30 de setembro de 2015

Capítulo 17

Tremendo, eu limpei minha boca com as costas da minha mão e me afastei do vômito (eu me recusei a sequer considerar o que eu vomitei e como deveria estar parecendo) até que eu cheguei a um carvalho gigante que cresceu tão perto da parede que metade dos galhos dele estavam do outro lado dele. Eu me inclinei contra a árvore, me concentrando em não ficar enjoada de novo.
O que eu fiz? O que estava acontecendo comigo?
Então em algum lugar nos galhos do carvalho eu ouvi um miado. Ok, não era o normal e comum miado de gato. Era mais como um irritado “me-eeh-uf-me-eef-uf-ronco.”
Eu olhei para cima. Empoleirado no galho que estava batendo contra a parede estava um pequeno gato laranja. Ela estava me olhando com enormes olhos e definitivamente parecia decepcionada.
— Como você chegou aqui?
“Me-uf,” ela disse, espirrando, e caminhando pelo galho, claramente tentando se aproximar de mim.
— Bem, vem aqui gatinho, gatinho, gatinho — eu persuadi.
“Me-eeh-of-ow,” ela disse, chegando um pouco mais pra frente com suas pequenas patinhas.
— Isso aí, vem aqui, garotinha. Mova suas pequenas patinhas pra cá. — Sim, eu estava substituindo eu surtando para me canalizar em salvar o gato, mas a verdade é que eu não podia pensar sobre o que tinha acontecido. Agora não. Era muito cedo. Muito recente. Então o gato era uma excelente distração. Além do mais, ela parecia familiar. — Vem aqui garotinha, anda... — eu continuei a conversa com ela enquanto eu forçava o dedo no duro tijolo da parede e dava um jeito de me erguer alto o bastante para agarrar a parte mais baixa do galho em que o gato estava. Então eu fui capaz de usar o galho como um tipo de corda para subir mais, o tempo todo falando com o gato, enquanto ela continuava a reclamar para mim. 
Finalmente eu cheguei até o alcance dela. Nos olhamos por um longo tempo, e eu comecei a me perguntar se ela sabia sobre mim. Ela podia perceber que eu provei (e gostei) sangue? Eu tinha bafo de vômito de sangue? Eu parecia diferente? Eu tinha ganhado presas? (Ok, a última pergunta era ridícula. Vampiros adultos não têm presas, mas ainda sim.) 
Ela “me-eeh-uf-oewd” pra mim de novo, e se moveu um pouco para mais perto. Eu a alcancei e acariciei o topo da cabeça dela e então as orelhas dela baixaram e ela fechou os olhos, ronronando.
— Você parece uma leoazinha — eu disse a ela. — Vê como você é muito melhor quando não está reclamando? — Então eu pisquei surpresa, quando percebi porque ela parecia tão familiar.
— Você estava no meu sonho. — E um pouco de felicidade passou pela parede de enjoo e medo dentro de mim. — Você é minha gata!
A gata abriu os olhos, bocejou, e espirrou de novo, como se fosse para comentar porque eu tinha levado tanto tempo para descobrir. Com um grunhido de esforço subi para sentar na parte larga do topo da parede junto ao galho onde o gato estava. Com um suspiro de gatinho, ela pulou delicadamente no galho, para o topo da parede, e andou com suas pequenas patas brancas, até mim para pular em meu colo. Não parecia ter nada para eu fazer a não ser acariciar a cabeça dela um pouco mais. Ela fechou os olhos e ronronou alto. Eu acariciei o gato e tentei parar o tumulto na minha mente. O ar cheirava como se pudesse chover, mas a noite estava extraordinariamente quente para o fim de outubro, e eu coloquei minha cabeça para trás, respirando profundamente e deixando a luz da lua que aparecia entre as nuvens me acalmar.
Eu olhei para a gata. — Bem, Neferet disse que deveríamos sentar na luz da lua. — Eu olhei para o céu de novo. — Seria melhor se essas estúpidas nuvens fossem embora, mas ainda sim...
Eu mal falei as palavras quando um vento repentino passou por mim, de repente mandando as nuvens embora.
— Bem, obrigado. — Eu falei em voz alta para nada em particular. — Esse foi um vento muito conveniente. — A gata resmungou, me lembrando que eu tive a coragem de parar de coçar as orelhas dela. — Eu acho que vou chamar você de Nala porque você é uma leoazinha. — Eu disse a ela, voltando a coça-la. — Você sabe garotinha, estou tão feliz por ter te encontrado hoje, eu realmente precisava que algo bom acontecesse para mim depois da noite que eu tive. Você não iria acreditar...
Um estranho cheiro passou por mim. Era tão estranho que fez eu parar com o que eu estava dizendo. O que era isso? Eu cheirei e enruguei o nariz. Era um cheiro seco e velho. Como uma casa que está fechada por tempo demais, ou algum velho porão assustador. Não era um cheiro bom, mas também não era nojento a ponto de me deixar enjoada. Era só errado. Como se não pertencesse ali a noite aberta. 
Então eu vi algo pelo canto dos olhos. Eu olhei para baixo da longa parede feita de tijolos.
Parada ali, meio virada para mim como se não tivesse certeza em que lugar ela queria ir, estava uma garota. A luz do luar, e meus sentidos melhorados para ver no escuro, me permitiram ver ela embora não houvesse nenhuma luz perto da parede. Eu me senti ficar tensa. Havia uma daquelas odiosas Filhas das Trevas me seguido? De jeito nenhum eu me sentia a vontade para lidar com mais da merda delas hoje à noite.
Eu devo ter feito o frustrado gemido que estava na minha mente, porque a garota olhou para cima onde eu estava sentada no topo da parede.
Eu arfei chocada e senti o medo passar por mim.
Era Elizabeth! A Elizabeth Sem Sobrenome que deveria estar morta. Quando ela me viu, os olhos dela, que eram de um estranho vermelho brilhante, se alargaram e ela fez um estranho som antes de desaparecer com uma velocidade nada humana pela noite.
No mesmo instante, Nala arqueou as contas e assoviou com tanta ferocidade que o pequeno corpo dela tremeu.
— Está tudo bem! Está tudo bem! — eu disse de novo e de novo, tentando acalmar a gata e eu.
Nós duas estávamos tremendo e Nala ainda estava ronronando baixo com a garganta. — Não poderia ser um fantasma. Não poderia ser. Era só... Só... Uma estranha garota. Eu provavelmente a assustei e ela...
— Zoey! Zoey! É você?
Eu dei um pulo e quase cai da parede. Foi demais para Nala. Ela deu outro tremendo assovio e pulou do meu colo para o chão. Completa e absolutamente apavorada, eu agarrei o galho para me segurar e dar uma olhada na noite.
— Quem-quem é? — Eu chamei pela alta batida do meu coração. E então eu estava cega pela luz de duas lanternas apontadas para mim.
— É claro que é ela! Como se eu não pudesse reconhecer a voz da minha melhor amiga? Droga, ela não foi embora a tanto tempo!
— Kayla? — eu disse, tentando proteger meus olhos do brilho das lanternas com a mão, que estava tremendo feito louca.
— Bem, eu disse a você que iríamos encontrar ela — a voz de um cara disse. — Você sempre quer desistir cedo demais.
— Heath? — Talvez eu estivesse sonhando.
— Sim! Whoo-hoo! Te encontramos, baby! — Heath gritou, e mesmo com o horrível brilho eu podia ver ele se atirando na parede e então começando a subir como um alto, loiro jogador de futebol macaco.
Inacreditavelmente aliviada por ser ele e não o bicho papão, eu falei para ele — Heath! Tenha cuidado. Se você cair você vai quebrar algo. — Bem, a não ser que ele caísse de cabeça - daí ele provavelmente ficaria bem.
— Eu não! — ele disse, se puxando para cima para que ficasse sentado ao meu lado, sentado na parede. — Hey Zoey, olha só - olha para mim; eu sou o rei do mundo! — Ele gritou, jogando os braços, rindo como um bobo, e jogando o cheiro de álcool em mim.
Não era de se admirar que eu me recusei a sair com ele.
— Ok, não há necessidade de para sempre gozar da minha cara pela minha infeliz ex-queda pelo Leonardo! — eu olhei para ele, me sentindo mais como eu mesma em horas. — Na verdade, é como a minha ex-queda por você. Só que essa não durou tanto, e você não fez um bando de filmes piegas, mas legais.
— Hey, você ainda não está irritada com Dustin e Drew está? Esqueça eles! Eles são retardados.
Heath disse, me dando o seu olhar de cachorrinho perdido, que costumava ser bem fofo quando ele estava na oitava série. Pena que a fofura terminou de funcionar para ele dois anos atrás. — E, de qualquer forma, viemos até aqui para te salvar.
— O que? — eu balancei a cabeça e ri para ele. — Espera. Desligue essa lanterna. Elas estão matando meus olhos.
— Se eu desligar não vamos conseguir nos ver — Heath disse.
— Ótimo. Então vire ela para o outro lado. Uh, aponte ela para lá ou algo assim — Eu fiz um gesto para longe da escola (e de mim). Heath virou a luz que ele estava apontado que estava apontado pela noite, e Kayla também. Eu fui capaz de soltar minha mão, eu fiquei feliz por ver que ela parou de tremer, e parei de olhar para os lados. Os olhos de Heath se alargaram quando ele viu minha Marca.
— Olha só! Está colorida agora! Wow! É como... Como... Na TV ou algo assim.
Bem, era bom ver que algumas coisas nunca mudam. Heath ainda era o Heath – fofo, mas não o cara mais brilhante.
— Hey! E quanto a mim? Eu estou aqui também sabe!
Kayla disse. — Alguém me ajude a chegar até aí, mas tenham cuidado. Deixe-me colocar minha bolsa no chão. Oh, e é melhor eu tirar esses sapatos. Zoey, você não iria acreditar na promoção que você perdeu ontem na Bakers. Todos os sapatos de verão deles totalmente em liquidação. Eu quero dizer, seriamente em liquidação. 70% de desconto. Eu peguei cinco pares para...
— Ajude ela a subir — eu disse a Heath. — Agora. É o único jeito de ela parar de falar.
Sim. Algumas coisas não mudam.
Heath se mexeu até ficar de barriga, e então se inclinou para baixo para oferecer uma mão para Kayla. Rindo, ela o agarrou e deixou ele a puxar para cima, para o topo da parede conosco. E foi enquanto ela estava rindo e ele estava erguendo ela que eu vi - o inconfundível jeito que Kayla ria e olhava e ficava corada com Heath. Eu conhecia tão bem quanto sabia que nunca seria uma matemática. Kayla gostava de Heath. Ok, não gostava. Ela gosta de Heath.
De repente o comentário culpado sobre me trair na festa que eu perdi fez perfeito sentido.
— Então como vai Jared? — eu perguntei bruscamente, parando as risadinhas de K.
— Ok, eu acho — ela disse sem me olhar nos olhos.
— Você acha?
Ela mexeu os ombros e eu vi que por baixo da jaqueta de couro muito fofa dela eu vi que ela estava usando a camiseta sem mangas e com rendas que costumávamos chamar de Camiseta Boob, porque não só mostrava muito a clavícula, mas também era cor de pele, então parecia que eu estava mostrando mais do que realmente estava.
— Eu não sei. Não conversamos muito nos últimos dias.
Ela ainda não olhava para mim, mas ela olhou para Heath, que parecia sem noção - mas esse era realmente o único olhar dele. Então minha melhor amiga estava dando em cima do meu namorado. Agora isso me irritava, e de repente eu desejei que não fosse uma noite tão agradável e quentinha. Eu queria que estivesse frio e Kayla congelasse seus super desenvolvidos peitos.
Do norte o vento nos envolveu de repente, viciosamente, trazendo o maior frio.
Tentando não parecer óbvia, Kayla puxou a jaqueta mais para perto e riu de novo, dessa vez de nervosa ao invés de flertando, e eu senti o cheiro de cerveja e algo mais. Algo que tão recentemente está impresso nos meus sentidos que eu estava surpresa por não o sentir imediatamente.
— Kayla você andou bebendo e fumando?
Ela tremeu e piscou para mim como um coelho bem devagar. — Só um pouco. De cerveja, eu quero dizer. E bem, um, Heath fumou um baseado pequeno e eu estava muito, muito assustada para vir aqui, então eu experimentei um pouco.
— Ela precisava de um incentivo — Heath disse, mas ele nunca foi bom com palavras maiores que duas silabas, então pareceu in-centi-vum.
— Desde quando você começou a fumar maconha? — eu perguntei a Heath.
Ele riu. — Não tem nada demais, Zo. Eu só fumo um baseado de vez enquando. São mais seguros que cigarros.
Eu realmente odiava quando ele me chamava de Zo.
— Heath — eu tentei soar paciente. — Eles não são mais seguros que cigarros, e mesmo que sejam isso não diz muito. Cigarros são nojentos e eles matam você. E, seriamente, os maiores perdedores da escola fumam maconha. Fora o fato que você realmente não pode se dar ao luxo de perder mais células cerebrais. Eu quase adicionei “ou esperma”, mas eu não queria entrar nesse caminho. Heath definitivamente iria ter a ideia errada se eu fizesse um comentário referente às partes masculinas dele.
— Nu uh — Kayla disse.
— O que Kayla?
Ela ainda estava agarrada na jaqueta se protegendo do frio. Os olhos dela mudaram de coelho devagar demais, para gato puxado pela cauda. Eu reconheci a mudança. Ela fazia isso constantemente com pessoas que ela não considerava parte do seu grupo de amigos.
Costumava me deixar louca e eu iria gritar com ela e dizer que ela não deveria ser tão má. Agora ela estava fazendo essa merda comigo?
— Eu disse nu uh porque não são só perdedores que fumam - pelo menos não só de vez enquanto. Você conhece aqueles jogadores gostosos que jogam para a Union, Chris Ford e Brad Higeons? Eu os vi na festa da Katie noite passada. Eles fumam.
— Hey, eles não são tão gostosos — Heath disse.
Kayla o ignorou e continuou falando. — E Morgan fuma às vezes.
— Morgan, a Morgi de Metal? — Sim, eu estava irritada com K, mas fofoca é fofoca.
— Sim. Ela também acabou de fazer um piercing na língua e no — K parou e falou baixo “clit.” — Você pode imaginar o quanto deve ter doido?
— O que? Onde ela fez o piercing? — Heath disse.
— Nada — K e eu falamos juntas, por um segundo soando como a melhor amiga costumava ser.
— Kayla, você está mudando de assunto. De novo. Os jogadores do Union sempre foram a fim de drogas. Olá! Por favor, lembre que eles usam esteróides, que é motivo para ter levado dezesseis anos para a gente derrotar eles.
— Vai, Tigres! Yeah, chutamos a bunda do Union! — Heath disse. Eu virei meus olhos.
— E Morgan claramente começou a perder a cabeça, que é por isso que ela colocou um piercing no... — eu olhei para Heath e reconsiderei. — Corpo dela e está fumando. Diga-me alguém normal que está fumando. — K pensou por um segundo. — Eu!
Eu suspirei. — Olha, eu só acho que isso não é muito inteligente.
— Bem, você nem sempre sabe tudo. — O olhar odioso voltou no rosto dela.
Eu olhei dela para Heath, e então de volta para ela. — Claramente, você está certa. Eu não sei tudo.
O olhar maldoso dela virou assustado e depois mudou para maldoso de novo, e de repente não pude me impedir de comparar ela com Stevie Rae, que, apesar deu conhecer a apenas alguns dias, eu tinha absoluta, e completa certeza que ela não iria atrás do meu namorado, sendo ele meu quase ex ou não. Eu também não achava que ela iria fugir de mim e me tratar como se eu fosse um monstro quando eu mais precisava dela.
— Eu acho que você deveria ir embora — eu disse para Kayla.
— Ótimo — ela disse.
— Provavelmente não é uma boa ideia você voltar, também.
Ela deu empurrou sua jaqueta para que ela abrisse e eu podia ver o fino tecido da camiseta dela deslizar do ombro dela, deixando claro que ela não estava usando sutiã.
— Tanto faz — ela disse.
— Ajude ela a descer, Heath.
Heath normalmente era muito bom em seguir instruções simples, então ele desceu Kayla. Ela agarrou a lanterna e olhou para nós.
— Anda Heath. Estou ficando com frio. — Então ela virou e começou a andar em direção à rua.
— Bem... — Heath disse um pouco constrangido. — Ficou frio de repente.
— Yeah, pode parar agora — eu disse distraída, e não prestei muita atenção quando o vento parou de repente.
— Hey, uh, Zo. Eu realmente vim aqui salvar você.
— Não.
— Huh? — Heath disse.
— Heath, olhe para minha testa.
— Sim, você tem esse negócio de lua crescente. E está colorido, o que é estranho porque não estava colorido antes.
— Bem, agora está. Ok, Heath, se concentre. Eu fui Marcada. Isso significa que meu corpo está passando pela Mudança de se tornar uma vampira.
Os olhos de Heath foram para Marca e viajaram pelo meu corpo. Eu vi que ele hesitou nos meus seios e então nas minhas pernas, o que me fez perceber que ela estava descoberta até quase a minha virilha porque minha saia tinha subido quando eu subi no topo da parede.
— Zo, o que quer que aconteça com seu corpo está bem para mim. Você é seriamente gostosa. Você sempre foi linda, mas agora você parece uma deusa. Ele sorriu para mim e tocou minha bochecha gentilmente, me lembrando do porque eu gostei tanto dele por um longo tempo. Apesar das falhas, Heath podia ser muito doce, e ele sempre me fazia sentir completamente linda.
— Heath — eu disse suavemente. — Eu sinto muito, mas as coisas mudaram.
— Não comigo. — Me pegando completamente de surpresa ele se inclinou para frente, deslizando a mão por cima do meu joelho e me beijou.
Eu me afastei e agarrei o pulso dele. — Pare Heath! Estou tentado falar com você.
— Que tal você falar e eu beijar? — ele sussurrou.
Eu comecei a dizer não de novo.
E então eu senti.
O pulso dele debaixo dos meus dedos.
Estava batendo com força e rapidamente. Eu juro que eu podia ouvir ele também. E quando ele se inclinou para me beijar de novo eu pude ver a veia que passava pelo pescoço dele. Se movia, batendo forte enquanto o sangue era bombeado pelo seu corpo. Sangue... Os lábios dele tocaram o meu e eu me lembrei do gosto do sangue na taça. O sangue estava frio e misturado com vinho, e era de um garoto fraco e perdedor. O sangue de Heath poderia ser quente e rico... Doce... Mais doce que o de Elliott, o refrigerador...
— Ow! Droga Zoey. Você me arranhou! — Ele tirou o pulso da minha mão. — Merda, Zo, você me fez sangrar. Se você não queria que eu beijasse você, você só tinha que dizer.
Ele levou o seu pulso sangrento para a boca e sugou a gota de sangue que estava ali. Então ele levantou os olhos para os meus, e congelou. Ele tinha sangue nos lábios. Eu podia sentir o cheiro - era como o vinho, mas melhor, muito melhor. O cheiro me envolveu e fez o cabelo dos meus braços se arrepiar.
Eu queria provar. Eu queria provar mais do que qualquer coisa na minha vida.
— Eu quero... — eu me ouvi sussurrar numa voz que eu não conhecia.
 Sim... — Heath me respondeu como se estivesse em transe. — Sim... O que você quiser. Eu vou fazer o que você quiser.
Dessa vez eu me inclinei até ele e toquei minha língua nos lábios dele, tomando a gota de sangue na minha boca onde explodiu - calor, sensação, e uma onda de prazer que eu nunca senti.
— Mais — eu disse.
Como se ele tivesse perdido a capacidade de falar e só pudesse acenar, Heath levantou seu pulso para mim. Mal estava sangrando, e quando eu lambi a pequena linha escarlate Heath gemeu. O toque da minha língua pareceu fazer algo com o arranhão, porque instantaneamente começou a derramar sangue, cada vez mais rápido... Minhas mãos estavam tremendo quando levei o pulso dele para minha boca e pressionei meus lábios contra a pele quente. Eu tremi e gemi em prazer e...
— Oh meu Deus! O que você está fazendo com ele!? — A voz de Kayla foi um grito que perfurou a nevoa escarlate no meu cérebro. Eu soltei o pulso de Heath como se tivesse me queimado.
— Se afaste dele! — Kayla estava tremendo. — Deixe ele em paz! — Heath não se moveu.
— Vá — eu disse a ele. — Vá e não volte.
— Não — ele disse, parecendo e soando estranhamente sóbrio.
— Sim, saia daqui.
— Deixe ele ir! — Kayla gritou.
— Kayla, se você não calar a boca eu vou descer aí e chupar até a última gota do seu estúpido corpo de vaca traidora! — Eu falei para ela.
Ela gritou e saiu correndo. Eu me virei para Heath, que ainda estava me olhando.
— Eu não tenho medo de você, Zo.
— Heath, eu tenho medo o suficiente para nós dois.
— Mas eu não me importo com o que você fez. Eu amo você Zoey. Mais agora do que nunca.
— Pare! — Eu não queria gritar, mas eu fiz com que ele se encolhesse com o poder que encheu minhas palavras. Eu engoli com força e acalmei minha força. — Apenas vá. Por favor. — Então, procurando um jeito de fazer ele ir embora eu acrescentei — Kayla provavelmente vai chamar a polícia agora. Nenhum de nós precisa disso.
— Ok, eu vou. Mas não vou ficar longe. — Ele me beijou rapidamente e com força. Eu senti uma facada de prazer quando senti o gosto de sangue que ainda estava na boca dele. Então ele desceu pela parede e desapareceu até que tudo que eu pude ver na escuridão foi o pequeno ponto de luz vindo da lanterna dele, e então, finalmente, nem isso. 
Eu não me permiti pensar. Não ainda. Movendo-me metodicamente, como um robô, eu usei o galho para me segurar e descer. Meus joelhos estavam tremendo tanto que eu fui capaz de dar apenas alguns passos e afundei no chão, pressionando minhas costas na antiga casca da árvore. Nala se materializou, pulando em meu colo como se fosse minha gata a anos ao invés de minutos, e quando meu choro começou ela pulou do meu colo para o meu peito e pressionou seu rosto quente contra minhas bochechas.
Depois do que pareceu um longo tempo meu choro se tornou um soluço e eu desejei não ter saído da sala de recreação sem minha bolsa. Eu poderia realmente usar um lenço.
— Hey, parece que você precisa disso.
Nala reclamou e pulei surpresa com a voz, e eu pisquei através das lágrimas para ver alguém me entregando um lenço. — O-obrigado — eu disse, pegando o lenço e assoando o nariz.
— Sem problemas — Erik Night disse.

8 comentários:

  1. Fosse eu tinha tirado cada gota de sangue do corpo dela, tem gente q nn serve pra nada .-.

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  2. Eita... nao tinham provas de q o sangue do Elliot era sadio... entao os vampiros sao imunes a hiv e dsts? Gi

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    1. Provavelmente, vampiros não ficam doentes... a não ser quando morrem e não passam pela Mudança :v

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  3. q vaca kaila ainda bem que nenhuma das minhas amigas ficam se jogando pra cima do meu namorado

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  4. Eu já sabia que essa Kayla era uma vaca quando ela rejeitou a Zoey depois que ela foi marcada.

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