me ponha no chão! — Por favor, por favor, não me deixe vomitar nele.
Edward já estava caminhando antes que eu terminasse de falar.
— Ei! — Mike chamou, já muito atrás de nós.
Edward o ignorou.
—Você parece horrível. — Ele me disse sorrindo.
— Me coloque de volta na calçada. — Gemi.
O movimento da caminhada não estava ajudando muito. Ele me segurou longe do corpo dele, cuidadosamente, aguentando todo o meu peso só nos braços, não parecia estar se incomodando.
— Então você passa mal quando vê sangue? — Ele perguntou.
Isso parecia divertido pra ele.
Eu não respondi. Fechei meus olhos e lutei contra a náusea com todas as minhas forças, apertando meus lábios.
— E nem é o seu próprio sangue. — Ele continuou, se divertindo.
Eu não sei como ele conseguiu abrir a porta enquanto me carregava, mas de repente estava quente, então eu sabia que estávamos do lado de dentro.
— Meu Deus. — Eu ouvi uma voz de mulher suspirar.
— Ela passou mal na aula de Biologia. — Edward explicou.
Eu abri meus olhos. Estava na secretaria e Edward continuou avançando em direção à enfermaria. Sr. Cope, a recepcionista ruiva da secretaria, passou na frente dele para abrir a porta. A enfermeira que tinha cara de vovó tirou os olhos de um livro, pasma, enquanto Edward me carregava pelo quarto e me colocava gentilmente em cima do papel que cobria o colchão de vinil na única cama.
Então ele se afastou e foi se inclinar numa parede tão distante quanto foi possível. Seus olhos estavam brilhando, excitados.
— Ela só está um pouco enjoada. —Ele garantiu para a enfermeira. — Eles estão fazendo tipagem sanguínea na aula de Biologia.
A enfermeira balançou a cabeça.
— Sempre tem um.
Ele tentou abafar um riso.
— Fique um pouco deitada, meu bem. Vai passar logo.
— Eu sei. — Suspirei.
A náusea já estava desaparecendo.
— Isso acontece muito? — Ela perguntou.
— Às vezes. — Eu admiti. Edward tossiu para disfarçar outra risada.
— Você pode voltar para a sala agora. — Ela disse pra ele.
— Eu devo ficar com ela. — Ele disse com tanta autoridade que, mesmo torcendo os lábios, a enfermeira não discutiu.
— Eu vou pegar um pouco de gelo pra você colocar na sua testa querida. —Ela disse pra mim e então saiu da sala.
— Você estava certo. — Eu gemi, deixando os meus olhos fechados.
— Eu geralmente tenho, mas sobre o que em particular desta vez?
— Faltar à aula é saudável.
Pratiquei respirar uniformemente.
— Você me assustou por um minuto lá fora. — Ele admitiu depois de uma pausa.
O tom que ele usou fez parecer que ele estava confessando uma fraqueza vergonhosa.
— Eu pensei que Mike estava arrastando o seu cadáver pra enterrá-lo no bosque.
— Ha ha ha. — Eu ainda estava com os olhos fechados, mas estava me sentindo melhor a cada minuto.
— Honestamente, eu já vi cadáveres com uma cor melhor. Já estava preocupado em ter que vingar o seu assassinato.
— Pobre Mike. Eu aposto que ele está bravo.
— Ele absolutamente me detesta. — Edward disse alegremente.
— Você não tem como saber disso. — Eu discuti, mas depois imaginei se ele tinha como saber.
— Eu vi o rosto dele, posso dizer que tem como saber disso.
— Como você me viu? Eu pensei que você estivesse escondido. — Eu estava quase bem agora, apesar de que os enjôos iam passar mais rápido se eu tivesse comido alguma coisa no almoço. Por outro lado, talvez fosse bom que o meu estômago estivesse vazio.
— Eu estava no meu carro ouvindo um CD. — Uma resposta tão normal que me surpreendeu.
Ouvi a porta abrir e abri os olhos pra ver a enfermeira entrar com uma compressa fria na mão.
— Aqui, querida. — Ela colocou-a na minha testa. — Você parece melhor. — Ela falou.
— Eu acho que estou bem. — Eu disse, me sentando.
Só um pequeno zumbido nos meus ouvidos, nada girando. As paredes verdes estavam exatamente onde deveriam estar.
Eu vi que a enfermeira estava prestes a me fazer deitar de novo, mas a porta se abriu nessa hora, a Sra. Cope colocou a cabeça pra dentro.
— Tem outro aqui. — Ela avisou.
Eu desci pra deixar a cama livre para o próximo inválido.
Devolvi a compressa para a enfermeira.
— Aqui, eu não preciso mais.
Então Mike entrou, agora carregando um pálido Lee Stephens, outro garoto da nossa aula de Biologia. Eu e Edward ficamos colados na parede pra dar espaço á eles.
— Oh não. — Edward murmurou. — Bella, vá para a secretaria.
Eu olhei pra ele, confusa.
— Confie em mim, vá.
Eu me virei e saí antes que a porta se fechasse. Eu podia sentir Edward bem atrás de mim.
— Você realmente me ouviu. — Ele parecia abismado.
— Eu senti o cheiro de sangue. — Eu disse, torcendo o nariz.
Lee não estava passando mal por causa dos outros, como eu.
— As pessoa não podem cheirar sangue. —Ele me contradisse.
— Bem, eu consigo, é isso que me deixa doente. Tem cheiro de ferrugem e... sal.
Ele estava me encarando com uma expressão ilegível.
— O que é? — Eu perguntei.
— Não é nada.
Nessa hora Mike saiu, olhando pra mim e Edward.
O olhar que ele passou pra Edward confirmou o que Edward disse sobre detestar. Ele olhou de volta pra mim, seus olhos estavam mal-humorados.
Você parece melhor. — Ele acusou.
— Mantenha a sua mão no bolso. — Eu avisei de novo.
— Não está mais sangrando. —Ele murmurou. — Você vai voltar pra aula?
— Você tá brincando? Eu vou voltar pra cá na certa.
— É, eu acho... Então, você vai esse fim de semana? Para a praia? —Enquanto ele falava, ele deu outra olhada na direção de Edward, que estava inclinado no balcão, tão imóvel quanto uma escultura, olhando para o nada.
Eu tentei soar o mais amigável possível.
— Claro, eu disse que ia.
— Vamos nos encontrar na loja do meu pai, as dez. — Os olhos dele foram parar em Edward de novo, pensando se ele estava dando informação demais. A linguagem corporal que ele usou, deixou bem claro que não era um convite em aberto.
—Eu estarei lá. — Prometi.
— Te vejo na aula de educação física então. — Ele disse, se movendo devagar até a porta.
— A gente se vê. — Eu disse.
Ele olhou pra mim de novo, fazendo biquinho, e então, enquanto ele passava vagarosamente pela porta, seus ombros caíram. Uma onda de simpatia passou pelo meu corpo. Eu pensei em como seria ver o seu rosto triste de novo... Na aula de educação física.
— Educação física. — Eu gemi.
— Eu posso cuidar disso. — Não percebi Edward se aproximando de mim, mas agora ele estava falando no meu ouvido. — Vá se sentar e fique pálida. —Ele cochichou.
Isso não era muito difícil. Eu já era naturalmente pálida, e o meu recente show deixou um rastro de suor na minha testa.
Sentei em uma das cadeiras e descansei a cabeça na parede com os meus olhos fechados. Crises de enjoo sempre me deixavam cansada.
Eu ouvi Edward falando levemente no balcão
— Sra. Cope?
— Sim? — Eu não a ouvi voltar para a mesa.
— A próxima aula de Bella é de Educação física, e eu não acho que ela se sente bem o suficiente. Na verdade, eu acho que eu devia levar ela pra casa agora. Você acha que pode liberá-la dessa aula? — A voz dele parecia mel derretendo. Eu podia imaginar como os olhos dele estavam persuasivos agora.
— Você também precisa ser liberado, Edward? — A Sra. Cope flutuou. Porque eu não podia fazer isso?
— Não, eu tenho aula com a Sra. Goff, ela não vai se incomodar.
— Ok, então está tudo acertado. Melhoras, Bella. — Ela falou pra mim.
Eu balancei a cabeça fracamente, levantando ela só um pouco.
— Você consegue caminhar, ou prefere que eu te carregue de novo? —Quando voltou da recepção, sua expressão estava sarcástica.
— Eu vou caminhando.
Eu me levantei vagarosamente, estava bem. Ele segurou a porta pra mim, seu sorriso educado, mas seus olhos estavam zombando de mim. Eu saí para a névoa fria que estava começando a aparecer no céu, enquanto ela limpava o suor da minha testa.
— Obrigada. — Eu disse enquanto ele me seguia. — Quase vale a pena ficar doente pra perder Educação física.
— É só pedir. — Ele olhava diretamente pra frente, andando na chuva.
— Então você vai? Sábado, eu quero dizer. — Eu estava esperando que ele fosse, mas parecia difícil. Eu não conseguia imaginá-lo enchendo uma van com os amigos da escola. Ele não pertencia a esse mundo. Mas eu esperava que ele me desse uma razão pra querer ir.
— Onde vocês todos estão indo, exatamente? — Ele ainda estava olhando pra frente, sem expressão.
— La Push,à primeira praia. — Eu estudei o rosto dele, tentando entendê-lo. Os olhos dele pareceram estreitar imperceptivelmente.
Ele olhou pra mim com o canto dos olhos, sorrindo.
— Eu não acho que tenha sido convidado.
Eu suspirei.
— Eu acabei de te convidar.
— Eu e você não vamos mais pedir tanto do pobre Mike esse fim de semana. Nós não queremos que ele tenha um colapso. — Os olhos dele dançaram. Ele gostava da ideia mais do que devia.
— Mike boboca. — Eu cochichei, preocupada com o jeito que ele disse "eu e você". Eu gostei disso mais do que eu devia.
Nos estávamos perto do estacionamento agora. Fui andando para a esquerda, na direção do meu carro. Algo agarrou minha jaqueta e me puxou de volta.
— Onde é que você pensa que vai? — Perguntou, enfurecido. Ele estava agarrando a minha jaqueta com o punho inteiro segurando com uma mão.
Eu estava confusa.
— Eu vou pra casa.
— Você não me ouviu prometer que te levaria pra casa em segurança? Acha que eu vou te deixar dirigir nessas condições? — A voz dele estava indignada.
— Que condições? E a minha caminhonete? — Reclamei.
— Eu vou pedir pra Alice levá-la depois da escola. — Ele já estava me arrastando em direção ao carro dele, me puxando pela jaqueta. O acompanhei pra não cair de costas no chão. Ele provavelmente ia me arrastar de volta de qualquer jeito mesmo.
— Me solta! — Eu insisti. Ele me ignorou. Eu andei a passos largos na calçada molhada até que chegamos no Volvo. Então ele finalmente me libertou. Eu quase bati na porta do passageiro.
—Você é tão mandão! — Eu gritei.
— Está aberta. — Foi tudo o que respondeu. Ele foi para o lado do motorista.
— Eu sou perfeitamente capaz de dirigir até em casa! — Fiquei parada perto do carro, fumegando. Estava chovendo mais forte agora, e eu não tinha levantado o meu capuz, então meu cabelo estava grudando nas minhas costas. Ele abaixou o vidro automático e se inclinou no banco.
— Entre no carro, Bella.
Eu não respondi. Estava calculando as minhas chances de alcançar meu carro antes dele me pegar. Tenho que admitir, as chances não eram boas.
— Eu vou pegar você de novo. — Ele ameaçou, adivinhando meu plano.
Tentei manter toda a dignidade que pude ao entrar no carro dele. Mas não tive muito sucesso, eu parecia um gato escaldado e as minhas botas esguicharam.
— Isso foi completamente desnecessário. — Eu disse meio durona.
Ele não respondeu. Mexeu nos controles, aumentando o aquecedor e abaixando a música. Enquanto ele saía do estacionamento, estava me preparando pra dar a ele o tratamento do silêncio, meu rosto demonstrando minhas intenções, mas então eu reconheci a música que estava tocando, e a minha curiosidade foi além das minhas intenções.
— Clair De Lune? – Perguntei surpresa.
—Você conhece Debussy? — Ele perguntou também surpreso.
— Não muito. — Eu admiti. — Minha mãe toca muita musica clássica em casa. Eu só conheço as minhas favoritas.
— É uma das minhas favoritas também. — Ele olhou para a chuva lá fora, perdido em pensamentos.
Eu escutei a música, relaxando no couro cinza claro do banco. Era impossível não responder a melodia familiar, tranquilizadora.
A chuva transformou tudo lá fora em uma névoa cinza e verde. Eu comecei a perceber que estávamos indo rápido demais, apesar disso, o carro se movia com tanta uniformidade e calma que eu nem sentia a velocidade. Somente a cidade passando rápido me fazia reparar.
— Como é a sua mãe? — Ele me perguntou de repente.
Eu olhei pra ele pra ver ele me observando com olhos curiosos.
— Ela se parece muito comigo, mas é mais bonita. — Eu disse.
Ele ergueu as sobrancelhas.
— Eu tenho muito de Charlie em mim. Ela é mais divertida que eu, mais corajosa. Ela é irresponsável e um pouco excêntrica e uma cozinheira muito imprevisível. Ela é minha melhor amiga. — Eu parei. Falar sobre ela estava me deixando deprimida.
— Quantos anos você tem, Bella? — A voz dele parecia frustrada por algum motivo que eu não conseguia imaginar. Ele parou o carro, e eu me dei conta de que já estávamos na casa de Charlie. A chuva estava tão forte que eu mal conseguia ver a casa. Era como se o carro estivesse dentro de um rio.
— Eu tenho dezessete. — Respondi um pouco confusa.
— Você não parece ter dezessete.
Seu tom era de reprovação. Me fez rir.
— O que foi? — Ele perguntou curioso de novo.
— Minha mãe sempre diz que eu nasci com trinta e cinco anos de idade e que fico mais velha a cada ano que passa. — Eu sorri e então suspirei. — Bem, alguém tem que ser o adulto. — Eu pausei por um segundo. —Você também não parece um jovenzinho. — Notei.
Ele fez uma careta e mudou de assunto.
— Então porque sua mãe se casou com Phil?
Eu estava surpresa que ele ainda lembrava do nome, eu só o mencionei uma vez, há quase dois meses atrás. Levei algum tempo pra responder.
— Minha mãe... Ela é muito jovem para a idade dela. Acho que Phil a faz se sentir ainda mais jovem. De qualquer forma, ela é louca por ele. — Eu balancei minha cabeça. A atração era um mistério pra mim.
— Você aprova? — Ele perguntou.
— Isso importa? — Eu apontei. — Quero que ela seja feliz... E é ele que ela quer.
— Isso é muito generoso. Imagino... — Ele refletiu.
— O quê?
— Se ela estenderia a mesma cortesia pra você, você acha? Não importa qual seja a sua escolha? — De repente ele estava atento, seus olhos procurando os meus.
— E-eu acho que sim. — Gaguejei. — Mas de qualquer forma ela é uma mãe, apesar de tudo. É um pouco diferente.
— Nada muito assustador então. — Ele brincou.
Eu sorri em resposta.
— O que você quer dizer com assustador? Piercings na cara toda e tatuagens gigantescas?
— É uma definição, acho.
— Qual é a sua definição?
Mas ele ignorou minha pergunta e me fez outra.
— Você acha que eu poderia ser assustador? — Ele ergueu uma sobrancelha e a leve sombra de um sorriso iluminou o seu rosto.
Eu pensei por um momento, refletindo se seria melhor falar a verdade ou mentir. Eu decidi que seria melhor dizer a verdade.
— Hummmm... Eu acho que você poderia ser, se você quisesse.
— Você está com medo de mim agora? — O sorriso desapareceu e o seu rosto celestial estava sério de novo.
— Não. — Mas eu respondi rápido demais. O sorriso reapareceu.
— Então, agora você vai me falar sobre a sua família? — Eu perguntei pra distraí-lo. — Deve ser uma história bem mais interessante do que a minha.
Ele estava instantaneamente cauteloso.
— O que você quer saber?
— Os Cullen te adotaram? — Eu verifiquei.
— Sim.
Eu hesitei por um momento.
— O que aconteceu com os seus pais?
— Eles morreram há muitos anos atrás. — O tom dele era decisivo.
— Lamento. — Murmurei.
— Na verdade eu não me lembro deles muito claramente. Carlisle e Esme são meus pais há muito tempo agora.
— E você os ama.
Não era uma pergunta. Era óbvio pela maneira que ele falava deles.
— Sim. — Ele sorriu. — Eu não poderia imaginar duas pessoas melhores.
— Você tem muita sorte.
— Eu sei que tenho.
— E seu irmão e sua irmã?
Ele deu uma olhada para o relógio no teto.
— Meu irmão e minha irmã, e Jasper e Rosalie por falar nisso, vão ficar bem bravos se tiverem que ficar na chuva esperando por mim.
— Oh, desculpe, eu acho que você tem que ir.
Eu não queria sair do carro.
— E provavelmente você quer o seu carro aqui antes que Charlie chegue em casa, assim você não terá que contar pra ele sobre o acidente na aula de Biologia. — Ele sorriu pra mim.
— Eu tenho certeza que ele já sabe. Não existem segredos em Forks. — Eu suspirei.
Ele sorriu, mas havia algo mais nesse sorriso.
— Se divirta na praia... Ótimo clima pra um banho de sol. — Ele olhou para a chuva caindo.
— Eu não vou ver você amanhã?
— Não. Emmett e eu vamos começar o fim de semana mais cedo.
— O que vocês vão fazer? — Uma amiga podia perguntar isso, né? Eu esperava que o desapontamento não estivesse muito aparente na minha voz.
— Nós vamos fazer uma escalada a Great Rocks Wilderness, ao sul de Rainier.
Eu lembrei que Charlie disse que os Cullen iam acampar frequentemente.
— Hum, bem, divirta-se. — Tentei demonstrar entusiasmo. Eu não acho que o enganei, apesar disso, um sorriso estava brincando nos cantos dos lábios dele.
— Será que você poderia fazer uma coisa por mim esse fim de semana?
Ele se virou pra me olhar diretamente nos olhos, utilizando todo o poder dos seus olhos dourados flamejantes.
Eu balancei a cabeça desamparadamente.
— Não se ofenda, mas você parece ser uma dessas pessoas que atraem acidentes como um imã. Então... Tente não cair no oceano ou ser atingida por algo, está bem? — Ele deu um sorriso torto.
O desamparo fugiu enquanto ele falava. Eu o encarei.
— Eu vou ver o que posso fazer. — Eu soltei enquanto saía para a chuva. Eu bati a porta atrás de mim com força excessiva.
Ele ainda estava sorrindo quando foi embora.

11 comentários:

  1. MUITO BOM ESTOU AMANDO

    GOSTO TAMBEM MUITO DO MAGNUS FOI OTIMO VOCE TER POSTADO

    RAYSSA AMO SEU BLOG KA

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    1. Acho que ela quis dizer que o nome dela e Rayssa pq no final está escrito Ka..
      Deve ser isso

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  2. Te agradeço muito por ter disponibilizado esse livro aqui! Eu adoro ler e quase nunca tenho tempo para ir a biblioteca publica daqui. Muito obrigada!!!

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  3. Gente esse eu amo esse blog, é a segunda vez q eu leio esse livro e eu não me canso de ver como o livro é legal comparado com o filme
    Valeu por escrever karina

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  4. Acho que , de todos os livros que já li , o Edward é o personagem que mais sorri kkk :3

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    1. Então leia Harry Potter e vc vai mudar de ideia rapidinho, Edward comparado com Rony o Rony sorri muito mais, mais ainda acho q o Edward é linddoooooooooo

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    2. Amoo o Rony mas ele é um pouco leeeeeerdo

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  5. Pq eu sempre pulei esse livro, por que?????
    Amando!...

    -Karina ^^

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  6. so eu que to apaixonada pelo edward?

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    1. Não. Se já apaixonada por ele no filme imagine agora no livro <3

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