25 de setembro de 2015

Capítulo 19 - Egoísmo

Edward me carregou pra casa em seus braços, esperando que eu não fosse capaz de me segurar. Eu devo ter caído no sono no caminho.
Quando eu acordei, eu estava na minha cama e a luz fraca entrando pela minha janela estava vindo de um ângulo estranho. Quase como se fosse se tarde.
Eu bocejei e me estiquei, meus dedos procurando por ele e encontrando o vazio.
—Edward?—, eu murmurei.
Meu dedos procurando encontraram alguma coisa fria e macia. A mão dele.
—Você realmente está acordada dessa vez?—, ele murmurou.
—Mmm—, eu murmurei assentindo. —Houveram muitos falsos alarmes?—
—Você esteve inquieta - falando o dia todo—.
—O dia todo?—, eu pisquei e olhei pelas janelas de novo.
—Você teve uma noite longa—, ele disse me acalmando. —Você mereceu um dia na cama—.
Eu me sentei, e minha cabeça virou. A luz estava entrando pela minha janela vinda do oeste. —Uau—.
—Com fome?—, ele adivinhou. —Você quer café da manhã na cama?—
—Eu vou pegar—, eu gemi, me esticando de novo. —Eu preciso me levantar e me mover—.
Ele segurou minha mão no caminho para a cozinha, me olhando cuidadosamente, como se eu estivesse prestes a cair. Ou talvez ele pensasse que eu estava andando enquanto dormia.
Eu mantive as coisas simples, jogando dois Pop-Tarts na torradeira. Eu dei uma olhada em mim mesma na reflexão do cromado.
—Ugh, eu to uma bagunça—.
—Foi uma noite longa—, ele disse de novo. —Você devia ter ficado aqui e dormido—.
—Certo! E ter perdido tudo. Sabe, você precisa começar a aceitar o fato de que eu sou uma parte da família agora—.
Ele sorriu. —Eu provavelmente poderia me acostumar com essa ideia—.
Eu me sentei com o meu café da manhã, e ele sentou ao meu lado. Quando eu levantei o Pop-Tart pra dar a primeira mordida, eu reparei ele olhando para a minha mão. Eu olhei pra baixo, e vi que eu ainda estava usando o presente que Jacob havia me dado na festa.
—Posso?—, ele perguntou, pegando o pequeno lobo.
Eu engoli fazendo barulho. —Um, claro—.
Ele moveu sua mão embaixo do pingente da pulseira e equilibrou a pequena figura na sua palma branca. Por um breve momento, eu tive medo. Apenas o menor movimento dos seus dedos podia quebrá-lo em pedaços.
Mas é claro que Edward não faria isso. Eu estava envergonhada só de ter pensado nisso. Ele só pesou o lobo em sua palma por um momento, e depois deixou ele cair. Ele balançou levemente no meu pulso.
Eu tentei ler a expressão nos olhos dele. Tudo o que eu pude ver foi pensamento; ele manteve todo o resto escondido, se é que havia mais alguma coisa.
—Jacob Black pode te dar presentes—.
Não era uma pergunta, era uma acusação. Só a atestação de um fato. Mas eu sabia que ele estava se referindo ao meu último aniversário e ao piti que eu dei por causa dos presentes; eu não queria nenhum. Especialmente não de Edward. Isso não era inteiramente lógico, e, é claro, todo mundo me ignorou do mesmo jeito...
—Você me deu presentes—, eu lembrei ele. —Você sabe que eu gosto de coisas feitas em casa—.
Ele torceu os lábios por um momento. —E quando a presentes passados? Esses são aceitáveis?—
—O que você quer dizer?—
—Essa pulseira—, ele passou um círculo no meu pulso com o dedo. —Você vai usar muito isso?—
Eu levantei os ombros.
—Porque você não ia querer magoar os sentimentos dele—, ele sugeriu astutamente.
—Claro, eu acho que sim—.
—Então, você não acha que é justo—, ele perguntou, olhando para a minha mão enquanto falava. Ele virou minha palma pra cima, e correu seus dedos pelas veias dos meus pulsos. —Se eu tiver uma pequena representação?—
—Representação?—
—Um pingente - alguma coisa que me mantenha na sua mente—.
—Você está em todos os meus pensamentos. Eu não preciso de lembretes—.
—Se eu te der uma coisa, você vai usar?—, ele pressionou.
—Um presente passado?—, eu chequei.
—Sim, uma coisa que eu já tenho ha algum tempo— Ele sorriu seu sorriso angelical.
Se essa era a única reação ao presente de Jacob, eu ia aceitar alegremente. —O que te deixar feliz—.
—Você reparou na desigualdade?—, ele perguntou, e a voz dele se tornou acusadora.
—Porque eu certamente reparei—.
—Que desigualdade?—
Os olhos dele se estreitaram. —Todas as outras pessoas podem ir em frente e te dar coisas. Todo mundo menos eu. Eu teria amado te dar um presente de formatura, mas eu não dei. Eu sabia que isso te incomodaria mais do que se outras pessoas te dessem. Isso é absolutamente injusto. Como você se explica?—
—Fácil—, eu levantei os ombros. —Você é mais importante do que as outras pessoas. E você me deu você. Isso já é mais do que eu mereço, e qualquer outra coisa que você me der só vai nos colocar ainda mais fora de equilíbrio—.
Ele processou isso por um momento, e depois revirou os olhos. —A forma que você pensa de mim é ridícula—.
Eu mastiguei o meu café da manhã calmamente. Eu sabia que ele não ia me ouvir se eu disse que podia dizer o mesmo sobre ele.
O telefone de Edward vibrou.
Ele olhou para o número antes de abrí-lo. —O que foi, Alice?—
Ele escutou, e eu observei a reação dele, nervosa de repente. Mas o que quer que ela tenha dito, não surpreendeu ele. Ele suspirou algumas vezes.
—Eu meio que já esperava por isso—, ele disse pra ela, me olhando nos olhos, com uma arco de desaprovação nas sobrancelhas. —Ela estava falando durante o sono—.
Eu corei. O que foi que eu disse agora?
—Eu vou cuidar disso—, ele prometeu.
Ele me encarou enquanto fechava o telefone. —Há alguma coisa sobre a qual você queira me falar?—
Eu pensei por um momento. Tendo em vista o aviso de Alice na noite passada, eu podia adivinhar porque ela tinha ligado. E isso me lembrou dos sonhos problemáticos que eu tive enquanto dormia durante o dia - sonhos onde eu corria atrás de Jasper, tentando seguí-lo e encontrar a clareira no meio da floresta, sabendo que eu iria encontrar Edward lá... Edward e os monstros que queriam me matar, mas sem me importar com eles porque eu já havia tomado a minha decisão - eu também já podia adivinhar o que Edward havia ouvido enquanto eu dormia.
Eu torci meus lábios por um momento, sem ser exatamente capaz de encontrar os olhos dele. Ele esperou.
—Eu gosto da ideia de Jasper—, eu disse finalmente.
Ele gemeu.
—Eu quero ajudar. Eu tenho que fazer alguma coisa—, eu insisti.
—Te colocar em perigo não ia ajudar—.
—Jasper acha que ajudaria. Nessa área ele é o expert—.
Edward me encarou.
—Você não pode me manter afastada—, eu ameacei. —Eu não vou ficar escondida na floresta enquanto você se enfrenta todos os riscos por mim—.
De repente, ele estava lutando com um sorriso. —Alice não te viu na clareira, Bella. Ela vê você tropeçando ao redor da floresta. Você não vai conseguir nos encontrar; você só vai me fazer consumir mais tempo te procurando depois—.
Eu tentei me manter tão tranquila quanto ele estava. —Isso é porque Alice não viu o fator Seth Clearwater—, eu disse educadamente. —Se ela tivesse, é claro, ela não teria sido capaz de ver nada mais. Mas parece que Seth quer estar lá tanto quanto eu. Não deve ser difícil suadi-lo a me mostrar o caminho—.
Raiva faiscou no rosto dele, e aí ele respirou fundo pra se recompor. —Isso podia ter dado certo... se você não tivesse me contado. Agora eu simplesmente vou pedir a Sam que dê certas ordens a Seth. Mesmo que ele possa querer muito, Seth não será capaz de ignorar esse tipo de ordem.—
Eu mantive o meu sorriso agradável. —Mas porque Sam daria essas ordens. Se eu dissesse a ele o quanto ajudaria se eu estivesse lá? Eu aposto que Sam ia preferia fazer um favor pra mim do que pra você—.
Ele havia se composto de novo. —Talvez você esteja certa. Mas eu tenho certeza de que Jacob não estaria nada além de ansioso pra dar essas mesmas ordens—.
Eu fiz uma careta. —Jacob?—
—Jacob está no segundo comando. Ele nunca te contou isso? As ordens dele têm que ser seguidas também—.
Ele tinha ganhado, e pelo sorriso dele, ele também sabia disso. A minha testa enrugou. Jacob ia ficar do lado dele – nesse caso – eu tinha certeza. E Jacob nunca havia me contado isso.
Edward pegou vantagem no fato de que eu fiquei momentaneamente embasbacada, continuando em sua voz suspeitosamente macia e suave.
—Eu dei uma olhada fascinante nas mentes do bando na noite passada. Era melhor que uma novela. Eu não fazia ideia de como a dinâmica de uma bando tão grande era complicada. O empurrão de um indivíduo contra o plural psíquico... Absolutamente fascinante—.
Ele obviamente estava tentando me distrair. Eu encarei ele.
—Jacob esteve escondendo vários segredos—, ele disse com um sorriso malicioso.
Eu não respondi, eu só continuei encarando, me segurando ao meu argumento e esperando por uma abertura.
—Por exemplo, você reparou num lobo menor, cinza que estava lá na noite passada?—
Eu balancei a cabeça num movimento rígido.
Ele gargalhou, —Eles levam todas aquelas lendas tão a sério. Acontece que existem coisas para as quais as histórias deles não os preparam—.
Eu suspirei. —Tudo bem, eu vou morder essa. Sobre o que estamos falando?—
—Eles sempre aceitaram sem questionar que apenas os bisnetos diretos do lobo original tinham poder pra se transformar—.
—Então alguém que não era descendente direto se transformou?—
—Não, ela realmente é uma descendente direta—.
Eu pisquei, meu olhos arregalaram. —Ela?—
Ele balançou a cabeça. —Ela conhece você. O nome dela é Leah Clearwater—.
—Leah é um lobisomem!—, eu gritei. —O que? Por quanto tempo? Porque Jacob não me disse?—
—Existem coisas que ele não tem permissão de dividir - o número deles, por exemplo. Como eu disse antes, quando Sam dá uma ordem, o bando não pode simplesmente ignorá-la. Jacob foi cuidadoso pra pensar em outras coisas enquanto estava perto de mim. É claro, depois da noite passada, tudo foi em vão—.
—Eu não posso acreditar. Leah Clearwater!—, de repente, eu me lembrei de Jacob falando sobre Leah e Sam, e do jeito como ele agiu, como se tivesse dito coisas demais - depois que ele disse alguma coisa sobre Sam tendo que olhar nos olhos de Leah todos os dias e saber que ele havia quebrado suas promessas...
Leah no penhasco, uma lágrima brilhando na bochecha dela quando o Velho Quil falou sobre o fardo e o sacrifício que os filhos Quileute dividiam... E Billy, passando o tempo com Sue que estava tendo dificuldade com seus filhos... e o problema de verdade era que agora eles dois eram lobisomens!
Eu nunca pensei muito em Leah Clearwater, a não ser pra sentir pena dela quando Harry morreu, e depois pra sentir pena de novo quando Jacob me contou a história dela, sobre a estranha impressão que houve entre Sam e sua prima Emily que havia quebrado o coração de Leah.
E agora ela era parte do bando de Sam, escutando os pensamentos dele... e incapaz de esconder os dela.
Eu realmente odeio essa parte, Jacob havia dito, Todas as coisas das quais você se envergonha, expostas pra todo mundo ver.
—Pobre Leah—, eu sussurrei.
Edward bufou. —Ela está tornando a vida deles excessivamente difícil. Eu não tenho certeza de que ela merece a sua simpatia—.
—O que você quer dizer?—
—Já é difícil suficiente pra eles, terem que dividir todos os seus pensamentos. A maioria deles tenta cooperar, fazer isso ser mais fácil. Mesmo quando apenas um membro é deliberadamente malicioso, isso é doloroso pra todos—.
—Ela tem razões suficientes—, eu murmurei, ainda do lado dela.
—Oh, eu sei—, ele disse. —A compulsão da impressão é uma das coisas mais estranhas que eu já testemunhei em minha vida, e eu já vi algumas coisas estranhas— Ele balançou a cabeça pensativamente. —A forma como Sam está ligado a Emily é impossível de descrever - ou eu deveria dizer o Sam dela. Sam realmente não teve escolha. Isso me lembra de Sonhos de Uma Noite de Verão com todo aquele caos criado pelos feitiços de amor das fadas... como mágica—. Ele sorriu. —É realmente quase tão forte quando o que eu sinto por você—.
—Pobre Leah—, eu disse de novo. —Mas o que você quer dizer com malicioso?—
—Ela fica trazendo à tona constantemente coisas sobre as quais eles não querem pensar,— ele explicou. —Como Embry, por exemplo—.
—O que tem Embry?—, eu perguntei, surpresa.
—A mãe dele veio da reserva de Makah há dezessete anos atrás, quando ela estava grávida dele. Ela não é Quileute. Todos presumiram que ela havia deixado o pai dele pra trás com os Makah. Mas aí ele se juntou ao bando—.
—Então?—
—Então, os principais candidatos pra pais são o Sr. Quil Ateara, Joshua Uley, ou Billy Black, e todos eles eram casados nessa época, é claro—.
—Não!—, eu fiquei ofegante. Edward estava certo - isso era exatamente uma novela.
—Agora, Sam, Jacob e Quil todos ficam imaginando qual deles têm um meio irmão. Todos eles gostariam de pensar que fosse Sam, já que o pai dele nunca foi uma boa figura de pai. Mas sempre existem dúvidas. Jacob nunca foi capaz de perguntar a Billy sobre isso—.
—Uau. Como é que você conseguiu pegar isso tudo em uma noite?—
—A mente do bando é hipnotizadora. Todos pensando separadamente ao mesmo tempo. Há tanta coisa pra ler!—
Ele pareceu levemente arrependido, como alguém que havia fechado um livro em sua melhor parte. Eu ri.
—O bando é fascinante—, eu concordei. —Quase tão fascinante quanto você é quando está querendo me distrair—.
A expressão dele ficou educada de novo - a expressão de um jogador de pôquer.
—Eu tenho que estar naquela clareira, Edward—.
—Não—, ele disse num tom muito definitivo.
Uma certa saída clareou pra mim nesse momento.
Não era muito importante que eu estivesse na clareira. Eu só tinha que estar onde Edward estava.
Cruel, eu acusei a mim mesma, Egoísta, egoísta, egoísta! Não faça isso!—
Eu ignorei os meus melhores instintos. No entanto, eu não pude olhar pra ele enquanto falava. A culpa colocou os meus olhos na mesa.
—Tudo bem, olha, Edward—, eu sussurrei. —Aqui está o negócio... Eu já fiquei louca uma vez. Eu sei quais são os meus limites. Eu não vou aguentar se você me deixar de novo—.
Eu não olhei pra cima pra ver a reação dele, com medo da quantidade de dor que eu estava infligindo a ele.
Eu ouvi ele sugar o ar de repente e o silêncio que se seguiu. Eu encarei o tampo de madeira escura da mesa, desejando pegar aquelas palavras de volta. Mas sabendo que eu provavelmente não faria isso. Nem se desse certo.
De repente, os braços dele estavam ao redor, as mãos dele alisando o meu rosto, meus braços. Ele estava me confortando. A culpa começou a girar em espiral. Mas o instinto de sobrevivência era mais forte. Não havia dúvida de que ele era fundamental para a minha sobrevivência.
—Você sabe que não é assim, Bella—, ele murmurou. —Não vai ser longe, e tudo estará rapidamente acabado—.
—Eu não posso aguentar—, eu insisti, olhando pra baixo. —Não sem saber se você vai estar de volta ou não. Como eu sobrevivo a isso, não importa o quão rapidamente isso acabe?—
Ele suspirou. —Isso vai ser fácil, Bella. Não existem razões para os seus medos—.
—Nenhum mesmo?—
—Nenhum—.
—E todos vão ficar bem?—
—Todo mundo—, ele prometeu.
—Então não jeito mesmo de que eu seva ser necessária na clareira?—
—É claro não. Alice acabou de me dizer que eles foram diminuídos a dezenove. Nós conseguiremos cuidar disso facilmente—.
—É isso mesmo - você disse que ia ser tão fácil que alguém até poderia ficar de fora.—, eu repeti as palavras que ele disse na noite passada. —Você realmente estava falando sério?—
—Sim—.
Parecia simples demais - ele devia saber onde isso estava chegando.
—Tão fácil que você possa ficar de fora?—
Depois de um longo momento de silêncio, eu finalmente olhei para a expressão dele.
O rosto do jogador de pôquer estava de volta.
Eu respirei fundo. —Então é de um jeito ou de outro. Ou isso é mais perigoso do que o que você está querendo me contar, e nesse caso seria certo que eu estivesse lá pra ajudar, pra fazer o que eu puder pra ajudar. Ou... isso será tão fácil que ele serão capazes de passar por isso sem você. De que jeito vai ser?—
Ele não falou.
Eu sabia o que ele estava pensando - a mesma coisa na qual eu estava pensando.
Carlisle. Esme. Emmett. Rosalie. Jasper. E... eu me forcei a dizer o último nome. E Alice.
Eu me perguntei se eu era um monstro. Não do tipo que ele pensava que ele era, mas um de verdade. O tipo de verdade que machuca as pessoas. O tipo que não tem limites quando se trata do que eles querem.
O que eu queria era mantê-lo a salvo, a salvo comigo. Será que eu tinha limites pra o que eu faria, o que eu sacrificaria por isso? Eu não tinha certeza.
—Você está me pedindo pra ir deixá-los lutar sem a minha ajuda?—, ele perguntou com uma voz baixa.
—Sim—, eu estava surpresa por conseguir manter a minha voz uniforme, já que eu me sentia tão miserável por dentro. —Ou me deixar estar lá. Qualquer um dos dois, contanto que estejamos juntos—.
Ele respirou fundo, e exalou lentamente. Ele colocou suas mãos dos dois lados do meu rosto, me forçando a olhar pra ele. Ele me olhou dentro dos olhos por um longo tempo. Eu me perguntei o que ele estava procurando, e o que ele encontrou. Será que a culpa estava tão aparente no meu rosto quanto estava no meu estômago - me deixando enjoada?
Os olhos dele se apertaram por causa de alguma emoção que eu consegui ler, e ele baixou sua mão pra pegar o telefone de novo.
—Alice—, ele suspirou. —Será que você pode vir tomar conta de Bella por mim um pouco?— Ele ergueu uma sobrancelha, me desafiando a me opor a isso. —Eu preciso falar com Jasper—.
Ela evidentemente concordou. Ele guardou o telefone e voltou a olhar para o meu rosto.
—O que você vai dizer pra Jasper?—, eu sussurrei.
—Eu vou discutir... a minha saída—.
Era fácil ver no rosto dele o quanto essas palavras eram difíceis pra ele.
—Eu lamento—.
Eu lamentava. Eu odiava ter que fazer isso com ele. Mas não o suficiente pra dar um sorriso falso e dizer que ele seguisse em frente sem mim. Definitivamente não tanto assim.
—Não se desculpe—, ele disse, sorrindo só um pouquinho. —Nunca tenha medo de me dizer como você se sente, Bella. Se isso é o que você precisa...— ele levantou os ombros. —Você é minha primeira prioridade—
—Eu não queria que parecesse desse jeito - como se você tivesse que escolher entre mim e sua família—.
—Eu sei disso. Além do mais, não foi isso o que você pediu. Você me deu duas alternativas com as quais você podia conviver, e eu escolhi a alternativa com a qual eu posso conviver. É assim que um compromisso deve funcionar—.
Eu me inclinei pra frente e encostei minha testa no peito dele. —Obrigada—, eu sussurrei.
—A qualquer hora—, ele respondeu, beijando o meu cabelo. —Qualquer coisa—.
Nós não tivemos que nos mexer por um longo momento. Eu mantive o meu rosto escondido, pressionado contra a camisa dele. Duas vozes discutiam dentro de mim. Uma que queria ser boa e corajosa, e uma que falava pra a boa que ficasse de bico fechado.
—Quem é a terceira esposa?—, ele me perguntou de repente.
—Huh?—, eu perguntei, protelando. Eu não me lembrava de ter tido aquele sonho de novo.
—Você estava murmurando alguma coisa sobre —a terceira esposa— na noite passada. O resto fez um pouco de sentido, mas aí você me deixou confuso—.
—Oh. Um, é. Essa foi apenas uma das histórias que eu ouvi na fogueira na noite passada—, eu levantei os ombros. —Eu acho que ficou grudada em mim—.
Edward se afastou de mim e deixou a cabeça pender pro lado, provavelmente confuso pelo tom confuso da minha voz.
Antes que ele pudesse pergunta, Alice apareceu na porta da cozinha com uma expressão azeda.
—Você vai perder toda a diversão—, ela murmurou.
—Olá, Alice—, ele saudou de volta. Ele colocou um dedo embaixo do meu queixo e levantou o meu rosto e me dar um beijo de adeus.
—Eu vou voltar mais tarde essa noite—, ele prometeu. —Eu vou trabalhar isso com os outros... rearrumar as coisas—.
—Tudo bem—.
—Não há muito pra rearrumar—, Alice disse. —Eu já contei pra eles. Emmett está contente—.
Edward suspirou. —É claro que ele está—.
Ele saiu pela porta, me deixando pra enfrentar Alice.
Ela me encarou.
—Eu lamento—, eu me desculpei de novo. —Você acha que isso tornará as coisas mais difíceis pra vocês?—
Alice bufou. —Você se preocupa demais, Bella. Você vai ficar prematuramente grisalha—.
—Então, porque você está aborrecida?—
—Edward é um resmungão quando não consegue fazer as coisas do jeito que ele quer. Eu só estou antecipando como vai ser viver com ele pelos próximos meses—. Ela fez uma cara. —Eu acho que, se isso te deixa sã, vale a pena. Mas eu queria que você pudesse controlar o seu pessimismo, Bella. É tão desnecessário—.
—Você deixaria Jasper ir sem você?—, eu quis saber.
Alice fez uma careta. —Isso é diferente—.
—Claro que é—.
—Vá se limpar—, ela me ordenou. —Charlie vai estar em casa em quinze minutos, e se ele te encontrar acabada desse jeito, ele não vai mais querer deixar você sair—
Uau, eu realmente tinha perdido o dia inteiro. Isso parecia um desperdício. Eu estava feliz por não ter que perder o meu tempo dormindo pra sempre.
Eu estava inteiramente apresentável quando Charlie chegou em casa - totalmente vestida, com o cabelo decente, e na cozinha colocando o jantar dele na mesa. Alice sentou no lugar de costume de Edward, e isso pareceu iluminar o dia de Charlie.
—Olá, Alice! Como vai você, querida?—
—Eu estou bem, Charlie, obrigada—
—Eu vejo que você finalmente saiu da cama, dorminhoca—, ele disse pra mim enquanto eu me sentava ao lado dele, antes de se virar de volta pra Alice. —Todo mundo está falando da festa que os seus pais deram na noite passada. Eu aposto que vocês têm uma baita limpeza pra fazer hoje—.
Alice levantou os ombros. Conhecendo ela, já estava tudo feito—.
—Valeu a pena—, ela disse. —Foi uma festa ótima—.
—Onde está Edward?—, Charlie perguntou um pouco mal-humorado. —Ele está ajudando com a limpeza?—
Alice suspirou e o rosto dela ficou trágico. Provavelmente era uma atuação, mas era perfeita demais pra que eu fosse otimista. —Não. Ele está planejando o fim de semana com Emmett e Carlisle—.
—Vão caminhar de novo?—
Alice balançou a cabeça, de repente com uma expressão abandonada.
—Sim. Todos eles vão menos eu. Nós sempre vamos acampar no final do ano escolar, um tipo de celebração, mas esse ano eu decidi que preferia fazer compras do que caminhar, e nenhum deles quis ficar pra trás comigo. Eu estou abandonada—.
O rosto dela se contorceu, uma expressão tão devastada que Charlie se inclinou em direção a ela automaticamente, com uma mão erguida, procurando alguma forma de ajudar. Eu encarei ela suspeitosamente. O que ela estava fazendo?
—Alice, querida, porque você não vem ficar conosco?—, Charlie ofereceu. —Eu odeio pensar que você vai ficar sozinha naquela casa grande—.
Ela suspirou. Alguma coisa chutou meu pé por debaixo da mesa.
—Ow!—, eu protestei.
Charlie se virou pra mim. —O que?—
Alice me lançou um olhar frustrado. Eu podia notar que ela estava pensando que eu estava muito lenta essa noite.
—Bati o meu dedão—, eu murmurei.
—Oh—, ele olhou de volta pra Alice. —Então, que tal?—
Ela chutou o meu pé de novo, dessa vez não com tanta força.
—Er, pai, sabe, nós realmente não temos as melhores acomodações aqui. Eu aposto que Alice não quer dormir no chão...—
Charlie torceu os lábios. Alice fez aquela expressão devastada de novo.
—Talvez Bella devesse ficar lá com você—, ele sugeriu. —Só até os seus parentes voltarem—.
—Oh, você faria isso, Bella?— Alice sorriu radiantemente pra mim. —Você não se importaria em fazer compras comigo, certo?—
—Claro—, eu concordei. —Compras. Ok—.
—Quando eles vão embora?— Charlie perguntou.
Alice fez outra cara. —Amanhã—
—Quando você quer que eu vá?—, eu perguntei.
—Depois do jantar, eu acho—, ela disse, colocando um dedo no queixo, pensativa. —Você não tem nada pra fazer no sábado, tem? Eu quero sair da cidade pra fazer compras, e vai ser coisa de uma tarde inteira—.
—Seattle não—, Charlie interviu, com as sobrancelhas se juntando.
—É claro que não—, Alice concordou imediatamente, apesar de que nós duas sabíamos que Seattle estaria bastante segura no Sábado. —Eu estava pensando em Olympia, talvez...—
—Você vai gostar disso, Bella—, Charlie disse, alegre de alívio. —Passar algum tempo na cidade—.
—É, pai, vai ser ótimo—.
Com uma conversa fácil, Alice havia limpado a minha agenda para a batalha.
Edward voltou não muito mais tarde. Ele aceitou os desejos de Charlie para uma boa viagem sem surpresa. Ele disse que eles estavam partindo cedo no dia seguinte, e disse boa noite mais cedo que o normal. Alice foi embora com ele.
Eu pedi licença pouco tempo depois que eles foram embora.
—Você não pode estar cansada—, Charlie protestou.
—Um pouco—, eu menti.
—Não é de estranhar que você gosta de escapar de festas—, ele murmurou. —Você demora bastante pra se recuperar—.
Lá em cima, Edward estava deitado na minha cama.
—Que horas nós vamos encontrar os lobos?—, eu murmurei enquanto ia me juntar a ele.
—Em uma hora—.
—Isso é bom. Jake e os amigos dele precisam descansar um pouco—.
—Eles não precisam disso tanto quanto você—, Edward apontou.
Eu passei pra outro tópico, presumindo que ele estava prestes a tentar me convencer a ficar em casa. —Alice te contou que ela vai me sequestrar?—
Ele sorriu maliciosamente. —Na verdade, ela não vai—.
Eu encarei ele, confusa, e ele riu baixinho da minha expressão.
—Sou eu que tem permissão pra te fazer de refém, lembra?—, ele disse. —Alice vai caçar com os outros—. Ele suspirou. —Eu acho que eu não preciso mais fazer isso—.
—Você está me sequestrando?—
Ele balançou a cabeça.
Eu pensei nisso brevemente. Nada de Charlie ouvindo lá embaixo, ou vindo me checar com certa frequência. E nada de uma casa cheia de vampiros acordados com suas audições intromissivas... Só ele e eu - realmente sozinhos.
—Isso está bem?—, ele perguntou, preocupado com o meu silêncio.
—Bem... claro, exceto por uma coisa—.
—Que coisa?— Os olhos dele estavam ansiosos. Era uma tremenda bobagem, mas, de alguma forma, ele ainda parecia incerto quanto ao poder sobre mim. Talvez eu precisasse me fazer mais clara.
—Porque Alice não disse a Charlie que vocês iam embora hoje à noite?—, eu perguntei.
Ele riu, aliviado.
Eu aproveitei mais a viagem até a clareira do que na noite passada. Eu ainda me sentia culpada, mas eu já não estava mais aterrorizada. Eu podia pensar. Eu podia olhar para o que estava acontecendo, e quase acreditar que talvez as coisas poderiam acabar bem. Aparentemente Edward estava bem com a ideia de perder a luta... e isso fez ser muito difícil de acreditar quando ele disse que seria fácil. Ele não abandonaria a família dele se ele mesmo não acreditasse nisso. Talvez Alice estivesse certa, eu me preocupava demais.
Nós fomos os últimos a chegar à clareira.
Jasper e Emmett já estavam lutando - pelo som das risadas deles eles só estavam se aquecendo. Alice e Rosalie estavam sentadas no chão duro, olhando. Esme e Carlisle estavam conversando a alguns metros de distância, suas cabeças estavam juntas, os dedos entrelaçados, sem prestar atenção.
Essa noite estava muito mais clara, a lua estava brilhando através das nuvens grossas, e eu podia ver claramente os três lobos sentados na beira da arena de luta, um pouco espaçados pra observarem de ângulos diferentes.
Também foi fácil reconhecer Jacob; eu teria reconhecido ele imediatamente, mesmo se ele não tivesse olhado pra cima e olhado para a direção do som da nossa chegada.
—Onde está o resto dos lobos?—, eu me perguntei.
—Eles não precisam estar todos aqui. Apenas um bastaria, mas Sam não confia em nós o suficiente pra mandar apenas Jacob, apesar disso ser o que Jacob queria. Quil e Embry como sempre são seu... acho que você poderia dizer ajudantes—.
—Jacob confia em você—.
Edward balançou a cabeça. —Ele confia que nós não tentaremos matar ele. No entanto, isso é tudo—.
—Você vai participar essa noite?—, eu perguntei a ele, hesitante. Eu sabia que seria tão difícil pra ele ser deixado pra trás quanto teria sido pra mim. Talvez mais difícil.
—Eu vou ajudar quando Jasper precisar. Ele quer tentar alguns agrupamentos desiguais, ensiná-los a lidar com alguns ataques múltiplos—.
Ele levantou os ombros.
E uma onda de pânico lavou a minha breve sensação de confiança.
Eles ainda estavam em menor número. Eu estava piorando isso.
Eu olhei para o campo, tentando esconder a minha reação.
Esse era o lugar errado, lutando como eu estava comigo mesma, pra me convencer de que tudo acabaria da forma como eu precisava que acabasse. Porque quando eu forcei os meus olhos a se afastarem dos Cullen - pra longe da imagem da luta de brincadeira dele que seria real e mortal em alguns dias - Jacob capturou os meus olhos e sorriu pra mim.
Era o mesmo sorriso de lobo de antes, os olhos dele se estreitando como faziam quando ele era humano.
Era difícil de acreditar que, há não muito tempo atrás, eu tinha achado os lobisomens assustadores - perdia o sono com pesadelos sobre eles.
Eu sabia, sem perguntar, qual deles era Embry e qual era Quil. Porque Embry claramente era o lobo cinza mais magro com os pontos escuros nas costas, que se sentava pacientemente observando, enquanto Quil - cor de chocolate forte, mas clara no rosto dele - se mexia constantemente, parecendo que ele estava morrendo de vontade de se juntar à luta de brincadeira. Eles não eram monstros, mesmo desse jeito. Eles eram amigos.
Amigos que nem de perto pareciam ser tão indestrutíveis quanto Emmett e Jasper pareciam ser, se movendo mais rapidamente do que ataques de cobra enquanto a luz da lua reluzia em suas peles duras como granito. Amigos que não pareciam entender o perigo envolvido aqui. Amigos que de certa forma ainda pareciam ser mortais, amigos que podiam sangrar, amigos que podiam morrer...
A confiança de Edward era tranquilizadora, porque estava claro que ele não estava realmente preocupado com a sua família. Mas será que ele ficaria magoado se alguma coisa acontecesse com os lobos? Será que haviam razões pra que ele ficassem ansioso, sendo que provavelmente isso não incomodava ele?
A confiança de Edward só aplacava uma parte dos meus medos.
Eu tentei sorrir de volta pra Jacob, engolindo o caroço da minha garganta. Eu parecia estar fazendo isso certo.
Jacob se pôs levemente de pé, a agilidade dele era um contraste com a sua massa, e correu até onde Edward e eu estávamos só observando as coisas.
—Jacob—, Edward o saudou educadamente.
Jacob ignorou ele, seus olhos escuros estavam em mim. Ele abaixou a cabeça até o meu nível, como tinha feito ontem, pendendo ela pra um lado. Um chorinho baixo escapou pelo focinho dele.
—Eu estou bem—, eu respondi, sem precisar da tradução que Edward estava prestes a dar. —Só preocupada, sabe—.
Jacob continuou a me encarar.
—Ele quer saber porque—, Edward murmurou.
Jacob rosnou - um som ameaçador, um som aborrecido - e os lábios de Edward se torceram.
—O quê?—, eu perguntei.
—Ele acha que a minha tradução deixa algo a desejar. O que ele pensou mesmo foi 'Isso é muito estúpido. O que há pra se preocupar?' Eu editei, porque eu achei que era rude—.
Eu dei um meio sorriso, ansiosa demais pra me divertir. —Têm muitas coisas pra se preocupar—, eu disse a Jacob. —Tipo um monte de lobisomens idiotas se machucando—.
Jacob sorriu o seu rosnado tossido.
Edward suspirou. —Jasper que ajuda. Você vai ficar bem sem tradutor?—
—Eu consigo—.
Edward me olhou saudosamente por um minuto, a expressão dele era difícil de entender, e depois se virou e correu para onde Jasper estava esperando.
Eu me sentei onde estava. O chão era frio e desconfortável.
Jacob deu um passo pra frente, aí olhou pra mim, um choro baixo apareceu na garganta dele. Ele deu outro meio passo.
—Vá sem mim—, eu disse a ele. —Eu não quero olhar—.
Jacob inclinou sua cabeça para o lado por um momento, e depois se curvou no chão ao meu lado com um suspiro ruidoso.
—De verdade, você pode ir em frente—, eu assegurei ele. Ele não respondeu, só colocou a cabeça nas patas da frente.
Eu olhei pra cima para as nuvens prateadas, sem querer ver a luta.
A minha imaginação já tinha combustível mais que suficiente. Uma brisa soprou na clareira, e eu estremeci.
Jacob se trouxe mais pra perto de mim, pressionando seu pêlo quente no meu lado esquerdo.
—Er, obrigada—, eu murmurei.
Depois de alguns minutos, eu estava encostada em seu ombro largo. Era muito mais confortável desse jeito.
As nuvens se moviam lentamente pelo céu, escurecendo e ficando mais claras enquanto as figuras grossas se aproximavam da lua e passavam por ela.
Ausentemente, eu comecei a passar os meus dedos pelo pêlo do pescoço dele. O mesmo som estranho de zumbido que ele havia feito ontem resoou na garganta dele. Era um som familiar. Mais áspero, maior do que o ronco de um gato, mas convinha do mesmo contentamento.
—Sabe, eu nunca tive um cachorro—, eu meditei. —Eu sempre quis ter um, mas Renée é alérgica—.
Jacob riu, o corpo dele estremeceu embaixo de mim.
—Você não está nem um pouco preocupado com sábado?—, eu perguntei.
Ele virou sua cabeça enorme na minha direção, pra que eu pudesse ver os olhos dele se revirando.
—Eu queria poder ser tão positiva—.
Ele encostou a cabeça na minha perna e começou a zumbir de novo. E isso me fez ficar só um pouco melhor.
—Então nós temos um pouco de caminhada pra fazer amanhã, eu acho—.
Ele rosnou; o som estava entusiasmado.
—Essa pode ser uma longa caminhada—, eu avisei a ele. —Edward não julga distâncias do jeito que uma pessoa normal faz—.
Jacob latiu outra risada.
Eu me afundei mais no pêlo dele, descansando a minha cabeça no pêlo dele.
Era estranho. Mesmo quando ele estava nessa forma bizarra, ele parecia ser mais parecido com o Jake que eu conhecia - a amizade fácil, sem esforços que era tão natural quanto respirar pra dentro e pra fora - do que nas poucas vezes em que eu estava com Jacob enquanto ele era humano. Era estranho que eu pudesse encontrar isso aqui, quando eu achava que toda essa coisa de lobo foi o que causou sua perda.
Os jogos mortais continuaram na clareira, e eu olhava para a lua nebulosa.

3 comentários:

  1. Estou tentando entender o que significa o nome do próximo capítulo antes de ler... Claro que eu sei o que esperar, levando em conta que eu já vi o filme umas 8 vezes...

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    Respostas
    1. Isso faz com que parte da graça desapareça mas mesmo assim é emocionante ! Jake me surpreende cada vez mais!

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  2. Eu queria tá no lugar da Bella ! ( Mesmo parecendo louco .)

    Assi: Apaixonada por livros.

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