29 de setembro de 2015

Capítulo 26 - Brilhante

— Não sei quanto devemos contar a Renée sobre isso — disse Charlie, hesitando com um pé do lado de fora da porta.
Ele se espreguiçou, depois seu estômago roncou. Assenti.
— Eu sei. Não quero deixá-la apavorada. Melhor protegê-la. Isso não é para corações fracos.
Os lábios dele se retorceram, pesarosos.
— Eu teria tentado proteger você também, se soubesse como. Mas acho que você nunca se encaixou na categoria coração fraco, não é?
Retribuí o sorriso, puxando uma respiração ardente por entre os dentes. Charlie afagou distraído a barriga.
— Vou pensar em alguma coisa. Temos tempo para discutir isso, certo?
— Certo — garanti a ele.
Fora um dia longo sob muitos aspectos e curto sob outros. Charlie estava atrasado para o jantar – Sue Clearwater estava cozinhando para ele e Billy. Aquela seria uma noite embaraçosa, mas pelo menos ele ia comer comida de verdade; fiquei feliz por alguém estar tentando evitar que ele morresse de fome por causa de sua falta de habilidade na cozinha.
Ao longo de todo o dia a tensão havia feito com que os minutos passassem lentamente; Charlie não relaxou os ombros rígidos um só minuto. Mas ele também não tivera nenhuma pressa de ir embora. Ele assistira a dois jogos inteiros – felizmente tão absorto em seus pensamentos que estava totalmente alheio às piadas sugestivas de Emmett, que ficavam cada vez mais incisivas e menos relacionadas com futebol – e aos comentários pós-jogo, e depois ao noticiário, sem se mexer, até que Seth o lembrara da hora.
— Vai dar o bolo na minha mãe e em Billy, Charlie? Vamos. Bella e Nessie estarão aqui amanhã. Vamos pegar a gororoba?
Pelos olhos de Charlie, ficou claro que ele não confiava naquela afirmação, mas deixou que Seth o levasse para fora. A dúvida ainda estava ali quando ele parou. As nuvens iam se afinando, a chuva já tinha passado. O sol até podia aparecer bem a tempo de se pôr.
— Jake disse que vocês iam para longe — murmurou ele.
— Eu não iria querer fazer isso se tivesse algum modo de evitar. É por isso que ainda estamos aqui.
— Ele disse que vocês podem ficar mais um tempo, mas só se eu for durão e se puder manter a boca fechada.
— É... mas não posso prometer que nunca vamos partir, pai. É muito complicado...
— Saber só o necessário — lembrou ele.
— Isso.
— Mas virá me visitar, se você tiver de ir?
— Eu prometo, pai. Agora que você sabe o suficiente, acho que pode dar certo. Vou me manter tão perto quanto você quiser.
Ele mordeu o lábio por meio segundo, depois inclinou-se lentamente para mim com os braços cautelosamente estendidos. Eu mudei Renesmee – agora dormindo – para o braço esquerdo, trinquei os dentes, prendi a respiração e passei o braço direito muito de leve em sua cintura quente e macia.
— Que seja muito perto, Bells — murmurou ele. — Muito perto.
— Eu amo você, pai — sussurrei entredentes.
Ele estremeceu e se afastou. Deixei o braço cair.
— Eu amo você também, menina. Muita coisa pode ter mudado, mas isso não — rle tocou um dedo na bochecha rosada de Renesmee. — Ela é muito parecida com você.
Mantive a expressão despreocupada, embora não me sentisse assim.
— Acho que mais com Edward. — Hesitei por um momento, e então acrescentei: — Ela tem os seus cachos.
Charlie sobressaltou-se, depois bufou.
— Hã. Acho que tem. Hã. Vovô. — Ele sacudiu a cabeça, em dúvida. — Um dia vou poder segurá-la?
Eu pisquei com o choque, e então me recompus. Após considerar por meio segundo e avaliar o estado de Renesmee – ela parecia estar em sono profundo – concluí que podia abusar da sorte um pouco mais, uma vez que as coisas estavam indo tão bem...
— Tome — eu disse, estendendo-a para ele.
Charlie automaticamente fez um ninho desajeitado com os braços, e coloquei Renesmee ali. A pele dele não era tão quente quanto a dela, mas sentir calor fluindo sob a membrana fina fez cócegas em minha garganta. Onde minha pele branca roçou, a dele ficou arrepiada. Eu não sabia se era uma reação à minha nova temperatura ou se era totalmente psicológico.
Charlie grunhiu baixinho enquanto sentia seu peso.
— Ela é... robusta.
Franzi o cenho. Ela parecia leve como uma pluma para mim. Talvez eu tenha perdido minha capacidade de medir.
— Ser robusta é bom — disse Charlie, vendo minha expressão. Depois murmurou para si mesmo: — Ela vai precisar ser durona, cercada por toda essa loucura. — Ele balançou um pouco os braços, gentilmente, de um lado para o outro. — O bebê mais lindo que já vi, incluindo você, menina. Desculpe, mas é a verdade.
— Eu sei disso.
— Bebê lindo — disse ele de novo, mas dessa vez estava mais para um arrulho.
Pude ver em seu rosto – pude observar o sentimento que crescia ali. Charlie era tão indefeso à magia de Renesmee quanto o restante de nós. Dois segundos em seus braços e ela já o dominava.
— Posso voltar amanhã?
— Claro, pai. É claro. Estaremos aqui.
— É melhor que estejam — disse ele com severidade, mas sua expressão era branda, ainda olhando para Renesmee. — Até amanhã então, Nessie.
— Você também, não!
— Hein?!
— O nome dela é Renesmee. De Renée e Esme, juntos. Sem variações. — Lutei para me acalmar sem respirar fundo. — Quer saber o nome do meio dela?
— Claro.
— Carlie. Com C. Uma mistura de Carlisle e Charlie.
O sorriso de Charlie, do tipo que faz rugas nos olhos, iluminou seu rosto, pegando-me desprevenida.
— Obrigado, Bells.
— Obrigada a você, pai. Tanta coisa mudou tão rápido. Minha cabeça não para de girar. Se eu não tivesse você agora, não sei como manteria contato com a... realidade. — Eu estava prestes a dizer com o que eu era. Devia ser mais do que ele precisava.
O estômago de Charlie roncou.
— Vá comer, pai. Nos estaremos aqui. — Lembrei como era aquela primeira imersão desagradável na fantasia, a sensação de que tudo iria desaparecer na luz do sol nascente.
Charlie assentiu e me devolveu Renesmee com relutância. Olhou para a casa, atrás de mim; seus olhos ficaram meio ansiosos por um minuto enquanto ele esquadrinhava a grande sala iluminada. Todos ainda estavam ali fora: Jacob, que eu podia ouvir assaltando a geladeira na cozinha; Alice estava recostada no primeiro degrau da escada, com a cabeça de Jasper no colo; Carlisle tinha a cabeça curvada sobre o grosso livro em seu colo; Esme cantarolava baixinho, desenhando em um bloco, enquanto Rosalie e Emmett preparavam a fundação para um monumental castelo de cartas debaixo da escada; Edward se encontrava ao piano, tocando muito suavemente para si mesmo. Não havia evidências de que o dia estava chegando ao fim, que podia ser hora de comer ou passar aos preparativos para a noite. Alguma coisa intangível tinha mudado na atmosfera. Os Cullen não se esforçavam tanto quanto habitualmente – a fachada humana tinha cedido um pouco, o bastante para Charlie sentir a diferença.
Ele estremeceu, sacudiu a cabeça e suspirou.
— Até amanhã, Bella. — Franziu a testa e acrescentou: — Não é que você não pareça... bem. Vou me acostumar com isso.
— Obrigada, pai.
Charlie assentiu e caminhou pensativamente para o carro. Fiquei observando enquanto ele se afastava; foi só quando ouvi os pneus alcançarem a via expressa que percebi que eu havia conseguido. Tinha passado o dia todo sem machucar Charlie. Sozinha. Eu devia mesmo ter um superpoder!
Pareceu bom demais para ser verdade. Será que eu realmente poderia ter minha família nova e uma parte da antiga ao mesmo tempo? E eu que pensara que o dia anterior havia sido perfeito.
— Uau — sussurrei.
Pisquei e senti o terceiro par de lentes de contato se desintegrando.
O som do piano cessou, e os braços de Edward estavam em minha cintura seu queixo pousando em meu ombro.
— Você tirou a palavra da minha boca.
— Edward, eu consegui!
— Conseguiu. Você foi inacreditável. Toda aquela preocupação em ser uma recém-criada, e você simplesmente pulou essa fase. — Ele riu baixinho.
— Não tenho certeza nem se ela é mesmo uma vampira, que dirá recém- criada. — disse Emmett debaixo da escada. — Ela é mansa demais.
Todos os comentários constrangedores que ele fizera na frente do meu pai tornaram a soar em meus ouvidos, e provavelmente era uma boa coisa que eu estivesse segurando Renesmee. Incapaz de evitar completamente minha reação, rosnei baixo.
— Ahhhh, que medo! — Emmett riu.
Eu sibilei, e Renesmee se agitou em meus braços. Ela piscou algumas vezes depois olhou em volta, a expressão confusa. Ela cheirou, depois estendeu a mão para o meu rosto.
— Charlie vai voltar amanhã — garanti a ela.
— Ótimo — disse Emmett.
Dessa vez, Rosalie riu com ele.
— Não é inteligente, Emmett — disse Edward com desdém, estendendo as mãos para pegar Renesmee de mim. Ele deu uma piscadela quando hesitei, e então, meio confusa, eu a entreguei a ele.
— O que quer dizer? — perguntou Emmett.
— Não acha que é meio idiota antagonizar com a vampira mais forte da casa?
Emmett lançou a cabeça para trás e riu com desdém.
— Ah, francamente!
— Bella — murmurou Edward para mim enquanto Emmett ouvia com atenção — você se lembra de alguns meses atrás, quando lhe pedi para me fazer um favor depois que fosse imortal?
Isso me lembrou de alguma coisa. Eu repassei as conversas humanas indistintas. Depois de um momento, lembrei e arfei.
— Ah!
Alice deu uma risada longa, como um trinado. A cabeça de Jacob apareceu na esquina da cozinha, a boca cheia de comida.
— O que foi? — grunhiu Emmett.
— De verdade? — perguntei a Edward.
— Confie em mim — disse ele. Respirei fundo.
— Emmett, o que acha de uma pequena aposta?
Ele se colocou de pé imediatamente.
— Excelente. Vamos lá.
Mordi o lábio por um segundo. Ele era imenso.
— A não ser que esteja com muito medo... — disse Emmett.
Endireitei os ombros.
— Você. Eu. Queda-de-braço. Mesa de jantar. Agora.
O sorriso de Emmett se esticou no rosto.
— Hã... Bella — disse Alice rapidamente — acho que Esme gosta muito dessa mesa. É uma antiguidade.
— Obrigada — sussurrou Esme para ela.
— Tudo bem — disse Emmett com um sorriso radiante. — Por aqui, Bella.
Eu o segui até a garagem dos fundos; podia ouvir todos os outros nos seguindo. Havia um bloco de granito bastante grande se projetando de um monte de pedras perto do rio, e aquele, evidentemente, era o objetivo de Emmett. Embora a pedra fosse meio arredondada e irregular, daria conta do recado.
Emmett posicionou o cotovelo sobre a pedra e acenou para que eu avançasse.
Eu estava nervosa de novo enquanto olhava os músculos volumosos no braço de Emmett, mas mantive a expressão tranquila. Edward me garantira que eu seria mais forte do que todos por algum tempo. Ele parecia muito confiante, e eu me sentia forte. Mas tão forte assim?, perguntei-me, olhando os bíceps de Emmett. No entanto, eu não tinha nem dois dias de idade, e isso devia valer alguma coisa. A não ser que nada fosse normal em mim. Talvez eu não fosse tão forte quanto uma recém-criada normal. Talvez fosse esse o motivo de ser tão fácil me controlar.
Tentei parecer despreocupada enquanto colocava o cotovelo na pedra.
— O.K., Emmett. Se eu vencer, você não pode dizer nem mais uma palavra sobre minha vida sexual a ninguém, nem mesmo a Rose. Nada de alusões, nem insinuações... nada.
Os olhos dele se estreitaram.
— Fechado. Se eu vencer, isso vai ficar muito pior.
Ele ouviu minha respiração parar e sorriu maliciosamente. Não havia vislumbre de blefe em seus olhos.
— Vai desistir tão fácil, maninha? — escarneceu Emmett. — Não há muita ferocidade em você, não é? Aposto que o chalé não tem nem um arranhão — ele riu. — Edward lhe contou quantas casas eu e Rose demolimos?
Trinquei os dentes e agarrei sua mão imensa.
— Três — grunhiu ele, tentando baixar minha mão.
Nada aconteceu.
Ah, eu podia sentir a força que ele exercia. Minha mente nova parecia muito boa em todos os tipos de cálculo, e assim eu sabia que se ele não estivesse encontrando nenhuma resistência, sua mão teria atravessado a pedra sem dificuldade. A pressão aumentou, e me perguntei ao acaso se um caminhão de cimento descendo por uma ladeira íngreme a 60km/h teria um poder semelhante. Oitenta quilômetros por hora? Cem? Provavelmente mais.
Mas não era o bastante para me deslocar. Sua mão empurrava a minha com uma força esmagadora, mas não era desagradável. Era até bom, de uma forma estranha. Eu estava agindo com muito cuidado desde que acordara, tentando ao máximo não quebrar as coisas. Era um tipo estranho de alívio usar meus músculos. Deixar que a força fluísse em vez de lutar para reprimi-la.
Emmett grunhiu; sua testa se vincou e todo seu corpo ficou tenso em uma linha rígida orientada para o obstáculo da minha mão imóvel. Deixei que ele suasse – em sentido figurado – por um instante enquanto desfrutava a sensação da força louca que corria pelo meu braço.
Depois de alguns segundos, porém, fiquei meio entediada. Forcei; Emmett perdeu uns dois centímetros.
Eu ri. Emmett rosnou asperamente entredentes.
— Fique de boca fechada — eu o adverti, e então esmaguei sua mão na pedra.
Um estalo ensurdecedor ecoou pelas árvores. A pedra tremeu e um pedaço, de cerca de um oitavo da massa, soltou-se, caindo no chão, aos pés de Emmett, e eu reprimi o riso.
Podia ouvir as risadas abafadas de Jacob e de Edward. Emmett chutou o fragmento de pedra, lançando-o do outro lado do rio e cortou ao meio um bordo novo antes de bater na base de um grande abeto, que oscilou e caiu em cima de outra árvore.
— Revanche. Amanhã.
— Não vai diminuir assim tão rápido — eu disse a ele. — Talvez você devesse esperar um mês.
Emmett grunhiu, mostrando os dentes.
— Ei, se isso vai deixar você feliz, irmãozão.
Quando se virou para ir embora, Emmett socou o granito, estilhaçando-o numa avalanche de lascas e pó. Foi legal, coisa de criança.
Fascinada com a prova inegável de que eu era mais forte do que o vampiro mais forte que eu conhecia, coloquei a mão na pedra, com os dedos esticados, e então cravei os dedos lentamente, esmagando, em vez de cavando; a consistência fez lembrar queijo duro. Terminei com um punhado de cascalho.
— Legal — murmurei.
Com um sorriso estampado no rosto, subitamente girei num círculo apliquei um golpe de caratê na pedra com a lateral da mão. A pedra guinchou, gemeu e – com uma grande nuvem de poeira – partiu-se em duas.
Comecei a rir. Não prestei muita atenção nos risos atrás de mim enquanto socava e chutava o resto da rocha, transformando-a em fragmentos. Estava me divertindo demais, rindo o tempo todo. Foi só quando ouvi uma risadinha nova, um agudo repicar de sinos, que me detive em meu jogo bobo.
— Ela riu?
Todos olhavam Renesmee com a mesma expressão pasma que devia estar em meu rosto.
— Sim — disse Edward.
— Quem não está rindo? — murmurou Jacob, revirando os olhos.
— Não me diga que você não extravasou um pouco na sua primeira vez, cachorro — brincou Edward, sem antagonismo na voz.
— É diferente — disse Jacob, e eu vi, surpresa, ele dar um soco de brincadeira no ombro de Edward. — Era para Bella ser adulta. Casada, mãe, essas coisas. Não devia ter mais dignidade?
Renesmee franziu a testa e tocou o rosto de Edward.
— O que ela quer? — perguntei.
— Menos dignidade — disse Edward com um sorriso. — Ela estava se divertindo tanto quanto eu vendo você brincar.
— Eu sou divertida? — perguntei a Renesmee, voltando em disparada e estendendo as mãos para ela ao mesmo tempo em que ela estendia os braços para mim. Eu a peguei de Edward e lhe ofereci a lasca de pedra na minha mão. — Quer tentar?
Ela abriu seu sorriso cintilante e pegou a pedra com as duas mãos. Então apertou, uma pequena ruga se formando entre as sobrancelhas enquanto concentrava.
Houve um ruído áspero mínimo e um pouco de pó. Ela franziu a testa e estendeu o naco para mim.
— Vou terminar isso — eu disse, transformando a pedra em areia.
Ela bateu palmas e riu; o som delicioso fez com que todos nos juntássemos a ela. O sol de repente surgiu através das nuvens, lançando longos feixes de rubi e ouro sobre nós dez, e de imediato me perdi na beleza de minha pele à luz do sol poente. Fiquei deslumbrada com ela.
Renesmee afagou as facetas que brilhavam como diamante, depois pôs o braço ao lado do meu. Sua pele tinha uma luminosidade leve, sutil e misteriosa. Nada que a obrigasse a ficar protegida num dia de sol, como minhas centelhas faiscantes. Ela tocou meu rosto, pensando na diferença e sentindo-se desapontada.
— Você é a mais bonita — garanti a ela.
— Não sei se posso concordar com isso — disse Edward, e quando me virei para responder, o sol em seu rosto me deixou num silêncio pasmo.
Jacob tinha a mão diante do rosto, fingindo proteger os olhos do brilho.
— Bella bizarra — comentou ele.
— Que criatura incrível ela é — murmurou Edward, quase concordando, como se o comentário de Jacob fosse elogioso. Ele estava deslumbrante e deslumbrado.
Foi uma sensação estranha – o que não era de surpreender, imagino, uma vez que agora tudo era estranho – essa de ser boa em alguma coisa. Como humana, eu nunca havia sido a melhor em nada. Não tinha problema em lidar com Renée, mas provavelmente muita gente poderia ter feito melhor; Phil parecia estar se saindo bem. Eu era uma boa aluna, mas nunca a primeira da turma. Evidentemente, podia ser excluída de qualquer atividade esportiva. Não tinha talentos artísticos nem musicais, nem outros de que me gabar. Ninguém nunca recebeu um troféu por ler livros. Depois de dezoito anos de mediocridade, eu estava acostumada a estar na média. Percebia agora que havia muito tempo eu desistira de quaisquer aspirações de brilhar em alguma coisa. Eu simplesmente fazia o melhor que podia com o que tinha, sem jamais me sentir à vontade em meu mundo.
Então era muito diferente. Agora eu era surpreendente – para eles e para mim. Era como se tivesse nascido para ser vampira. O pensamento me deu vontade de rir, mas também de cantar. Eu tinha encontrado meu verdadeiro lugar no mundo, o lugar onde me encaixava, o lugar onde brilhava.

3 comentários:

  1. Renesmee Tão Fofa <3

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  2. Quero uma " monstrinhos " dessa só pra mim !

    Assi: Apaixonada por livros.

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    Respostas
    1. eu também.

      assi:crepúsculo é top

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